The Captain and The Petal.

61 Sixtieth Chapter. - Broken.


Notas iniciais
Ois! Em comparação aos capítulos anteriores, este é relativamente pequeno, mas não deixa de ser um cortador de corações. O único conforto é que logo após a tempestade, vem a bonança, não é? Boa leitura!

Quebrada.

As lágrimas vieram antes que ela tivesse a capacidade de abrir os olhos.

Ela estava viva.

Seus amigos idiotas foram egoístas o suficiente para fazê-la continuar sofrendo. Filhos da puta! Por que eles simplesmente não podiam entender que ela não queria estar viva?!

Seu choramingo acordou Steve, que pulou da poltrona em que estava jogado, esfregando seu rosto inchado para acordar-se melhor.

Ele parecia bem ruim.

Com todo o esforço do mundo, ela sentou-se e começou a tirar os eletrodos de seu corpo, para depois tirar as agulhas do soro.

— O que você está fazendo? — o loiro perguntou em pânico.

— Eu já estou melhor. — ela resmungou, azeda. — Eu estou saindo daqui.

Sem dar tempo para ele retrucar mais alguma coisa, Lynna levantou-se, ignorando a dor que ela sentia por todo o corpo, começando a caminhar para qualquer lugar que seus pés lhe levassem.

Ela encontrou Barnes, DeLavega, Romanoff e Stark sentados na sala de TV. Cada um deles levantou-se quando a viu, com os olhos arregalados.

— Ei! Você acabou de se machucar, não pode sair assim! — Steven insistiu.

— ME DEIXEM EM PAZ! — ela gritou, furiosa. — EU PRECISO FICAR SOZINHA!

— Você não pode mais ficar sozinha. — Natasha falou, irritantemente calma, por mais que ela parecesse estar prestes a explodir. — Não depois do que você fez ontem.

Então tudo isso foi ontem? Nossa... parecia ter se passado uma eternidade...

— É o meu direito! — Angianova rebateu, indignada com o sangue frio das pessoas que se diziam ser seus amigos.

— Matar alguém, principalmente a si mesmo, não é um direito, Lya. — Mary disse lentamente. Ela parecia terrível também, como se não tivesse pregado o olho. — Ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém.

— Eu tenho esse direito! Vocês são egoístas! Vocês não podem conviver com isso, não é? Vocês não podem conviver com o fato de que não puderam salvar alguém, não é?! — gritou. — Mas vocês não sabem o que é isso! Vocês não sabem o quão cruel é ter nascido com a maldição de ver o futuro, tendo sofrido o que eu sofri. Vocês não sabem o que é dormir e não saber se está tendo um pesadelo ou vendo o que vai inevitavelmente acontecer! Isso é o pior castigo que alguém pode ter! E vocês não permitiram que eu acabasse com isso! — Steve a segurou antes que seu corpo molenga caísse no chão. — Eu não sou forte! Eu não aguentaria ver vocês morrerem. Nenhum de vocês. E eles virão para matá-los. Eu sei disso, e não posso evitar isso. — ela cambaleou até Bucky, pegando sua mão de metal e enrolando-a em seu pescoço. — Você deveria ter feito isso antes. Você deveria ter acabado comigo antes que eu machucasse outras pessoas. — murmurou, fazendo-o soluçar. — Por favor, irmão...

— Eu não posso fazer isso, pequena. — ele murmurou com a voz embargada. — Você não pode morrer.

— Por que não? Por que todo mundo quer me ver sofrer?! — questionou-o, enfiando a cabeça em seu peito, permitindo que ele alisasse as suas costas.

— O seu sofrimento é a última coisa que nós queremos, querida. — Tony se pronunciou, sua voz também estava embargada.

— Só há um jeito de fazer com que isso acabe. — ela voltou a divagar. — Acabem com isso, por favor!

Bucky chorou, apertando-a contra si.

— Eu não posso, porque se você morrer, ela assume. E nós nunca poderemos derrotá-la. — ele disse.

A ruiva separou-se dele, chocada.

— NÃO! — ele chorou, fazendo-a segurar a boca enquanto soluçava. — Por que eu? Por que tinha que ser justamente eu? O que foi que eu fiz de errado? Eu era só uma menina! Eu era só uma menininha, e a vida me tirou tudo! O que eu fiz para merecer isso?! — alguém tirou-a do chão, embalando-a no sofá. — Eu merecia mais que isso...

O cansaço a venceu e ela não conseguiu enxergar mais nada ao cair.

*

— Você precisa usar isso. — Steve disse para ela, ajoelhando-se em seus pés, olhando-a com pesar. Ele segurava uma daquelas pulseiras que Ross havia lhe dado. Lynna encolheu-se. — Não se preocupe, ela não vai te machucar. Tony reverteu a sua polaridade, você só sentirá um incômodo ao tentar usar seus poderes.

— Vão me fazer prisioneira. — murmurou monotonamente. — Aquela puta conseguiu tudo o que queria.

Os olhos do loiro ficaram tristes.

— Nós jamais queríamos que isso chegasse a esse ponto. — ele murmurou com a voz embargada. — Mas as coisas saíram do nosso controle...

Ela estendeu a mão para limpar as suas lágrimas.

— Não chore por mim, por favor. — murmurou. — Eu não mereço as suas lágrimas. Eu não mereço você. Eu sabia do que ela era capaz. Eu sabia que ela estava mexendo com a minha mente, mas eu quis te torturar.

Ele tocou sua mão.

— Não, isso não foi sua culpa. — disse-lhe seriamente.

— Foi sim. — rebateu, estendendo a mão para a pulseira. — Você pode colocá-la agora.

Tasha se aproximou deles quando o bracelete fora atado ao seu pulso direito, sentando-se à sua frente, tocando em seu joelho.

— Você sabe que não pode mais estar próxima a objetos cortantes, armas de fogo, artefatos em geral que podem te matar, certo? — ela assentiu. — Nós iremos nos revezar para fazer-lhe companhia. A partir de hoje, você não ficará sozinha nem mesmo para usar o banheiro. Ninguém sabe do que a Pétala é capaz. Ninguém sabe até onde vai a influência dela sob você, você me entende?

— Sim, eu entendo. — murmurou, encolhendo-se.

Sua amiga deu-lhe um sorriso triste, afagando sua pele desnuda. Ela e Hanna vestiram-na com uma bermuda confortável, para que ela não tivesse que ver os cortes que foram feitos em suas coxas.

A pequena disse que precisou utilizar o seu gás nas feridas dela, para que os cortes se curassem mais rápido, então Cho utilizou sua tecnologia biológica neles, mas algumas cicatrizes mais profundas ficaram.

De verdade, ela não ligava se seu corpo ficasse marcado, a única coisa que ela se interessava era em tirar a Pétala logo de dentro de si, por causa das esperanças que seus amigos lhe deram sobre as possibilidades e variáveis que eles estavam estudando.

Quando isso acontecesse, ela finalmente poderia acabar com tudo.

— Eu começo. — Steve disse, levantando-se, ficando com as costas eretas. — Vocês podem preparar o jantar, sim?

Nat assentiu e se levantou do sofá, caminhando para a ilha da cozinha com Sam, que tinha os olhos vermelhos.

Ela era um monstro! Ela fez todo mundo chorar por sua culpa.

Ela machucou Bucky.

Ela fora uma vadia cruel.

— Vocês deveriam me trancar numa das celas. — murmurou encarando uma sujeira em sua unha. — É mais seguro. Aposto que Ross adoraria me fazer companhia.

Steven tocou seu joelho.

— Isso não está acontecendo. — disse-lhe seriamente. — Você é da família, e nós cuidamos da família. Eu não vou deixar você cair.

Ela travou o maxilar.

— Você deveria, seu idiota! — rosnou. — Eu te machuquei, eu te fiz comer o pão que a Pétala amassou, eu quebrei o seu coração, porque eu sou uma puta cruel, então, porque você deveria ser estúpido em me ajudar?

Ele segurou seu rosto com as duas mãos. Havia uma determinação forte em seu olhar.

— Porque eu te amo. — sua voz saiu extremamente intensa, fazendo seus pelos do corpo se arrepiarem. — Eu. Te. Amo, está me ouvindo? E eu não vou desistir de você.

Chorando, ela encostou a cabeça em seu peito, permitindo que ele a abraçasse.

— Você deveria. — murmurou.

— Nem em pensamento. — ele rebateu, teimosamente.

*

Uma rotina fora estabelecida.

Enquanto seus amigos cientistas trabalhavam no projeto de remoção do parasita, os outros se revezavam para vigiá-la.

Ela passou a tomar os remédios que Jones receitava, porque agora que seus poderes e o seu gás não interferiam mais em seu corpo, seria mais fácil de seu organismo aceitá-los.

Para alguma coisa, aquele bracelete serviu. Sem os seus poderes, ela não poderia sentir a Pétala. Ela não poderia sentir o incômodo que eram os gases, ela não tinha sonhos.

Essa era a única parte boa.

A partir da primeira semana, ela já havia escolhido os seus carcereiros preferidos.

Sam e Pietro – que eram fofamente inseparáveis – contavam piadas idiotas e assistiam filmes com ela para passar o tempo. O Falcão era um ótimo cozinheiro, o que ajudava.

Marnie também comia com ela, assistindo suas séries de TV favoritas, coisa que Steven havia lhe repreendido, porque a maioria delas só continha violência, mas Lynna não se importava. Tudo era distração. E ela gostava de estar com Mary porque ela trazia sempre queijo da sua terra natal para elas beliscarem, e aquele queijo era divino. E ela também era mais sensitiva que os outros, o que significava que ela lhe dava mais conforto quando fosse preciso.

Ficar com Natasha era mais complicado, porque ela lhe forçava a fazer exercícios, porque ela dizia que o esforço lhe daria algo para se distrair, e ela odiava com todas as suas forças fazer exercício físico com ela.

Peter era muito tímido e um pouco medroso. Ela sabia que ele sabia que ela podia intimidá-lo facilmente, mas ela não o faria, para a felicidade dele. Suas rondas eram mais tranquilas do que ela esperava. Pete tinha aquela inocência que o fazia ser ainda mais fofo e ela gostava de passar seu tempo com ele, enquanto ele falava sobre os amigos da escola e sobre como sua vida havia mudado completamente depois que ele se tornou o Homem Aranha, um vingador.

Wanda e Visão também faziam os seus turnos juntos. Ela gostava de ficar com eles, porque a sokoviana fazia doces para ela e brigava com Nat sempre que ela a repreendia por isso.

Bucky... bem Bucky era o mais desconfortável de todos. Ela não aguentava ficar na presença dele sem chorar, então Steve assumia o seu lugar, e geralmente Marnie o tirava de perto dela.

Ela secretamente amava se enrolar nele – em Steve – com o um polvo. Ele era quentinho e lhe dava beijos na cabeça. Era dele que ela mais abusava, porque seu corpo, que estava funcionando no automático, sempre corria para o calor do corpo dele, desavergonhadamente, por mais que ela continuasse se repreendendo por isso.

Até mesmo Clint e Laura se juntaram ao time! Eles sempre traziam a bebê Lya para que ela pudesse mimar. Esse era o ponto alto da sua semana.

Também havia a cabrita Lya. Bucky permitiu que ela dormisse com o seu bichinho de estimação por enquanto, até que Marnie sugeriu que ela deveria adotar um pet para si mesma, porque claramente Barnes não poderia ficar muito tempo longe de sua filha, da sua pequenina distração.

Após muita deliberação, seus amigos resolveram que ela poderia adotar um cachorro, se ela prometesse ao menos tentar cuidar dele.

Alguns dias depois, Steve apareceu na sala de TV com uma bolinha dourada que abanava as patinhas para ela. A coisa mais fofa do mundo inteiro.

Ele já tinha um nome antes que o loiro pudesse adotá-lo. Era Mike.

Não fazia diferença, ela sabia que iria amá-lo de qualquer forma.

Mike já estava consigo há uma semana, e ela já o amava como se ele tivesse saído de dentro de si.

Tê-lo em sua rotina melhorou bastante o seu humor, mas ele lhe trazia problemas quando ela passava as horas com o seu carcereiro preferido, o Homem de Ferro, porque Tony não gostava do barulho que Mike fazia no laboratório, por mais que ele fosse derretido pelo filhote.

Não, ela ainda não havia sucumbido à loucura. Ela realmente tinha Tony como seu vigia preferido, porque ele lhe dava uísque, e ele não se importava com isso. Na verdade, ele colocava lenha na fogueira dizendo que ela parecia abatida demais para não beber.

Se seus amigos descobrissem isso, eles provavelmente falariam por horas, mas ela não poderia se culpar disso.

Se ela não podia se matar, pelo menos ela podia beber.

Fungou, fazendo Tony bater com a luva de sua armadura na bancada.

— Quer saber? — ele se revoltou. — Chame as garotas, tenha uma noite com elas. Se distraia. Você não pode ficar eternamente nisso! Você estará deixando a maldita Pétala te vencer, sabia? É isso que ela quer. Ela quer que você afunde na depressão. Você não pode dar esse gostinho a ela. — apontou-lhe o dedo. — Se arrume e vá para aquele bar legal onde os agentes da SHIELD frequentam. Eu pago tudo, apenas . Eu não consigo vê-la assim, sem luz.

Sorrindo tristemente, Lynna assentiu.

— Tem certeza do que está fazendo? — murmurou.

— Não, mas todo mundo tem o direito de ser inconsequente uma vez na vida. — deu de ombros. — O que temos a perder?

— Você é um gênio louco. — disse-lhe negando com a cabeça. — Você sabe que eles vão arrancar o nosso couro, não sabe?

O moreno arqueou a sobrancelha.

— E você tem medo?

Com um sorriso malicioso, ela piscou.

— Não.

Ele retribuiu seu sorriso.

— Ótimo.

Aquilo estava prestes a dar em merda, mas quem é estava ligando?

Ela precisava mesmo de uma distração maior...

Notas finais
O que esperar dessa ideia maluca de Tony, né...? Se a galerinha sensata descobrir ele tá lascado! Beijo na bunda e até segunda!