The Captain and The Petal.
51 Forty-ninth Chapter. - Operation Woodcutter and unwanted reactions.
Notas iniciais

Operação Lenhador e reações indesejadas.
— Eu tenho uma teoria não muito científica de que: se a rainha do drama perceber que o seu objeto de desejo é ela, talvez, ela comece a questionar o que sua mente viu e comece a se abrir para a possibilidade de ter sido influenciada pela Pétala. — Mary disse, deliberadamente sentada num dos equipamentos da academia que ficava no alojamento que T'Challa disponibilizou para eles. — Eu não sei se vai dar certo, mas não custa nada tentar.
— Diga-me Steve... você já tentou seduzi-la alguma vez, além do dia de seu aniversario? — Natasha perguntou através da videoconferência, fazendo todos ao redor dela soltarem uivos, fazendo-o corar.
Ele sentiu seu rosto, pescoço e torso queimarem com a arqueada de sobrancelha que seu amigo havia lhe dado.
— Bem... — ele coçou a nuca. — Eu a deixava assumir o controle...
As garotas apoiaram seus respectivos queixos nas mãos, olhando-o com um explicitamente olhar fingido de paixão.
— Awn, isso é fofo, cara! — Marnie disse, como a pequena merda que ela era. — Mas se quiser ter uma chance agora, você tem que ser dominante, tem que mostrar a que veio, tem que chegar e arrasar, mas sem bater o tacape, pelo amor de Deus! As garotas modernas não gostam de caras da idade da pedra! — ela soltou um suspiro. — Por isso, eu preparei alguns passos para te deixar nos trinques para reconquistá-la.
Rogers arqueou a sobrancelha.
— Ah é? E quais seriam esses passos? — perguntou, permitindo que seu lado irônico se mostrasse.
Marnie deu-lhe um sorriso que o fez temê-la.
— Bem... já que perguntou... — ela desceu do equipamento e caminhou até o quadro branco que havia ali, então escreveu algumas palavras em sua caligrafia criptografada que só ela entendia. — O primeiro passo é a aparência. Você não vai conseguir seduzir ninguém com a sua aparência de príncipe da Disney. — suspirou, para depois revirar os olhos para os olhares indignados de Wanda e Hanna. — Ok, ok, você é bem seduzente do jeito que é e há um charme em sua aparência de príncipe, mas é muito certinha. Não. Se você quiser uma abordagem hostil, vai ter que ir para o lado clichê da coisa: as garotas geralmente preferem os bad boys. — ele arqueou a sobrancelha e se apressou em tentar dizer alguma coisa, mas ela lhe mandou um olhar de ‘fica quieto que eu ainda não terminei’, então ele recuou. — Para isso, precisaremos ativar o kit que funciona para quase todos os homens: barba, cabelos e músculo.
— Eu pensei que eu já tivesse músculo o suficiente. — Steve protestou, colocando as mãos na cintura.
Os olhos verdes de Marnie cintilaram em divertimento.
— Meu amor... mais é sempre mais. E no seu caso, mais é essencial. — respondeu-lhe, começando a escrever algumas coisas no quadro branco, enquanto Bucky olhava para ela como se a mesma fosse louca. — Você vai abolir a gilete da sua vida. Eu vou ter certeza de quebrar e jogar no lixo tudo o que você tenha. A partir de hoje, vai ser sua meta de vida crescer uma barba. Eu tenho um óleo incrível que vai te ajudar com isso. — sorriu-lhe. — Seu cabelo também pode crescer. Estamos indo para um look motoqueiro/badboy/lenhador sexy. E músculos... precisamos aumentar a sua rotina de treinamento urgentemente. Então... alguma sugestão, meninas?
— Que tal pelos corporais? — Hanna sugeriu, fazendo-o arquear a sobrancelha. — Você possui pelos corporais, não possui Steve?
Bucky riu.
— O soro te deu isso? — caçoou dele. — Santa mãe, esse garoto tinha dois fios de cabelo no peito e se exibia vergonhosamente por isso.
O loiro revirou os olhos.
— Não eram apenas dois fios, Buck! — resmungou, cruzando os braços.
— Eles aparecem, ou são tão claros quanto o seu cabelo? — Marnie perguntou, tentando ignorar o seu constrangimento. Sem sucesso.
— Eles são visíveis! — ele disse entre dentes. — Agora dá para parar falar sobre isso?
Ela voltou a anotar algo no quadro.
— Você vai parar de depilar o peito também. — disse-lhe de maneira alheia, enquanto ainda escrevia no quadro. — Quanto mais selvagem, melhor.
Oh cara, Steve estava literalmente fodido.
*
Ele nunca pensou que uma rotina de treinamento poderia ser tão irritantemente cansativa, mas lá estava Mary Elizabeth DeLavega para provar-lhe o contrário. Ela tinha sido sua carrasca por quase dois meses inteiros, fazendo-o treinar dia e noite um troço chamado crossfit, que foi inventado por alguém sem amor no coração, mas que verdadeiramente tinha lhe dado muito ganho de massa muscular, então ele tinha que agradecê-lo depois de xingá-lo.
Steve estava um pouco incerto de que a reação de sua Anna seria positiva. Ela meio que o odiava agora, então poderia ser algo indiferente para ela.
Estes seus pensamentos lhe renderam uma tapa na nuca de Mary, que vivia lhe dizendo para confiar em seu taco e nos entendimentos dela sobre os sentimentos de sua violeta, o que o fazia sentir vergonha. Ele não sabia quais eram esses sentimentos, mas ele esperava que fossem positivos.
Faltava apenas uma semana para eles finalmente voltarem ao Complexo.
Shuri havia feito avanços no estudo sobre o tratamento de extração do parasita que vivia dentro de Lynna e também havia feito um progresso incrível com Bucky, que agora vivia para cima e para baixo com o animal de estimação que ele havia ganhado da princesa, seguindo as prescrições médicas dele.
Seu amigo havia apelidado a fêmea de Lya, e com toda a certeza do mundo, ele apanharia por isso, Steve só podia prever a reação dela.
— Mais rápido e sem moleza, Rogers! — Marnie gritou do fundo do ginásio, fazendo-o resmungar e jogar o pneu de trator para longe, que caiu com um estalo forte. — E se comporte, mocinho! Seja um bom menino.
Ele grunhiu.
— Por quanto tempo eu vou ter que fazer isso? — perguntou, visivelmente enfadado.
A ruiva anã soltou um suspiro.
— Até quando eu disser que está bom. — respondeu-lhe monotonamente, como nas doze últimas vezes em que ele havia feito essa mesma pergunta. — Não foi você que disse que poderia fazer isso o dia todo?
Resmungou.
Ok, talvez ele fosse um pouquinho apressado demais.
— Eu acho que já tenho massa o suficiente, Marnie! — disse arrastado. — Eu não posso me ausentar por muito tempo do Complexo... as pessoas precisam de mim!
Ela fez um gesto de descaso.
— Você quer a sua Anna de volta ou não? — golpe baixo. Ela balançou as sobrancelhas, fazendo-o revirar os olhos. — O mundo ficou sem o Capitão América por uns três meses numa boa. Você não deve mimá-los desse jeito.
Ele arqueou a sobrancelha para a amiga e negou com a cabeça, partindo para outro equipamento, foi quando a princesa Shuri adentrou a sala com um Bucky muito encabulado atrás dela.
— Pessoal, eu quero que vocês vejam em primeira mão, o fruto do meu trabalho árduo com a múmia. — ela disse, com seu bonito sotaque wakandano, referindo-se ao seu amigo como o modo de sepultamento dos antigos faraós. — Aqui está! — ela deu pulinhos de animação.
Então, Bucky finalmente adentrou a sala, expondo seu mais novo braço de metal, cuja instalação acontecera durante oito preocupantes horas.
Depois de muita discussão, seu amigo teimoso finalmente chegou à conclusão e aceitou o braço de Shuri, desenhado por Tony.
Estes dois últimos possuíam um vínculo estranho, mas lhe alegrava saber que a turbulência havia passado, então ele não questionava.
— Ficou bom, Barnes! — Marnie foi a primeira a falar, sorrindo (ou tentando) amigavelmente para ele.
Esses dois eram outros que possuíam um vínculo estranho.
Ele sorriu envergonhadamente.
— Marnie está certa. — Steve comentou. — O braço ficou mesmo bom em você.
Para atestar o que ele estava falando, Lya, o animal, caminhou até ele, lambendo a ponta do metal.
— Ah, obrigada! — Shuri comentou animadamente. — Eu te disse que estava bom, seu teimoso! — Bucky abriu a boca para protestar, mas ficou quieto com a cortada que a princesa lhe deu. — É todo trabalhado em vibranium, feito para ser mais leve e... — ela fechou a mão de Buck, sorrindo para eles. — Não faz aquele barulho ruim do qual ele vivia reclamando.
O moreno revirou os olhos.
— Obrigado, vossa... — o loiro freou o cumprimento, lembrando-se de que a garota insistentemente lhe obrigou a chamá-la apenas pelo seu primeiro nome. — Shuri. Obrigado.
Ela sorriu.
— Não há de quê. — disse-lhe. — Eu que agradeço! Estou sempre procurando por desafios, e esse com toda a certeza foi o melhor de todos, acho que sou boa nisso.
Eles sorriram.
— Com toda a certeza. — Marnie levantou a bola dela.
— Obrigado Shuri. — Bucky disse sorrindo gentilmente para a princesa.
Ela fez um gesto de descaso.
— Agora eu preciso ir. — disse-lhes. — Ah! E eu já ia me esquecendo! Há uma ligação pendente para vocês, é do diretor Fury!
Marnie pulou para longe do equipamento.
— Eu atendo, e você — apontou para Steve. —, continue a treinar, quero ver o monstro saindo da jaula!
Então ela correu para o telão, apertando o botão para ligar a tela, que mostrava a face insatisfeita do diretor da SHIELD.
— Eu preciso de vocês no Complexo. Urgentemente. — disse-lhes curto e grosso. — Você também Barnes. A partir de agora, você é um vingador.
*
— Esta é uma base alemã que fora desativada nos anos quarenta, durante a Segunda Guerra Mundial. — Fury disse para eles, mostrando-lhes as imagens de satélite e imagens próximas da tal base. — Recentemente, recebemos informações de que ela foi reativada, e que as pessoas relacionadas a ela são cientistas da Hydra.
— Pelo visto, nem todos os ratos afundaram com o navio. — Bucky resmungou.
O diretor assentiu.
— Você tem razão Barnes. É por isso que eu o trouxe aqui, por causa do seu conhecimento das bases dele. — disse-lhe. — Acha que pode participar desta missão com o time?
Ele ergueu o queixo.
— Levando em conta as informações que o senhor me deu, sim senhor, eu posso ir. — o moreno assegurou-lhe.
Fury assentiu mais uma vez.
— Isso é ótimo. — disse. — Agora, vão.
Eles se levantaram e cada um vestiu seu uniforme usual.
Steve havia se esquecido de quanto tempo havia se passado desde que ele havia usado o seu uniforme vermelho, branco e azul... parecia ter sido uma eternidade, por mais que só tivessem se passado uns três a quatro meses.
Ele encontrou Bucky no corredor, parecendo outra pessoa sem o traje do Soldado Invernal. Ele não o usava mais desde o início do tratamento, e das consultas com a psicóloga. Um novo uniforme fora feito para ele, muito parecido com o que ele usava nos anos 40 com o Comando Selvagem. Aquilo trouxe um sorriso à sua face.
Eles estavam lutando juntos outra vez.
— Bem, todos esses dias de treinamento intensivo fizeram milagres, não foi? — Marnie o assustou, caminhando até ele. — Seu traje ficou incrível com o seu novo look. Você tem que ver a sua bunda. Está incrível!
Steve revirou os olhos.
— E você quer que eu lhe agradeça por ter sido a minha carrasca? — questionou-a, sorrindo ao ver o seu bico.
— Eu sou sua personal. — disse-lhe, indignada.
— Você não é formada.
Ela deu de ombros.
— E aê, gente linda... — Hanna apareceu no corredor, fazendo uma carinha de aprovação. — Gostei de ver! A repaginada deu muito certo. Eu aposto que a estressadinha vai ter a melhor reação possível quando te ver.
Ele franziu o cenho.
— Por falar em Anna... onde ela está? Ela não vai na missão conosco, vai? — perguntou preocupado, por conta do teor das informações recebidas sobre a missão. Ele não queria que ela ficasse ainda mais debilitada com isso.
— Não, ela sequer sabe que vocês estão aqui. — Han respondeu. — Eu a deixei trancada em seu quarto, assistindo Netflix.
— E além do mais, nem todos precisarão ir. Isso quer dizer que o Complexo será seguro até nós voltarmos. — Marnie completou.
— Nós? — o loiro perguntou, arqueando a sobrancelha.
— Eu estou indo, Steven, quer você queira, quer não. Precisamos de mais pessoas que possuam seus pensamentos acima da cintura possível. — então ela saiu.
Hanna deu de ombros e ele pegou seu escudo, prendendo-o nas costas, para depois ir em direção ao quinjet, acenando para a pequena antes de virar a esquina.
*
Por dois malditos meses, Rogers prendeu o seu melhor amigo em Wakanda.
O que será que havia acontecido? Será que Bucky entrou no gelo, mesmo depois de ter prometido a ela que não iria? Será que o povo wakandano quis prendê-lo, de alguma forma? Será que ele fugiu com o loiro e lhe abandonou para ficar sozinha com um bando de perturbados?
Sua mente girava em torno de muitas perguntas, quando Hanna lhe chamou a atenção.
— Ei! Quando esse troço fica pronto?! — questionou-a, fazendo Lynna chiar ao enfiar o dedo sem querer na mistura borbulhante do chocolate quente, com o susto.
— Você está maluca? Ninguém assusta uma pessoa que está cozinhando, Hanna Nuri! — resmungou, desligando a panela e despejando parte da mistura no copo de Han, colocando três marshmallows no topo. — Aqui está. — entregou-lhe a bebida, fazendo-a sorrir docemente.
— Desculpa, Lya. É que eu só estava sentindo o cheiro e essa coisa cheira muito bem. — a ruiva sorriu com o elogio, então a pequena soltou um gritinho ao checar o seu celular. — Buckinho está chegando!
— E a que horas ele chega? — perguntou-lhe animadamente, despejando o conteúdo da panela em seu copo rosa.
— O quinjet já pousou.
Seu coração deu um solavanco, fazendo-a colocar o lacre de seu copo juntamente com o seu canudo de plástico no automático.
Ela já estava quase levando o rolinho à boca, quando freou no meio do ato.
Da posição em que ela estava, atrás do balcão da cozinha, ela viu alguém vestindo o traje de Capitão América, um completo desconhecido.
Pera aí! Eles substituíram Rogers?!
E ainda mais por um Adônis?
Sem pudor algum, seus olhos escanearam o corpo da pessoa desconhecida.
Ele tinha as mangas roladas para cima, parando antes do cotovelo, deixando à mostra as veias proeminentes de seus braços, o charme de todo cara fortão.
O homem possuía uma barba loiro-escura e espessa, que emoldurava perfeitamente o seu rosto, como se ele tivesse acabado de sair do barbeiro. Seus cabelos estavam mais ou menos na altura das maçãs proeminentes de suas bochechas, dando-lhe um visual selvagem, mas gourmet.
Seu coração disparou em seu peito e ela imediatamente sentiu-se atraída pela figura.
Vai ver é só a porcaria do traje.
Ele caminhou na sua direção, com Marnie atrás dele, seguido de Natasha, Sam e... Bucky? Ok, esse desconhecido tomou tudo de Rogers? Que bizarro!
Então, o mundo ao seu redor simplesmente parou.
Os olhos do “desconhecido” encontraram-se com os dela, fazendo-a reconhecer o calor vulcânico que eles traziam, o mesmo calor que ela encontrava quando apagava a luz do quarto e o puxava pela gola da camisa, ou quando qualquer um dos dois chegava de suas respectivas missões, querendo fogo.
Aquele homem hiper gostoso que caminhava para ela, com o uniforme quase explodindo as costuras, tendo cada contorno de seus músculos sendo delineados pelo tecido de kevlar não era meramente um desconhecido...
Aquele homem era Rogers.
Puta. Que. Pariu!
Para o mundo agora, porque ela estava completamente chocada.
Não, não podia ser, ela simplesmente não conseguia acreditar!
Algo clicou em sua mente e suas bochechas pegaram fogo.
Ela não poderia ter literalmente materializado a sua maior fantasia sexual depois de quase quatro meses sem nenhum toque íntimo de qualquer tipo, levando em conta que ela fazia coisas, mesmo que “rápidas” praticamente todos os dias em que ela e seu ex estavam disponíveis, poderia?
Bem, Marnie, Tasha, Buckie e Sam não estariam nessa fantasia...
Engoliu em seco, sentindo o calor subir, descer e se alojar em sua amiga Ophelia, que segundo o ditado, estava literalmente batendo palmas.
Ela não tinha nenhuma chance de defesa. Nem como disfarçar.
A porcaria do par de shorts de seda que ela usava com uma regata que mal cobria o seu umbigo, denunciava através da mancha crescente o quanto ela ficou feliz em rever o loiro.
A maldita da Marnie deu-lhe um sorrisinho malicioso.
Eu juro que vou esfregar a cara dessa quenga ruiva num asfalto. Afogar ela num poço!
Se controla, é só um corpo!
Mas é um corpo tão lindo que eu tenho que escalar como uma árvore!, uma vozinha irritante, mas que não pertencia à Pétala disse em sua mente. Eu quero tanto... me dá?
Ela respirou fundo, tentando controlar suas emoções e a festa que estava acontecendo com os seus hormônios, tentando dizer a si mesma que aquele cara que caminhava confiantemente até ela e Hanna na cozinha havia lhe traído, mas quem disse que Ophelia estava lhe ouvindo?
Para ela não importava o que aconteceu, ela só queria que ela montasse aquele traíra. Que ela se esfregasse contra os planos duros de seu peito... contra aquelas coxas que estavam ainda mais grossas... que aquela barba roçasse na pele sensível de suas coxas...
Pare! Apenas pare!
Não para! Pula em cima dele, por favor!, sabe quando parece que há um ser pervertido pulando dentro de si e tentando rasgá-la por dentro até que você sacie o seu desejo mais sórdido? Não? Bem, era como ela estava se sentindo agora.
As portas de vidro da cozinha deslizaram, então ela pôde voltar a sentir aquele cheiro amadeirado com um toque de verbena que a fez sentir mais quente do que o normal.
Quando ele levou a mão esquerda às costas para descompactar o escudo, colocando-o ao lado do sofá, ela teve que morder a língua para frear o gemido, quando literalmente viu as costuras do traje ficarem tensas.
— E aê. — Hanna os saudou, bebendo seu chocolate quente. — Pegaram os bandidos?
Isso lhe tirou do “transe”.
— Como assim “pegaram os bandidos”? — questionou, feliz que sua voz saiu decente.
— Nós chegamos aqui há três dias atrás. — sim, meus caros, Rogers teve a pachorra de olhar em seus olhos e dizer essa merda. — Missão de emergência...
Ok, toda a sua vibe quente sobre ele esfriou na hora, fazendo-a encará-lo com uma fúria...
— Quer dizer que você rouba o meu irmão por dois meses e vem com essa cara de rapariga me dizer que vocês chegaram aqui há três dias atrás?! — rosnou. — Você é um idiota, Rogers!
Então, ela bateu fortemente em seu ombro, equilibrando o seu copo de chocolate quente numa mão, e esmurrando o botão do elevador com a outra, enquanto tentava esconder a mancha no short claro, contraindo a sua bunda.
As portas finalmente se fecharam e ela tomou um longo gole de sua bebida, que não ajudou em nada a controlar o calor que subia pelo seu pescoço, deixando o seu rosto da cor de seu cabelo.
Ela bateu a porta de casa e jogou o copo dentro do congelador, permanecendo por alguns minutos com a testa apoiada na borda dele, na tentativa de esfriar o seu corpo, mas ela não foi muito bem sucedida.
— SEXTA-FEIRA, diminua a temperatura do apartamento, por favor. — sussurrou com a voz ofegante.
— Imediatamente. — a IA respondeu-lhe.
Sem sua permissão, imagens de um “sonho” que ela havia tido há pelo menos uns quatro anos atrás invadiram a sua mente, onde ela e aquele filho de uma mãe loira estavam fazendo coisas inapropriadas para menores de 18 anos na sala de TV do Complexo.
Ela jurava que aquilo era apenas um sonho molhado, mas não, não era.
Mordeu o lábio, se perguntando se aquilo iria mesmo acontecer, agora que seu ex-namorado estava com a mesma aparência que o “eu” dele tinha em sua visão.
Seu núcleo latejou e ela olhou para o teto, fechando a porta do congelador com força.
— Não, você não vai ousar fazer isso! — resmungou para si em russo.
Sua mão direita desceu até o colo e atacou um mamilo endurecido, fazendo-a chiar.
Já faz tanto tempo, por favor, me usa! Não me deixa ficar empoeirada! Eu preciso de liberdade!
Lynna mordeu o lábio e caminhou até seu quarto, abrindo a gaveta de brinquedos que ela havia reinstalado em sua própria cômoda.
Bem, o que ela estaria perdendo se brincasse um pouquinho?
No escuro, todos os gatos eram pardos, não eram?
Não havia problema se ela tivesse uma recaída mental, havia?
*
— Deu certo, caralho! — Marnie praticamente gritou assim que as portas do elevador se fecharam, quando Anna passou por ele como um raio furioso. — Vocês viram a cara dela? Mano! Eu não sabia que iria da tão certo! Eu sou incrível demais! — ela jogou o longo cabelo laranja para trás.
Todo mundo encarou-a com um ponto de interrogação na cara.
— Caso você não tenha visto, eu estava preparado para segurá-la antes que ela rasgasse a cara de Stevie com as unhas, e você nos diz que funcionou? — Bucky perguntou, carrancudo.
Mary olhou convencidamente para ele, balançando as sobrancelhas.
— Meu príncipe, você, que conviveu com ela por uns trinta anos vai mesmo me dizer que aquele ser teimoso iria mesmo demonstrar que está afetada com alguma coisa, desistindo do seu orgulho? — arqueou a sobrancelha.
Steve ouviu Bucky bufar baixinho.
— Ok, DeLavega, nos esclareça o seu ponto! — ironizou.
Ela suspirou e sentou-se ao lado de Hanna.
— Isso é o chocolate quente de Lya? — perguntou-lhe, roubando o seu copo antes que Han pudesse responder e tomando um longo gole. — Hm... eu havia esquecido o quanto é bom. — ela pigarreou. — Bem, meus queridos, eu vos explico... — Nat sentou-se no braço do sofá, encarando-a com a sobrancelha arqueada, enquanto ele, Bucky e Sam se sentaram no sofá à frente dela. — Lyanna pode até ter “pagado de doida”, mas ela ficou afetada sim, pelo nosso motoqueiro sexy — piscou para ele, que corou, mas graças a barba, apenas Marnie sabia que ele havia ficado envergonhado, ou pelo menos, era isso o que ele achava. —, o que significa que a segunda fase da nossa operação para reunir vocês dois já pode ser iniciada. A da sedução.
— Faz sentido. — Nat falou. — Numa escala de zero a dez, o quanto ela ficou afetada.
— Nat! Nós simplesmente não podemos invadir a privacidade de alguém assim! — Steve protestou.
— Qual é cara, você quer que vocês dois tenham uma chance de reconciliação ou não? — Bucky perguntou, arqueando a sobrancelha para ele. — O plano de DeLavega é bom, e para realizá-lo, nós temos que jogar sujo. Só assim ela poderá perceber que há algo de errado com a sua mente. Ela pode parecer esperta, mas é o ser mais lerdo que eu conheço.
Todos os cinco concordaram, fazendo o loiro arregalar os olhos.
— Ok... — resmungou. — Continue.
Marnie deu tapinhas animadas em seus joelhos.
— Bem, eu não deveria dizer... — ela fez charminho, arrastando a ponta do indicador no joelho direito, mas sorriu maliciosamente. — Mas já que eu não presto... eu diria que foi um onze. — seus amigos uivaram de rir, fazendo-o corar. — Agora... você sabe flertar, Stevie? — perguntou-lhe, fazendo-o franzir o cenho e Bucky gargalhar explicitamente ao seu lado.
Ele cruzou os braços, indignado.
— Eu sei sim! — reclamou.
A ruiva anã sorriu de lado.
— Está tudo bem, Steven, eu acredito em você. Nós vamos aprimorar as suas técnicas. — disse-lhe.
— Agora, Stevie... conta para os coleguinhas aquilo que você contou para mim quando estávamos em Wakanda. — Sam atiçou a curiosidade das meninas, fazendo com que ele estreitasse os olhos para o amigo, que arqueou a sobrancelha. — Você vai contar, ou eu conto, e eu te prometo que vai ser mais traumático.
Merda, elas vão me matar!
Ele engoliu em seco.
— Bem... — ele coçou a nuca. — Na noite em que ainda estávamos naquela cabana... durante o feriado do 4 de julho... — olhou para cima, onde o trio de vingadoras encarava-o atentamente. — Eu estava planejando pedi-la em casamento. — o queixo delas caiu.
— E você pediu? — Marnie disparou, sua expressão transitando entre triste e muito feliz. — É por isso que você ficou tão devastado?
— Não. Eu não a pedi. — ele respondeu rápido, antes mesmo que ela pudesse lê-lo.
— O QUÊ?! — ela, Nat, Hanna e Bucky praticamente gritaram, fazendo com que seus ouvidos sensíveis doessem.
— Você não fez isso, Rogers! — Han resmungou. — Como você teve uma oportunidade dessas e perdeu?!
Ele corou fortemente.
— Eu estava esperando a hora certa, Hanna! Eu estava esperando por um lugar especial e... perdi a oportunidade... — murmurou entristecido.
— Mudança de planos! — Mary disparou outra vez. — Vamos ajudá-lo a fazer o seu pedido.
Ele caçoou.
— Ah é? — questionou-lhe, ironicamente. — E como vamos fazer isso, se ela me odeia?
A ruiva anã revirou os olhos.
— Não, ela não te odeia, Steven! — resmungou. — A Pétala te odeia.
— E se você se ajoelhasse, abrisse o seu coração da maneira mais melosa existente e a pedisse em casamento? — Bucky se pronunciou, fazendo Mary bater palmas. — Isso a faria se questionar sobre o que está acontecendo em sua mente...
— Você vê Barnes, às vezes você dá uma bola dentro. — ela disse balançando a sobrancelha direita.
Ele revirou os olhos para ela.
— Isso parece meio suicida. — o loiro murmurou.
— Mas pode funcionar. — Nat se pronunciou. Sam e Hanna concordaram com ela. — Precisamos tentar.
— Mas e se ela disser ‘não’? — ele perguntou, cabisbaixo.
— Bem, Stevie... o ‘não’ você já tem. — Mary disse-lhe seriamente. — O ‘não’ é sempre a base de tudo, vamos ajudá-lo a conquistar o seu ‘sim’. O que me diz?
Ele sorriu emocionadamente.
— Vocês fariam isso... por mim?
Cinco pares de olhos rolaram para ele.
— É para isso que servem os amigos. Vocês são nossos amigos, e nós sentimos falta do grude de vocês. — Hanna respondeu por todos. — Como Marnie disse, vamos ajudá-lo a conquistar o ‘sim’.
Steve não podia colocar em palavras o quanto amava aqueles perturbados.
*
Alguém estava comendo o seu cabelo.
Alguém estava comendo o seu cabelo?!
Deu um pulo, encontrando Bucky deitado em sua cama, tomando o seu chocolate que em alguma hora do dia havia sido quente, e ao seu lado, mordendo uma mecha vermelho-alaranjada de seu cabelo, estava a coisa mais fofa que ela já tinha visto em toda a sua vida:
Uma cabritinha vestindo um pijama rosa.
OMG! Como alguém em sã consciência podia resistir a uma cabritinha albina usando pijama rosa? NINGUÉM!
— Oi. — saudou-o, rouca de sono. Ela havia dormido depois de ter brincado um pouco.
— Oi. — ele falou, para depois pigarrear. — Ei... não fica brava com Stevie... ok? Eu só demorei porque... porque eu não tinha certeza se estava pronto para morar com o time. — suspirou.
Ela assentiu, cruzando os braços.
— Ok... eu só...
— Você estava preocupada comigo e eu entendo. Eu estou atrasado. — ele lhe sorriu.
A cabritinha deu uma cabeçada em seu braço, balindo.
— E quem é essa mocinha? — perguntou-lhe, esfregando o pelo branco e macio dela, ignorando o seu comentário por alguns segundos.
— Lya.
— Oi. — ela levantou a cabeça para encontrar o olhar divertido de seu amigo e franziu o cenho.
— O nome dela é Lya. — Bucky disse divertidamente. — Ai, sua hostil! Qual o seu problema?! — ele gemeu quando ela atacou seu braço de carne.
— Você nomeou a sua cabrita com o MEU apelido, Barnes?! — resmungou cruzando o braço, mas logo descruzou, porque aquele pequeno ser era difícil de resistir e ela estava subindo em seu colo, sentando-se nele.
— Bem... ela é o ser mais teimoso que eu conheço, rivalizando apenas com você. Não havia outro nome que eu poderia escolher. — deu de ombros.
Ela fez uma careta para ele, mas não podia ficar com raiva. Ela dividiria o seu nome com aquela criatura fofa.
— Ok. Eu só deixo porque ela é fofa. — resmungou, foi só então que ela percebeu. — Oh! Você aceitou o braço! — ele levantou o membro protético, exibindo o bonito design. — Ficou muito bom em você, Buck!
O moreno sorriu.
— Eu fui convencido a permiti-lo. — murmurou. — Foi por isso que eu demorei também... levou muitas consultas de terapia. Eu o ganhei há uma semana. E ele se sente bem. Foi desenhado por Stark e a princesa Shuri o implantou. — ele levantou a camisa, exibindo a junção do metal em sua pele, que ainda possuía algumas das cicatrizes mais feias. — É quase perfeito... — suspirou. — E eu não me sinto como um monstro... tive ajuda da garota irritante nesse lado, eu devo admitir.
Lynna sorriu de lado.
— Buckie, por que você odeia tanto a Marnie? Ela é uma ótima pessoa! — murmurou.
— Eu nunca disse que a odiava, eu apenas não confio nela. Eu não consigo confiar em alguém que tem o poder de controlar as pessoas ao seu bel prazer! Eu não vou ser controlado outra vez, Lya! — ele disse de maneira nervosa.
Ela segurou sua mão de carne, apertando-a.
— Se tem uma coisa que eu sei sobre Mary, é que ela jamais usaria seus poderes para machucar alguém. — suspirou. — Ela foi obrigada a cometer atrocidades, Buck! Ela foi obrigada a usar o seu próprio corpo para servir a pessoas que achavam que a vida dela era insignificante se não fosse para servir aos seus propósitos sórdidos. Se não fosse por mim e pelo seu amigo, bem... talvez ela tivesse cedido à dor, talvez tivesse se matado.
Os olhos de seu amigo ficaram tristes e ela soube que ele havia entendido.
— Eu... nunca imaginei que ela pudesse...
A ruiva sorriu.
— Bem, ela é muito boa em esconder os próprios sentimentos. — respondeu-lhe. — Não diga a ela que eu te disse isso.
Ele riu.
— Bem, você não vai me ver conversando com ela. — piscou.
— Uma pena, porque vocês pareceriam um casal fofinho.
Ele revirou os olhos.
— Oh não! Você não vai dar uma de Romanoff e Nuri como uma maldita casamenteira! — resmungou.
Lynna riu.
— Ok. Eu não quero brigar com você, então... que tal nós assistirmos um filme? — ela moveu-se um pouco rápido e a cabrita Lya se moveu para longe dela. — Senta aqui. — bateu ao seu lado e embalou o seu corpo ao redor do animalzinho. Bucky deitou-se ao seu lado e ela se aconchegou em seu peito, depois de ter pego o controle remoto no criado-mudo ao lado da cama. — Tem comida no armário ao seu lado. Você quer sorvete?
Ele encarou-a.
— Você é o ser mais preguiçoso que eu conheço, sabia? Por que alguém teria uma geladeira e uma dispensa no próprio quarto?
Ela sorriu para ele.
— Eu sou a anfitriã do quarto, então me respeita!
Eles riram e começaram a assistir A Bela e a Fera (2017) na Netflix.
Finalmente Lynna tinha Bucky de volta e eles não estavam sob o controle de ninguém. E ela planejava manter isso para sempre.
*
Dois dias depois...
— Você demorou muito. Onde estava? — a garota se assustou ao ver o albino sentado na beira de sua cama, jogando a mochila de treinamento no chão.
— Treinando com a Pétala, onde mais eu estaria? — resmungou, abrindo a bolsa.
— Onde estão os documentos que eu lhe solicitei?
— Sabia que é difícil invadir o laboratório de um vingador? Eu quase me fodi tentando pegar isso. — jogou os arquivos na cama. Eles eram as cópias dos exames que foram feitos na Pétala pela equipe médica da prisão de segurança máxima. Hanna Nuri, a queridinha do falecido Strucker, guardou-os para pesquisá-los. — Antes de abrir, um spoiler. A sua equação ainda não foi finalizada. Os resultados são todos negativos.
Seu irmão soltou um rosnado baixo.
— Como assim?! Foram quatro anos! Eu fiz todos os cálculos! Como não pode ter dado certo?! — gritou sussurrando.
A garota de cabelos castanho-avermelhados arregalou os olhos.
— Fale baixo, Igor! — resmungou. — Eu já tenho Host na minha cola pelas minhas escapadas do alojamento, e agora a segurança de Stark está ainda mais opressiva, desde a sua ideia de dar um presente para a Pétala. Se o pai sabe disso, ele é capaz de te matar!
O albino revirou os olhos.
— Não seja tão dramática. — respirou fundo. — Quanto à outra garota... será preciso finalizá-la?
Ela negou.
— A vadia é a preferida de Angianova. Se ela morre, a namoradinha dela vai associar a sua morte comigo e esta é a última coisa que queremos. — murmurou.
O homem assentiu.
— Eu quero que você faça algo por mim. Um plano B. — disse-lhe. — Quero que você despeje isso na bebida da Pétala. Irá acelerar o processo de extração do soro. — ele mostrou-lhe um frasco azul com um líquido amarelado boiando nauseantemente. — E dê um jeito de manipulá-la para deitar-se com o Capitão mais uma vez, três dias após ingerir isso. Tratarei de extraí-la imediatamente daqui.
Ela engoliu em seco, assentindo, segurando o frasco apertadamente na mão.
— Para quando você tem isso planejado? — perguntou-lhe.
— O mais rápido que você conseguir. — ele respondeu. — Nosso exército aprimorado depende de você.
— E se não puder ser? E se ela não puder mesmo finalizar a equação?
Igor agarrou sua garganta, fazendo-a arregalar os olhos.
— Meu anjo... — ele tocou seu rosto com a outra mão, colocando seu cabelo para trás da orelha. — Você é uma boa menina, mas se não controlar a sua língua, irá morrer pela boca. — apertou um pouco a sua garganta, para depois soltá-la, que tragou o ar com dificuldade. — Não seja tola como o nosso pai, eu sei que você é mais que isso. Faça o que eu mando, sem questionar. Você pode ser minha irmãzinha, mas ainda é um soldado que serve aos propósitos da Hydra. E o que a Hydra quer é que a Pétala finalize a equação, e isso tem que acontecer de uma forma ou de outra. — ela assentiu. — Agora... você vai fazer o que eu mando?
— Sim senhor. — murmurou, com medo do que ele podia fazer com ela.
Então, Igor capturou os seus lábios, forçando sua língua para dentro de sua boca. Com uma mão, ele segurou sua nuca, apoiando-a no beijo, e com a outra ele apertou o seu núcleo com força, rosnando ao encontrá-la molhada.
— Infelizmente, eu não poderei saciar o seu desejo. — ele murmurou com os lábios vermelhos e os olhos azuis nublados. — Preciso voltar ao laboratório antes que eles notem o meu sumiço. Mas eu voltarei. Fique tranquila.
A garota não falou nada quando ele partiu, apenas ficou ali, quieta, até que aporta bateu, então ela limpou a boca do beijo dele.
Não, ela não estava molhada por causa do seu irmão psicopata, e sim por causa dele. Do Capitão.
Ele havia voltado de uma missão e estava treinando com o Soldado Invernal na sala ao lado da que as Bailarinas treinavam. Aquilo lhe deu tanto tesão. Ele estava tão apetitoso...
Levantou-se da cama e despejou o conteúdo do frasco no vaso sanitário, dando descarga.
— Você vê, Pétala... — ela disse ironicamente para o líquido que descia em espiral. — Eu só estou te dando a chance de ter uma vida ao lado dos seus amiguinhos perturbados, porque o Capitão é meu. Você não vai ter ele de volta. — sorriu para a água limpa. — Foda-se Igor, agora é tudo do meu jeito.
E agora que a Pétala havia se separado do seu Cap... ela não precisaria ser obrigada a se livrar da queridinha da Hydra para conseguir os seus objetivos. Os dois lados sairiam ganhando.
Foda-se Igor, agora ela estava no comando.
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