The Captain and The Petal.

4 Third Chapter. - Are safe houses really safe?


Notas iniciais
Ois! Boa leitura!

Casas seguras são mesmo seguras?

Quando ela acordara o sol já estava relativamente forte e feria bastante a sua retina. Angianova rolou para fora da cama, se alongando, enquanto gemia por ter esticado a pele em volta do curativo.

Não havia sinal do loiro, o que a deixava menos constrangida do que ela já estava.

Ainda bem que ela não havia tido mais nenhum sonho.

Senhorita Angianova, o diretor Fury deseja vê-la na sala de reuniões em dez minutos. — a IA a assustou.

— Obrigada JARVIS, estou a caminho. — Lynna disse alto o suficiente para que a voz a escutasse.

Não há de quê. — ele disse simpaticamente.

Sorrindo para o nada, a ruiva lavou o rosto, escovou os dentes e trocou de roupas em cinco minutos aproximadamente, correndo para o elevador.

Fury a aguardava como JARVIS havia dito, ele estava acompanhado da agente Hill, de Natasha e de Steve, o que a fez arregalar discretamente os olhos, relembrando tudo o que havia acontecido desde que o diretor havia visitado a Torre, procurando por algo que ela fez e que não deveria ter feito.

— Sente-se, Angianova. — ela arrastou a cadeira e se sentou entre os dois Vingadores, sabendo que um deles poderia ouvir o seu coração galopando de medo. A sala incensou rapidamente com o seu cheiro de flor de cerejeira.

— Há algo de errado? — ela conseguiu pronunciar sem tremer a voz.

— Na verdade, não. — a garota quis dar um suspiro audível de alívio, mas ficou quieta. — Eu vim aqui apenas para dizer que preciso de você na capital. Estarei enviando Rogers e Romanoff para o Triskelion e queria que você acompanhasse-os até lá. Não se preocupe, a todo o momento você estará numa casa segura, eu só preciso que analise de perto alguns documentos impossíveis de enviá-los até Nova York, após aquela conversa.

Primeiro de tudo, o que diabos era um Triskelion?

A mente de Lynna se tornou confusa, até que ela finalmente lembrasse a conversa que ela teve com Fury depois que eles foram deixados sozinhos, quando ela disse que havia visto homens com uniformes da SHIELD transitando pela Hydra, ele queria que ela fosse para Washington D.C. para confirmar se a Hydra estava ou não infiltrada no órgão de inteligência.

— Certo. — ela finalmente assentiu.

— Ótimo. — o homem disse. — Vocês partirão em duas horas, garanta que tudo esteja pronto até lá.

Com mais um aceno de cabeça, Lynna deixou a sala, pronta para arrumar suas coisas, que eram relativamente poucas e ela imaginava que poderia encontrar facilmente produtos de limpeza na casa segura para onde ela seria mandada.

Ela estava prestes a terminar de arrumar a mala cinza e monótona, quando Natasha adentrou o quarto.

— Está segura em relação à D.C.? — a ruiva mais baixa questionou-a, colocando uma mecha do cabelo alisado para trás da orelha. Ela aparentava ser mais velha que Lyanna quando assumia essa postura.

— Por incrível que pareça, eu estou. — respondeu sinceramente. — Eu quero ajudar, Tasha.

A mais nova sorriu, assentindo.

— Bem, eu não sei o que conversaram, mas espero que você não se meta em problemas por estar fazendo isso. — disse.

— Eu prometo. — Lynna terminou de fechar a mala. — Eu sinto que devo ir com vocês. E eu posso me proteger.

— Não contra a Hydra. — a outra disse rapidamente, cortando-a. — E com certeza não contra o Soldado. Pelo menos não sozinha.

— Mas eu não estarei sozinha. — arqueou a sobrancelha. — Você está me ajudando, chegou a hora de retribuir. — piscou de brincadeira.

Natasha suspirou, derrotada.

— Certo, vamos. — resmungou. — Alguns seres querem se despedir de você.

Rindo suavemente, Lynna acompanhou Natasha até o hangar, onde uma aeronave os esperava com a rampa de carga abaixada para eles.

Thor, Clint, Bruce e Tony esperavam-na na antessala.

— E aí, ruivinha! — o Stark a saudou.

Lynna sorriu.

— Oi, Tony. — disse tranquilamente, repousando a mala no chão ao seu lado.

— Então, quer dizer que vai nos abandonar? — ele perguntou, fingindo chorar dramaticamente.

Ela franziu o cenho, antes de rir.

— Vai ser apenas por um tempo. — ela disse.

— Espero que você se cuide. Nós não devemos subestimar a caveirona. — Stark disse num tom sério. — Até breve, Lynna.

Ela sorriu.

— Até breve.

Bruce, Clint e Thor também se despediram dela.

Este último, iria voltar para casa, pois havia assuntos pendentes para resolver em Asgard – a terra natal dele. Ela ainda não sabia o que era, mas havia algo sobre Thor que ela achava tão familiar, quase como se ela tentasse se agarrar a essa lembrança todas às vezes que um estava ao redor do outro.

Com esses pensamentos esquisitos, ela caminhou até o jato, onde colocou sua mala seguramente ao seu lado e atou os cintos, esperando que os demais tripulantes embarcassem, para que finalmente pudessem alçar voo.

*

A viagem até a capital do país não foi tão longa, eles chegaram a D.C para a hora do almoço.

Lynna entrou como um fantasma na SHIELD, deixando a agência num SUV restrito apenas a Fury, que dirigiu por pelo menos duas horas até deixar a cidade grande, aproximando-se de uma casa isolada que parecia não existir no mapa.

— Eu não vou poder me demorar. — ele disse, ajudando-a com a mala. — Aqui estão os relatórios sobre os agentes que eu tomo como suspeitos, quero que você os analise bem e me diga se você se lembra deles. Pode me ligar com esse celular. É uma linha segura. — ele estendeu-lhe o aparelho que era apenas tela. — A casa está conectada com a inteligência artificial da SHIELD, ela está encarregada de manter a segurança em toda a casa. Se preciso for, quero que você saiba a palavra de segurança.

— Palavra de segurança? — Lynna ofegou.

— Caso você esteja certa e a Hydra esteja mesmo infiltrada na SHIELD, há uma remota possibilidade de eles encontrarem o seu paradeiro. — Fury encarou-a seriamente. Pelo menos ele estava sendo sincero, afinal de contas. Ele nunca lhe escondeu essa possibilidade, como os outros. — Caso isso aconteça, quero que diga Refúgio através desse comunicador. Isso acionará um dispositivo de fuga. — ele entregou-lhe um ponto negro. — Coloque isso na orelha, mantenha consigo o tempo todo.

— Certo. — a ruiva assentiu.

— Espero que seja bem-sucedida, Angianova. O futuro da SHIELD depende do que você se lembrar.

Fury estava prestes a sair, quando ela o chamou.

— Eu tomaria bastante cuidado, se fosse você. — ela assumiu um tom sério e ao mesmo tempo assustado. — Se a Hydra realmente está infiltrada na SHIELD, eles irão querer derrubá-lo e nada melhor que o punho deles para fazer isso. Estarão mandando o Soldado para te matar, disso eu posso ter certeza.

O homem assentiu.

— Eu já esperava por algo desse tipo. — disse-lhe tranquilamente.

— Não o subestime. — ela respirou fundo. — Ele não é conhecido por sua misericórdia. E ele não hesita.

Assentindo outra vez, Fury a deixou sozinha.

Lynna escutou as engrenagens das portas se movimentarem, mantendo-a trancada.

Ela tentou ao máximo não imaginar que estava trancada e sozinha num lugar desconhecido, voltando-se para onde o diretor havia colocado as pastas com os dados dos agentes suspeitos, pretendendo estudá-los nas próximas horas.

Colocando o ponto no ouvido esquerdo, Lynna aconchegou-se no sofá, abrindo a primeira pasta.

*

Ela já estava com a cabeça doendo, revirando fotos e mais fotos de agentes suspeitos, até encontrar a foto de um homem que a fez arregalar os olhos, enquanto impedia seu corpo de colapsar de pânico.

Os sons das chicotadas se tornavam cada vez mais alto quando ela lia mais sobre o seu torturador.

Rapidamente, ela sacou o celular, colocando o dedão no circulo da impressão digital, fazendo-o zumbir de volta a vida. O número que Fury havia lhe indicado era a única coisa que aparecia na tela inicial.

Lynna apertou o quadrado suavemente, vendo-o disparar a chamada.

— Angianova. — ela escutou a voz do homem, ele parecia um tanto quanto apressado. — Descobriu alguma coisa?

— Rumlow. — ela murmurou. — Brock Rumlow é da Hydra. Ele é meu torturador, tem contato direto com o Soldado também. É um dos homens que eu vi trajando o uniforme da SHIELD.

— Filho da puta! — Nick rangeu. — Ele estava em missão com Cap e Natasha não faz nem uma hora! Você se lembra de mais alguém?

— Não. — ela suspirou, assustada pelo que ele tinha acabado de dizer. — Infelizmente não, mas eu lembrei-me de algo importante. Ele trabalha para um homem chamado Alexander Pierce. Eu não me lembro do rosto dele, mas ele é o comandante do Soldado Invernal, pelo menos o comandante mais recente. Este homem não está nos files que você me mandou.

— Pierce? — a voz de Fury parecia verdadeiramente surpresa. — Puta merda! Angianova, saia já daí. Acione o código de segurança, quero você ao lado do Rogers, mandarei o endereço dele para o carro de fuga. Se apresse! Ele sabe sobre você!

Assim que a ligação terminou, Lynna ouviu uma pancada extremamente forte na porta da frente.

Ela saltou para trás do sofá habilidosamente, a tempo de ver a porta ser explodida e agentes da Hydra irromperem a casa segura. O sangue dela gelou, enquanto corria para fora da sala. Eles ainda não haviam identificado-a.

Refúgio. — ela disse apertando o ponto negro em sua orelha.

Ouve um chiado, então uma porta ao lado da cozinha foi desbloqueada.

Rapidamente, Lynna correu para ela, antes de ouvir o chiado característico de um braço de metal.

É óbvio que a Hydra iria mandar o seu melhor agente para capturá-la de volta. Nenhum dos homens ali eram páreos para ela e seus poderes. Depois do Soldado, ela era uma das melhores em lutas corpo a corpo, se não fosse a melhor, uma vez que ela era bem mais leve e extremamente elástica, devido ao treinamento doentio na Sala Vermelha.

A porta levou-a a uma garagem, onde uma SUV preta rosnava para ela.

Lynna adentrou o carro, colocando o cinto.

— Iniciando protocolo de fuga. — uma voz feminina disse. — Ação autorizada por Fury, Nicholas J.

Os motores se tornaram mais barulhentos, então uma porta fora aberta na lateral. Automaticamente, o carro ganhou vida e correu para fora da casa, enquanto ela fora recebida por uma saraivada de balas.

— Não atirem nela! — Lynna ouviu a voz asquerosa de Rumlow. — Pierce a quer viva.

— Você pode ir mais rápido?! — a ruiva gritou para a inteligência artificial.

— Concedido.

O carro tomou velocidade, cantando pneu sob o cascalho, enquanto Lynna fazia o melhor que podia para ajudar a controlar o veículo, que começou a correr pela estrada. Ela via os veículos ficarem cada vez mais distantes, mas isso não dizia que ela estava segura. Se o Soldado estivesse por perto, ele daria um jeito de encontrá-la e capturá-la.

Uma mensagem apitou no para-brisas, com o endereço que Fury havia comentado, assim como uma mensagem dele.

Esconda-se bem, você estará segura ao lado do Cap, obrigado pela colaboração.

N.

— Siga o endereço do Capitão Rogers. — Lynna murmurou para a IA.

O carro acelerou e ela tirou as mãos do volante, irritada consigo mesma por não saber dirigir muito bem.

A viagem durou menos do que antes, logo ela estava na cidade e não havia nem sinal dos agentes da Hydra. Ela estava satisfeita de que havia conseguido despistá-los.

Deixou o carro no estacionamento do prédio que ficava à frente da residência do Cap em Washington, indo até o seu destino, tremendo dos pés à cabeça.

Assim que chegou ao andar correspondente, uma mulher loira de olhos castanhos a aguardava. Ela tinha uma expressão séria no rosto e por um momento, Lynna temeu que ela pertencesse à Hydra.

— Senhorita Angianova. — ela disse firmemente. — Sou Sharon Carter, do serviço especial da SHIELD. O diretor Fury me mandou para assegurar que você chegaria em segurança até o apartamento do Capitão Rogers.

A ruiva assentiu duramente, avaliando a agente com um olhar crítico, não confiando totalmente nela, mais isso era algo que ela carregava consigo sempre. A linguagem corporal de Carter lhe dizia que ela era leal a Fury.

— Certo. — disse por fim. — Obrigada, agente Carter.

A loira assentiu também.

— Aqui está a chave do apartamento. — a mulher estendeu-lhe um chaveiro. — Ele voltará daqui à uma hora, graças ao sucesso da sua missão.

Lynna assentiu outra vez, capturando o molho, incomodada que essa mulher estranha e relativamente bonita e atraente possuísse a chave do apartamento de um homem solteiro. Será que ele sabia sobre isso? Isso não parecia invasão de privacidade?

Desde quando eu me importo?

— Ah, e senhorita Angianova? — Lynna se voltou para a mulher após colocar a chave no trinco. — Eu agradeceria se não contasse ao Capitão sobre mim. Faz parte da segurança dele.

— Certo. — ela disse azeda.

Como um homem daquele tamanho precisaria da ajuda daquela loira aguada?

Irritada consigo mesma por estar com claros ciúmes, Lynna adentrou o apartamento, se recusando a pensar besteira de uma agente séria que apenas estava fazendo o seu trabalho.

Ela tinha que pensar que hoje em dia as coisas estavam diferentes da época em que ela havia crescido. De que as mulheres hoje ocupavam um lugar que jamais imaginariam ocupar naquela época, e que talvez a agente Carter estivesse realmente apta para proteger o ícone americano.

Bufando, ela trancou a porta, se instalando numa poltrona ao lado de um abajur, absorvendo o cheiro de seu dono.

Pela bagunça, ela podia dizer que essa residência servia de moradia para Steve desde bem antes de ela aparecer na Torre com Natasha. Havia coisas em lugares específicos, como se isso tivesse sido parte de um esforço diário.

A garota sorriu.

Ela imaginava que o Cap era louco por organização.

Ao lado da mesinha de centro, ela viu um porta retrato, onde Steve sorria amplamente, vestido em seu famoso traje de Capitão América, identificável até mesmo numa foto preto e branco. Ao seu lado, um outro homem também sorria. Ele vestia um traje escuro, provavelmente azul-marinho, ela não teria certeza. A expressão em seu rosto deixava-o ainda mais jovial.

Seu coração retumbou em seu peito, reconhecendo o sorriso no rosto dele, um sorriso único, endereçado a si somente uma vez em toda a sua vida. Jogou as pernas para fora da cadeira, apanhando a foto.

— Bucky? — ela arregalou os olhos para o jovem da foto.

Sua mente fértil imaginou o jovem com os cabelos maiores, então ela colocou o dedo na frente de seu rosto, cobrindo seu nariz e boca.

As lágrimas já escorriam livremente pelas suas bochechas, ela só se deu conta quando o primeiro soluço escapou.

— Lynna? — a voz de Steve tirou sua atenção do porta-retratos, fazendo-a encará-lo com os olhos embargados. — O que está fazendo aqui?

— Você é o amigo dele! — ela murmurou, catatônica, mostrando-o a foto onde ele sorria ao lado de seu irmão. — É ele, Steve. O Soldado Invernal é ele.

Notas finais
E aí? O que achou do cap? Peço que perdoem os erros se houver algum. Até quarta-feira!