The Captain and The Petal.

25 Twenty-fourth Chapter. - Torture techniques.


Notas iniciais
Ois! Havemos capa nova (banner de capítulo)!!! Eu espero que não dê problemas. A dona Madelaine (a minha visão de Lynna) está muito sensuelen nessa ft. Um questionamento: como vocês enxergam a nossa Pétala? Boa leitura! PS: acho que estou colocando muita expectativa. Esse é um dos meus caps favoritos.

Técnicas de tortura.

Era um fato a ser considerado.

Desde que Natasha perguntara a Lynna o que ela iria fazer no sábado, todos no Complexo – e por todos, ela queria dizer os Vingadores – pareciam ainda mais esquisitos ao seu redor. Tipo, mais esquisitos que o normal.

Não havia uma vez em que ela adentrasse um cômodo, onde pelo menos dois deles estavam – excluindo as meninas e parcialmente Steve –, que não a olhassem e dessem risinhos.

Ela já estava para lá de puta com isso, e planejava tirar essa história a limpo.

Então, na quarta-feira, após a sua aula com as Bailarinas, ela foi mais cedo para a cozinha, antes de Wanda voltar do treino, para pegar o mais assustável do grupo sozinho – aka Sam Wilson –, então ele lhe contaria o que porra estava acontecendo.

Ele era a sua opção mais desesperada, pois acredite, ela já havia apelado até para o bom senso sincero de Steve, e não conseguiu arrancar nada do Capitão. Nada! Logo ele, o cara que quase não consegue mentir! Quem foi a alma afim de levar um cascudo que o ensinou a mentir?! Estava escrito nos olhos dele que ele sabia, mas não iria contá-la. Isso provavelmente tinha dedo de Natasha.

Deslizou a porta de vidro com um sorriso amplo no rosto.

— Oi Sam! — saudou-o calorosamente, assustando-o.

— O... Oi Lynna. — ele sorriu.

— Sam, o que você quer para jantar hoje? — ela perguntou docemente, com uma pitada ameaçadora no fundo, dirigindo-se para trás da bancada do fogão, procurando possíveis ingredientes atrás dela. Ela ouviu quando o Falcão engoliu em seco. — Alguma coisa em especial?

— Ma... macarronada está bom. — ele disse de maneira engasgada, fazendo-a sorrir lascivamente, voltando-se para ele.

— Apenas macarronada? Nenhuma outra especificação? — arqueou a sobrancelha.

Ele engoliu em seco.

— Só macarronada está bom mesmo. — ele sorriu nervosamente, típico de alguém que estava escondendo alguma coisa, como da outra vez.

— Ok, então. — ela deu de ombros, colocando a panela na pia para encher de água. — Que seja macarronada! — sorriu-lhe angelicalmente.

Sam se moveu inquieto.

— Erm... eu vou dar uma passadinha no meu quarto antes do jantar. — ele disse nervosamente. — Mamãe sempre disse que era para tomar banho antes de comer.

Com um sorriso perverso, Lynna usou seus poderes para criar uma tranca na porta de correr, fazendo Sam tremer de medo.

— Samuel... você sabe o que está acontecendo aqui no Complexo? — ela perguntou lentamente, picotando o tomate para fazer o molho.

Sam não se virou para ela.

— Não. — ele murmurou depressa.

— Vire-se para mim! — ela rosnou. — Todos estão assim: estranhos. Natasha, Pietro, Wanda, Tony, que já estranho por si só, você e até mesmo Steve! — ela resmungou, cortando o tomate com violência. — Eu pergunto o que está acontecendo e todos, absolutamente TODOS desconversam!

Ele soltou um suspiro, seguido de um sorriso amarelo.

— Já pensou em perguntar a Rhodes? — questionou-a. — Se há algo que eu posso afirmar, é que ele sabe sobre o que está acontecendo.

Ela grunhiu de raiva, abrindo a porta para os olhos de cachorro abandonado de Sam.

— Isso, Samuel, seu covarde! — resmungou sozinha. — Coloca a bola para cima do teu amigo!

Visão surgiu através da parede, tomando cuidado para não assustá-la outra vez. Ela quase sufocou Wanda quando elas estavam conversando.

— Vis, a porta está aberta. — ela murmurou severamente, por mais que não estivesse com raiva dele. Ele era um ser fofo.

Ele franziu o cenho.

— Sinto muito, Lynna. — ah! Isso foi uma vitória e tanto, ter o sintozóide chamando-a apenas de Lynna, sem tentar ser formal. — O que eles estão fazendo não é certo. Eu sei o que é que...

— VISÃO! — Pietro gritou, entrando na cozinha como um raio literal, com os olhos azuis completamente arregalados. — Eu não sabia que estava aqui, camarada! — ele finalizou a frase com o maxilar trancado.

Camarada, hum, sei.

Desde que ela havia acordado, Lynna percebeu a rivalidade entre Pietro e Visão pela atenção de Wanda, o que chegava a ser fofinho e irritante ao mesmo tempo, então essa história de camarada estava muito mal contada.

— Você ia dizer algo, Visão. — Lynna olhou para o sintozóide, que vestia um suéter preto e calças de moletom, depositando o tomate em outra panela para fazer o molho. — Não se sinta acanhado apenas porque o seu camarada está aqui.

Ela perdeu a forma como Pietro encarou Vis quando se virou, encontrando os dois sentados como duas crianças que acabaram de fazer merda e estavam com medo da mãe, que no contexto, era ela.

Então, o resto do grupo adentrou a sala, com Sam encolhido atrás de Steve, usando-o de escudo humano.

Como se eu não fosse atacá-lo também.

— Como foi seu banho, Sammy? Precisou de mais fumaça? — ela questionou sarcasticamente, vendo o pomo de adão do moreno subir e descer.

— Foi ótimo! — ele engasgou. — Nem precisei de fumaça não.

Ela sorriu angelicalmente, voltando a cozinhar.

Então, os cochichos entre eles iniciaram, parando sempre que ela ia de lá para cá na cozinha. Ela havia dispensado a ajuda tanto de Wanda, quanto de Visão, focada em seu plano.

Quando as almôndegas, o molho e o macarrão estavam prontos, ela bateu com a colher de pau na bancada do fogão, cessando a conversa com sua cara de assassina em repouso.

— Agora, os bonitinhos vão querer falar, ou eu vou ter que forçar alguém? — ela arqueou a sobrancelha.

— Do que você está falando? — Steve franziu o cenho.

Olha que safado! Tá na cara que ele está mentindo!

— Já faz uns três dias que vocês estão com essas caras de furico para o meu lado, cochichando, sorrindo, interrompendo conversas na minha presença e agindo mais estranhamente que o normal! Sem contar o fato de que agora, Steven Rogers sabe mentir, então comecem a se explicar! — ela colocou as duas mãos na cintura.

Natasha olhou quase que discretamente para os meninos, com um ar de “eu avisei” escrito bem no meio da cara.

— Eu não estou mentindo! — Steve, meu filho, nem tenta!

Ela arqueou a sobrancelha.

— Tá, e eu sou a avó da Xuxa. — ela resmungou, deixando-os com uma cara de interrogação.

— Bem possível. — Nat zombou.

Lynna arqueou ainda mais a sobrancelha, que sumiria em sua raiz do cabelo, se sua testa não fosse perfeitamente avantajada.

— Bem, já que não vão por bem, eis o que eu vou fazer. — ela sorriu amplamente. — Eu os farei comer essa macarronada envenenada, até que em vossos leitos de morte, tirando o Vis, o único a querer me ajudar, vocês possam me contar, ok?

— Você não é louca de nos envenenar. — Sam disparou.

Lynna sorriu lascivamente para ele.

— Você tem certeza disso? — questionou-o calmamente, acenando as mãos ao redor da fumaça que saía do macarrão recém-escorrido.

Os pomos de adão dos meninos – tirando Visão – subiram e desceram.

Tony e Rhodes apareceram para festa.

— Olhem só! Mais convidados! — ela sorriu amplamente. — Como vão, meninos?

Rhodes arregalou os olhos.

— Lynna, por que você parece um pouco assustadora? — ele questionou-a.

— Boa pergunta! — ela sorriu. — Que tal informarem os coleguinhas, meninos?

Steve arrastou um pouco a cadeira para trás.

— Você não está pensando mesmo em envenenar a comida, está? — ele perguntou entre divertido e assustado.

— Pera aí, você vai envenenar a comida? — Tony arregalou os olhos.

— Se não me contarem o que estão escondendo, eu vou sim. — ela cruzou os braços.

— Não estamos escondendo nada! — Stark rebateu.

Lynna arqueou a sobrancelha mais uma vez naquela noite.

— Ah, não? — resmungou. — Então se não estão escondendo nada, não se importarão com minha ameaça, não é?

— Tudo bem. — Sam ergueu-se. — Eu conto, mas não envenena a nossa comida. Ela tá cheirando muito bem.

Ela sorriu satisfeita.

— Boa escolha. — disse, ainda sendo ameaçadora. — E o que estão escondendo de mim?

Todos o encararam com uma expressão de alerta.

— Stark instalou um poste de pole dance numa das salas de treinamento e queríamos que você dançasse para nós, pronto, falei! — ele disse num fôlego só, jogando-se dramaticamente na cadeira.

Lynna revirou os olhos.

— Toda essa merda apenas para isso? — arqueou a sobrancelha.

— Nós tivemos medo que você tivesse uma reação assassina. — Pietro disse lentamente.

Ah não, ainda havia mais alguma coisa que ninguém está contando. Eles ainda não estariam com as pregas anais nas mãos se não tivesse, mas como “abriram o coração”, ela iria relevar.

— Era só perguntar. — revirou os olhos outra vez. — O mínimo que eu posso dizer é não.

— E é um não? — isso não foi o Capitão Puritano quem perguntou, foi?

Ela sorriu de lado.

— Eu deveria. — resmungou, despejando o molho no macarrão. — Mas eu vou sim, contudo fiquem sabendo que pole dance é um ESPORTE, seus pervertidos.

Tony arreganhou os dentes.

— Claro. — disse enigmaticamente. — Tudo pelo esporte.

— Pervertido. — ela resmungou antes de sentar-se à mesa. — Eu acho que já trabalhei muito por hoje. — disse quando o povo folgado arqueou a sobrancelha para ela. — Fiquem contentes que não está envenenado.

Eles engoliram em seco.

Sam e Steve, que estavam mais próximos da bancada, trouxeram as panelas, então eles começaram a comer, com a atmosfera um tanto quanto mais leve do que antes. Pelo menos, os risinhos irritantes haviam parado.

Ah, como ela queria possuir a audição de um supersoldado.

Porque a Hydra não a transformou num supersoldado?

*

Mais tarde, quando ficaram apenas ela e Steve para lavar as louças – pelo cronograma do dia, organizado pelo loiro – o clima entre eles estava um tanto quanto tenso.

— Você está com medo de mim porque eu disse que iria te envenenar? — ela perguntou, secando o prato de porcelana que ele lhe dava.

O loiro franziu o cenho, negando.

— Não. — respondeu. — Na verdade, eu não estou com medo. Eu sabia que você não iria fazer nada.

— Eu podia fazer sim, ok? — arqueou a sobrancelha.

Ele repetiu o gesto.

— Você não os machucaria. — observou. — Eles podem ser esquisitos e te irritam, mas você jamais os machucaria.

Ela bufou, chicoteando-o com o pano de prato.

— É impossível conviver com você! — ela disse de brincadeira. — Você é injusto!

O Cap sorriu.

— A vida é injusta, Lynna. — ele disse, abaixando-se para guardar os talheres na penúltima gaveta, dando-lhe a imagem de seu traseiro redondo. Oh, que visão injusta. — Eu agradeceria se parasse de secar a minha parte de trás. Eu posso sentir onde seus olhos estão.

Ele tentava esconder o rubor, enquanto ela terminava de secar os pratos e colocá-los no seu recanto. As crianças zombavam porque eles sempre se esqueciam de dispô-los no escorredor, para evitar o trabalho e deixar para tirar no outro dia.

O fato era que ela gostava de passar tempos considerados inúteis ao lado de Steve. Ele era uma boa companhia.

— Bom, eu não estava olhando. — ela brincou, colocando o último prato no armário. — Mas eu posso afirmar que Nat colocou os talheres aí com más intenções.

Ele riu.

Quando seu trabalho finalmente terminou, Lynna espreguiçou-se, colocando o pano de prato em seu devido lugar.

— Até amanhã, Steve. — murmurou, tomando o caminho do elevador.

— Até. — ele murmurou de volta.

Seus olhos se encontraram de maneira estranha antes das portas da caixa metálica se fechar.

Para ficar ainda mais clichê, só está faltando o: Steven... Lyanna!

Caralho, isso é tão cinquenta tons de cinza. Eu não iria reclamar se conseguisse ver a varetinha dele outra vez. É até interessante.

A vadia da Pétala às vezes conseguia distraí-la.

Ela negou com a cabeça, correndo para cama.

Já pronta para dormir, Lynna capturou o calendário com números grandes, riscando mais um dia, sorrindo para a sexta-feira, que era o dia em que Hanna vinha da faculdade para passar o final de semana com ela.

A ruiva lembrou-se da reação dela quando lhe contou as suas origens. Ela foi a que mais acreditou em nela. – é claro que ela deu um jeito de criticar Thor no meio disso.

Bruce também acreditaria, se ele estivesse ali.

Ele fazia falta.

Ela percebera como Natasha havia ficado sentida. Eles estavam tendo algo, algo que FINALMENTE estava se desenvolvendo, e que foi interrompido pela peste do Ultron.

Rolando para o lado, Lynna colocou o calendário de volta à escrivaninha, apagando a luz do abajur para finalmente dormir.

*

Na manhã seguinte, ela foi acordada por um barulho alto de caminhão descarregando.

Como sua cama era do lado da janela, a ruiva correu para ver o que era, sendo curiosa, como sempre.

Então, ela viu Tony olhar em todas as direções, antes de dar uma quantia gorda de dinheiro para o rapaz que fez a entrega. Ela franziu o cenho ao ler o nome na lateral do caminhão.

— O que Tony Stark vai fazer com tantas flores? — franziu o cenho, olhando para o emblema enorme da floricultura, vendo alguns agentes se mobilizando para carregar caixas e mais caixas de papelão, que continham (provavelmente) muitas rosas. — Que bizarro.

Escapulindo de seu poleiro na janela, Lynna foi para o banho, pretendendo usar seu tempo livre para treinar.

Ela comeu alguma coisa, colocou sua roupa de ginástica e foi até a academia privativa dos Vingadores, que já estava ocupada pelo sócio majoritário dela, o Capitão América.

Não havia nenhum dia em que ela não o visse naquele maldito saco e isso não fizesse a vida parecer ainda mais injusta.

— Bom dia. — ela o saudou animadamente, enrolando as proteções nas mãos.

— Bom dia. — ele a saudou de volta.

Ele voltou a bater no saco, enquanto Lynna prendia as luvas em suas mãos, preparada para iniciar sua rotina no segundo saco.

— Erm... Steve, você sabe dizer se Tony e Pepper brigaram? — ela questionou-o, batendo no saco.

Ele franziu o cenho.

— Não que eu saiba, por quê? — encarou-a.

— É que eu o vi pagando uma entrega massiva de rosas ainda pouco. — ela murmurou. — Eu só fiquei curiosa, sabe. Não é dia dos namorados ainda. — riu-se.

Ele riu também.

— Bem, Tony é um bilionário excêntrico. — ele deu de ombros.

Ela teve que concordar, mas que era bizarro, isso era.

Lynna passou uma hora socando e chutando o saco. Steve a deixou sozinha vinte minutos após a sua conversa. Ele saiu um tanto quanto apressado, ela deveria dizer.

Quando ela pegou suas coisas para voltar ao quarto e tirar o cheiro de suor do corpo, viu o loiro conversando e rindo com Sharon Carter, o que não deveria deixá-la irritada, mas deixou.

Ok. Esquece o banho, ela precisava fazer algo antes de criar uma adaga e enfiar na cara daquela coisinha.

Subiu pelas escadas, até o terceiro andar, louca para pisar na varanda outra vez. Ela já podia sentir a brisa maravilhosa em seu rosto, quando sentiu algo jogá-la brutalmente no chão.

Lynna soltou um gemido de dor e surpresa.

— Lady Tóxica, cuidado! — Tony praticamente gritou em seus ouvidos.

— O que foi, Stark?! — ela grunhiu, se arrastando para sair do aperto de urso do moreno. — Por que você pulou em mim?!

Ele arregalou os olhos.

— Você estava indo para a varanda do terceiro andar? — ele questionou-a.

— É Tony... — Lynna resmungou impacientemente. — Eu estou no terceiro andar, e tudo o que eu faço é ir até a varanda!

Ele fez um gesto urgente de “espere” com as mãos.

— Impossível agora. — disse-lhe. — A varanda está em manutenção!

Ela bufou.

— E quem foi o aprendiz de Hulk que quebrou a varanda, Tony?!

Ele bufou também.

— Olha...

— Fui eu. — Wanda disse com pesar, vindo de lá da varanda. Uma pena que a mesma ficava mais afastada do elevador, o que a impedia de ver a confusão formada. — Eu estava treinando e não consegui me controlar, então acabei quebrando uma das vigas que sustenta a varanda, comprometendo a estrutura.

Lynna suspirou assustada.

— Mas você está bem?

— Sim. — a castanha respondeu. — Vis estava comigo, ele me tirou de lá antes que eu me machucasse.

Assentindo Lynna se agachou para pegar a mochila caída.

— Sendo assim, eu voltarei quando o reparo estiver pronto. — sorriu-lhe com solidariedade. — Nos vemos amanhã no treino?

Wanda abriu um sorriso enorme.

— Claro! — respondeu-lhe.

Com outro sorriso, ela adentrou o elevador, perdendo o suspiro e o olhar de alívio que a Feiticeira Escarlate trocou com o Homem de Ferro.

Quando Lynna voltou para seu quarto, ela finalmente tomou banho e decidiu que não iria descer para o almoço, preferindo cozinhar a refeição em seu próprio apartamento, descansando no sofá enquanto assistia algo legal na TV.

Ela fez uma playlist de filmes com o seu ator secretamente favorito, lentamente dormindo enquanto sua bela face rolava na tela.

Suas mãos rolavam pelos seus quadris, ela suspirava, enquanto tentava conter um gemido alto, mordendo o ombro do loiro para abafar sua voz.

— Shii. — ele disse profundamente em seu ouvido, rolando o dedo calejado por cima de seu feixe de nervos. — Você não quer que todos lhe ouçam, quer?

Ela negou com a cabeça, mordendo o lábio inferior, rolando os quadris contra a pressão de seu dedo.

Num puxão, seu vestido fora rasgado em dois, arrancando um gemido mais alto que ela não conseguiu conter. Essa era sua parte preferida, por mais que tivesse sido um dos seus vestidos favoritos a ir para o saco.

— Isso é injusto. — ela resmungou com o peito subindo e descendo, roçando os mamilos expostos contra o peito duro do mais alto. — Você ainda está vestido!

Ele sorriu. Aquele sorriso que deixava as suas pernas bambas.

— Então venha tirar, já que lhe incomoda tanto.

Com um sorriso, a ruiva colocou-se de joelhos, roçando os dedos nos músculos ondulantes do loiro, expondo sua pele lentamente, puxando o suéter para fora de seu corpo.

Sua boca involuntariamente começou a salpicar beijos pelo seu torso, fazendo-o soltar pequenos gemidos abafados.

Um sorriso brotou em seus lábios quando ela mordeu seu mamilo sensível, arrancando um gemido alto do mais velho, fazendo-o revirar os olhos.

— Shii. — ela revidou, sensualmente mordiscando sua orelha. — Você não quer que todos lhe ouçam, quer krasivyy?

Ele soltou um rosnado baixo, colocando-a de volta contra o tapete, para depois rasgar sua tanga preta com os dentes.

— Depois não diga que eu não avisei! — ele disse ameaçadoramente.

Com um sorriso malicioso, o loiro lambeu uma faixa grossa de sua intimidade, fazendo-a rolar os olhos, esperneando de prazer. Suas pernas foram jogadas em Cada lado de seus ombros largos, fazendo-a soltar um grito estrangulado quando sua barba grande arranhou o interior das suas coxas do jeito que ela devaneara. Segundos depois, sua boca a devorou.

— Steve! — ela gemeu revirando os olhos.

— Uh... não. É Natasha mesmo, serve? — a voz da Viúva a fez despertar rapidamente, segurando um grito do fundo de sua garganta. — Seja o que for, eu também tenho língua. — para contestar, a Viúva expôs seu músculo rosado, ondulando-a numa tentativa de ser sensual.

— O que você quer aqui, Romanoff? — Lynna questionou, afundando sua cara numa das almofadas do sofá, escondendo seu rubor nada discreto. — Não sabe bater?

— Ei! Que desamor! A porta estava aberta. — Nat deu de ombros, para depois sorrir maliciosamente. — Tava bom o sonho?

Seu rosto ficou ainda mais vermelho.

— Isso não é da sua conta, abelhuda! — ela resmungou jogando a almofada na amiga. — E não, eu não quero a sua língua.

Ela gargalhou.

— Hm... pelo jeito que a senhorita gemeu, o sonho estava ótimo. — ela piscou, ignorando o seu outro comentário. — Mas... e se não foi o sonho e sim uma... visão?

Lynna revirou os olhos.

— Não é assim que funciona. — resmungou. — Eu só tenho “visões” quando toco alguém.

Nat deu de ombros.

— Então agora você tem que tocar nas nuvens para saber quando vai chover? — arqueou a sobrancelha. — E venhamos e convenhamos, você já tocou . — piscou.

Lynna cruzou os braços.

— Eu não quero discutir isso com você. — disse fazendo birra.

Nat revirou os olhos.

— Hm, você vem jantar?

— A Carter está aí ainda? — arqueou a sobrancelha.

A ruiva mais nova sorriu maliciosamente.

— Não, ela já foi com a Hill. — respondeu-lhe. — Agora, ajeite esse ninho de passarinhos que é o seu cabelo e passe uma água na cara. Você está tão vermelha, que todos desconfiarão do que você estava fazendo. Só que comigo.

Antes de Natasha escapulir pela sua porta, Lynna ainda conseguiu acertar uma bolinha de papel em sua nuca, fazendo-a gargalhar.

Sem se preocupar em trocar seus shorts de moletom e casaco de tricô rosa bebê, a ruiva desceu até a cozinha pelas escadas, para compensar a vermelhidão em sua pele, que não tinha nada a ver com a caminhada.

Ela precisou se controlar para não se tornar totalmente da cor de seu cabelo quando viu o loiro sentado ao lado do único lugar vazio na mesa.

Maldita Nat. Ela fora a culpada disso!

— Então... — Sam iniciou quando ela começou a comer. — Quando será a nossa apresentação?

Lynna arqueou a sobrancelha.

— Oi?

— O pole dance! — Sam voltou a falar. — Você aceitou, se lembra?

Ela revirou os olhos, sorrindo.

— Sim, Sammy, eu me lembro. — disse dando uma garfada em seu prato, engolindo o purê com um sorriso de satisfação. — Você fez uma das minhas comidas favoritas apenas para me perguntar isso?

O moreno sorriu.

— Na verdade não. — ele encolheu os ombros. — Mas funcionou? — ele sorriu amplamente.

Ela sorriu de volta.

— Sim, funcionou. — voltou a comer, quando se lembrou. — Hey Wanda, quando o conserto da varanda vai ficar pronto? Tony não deu nenhum prazo?

Ela pareceu se engasgar suavemente com a comida.

— Hm, na verdade não. — ela encolheu os ombros. — Mas eu acho que daqui para sábado ou domingo está pronto. Espero. — sorriu.

Lynna sorriu mais uma vez, voltando a comer.

— Tony está na mesa, tá? — o Homem de Ferro se pronunciou, acenando em sua cara. Ela lambeu a palma da mão dele, fazendo birra. — Eca!

Riu.

Como não era o seu dia de lavar pratos, ela voltou para o quarto, trancando-se para voltar a assistir seus filmes, sorrindo de preguiça quando se lembrou de que amanhã e sábado, já emendando com o domingo eram os seus dias de folga, e que ela poderia se trancar em seu quarto o dia inteiro sem ninguém para incomodar.

Com isso, ela foi dormir plenamente no sofá.

Notas finais
O que será que esse povo desmiolado está aprontando? Alguma dica? Até segunda!