The Captain and The Petal.

36 Thirty-fourth Chapter. - Holiday on the lake.


Notas iniciais
Ois! E aê cambada?! Eu já queria estar no embalo da Independência, mas como ela ainda está em setembro, meu pensamento positivo é na Páscoa, que não está tão longe assim, vai? Antes de mais nada, eu queria dar um breve spoiler: eu estava achando pouco as cenas de hot e agora "encanguei" - é assim que se escreve, meu Deus? - uma na outra, espero que não esteja traumatizante. Boa leitura! PS: acho que eu não me lembrei de falar um fato importante sobre a história, que é exatamente o fato de Ultimato, o trailer ter dado um tiro no meu peito. Estou ansiosíssima para assistir e estreia esse mês :00. Contudo, eu não sei se TCTP irá acompanhá-lo, pois quando eu comecei a escrever a estória, ainda não haviam lançado nada, e eu ainda não assisti Capitã Marvel, então também não sei se vou introduzi-la ou não, porque minha ideia inicial - outro spoiler - era fazer um final alternativo de Guerra Infinita.

Feriadão no lago.

Assim como todas as famílias americanas que se prezassem, eles estariam tirando folga de seu trabalho e indo viajar no feriado, por mais que soubessem que o crime não tira férias, essa era a coisa mais próxima disso. O sentimento era o mesmo.

O dia da independência dos Estados Unidos seria na quarta-feira e Tony sendo um bom “patrão” – na teoria, era a SHIELD que estava por trás do time, mas eles haviam se tornado cada vez mais independentes ao longo dos anos, talvez isso já estivesse em curso antes dela fugir da Hydra, Lynna não saberia dizer –, deu a semana inteira para os agentes que trabalhavam no Complexo.

Após muita discussão – mais da parte de Tony, que queria pagar tudo –, eles se juntaram e juntaram seus salários para alugarem uma casa no lago, onde passariam seus dias de folga, longe da perturbação da cidade grande, por mais que houvesse um lago ao redor do Complexo. Eles não se sentiriam como se estivessem de folga por lá, não é mesmo?

Suas últimas coisas foram depositadas na mala, então ela prontamente a fechou, colocando-a no chão ao lado das de Steve, que estava terminando sua seção de treinamento do dia para finalmente tomar um banho e se vestir. Eles sairiam daqui a cinquenta minutos e ela não podia acreditar que ele estava treinando em pleno domingo, logo após a longa noite que eles tiveram. Como ele não se cansava?

Ela arrumou o decote de sua blusa para esconder a marca roxa que havia ganhado de presente, ajustando também a trança para a lateral esquerda do corpo, a fim de esconder – mesmo que parcialmente – outra mordida que escapulia da blusa.

Infelizmente, era verão, o que significava que era impossível usar uma gola alta.

A porta do apartamento foi destrancada. Logo depois, seu namorado apareceu sem camisa e suado, o caminho direto para a perdição.

— Tudo pronto? — foi o que perguntou, encarando-a com os olhos aguçados.

— Sim. — ela respondeu prontamente, contornando a cama para pegar as duas primeiras alças e levá-las para a sala. — Eu sugiro que tome um banho rápido, ou Tony pode parir um alce com o seu atraso, mocinho. Ele está muito animado com essa viagem.

Ela não esperou uma resposta dele, indo até a entrada do apartamento e colocando as primeiras malas lá, vendo o padrão que seus vizinhos também haviam feito.

O loiro saiu vestido quinze minutos depois, a tempo de ajudá-la a carregar as mochilas pesadas para se juntar às outras coisas.

No início da semana passada, Tony solicitou que SEXTA-FEIRA enviasse alguém para abastecer a casa, então eles não teriam que se preocupar com comida pelo resto da semana.

Para ela, ainda estava incógnita se ele levaria Pepper ou não.

Levando em consideração ao comportamento deles ontem à noite, ela duvidava disso. Eles estavam cada vez mais distantes, e isso lhe deixava triste por ele. Os dois eram um casal bonito, apesar de estranho. Eles combinavam perfeitamente juntos. Ela desejava que fosse o que fosse, que eles se resolvessem logo.

Respirando fundo enquanto guardava seus pensamentos especulativos para si, Lynna se pôs a arrastar a bagagem até o quinjet, seguindo a fila indiana de Vingadores.

Tony foi o último a chegar – como ela esperava, sem Pepper –, parecendo uma estrela do rock, com os óculos escuros escorregando pela ponta do nariz, enquanto carregava suas malas pela rampa de carga.

Ele estava usando óculos escuros à MEIA-NOITE!

Se existir pessoa mais excêntrica que ele, ela desconhecia.

Suspirou alto, negando com a cabeça.

— Oi crianças! Prontas para a excursão? — ele perguntou animadamente, colocando sua bagagem ao lado da dela, para depois tirar os óculos e escorregá-los na gola da camisa.

— Se você está esperando um coro de urras encontrou a turma errada. — Lynna comentou, esticando as pernas no colo de Steve.

Tony revirou os olhos.

— Eu esqueci que vocês não têm senso de humor. — resmungou, sentando-se. — SEXTA-FEIRA, estamos prontos!

Automaticamente, a rampa subiu e os motores foram ligados, então eles finalmente estavam se dirigindo ao acampamento, coisa que ela estava com um comichão desde que surgiram com essa ideia.

— É meia-noite, Tony. — Nat reclamou. — Dá um tempo. — ele fez um gesto de descaso. — Agora, me diga: o que exatamente você faz usando óculos escuros de madrugada?

Ele deu de ombros.

— É o meu jeitinho. — foi tudo o que respondeu, fazendo-os darem risada.

*

A viagem durou pouco tempo, em comparação a algumas missões que ela havia ido. Às três e meia da madrugada, um grupo de deslocados brigava pelos quartos com e sem cama de casal, coisa que os fez dormir às cinco da manhã, porque Sam não queria dividir quarto com Hanna e os brinquedinhos mortos que ela havia trazido para estudar.

E por fim, a divisão ficou assim: Rhodey, Visão e Sam dividiriam o primeiro quarto, o que ficava ao lado da cozinha, abaixo da escada. – porque Pietro recusou o fato de qualquer outro garoto dividir um ambiente fechado com sua irmã gêmea além dele. – Natasha e Hanna dividiriam o primeiro à direita subindo a escada. Wanda e Pietro dividiriam o da esquerda. Tony ficaria sozinho num dos quartos com cama de casal, e ela e Steve, que eram os aniversariantes da semana – por mais que o dia sábado pertencesse à semana passada –, ficariam com o outro quarto de casal, o que tinha a vista para o lago, coisa que ela achou amável de seus amigos.

Mais uma vez, como em todas as vezes que eles se uniam para esse tipo de loucura coletiva, havia uma lacuna ali, um espacinho que só seria preenchido com dois de seus membros desaparecidos do time.

Eles sentiam muito falta de Bruce e Thor.

Já se passaram quatro anos e nada de notícias sobre eles. Seu amigo e seu primo sumiram do mapa, quase que literalmente.

Da última vez que em que ela conversou com o loiro, ele havia lhe dito que iria voltar à Asgard para impedir o Ragnarok. Seu maior medo era que ele tivesse sido morto nesse processo.

Quantas vezes ela não tentou ver algo sobre eles?

Nada. O absoluto nada foi o que ela ganhou em troca. O silêncio de um pedido fervoroso é algo terrível.

Tudo o que ela via eram flashes desconexos, que se fosse tentar alinhá-los, não chegaria a lugar algum, e isso a frustrava. Qual era a finalidade de seus poderes se ela não possuía poder suficiente para ajudar aqueles por quem ela tinha carinho?

Seu sono foi inquieto por causa disso, e também por culpa de um pesadelo, um daqueles que parecia quase palpável.

Ela retirou-se da cama lentamente, cuidadosamente, na tentativa de não despertar o loiro que dormia ao seu lado, como um enorme polvo, faminto por contato.

Depois de muita briga, ela conseguiu fazê-lo abraçar o travesseiro que continha o seu cheiro. Calçou os chinelos, e foi para o ar livre, parando de andar apenas quando chegou ao lago, então sentou-se numa pedra, encarando a água cristalina por um tempo, tentando não reviver o pesadelo, mas era difícil.

Havia uma menininha, ela não passava dos seis anos. Chorava compulsivamente, enquanto agulhas perfuravam sua pele sensível. Elas rapidamente eram cheias de um líquido tão escuro, que chegava a ser preto, então, lentamente ele se transformava em azul anil.

Lynna não sabia o que era, mas não iria para perguntar. O fato do sangue dela sempre se tornar azul lhe deixava inquieta.

Em algum ponto, esta menininha se tornou um reflexo dela própria. Ela parecia sentir o que a menina estava sentindo. O medo dela corroia suas entranhas, e isso lhe deu um estranho acesso de raiva, pois por mais que ela jamais tivesse chegado a conhecer esta criança, que isso fosse fruto da sua imaginação, ela queria encontrar as pessoas que faziam mal a ela, apenas para vê-los morrer lentamente por suas mãos.

Assim como das outras vezes, seu pulso direito estava em carne viva, o que a deixava preocupada, somando o fato de que a possibilidade desse sonho se tornar realidade, tudo ainda mais perturbador.

O coração dela se apertava cada vez que pensava nisso.

Decidida a tentar apagar esses pensamentos nebulosos e curtir o feriado como uma pessoa normal, Lynna levantou, colocou os chinelos alinhados um ao lado do outro e sentiu a terra em seus pés, para depois desatar o nó do robe, fazendo-o cair ao lado dos calçados, assim como seu babydoll temático e a calcinha simples de algodão.

Ela adentrou a água, suspirando alegremente ao encontrá-la agradavelmente num estado morno.

A ruiva não saberia dizer quanto tempo passou apenas flutuando com os olhos fechados, apenas apreciando o balanço da água contra seu corpo, esvaziando sua mente. Ela despertou do transe quando ouviu o barulho de galhos sendo amassados, assustando-a um pouco.

Apressou-se em cobrir parte de sua nudez com os cabelos, uma vez que a água não era muito turva onde ela estava.

Um loiro despenteado e sonolento a observava encostado na árvore. Seus olhos acompanhavam seus curtos movimentos de vai e vem na superfície.

Um sorriso preguiçoso e tranquilo se apossou de sua face.

— O que está esperando? — ela gritou para o namorado, arqueando a sobrancelha em desafio. — A água está boa.

Com um gesto fluido, Steve livrou-se do pijama, para depois nadar até onde ela estava, próxima à margem oposta. Se esticasse a mão, podia tocar a grama.

Ele apertou-a contra si, colocando uma mecha de cabelo vermelho para trás da orelha.

— Você teve pesadelo. — aquilo não era uma pergunta.

Lynna se encolheu.

— Eu não queria acordá-lo. — sussurrou. — Por isso vim para cá. Fui seduzida a nadar e estou aqui há pelo menos...

— Duas horas. — ele respondeu, segurando-a um pouco mais forte. — Eu fiquei preocupado quando não te vi na cama.

— Há quanto tempo esteve parado ali? — ela questionou-o, assentindo, para depois arquear a sobrancelha, enquanto levantava os braços para entrelaçá-los ao redor de seu pescoço.

— Tempo suficiente para eu ser seduzido pela jovem-não-tão-jovem que se banhava no lago. — ela riu de sua piada. — Você conseguiu nadar um bom pedaço de onde suas coisas estão.

Ela mordeu o lábio.

— Acho que me distraí. — murmurou. — A temperatura estava tão boa, que não pude evitar.

Ele levantou sua mão, investigando-a de perto.

— Você está enrugando. — disse-lhe de maneira carinhosa, acariciando sua pele. — Não acha melhor irmos para dentro? A pesar de estarmos no verão, logo, logo você sentirá frio.

Sorriu, arrastando suas mãos pelos ombros fortes do loiro, detendo-se em seus bíceps, apertando-os para depois arranhá-los.

— Agora, que eu tenho outros planos? — ela arqueou a sobrancelha, usando sua vantagem para se impulsionar, enrolando suas pernas ao redor da cintura estreita dele, que prontamente a segurou firmemente. — Acho que não. — correu sua boca pela pele molhada de seu ombro, até chegar à orelha. — Acho que eu quero me aproveitar de você, nu, molhado e disposto para mim. — então, puxou lentamente o seu lóbulo, arrancando um suspiro engasgado dele.

— Justo o suficiente. — ele murmurou de volta, puxando-a para um beijo.

*

Eles voltaram para dentro rindo como duas crianças, molhados dos pés à cabeça. Quando adentraram a varanda dos fundos, respiraram aliviados – ou nem tanto – ao encontrar apenas Wanda e Visão tomando café na cozinha. Este último provavelmente estaria provando algo que a castanha havia lhe induzido.

— Bom dia. — saudaram em uníssono, acenando para a dupla.

— Bom dia. — eles disseram de volta. — Vocês estão bem? Estávamos procurando-os para as atividades do dia. — Wanda emendou.

E agora, o que dizer?

Por mais que ela soubesse que bruxinha tinha uma vaga noção do que eles estavam fazendo no lago, ela não iria verbalizar. Não era como se Lynna fosse abrir a boca para dizer ‘ah, sabe como é... nós estávamos fornicando dentro d’água’.

Nossa, quem ainda fala ‘fornicando’?

— Nós acordamos cedo para fazermos um piquenique no lago. — Steve disparou, levantando a toalha em que ele havia se enrolado para encontrá-la.

— Ah. — a castanha sorriu, apoiando o queixo nas mãos. — É romântico.

Eles riram, assentindo.

— Eu vou subir, preciso trocar essas roupas molhadas. — a ruiva disse, afastando-se da dupla dinâmica.

Como se tivesse sido “enviado dos céus”, Anthony Stark apareceu na cozinha, com os cabelos despenteados e o pijama desalinhado, como se tivesse acabado de acordar. Ele já estava com um copo de uísque na mão.

— Lady Tóxica, Capicolé! Então, quer dizer que vocês foram localizados! — sim, o universo realmente é regido pela Pétala e ela fez isso para testar seus limites. — Como foi o piquenique absolutamente sem comida? — por mais que ela concordasse que aquele ser que tinha apenas sujeira na cabeça tinha um fundo de razão em seu sorrisinho malicioso, ela não deixou de ficar brava com ele.

O que era estranho, porque ela quase nunca levava para o olhar literal as suas brincadeiras, mas agora, ela tinha uma raiva desconhecida dentro dela

— Não é da sua conta, abelhudo. — resmungou, passando para as escadas.

Talvez Tony fosse dizer algo astuto de volta, mas parece que ele engoliu o que tinha e soltou uma gargalhada estrondosa, que se misturou com outras duas, o que a deixou extremamente confusa.

Não volta lá, não volta lá...

— Do que estão rindo, posso saber? — sim, meus caros colegas, ela voltou .

Steve estava vermelho, como se estivesse com falta de ar, cobrindo a boca com a palma direita da mão. Ele se recusou a encará-la, assim como Tony, que já estava em posição de defesa no minuto em que ela encostou-se no umbral, batendo os pés na soleira.

— Nada. — o Homem de Ferro se engasgou, tragando o ar com força, antes de rir.

— Lya, porque sua bunda está tão roxa? — a voz de Hanna atingiu-a, fazendo-a pular na posição em que estava.

Então, a cozinha explodiu em gargalhadas, até mesmo Visão estava rindo, levando em conta o movimento de seus ombros.

ATÉ TU, BRUTUS?!

— Qual é, eu não posso ter uma bunda roxa em paz?! — resmungou em resposta, se arrependendo da hora em que voltou à cozinha.

Tony arregalou os olhos.

— Vocês são bizarramente exóticos! — ele exclamou. — Eu jamais tomarei banho naquele lago!

Lynna virou-se para as escadas, mandando um dedo do meio para o Homem de Ferro em resposta, revirando os olhos para as gargalhadas, então desceu a mão, para que ela “cobrisse” a sua bunda.

Antes de subir, ela ouviu a voz de Steve, mas não entendeu o que ele havia dito. Infelizmente, como ela já havia batido nessa tecla, a Hydra não fez dela uma supersoldado.

Minutos após ela ter batido a porta do quarto, seu namorado cara de pau colocou a cabeça para dentro, franzindo o cenho para montanha de cobertores e travesseiros que a ruiva havia amontoado em cima do baú que ficava aos pés da cama.

Ele arqueou a sobrancelha.

— Você sabe que a roupa de cama não precisa ser trocada hoje não sabe? — questionou-a, aproximando-se com aquele olharzinho de menino bonzinho, como se fosse lhe ganhar com isso. — Acabamos de chegar...

Uma raiva estranha se apossou de seu corpo.

Mas que maldito cara de pau!

— É claro que eu sei. — respondeu-lhe fingindo tranquilidade, dobrando por fim, o pijama do loiro, para depois adicioná-lo à pilha. — Mas eu não estou trocando a roupa de cama.

— Ah, não? — ele encolheu um pouco os ombros com as suas últimas palavras, que talvez tenham saído um pouco ameaçadoras demais. — Então o que está fazendo com as minhas coisas?

Durante todos esses anos juntos, Lynna só havia visto Steve tremer de medo dela uma vez, quando ela ameaçou seus amigos idiotas, dizendo que iria envenenar a comida deles para que eles abrissem a língua. Foi por causa desse segredo que hoje eles estavam juntos.

Agora, o loiro tremeu por conta do sorriso deliberadamente assassino que ela havia lhe dado, quase como se ela estivesse “incorporando” a Pétala dentro de si, o que jamais havia acontecido em todos esses anos que ela estava livre da Hydra. E o que também era estranho, pois ela sentia uma vibração negativa vindo de si, que ela não conseguia compreender, mas também não queria.

— Boa pergunta, Steven, você é, afinal de contas, um menino inteligente! — disse-lhe ainda extrema e assustadoramente calma. — Estou arrumando suas coisas, pois hoje o senhor não dorme comigo.

Ela viu o pomo de adão dele subir e descer.

— E onde eu irei dormir, sim? — questionou-a, assustado, tentando aproximar-se, mas ela se afastou.

— No sofá da sala, ora essa! — chiou.

— E o que foi que eu fiz, hm?! — aproximou-se, ignorando o fato de que ela andou para trás mais uma vez. — Foi por causa do que aconteceu na cozinha?

Ela arqueou a sobrancelha.

— Ah! Tem uma boca em você, não é? — ironizou. — Que pena, que o senhor a utilizou apenas para rir de mim, ao invés de me defender, não é mocinho?!

Ele franziu o cenho outra vez.

— Anna, você não está fazendo sentido algum! — reclamou, contornando a cama quando ela se afastou dele. — Foi uma brincadeira!

Ela não ia fazer bico, ela não ia fazer bico, ela não ia fazer bico!

Porra, que raiva!

— Eu não ligo! — cruzou os braços. — A culpa da minha bunda estar roxa é toda sua! E não me chame assim!

— Ah, é? E de quem foi a ideia de fazer amor no lago? Minha?! — ele rebateu, aproximando-se dela, que se afastou, ainda com os braços cruzados. — Anna... — ele tentou chamar seu apelido daquela forma, com a voz sussurrada e enrouquecida que fazia suas pernas tremerem, mas hoje não! — O que deu em você?

Ela bufou.

— Vá para a sala. — disse cortantemente.

— Você não está fazendo o mínimo de sentido. Pela Virgem, querida! — resmungou, colocando as mãos no quadril estreito, onde ela estava com as pernas enroladas, sentindo a textura do seu...

Merda, ele estava quase que 25% certo quando disse que ela não fazia sentido algum. Como pode ela, num minuto, estar completamente fula da vida com o loiro à sua frente, e depois estar imaginando coisas indecentes como arrancar sua camisa fora?!

Que porra é essa?!

Fosse o que fosse, ela não queria parar para investigar.

— Meu amor... — ele voltou a falar, aproximando-se de si, embalando seus braços, arrastando os polegares em sua carne exposta, fazendo-a suspirar suavemente. Suas coxas tremeram ao se lembrar da importância que eles tiveram alguns minutos quentes atrás. — O que está acontecendo, hein? — ele repetiu, suavemente, quase num sussurro.

Rapidamente, antes de cair em tentação, Lynna pegou a trouxa com os mijados dele e empurrou-os em seu peito.

— Boa noite. — disse simplesmente, feliz consigo mesma por ter sido forte o suficiente para resistir aos encantos do loiro, que estava extremamente confuso.

— Mas ainda é dia! — tentou argumentar.

— Eu já disse que não ligo! — ela bateu o pé, para depois abrir a porta. — Boa noite, Steven!

Ela esperou até que ele, resignado, passasse para o outro lado da placa de madeira, então, trancou-a atrás de si, suspirando audivelmente, para que ele soubesse que ela estava “aliviada” com o fim da briga.

*

Eram duas da madrugada.

Seu dia foi entediante e lento, o que não resultou em muita diversão. Pelo menos não da sua parte.

Ela resolveu ficar em casa quando o time saiu para fazer trilha e pescar numa parte do lago que tinha uma quantidade relativa de peixes. Durante o dia, ela não olhou Steve nos olhos, ou trocou qualquer palavra com ele, mas não foi porque estava com raiva, e sim, envergonhada.

Ela não sabia o que havia dado em si quando eles teoricamente “brigaram” ontem de manhã. Sua raiva repentina não deveria ter sido normal.

Fosse o que fosse, ela sabia como o time era e que eles não a incomodariam para valer se ela não permitisse, então essa parte estava de boa. O que ela não entendia, é que, mesmo sabendo disso, descontou sua toda a sua “raiva” em cima do namorado, que a encarou com olhos de cachorrinho abandonado todas as vezes que se viram, tendo Hanna e Tony vindo conversar com ela e tudo – coisa que aconteceu no minuto seguinte em que seu loiro desceu as escadas com as roupas de cama dele.

O resto da noite passou-se com ela evitando olhá-lo, por saber que foi besta o suficiente para brigar por uma besteira maior ainda.

Agora, ela embolava na cama, que estava muito fria e vazia. – ao contrário da sua cama no Complexo, que ainda podia dar o “migué” de que seu supersoldado esteve ali, envolvendo-a com seu cheiro.

Foram raros os momentos que eles brigaram tão feio, que tiveram que se separar à noite. Contudo, todas às vezes, as brigas eram por motivos reais— como na vez em que ele saiu para uma missão DO NADA e ficou fora por um mês, sem lhe dar explicação alguma. Ela quase morreu de preocupação e o fez dormir no sofá por duas semanas inteiras, sem trocar nenhuma palavra. Quando fizeram as pazes, eles quase destruíram o balcão da cozinha. – e não por uma completa besteira infundada.

Irritada com a sua atitude de criança, ela colocou os pés para fora da cama, tateando o criado mudo pela jarra de água, rosnando um palavrão em russo quando não a encontrou cheia.

Ainda mais irritada, ela marchou para fora do quarto, feliz por não ter encontrado ninguém acordado – até porque, ela se admiraria se alguém além dela estivesse penando pela casa, uma vez que todo mundo fez atividades exaustivas ao longo do dia –, o que facilitou ainda mais a sua viagem inicial.

Porém, contudo, entretanto, toda via, para se chegar até a cozinha da casa no lago, ela tinha OBRIGATORIAMENTE que passar pela sala de estar, coisa que a deixou fraca das pernas. Ela não queria ter que encarar a possibilidade de Steve estar acordado. Isso a deixou vermelha como um pimentão.

Ela já estava desistindo, quando ouviu o ronco característico dele, que ela só ouvia raramente, o que indicava que ele estava enfadado o suficiente para cair em sono profundo, algo extremamente raro para quem dormiu no gelo por quase setenta anos.

Na ponta dos pés, Lynna cruzou a sala, parando ao ver uma cena que fez suas pernas ficarem ainda mais fracas.

A luz da lua, que escapava pelos vidros da porta de entrada, banhava o corpo de seu namorado, que havia tirado a camisa – como fazia todas as noites – e estava todo esparramado na pequena estrutura do sofá, que mal comportava seu corpo muito bem trabalhado de supersoldado. Seus cabelos angelicalmente louros estavam em todas as direções, como se eles tivessem acabado de ter uma sessão maravilhosa de sexo. A expressão que ele tinha era tão suave, mas tão suave, que ele estava cada vez mais aproximado ao menino franzino pelo qual ela havia se apaixonado.

Retrocedendo seus passos, a ruiva colocou a jarra em cima da mesinha de centro, então caminhou até o sofá, ajoelhando-se ao lado de seu corpo, para depois embalar seu rosto frescamente barbeado nas palmas mornas. Ela acariciou-o, admirando sua beleza.

Lembrou-se, então da expressão de abandono que ele fez quando ela ameaçou bater com a porta na sua cara.

Por que caralhos ela havia feito isso, hein?!

Mordeu o lábio.

Observando a sua fisionomia bonita, ela sentiu um calorzinho invadir suas veias, descendo lentamente até o seu núcleo, que começou a palpitar sutilmente, enquanto uma ideia travessa se apossava de si.

Num movimento rápido, Lynna se levantou, montando-o, feliz por ter feito isso sutilmente o suficiente para não tê-lo acordado.

Muito lentamente, ela abaixou-se para beijar seus lábios, depois sua mandíbula, então as carnes do pescoço, deixando varias mordidas de amor ao longo da pele sutilmente bronzeada do loiro, sorrindo satisfeita ao vê-lo se arrepiar.

Enquanto apreciava seu corpo com beijos, ela rebolava lentamente, estrategicamente em cima de seu comprimento, que se endurecia abaixo de si, cada vez mais causando atrito necessário para si.

Quando finalmente estava satisfeita com o pescoço e os ombros – já que ela havia descido um pouco mais. –, foi a vez dos seus mamilos sensíveis, que ela os provocou sugando, mordendo, lambendo, depois repetindo os mesmos padrões no outro lado, até que arrancou dele o seu primeiro gemido.

Ela levantou os olhos para ver se ele estava ainda dormindo, sorrindo quando viu que sim. Ele ainda estava bem firme no mundo dos sonhos.

Com um sorriso travesso que ninguém veria, a ruiva checou todas as direções, antes de se afastar para trás, arrastando o edredom azul que ela havia colocado na pilha dele ontem de manhã, amontoando-o nos pés do loiro, para depois arrastar suas mãos em carícias estratégicas, encontrando suas zonas erógenas. – coisas que ela havia aprendido com o tempo, contando as experiências [divertidas ou nem tanto] que eles tiveram juntos.

Suspiros vieram do mais alto, que agora ofegava um pouco, mas ele ainda não havia acordado, o que deu ainda mais gás para a sua empreitada maluca.

Suas unhas grandes rasparam a pele da virilha dele quando ela começou a puxar sua calça de moletom, imediatamente revelando seu membro ereto, uma vez que ele não costumava dormir de cueca.

Ela lambeu os lábios, arrastando as pontas do indicador e do médio através de seu comprimento, num movimento fantasma, rindo baixinho ao senti-lo se contorcer debaixo de si.

Sem cerimônias, a ruiva capturou-o na mão, massageando-o delicadamente, enquanto se remexia em sua canela, em busca de atrito para si mesma, o que acarretou numa faixa molhada de seus líquidos nos pelos da perna do loiro, grudando-os.

Ela revelou a glande furiosamente vermelha do loiro, empurrando o prepúcio para baixo, fazendo movimentos que ela sabia que ele gostava. Isso fez com que o corpo abaixo de si tremesse outra vez, arrancando suspiros do mesmo.

Quando ela teve certeza de que ele já estava pronto, abaixou o rosto, beijando e mordendo suas cochas, até chegar à seus testículos negligenciados. Brincou um pouco com eles, suavemente, para só então, colocar sua ponta na boca, sugando lentamente o líquido que escorria para fora de sua fenda.

O gosto de seu pré-gozo explodiu em sua boca, causando um formigamento ainda mais intenso entre suas pernas. O loiro abaixo de si soltou um gemido um pouco mais alto, devido ao fato de sua mandíbula estar frouxa.

Ela tomou isso como um convite, então começou a explorá-lo com a boca, levando o máximo que podia de seu comprimento, utilizando as mãos para auxiliá-la nessa tarefa, desenvolvendo o tato de aplicar a pressão e a coordenação motora exata.

Lynna esvaziou as bochechas, apertando a carne quente em sua boca, para depois girar a língua, acariciando a veia grossa atrás do pênis de seu namorado, assim como a glande, que agora estava tão sensível quanto suas bolas.

Um soluço escapou dele, então ela sentiu os músculos de suas coxas e tórax se contraírem. Quando olhou para cima, havia um par de olhos azuis nublados encarando-a, atordoadamente.

— Amor, o que você está... ah! — ele mordeu um grito, quando ela arranhou seu cumprimento com os dentes, fazendo-o ofegar.

Com um sorriso, a ruiva soltou-o de sua boca com um pop obsceno, concentrando-se agora em bombeá-lo lentamente, apenas para mantê-lo de pé. – não que isso fosse uma tarefa necessária.

— O que... você... está fazendo? — ele repetiu a pergunta, de maneira muito ofegante.

Ela arqueou a sobrancelha.

— Ainda não está claro? — aprofundou seu sotaque, rindo suavemente quando ele se contorceu em suas mãos.

— Eu... — ele fechou os olhos por dois segundos, tentando estabilizar a respiração. — Eu pensei que estivesse brava comigo. — por conta da iluminação da lua, ela viu suas orelhas ficarem vermelhas.

Suas próprias bochechas pegaram fogo.

— Eu sinto muito. — sussurrou. — Eu não sei o que me deu. Num momento, estávamos numa aura de brincadeira, no outro, eu estava puta por razões idiotas... me desculpe.

Encolheu os ombros, esperando uma resposta dele.

Steve conseguiu latir uma risada.

— Acho meio difícil lhe dizer um não. Ainda mais quando você está me segurando desta forma em suas mãos. — respondeu-lhe, sua voz engrossando por causa das sensações que sua massagem suave estava lhe causando.

— Bom. — a ruiva disse sensualmente. — Porque eu não pretendo parar.

E com isso, ela o levou-o outra vez, desta vez, até a base, relaxando a garganta até que seu nariz estivesse roçando os cabelos dourados, misturados sutilmente com alguns de gengibre que eram seus pelos pubianos ralos.

O loiro jogou a cabeça para trás, praticamente uivando, o que a fez arregalar os olhos, parando o ato.

— Ficou maluco?! — gritou num sussurro, assustando-o. — Você vai acordá-los!

As bochechas dele ficaram rosadas.

— Sinto muito. — sussurrou de volta. — Foi inevitável.

Ela sorriu suavemente, para depois morder o lábio rechonchudo e inchado.

— Tudo bem. Apenas controle seus sons. — murmurou, voltando ao trabalho. — Não queremos um show para nós, sim?

Ele assentiu.

As mãos do supersoldado se fecharam em punho quando ela voltou a provocá-lo, desta vez, raspando os dentes pelo seu comprimento, enquanto roçava seu dedo indicador em seu ponto de erupção especial, fazendo-o ofegar como se estivesse tendo um ataque de asma.

Com o constante movimento de sua ”atividade”, as alças de sua camisola rolaram por seus braços, parando em seus cotovelos, revelando suas mamas tensas, o que foi um alívio para os seus mamilos doloridos.

Então, uma ideia louca se apossou de sua mente, algo que ela nunca teve coragem de experimentar e ali, naquele sofá, numa casa isolada, onde qualquer um poderia pegá-los, parecia ser um bom lugar para testá-la.

Os movimentos de sua boca cessaram, então, ela começou a acariciar a si mesma, enquanto ofegava, sob o olhar atento do loiro, que tinha a boca levemente aberta, também em busca de ar.

Começou pelas carnes entre suas pernas, esfregando-as com intensidade suficiente para causar o atrito que ela precisava, o que acarretou num gemido baixo vindo de ambas as partes. Então ela foi subindo, sem se importar com o amontoado de tecido enrolado em sua cintura, ou com os dedos molhados de sua própria excitação.

Quando chegou ao seu destino, ela finalmente livrou-se das alças, permitindo que a camisola ficasse oficialmente presa em seu quadril. Suas mãos apalparam fortemente seus seios, fazendo com que ela fechasse os olhos e se descuidasse do perímetro por alguns segundos, tomando seu tempo para cuidar um pouco de si mesma, confiando que o loiro saberia se alguma movimentação suspeita fosse detectada.

Um gemido rouco veio de algum lugar abaixo dela, então a ruiva lembrou de seu plano inicial.

Abaixou-se como se fosse continuar a provocá-lo com a boca e a língua, contudo, apenas beijou sua cabeça, fazendo-o ofegar em antecipação. Suas mãos tiveram seu caminho de volta às mamas, arrastando-as até a sua base, ele arregalou os olhos, tentando se levantar.

— O que você v... AHH! — o loiro conseguiu de última hora impedir-se de gritar, mordendo uma das almofadas que ela havia lhe dado.

Ele estava ofegante, como se tivesse corrido uma maratona.

Ela não esperou por outra resposta rebelde de seu “cativo”, continuando a usar sua boca, agora com o auxílio da carne macia e da pele aveludada de suas mamas para masturbá-lo ao ápice.

O que não precisou de muito.

Ela sugou sua glande mais uma vez, girando a língua em sua fenda, e isso foi o suficiente para que ele liberasse sua carga diretamente em sua garganta. Ela esperou os jatos cessarem e engoliu tudo, limpando-o por fim, para depois se ajoelhar no sofá, entre as pernas dele, com o núcleo vibrando de excitação.

Ele parecia destruído, sua mente estava em outro mundo, enquanto seus olhos azuis a olhavam como se ela fosse a única mulher existente na Terra, o que fez seu coração vibrar fortemente.

O loiro sussurrou algo como “minha amada sorcière”, coisa que ela não saberia dizer se foi mesmo isso ou não o que ele havia dito. Depois, ele enganchou suas mãos fortes em cada uma de suas coxas, puxando-a para montar nele, que suspirou fortemente ao sentir seu núcleo despido e febril contra a pele de seu abdômen.

— Agora, deixe-me saciar sua vontade, querida. — sussurrou, alisando sua pele. — Deixe-me retribuir seu prazer, madame.

Notas finais
Eita, aqui nera o grupo da Igreja não? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Até sexta!