The Captain and The Petal.

35 Thirty-third Chapter. - I'm creating a monster.


Notas iniciais
Ois! Parece que nós estamos voltando à normalidade, não é mesmo? Fiquem aqui com uma imagem mais "descontraída" do nosso Menino de Ouro. Boa leitura!

Estou criando um monstro.

Para começo de história, nem mesmo Pietro seria capaz de decorar aquele apartamento com essa velocidade monstruosa. A sala de estar do lugar que eles dividiam cheirava maravilhosamente com o aroma de rosas e orquídeas. Velas falsas cintilavam, dando ao ambiente uma atmosfera romântica.

— Você sabe que não precisava de tudo isso, não é? — ela murmurou, afastando-se para que o loiro pudesse entrar.

Ele sorriu.

— É claro que precisava. — murmurou contra seus cabelos. — Que tal irmos para o quarto?

Lynna arqueou a sobrancelha.

— Tão rápido? — perguntou divertidamente.

O loiro riu.

— A menos que você não queira a sua surpresa... — seus olhos faiscaram.

Merda.

Ele sabia que ela era curiosa, e que instigá-la era um caminho sem volta.

— Seu trapaceiro. — sussurrou, apertando sua bochecha esquerda, antes de se pôr a andar.

A atmosfera do quarto era totalmente diferente da sala. Havia uma luz vermelha provocante que a esquentou por dentro. – da forma não “aconchegante” – Os lençóis da cama – antes azul-claros e fofinhos – foram trocados para um de seda vermelha, bem na atmosfera de bordel. O canto esquerdo estava totalmente escuro, o que a deixou momentaneamente intrigada.

— Fique no meio da cama. — a voz autoritária de Steve a assustou.

Ela engoliu em seco, as palavras lhe fugiram nessa hora.

Tomando seu tempo, Lynna subiu na cama, deitando-se no centro, entre os travesseiros com fronhas de seda e renda, então todas as luzes do quarto se apagaram simultaneamente, fazendo-a prender a respiração, tanto pelo susto, quanto pela antecipação.

A porta do closet foi aberta.

— Espero que você não volte a esse quarto com uma fita vermelha enrolada em seu supersoldado, você sabe onde eu guardo minhas facas. — ela conseguiu falar, alto o suficiente para que sua audição aprimorada pudesse capturar.

Ele riu alto, aquela risada que só ela tinha acesso, só ela era capaz de retirar dele, aquela que o faria segurar o lado esquerdo de seu peito.

— Acha que eu não sei? Por que você acha que eu troquei os travesseiros de posição? — perguntou brincando.

O calor aumentou ainda mais, fazendo-a morder o lábio inferior em antecipação.

Então, as luzes voltaram a se assentar no vermelho-profundo.

Me morda.

Uma música lenta encheu o quarto, a coisa era sensual demais para ser verdade.

Eu sou apenas um solteiro

Procurando por uma parceira

Alguém que saiba montar

Sem nem mesmo cair

Tem que ser compatível

Me levar aos limites

Garota, quando eu pirar você

Eu prometo que você não irá querer sair

O lado esquerdo que estava totalmente escuro, finalmente acendeu-se e para a sua surpresa, havia um poste de pole ali e mais embasbacadamente possível, havia um Steven Rogers encarando-a predatoriamente com as mãos na costas, vestido de stripper, segurando o poste com força suficiente para se manter ereto, sem essencialmente quebrá-lo ao meio – coisa que ela sabia que ele podia muito bem fazer.

Yebat'. — a ruiva gemeu, encarando o namorado, que sorriu lascivamente.

Quem foi a alma que precisa de unção que fez isso? Quem corrompeu o meu anjinho?

Aquelas roupas eram tão apertadas, que podiam estourar na primeira respiração que o loiro desse. Consistiam numa regata branca que deixava seus ombros ainda mais largos e ressaltava o seu trapézio. A calça era feita totalmente de couro sintético, tão escura que se camuflava no fundo escolhido.

Se você estiver excitada, vamos fazer

Monte no meu pônei

Minha sela está esperando

Venha e pule nela

Se você está excitada, vamos fazer

Monte no meu pônei

Minha sela está esperando

Venha e pule nela

No primeiro momento em que a porta do closet se abriu, Lynna imaginava que sua reação seria rir histericamente, então Steve faria um bico e diria que treinou por dias para fazer aquela surpresa, mas a reação que ela teve foi extremamente oposta.

Seu corpo parecia querer entrar em combustão. Os movimentos que o loiro fazia naquele poste eram a personificação do pecado. O modo como suas calças apertavam aquela bunda... aquelas coxas... caralho, não precisava de mais nada e ela já queria pular em cima dele, mas sabia que não podia. Ela não queria estragar o presente.

Sentando aqui se exibindo

Sacando seu estilo

Somente uma vez se eu tiver a chance

As coisas que eu faria para você

Você e seu corpo

Cada parte

Dando calafrios em cima e embaixo da sua coluna

Fluidos descendo pela sua coxa

Sutilmente, a camisa branca foi rasgada fora, fazendo-a prender a respiração e apertar as coxas em busca de atrito para o seu núcleo pulsante.

Quanto tempo duraria essa provocação? Até que ela se desmanchasse de ansiedade?

Suas mãos se incendiaram em vermelho-róseo, atiçando seus poderes para cima dele, o veneno contido ali o fez ofegar. Os olhos dela deveriam estar vermelhos agora, sua mais nova descoberta sobre o seu verdadeiro ‘eu’.

— Você está roubando. — ele sussurrou, sua voz engrossada pela excitação.

— Pensei que o presente fosse meu. — ela carregou sua voz, sabendo que isso mexia com o seu loiro. — Que mal há em me aproveitar dele? — questionou, arrastando-se para a beirada da cama, levando lentamente suas mãos para a parte de trás do vestido, abrindo o zíper.

Se você estiver excitada, vamos fazer

Monte no meu pônei

Minha sela está esperando

Venha e pule nela

Se você está excitada, vamos fazer

Monte no meu pônei

Minha sela está esperando

Venha e pule nela

— Então porque não vem desembrulhá-lo?

Aquela pergunta malcriada foi a desculpa que Lynna precisava para pular em cima do seu garoto. Ela precisava ensiná-lo a não provocá-la.

Ela arrastou as unhas pelo seu peito exposto, vendo sua respiração engatar e as marcas de suas garras aparecerem na pele sutilmente bronzeada. Ela capturou o mamilo dele entre seu polegar e indicador, apertando-o em seguida, vendo-o estremecer.

Ty byl plokhim parnem v posledneye vremya, krasavchik. — sussurrou contra sua pele. — YA by khotel nakazat' tebya, moy pospeshnyy poni. — ela lambeu uma faixa do primeiro gominho esquerdo de seu pacote de seis, até seu mamilo, puxando-o com os dentes.

Ele gemeu.

— Sim senhora. — o supersoldado se queixou, respondendo-a, mesmo que não soubesse o que ela estava falando, ele tinha uma noção do que se tratava.

A ruiva sorriu, colocando as mãos nas laterais da calça, usando sua força para rasgá-la em dois pedaços iguais, o que não foi preciso muito de si. Era uma calça de stripper, ela fora feita para ser facilmente destruída.

Antes de a peça cair no chão, Lynna ouviu o barulho molhado que o pênis de Steve fez ao encontrar-se com o seu abdômen.

— Oh, vejo que alguém já está pronto para brincar. — comentou, agarrando sua base, vendo-o jogar a cabeça para trás. — Isso tudo é para mim?

O olhar que o loiro lhe deu foi de completa submissão. Ela não aguentaria muito tempo sem pular em cima dele.

Suas bochechas estavam totalmente coradas. Tão lindo.

— Sim senhora. — ele balbuciou. — Tudo seu.

Ela sorriu satisfeita.

— Que garotinho excelente... — apertou sua base, fazendo-o estrangular a respiração. — Se exibindo para a sua mama. — o loiro deu-lhe uma expressão de necessidade. — Deite-se na cama.

Steve assentiu freneticamente, fazendo o que ela disse, espalhando-se na cama deles, com as bochechas coradas, as mãos agarrando o lençol e o mastro pronto para hastear a bandeira.

Sorridentemente, Lynna caminhou até a cômoda, digitando o código antes de abrir a sua gaveta de brinquedos, de onde tirou um de seus preferidos. Um anel peniano feito especialmente para o tamanho do loiro, comprado num momento em que os dois se sentiram ousados demais para avançar em seu relacionamento.

Os olhos dele se arregalaram e suas mãos torceram ainda mais os lençóis.

— Senhora... — sua voz saiu hesitante, ele olhou do brinquedo para ela. — Por favor, não. Esse não.

Ela sorriu, caminhando até a cama. O barulho de seus saltos ecoando mais do que a respiração entrecortada do homem estirado em seus lençóis.

Não? — ela ronronou, ajoelhando-se na cama, rastejando até ele. — Pensei que gostasse dele... — roçou as unhas em seu torso, assistindo sua respiração se alterar e suas bochechas ficarem ainda mais rosadas. — Você não gosta do meu presente, krasivyy?

Steve engoliu em seco.

— Eu gosto, senhora. — murmurou. — Mas é desconfortável.

Lynna sorriu amavelmente, acariciando o rosto do loiro.

— Pode aguentá-lo para mama? Apenas hoje? Pode fazer isso no dia especial dela? — perguntou manhosamente, piscando para enfatizar seu pedido.

— Então eu poderei ter aquele presente? — negociou.

Ela riu.

— Sim, meu lindo. Você pode ter aquele presente na quarta. — sussurrou em sua orelha, antes de morder o lóbulo.

Ele gemeu, esticando-se na cama, torcendo ainda mais os lençóis, com cuidado para não rasgá-los. Ele sabia que ainda não tinha permissão para tocá-la, e a ruiva apreciava que ele ainda se lembrava desta regra, como um bom soldado.

— Vá em frente. — ele concordou.

— Bom menino. — sussurrou contra a pele de seu pescoço, beijando e mordiscando a carne ali exposta, criando uma contusão vermelha, que logo sumiria, graças ao supersoro. — Relaxe para mim.

Ele assentiu, então ela passou a lamber sua pele, passando pelos ombros largos, até o peito, onde ela mordeu e sugou, puxando seus mamilos com força suficiente para fazê-lo gemer, utilizando seus gases para intensificar sua sensação, fazendo-o quase rasgar o lençol, na luta para não tocá-la.

— Eu juro, quando for minha vez, eu irei fazê-la pagar com a mesma moeda. — Steve sussurrou, momentaneamente saindo de seu personagem.

Lynna levantou seus olhos – agora completamente vibrantes – para ele, piscando logo em seguida, enquanto seguia mais para baixo, planando em seus gominhos, lambendo e mordendo cada um deles, que ondulavam conforme a respiração do loiro.

Quando ela finalmente chegou a seu ‘V’, aquele que a levava para um caminho sem volta, um sorriso cruel ampliou-se em sua face.

O comprimento do loiro foi levado de uma vez só, até a base, até que o nariz dela acariciasse os pelos dourados que só ela podia ver, fazendo-o urrar, revirando-se contra o colchão, rasgando a seda que provavelmente era cara.

— Caralho! — ele xingou, olhos no teto, tentando se controlar. — Oh, porra!

Os olhos dela brilharam de excitação, vê-lo tão destruído e saber que ela fora o objeto de sua destruição era extremamente quente, isso a fazia destruir suas calcinhas mais rápido que dizer ‘é biscoito e não bolacha’.

— Ah se todos soubessem o que o capitão-olha-a-língua fala quando estamos sozinhos... — provocou, espalhando sua saliva e a pré-excitação dele por todo o membro latejante. — Se soubessem as coisas que essa boquinha faz... — ele se contorceu em suas mãos. — Pronto, amor. Todo pronto para mim.

Então, a ruiva deslizou o anel, encaixando-o em sua base, para depois apertá-lo, de modo que ficasse confortável para ele, mas não tão folgado que impedisse a verdadeira diversão de acontecer.

Mordeu o lábio inferior, encarando o produto final.

— Você fica tão lindo de roxo. — provocou-o, acariciando o brinquedo. — Vai ser um bom menino para mim? Só bons meninos podem gozar.

Ele engoliu em seco.

— Eu serei bom, mama. — implorou. — Eu serei bom.

Sorrindo, ela levantou-se, livrando-se do casquete que ainda estava fixo no topo de seus cabelos, então jogou a cascata de fogo para trás, para que não os atrapalhasse. Suas mãos percorreram as costas, encontrando o fecho do sutiã, finalmente removendo-o.

Seus próprios mamilos estavam duros como pedra e arranhavam dolorosamente no tecido.

Lentamente, ela retirou a calcinha, lançando-a em cima da cama, ao lado da cabeça do loiro, rindo suavemente quando ele virou o rosto para o local onde a peça havia caído, farejando-a.

Finalmente, Lynna colocou os joelhos no colchão, posicionando suas pernas uma de cada lado das coxas de Steve, sentando-se em seu baixo ventre, vendo-o estremecer.

— Por favor, senhora, monte-me. — ele sussurrou, seus olhos nublados de luxúria lhe deixou perturbada, ela não podia dizer não ao seu pedido suplicante.

Sem esperar mais, ela deslizou-o dentro de si, fechando os olhos com força, sentindo-o em todo lugar, esticando-a de uma maneira indescritível.

Ambos gemeram em uníssono, aproveitando as primeiras investidas.

Ela estava apenas reconhecendo o terreno, sentindo todas as veias do membro do loiro, os padrões ondulados do anel em sua base, o modo duro como suas virilhas encontravam e a suavidade do encontro de seus testículos contra as bochechas de sua bunda ao descer, então, ela finalmente acelerou os movimentos, atraindo gritos do mais alto, que agora já havia rasgado o lençol abaixo deles, que jazia como trapos ao lado de seus corpos suados.

— Toque-me, beije-me. — ela exigiu, persuadindo seu corpo ao encontro do dela.

O beijo que eles trocaram foi animalesco, apenas línguas e dentes, as mãos calejadas do loiro agarraram suas costas, auxiliando-a no movimento dos quadris.

— Senhora, eu... eu.. argh! — Steve gritou contra seu ombro, tendo seu primeiro orgasmo seco da noite.

Ela riu suavemente, acariciando seus cabelos.

— Está tudo bem, krasivyy. — sussurrou. — Eu vou fazer isso ser bom para você.

Ele apertou-a, sorrindo contra sua pele, para então soltar uma risada ‘maléfica’, que verdadeiramente a assustou.

— Acho que não, princesse. — seu corpo foi colocado contra os travesseiros numa velocidade impressionante, que deixaria o Mercúrio com inveja. — Minha vez. — sussurrou gravemente em seu ouvido, fazendo-a estremecer. — Meia-noite.

Merda!

Com um sorriso perverso, ele retirou-se de seu calor, desatou o anel e deslizo-o para fora de si.

— Eu deveria queimar isso. — disse divertidamente, mostrando-lhe o brinquedo, antes de tacá-lo para fora da cama.

— Para começo de conversa — ela resmungou, buscando por ar. —, comprá-lo foi sua ideia.

— Então eu não estava no meu juízo perfeito. — brincou.

Ela riu.

— Mas é o meu brinquedo favorito. — fez beicinho.

Ele revirou os olhos.

— Claro, porque você ama me ver sofrendo. — também fez beicinho.

Lynna esticou a mão para agarrar sua bochecha esquerda.

— Não é assim. — disse carinhosamente. — A tortura não é a chave. O que vem depois é o mais importante.

— Que seria...?

Ela riu, jogando a cabeça para trás.

— Deixá-lo selvagem. — sussurrou, sentindo suas bochechas esquentarem, apesar do que eles já tinham feito nessa mesma cama (e na irmã dela que havia se quebrado).

Steve riu, também ficando rosado.

— Você quer isso selvagem? Eu posso te dar, mas, por favor, não utilize mais aquele objeto de tortura. — ele aproximou-se do seu corpo, com uma mão de cada lado de sua cabeça, roçando suas intimidades.

— Você sabe que vai ter que pegá-lo de onde jogou e esterilizá-lo, não é? — a ruiva arqueou a sobrancelha.

O loiro revirou os olhos outra vez.

— Eu sei. — então, ele impulsionou-se para dentro de si, entrando em casa, fazendo-a revirar os olhos de prazer. — Eu vou. — disse por fim, uma oitava abaixo de seu tom normal. — Sua pequena torturadora.

Ela não teve tempo de responder, seus gemidos praticamente estrangularam as palavras, enquanto o ritmo estabelecido por seu namorado supersoldado fazia com que a cama rangesse e batesse repetidamente contra a parede.

Suas mãos subiram da cintura dele para as omoplatas, arranhando-o com força, fazendo-o grunhir enquanto entrava e saía repetidamente de si, inebriando seu cérebro, que já tinha mandando-a para a puta que pariu no momento em que ela havia pisado nesse quarto.

Konchi dlya menya. — ele sussurrou gravemente em seu ouvido, seu sotaque americano ainda borrando as palavras.

Lynna gritou, sentindo suas paredes esmagarem sem dó o cumprimento Steve. Tudo o que ela via eram pontos brancos no fundo de seus olhos. Seu corpo estava superestimulado, mas o loiro ainda não havia conseguido sua verdadeira libertação.

— Venha para mim. — pediu manhosamente, acariciando suas costas.

— Eu não aguento mais. — ele voltou a falar, agora num resmungo cansado.

— Você irá vir outra vez. — ela rangeu os dentes, forçando seus quadris para cima, de encontro com os dele. — Vamos. — movimentou-se para frente, batendo em sua bunda com o pé, fazendo um barulho alto com o atrito, arrancando um gemido rouco dele.

— Eu não consigo, Anna. — merda... já era difícil de resistir aos seus encantos estando tão conectados como estavam agora... então o modo com que ele falava seu novo apelido... aquele que só ele podia falar...

A ruiva apertou suas coxas contra a cintura do loiro, impulsionando seu corpo para cima como se estivesse quicando de volta, voltando à posição anterior, cavalgando-o vigorosamente.

— Você virá. — ela sussurrou, agarrando seu rosto, forçando-o a encará-la. Seus belos olhos azuis estavam nublados. — Venha para mim, krasivyy. — pediu. — Venha. Para. Mim. — cada impulso, uma palavra.

Como último recurso, ela arrastou as unhas pelo ponto que apenas ela sabia que era o lugar mais sensível dele, fazendo-o urrar outra vez, para depois atingi-la com os jatos quentes de seu ápice.

Apenas o modo como seu pequeno príncipe havia sido destruído a fez chegar à borda outra vez, derretendo-se contra seu corpo forte.

Um rígido crack fora ouvido, então seus corpos desceram de uma vez.

Ambos gritaram.

— Ai minha bunda! — Steve reclamou, jogando sua cabeça contra o ombro dela.

— Ai a minha Ophelia! — Lynna resmungou, para depois bater no ombro dele. — A culpa é sua!

O loiro riu.

— Culpa minha? Quem queria que eu fosse “selvagem” aqui? — ele imitou sua voz ao falar “selvagem”.

Ela gargalhou, escondendo seu rosto em seus cabelos.

— Devemos avisar a SEXTA-FEIRA para encontrar uma equipe para retirar a cama... ou os vestígios dela? — sussurrou.

— Temos que ter certeza de não entrar num raio de duzentos metros de Tony. Ele não irá nos perdoar outra vez. — ele sussurrou de volta, contra sua pele. — Acho que vamos ter que dormir no outro apartamento. O sofá é muito pequeno para nós.

Lynna riu.

— Para você, que é enorme. — revidou, para depois soltar um chiado ao se mexer. — Literalmente. Posso senti-lo em minha garganta, e não é de um jeito bom.

Rindo mais um pouco, os dois finalmente se desconectaram.

— Que tal considerarmos uma cama de concreto? — o loiro perguntou, puxando-a cuidadosamente para cima.

A ruiva soltou um silvo baixo, estremecendo ao sentir os sucos deles escorrendo por suas pernas.

— Você está louco? — caminhou lentamente para o banheiro. — Eu já sou uma pessoa excelente com as quinas de móveis, imagina bater meu dedinho numa cama de concreto?!

— Não foi tão ruim dessa vez. — ela o ouviu dizer do quarto, enquanto abria a torneira da banheira, configurando-a para um banho morno. — Eu posso resolver isso sem problemas. — ele suspirou aliviadamente. — Apenas deslocou...

Um rangido alto foi ouvido, assim como um estalo, então seu muito suado namorado apareceu na porta, ofegante e com um olhar aguçado no rosto bonito.

— Não olhe para mim assim, você não vai conseguir nada mais do que um banho, seu trapaceiro. — ela resmungou, colocando as bolhas na água, assim como o aroma que ela sabia que ele desgostava (mas secretamente gostava).

— Valeu a pena, não? — questionou-a, arqueando a sobrancelha, enquanto sorria maliciosamente. — Você gostou tanto que deslocou a cama. — sussurrou contra seu cabelo, puxando-a contra seu peito.

— Um dia... eu juro, irei filmá-lo e expor seu comportamento, trapaceiro. Vou ganhar milhões e vender à mídia a “verdadeira face” do Garoto de Ouro. — resmungou contra a pele de seu peito, fazendo-o rir. — Vamos, mexa essa sua bunda gorda e entre na banheira.

Afastou-se dele.

— Aonde você vai? — questionou-a, confuso.

Lynna inclinou a cabeça para o lado, sorrindo.

— Buscar as toalhas, porque alguém que atende pelo nome de Steven esqueceu-as no sofá. De novo. — resmungou, caminhando para fora. — E eu que achava que você era louco por organização. Acho que criei um monstro!

Ela ouviu sua risada e sorriu também, catando as toalhas de cima do braço do sofá.

Quando voltou, a banheira estava cheia de bolhas e seu Garoto de Ouro estava no meio delas, com o nariz franzido e um olhar divertido para ela.

— Colocou a verbena só por vingança? — questionou-a, observando-a esconder-se no lado oposto ao dele, encostando-se na outra almofada.

Ela riu, arqueando a sobrancelha.

— Digamos que sim. — deu de ombros, alcançando a sua esponja, vendo-o alcançar a dele, para depois puxar seu pé para esfregá-lo gentilmente, evitando os pontos que lhe davam cócegas. — Me agradar é o seu jeito de me pedir desculpas?

O loiro riu, enxaguando o membro, para depois aproximá-lo do rosto recentemente barbeado.

— Até onde sei, eu não fiz nada de errado. — declarou, acariciando seu pé com a pele suave da bochecha, massageando-o suavemente, trazendo calafrios bons ao seu corpo. — Regras são regras, ou já está esquecida, senhora?

— Espertinho. — disparou, acariciando sua pele com o dedão. — Me distraindo para conseguir seus objetivos sórdidos...

— Eu fui um bom aluno? — questionou-a, seus olhos brilhavam maliciosamente. Então, ele colocou seu dedo em sua boca quente, sugando-o sensualmente, fazendo com que seu corpo se aquecesse numa temperatura que ultrapassava a da água que os cobria.

— Talvez. — ela disse, estrangulando um gemido. Ele sabia o quanto seu pé era uma zona bem estimulante e estava usando isso contra ela. — Ainda tem muito a aprender. — suspirou quando ele continuou provocando-a. — A propósito, como aprendeu a fazer strip? Pensei que não fosse um dançarino. — provocou-o, balançando as sobrancelhas.

Ele riu, suas bochechas foram ficando rosadas, num contraste com o seu ‘eu’ descontraído em sua neblina pós-coito.

— A internet é mesmo um lugar amplo. — respondeu-lhe também movendo suas sobrancelhas. — Eu queria fazer uma surpresa legal para você, algo que a surpreendesse.

Ela sorriu.

— E fez tudo isso sozinho? — perguntou, surpresa.

A pesar de estar inserido no mundo moderno há mais tempo que ela, Steve ainda tinha algumas dificuldades, ao contrário dela, que fazia tudo quase que normalmente.

— A maior parte. — ele amassou um pouco seu pé, em sinal de embaraço. — Tive que pedir ajuda a Nat para comprar o traje. Eu não queria ter que sair e ir numa loja, sabe? — ela assentiu e ele riu, para depois desviar o olhar para o teto. — Seria meio embaraçoso e o plano ruiria. Eu consegui encomendá-lo num site e instalei o poste enquanto você estava se arrumando com as meninas. Não foi instalado direito, sabe...

— Mas foi perfeito. — Lynna o interrompeu, sorrindo ampla e agradecidamente para o namorado. — Eu amei a surpresa.

Ele sorriu daquela maneira bonita que fazia seu coração disparar, o sorriso que indicava que ele estava satisfeito consigo mesmo, o que era muito raro de se ver, e que apenas ela tinha acesso.

— Fico feliz que tenha gostado. — disse carinhosamente, para depois apertar um pouco mais o seu pé. — Seu dia pode até ter acabado, mas a nossa noite está apenas no começo. Ainda há muitas coisas a serem vistas.

O brilho em seu olhar fez com que ela tentasse movimentar as coxas para promover atrito para a sua área dolorida.

Seu coração começou a disparar e ela engoliu em seco.

— E o que seriam essas coisas? — questionou-o, com a respiração lentamente se acelerando.

Com um sorriso, o loiro puxou-a para si, fazendo com que a água espirrasse para fora da banheira. Ele a montou em seu colo, grudando seus corpos, fazendo-a senti-lo duro, encaixando-se exatamente onde ela o queria.

— Para quê explicá-la, se eu posso mostrá-la? — ele rebateu, correndo seus lábios bem delineados na pele de seu ombro.

— Isso significa que vamos terminar de destruir a cama? — brincou, arrancando uma risada dele.

— Não exatamente. — respondeu-lhe, acariciando a base de suas costas, causando-lhe arrepios por conta de seus dígitos ásperos. — Temos um apartamento grande para explorarmos outra vez.

Lynna levantou a cabeça para encontrar os olhos do loiro, que sorria insinuosamente para ela. Sua mente correu para a mesa do escritório, e para o balcão da cozinha, e para o sofá da janela, vendo a noite estrelada...

Mordeu o lábio.

— E eu posso escolher os lugares? — perguntou. Sua flor abraçando o nada, enquanto ela imaginava seus corpos se enroscando em seus lugares favoritos.

Ele sorriu, ajustando sua posição para que seus sexos se atritassem.

— Tudo o que você quiser. — sussurrou.

— Promete?

— Prometo. — respondeu-lhe, beijando sua testa.

— Eu te amo. — ela murmurou, suas mãos foram até a base do pescoço dele e arranharam levemente a pele por lá. — Você é o meu melhor presente. Para a vida inteira.

— E você é o meu. — ele revidou. — Eu jamais a deixarei ir, Anna. Jamais. Meu coração inteiro seria levado contigo.

Seu coração se alvoroçou com isso, então ela o puxou para um beijo repleto de sentimentos, entregando seu coração em troca do dele, permitindo que ele soubesse toda a verdade em suas palavras.

— Acho que podemos começar nossa madrugada aqui, o que acha? — Steve questionou-a, movendo-os na banheira.

— Eu não iria odiar. — ela respondeu, puxando-o para si outra vez.

Com um suspiro fundo, Lynna permitiu que suas mãos explorassem o corpo do mais alto, inebriada com o fato de que iria tê-lo para si por quanto tempo quisesse. Ela nunca agradeceu tanto o dia em que nasceu quanto hoje.

Eles fizeram amor na banheira, sob um coro de ‘eu te amo’. E quando o sol já estava saindo, de onde eles haviam se enroscado na cama, ambos encaravam um ao outro, fazendo promessas para o futuro, celebrando um novo capítulo que se iniciava em suas vidas.

Notas finais
Alguém aqui deduzia que Lya era a dom do relacionamento? (LUINHA DO WHATSAPP X3) Traduções - Yebat' - Foda-se Ty byl plokhim parnem v posledneye vremya, krasavchik - Você tem sido um menino mau ultimamente, bonito YA by khotel nakazat' tebya, moy pospeshnyy poni - Eu gostaria de te punir, meu pônei apressado Konchi dlya menya - Venha para mim Até quarta!