The Captain and The Petal.

8 Seventh Chapter. - Joy of poor fugitive lasts little.


Notas iniciais
Ois! Boa leitura!

Alegria de fugitiva pobre dura pouco.

Conforme a semana se passou, Lynna não teve mais nenhum contato de qualquer grau ou forma com o Cap, o que a deixou em conflito, pois parte dela desejava se desculpar com ele pela forma dura que ela havia o tratado, uma vez que o loiro apenas estava tentando protegê-la e cuidar dela como ele mesmo havia prometido, já a outra parte – a que a maldita Pétala parecia dominar – lhe dizia que era melhor assim, que eles não se misturassem para ela não se machucar depois.

Então, seu coração doía todas as vezes que ela resmungava consigo mesma.

Ela arrastou os pés para fora da cama, indo se refrescar para começar o dia.

Após ela sair da enfermaria sem uma alta declarada, Lynna foi alojada ao lado de Natasha na base, eles ficariam lá enquanto conseguissem encontrar algum sinal de fumaça vindo do Soldado, o que poderia demorar consideravelmente.

Como era de se esperar, as coisas que ela havia levado para a casa segura haviam sido carbonizadas pelos filhos da puta que ela odiava tanto, o que significava que todas as roupas que ela tinha no guarda-roupa eram totalmente novas.

Para ajudar o tempo a passar mais rápido, Lynna agora tinha passe livre até a academia, onde ela se exercitava o suficiente para não ter seus músculos atrofiados pelo período de tempo em que ela passou longe de uma sala de treinamento, por mais que ela duvidasse que isso realmente pudesse acontecer.

Por opção própria, ela resolveu ignorar o DNA alienígena em seu corpo, apesar de dar o aval para os cientistas da SHIELD, ao lado da médica maluquinha que ficara encarregada de seu caso para investigar mais afundo de onde vinha aquilo.

Bufando alto, ela amarrou os cabelos num coque apertado, antes de deslizar nas roupas de treino e caminhar como um zumbi para a academia, que a esta hora da manhã devia estar vazia, em contraste com o vai e vem infernal dos agentes ao longo do dia.

Quando ela deslizou a porta de vidro para o lado, quase engasgou ao ver uma forma inimaginável ao redor dos sacos de pancada. Misericórdia, ela deveria parar de andar do lado da pervertida Natasha Romanoff, pois a quantidade de pensamentos sujos que ela teve ao se deparar com a bunda redonda do Capitão América não estava catalogada em lugar nenhum.

Suas bochechas esquentaram, apesar de saber que o loiro não podia ler sua mente.

Ela limpou a garganta para se anunciar, com medo de que ele tivesse uma reação hostil por se assustar com a sua presença, uma vez que ela quase despertou o Hulk por não saber a diferença entre ser silenciosa e ser um completo fantasma. E ela também levava em conta o fato de quase ter tido o nariz esmagado pelo punho de metal de seu parceiro por assustá-lo após uma seção de tortura.

— Oi. — ela murmurou envergonhada.

— Oi. — ele respondeu no mesmo tom. — Você está bem?

Ela se arrastou até uma prateleira onde vários pares de luvas estavam dispostos, enrolando propriamente as mãos antes de escolher uma luva legal para utilizar.

— Sim, sim. — ela disse alto o suficiente para que o supersoldado a ouvisse. — Eu vim aqui para treinar. Decidi vir mais cedo para evitar a multidão de agentes.

Ele sorriu.

— Entendo. Sei como é. — o loiro voltou a bater no saco.

Svyatoye der’mo*.

Cada soco que o supersoldado de cabelos dourados dava no saco mexia com ela de um jeito nada decente, o que a fez ficar com as bochechas vermelhas antes mesmo que ela pudesse começar a treinar.

Fez rapidamente seu alongamento, para depois lançar uma sequência de socos e chutes que não chegavam nem perto do verdadeiro potencial que ela tinha numa luta corpo a corpo, mas pareceu impressionar o loiro ao seu lado, uma vez que ela já não tanto ouvia o barulho ritmado de seus socos.

— Eu sinto muito. — ele se pronunciou. — Eu não deveria ter escondido nada de você. É da sua vida que estamos falando.

Lynna suspirou alto, chutando o saco.

— Eu sei. — ela resmungou, lentamente parando de atingir o saco como uma inconsequente. — Mas também sei que você fez o que acreditava ser o melhor. E tinha razão, eu não reagi bem ao saber. — ela não sabia por que tinha lhe dito isso.

O loiro arqueou a sobrancelha.

— Verdade? — murmurou, surpreso.

— Eu fiquei revoltada com o que a Hydra fez. — ela disse após um tempo de silêncio, apenas sustentando o seu punho no saco. — Foi uma ideia idiota pressioná-los.

Ele soltou um suspiro alto.

— Eu sinto muito, de verdade. — murmurou.

— Não é sua culpa, Steve. — Lynna sorriu. — Seja lá o que eles colocaram dentro de mim, não pode ser nada pior do que o tenebrys sakura.

Então ela voltou a socar e chutar, mas desta vez, não havia aquele silêncio constrangedor ao redor deles, que até conversaram coisas amenas e sobre o que ela já havia contado sobre a Hydra. Nada muito pesado, apenas discutindo qual seria o próximo passo que eles iriam dar.

*

Após alguns dias, Tony havia voltado à Nova York para resolver alguns assuntos relacionados à empresa dele, e após algumas tentativas falhas, o DNA alienígena coletado de seu sangue foi encarregado a Bruce, ele deveria investigar para ela. Ele havia partido com o Homem de Ferro.

Ela, Clint, Steve, Sam e Natasha haviam ficado na Central para investigar mais afundo sobre a base que os agentes especiais da SHIELD detectaram, ela batia com as descrições que a ruiva havia lhes dado, mas estava vazia.

Ela ficava num banco abandonado na capital do país, e pelas fotos, Lynna tinha plena certeza de que o Soldado era mantido lá.

— A cadeira é a prova. — Lynna disse convicta, encarando as fotos que os agentes enviaram à Fury. — É com ela que eles controlam a nossa mente.

— E o que exatamente ela faz? — Barton perguntou, franzindo o cenho.

— Alta voltagem. — a ruiva respondeu. — Eles nos eletrocutam para apagar as nossas memórias.

Talvez ela estivesse ficando louca, mas pôde ouvir o som do maxilar de Steve trincar ao som de suas palavras. Ele tinha uma expressão extremamente severa em seu rosto, enquanto seus olhos expressavam dor.

— E pela quantidade de suor detectada no couro, ela foi usada há pouco tempo. — Natasha observou. — O DNA comprovou que era de Barnes.

Lynna engoliu em seco.

— Eles o reiniciaram. — murmurou. — Ele não conseguiu me levar de volta à Hydra, ele não cumpriu sua missão. Eles o reiniciaram e o farão vir atrás de mim outra vez.

— O reiniciaram... como um computador? — Steve perguntou, horrorizado.

Angianova assentiu.

— Isso é algo terrível. — Hill falou.

— Isso não é nem a ponta do iceberg. — Lynna disse de modo sombrio.

Enquanto o slide ia mudando lentamente de foto, Lynna ia reconhecendo cada vez mais os padrões da base. Ela já havia estado naquele lugar antes, mas não se lembrava como, contudo, era uma base bem diferente das outras que estavam espalhadas pela Europa.

— Todas as bases são padronizadas dessa forma? — Maria questionou-a, uma vez que ninguém parecia ter ânimo para falar mais nada.

A ruiva mais alta negou.

— Essa base é diferente das que eu vi na Europa. — respondeu-lhe. — Eu ouso dizer que todas as outras são basicamente a mesma coisa, exceto algumas pequenas bases de apoio.

— E quantas bases existem? — Sam se pronunciou.

— Verdadeiramente? Eu não sei. — Angianova encolheu os ombros. — Acredito que eles possuem bases espalhadas por todos os países possíveis além dos europeus, principalmente na Rússia, sem contar nas bases desativadas nos anos 40. Não consigo lembrar-me se eles conseguiram reativar alguma.

Os seis presentes na sala de comando soltaram um suspiro cansado em sincronia, então, alguém abriu a porta abruptamente.

— Senhora. — o agente se referia a Hill. — A Geladeira foi invadida. Alexander Pierce e mais alguns agentes de alto escalão da Hydra foram libertos. Enviamos uma tropa para render os agentes mortos em combate.

— Eu quero a filmagem da base. — a mulher de cabelos escuros e olhos azuis disse firmemente. — Agora.

O agente assentiu.

Minutos depois, as imagens das câmeras da base chamada Geladeira apareceram no telão.

Ela meio que já esperava ver o que viu.

A equipe tática que geralmente acompanhava o Soldado surgiu. Eles estavam pouco ligando para a filmagem. Apenas seguiam o homem com o braço de metal, auxiliando-o em sua missão.

Lynna viu quando a cela onde Pierce estava fora arrombada, então os homens ajudaram-no a sair do corredor. A câmera mudou de ângulo, agora mostrando a cela onde vários agentes vestidos com os trajes táticos da SHIELD foram libertos pela mão de metal de seu parceiro.

Seu sangue gelou quando ela viu a imagem de Rumlow aparecer na câmera, travando o maxilar com raiva.

É claro que a Hydra iria reaver o seu torturador, eles teriam que fazer a casa ficar confortável para ela.

Quando todos os agentes foram libertos, ela viu o Soldado, trajando sua máscara, atirar em cada câmera no local.

— Ainda não há evidências de mais presos de alta periculosidade à solta. — o agente disse de maneira travada. — O grupo que foi enviado à base ainda está fazendo um levantamento de quantos escaparam.

Os lábios de Hill estavam numa linha fina.

— Angianova, faça uma lista das possíveis bases em funcionamento da Hydra na Europa. Precisamos de tudo o que você conseguir se lembrar. — o tom dela era enérgico.

Lynna assentiu, prontamente se voltando ao trabalho.

Ela não esperava enfrentar a Hydra com os dois pés tão cedo, mas parece que alegria de fugitiva pobre dura pouco por essas bandas.

Notas finais
Tradução: 1 - Svyatoye der’mo = puta merda. Até quarta!