The Captain and The Petal.
9 Eighth Chapter. - I'll never let you fall.
Notas iniciais

Eu jamais te deixarei cair.
Dedução nunca foi o seu forte, mas uma vez que os prisioneiros mais importantes e mais preciosos para a Hydra estavam à solta, ela deveria se esforçar para conseguir catalogar as bases que ela se lembrava e que ainda funcionavam, começando com a Rússia.
Fury e Hill, ao lado de uma mulher chamada Victoria Hand – e também um homem chamado Phill Coulson, a participação deste último no caso estava em sigilo dos Vingadores, que acreditavam que ele estava morto. Ela não questionou. Talvez, ela teria esquecido facilmente por conta do nervosismo constante. – designaram vários grupos de agentes, tanto experientes, quanto novatos para investigarem as oito bases que ela sabia que existia no país, apenas para que eles voltassem com as mãos vazias e nada mais do que pouquíssimos arquivos que não haviam sido danificados propositalmente.
Ela então passou a se esforçar mais para catalogar algumas bases espalhadas pela Europa, quase ovulando quando um dos grupos havia voltado com informações quentes de que a base havia acabado de ser evacuada e que uma cadeira semelhante à da base de Washington havia sido encontrada no meio dos destroços, o que significava que e o Soldado havia estado lá, o que era a melhor pista que eles tiveram em semanas.
Seguindo essa linha de raciocínio, Lynna tentou pescar em sua mente bases que ela tivesse estado, tanto enquanto sóbria, quanto sob a pele da Pétala, uma vez que os cientistas da Hydra não faziam lavagens cerebrais repetidamente nela.
Diferente de seu parceiro, Lynna possuía uma resistência maior à cadeira, o que fez com que os cientistas criassem um soro que permitia a eles controlá-la melhor do que com as seções de choques, isso a ajudou a lembrar-se bem mais rápido dos eventos, fazendo-a um ser produtivo, tanto para o time – que fora mais uma vez reunido –, quanto para a própria SHIELD, que sofria com o desfalque de sabe-se lá quantos agentes que pertenciam à caveirona.
Isso a deixou feliz, apesar de estar mortalmente cansada.
Ela estava pensando em tirar uma soneca, quando Natasha bateu em sua porta.
— Precisamos de você na sala de comando. — ela disse, rindo da expressão enfadada que Lynna havia lhe dado. — Infelizmente não há tempo para descansar, ouvimos de uma tripulação da SHIELD que o Soldado Invernal foi visto em uma cidadezinha búlgara que eu me recuso a pronunciar o nome. É a pista mais quente que temos dele.
Lynna pulou da cama, acompanhando Romanoff até a bendita sala de comando.
Às vezes, ela queria esmurrar a cara de seu irmão por ser um completo fantasma, então ela se lembrava de que não era culpa dele ser assim, que a Hydra não permitia vazamentos e que era assim que a sua programação funcionava. Ele fazia tudo com eficácia, e depois escondia o seu rastro, quando às vezes sequer havia um.
Ela sabia que a filmagem feita na Geladeira havia sido meramente para provocar os ânimos da SHIELD, para mostrá-los quem era que mandava no jogo, mas agora, cada movimento fantasmagórico que eles davam tinha que ser milimetricamente calculado, ou uma merda do tamanho da Rússia desabaria sob suas cabeças.
Icônico.
Fechou a porta atrás de si, respirando fundo antes de encarar Hill, Fury e os Vingadores.
— Com a notícia que o meu melhor agente me deu, eu confio em vocês para irem até a base investigar qualquer tipo de sinal de fumaça que venha de Barnes. — o careca disse. — Como você foi sua parceira por longos anos, conto com sua experiência para isso, Angianova. — Lynna prontamente assentiu. — Vocês terão uma equipe à sua disposição se necessário for. As coordenadas serão enviadas imediatamente ao quinjet, que os espera no hangar. Romanoff, dê à Angianova um traje, ela irá precisar. Agora vão. Arrumem-se, como diria o Cap agora. Boa sorte.
Eles se levantaram e saíram em fila indiana.
Ela e Natasha seguiram na direção oposta, subindo até o quarto dela, que era completamente sombrio em relação à neutralidade roxa que era o quarto de Lynna. Em algumas semanas na base, ela apenas conseguiu transformar o lugar numa coisa totalmente diferente do que ele era. E isso sem nem ao menos perceber.
— Aqui. — Nat estendeu um de seus trajes de Viúva Negra. — Icônico e fala por si só.
Encarando-a com uma expressão de ‘sério mesmo’, Lynna se resignou a caminhar até o seu próprio banheiro, enquanto Natasha se trocava para a missão.
— MALDITA SEJA, NATALIA ROMANOVA! — ela rugiu do banheiro, antes de ouvir a gargalhada da ruiva menor, que lhe estendia um par de botas como se fosse o próprio escudo do Capitão América. — Por que você me deu isso? É duas vezes menor que o meu tamanho!
Ela indicou o zíper que não subia até o seu pescoço, mostrando mais do que ela queria de seu colo, que estava rosado por conta de sua raiva fumegante, expondo suas sardas, que faziam um caminho estratégico para baixo.
— Em minha defesa, eu não tenho culpa se você é praticamente uma girafa! — ela disse, vendo-a calçar as botas, para depois atar o cinto com o símbolo vermelho geométrico que havia nas aranhas verdadeiras.
— Eu sou cinco centímetros mais alta que você, Natasha! — Lynna resmungou, amarrando o cabelo num rabo de cavalo. — Isso só pode ser um trote.
A outra ruiva riu, fazendo Lynna revirar os olhos, enquanto se resignava a acompanhá-la, atando o coldre de facas na coxa direita, e o do revólver na esquerda, ajustando o cinto de utilidades, assim como os famosos ferrões em seus pulsos, cobrindo totalmente sua marca de nascença no pulso direito, uma lua crescente.
Elas encontraram os garotos em frente à aeronave, que tinha a rampa abaixada para que eles pudessem embarcar.
As reações deles foram variadas, a mais amigável foi a de Bruce, que lhe deu um sorriso tímido e olhou-a diretamente nos olhos, o que foi um tremendo choque, uma vez que ela esperava que UM CERTO ALGUÉMMMM, que possuía um escudo redondo nas cores de seu país também fizesse o mesmo.
Os quietos são os piores.
Se bem que ela também duvidava do doutor Banner, que de longe, era o mais quieto de todos.
— Isto é para você. — o Cap disse estendendo-lhe um ponto negro igual ao que Fury havia lhe dado na casa segura, ele parecia lutar para manter a voz estável. — É um comunicador, está conectado à orelha de todos, ajuda a se locomover melhor.
Ela assentiu, sorrindo-lhe.
Sua parte insana desejou que a Hydra não tivesse sido tão canguinha e lhes tivesse arranjado um dispositivo como aquele. Ela poderia ter poupado tantas luxações e quase mortes com um desses...
Bufou sorrindo.
Sua mente era insana e ela tinha medo disso.
— Lady Tóxica, acho que ninguém te avisou, mas nós temos um idoso à bordo. — Tony disse de maneira divertida. — Você não pode simplesmente entrar desse jeito com uma roupa dessas! Nós ainda precisamos do nosso estimado Capicolé.
Lynna sentou-se de uma vez, olhando para o teto, tentando se impedir de gargalhar ou de corar dos pés à cabeça, ela ainda não havia decidido ao certo.
— Não é minha culpa. — deu de ombros encarando o Homem de Ferro que tinha a sobrancelha arqueada para ela. — Foi Natasha quem ficou encarregada de me dar um uniforme, eu não tenho culpa se as roupas dela não me servem.
A Viúva Negra deu de ombros.
— Eu acho que não tem nada demais, Tony. — ela disse. — E você Steve, o que acha do uniforme da Lynna?
Ela nunca viu o loiro arregalar tanto os olhos como ele estava fazendo agora. Rapidamente, ele voltou a arrumar sabe-se Deus o quê em seu escudo, antes de responder. Lynna podia jurar que viu o vermelho subir em seu pescoço.
— Não é ruim. — ele respondeu por fim. — Apenas parece desconfortável.
A atmosfera dentro do quinjet se tornou um tanto quanto pesada, pois a cada pé que a aeronave subia, a vontade insuportável de rir se apossava dela.
Durante toda a viagem, o Cap mal a olhou nos olhos, e quando ele fazia, ela podia ver o vermelho furioso subir pelo seu pescoço, relembrando-a que Tony conseguia ser um filho da puta quando queria.
Assim que o jato atingiu o solo, eles escorregaram para fora, dentro de uma floresta densa. O clima era até razoável para uma cidade no fim do mundo. Momentaneamente, Lynna lembrou-se um pouco dessa vegetação, o que poderia indicar que ela estivera aqui ou não. Essas lavagens cerebrais misturadas com o soro deixavam-na confusa.
— Seria maravilhoso se Thor estivesse aqui. — Stark resmungou. — Seríamos três para fazer o reconhecimento aéreo, isso nos pouparia mais tempo.
— Eu consigo fazer saltos largos. — Lynna disse, atraindo a atenção de todos. — Eles me treinaram de várias maneiras. Eu descobri que consigo me impulsionar para dar saltos altos. Uma vez eu consegui voar por um minuto inteiro, mas isso requer muito esforço e eu não venho treinando meus poderes a algum tempo. Contudo, eu consigo ficar “invisível” quando me transformo no gás. Foi assim que eu consegui escapar da Hydra. Bucky me lançou da varanda e eu me transformei no ar, isso me deu uma vantagem considerável para mantê-los longe. Sem falar que eles realmente não são páreos para mim... por causa do veneno... — deu de ombros por fim. — Eu posso ajudar com alguma coisa.
O time assentiu.
— Isso é muito interessante. — Steve se pronunciou, assustando-a. Ele agora vestia sua expressão séria de Capitão do time, apesar do vermelho insistente que não tinha nada a ver com a cor da bandeira dos EUA mostrar que ele ainda estava constrangido ao redor dela, o que soou interessante. — Mas precisaremos de suas habilidades no solo. Não posso permitir que eles te reconheçam facilmente e te capturem de volta. Temos que nos preparar para qualquer tipo de situação.
Ela assentiu.
— Certo, Capitão.
Era impressão dela, ou o vermelho escapulindo do colarinho do loiro apenas ficou ainda mais intenso com a sua pequena frase?
Ela viu-o colocar o capacete azul, antes de fazer um sinal para Tony e Sam, que levantaram voo, deixando ela, Nat, Clint, Bruce e o próprio Cap para trás, uma vez que todos seriam mais produtivos no solo.
Ok, talvez não o Gavião Arqueiro, que procuraria uma boa árvore para se empoleirar quando eles se aproximassem o suficiente da base, para ter um alvo melhor para atirar.
Pelo que pareceu uma eternidade, os cinco se deslocaram pela floresta, até que finalmente puderam avistar a base num raio de alguns metros. Como imaginado, Clint se empoleirou numa árvore que possuía uma visão perfeita do território.
— Parece que chegamos tarde. — Tony disse através do com. — Nenhuma assinatura de calor, nenhum sinal do Homem de Lata em lugar nenhum...
— As aparências podem enganar. — Clint disse. — Eu acabei de ver algo se mexer nas proximidades da base. Pode ser o homem que estamos procurando.
O coração de Lynna se agitou.
— Se for ele, isso pode ser uma armadilha. — ela disse rapidamente. — Ele não se permite ser pego com tanta facilidade.
Os Vingadores ficaram em silêncio por alguns minutos, até que eles finalmente pudessem chegar perto o suficiente da entrada da base.
— Bruce. — Steve se pronunciou. — Qualquer movimento estranho, não se acanhe em liberar o ‘código verde’. Como Lynna disse, isso pode ser uma armadilha.
Ele assentiu.
— Tome. — Natasha cedeu-lhe uma de suas armas. — Caso precise.
Ele assentiu, arrumando nervosamente os óculos inexistentes na ponte de seu nariz.
Lynna sorriu docemente quando o viu corar, os outros dois Vingadores já haviam avançado.
— Boa sorte. — ela murmurou antes de acompanhá-los.
O Cap foi à frente, forçando a trava da base com o escudo, fazendo com que um barulho ensurdecedor se desse quando a mesma deslizou para o lado, se abrindo parcialmente antes de estancar no meio do caminho.
A ruiva ligeiramente mais alta limpou a garganta, indicando o monitor digital do lado esquerdo da porta, onde ela digitou um código de seis números, antes que ela se abrisse completamente.
— Essa base é relativamente “jovem”. — ela disse para o loiro. — Pelo que me lembro, ela tem uma trava de segurança para quem tenta arrombá-la, seja por dentro, quanto por fora.
— E como você sabe disso? — Natasha arqueou a sobrancelha.
— Por que digamos... que um certo Soldado idoso com um braço de metal tentou arrombá-la uma vez. — ela deu de ombros, deslizando para dentro da base. — Nós viemos para cá após uma longa missão, onde os efeitos da lavagem cerebral haviam passado antes que pudéssemos retornar e ele havia se perdido do grupo. Ele tentou me arrastar também. Se eu não me engano, essa deve ser uma base de apoio, e pela trava, ela ainda está funcionando, nem que apenas um agente cuide dela.
Os outros dois assentiram, seguindo-a pela base, enquanto Lynna tentava se lembrar onde ficava o interruptor. Ela deslizou a mão pela parede oposta à porta, subindo a alavanca, fazendo com que a energia zumbisse antes de trazer o local à vida.
— Que previsível. — Natasha fez um som de desagrado com a língua. — Quantas dessas bases idênticas devem existir ao redor do mundo? É de cair o queixo.
— Exatamente. — Tony disse adentrando a base. — E eles fizeram tudo isso bem debaixo do nosso nariz.
— A pergunta é: como? — Steve se aproximou deles. — Vamos nos separar em busca de evidências que nos mostre que essa base foi utilizada recentemente. Se Bucky esteve aqui, mesmo que seja uma armadilha, esperamos que ele tenha deixado pistas. — o que era muito difícil, a parte mais frustrante de tudo. — Onde está Sam?
— Ele ficou com Bruce lá fora. — o Homem de Ferro deu de ombros.
O loiro assentiu uma vez, então eles se separaram.
Lynna impulsionou seu corpo para chegar ao primeiro andar, indo até uma possível sala de comando, a fim de encontrar arquivos que pudessem fazê-los chegar até o plano asqueroso que a Hydra tinha, pois para ela não fazia sentido que eles expusessem o seu melhor agente para libertar uns pés rapados por nada, tinha que haver algo fodido por trás.
Ela caminhou até a sala, revirando os papéis que encontrava pelo caminho.
Eles falavam vagamente sobre ela, sobre Bucky e até mesmo sobre Hanna. A única coisa que a espantou um pouco foi a quantidade de arquivos que eles tinham sobre o Soldado Invernal, o que a fez se questionar o sentido deles.
Contudo, ela não teve tempo para investigar melhor. Sam “estragou” a brincadeira.
— Galera, o ‘código verde’ foi acionado. — o Falcão disse rapidamente, e pela voz entrecortada, ele estava em pleno voo. — O Hulk está indo atrás do Soldado.
Puta merda!
O coração de Lynna estava acelerado.
— Eu não queria ser estraga prazeres, mas agora que estamos dentro da base, há uma identificação de calor vinda do subsolo. — Tony disse. — É uma bomba.
Lynna soltou a pasta rosada que ela segurava.
— E eu estou cara a cara com o detonador. — ela disse encarando o relógio que marcava trinta segundos, agora vinte e nove, agora vinte e oito... — E temos muito menos que meio minuto. Acho que eu acionei assim que adentrei a sala.
— Sai daí agora. — a voz de Steve soou urgente. — Estou indo até você. Estamos no mesmo andar.
Lynna assentiu para o nada, correndo para longe, com o relógio em sua cabeça, pairando sob ela como um fantasma absolutamente desagradável.
O Soldado acionaria uma bomba capaz de matá-la?
E se não fosse Bucky? E se ele jamais tivesse saído de sabe-se lá onde ele estava?
Então, Lynna arregalou os olhos.
— Bruce não está correndo atrás de Bucky. — ela gritou para o com. — É uma armadilha filha da mãe. Eles querem distrair o Hulk para que ele não tente nos ajudar, ele é o único que sobreviveria à explosão.
Ela estava ficando nervosa com o relógio em sua mente. Faltavam apenas doze segundos para detonar.
— Chegamos a essa conclusão. — Tony resmungou. — E adivinhem! Trancaram a porta!
— Há uma saída pelo teto ao lado do interruptor, em linha reta. — Lynna gritou. — Ela vai dar na parte de trás da base.
— Obrigado, Lindinha. — Natasha disse. — Onde você e Cap estão?
Lynna olhou freneticamente para trás enquanto corria para a saída lateral.
— Eu não sei ao certo, estou procurando outra saída.
Cinco segundos.
— LYNNA! — o loiro gritou.
Só deu tempo de ela se voltar para ele, antes que seu pé pisasse no nada, fazendo-a cair de costas para a floresta, fazendo o ar se prender em seus pulmões, enquanto ela via a base explodir.
Aquele era o seu fim.
Finalmente!
Ela fechou os olhos, preparando-se para a queda.
Ao contrario do tanque de tenebrys sakura, ela iria sentir a terra abraçá-la para a morte indolor como ela sempre havia esperado.
Então, antes que ela pudesse atingir o solo, ela sentiu algo muito forte enlaçar a sua cintura. Como que por impulso, ela agarrou-se àquela coisa, para depois abrir os olhos, dando de cara com os belos olhos cristalinos de Steve, que se encontrava ofegantemente, abraçando-a contra o peito, enquanto ele se agarrava à árvore mais próxima, impedindo a sua queda.
Lynna não saberia dizer se estava num sonho pós-morte ou não, mas ela encostou os lábios nos do loiro. Pelo menos se ela fosse morrer, que ela tirasse pelo menos uma casquinha do ícone americano, mesmo que isso fosse um sonho.
— Você me salvou, meu anjo. — balbuciou.
Ela enlaçou os braços ao redor de seu pescoço, aprofundando o beijo antes de finalmente se entregar à escuridão.
— Eu jamais te deixarei cair, princesse. — ele sussurrou, observando o semblante dela se tornar leve.
Fale com o autor