The Captain and The Petal.
13 Twelfth Chapter. - The hottest mission.
Notas iniciais

A missão mais caliente.
Subindo para um mês e meio os dias em que ela mal falava com Steve propriamente, Lynna se surpreendeu de encontrá-lo vindo à sua direção enquanto ela estava na estação de tiro.
Ela seguiu sua movimentação pelo canto do olho, enquanto ele se colocava numa distância cautelosa entre ela e suas armas automáticas.
— Veio ralhar comigo por causa das facas? — ela arqueou a sobrancelha, sequer encarando-o enquanto acertava o alvo repetidamente no mesmo lugar. O coração.
— Na verdade não. — respondeu encolhendo os ombros. Ele usava aquele uniforme azul-marinho injustamente fabricado para fazerem seus músculos parecerem mais ressaltados. — Temos uma missão.
Ela finalmente levantou os olhos para encontrar os dois cristais azuis, que faziam com que seu coração se acelerasse.
— Que tipo de missão? Vai precisar de todo o time? — ela questionou, abaixando um pouco a arma.
Ele negou.
— Não. Apenas reconhecimento e coleta de informações. Talvez a extração de um suspeito — respondeu, coçando a nuca. — Nat disse que vocês duas tiveram basicamente o mesmo treinamento, então estou confiando nas duas para isso. Eu e Thor seremos o seu backup.
Ela arqueou a sobrancelha.
— Thor está aqui? — perguntou estranhamente feliz.
Lynna tinha algo em relação a Thor que a deixava feliz, mas ela não saberia dizer o que era, só que aquele sentimento de casa se sentia quase real quando o deus enorme estava por perto, o que era estranho. Muito estranho.
Ela não perdeu o momento em que o rosto do loiro patriota tomou uma expressão séria, mas não devia ser por nada, afinal de contas, ele está com a Salsisharon, não é?
— Sim. — era impressão dela ou ele respondeu secamente? — Ele chegou hoje de madrugada. Ele precisa recuperar algo que pertence a seu irmão, e tem certeza de que está aqui na Terra, para isso ele precisa da nossa ajuda.
Ela assentiu.
— E essa missão tem a ver com o que Thor está procurando? — Lynna descansou a pistola no quadril.
— Não. Tem a ver com Hanna. — o coração dela disparou. — Você nos disse uma vez que ela havia sido geneticamente modificada desde que era um embrião, e que isso a ajudou a sobreviver ao veneno. Sharon encontrou o rastro do cientista por trás do caso dela. Ele está de férias em Las Vegas, e é aí que nós entramos.
Ai meu caralho esquerdo!, sua mente gemeu. Justo essa peste tinha que me dar alguma alegria? Me recuso a aceitar isso!
E mais! Se for aquela loira dos infernos a achar o paradeiro de Bucky..., Lynna jurou pela sua avó que ela faria questão de escondê-lo nos confins do planeta só para encontrá-lo ela mesma, pois isso já havia passado dos limites!
Antes ela estava com um pouco de ciúmes pela “amizade” que havia desenvolvido com Steve, mas agora aquela cobra havia mexido em algo que ela não deveria e Lynna nunca havia se considerado uma pessoa possessiva, até agora.
— Lynna... — a voz do loiro soou distante. — Você está bem?
Ela virou-se lentamente para o loiro.
— Por que não pergunta para a porcaria da sua namorada? — ela disse ameacadoramente. — Mande ela ficar longe de Hanna. Ela é minha irmã. MINHA!
Então, ela saiu em disparada, segurando a pistola como se ela fosse a mão da pequenina.
— O que deu em você, Lynna?! — Steve gritou. — Sharon só está querendo ajudar!
Ela parou de andar bruscamente, mandando-lhe um olhar assassino, antes de cegamente empunhar a arma na direção do loiro, que levantou o escudo para proteger-se, antes que ela começasse uma onda de disparos.
— Para. De. Falar. Nessa. Argh! — ela gritou em cada bala, para depois jogar a arma com força contra o escudo, saindo da sala aos prantos.
Ela não sabia o que havia dado nela e não queria ficar para descobrir. Ela precisava se organizar para a missão. Por Hanna.
*
— Lynna? — a voz de Natasha pescou-a enquanto Lynna vestia uma roupa confortável após o banho. — Posso entrar?
— Tá aberta. — ela murmurou. — Eu fodi com tudo, não foi?
Nat arregalou os olhos quando ela viu a mala pronta em cima da cama.
— Você está indo aonde? — questionou-a. — É apenas uma missão curta, não precisa de tudo isso! E por que você haveria de “foder com tudo”? Eu não ouvi nada sobre a Carter ter morrido. Pelo que eu sei, ela está na sala de conferências, onde a senhorita deveria estar. O que aconteceu?
Lynna encolheu os ombros.
— EuatireiemSteve. — murmurou com a voz embolada pelo choro.
Nat suspirou, apertando-a de lado.
— Ei, fala devagar, ok?
A ruiva mais alta suspirou, para depois falar.
— Eu atirei em Steve. — ela disse. — Eu pensei que você havia vindo aqui para me dizer que eu estou fora. Eu até já havia arrumado minhas coisas. Eu ainda tenho algum dinheiro do pagamento tanto de Stark, quanto da SHIELD e eu estava pensando em sumir...
— Ei! Devagar com o andor, que o santo é de barro. — Natasha disse fazendo uma carranca. — Primeiro, que eu nem sabia o que havia acontecido entre vocês, segundo, eu não sei do que você está falando. Foi o próprio Steve que me pediu para chamá-la. Precisamos sair o quanto antes.
Ela arregalou os olhos.
— Ele não veio porque está com medo de mim! — reclamou. — Viu, eu estraguei tudo! Mas desta vez eu não tive culpa. Aquela... aquela pessoa achou a Hanna no meu lugar!
Nat sorriu maternalmente para Lynna.
— Ei, ela não achou coisíssima nenhuma! — disse firmemente. — Ela tem uma pista, o que é diferente. Quem irá achar Hanna é você. Agora pare de agir como uma criança birrenta e se levante dessa cama, senão é isso que irá acontecer mesmo.
Resignada, Lynna pulou da cama, seguindo Natasha para a sala de reuniões, onde claramente havia uma barreira entre ela e Sharon.
Seus olhos encontraram os de Steve e ela rapidamente desviou para a tela, vendo a foto de um homem de meia-idade que parecia com um rato, tanto pelo formato do nariz, quanto pelo formato das orelhas.
— Ele parece com o presidente da Rússia. — ela soltou involuntariamente, arrancando uma gargalhada de Tony.
— Bem observado, Lady Tóxica.
Ela piscou para o moreno, ignorando o casalzinho.
— Este é Viktor Dashkov. — Salsisharon disse. — Ele é um cientista renomado, que estranhamente está trabalhando num projeto interessante relacionado a genes asgardianos.
Lynna franziu o cenho.
— Os mesmos genes que correm em suas veias, Lynna. — Bruce disse para ela, que assentiu, engolindo em seco. — Pelo que parece, ele utilizou seu sangue para fortalecer os genes de Hanna.
Bruce havia contado a ela a origem dos genes que a Hydra possivelmente havia implantado em seu corpo, que poderia ser fruto dos vários experimentos que fizeram nela desde bem pequena. Com Han foi três vezes pior!
Aquilo era tão fodido. Ela era apenas uma pequena sementinha e a Hydra já ferrava com a sua vida...
Fechou os olhos.
— E o que esse nojento está fazendo agora? — questionou.
— Ele está hospedado num hotel cassino em Las Vegas e ele é a pista mais quente que temos do paradeiro de Hanna. — Steve respondeu-a, mandando-lhe um olhar estranho, que a fez ficar envergonhada. — Ele esteve numa das bases que você havia descrito.
A ruiva mais alta assentiu.
— Certo. — murmurou. — Então, o que faremos?
Natasha abriu um sorriso malicioso.
— Vai ter que mostrar que nosso treinamento não foi em vão, fumacinha. — disse. — Ele tem o hábito de visitar casas noturnas com dançarinas de pole. — então piscou. — Você ainda se lembra o que deve fazer?
Com um sorriso tão malicioso quanto o da mais baixa, Lynna se levantou.
— Como andar de bicicleta. — declarou, se preparando para capturar suas coisas e deixar aquela atmosfera esquisita em que a sala habitava.
— Ei! Eu quero ir agora! — ela ouviu Tony gritar, antes de Nat soltar uma gargalhada malvada.
— Eu vou contar tudo a Pepper, seu pervertido. — Lynna disse divertidamente, vendo-o fazer uma carranca de brincadeira.
— Cuide-se Lady Tóxica e não mate ninguém do coração.
Ela abriu um sorriso lascivo.
— Tentarei. — disse. — Mas não prometo nada.
No mesmo momento em que ela se enfiou no quinjet atrás de Natasha e Thor, ela ficou se perguntando por que o Cap não havia feito alarde sobre o que ela fez na estação de tiro. Pelo que ela se lembrava, o barulho que ela havia feito foi alto o suficiente para assustar a todos.
Bufando de cansaço, ela fechou os olhos e cochilou até chegarem a Vegas.
*
Ela e Natasha dividiam um quarto no hotel cassino em que Dashkov estava hospedado, então o teatrinho começara. Elas se misturaram para reportar todos os seus movimentos, enquanto esperavam o momento certo para atacar.
— Ele tem três seguranças razoáveis. — Nat disse baixinho através dos com. Lynna e Thor estavam na extremidade oposta à que ela e Steve estavam. — Acho que você poderia acabar com eles sem deixar rastros.
— Olhe de novo. — Lynna sussurrou, colocando a cabeça no vão do pescoço de Thor, para disfarçar enquanto ele fingia rir de algo que ela havia feito. — Há mais três deles no andar de cima. — ela murmurou, arrumando o cacho da peruca castanha que estava usando. — E mais dois no canto posterior, mas acho que esses homens não estão aqui para protegê-lo.
— Queima de arquivo? — ela ouviu Steve perguntar.
— Possivelmente. — ela riu por causa da posição em que ela e Thor estavam, fazendo com que o outro loiro olhassem-nos com um olhar estranho. — Ai, Thor você esta me esmagando aqui.
— Oh, desculpe-me. — ele sussurrou de volta. — É minha perna, está numa posição desconfortável.
— Concentrem-se na missão. — o Cap disse severamente.
Lynna quis rir, mas ficou quieta, então Thor se afastou um pouco, ajudando-a a caminhar com seus saltos agulha, que escorregavam um pouco pelo piso extremamente liso do hotel.
Eles basicamente eram “amantes”, gastando seu dinheiro futilmente em Las Vegas.
— O nosso homem partiu para o bordel outra vez. — Angianova disse, encostando a cabeça no peito de Thor.
Ele era bom no trabalho de campo, impressionantemente.
— Quarto, agora. — Nat disse baixinho.
Lynna riu, guiando Thor para as escadas, enquanto a ruiva mais baixa ia com Cap para o elevador.
— Sabe, Nat... você poderia me pagar uma bebida antes. — ela brincou.
Romanoff resmungou algo como “você deseja”, então ela passou a subir as escadas até o terceiro andar, entrando no quarto que ela dividia com a Viúva, trancando a porta atrás de si.
— Está na hora de agirmos. — Steve disse seriamente. — Se estiver certa, aqueles homens estão ali para matá-lo e então perderemos a chance de encontrar a Hanna.
Lynna assentiu.
— Certo. — murmurou.
— Precisamos sequestrá-lo sem chamar atenção. — Cap disse. — Uma de vocês deve atraí-lo para um dos quartos do estabelecimento, então estaremos preparados.
— Eu vou. — o olhar que ela recebeu de seu “chefe” quase a fez gargalhar. — Por Hanna.
— Não acha melhor Natasha ir no seu lugar? — Steve questionou-a. — Querendo ou não, você é famosa entre eles.
Lynna negou.
— Nem todos eles. — disse-lhe. — Apenas o alto escalão e os agentes da base onde eu morava me conhecem sem máscara. Eu não saía da minha cela, porque eles tinham medo que eu fugisse intoxicando os agentes, e acredite, eu iria. Não se preocupe, eu sei o que estou fazendo. Não é a minha primeira vez.
*
Após a mini reunião, ela e Nat se puseram a se arrumar.
Romanoff vestiu o uniforme padrão de uma das garçonetes do local, enquanto ela vestia a lingerie temática da apresentação de hoje.
Seus cabelos foram trançados e estavam escondidos numa touca apertada, enquanto Nat terminava de finalizar sua maquiagem, que praticamente escondia toda a sombra de tanto cílio postiço que ela havia colocado.
Quando estava prestes a finalizar, ela correu até a caixa onde a peruca do dia estava, quase jogando-a no chão quando a viu.
— Loira? — ela resmungou. — Sério?
Nat sorriu amplamente.
— Que foi? Pensei que você gostasse de loiros. — piscou. — E além do mais, é para combinar com a sua fantasia, não acha? — ela balançou as sobrancelhas insinuosamente para o seu lado.
Lynna mostrou-lhe o dedo do meio, colocando a peruca platinada e ajustando-a conforme Nat havia lhe ensinado na primeira vez em que elas haviam se disfarçado no inicio desta semana.
Então, quando ela já havia julgado estar pronta, sentiu algo se abrir em sua fantasia.
Bufando, Lynna tentou alcançar a alça, mas ela não tinha braços tão longos e nem mesmo sendo a pessoa mais flexível que conhecia, ajudaria a resolver seus problemas.
Voltou-se para procurar Natasha, mas a ruiva menor havia partido na frente, para se infiltrar entre as garçonetes e lhe dar auxílio para quando ela fosse adentrar o bordel.
Irritada e frustrada, Lynna começou a praguejar, até que a porta fora aberta.
— Você está pronta? — ouviu a voz de Steve.
— Não. — ela bufou, ignorando o fato de que ela estava vestida com uma fantasia sensual do ícone americano bem na frente dele. — Você pode fechar essa fivela solta nas minhas costas? A roupa está por um fio de cair por causa dela. — apontou cegamente para a tira de elástico vermelha.
Ela ouviu uma respiração estrangulada em suas costas, então sentiu um arrepio percorrer sua pele quando seus dedos encontraram o tecido sensível.
Lynna sentiu uma sensação estranha em seu baixo ventre. Um calor desconfortável que estava começando a subir, descer e latejar – especificamente em áreas privadas –, não parando mesmo quando a fivela havia sido habilmente posta no lugar, fazendo-a questionar-se como o senhor puritano sabia fazer isso com tanta destreza.
— Precisamos ir agora. — ele parecia estar sem fôlego.
— Sim. — ela murmurou.
Eles deixaram o hotel, ela enrolou-se num robe de pelos, adentrando o carro, enquanto eles se dirigiam até os fundos do bordel, onde Nat os esperava na porta de serviço, jogando o cabelo escuro de sua peruca para trás.
— Vamos! — ela sussurrou. — Consegui um quarto. O onze. — ela mostrou-lhe a chave, então Lynna retirou o casaco. — Sabe, você pode matar o velho do coração com essa fantasia.
A mais alta deu-lhe um sorriso sugestivo.
— Esta não era a ideia? — murmurou de brincadeira.
— Tome cuidado. — Natasha disse preocupadamente. — É da Hydra que estamos falando.
— E eu estou doida para matar alguém hoje. — piscou.
Então elas se separaram.
Lynna correu para onde as mocinhas vestidas com os trajes dos garotos super heróis balançavam as bundas para a audiência.
— Você demorou, Camille! — uma delas resmungou para Lynna. — Você é a porra do destaque!
— Foi mal. — ela resmungou segurando seu sotaque, então uma musica com uma batida sensual começou a tocar.
Ela já havia ouvido aquela musica, não naquela versão, mas já tinha ouvido, e estava se coçando para saber o nome.
— Don’t cha. — Natasha sussurrou para ela de onde estava escondida. — Não me decepcione, Angianova. Seu alvo está na segunda fileira de cadeiras.
De onde Nat estava, ela piscou.
Quando os olhos de Lynna bateram na segunda fileira, não era somente Viktor Dashkov quem a encarava de olhos vidrados e aquilo a fez querer praguejar, mas ela não podia. Tinha que se envolver em seu personagem se quisesse chegar até Hanna.
Imediatamente, seus quadris pegaram o ritmo da musica, aproximando-se sensualmente até que finalmente chegou até o poste de metal.
Eu sei que gosta de mim (sei que gosta de mim)
Eu sei que gosta (sei que gosta)
É por isso que toda vez que me aproximo
Ela dá em cima de você
Sei que você quer isto (sei que quer isto)
É fácil de ver (é fácil de ver)
E na sua mente
Eu sei que você deveria estar comigo (baby)
Ela ainda não dominava a arte de fazer com que cada um de seus olhos mirasse uma pessoa diferente estando em lados opostos de uma sala, mas ela havia conseguido a façanha, de dançar tentando agradar Dashkov, mas sem tirar os olhos do loiro perplexo que a encarava como se ela fosse o fantasma do natal passado.
Ela não estava fazendo nada de errado, estava? Essa era a sua missão, não era?
Você não gostaria que sua namorada fosse gostosa como eu?
Não gostaria que sua namorada fosse maluca como eu?
Não gostaria?
Não gostaria?
Você não gostaria que sua namorada fosse errada como eu?
Não gostaria que sua namorada fosse divertida como eu?
Não gostaria?
Não gostaria?
Ela agarrou no poste, começando seus movimentos, enquanto já começava a ouvir vários urros apreciativos.
Assim que o refrão passou, ela começou a cantar a música sensualmente, abusando de seu sotaque, sabendo que ninguém iria ouvi-la, mas ele sim.
Já que era para brincar, ela iria com tudo. Afinal de contas, se tratava de entrar no personagem, não é?
Lute contra o sentimento (lute contra o sentimento)
Deixo-o sozinho (deixo-o sozinho)
Porque se não for amor
Não é o bastante para deixar meu lar feliz (meu lar feliz)
Vamos manter a amizade (vamos manter a amizade)
Você tem que jogar limpo (você tem que jogar limpo)
Olhe, eu não me importo
Mas eu sei que ela não vai querer dividir
Ela escalou o poste, usando a força dos músculos em suas coxas para performar seu show, mostrando toda a sua elasticidade, enquanto sussurrava a música, como se estivesse tentando relembrar os passos, arranhando o poste sempre que podia, fazendo ruídos audíveis para os comunicadores.
Você não gostaria que sua namorada fosse gostosa como eu?
Não gostaria que sua namorada fosse louca como eu?
Não gostaria?
Não gostaria?
Você não gostaria que sua namorada fosse errada como eu?
Não gostaria que sua namorada fosse divertida como eu?
Não gostaria?
Não gostaria?
Ela usou as mãos calçadas com as icônicas luvas vermelhas do traje para puxar de uma vez só o top da fantasia, jogando-o na plateia, especificamente na cara de Dashkov, o que o fez vibrar, só então ela percebeu que ele havia arrastado a cadeira para mais perto de onde ela estava.
Lynna sorriu lascivamente, seu olhar fazendo contato com ele, para depois encarar o Cap, que parecia estar prestes a ter um ataque do coração. Ele estava vermelho até a raiz do cabelo.
Eu sei que ela ama você (eu sei que ela ama você)
Então eu entendo (eu entendo)
Eu provavelmente também seria louca por você
Se você fosse meu homem
Talvez na próxima vida (talvez na próxima vida)
Possivelmente (possivelmente)
Até lá, amigo
Seu segredo está seguro comigo
O palco havia ficado pequeno para ela, que assim como muitas das garotas, desceu para encarar a plateia ensandecida, que parece nunca ter visto uma mulher de lingerie antes, o que quase a fez revirar os olhos.
Com toda a coragem do mundo ela se aproximou de Dashkov, seduzindo-o com o olhar, enquanto dançava no ritmo da música e continuava sussurrando-a.
Ela sentou-se nas coxas do cientista, livrando-se do asco ao olhar para Steve, que acompanhava todos os seus passos como se estivesse hipnotizado, o que a fez sorrir e enquanto ela se remexia no colo do urso polar, ela olhava para o loiro, que hiperventilava como se ele tivesse voltado a ser asmático. Ele começou a esfregar as palmas nas coxas, meio que tentando esconder que estava animado.
Ela teve que ser controlada o suficiente para engolir uma risada.
Levantou-se das pernas de Dashkov, indo massagea-lo nos ombros, enquanto rebolava pecaminosamente na direção do loiro.
Você não gostaria que sua namorada fosse gostosa como eu?
Não gostaria que sua namorada fosse louca como eu?
Não gostaria?
Não gostaria?
Você não gostaria que sua namorada fosse errada como eu?
Não gostaria que sua namorada fosse divertida como eu?
Não gostaria?
Não gostaria?
Quando as “palavras de comando” vieram, ela puxou a saia do uniforme, jogando-a na cara do seu superior, sem ter tempo para ver a sua reação, quando Dashkov a puxou para si outra vez.
Ele passou a fazê-la rebolar em seu colo quando a próxima música surgiu, e ela tentou ao máximo agir como as mulheres ao redor, mas ela não era feita de ferro. Ela teve que esconder o rosto no pescoço do russo fedorento enquanto dançava o início da música, para mascarar seu asco.
Ela levantou-se, cansada de brincar com a comida, arrastando o homem pela gravata, enquanto fazia um breve contato visual com seus companheiros de missão.
Dashkov e suas mãos bobas irritantes levaram-na para o quarto onze, como Natasha havia dito, e uma vez que as portas foram fechadas, ele empurrou-a contra a parede, fazendo o ar quase escapar de seus pulmões.
— Você é uma coisinha provocante. — ele disse cheirando seu pescoço. — Mas estou cansado de seus movimentos. Vou fodê-la até que não possa usar suas pernas, baby.
Seu estômago se retorceu de nojo.
— Estamos a caminho, faça sua mágica. — Nat disse através do com.
— Ty tot, kto dumayet, ublyudok*. — ela sibilou, liberando seu gás para intoxicar o homem, que caiu em seus pés antes que ele pudesse dizer outra coisa sobre.
— Ele te tocou? — Steve apareceu exasperado em sua porta.
Ela suspirou alto.
— Ele tentou, mas eu o apaguei antes. — respondeu-lhe.
— Tome. — ele estendeu seu paletó, fazendo-a corar. — Bom trabalho.
Ela deu-lhe um meio sorriso, vendo suas bochechas rosarem também.
Ele ficou afetado?
— Onde estão os outros? — questionou-o vendo o loiro pegar Dashkov sem esforço, jogando-o por cima dos ombros fortes.
— Thor e Natasha estão nos esperando no carro. — ele respondeu brevemente, carregando o urso polar fedido pelo corredor vermelho, descendo pelas escadas de emergência. — Temos apenas alguns minutos até que seus capangas descubram que ele sumiu.
Bem, um fedorento desses não duraria muito, como é de se esperar.
Como ele havia dito, ela encontrou o asgardiano e a outra russa com as portas da SUV aberta, fazendo-os entrar rapidamente. Cada um de um lado de Dashkov.
Durante todo o caminho, ninguém disse nada e talvez não houvesse nada a se dizer.
O corpo de Lynna estava cansado e ela poderia dormir por cima do fedorento sem se importar, mas ela foi forte o suficiente para se esgueirar até o jato, onde trocou o que sobrou da fantasia por algo confortável, enfiando-se no cockpit, encarando Natasha, que tinha um sorriso orgulhoso na cara.
— Uma palavra, e você é uma Viúva morta. — resmungou.
— Você fez uma marca, sabia? Deveria ter visto a sua reação quando você jogou a saia. — ela sussurrou numa língua que só elas entenderiam.
Lynna não queria rir, mas não pôde evitar.
Lentamente, seus sentidos foram evaporando.
*
Eles chegaram à torre pela manhã. Todos pareciam exaustos, mas isso poderia ser resolvido com um dia na cama, vivendo como marajás, certo? Pelo menos para ela sim.
— E então? — Tony esfregou as mãos. — Como foi a missão?
Lynna indicou Dashkov com o polegar. Ele estava sendo escoltado por Natasha e Steve para dentro.
— Então foi um sucesso! — ele voltou a falar. — Precisamos comemorar isso com uma festa!
Lynna arregalou os olhos.
— Como assim? Nada de festas! — ela fechou a cara.
Tony revirou os olhos.
— Vocês não sabem aproveitar o melhor da vida! — ele disse parecendo verdadeiramente indignado. — E que tal um coquetel para apenas amigos próximos?
A ruiva arqueou a sobrancelha, mas não tinha forças para brigar com o Homem de Ferro. Não agora. Seu corpo só desejava a sua cama quentinha.
— É a sua primeira missão oficial como vingadora, não é algo para ser comemorado? — ele questionou com olhos pidões.
Então, Lynna cedeu.
— Tudo bem. — suspirou alto. — Mas apenas para amigos!
Ele arreganhou um sorriso que a fez temê-lo.
Lynna estava prestes à contra argumentar, mas Tony já havia evaporado.
Misericórdia! O que foi que eu fiz?
Certeza que isso vai dar em merda!
Ela conseguia sentir isso em seus ossos.
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