The Captain and The Petal.
22 Twenty-first Chapter. - The battle against Ultron.
Notas iniciais

A batalha contra Ultron.
Ultron havia criado uma máquina para destruir a terra, bem debaixo do nariz de todos. Ele iria levitar Sokovia, para depois derrubá-la, causando uma catástrofe global. O planeta iria pelos ares e ele iria concluir seu planinho macabro de dominar a Terra.
Tudo iria se transformar em metal, ele disse.
Que coisa mais batida! Por que todo vilão tem tara em dominar o mundo?
Quando os rapazes desembarcaram em Sokovia, sua surpresa foi desagradável ao ver que eles haviam trazido os aprimorados consigo. Suas mãos se incendiaram no minuto em ela viu a garota. Lynna queria atacá-la com todas as armas que tinha, mas foi impedida pelos braços de Steve, que a manteve longe de seu objetivo.
— Eles são aliados. — ele disse-lhe.
Era bem difícil de acreditar, mas o olhar que a garota lhe deu foi de cortar o coração. Ela nunca havia visto alguém tão destruído desde...
Droga, ela mesma estava destruída! O olhar que aquela garota lhe dera era semelhante ao que ela tinha quando foi buscar ajuda com Natasha. E aquilo a desarmou.
O loiro a colocou bem ao seu lado, impedindo-a de atacar os novos aliados.
Ele lhe disse que ela leu a mente de Ultron, vendo qual era o seu verdadeiro plano contra a humanidade e decidiu ajudá-los e que ela não tinha culpa. Segundo ele, a Hydra havia mexido com a mente dos gêmeos, e que eles estavam agindo por ódio.
Merda!
Como ela podia odiá-los se ela também já havia sido uma marionete nas mãos da caveira?
Fodendo Hydra, sempre atrapalhando sua vida.
Ela focou em ajudar o time a evacuar os civis para longe do dispositivo, que ficava dentro da igreja. Eles precisavam salvar quantas vidas fossem possível e ela não podia se distrair.
Mas é claro que o arrombado do robô maldito não iria facilitar para eles, então enviou todo o seu exército para dar mais drama.
— Esse filho da puta parece atendente inexperiente de loja! — ela resmungou. — Não sai do pé.
— Olha a boca. — Natasha disse divertida. — O vovô não gosta que falem palavrão.
Lynna gargalhou, usando seus poderes para impedir que seis robôs atacassem civis inocentes.
— Ah, qual é. — Steve disse, indignado, ele estava basicamente atrás dela, destruindo um robô com seu escudo. — Isso só foi uma vez.
Um barulho alto roubou a cena, então o chão tremeu abaixo de seus pés.
— Mas que... — ela não teve tempo de completar, vendo o chão rachar.
Sokovia estava levitando.
Um menino de cabelos avermelhados, que estava enroscado do outro lado da ponte gritou, ele iria cair no abismo que estava se formando.
Lynna correu até ele, jogando seu corpo para segurá-lo, impedindo-o de cair.
— Aqui. — ele segurou-se em sua cintura. — Te peguei.
Ela impulsionou seu corpo para cima, rolando pelo asfalto com ele, que tremia. Não passava dos sete anos. Ele encarou-a com seus olhos azuis do tamanho de dois pires.
— Você é um anjo? — ele perguntou em alemão.
Ela franziu o cenho.
— Acredito que não, pequeno. — sorriu-lhe. — Vem, precisamos sair daqui.
Eles foram até o centro, onde mais pessoas precisavam do seu auxílio. Lynna o deixou escondido num canto, ao lado de uma mulher que o agarrou assim que o viu. Pelo que ela entendeu, era a sua tia.
A cidade subia cada vez mais e sua preocupação era quando ela caísse. Tudo estaria perdido.
Um grito gutural foi ouvido, então o Hulk pousou em seus pés, esmagando alguns robôs.
Eles pareciam se multiplicar como baratas. Não importava quanto ela os derretesse, mais dele surgiam, e mais, e mais.
Certeza que eles não são a Hydra em pessoa?
Resmungando para si mesma, algo destravou dentro de si, algo que ela jamais havia sentido antes, algo que nem mesmo aquelas visões que ela teve foi capaz de conter.
Suas mãos brilharam vermelho sangue, então uma série de facas afiadas brotaram do chão, atingindo vários robôs de uma vez só, fazendo-a arregalar os olhos, resfolegando.
Thor pousou ao seu lado, encarando-a também com os olhos arregalados.
Ele ia dizer alguma coisa, quando o corpo principal de Ultron o arrastou para a igreja, deixando-a se coçando de curiosidade para trás.
Uma aeronave enorme apareceu do nada. Ela tinha o emblema da SHIELD. E era parecida com aquelas aeronaves que eles haviam destruído em Washington D.C. no ano passado, só que maior.
A figura icônica de Fury estava de pé na borda dela.
Espécies de balsa flutuaram até eles, elas logo foram lotadas por inocentes, sendo levadas de volta para a aeronave maior.
Logo, Tony tinha um plano.
Eles se juntaram na igreja, ao lado da chave da máquina.
— Romanoff. — Stark disse ao seu lado. — Espero que você e o Banner não estejam brincando de esconde-esconde.
— Relaxa cabeça de lata. — Nat retrucou. — Nem todo mundo pode voar.
Um enorme caminhão amarelo estacionou ao lado da construção, então a Viúva surgiu ao seu lado direito.
— Qual é o lance? — ela questionou.
— Esse é o lance. — Tony indicou a chave. — Se Ultron colocar as mãos no núcleo, nós perdemos.
O Hulk apareceu por último, estraçalhando um robô que queria atacá-lo. Um robô bem do idiota. Quem é que desafia o Hulk, cara?
— Isso é o que pode fazer de melhor? — Thor gritou para Ultron.
Ah, qual é?!
Lynna queria bater em sua própria testa quando o asgardiano disse isso.
Ultron ergueu a mão, atiçando seus muitos robôs, suas malditas copias, que se agruparam ao redor dele.
— Tinha que perguntar. — o Cap disse sarcasticamente, olhando para o outro loiro.
— Isso é o que posso fazer de melhor. — Ultron disse solenemente, daquela sua maneira sarcástica lhe dava vontade de abrir um buraco em sua cara. — Era exatamente o que eu queria. Todos vocês, contra todos de mim. Como vocês ainda esperam me impedir?
— Como o velhinho disse. — Tony se pronunciou. — Juntos.
Hulk soltou um grito de guerra, então os robôs correram até eles.
O vermelho-sangue de Lynna se misturou ao escarlate de Wanda. Não era algo que ela podia controlar, então resolveu manter-se calma. Se aquilo matava os robôs do mal, então não tinha problema, tinha?
Nat arregalou os olhos para ela.
— Não me pergunte. — ela murmurou, pulando em cima de um dos robôs, enquanto tentava destroçá-lo com seus poderes. — Eu não tenho a mínima ideia de como isso foi parar aí.
Ela deu de ombros, voltando a atacar os filhos da puta.
Um ser estranho de capa amarela sobrevoava ao lado de Thor, atacando os robôs com algo no centro de sua testa. Ela não sabia quem era ou o que era, mas não parou para perguntar.
Mais adagas afiadas brotaram do chão, atacando mais robôs.
Espera... as pedras estavam se transformando naquilo?
Lynna estava impactada demais para se controlar.
Thor, Tony e o ser se uniram, atingindo Ultron com seus raios, danificando sua estrutura.
A inteligência artificial estava prestes a falar alguma coisa, mas Hulk o lançou para longe. Os robôs que a atacavam se dispersaram quando ouviram o berro dele.
— Estão saindo da cidade. — Thor disse.
— Não podemos deixar nem mesmo um. — Tony rebateu. — Rhodes?
— Deixa comigo. — ela ouviu o amigo de Stark dizer.
Os tiros podiam ser ouvidos através de seu com. Sua cabeça girava pelo esforço que ela desconhecia. Lynna arrancou-o, colocando em seu cinto de utilidades, aproximando-se de Steve e Thor.
— Precisamos conversar privadamente. — Thor disse para ela.
— Sim. — ela murmurou fazendo careta. — De fato precisamos. Precisamos esclarecer muita coisa.
Ele assentiu.
Lynna voltou-se para Nat, que estava tentando acalmar o Hulk, quando uma rajada de tiros o estressou. Era o quinjet. O maldito do Ultron estava dentro da porra do quinjet, e agora ele atirava em tudo o que se movia.
Ela não viu nada além de poeira. Jogou-se no chão, controlando seus poderes para fazer um escudo ao redor de seu corpo, foi quando o ouviu.
Do outro lado de onde estava, um menino de cabelos castanhos com o rosto ensanguentado gritava por socorro. Do outro lado onde as naves subiam para o Helicarrier, a mãe dele gritava de volta. Lynna levantou-se rapidamente, vendo Clint correr até ele.
Em sua visão periférica, viu Ultron fazer a volta com o jato, mirando no Gavião e no menino que ele abraçava. Então, a “luz” azul do garoto Maximoff se aproximou deles.
Ela sabia onde isso iria parar.
Fechando os olhos, esforçou-se para expandir seus poderes apenas uma vez. Mais uma vez.
O vento a levou rapidamente até lá, então suas mãos incendiaram em vermelho-sangue, desviando a rota do quinjet até ela.
— Lynna, não! — Nat gritou, mas já era tarde demais.
O jato desviou para cima, então ela sentiu os disparos por todos os lugares. Ela estava entorpecida, mas estava lívida.
Olhou para o lado, vendo Pietro ao lado de Clint com o menininho. Eles estavam ilesos e isso era o que importava.
Sorriu suavemente. Já tinha visto aquilo. Sabia como iria terminar.
Um grito rouco e silencioso escapuliu dela, que tentou inutilmente segurar seu corpo ferido.
Tudo doía, ela mal conseguia respirar. As balas eram sentidas por toda a parte agora, cada respiração era um gemido agudo vindo do fundo de sua garganta, mas ela não podia dizer que não estava feliz com isso.
Agora vai, agora vai, sua mente murmurava. Eu já vi isso, agora vai.
Por mais que achasse o garoto irritante, ela não queria a morte dele. Se ela era uma heroína, ela deveria agir como uma. Ela não tinha arrependimentos.
Agora vai, vovó. Logo estaremos juntas!
— Lynna! — assim como naquela visão, Steve gritara angustiadamente. — Lynna!
Seu corpo dolorido foi lentamente caindo, como a gravidade mandava, então ela foi aparada nos braços fortes do seu capitão. Seus dois cristais cintilavam com angustia, tristeza, exatamente como na visão. Viu o medo que não foi capaz de reconhecer.
Sua mente grogue gritava: ele não quer me perder? Ele me ama?
— Não é culpa dele. — murmurou. — A criança... eu precisava... eu não queria que eles morressem.
— Eu sei. — ele murmurou de volta, com pesar. — Você fez o que tinha que ser feito. Isso faz de você uma heroína. — terminou, levantando-a no colo. — Agora vamos, preciso te tirar daqui. Você tem que ser forte, tem que sobreviver... eu não posso perdê-la.
Seu coração se agitou.
A minha visão estava certa? Eu não estou ficando louca?
Ela ergueu a mão ensanguentada.
— Steve... — murmurou, acariciando sua face.
Eu já vi isso, eu sei como termina.
Suas testas se colaram, então seus lábios. Foi desesperador, foi urgente, foi apaixonado.
— Se eu morrer agora, com certeza eu saberei que morri feliz. — ela disse grogue.
Steve correu até a nave, com os outros em seu encalço.
— Você não vai morrer. Eu não vou deixar!
Mas ela já não o ouvia mais.
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