The Captain and The Petal.
49 Forty-seventh Chapter. - Possible answers to major problems.
Notas iniciais

Possíveis respostas para grandes problemas.
— Então, você disse que ela disse que viu tudo? — Marnie perguntou-lhe, cruzando os braços, enquanto ele e Bucky adentravam a sala. Todos os seus amigos já estavam lá. Pelo menos os que ainda estavam em Wakanda (Clint e Scott estão em prisão domiciliar, até que Fury possa resolver essa patacoada do Acordo de Sokovia).
— Sim. — ele respondeu simplesmente, arrastando uma cadeira para si. — Onde ela está? — perguntou um tanto quanto preocupado, uma vez que se ela visse que todo mundo havia sumido, ela iria procurá-los e isso acabaria em desastre.
— Numa consulta. — Hanna respondeu. — Eu queria ir com ela, mas ela insistiu para ir sozinha...
A sala embarcou num silêncio meio desconfortável, até que a ruiva anã pigarreasse.
— Eu tenho algo para você, algo que pode comprovar a sua inocência, algo que vai além da minha percepção sobre os seus sentimentos. — ela disse, apertando um botão do controle ultramoderno que havia disponível para eles numa das salas de reuniões do rei T'Challa. — Ontem à noite, eu enviei um email para uma amiga minha, uma agente da SHIELD que me ajudou muito na minha... no meu processo de desintoxicação. — ela baixou os olhos e ele tentou passar-lhe sentimentos de suporte. A pequena havia sofrido maus bocados nas mãos de seus captores e ele não queria que ela se lembrasse disso. Marnie era mais uma da lista daquelas pessoas que se ele pudesse, sentiria todas as dores que ela havia sentido, apenas para que ela não sofresse mais. — Você poderia parar? — ela arqueou a sobrancelha para ele. — Eu não quero chorar.
Bucky pigarreou.
— Então, o que você tem a nos mostrar?
Marnie ergueu o queixo.
Esses dois tinham algum desconforto entre si desde que ele os havia apresentado. Steve pensava que era em relação ao fato de Mary Elizabeth ser uma empata, e que seus poderes são fortes o suficiente para manipular as emoções das pessoas da forma que ela quisesse, era isso o que ela era obrigada a fazer, antes de ele e Anna salvarem-na daquela base militar da Marinha do Brasil no Rio de Janeiro.
— Este vídeo foi recuperado da Base Antiterrorismo da CIA em Berlim, no dia e na hora exata em que vocês estavam lá. — ela respondeu, antes de clicar num botão, e o vídeo pausado, que mostrava ele, Sam e Sharon conversando sobre a possibilidade de alguém ter incriminado Bucky para tirá-lo de seu esconderijo seguro apareceu na tela.
— Recuperado? — ele arqueou a sobrancelha para a ruiva de franja, que cruzou os braços, fazendo um bico.
— Qual é, Estevão Rogérios, tu nem é mais o Capitão América! Corta o sermão e apenas aceita. Eu estou tentando salvar a tua cavidade anal de ser perfurada por uma lâmina afiada durante o seu sono! — ela disse, fingindo estar irritada.
Metade da sala segurou o riso. Ok, todos menos ele.
— Marnie está certa, Steve. — Han saiu em seu socorro. — Para entendermos o que se passou, precisamos jogar sujo.
Ele soltou um suspiro, relaxando, mas não completamente. Ele não gostava da ideia de ter Marnie se arriscando roubando coisas do banco de dados do governo por causa dele, mas não era como se o governo fosse ceder as imagens para eles, então...
Fica de boa, ouviu a voz dela em sua mente e tentou o seu máximo para não se assustar. Era meio estranho quando ela fazia isso, às vezes. Ela não era uma boa telepata. Na verdade, ela quase não possuía poderes telepáticos, e isso era o que mais lhe assustava.
— Ok. — respondeu. — Vamos assistir logo isso.
Com um sorrisinho convencido, Mary deu play.
— Infelizmente, eu não tenho o áudio. Era querer demais, não é? — deu de ombros. — Então, eu vou narrar. — ela ligou a luz de lazer para apontar melhor a situação. — Vejam, este é o momento em que Carter, Sammy e Stevie estão conversando sobre algo que eu não sei e que não importa agora. — suspirou, tentando não revirar os olhos para o fato de que Mary só o chamou de “Stevie” para atormentar Bucky. Logo vídeo acabou, quando Steve dá dois passos na direção de Sam, enquanto olhava Bucky através da tela que havia naquela sala de reuniões, e tentava não olhar para baixo, para não encontrar o seu olhar com o de Lynna. Ele não sabia se ela estava disposta a enfrentá-lo, e não queria incomodá-la. — Agora, este é o momento em que Lya sai da sala. Ela já está um pouco alterada, mas não é algo tão preocupante. Até que... — as filmagens mostram sua namorada olhando fixamente para cima, antes dela soltar um soluço e escorregar seu corpo contra a parede. Era uma imagem tão perturbadora, que ele queria poder tirar a vista, ele queria poder segurá-la contra si, mas não podia, e isso lhe deixava completamente frustrado. — Agora... vamos comparar as duas filmagens, tiradas no mesmo dia, e exatamente na mesma hora. — Marnie fez o prometido, agora os dois vídeos rolavam na tela, repetindo e repetindo, como se fosse um... como era o nome daquilo... um gif? Ah, sim, um gif. — Vejam que no exato momento em que Steve se aproxima da jaqueta de Sam e toca nele, é o exato momento em que Lynna desaba no chão, agora eu pergunto, o que aconteceu para ela ter essa reação?
Bucky solta um rosnado literal, assustando e atraindo a atenção de todos.
— Foi ela. Foi a desgraçada da Pétala. — ele respondeu à pergunta silenciosa de todos.
— Eu pensei que a Pétala fosse ativada apenas por um soro. — Hanna franziu o cenho. — Como o soldado, que é ativado pelas palavras e pela cadeira...
O moreno negou.
— A Pétala sempre foi meio que uma entidade. Ela sempre mexeu com a cabeça de Lya. Antes eu achava que deveria ser fruto da minha imaginação, ela sempre estar falando sozinha, como se ela estivesse falando com alguém... Agora eu sei que está tudo em sua mente. Desde que a Hydra havia começado a mexer com o corpo dela... e ela vinha sofrendo esse tempo todo calada... — amargurou.
Algo clicou em sua mente e Steve arrastou a cadeira para trás, exasperado.
— Claro! — ele disse alto, atraindo a atenção para ele. — Ela me disse isso, no nosso primeiro encontro, ela me disse que a Pétala havia desencorajado-a sobre nós.
— Merda. — Bucky xingou. — Precisamos tirar essa coisa de dentro dela.
Todos concordaram.
— Mas antes, precisaremos provar a sua teoria, James. — Pietro disse formalmente e Wanda assentiu, afirmando suas palavras.
— Eu não consigo entrar em sua mente. — a Feiticeira disse, franzindo as sobrancelhas. — Mas sempre que eu tentava, eu realmente encontrava um bloqueio difícil... quase que agourento.
Seu coração acelerou.
Havia um ser mexendo com a cabeça de sua Anna ele não poderia deixá-la sofrer dessa forma.
— Precisamos fazer um movimento rápido, pois se isso for verdade, essa coisa pode fazê-la definhar até a morte. — Marnie se pronunciou, sombriamente, literalmente fazendo com que os pelos de todo mundo se arrepiassem, até mesmo os de Bucky, que parecia ser meio que imune a ela. — E eu não estou falando apenas do desgaste cerebral, e sim de uma depressão. Se ela cair em depressão, seu fim será bem rápido.
Aquilo o abalou.
Ele não podia permitir que aquela coisa a matasse aos poucos. Ele tinha que fazer algo para impedir o seu sofrimento, por mais que ela não quisesse vê-lo nem pintado de ouro.
Se havia uma possibilidade de fazê-la voltar para ele, ele estava de cabeça para baixo nisso.
— Conte-nos seu plano. — Wanda voltou a falar. — Seja o que for, acho que todos nós estamos dispostos a fazê-lo, certo?
Todos assentiram. Não havia mais questionamentos.
*
Era um fato de que Lynna havia ficado um pouco insegura quando a doutrora Kota lhe mandou uma notificação para uma consulta de rotina. O seu maior medo, era de que as suas suspeitas sobre uma gestação hipotética fosse confirmada, então seu mundo estaria completamente arruinado.
O que ela daria a essa criança, se ela fosse real?
Ela não tinha nada além de uma mente quebrada. O que seria dessa criança?
Por isso ela não podia levar Hanna consigo, pois se o seu resultado fosse positivo, ela seria a primeira sirene a disparar para aquele que não deve ser nomeado, mas que não é o Voldemort e tudo realmente estaria perdido.
Respirou fundo e girou a maçaneta, após estar parada na frente do consultório há pelo menos uns cinco minutos.
A mulher de pele escura e cremosa não lhe julgou por isso, apenas abriu um sorriso amplo de dentes perfeitamente alinhados e induziu-a a sentar-se.
Lynna arrastou a cadeira e sentou-se pesadamente, encarando a doutora, tentando não parecer desesperada quando ela começou a abrir os envelopes com os seus exames.
— Bem, senhorita Angianova... — encarou-a, finalmente. — Seus exames estão todos regulares, sua infecção está sendo controlada, e eu indico que continue tomando os medicamentos que prescrevi por pelo menos mais duas semanas, sempre alternando-os, como foi instruído à senhorita Nuri. Acredito que ela a ajudará nisso, certo? — a ruiva assentiu. — Ótimo. Além disso... eu não vejo nenhuma alteração em seu quadro.
Ela suspirou, respirando fundo, antes de perguntar.
— Então... a fonte dos enjoos que eu tive... foi tudo culpa da infecção... ou da bactéria...?
A mulher franziu o cenho.
— Assim como os médicos da prisão de segurança, você também imaginava que estaria esperando um filho? — ela perguntou-lhe docemente, como se tentasse confortá-la.
Lynna não pôde se impedir de corar. Era tudo tão ridículo... deixar-se levar por uma suposição tão idiota e inviável.
Tão idiota, tão inviável, mas tão desejada...
— Sim. — respondeu simplesmente.
— Bem, eu confesso que a primeira coisa que li sobre o seu caso, depois de sua cirurgia, foram todos os testes de gravidez feitos através de suas amostras de sangue e urina que vieram da Jangada. — ela respondeu, para depois dar-lhe um olhar de compaixão. — Todos eles foram inconclusivos... e negativos. Sinto muito.
Apesar da clara decepção em seu olhar, ela assentiu.
Como eu havia dito, é ridículo.
Sorriu para a doutora.
— Então... isso é tudo? — perguntou-lhe preparando-se para se levantar.
— Sim. — a mulher respondeu, não entendendo o peso magoado de suas palavras. — Eu marcarei outra consulta em breve, logo após o fim do seu tratamento. Até lá, lembre-se de tomar os remédios certos e se alimentar bem. — finalmente a ruiva se levantou. — A senhorita, apesar da idade apresentada nos documentos, possui um organismo jovem, senhorita Angianova. Ainda haverá muitas oportunidades para se tornar mãe.
Ela sorriu para a doutora Kota, que no auge de seus cinquenta anos, ostentando uma pele brilhosa e sem rugas de dar inveja a qualquer mulher de trinta, sorriu-lhe, como se estivesse tentando lhe dar forças.
Quando ela fechou a porta atrás de si, não conseguia entender a decepção que sentia.
Andou – lê-se correu – de volta para o quarto, batendo a placa de madeira atrás de si, tocando seu ventre vazio, soluçando.
Por que ela não podia ter um pouco de felicidade ao menos uma vez na vida?
Por mais que isso lhe aterrorizasse até os ossos, ela queria ao mesmo tempo.
Sempre havia sido o seu desejo... o de ser mãe.
Ela queria poder ensinar a seu pequeno bebê como montar a cavalo, a como balbuciar as músicas que sua avó cantava em russo, ela queria que uma parte do loiro estivesse crescendo dentro dela, uma parte pura, que mostrasse para ela que pelo menos, o seu sentimento fora real...
Mas não, ela estava seca.
Arrastou-se para a cama, deitando-se em posição fetal.
De alguma forma, ela conseguiu afastar todos os pensamentos ruins que vinha tendo desde a confusão em Lagos, focando apenas no filho que a Hydra a privou de ter. Seu coração já estava em frangalhos, e agora, havia mais isso.
Como alguém poderia aguentar viver com tanta decepção?
Ela era um ser terrível mesmo. Um monstro que não merecia nenhum tipo de amor.
Era tudo sua culpa, toda essa merda que estava acontecendo.
Essa era a sua penitência, e ela só podia aceitar isso.
*
Mary sentiu lentamente conectar-se com as emoções de Lynna, quase chorando ao sentir a dor dela. Ela não entendia o porquê, mas a outra ruiva sentia-se enlutada por alguma coisa.
Era agora ou nunca. Eles precisavam de uma prova de que a tal Pétala estava mesmo manipulando a mente de sua amiga. Ela precisava senti-la.
Abriu lentamente a porta que Wanda havia destrancado, encontrando Angianova dormindo em posição fetal, segurando sua barriga. Ela estava tendo complicações na cirurgia?
Seu coração acelerou e ela tocou sua pele, não sentindo aquela febre incandescente que outra ruiva sentia nos primeiros dias quando Marnie havia chegado ali, logo após sua saída do centro cirúrgico.
Respirou fundo e fechou os olhos, tentando pescar todas as suas emoções, tomando cuidado para não invadir demais sua privacidade, ela só precisava chegar até o seu núcleo pelo caminho mais fácil, sem se aprofundar em sua tristeza.
Do nada, a atmosfera aparentemente calma mudou completamente.
Mary sentia-se fria, doente, amarga, uma aura pesada se apossou de seu corpo e ela viu. Literalmente viu.
Havia uma massa rósea ao redor do corpo de sua amiga, sondando-a como um parasita. Essa massa tomou a forma corporal de Lyanna, apenas com algumas poucas alterações, como a roupa que ela usava, que era um collant preto de balé com sapatilhas pretas de veludo, batom preto e o olhar desvairadamente insano em seu rosto.
“O que você está fazendo aqui, enxerida?”, a coisa perguntou. Sua voz parecia aquelas vozes clichês que os filmes de terror usavam para as entidades que se apossavam das pessoas. “Você não é bem-vinda, e você não pode impedir o que está acontecendo. O processo está entrando na fase final, então... SAIA!”.
Aquele grito agourento sacudiu a sua alma, mas ela não soltou.
Então, a criatura avançou para ela, agarrando fisicamente seu pescoço e forçando-a a se jogar para o chão, para finalmente tirar suas mãos do corpo de Lya, que apenas se sacudiu em seu sono provavelmente sem sonhos.
A coisa se dissolveu entre seus dedos, deixando um cheiro forte de flor de cerejeira no ar, quase que enjoativo.
Aproveitando a deixa, ela correu para fora do quarto, assentindo para Wanda trancá-lo de volta, então correu sem dizer nada, retornando à sala onde todos estavam reunidos.
Marnie não aguentou as fortes emoções e caiu nos braços de alguém, sendo rebocada por essa pessoa, enquanto chorava copiosamente.
As desgraças de ser uma empata.
Ela não tinha como controlar o desespero de sentir a dor de alguém, muito menos a de um amigo.
Alguém tocou seu rosto e raios vermelhos foram disparados, na tentativa da acalmá-la. Logo os raios vermelhos se tornaram a figura de Wanda. Ela também possuía poderes empáticos. Não era algo incrivelmente forte, como os dela, que fora completamente alterada para absorver os poderes, mas ainda sim, era alguma ajuda.
A ruiva tragou o ar com dificuldade, percebendo que fora Pietro quem havia lhe amparado.
— Ela é uma coisa horrível. — Marnie sussurrou embargadamente, entre lágrimas. — Aquela coisa está matando a minha amiga, e ela está quase finalizando o serviço. Foi isso o que ela disse a mim, antes de literalmente me agarrar pelo pescoço e me empurrar para longe do corpo de Lya... Barnes, o que acontece se ela se quebrar por inteiro?
Ela viu o olhar hesitante do supersoldado moreno e se sentiu frustrada por não poder ler as emoções dele.
— Ela assume. — o homem murmurou por fim, sabendo que não podia esconder isso dela, não quando ela havia visto o pior de sua amiga/irmã. — A Pétala assume o controle total do corpo de Lya, como o médico da Hydra havia falado. Eu não sei como ela foi colocada lá, mas sei que devemos encontrar uma maneira de extraí-la o quanto antes. Se a Pétala assumir, nós perderemos Lya para sempre.
— Precisamos falar com a princesa Shuri. — ouviu Steve se pronunciar. Ele sentia-se apreensivo, triste, ok, triste não, devastado, irritado (provavelmente com a Pétala), esperançoso... era um misto de emoções, que talvez agora, ela não conseguisse classificar com firmeza. — Ela deve ter alguma ideia para começarmos a pensar. É a nossa melhor chance.
Todos assentiram.
— Eu falo com ela. — Barnes disse, levantando-se.
— Boa sorte. — Mary não sabe exatamente o porquê de ela ter dito aquilo, especialmente para aquele ogro, dono de toda a grosseria e frustração que ela conhecia, mas disse.
O moreno assentiu e fechou a porta atrás de si, deixando-os para trás, enquanto eles deliberavam sobre as possibilidades de extrair a entidade sem danificar ainda mais o cérebro da hospedeira dela, enquanto Mary tentava se acalmar.
*
Um mês depois...
Com o passar das semanas, logo Lynna teve liberdade para poder caminhar pela floresta que cercava a ala do palácio onde a outra metade dos Vingadores – como Mary costumava falar – fora hospedada pelo rei.
O lugar era tão lindo e tão calmante, que ela tomava a liberdade de esquecer-se de seus problemas por um tempo, apenas sentindo o cheiro das plantas, sentindo a terra molhada em seus pés...
Desde que havia chegado lá, ela fora presenteada com alguns vestidos que representavam a cultura wakandana. Era um misto de cores vibrantes e figuras geométricas, que muitas vezes contrastavam com o tom de sua pele e com o tom de seu cabelo. Ela os achava incrivelmente bonitos.
Pela primeira vez na vida, ela se sentia como uma princesa de verdade.
Agora, ela estava voltando pelo caminho mais longo de sua caminhada da tarde. A doutora Kota lhe disse que era bom que ela caminhasse, isso ajudaria na sua recuperação, enquanto a psicóloga que estava disponível para o time lhe disse que caminhar por entre as árvores fazia bem para a sua saúde mental.
Particularmente, Lynna não gostava de psicólogos. Ela não precisava de outra pessoa dizendo algo que ela já sabia que era. Louca. Ela odiava ser chamada de louca, e ir a um psicólogo, era como se estivesse assinando esse atestado, coisa que ela jamais iria fazer em toda a sua vida.
Contudo, fora obrigada a ter consultas com a mulher irritantemente mais calma que a ruiva anã, porque Marnie sentiu a sua dor quando ela acordou depois daquela consulta com a doutora Kota, quando ela descobriu que não iria ser mãe.
Respirou fundo e levantou a barra de seu vestido, impedindo-o de sujá-lo, para depois arrastar suas rasteirinhas sob o chão áspero das escadas de pedra que a levariam de volta para o alojamento, retirando o excesso de terra delas. Ela não queria voltar a pensar nisso.
Subiu os degraus graciosamente, fingindo ser uma princesa de volta ao seu palácio, então caminhou silenciosamente para dentro, checando a área com seus ouvidos aguçados, em busca do som da voz daquele que não deve ser nomeado, mas que não é Voldemort, suspirando aliviadamente ao se dar conta de que ele não estava na sala de estar.
Contudo, alegria de pobre dura pouco.
Logo ela o viu, em toda a sua beleza gloriosa, caminhando como se estivesse numa passarela, com sua camisa cinza muito bem agarrada ao seu corpo e com aquela calça de moletom que enfatizava ainda mais as suas coxas. Ao seu lado estava...
— Stark? — sua voz saiu mais surpresa do que magoada.
Ambos os homens pararam bruscamente.
Rogers tinha um olhar de preocupação em seu rosto, quase como se ele realmente se preocupasse com ela. E Stark, bem, já esse tinha todos os tipos de emoções brilhando em si. A primeira delas era remorso.
— Lynna... eu... eu fui um completo idiota.
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