The Captain and The Petal.
26 Twenty-fifth Chapter. - When I said they were up to something...
Notas iniciais
Quando eu disse que estavam aprontando algo...
A manhã de sábado chegou com o aroma fresco da chuva recém caída, fazendo-a enrolar-se ainda mais no colchão, com preguiça de colocar a cara no mundo por hoje.
Hanna mandou-lhe uma mensagem ontem de tarde dizendo que ficou terminando um papel, e que não poderia vir este final de semana, o que alimentou ainda mais sua vontade de hibernar.
Seu café da manhã foram sanduiches nada saudáveis, enquanto ela assistia Netflix compulsivamente. Então, seu almoço se passou, e ninguém a havia incomodado ainda, o que a deixou feliz.
Até às três horas da tarde, quando Wanda bateu em sua porta.
— Oi. — ela disse com um sorriso pidão. — Eu posso reproduzir uma maquiagem que eu vi na internet em você?
Lynna arregalou os olhos, pensando na dificuldade que ela teria para remover maquiagem em seu dia de folga.
— Ah... Wanda... — disse, prolongando o nome da castanha.
— Por favor! — ela piscou seus olhos pidões. — Natasha não me deixa tocar nela desde a última vez em que ela ficou com olho de panda e Hanna não está aqui hoje!
A ruiva suspirou alto.
— Ok. — sorriu de lado. — Mas eu não vou passar o resto da noite com ela, ok?
Wanda sorriu amplamente.
— Ok. De boas. — senhor, por que há um tom insinuoso em sua fala?
De longe, Wanda é a pessoa “mais normal” de seus amigos, por mais que Natasha pareça ser a mais racional, esta última é uma pequena merda que adorava provocá-la.
Então, elas se prepararam.
Lynna foi sentada numa cadeira e teve seus cabelos puxados para trás, enquanto Wanda tratava de sua pele, como se ela fosse uma especialista no assunto.
Ela não iria dizer em voz alta, mas gostava quando outra pessoa cuidava de seu rosto, era terapêutico, era bem ASMR. Para ser perfeito, só faltavam os sussurros.
O trabalho da castanha foi um tanto quanto demorado. Parecia ser elaborado demais.
A maioria dos itens de pele pertenciam à cobaia, enquanto a paleta de sombras fora uma que ela e Nat haviam comprado para ela na vez em que saíram do Complexo para uma aventura de compras, quando Lynna ainda estava de molho.
Quando terminou, Wanda colou dois pares de cílios postiços nela, alegando que eles eram bastante naturais.
Então, Lynna finalmente pôde olhar no espelho, surpreendendo-se com o resultado final.
— Ok, você me venceu! — ela resmungou, procurando algum vestígio de batom vermelho matte fora do lugar. — Eu vou mantê-la pelo resto do dia.
A castanha sorriu.
— Ótimo, agora você vai descer comigo para o lanche da tarde! Todos precisam julgar a minha maquiagem. — ela deu pulinhos, como Hanna faria. — Quero ver Natasha dizer que eu não sou boa maquiadora!
Preguiçosamente concordando, Lynna se permitiu ser arrastada por Wanda até a sala de estar/cozinha, onde a maioria do time estava lá. Todos arregalaram os olhos ao vê-la. – todos exceto Steve. Onde ele havia se enfiado.
— Olha lá, não é que ficou bom mesmo? — Sam disse, com um sorriso ladino. — Ok, eu perdi essa aposta.
Wanda piscou para ele, sorrindo convencidamente.
— Está melhor do que a de Pietro, isso eu posso assegurar. — Natasha disse divertidamente, cruzando os braços para os amigos.
Franzindo o cenho enquanto ria, Lynna olhou até onde o gêmeo platinado estava, arregalando os olhos quando viu que seu rosto pálido estava totalmente maquiado. Sua barba havia sido raspada para deixá-lo com carinha de bebê.
— O que os irmãos não fazem, não é mesmo? — ele arqueou a sobrancelha.
— Ficou maravilhoso. — ela disse sorridente, sentando ao seu lado. — Agora somos gêmeos também.
Seus amigos gargalharam.
— O único problema é que esta louca assassinou a minha barba! — o Mercúrio disse ressentido.
— Barbas crescem! — Wanda praticamente gritou da cozinha, para onde havia escorregado.
— Bem, então você deve achar alguém que não possua uma. Deve ser mais fácil. — Lynna piscou para a amiga, do outro lado do cômodo. — Como Steve.
Cara, ela sempre quis saber como o loiro ficaria com maquiagem. Esse item pode começar a fazer parte da sua lista de “Coisas a fazer antes dos sessenta”. Ela estava em vantagem. Faltavam oito anos para concluir essa “tarefa”.
Wanda riu.
— Ah, eu tentei, mas ele sempre foge. — colocou a bandeja cheia de pedaços de bolo na mesinha de centro, dando um tapa na mão dela quando Lynna se curvou para pegar uma fatia generosa. — Você não come. Modelo de maquiagem não come.
Fazendo um biquinho, a ruiva ainda conseguiu beliscar alguma coisa, antes de voltar para o quarto.
— Você vem para jantar? — Nat questionou-a quando ela ia chegando ao elevador.
Lynna se virou, segurando a porta quando ela abriu.
— Hm, eu acho que não. — sorriu de lado. — Eu tenho uma temporada de PLL para assistir.
Sem mais delongas, ela subiu até seu quarto, trancando-se.
*
Ela já estava indo tirar a maquiagem para ir preparar algo para comer, quando Natasha enviou uma mensagem de texto para ela.
Tasha: Vem no meu quarto agora! Eu preciso da sua ajuda para algo. Vem do jeito que tiver, é urgente.
Com o coração acelerado, Lynna jogou o telefone no sofá, demorando tempo suficiente apenas para que SEXTA-FEIRA pudesse trancar sua porta, então ela correu até o final do corredor, onde a porta preta do apartamento de Nat estava.
Ela bateu, mas não ouviu resposta, o que a assustou.
Quando abriu a porta, não viu nada de mais, então correu para o quarto, vendo que a única coisa anormal ali era um vestido roxo de tecido leve. Ele possuía o decote em “V” transpassado. Não tinha mangas e era completamente delicado.
Havia uma nota em cima dele.
O vestido mais delicado, para a flor mais delicada.
Vista-o se quiser desvendar o mistério até o fim.
Lynna franziu o cenho, não reconhecendo a letra, mas curiosa para cacete, e vencida pela beleza do vestido, ela retirou o conjunto confortável que usava, colocando o vestido e atando o cinto dele, feito do mesmo material leve.
Virou o papel, na esperança de mais instruções.
Cheque a maquiagem e lembre-se do perfume.
Xoxo,
N.
Revirando os olhos, Lynna fez o que ela disse, retocando seus lábios com um tubo de batom líquido que estava estrategicamente colocado em cima da cômoda de Nat. Ele lembrava muito um que ela havia recentemente comprado, e que havia se tornado o seu favorito. Na verdade, ele realmente era o seu batom. O que Natalia Alianovna Romanoff fazia com o seu batom novinho?! Que porra é essa?!
Bufando, procurou um perfume decente nas coisas dela, surpreendendo-se por encontrar um perfume que era idêntico ao que ela havia comprado, só que a fragrância era diferente. Passou-o em pontos estratégicos – atrás das orelhas, pescoço, colo, pulsos – e correu para fora do quarto, se deparando com uma notinha colante amarela com a mesma caligrafia.
Vejo que você está interessada em continuar.
Vá até a cozinha, outra pista irá encontrar.
Resignada, ela correu até o elevador, pedindo a SEXTA-FEIRA para seguir até o cômodo indicado, não encontrando nada além do silêncio, o que não era corriqueiro, uma vez que por ser a hora do jantar, o time já deveria estar por ali.
— Gente? Onde vocês estão? — perguntou assustada, seu estômago gelou.
Será que eles foram abduzidos? Será que é a Hydra que está por trás desses bilhetes e quer levá-la com charadas e mistérios? Será que eles sabem que ela loucamente curiosa? Será que eles sabem que vão se foder porque invadiram o quarto de Natasha e ela odeia isso e vai comer o cy deles?
Chegou até o balcão, onde havia outra notinha amarela.
Um desenho dela estava ali. Pelos traços, era de Sam. Isso era para ser algo engraçado?
Ela não queria tremer de pânico.
Que tal um pouco de exercício?
Vá até a academia e procure pela sua mão de escrita.
Nela haverá a sua primeira surpresa.
Respirando fundo, Lynna se arrastou de volta ao elevador, pedindo que a IA levasse-a até o andar da academia.
— Eu só queria me enrolar no meu sofá e assistir Netflix, seu admirador secreto! — rosnou. — Eu sei que você está me ouvindo! Stark, se isso for uma piada sua, eu juro, pode ir arrumando lata para fazer suas armaduras, pois elas não serão perdoadas!
As portas da academia se abriram, então ela foi até os sacos, procurando na caixa de luvas a sua mão direita, assustando-se quando uma notinha pulou de dentro. Ela se agachou para apanhá-la.
Não use agora, todas as coisas acontecem no momento certo.
— Eu juro que quando eu encontrar esse ser ele vai ter sua bunda chutada. — ela resmungou balançando a luva, ouvindo um tilintar, então um pequeno colar prateado em formato de lua crescente, como a marca de nascença que ela tinha no pulso. — Oh! Que meigo! Mas eu ainda estou contrariada com você. — sussurrou, correndo os olhos por toda parte.
Saindo da academia, ela se depara com outra notinha.
— Pietro! — ela gritou. — Eu sei que é você!
Mas não teve resposta.
Já irritada, ela capturou a notinha.
Você tem duas opções.
Ir ao apartamento em frente ao de Natasha pelas escadas, então tudo isso termina.
Ou subir até o andar da enfermaria e seguir mais pistas até o produto final.
Oh merda!
Quem estava fazendo isso sabia que ela era curiosa e estava tentando atiçá-la.
A vontade de ir até o apartamento descrito era grande, mas Lynna sabia que a coisa só tinha graça quando feita do modo certo.
Respirando fundo, ela voltou para o elevador, preocupada que SEXTA-FEIRA fosse lhe barrar pela quantidade de vezes que ela utilizara seus serviços.
— SEXTA, você tem ideia de onde estão todos os Vingadores? — Lynna marotamente questionou a IA.
— Acesso classificado. — ela respondeu.
Ótimo. A hora em que a tecnologia se voltou contra mim.
Quando as portas se abriram, havia uma notinha pendurada na esquina da enfermaria.
Não adianta roubar, se escolheu continuar, siga em frente até o laboratório 1.
Ela caminhou até o laboratório de Tony, vendo a porta levemente aberta, o que era estranho, pois o moreno ODIAVA que eles entrassem lá sem permissão, ainda mais ela, tudo isso por causa do que ela fez com a sua preciosa Mark 157.
A ruiva adentrou, encontrando uma caixa preta no meio do balcão. Abrindo-a, Lynna encontrou um par de elegantes sandálias pretas, eram simples, porém de tirar o fôlego.
Você está quase lá.
Use-os hoje para uma ocasião especial.
Retirando suas pantufas confortáveis, ela calçou as sandálias, estranhando o quão confortáveis elas se sentiam em seus pés. Isso tinha que ter dedo de Natasha, caso contrário...
Saindo do laboratório, outra notinha.
Desta vez, havia apenas uma seta.
E na próxima, e na próxima. Então, ela se viu subindo as escadas até o terceiro andar, franzindo o cenho quando encontrou tudo no mais completo breu.
Ela quase soltou o colar no chão, armando-se quando alguém a vendou suavemente.
— Se você me atacar, eu juro que te dou uma cacetada na cabeça e te deixo aqui sozinha. — Nat sibilou.
— Vocês me abandonam, incitam minha curiosidade, me tratam como um bebê de açúcar, e ainda me vendam? Como eu podia saber se não era a Hydra?
Ela podia sentir a outra ruiva revirar os olhos.
— Sim, eles teriam que tentar chutar as nossas bundas para chegar até você, bebê de açúcar. — ela disse sarcasticamente.
— Para onde estão me levando? — Lynna perguntou quando se sentiu ser suavemente empurrada para direção contrária que ela estava.
— Calma! — Nat sorriu. — A curiosidade matou o gato.
Grunhindo, Lynna se permitiu ser guiada, sempre em linha reta, até o ponto onde a mão de Natasha já não estava mais em suas costas, o que assustou a merda fora dela inicialmente, até que alguém segurou suavemente sua mão direita, fazendo-a pular no lugar.
Não havia ninguém além da pessoa que segurou sua mão para rir da sua cara, e mesmo assim, ela não ouviu nada.
— Stark, eu estou avisando! Se isso for uma piadinha...
— Mantenha os olhos fechados. — aquela voz verdadeiramente assustou.
Fazendo o que foi pedido, Lynna continuou com os olhos fechados, escutando a suave movimentação da criatura ao redor do local.
— Steve, eu não acredito que você se meteu nas confusões de Tony. — ela gemeu.
— Eu não estou brincando com você, é serio. — ele disse. Mesmo de olhos fechados, ela podia vê-lo encolher os ombros.
Ela soltou um suspiro, assentindo.
Então, sentiu algo suave em suas mãos.
Mais um papel.
— Pode abrir os olhos. — o loiro se pronunciou, parecendo um pouco engasgado.
Lentamente, Lynna fez o que foi pedido, torcendo para que isso não fosse uma pegadinha, ela não saberia ser iria se recuperar se fosse...
Ela esperou sua visão se adaptar para que pudesse ler o que estava escrito.
Você aceita jantar comigo?
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