The Captain and The Petal.

3 Second Chapter. - Angel touch.


Notas iniciais
Ois! Obrigada por comentar! Realmente fez o meu dia :DD Aqui vai o comecinho desse nosso casal! Boa leitura!

Toque de anjo.

Mais ou menos duas semanas se passaram desde que Natasha levou-a até a Torre. Lynna não era a pessoa mais sociável, mas todos os encontros que ela havia tido com o grupo de heróis foi o mais amigável possível, por mais que ela pudesse dizer que eles se seguravam bastante ao redor dela, talvez pela história que Romanoff havia lhes contado antes que ela pudesse se abrigar lá.

Pessoalmente, Angianova não sabia o que a espiã havia lhes dito e uma parte dela não se interessava em saber, decidindo que se eles não haviam lhe prendido no primeiro instante em que ela havia posto os pés ali, era por que eles estavam dispostos a ajudá-la.

No segundo ou terceiro dia ali, a garota teve seu primeiro contato com o diretor da SHIELD, Nicholas Fury, que lhe assegurou mais uma vez o abrigo, contudo, ela deveria contar tudo o que ela sabia sobre a Hydra – a organização que eles achavam que havia sido extinta após a Segunda Guerra Mundial –, coisa que ela já esperava.

Apesar de tudo, eles estavam levando isso de maneira devagar, o que ela mentalmente agradecia. Ninguém queria forçá-la a nada, coisa que ela realmente admirou.

Isso a fez esforçar-se para ajudá-los, apesar de que tudo o que ela havia reunido fossem memórias desconexas.

Respirou fundo, organizando os pensamentos.

Tudo o que ela sabia – o que ela havia contado a Fury – era que a Hydra tinha planos grandiosos que a envolviam, assim como o seu parceiro, o Soldado Invernal, e que eles precisavam dos dois juntos. Ela não conseguia lembrar-se exatamente o que era, mas tinha algo a ver com a SHIELD.

O diretor do órgão pediu-lhe que ela se lembrasse pelo menos do homem por trás disso, mas tudo o que ela conseguia recordar ainda estava borrado em sua mente, sem conseguir distinguir uma coisa com a outra.

A partir daquele dia, Lynna continuou a escrever tudo o que conseguia se lembrar, como ela havia feito na Rússia. Se fazer isso ajudou-a chegar até Natasha, poderia fazê-la ir até Bucky facilmente.

Mordeu o lábio.

Ela deveria contar aos outros quem ele era por trás da máscara, isso facilitaria encontrá-lo, mas ao mesmo tempo em que ela imaginava isso, um aperto forte se dava em seu peito, relembrando-a dos anos de submissão, que lhe gritavam que a identidade secreta do Soldado era algo que ela não deveria mexer.

Quantas vezes ela não havia sido castigada por fazê-lo relembrar o jovem sargento americano que ele havia sido nos anos 40?

Cada vez que Lynna considerava isso, ela sentia as correias de couro maciço em suas costas e cada pontada que elas lhes davam.

Você está livre deles. — ela sussurrou em seu idioma materno. — Você está segura.

Acha mesmo que vai continuar se iludindo?, ela ouvia a voz da Pétala em sua cabeça. Eles irão te encontrar. Ele vai te encontrar, e quando isso acontecer, nem mesmo o seu precioso Bucky poderá te salvar outra vez, garota tola.

A respiração de Lynna se acelerou, ela estava prestes a ter um ataque de pânico, então alguém bateu à sua porta, fazendo-a sufocar um grito de susto.

— Lynna? — era a voz de Steve. Isso parcialmente a acalmou. — Lynna, você está bem?

Ela não conseguiu encontrar forças para falar, o que fez o loiro abrir a sua porta desesperadamente, com medo de que algo ruim pudesse ter acontecido com ela.

Tudo o que a garota via era o seu semblante preocupado, enquanto tentava não se afogar nas palavras venenosas da sua pior inimiga.

— Ei, você está bem? — ele se ajoelhou à sua frente, segurando hesitantemente seu rosto em suas mãos quentes.

Lentamente, ela piscou, se dando conta do loiro.

— Eu... eu... — balbuciou. — Eu acho que sim. — respondeu, apesar de saber que nenhum dos dois acreditava muito no que ela estava dizendo.

— Eu trouxe um pouco de sopa. — ele murmurou, afastando-se ligeiramente dela. — Você perdeu o jantar.

As bochechas dela esquentaram, como se ela tivesse cometido algum tipo de erro terrível.

— Sinto muito. — murmurou.

Ele sorriu suavemente.

— Não é sua culpa, Lynna. Eu apenas lhe trouxe algo para que você não ficasse de barriga vazia. — justificou-se, suas bochechas ficando levemente rosadas. — Coma. Se precisar de alguma coisa, eu estarei na porta da frente.

Ele se levantou antes que ela pudesse dizer alguma coisa, indo até a porta.

— Você me lembra dele. — Lynna murmurou antes que o loiro abrisse a placa de madeira.

— Como? — ele voltou-se para ela, confuso.

— O Soldado. — ela disse um pouco mais alto, olhando ao redor como se esperasse que alguém surgisse do nada e a interrompesse de dizer o que ela ia dizer. — Ele também cuidava de mim, como um irmão. — um silêncio um tanto quanto constrangedor se deu no quarto. — Obrigada.

Ele abriu um sorriso que deixou o seu coração confuso, coisa que jamais havia acontecido ao redor do seu irmão de tortura.

— Não precisa agradecer. — ele murmurou. — Estou feliz em ajudá-la, afinal de contas, é para isso que servem os amigos.

Ela também sorriu, vendo-o deixar o quarto.

Parte dela queria que ele ficasse ali, pois cada vez que ele estava ao redor, ela se sentia tranquila, como se o inferno que ela havia passado na Hydra jamais tivesse existido, enquanto sua outra parte achava ridículo que ela tivesse se apegado ao primeiro rostinho bonito que lhe estendera a mão.

Ela só conhecia o Cap há duas semanas e já havia criado um vínculo estranho em seu coração.

Ela não sabia o que isso podia ser, mas sentia-se como se pudesse ser apenas aquela garotinha fraca e indefesa ao seu redor, ela sentia que podia sair da armadura quando estava perto dele.

Resmungando para si mesma, ela começou a beliscar a sopa, ignorando esse sentimento.

*

Com o passar dos dias, ela foi se lembrando cada vez mais do que vivera na Hydra, apesar de não ser nada relacionado ao plano deles para com a SHIELD. O único problema que vinha com isso eram os pesadelos.

Não é como se ela nunca os tivesse tido.

Desde que ela escapara, os sonhos ruins a perseguiam, era inevitável para alguém que foi torturado sua vida inteira. O novo fato era que seu repertório havia aumentado de tamanho.

Finalmente te encontrei. — ele disse em russo, sua voz áspera a pegou de surpresa. — Eles te querem de volta.

Bucky, não. Você não é assim. Essa é a programação deles. — ela tentou argumentar, usando sua flexibilidade para tentar escapar de sua garra de metal.

De que merda você está falando, Pétala? — ele empurrou-a ainda mais para a parede. — Isso é uma manobra sua para me distrair? Eu não sou facilmente enganado, você não tem poder sobre mim.

Ela engasgou. O fato de que a Hydra o havia enviado sem a máscara tornava tudo aquilo ainda mais intragável. Ela só conseguia ver o jovem quebrado, aquele que lhe deu conforto e que a protegeu quando o mundo resolveu foder com ela.

Por favor, você está me machucando... — ela sibilou.

Você nos traiu. Por que eu deveria ser misericordioso? — ele arqueou a sobrancelha. — Eu tenho ordens para trazê-la de volta, eles a querem viva, mas isso não me impede de te castigar antes.

Ele abriu um sorriso cruel, antes de permitir que ela escorregasse para o chão como um pedaço de bosta.

Lynna olhou para cima, a tempo de pegar o seu braço esquerdo colidindo em direção ao seu rosto, vendo o olhar assassino que ele mantinha, o mesmo olhar da primeira vez em que eles haviam se conhecido.

Ela acordou sentindo o metal frio em seu rosto, gritando o mais alto que conseguiu quando sentiu algo viscoso em suas mãos. Foi real! Ele estava ali e veio para castigá-la por ter fugido.

A ruiva começou a se debater quando sentiu um par de mãos ao redor dela, praticamente se esgoelando.

— Ei, ei! — a voz era distantemente conhecida. — Lynna, acalme-se! Sou eu, Steve! Você está bem, foi apenas um sonho!

Lentamente, ela abriu os olhos, encontrando preocupados olhos azuis cristalinos, um contraste gritante com o aço frio que ela enfrentara há pouco.

— Steve? — murmurou com a voz embargada. — É você?

Ele sorriu suavemente.

— Sim, sou eu. — ele levantou-a com cuidado, pacientemente, colocando-a em segurança contra o colchão. — Está tudo bem, eu tenho você. Foi apenas um sonho.

Ela engoliu em seco.

— Mas eu posso sentir o sangue. — ela sussurrou, atropelando as palavras com seu sotaque acentuado.

Ele passou o dedo em sua testa, que latejou insistentemente.

— Você deve ter batido com a cabeça quando caiu. — disse tranquilamente. — Espere um minuto.

O loiro saiu da cama, indo até seu quarto, para depois voltar com uma maleta branca, de onde ele retirou um frasco de soro fisiológico e uma bola de algodão.

Ele desfez a bola suavemente, embebendo a lã no soro e passando gentilmente em seu corte, ela quase não sentia o peso de seus dedos longos e grossos, apenas o líquido gelado, enquanto ele limpava o corte. A todo o momento, seus olhos não deixaram os dele, que tinha um bom reflexo para continuar limpando sua testa sem machucá-la.

Ao mesmo tempo em que isso lhe deu segurança, fez o seu coração disparar.

Suas bochechas pinicaram por se dar conta de que o supersoldado poderia ouvi-la.

Uma vez que o corte fora limpo, ele colocou um pouco de pomada, antes de fixar um curativo, afastando os seus cabelos para trás da orelha para que eles não grudassem na cola.

Quando terminou, ele passou uma lã molhada em sua mão direita, que estava suja de sangue.

— Obrigada. — ela murmurou lentamente.

— Como se sente? — ele perguntou, apoiando o algodão na perna, enquanto encarava-a com um olhar preocupado.

— Um pouco melhor. — ela respondeu sinceramente, abrindo um sorriso bêbado.

Ele sorriu de volta, fazendo-a parecer uma idiota. O seu sorriso era lindo.

— Acho melhor você tomar um analgésico, vai prevenir uma dor de cabeça futura. — disse, desviando rapidamente o olhar, procurando pelo remédio dentro da maleta. — Aqui. — murmurou entregando-a. — Eu vou buscar água.

Mais uma vez ele saiu do quarto, para depois voltar com uma garrafinha.

Lynna tomou o remédio silenciosamente, envergonhada por monopolizar toda a atenção do loiro, por mais que sua parte maluca lhe dissesse que gostava daquilo, e que não se arrependia.

— Precisa de mais alguma coisa? — ele perguntou, guardando as coisas de volta na maleta.

— Pode ficar um pouco mais? — ela murmurou quase que inaudivelmente.

O loiro sorriu.

— Claro que posso. — respondeu-lhe, colocando tanto a garrafinha, quanto a maleta em cima do criado mudo. — Ficarei aqui até que você durma.

— Obrigada. — a ruiva disse aliviada.

Quando ela voltou a deitar, não tinha mais aquela aura negra ao seu redor, mais uma vez vendo o enorme loiro como um anjo que os deuses colocaram em seu caminho para cuidar dela.

Lynna não sabia dizer o que fizera para merecer algo tão bom, mas resolveu não questionar.

Apesar de duvidar, ela encontrou o sono em alguns breves minutos, sentindo o toque suave de Steve em sua mão direita.

Notas finais
Espero que possam me perdoar pelos pequenos erros, às vezes eu passo batido, mesmo revisando umas duzentas vezes :D :P