The Captain and The Petal.
37 Thirty-fifth Chapter. - Preparations.
Notas iniciais

Preparativos.
Com um aceno de cabeça, seu corpo foi movido até que suas pernas ficassem paralelas à cabeça do loiro. Então, sem nenhuma cerimônia, ele devorou-a com sua língua, fazendo-a ser obrigada a parir autocontrole, impedindo-se de gritar, como faria se ambos estivessem trancados em seu quarto no Complexo.
A boca macia de seu supersoldado provocou sua vulva, enquanto suas mãos tinham um aperto de morte em suas coxas, e sutilmente obrigavam-na a se mover para frente e para trás, para criar ainda mais atrito. Faltou fôlego quando ele sutilmente começou a mordiscar suas carnes, fazendo-a tremer de prazer.
Ela podia sentir seus líquidos inundarem a mandíbula dele, que gemia em deleite. Seus olhos nublados jamais haviam lhe deixado. Este gesto fez com que os tremores e espasmos de prazer aumentassem.
Seu corpo já não podia mais ser controlado.
Mordendo fortemente o lábio, Lynna convulsionou até que finalmente atingiu sua liberação. Contudo, ele continuou empenhado em devorá-la como um homem faminto. Ela teve que empurrar a cabeça de Steve para longe de si, por conta de seu clitóris sensível e castigado.
Ela soluçou, arrastando-se para ficar deitada em seu peito.
— Eu não consigo me mexer. — sussurrou contra a pele dele, sabendo que ele a ouviria.
Seu corpo sacudiu junto com o dele quando ele riu.
— Eu posso dizer o mesmo, princesse. — rebateu, acariciando a pele suada de suas costas. — Se eu soubesse que te deixar irritada era a “chave” para ganhar uma “surpresa” dessas, eu teria feito isso antes.
Ela bateu em seu ombro, forte o suficiente para fazê-lo rir.
— Cuidado com certas coisas que você deseja. — murmurou fingindo um tom sombrio. — Ao invés da minha boca, pode ser a minha faca a te fazer uma surpresa. — levantou a cabeça para piscar, vendo-o engolir em seco, provavelmente imaginando a cena. — Nunca se sabe. — então, ele tencionou. — O que foi?
— Nat está vindo. — ele respondeu.
E com isso, Lynna se apressou em puxar as alças de seu vestido, para depois voltar a jogar-se nos braços de Steve, então utilizou seus poderes para puxar o lençol e esconder seu rosto no meio de seus cabelos. Tudo isso em tempo recorde.
Um minuto depois, os passos de Natasha surgiram na sala.
Os dois estavam emaranhados no sofá quando ela passou por eles. Pela sua visão periférica, a ruiva maior viu a cara que a Viúva Negra fez quando os viu. Ela revirou os olhos e negou com a cabeça, rindo.
— Dois idiotas. — sussurrou, então sumiu na cozinha.
Ela demorou exatos dois minutos, então voltou a subir as escadas.
Eles esperaram alguns instantes silenciosos antes de rirem baixinho, para depois se aconchegarem um contra o outro.
— E agora, o que faremos? — loiro perguntou, deslizando as mãos pelas suas costas. — Acho que podemos voltar para o nosso quarto, não é?
Ela se encolheu, só de imaginar que ela teria que levantar daquele refúgio quentinho, carregar todos aqueles lençóis de volta para cima, arrumar a cama de volta...
— Não. — disse manhosamente, esticando suas mãos como um gato, acariciando seu bíceps desnudo. — Vai ser muito trabalho. E está tão quentinho... — ela roçou sua bochecha na pele dele. — Vamos ficar por aqui mesmo.
Rindo mais uma vez, eles se prepararam para dormir, cada um acariciando a pele do outro, até que apagaram, felizes, satisfeitos e conciliados.
*
Parece que os dias começaram a voar desde a manhã em que eles haviam brigado. O 4 de julho já era amanhã e a sua trupe de desajustados estava há mais de três horas decorando a casa de vermelho, branco e azul. Ela estava tão saturada dessas três cores, que possivelmente não seria capaz de vê-las pelas próximas semanas, o que era irônico, uma vez que a sua pessoa especial se vestia nestas mesmas cores para salvar o mundo.
E por falar nele...
— Uma pausa? — Steve perguntou, estendendo-lhe um sorvete de casquinha nas cores que ela estava abominando no momento.
— Eu juro, se eu tiver que ver a bandeira Estados Unidos na minha frente mais uma vez, eu vou surtar! — murmurou, aconchegando-se no peito do loiro.
— Ei, isso doeu. — ele disse, fingindo indignação. — Acho que você realmente merece uma pausa. — colocou uma mecha teimosa de sua trança para trás da orelha. — Todo esse patriotismo não faz bem a uma pessoa só.
Lynna arqueou a sobrancelha, pegando o sorvete colorido de suas mãos, para depois morder a cobertura com confete de estrelinhas, a sua parte preferida.
— Patriotismo? Querido, minha criação é russa, eu não tenho nada a ver com as suas tretas. — disse convencidamente, jogando a trança para trás.
— Ah, é? Que eu sua bandeira tem exatamente as mesmas cores hoje em dia, apenas em ordem diferente. — ele provocou, piscando. — Suas tretas também.
— Me pegou. — resmungou, mordendo um pedaço da casquinha. — Quem está fazendo estas maravilhas? — perguntou maravilhada, provavelmente encarando o loiro com os olhos brilhando. — Como sabiam que baunilha é o meu favorito?
Ele sorriu, esfregando seu nariz no dela.
— Eu disse. — murmurou, para depois beijar a ponta do seu nariz. — Vem comigo? Você já trabalhou muito por hoje.
— E para onde vamos? — perguntou animada, saltitando quando o loiro estendeu o braço para si.
— Um piquenique no lago. — ele mexeu as sobrancelhas. — Desta vez de verdade.
Ela revirou os olhos, enfiando a testa em seu braço.
— Esquece isso. — resmungou, acompanhando seus passos.
Havia três pestes esperando por eles, sentados na mesa da cozinha, as piores delas.
Anthony, Natasha e Hanna.
Eles tinham seus respectivos queixos sustentados por suas mãos cruzadas, enquanto piscavam deliberadamente para os dois. Eles também terminavam de colocar algo suspeito dentro de uma cesta tradicional de palha, como se ela não tivesse notado esse movimento.
— Divirtam-se. — Tony disse, afinando a voz e prolongando o final da palavra.
— Há pão, vinho e fondue na cesta. — foi a vez de Hanna se pronunciar, fazendo-a enfiar ainda mais a cabeça no braço de Steve, porque dependendo do contexto, ‘fondue’ significava obscenidade. Ela revirou os olhos. — Não estamos vos esperando para o jantar.
— Já acabou? — arqueou a sobrancelha, cruzando os braços.
Hanna abriu um sorriso largo, que provavelmente faria um desconhecido pensar que ela era o ser mais inocente do mundo. Mas ela conhecia a amiga que tinha. Ela foi corrompida por Tony e Natasha e agora ela estava num caminho sem volta.
— Não. — ela mexeu as sobrancelhas. — Isso é só o básico. — então piscou.
Lynna grunhiu.
— Como sempre, vocês são terríveis. — os três sentados à mesa mexeram suas sobrancelhas quando Steve disse isso. — Vamos? Eles não nos merecem. — ele capturou a alça da cesta com a mão direita, então eles seguiram para a porta dos fundos.
— Ah, Angianova! — a voz de Nat a paralisou. — Eu consertei. — ela balançou a fita estrelada com as cores da bandeira, então Lynna soube.
A surpresa que ela havia reservado para Steve estaria realmente acontecendo e isso era tão empolgante, que ela mal esperava para chegar até amanhã. Era só um problema pequeno, ainda bem.
— Com certeza eu vou querer ver isso! — respondeu-lhe animadamente. Quando eles saíram, demorou exatos dois minutos até o loiro se voltar para ela com o cenho franzido, pensavam que só ela era curiosa? — Coisa de garotas. — ela olhou para baixo, fingindo estar envergonhada.
O trajeto até a beira do lago, próximo ao píer foi tranquilo. Era tão calmante ter a brisa ondulando seus cabelos, sem ter que se preocupar com um eminente fim do mundo. Seria maravilhoso se sua vida continuasse sendo assim.
Talvez num futuro próximo, eles poderiam comprar uma casa como essa, e passar o resto de seus dias apenas na companhia um do outro. Talvez adotar uma criança, ou duas. E um cachorro. E um gato. Então eles poderiam sentar assim, no gramado, vendo-os correr pelo quintal...
Será que um dia eles iriam envelhecer juntos?
Será que eles iriam sequer envelhecer?
— Um doce por seus pensamentos. — seu namorado a tirou de seus devaneios, fazendo-a perceber que encarava o lago esse tempo inteiro, e não viu que ele já havia estendido a toalha quadriculada e agora estava retirando os alimentos da cesta.
Ela sentou-se ao seu lado, ajudando-o com a tarefa.
— Estava pensando em como gostaria de viver aqui, ou num lugar que se assemelhasse a esse. — murmurou, colocando nervosamente uma mecha de seu cabelo para trás da orelha. — Um lugar onde vilões não existissem.
Por fim, levantou os olhos para o loiro, que tinha lhe dava um olhar triste, mas compreensivo.
— Sei como é. — suspirou. — Às vezes eu só queria sumir, andar pelas ruas sendo apenas Steve. Sem ter o mundo desmoronando em minhas costas...
Ela apertou sua mão, porque ela entendia totalmente o seu desejo.
— Podemos fazer isso um dia. — sugeriu. — Comprar uma casa como essa, nos esconder com um cachorro e um gato, e talvez uma ou duas crianças... — ela suspirou, entoando seus pensamentos, voltando seu olhar para a propriedade. — Podemos criar cavalos... e vacas... — riu-se. — Eu fazia isso quando era criança.
Ele arqueou a sobrancelha, sorrindo para ela.
— Você nunca me contou que criava cavalos. — declarou, surpreso.
Ela riu, para depois soltar um suspiro sonhador.
— Minha avó possuía duas éguas e três cavalos. Eu costumava montar a menor que tinha. Ela me deixava ir até os limites da propriedade, então gritava por mim quando eu ia muito longe, ou ficava muito tarde... — seus olhos marejaram um pouco, como sempre faziam quando ela falava sobre sua avó. — Poderíamos ensinar as crianças também. Eu poderia ensiná-lo.
O sorriso que ele lhe deu refletiu as emoções fortes que ele estava sentindo. Sua mão foi apertada docemente, o polegar dele arrastou-se sob sua pele. Sua mão esquerda deslizou para o bolso da calça. Um movimento costumeiro nos últimos dois meses. Ela imaginava que ele estava nervoso, ou alguma coisa, mas ele tinha outros tipos de reações para o nervosismo. Não podia ser isso.
Contudo, fosse o que fosse, ela sempre sentia o coração disparar mais forte no peito quando ele fazia esse gesto.
— Um dia, eu prometo. Seremos nós dois e nossa pequena família, e nós teremos um refúgio como esse. — ele sussurrou, encostando suas testas. — Sem mais lutas.
— Eu te amo. — ela sussurrou roçando seus narizes, levantando a mão para tocar seu rosto. — Muito.
Ele fechou a distância entre os dois, tocando seus lábios para um beijo lento, sentimental, que fez os pelinhos de seus braços e pescoço se arrepiarem.
— Eu te amo mais. — sussurrou de volta, ainda com a testa colada à dela.
— Vai mesmo competir comigo? — brincou.
Ele riu.
— Acho que devemos começar a comer nossas guloseimas, ou a fondue de Hanna vai endurecer. — desviou o assunto.
Ela gargalhou.
— Acho que ela não conseguiu superar o fato de você imaginar que Peggy e o pai de Tony estavam fazendo coisas inapropriadas quando ele a convidou para comer fondue. — piscou.
Steve ergueu a cabeça, tentando recuperar o fôlego.
— Eu não tive culpa. — encolheu os ombros. — Eu não tinha noção do que a palavra significava.
Ela empurrou uma mecha teimosa para dentro dos gominhos da trança.
— Em compensação, agora você sofrerá por isso até que eles esqueçam, e acredite, é difícil, eu já tentei. — brincou.
O loiro gargalhou, fechando os olhos, enquanto parecia se lembrar de algo muito engraçado.
— Ah, quando quebramos a cama... eu lembrarei até o resto dos meus dias. — disse por fim. Ela fez uma careta, como se estivesse prestes a choramingar.
— Nós rezamos para que Tony não aparecesse no complexo e adivinha: ele foi a primeira pessoa que vimos! — sussurrou com a voz num tom de birra. — A vida não é justa!
Eles riram.
Cara, naquele dia, eles se viraram nos 30 para conseguir sair do apartamento e cruzar o saguão de entrada, para enfim poder colocar os restos mortais do móvel no lixo pela porta de trás, amaldiçoando o fato de que os elevadores da área privada não chegavam até lá discretamente.
Era dia de domingo, não era suposto ter muitos agentes trabalhando, o local parecia quase um deserto. Eles teriam apenas que atravessar, jogar na caçamba, e encomendar uma cama nova, mas não! Tony – a última pessoa que ela esperava ver – tinha que aparecer justo quando eles estavam passando pelo maior constrangimento de suas vidas.
Ela lembra como o olhar do bilionário foi deles, para os restos da cabeceira e dos pés de madeira REFORÇADA, que eram apenas destroços nas mãos de Steve, e para ela, que carregava a grade com muito esforço.
Aquele homem foi de um estado de calma para uma sirene em três segundos, e saiu disparado para a habitação comunitária dos Vingadores.
Quando os dois voltaram, com as orelhas no chão, tiveram que aguentar serem infernizados pela trupe dos que dizem ser seus amigos, até que a cama nova finalmente chegou.
“Deveríamos ter encomendado uma cama de vibranium”, Natasha comentou, e isso os perseguiu pelo resto do ano.
— Nós nem tínhamos feito nada inapropriado nela. — Steve tentou se defender.
— Naquele dia, não é? E a noite do bondage? Esqueceu? — ela arqueou a sobrancelha, começando a abrir as vasilhas com as comidas.
— Ok, talvez tenha sido um pouco minha culpa. — ele sussurrou para ela. — Eu não estava preparado para o que aconteceu...
Lynna não estava olhando para cima, concentrada em preparar os petiscos iniciais. Mas poderia apostar que o loiro estava corado.
— Acho que também tenho minha parcela nisso. — piscou, finalmente erguendo a cabeça. Sim, ele estava corado. — Eu não acredito que ela realmente nos deu queijo derretido. — mostrou a vasilha com o conteúdo.
Eles avaliaram a pilha de queijos, vinhos, frutas, alguns frios variados, pães e algumas fatias que sobraram do seu bolo de morango. Aquilo lhe deu água na boca.
— Está tudo bem. — seu namorado pigarreou, após uma sessão de riso. — Acho que podemos conviver um pouquinho com isso.
Ela riu também, finalmente partindo para a comilança.
Eles passaram o resto da tarde perto do píer, abaixo de uma árvore frondosa, que lhes proporcionavam uma sombra maravilhosa, enquanto seus amigos terminavam de enfeitar a casa para comemorar o feriado.
Eles deveriam ficar ali até o domingo, quando SEXTA-FEIRA enviaria um quinjet para buscá-los de volta à realidade.
Ela não queria ir embora.
*
Quando deixaram o lago, o caminho de volta já estava bastante escuro. Lynna estava meramente confiando no senso de direção de Steve, que enxergava melhor que ela, graças ao soro.
O cheirinho do jantar preencheu suas narinas, fazendo com que seu estômago roncasse.
— Aqui vamos nós. — o loiro sussurrou para ela, antes de abrir lentamente a porta.
Para a felicidade dos dois, o trio de pestes influenciadoras não estava ali. Apenas Wanda, Visão e Sam preparavam o jantar.
— Ois. — ela saudou, caminhando até o balcão paralelo ao que Wanda cortava os legumes, para retirar o lixo que eles produziram em seu piquenique. — Cadê os outros?
— Ainda estão presos na arrumação da casa. — a castanha respondeu, com sua voz acentuada. — Nat e Hanna saíram para fazer trilha assim que vocês saíram. — elas se encararam e Wanda sutilmente assentiu para ela, então Lynna soube que tudo estava pronto. Finalmente.
O jantar se passou estranhamente muito lento, por mais que eles estivessem numa aura de brincadeiras. O pensamento da ruiva estava apenas em dar uma cacetada em seu namorado para poder correr até onde Hanna e Natasha estavam, mas parecia que ele jamais acabaria de comer.
Por fim, quando Tony parecia querer iniciar uma conversa com ele, seu olhar o calou imediatamente. Ele se tocou de que para continuarem com a surpresa, eles precisariam que um certo supersoldado estivesse totalmente fora do ar, uma vez que ele certamente iria procurá-la se descobrisse que ela não estaria na cama.
O loiro subiu primeiro e ela foi depois, com a promessa de que faria chá para os dois.
Bom, pelo menos para ele. Ela tomaria água quente, ou talvez nem chegasse a isso.
Para ele, haveria um pouco de seu gás misturado na fumaça do chá. No instante em que ele encostasse a boca para sorver o líquido, ela teria que ser muito ninja para evitar que a bebida fumegante se derrame por cima dele. A missão é fazê-lo dormir, e não parar num hospital.
Subiu as escadas, como normalmente faria, então, abriu a porta com o quadril. Steve a esperava sentado na cabeceira da cama. Ele tinha acabado de tomar banho e se trocar para a noite.
Lynna deixou seu “chá” em cima da cômoda próxima à porta, para depois estender a caneca dele, que pegou de si com um sorriso.
Algo ela tinha a agradecer com a descoberta de seus genes “divinos”. Isso a deixou mais forte. Não apenas fisicamente. Seus poderes adquiridos quando a Hydra a levou embora também se tornaram mais fortes, aprimorados até o nível... ela realmente na lembrava o nome desse nível, mas ele existia.
O importante, era que o fato de seus poderes terem se tornado mais aprimorados, lhe proporcionou o poder de conseguir derrubar um supersoldado, coisa que antes era impossível, por conta do metabolismo acelerado deles fazer o gás evaporar num piscar de olhos.
Não era como se ela pudesse matar um. Não, isso não seria possível – e nem ela queria tentar –, mas ela podia desmaiá-lo por algum tempo. Ela esperava que fosse tempo suficiente para que ele não sentisse a falta dela.
Contudo, Wanda ficaria na casa para o caso dele acordar, uma vez que dentre os que sobraram, ela era a única boa mentirosa.
Como esperado, assim que o nariz de seu supersoldado entrou em contato com a fumaça do chá, ele a inalou e um segundo depois, foi tombando para o lado.
Ela lidaria com as consequências depois, mas precisava desesperadamente que ele dormisse.
Rapidamente, como um gato, seus raios vermelho-sangue circularam a caneca, permitindo que o corpo do loiro tombasse para o colchão. Com a outra mão, ela o colocou centralizado na cama.
Pegou o objeto fumegante e o colocou ao lado do seu, para depois avançar para Steve, e aninhá-lo melhor, cobrindo-o com a colcha.
Beijando-o nos lábios separados, Lynna deixou o quarto, finalmente se juntando à Sam, Pietro e Tony. Rhodey e Visão ficaram na garagem, finalizando os preparativos do bolo que ela havia feito. Eles estavam seguindo as suas instruções.
Os quatro foram de barco até a outra margem. Eles ainda andaram uns bons pedaços para chegar até a cabaninha rústica, que foi a razão pela qual eles alugaram a casa para o feriado. Lynna havia a visto num anúncio na internet e se apaixonou por ela.
Então, conversou com Nat e elas chegaram à conclusão de que arrumá-la para os dois, APENAS os dois, seria o presente perfeito.
A ruiva sempre se perguntara se desde Steve havia se tornado o Capitão América, ele teve tempo para apenas ser um homem comum.
Não, as noites e dias de “talvez folga” ao seu lado, onde eles iam ao cinema, jantavam fora, ou apenas se aconchegavam um no outro não contava.
Eles sempre estavam cercados pelo estresse de Nova York. Até mesmo quando estavam no Complexo. Não há como simplesmente relaxar quando se dorme no trabalho. Disso todo mundo sabia. E o seu presente para ele, era exatamente esse: relaxar.
*
Nat e Hanna já os esperavam na porta, com as luzes do lugar totalmente restauradas, com a ajuda de Tony, que concertou o transformador, mesmo reclamando que ele não era eletricista. Ela sabia que ele estava fazendo de bom-grado, mas ser irritante era de praxe. Era o seu jeitinho.
Ainda faltava muita coisa a ser feita, mas isso não seria um problema para seis pessoas, seria? Ainda mais com a velocidade de Pietro...
Eles passaram o resto da noite limpando, organizando e decorando o lugar.
Ou pelo menos o visível, já que a parte dos quartos, ela jamais permitiria que eles tocassem, ou ela seria capaz de entrar em erupção se eles vissem as coisas que queria fazer e tinha preparado para os dois.
Por volta das dez da noite, os meninos foram embora, sob o forte argumento de Natasha, de que se ela sozinha seria capaz de bater em mais bandidos que qualquer um deles, imagina as três juntas.
Dando de ombros, eles se mandaram, deixando o outro barco para que elas pudessem voltar mais tarde.
Assim que a porta bateu, Nat arqueou a sobrancelha para ela.
— Então... qual o seu plano?
*
Já passava de uma da manhã, quando Lynna finalmente voltou para a outra casa. Pela glória divina, seu namorado havia engatado a “anestesia geral” com o cansaço, segundo Wanda – que havia checado-o a cada dez minutos –, o que era maravilhoso.
Ela tomou banho e trocou de roupa, para depois aconchegar-se em seu corpo quente, que automaticamente a reconheceu em seu sono, e a puxou para si, fazendo-a esfregar sua cabeça em seu peito e ronronar alegremente.
Amanhã seria um novo dia, e ela mal esperava para que ele visse a surpresa.
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