The Captain and The Petal.

55 Fifty-third Chapter. - The problematic guest.


Notas iniciais
Ois! Para as pessoas que vieram aqui por causa do Quarteto Fantástico, um spoiler: chegou a hora deles aparecerem! Bem, eu não tenho muita coisa a dizer, apenas que esse também foi um dos capítulos que eu mais desejei fazer, por causa da polêmica nele. Também teremos o rescaldo da brincadeirinha deles e algumas revelações mara... Então, sem mais delongas, Boa leitura!

O hospede problemático.

Por mais que ela tivesse dito a si mesma que não iria voltar a ver os seus amigos até que eles se esquecessem do que ela havia feito... Lynna chegou à conclusão de que não haveria como se livrar dos seus amigos, porque uma hora ou outra, eles iriam voltar para morder a sua bunda.

Mary foi a primeira a notá-la e a mesma recebeu-a com um sorriso malicioso, o que a fez revirar os olhos, ao invés de corar.

Jogou-se no sofá junto com as meninas, que assistiam algum desenho animado por influencia de Hanna e Mary, as mais infantis do grupo, por mais que todas amassem desenho animado, o que era algo hipócrita de se dizer.

— Então... — Nat começou, tentando não rir. — Eu queria tirar uma dúvida...

— Não, Natalia! Aquilo não tem nada a ver com o tamanho original! — rosnou catando um bolinho de bacia que Marnie provavelmente tinha comprado em alguma loja de produtos brasileiros. Aquilo era tão bom.

— Para melhor, ou para pior? — às vezes, ela esquecia que por trás do semblante fofinho de Hanna, ela era um ser malicioso e pervertido. Cacete! Ela parecia ter uns treze/quatorze anos! Isso era bizarro!

— Pior. — murmurou, corando ao ouvir as meninas rirem. — Não chega nem perto da versão original.

— Bem, ela não está errada. — Marnie comentou, fazendo-a parar a tirinha de açúcar no meio do caminho até sua boca, encarando-a com um olhar afiado.

— Como você sabe disso? — questionou-a, arqueando a sobrancelha.

— Eu vi. — a maldita deu de ombros, fazendo-a arregalar os olhos.

— Como, quando e por quê? — perguntou-lhe afiadamente, amassando a tirinha em suas mãos. O recheio do doce melecou os seus dedos.

Mary riu amplamente.

— Ué... você está com ciúmes? — arqueou a sobrancelha.

— Não. — Lynna resmungou, mas sabia que não havia sido convincente, então ela corou. — Me responda, Mary Elizabeth!

— Bem, você chutou as bolotinhas do coitado, Lya! Eu sou enfermeira! Hanna estava cuidando de Rollins, então alguém precisava cuidar do assunto, porque a doutora Cho estava em Seul. — respondeu-lhe, estranhamente fazendo-a se acalmar mais. — Não se preocupe, Barnes estava comigo.

— Eu não sei se isso deveria ser calmante, ou preocupante. — resmungou, cruzando os braços, esquecendo-se do recheio em seus dedos. — Eca. — fez uma careta quando a meleca grudou em sua pele, imediatamente correndo para limpar.

— Hm... você tem permissão para atuar em solo americano? — Hanna perguntou à Marnie depois de um tempo.

Mary olhou para a coreana com um sorriso filho da mãe, que era característico dela.

— Sim, Nuri. Eu tenho permissão para fazer o que eu quiser em solo americano. — riu baixinho. — Eu toquei no pintinho do ícone deles, isso me fez zerar a vida.

A ruiva mais velha revirou os olhos, sabendo que Marnie Pequena Merda estava apenas provocando-a.

— Você pelo menos gostou do presente? — Natasha se pronunciou outra vez, atraindo o olhar das outras três para cima dela. — Ou apenas o usou para não ter que mostrá-lo?

Ok, por essa ela não esperava.

Seu corpo afundou no sofá à medida que o seu rosto corou.

— Acho que não precisamos de nenhuma resposta. — Wanda comentou, fazendo suas amigas traidoras rirem da sua cara.

Soltou um palavrão em búlgaro, cruzando os braços.

— Vocês são umas pestes. — resmungou.

— Mas você nos ama. — Marnie balançou as sobrancelhas, fazendo-a rir.

— Onde vocês encontraram aquelas coisas? — perguntou, curiosa.

— Foi por acaso. — Nat respondeu. — Estávamos “passeando” pela internet, quando avistamos aquilo. Bem, Mary viu. Estava em uma propaganda. Nós abrimos e... cara, simplesmente soubemos que aquilo tinha que ser seu. Porque se você tivesse um dos dois, pelo menos podíamos fazer a piada de...

— Ok, ok! Eu entendi! — Lynna a cortou. — Vocês queriam comprar aquilo só para zoar comigo!

— Bem, Mary me deu artigos do Hulk, então...

As meninas gargalharam.

— Ainda bem que nós temos o humor, não é? — riu. — E vocês? O que ganharam.

Mary suspirou.

— Seu amigo teve a ajuda de um gênio do mal, pois ele me deu várias espécies de calcinhas comestíveis e alguns lubrificantes. Foi meio difícil encontrar alguma coisa que dava para usar sozinha, então, eu achei um vibrador preto no meio das coisas. Achei fofo. — respondeu-lhe. — Mas eu usei o meu, então... por que eu deveria estar contando a vocês os meus segredos?

— Por que somos amigas? — Han arqueou a sobrancelha. — E porque nós já sabíamos o presente de Lya, então é justo que ela saiba o nosso.

Wanda riu.

— Hanna me deu algemas que eletrocutam coisas. Acho que ela está muito na vibe dos raios. — provocou sua amiga, que revirou os olhos. — Acredita-se que ela não conseguiu esquecer o seu primo. — piscou, fazendo Hanna se armar com uma almofada, mas ela não a jogou.

— E o que te fez corar? — Nat perguntou.

A castanha riu.

— Ela me deu uma “cintaralho”, como Mary apelidou. Eu só... eu só não consegui me imaginar usando aquilo... — deu de ombros.

Marnie balançou as sobrancelhas.

— Mas é esse o nome mesmo. Pelo menos em português. — deu de ombros também.

Todo mundo olhou para Hanna.

— Pietro foi bem ousado. Ele me deu bolinhas de metal e dildo de bolinhas. São para anal, mas... — ela comentou, colocando a mão no queixo, como se falasse do tempo, então colocou um marshmallow na boca. — Acho que ele se empolgou. Eu gostei.

Elas passaram a assistir mais alguns episódios das Três Espiãs Demais, quando alguém surgiu na sala de TV.

— Meninas, vocês viram Bucky em algum lugar? Estávamos nos arrumando para uma missão e... — a fala de Rogers foi cortada pela gargalhada que Lynna deu.

Puta. Que. Pariu!

Ele estava vestido em seu traje vermelho, branco e azul, com direito a capacete e escudo em punho, semelhante ao seu kit, e ela não conseguiu aguentar.

As meninas a seguiram imediatamente, rachando o bico sem nenhum pudor.

— Ai, meu Deus! — ela conseguiu ofegar. — Eu não acredito que estou rindo disso!

— Eu não tô bem! — Nat gargalhou.

— O que está acontecendo? Tem algo de errado comigo? — Rogers perguntou, com os olhos arregalados.

— Steve, meu anjo, troque de uniforme. Pelo amor de Deus! — Mary disse ofegantemente. — Eu não consigo lidar!

As meninas voltaram a rir desesperadamente, até que suas barrigas doessem.

— Eu só posso estar cercado por gente anormal! — o loiro resmungou, bravo. — Se virem Bucky, digam a ele que eu estarei esperando no quinjet!

Ela gargalhou ainda mais ao ver as costas dele, porque era exatamente igual à pintura do brinquedo.

— Eu odeio vocês, mas amo a nossa amizade. — ela finalmente conseguiu se acalmar.

— Eu nunca mais vou conseguir ver esse traje da maneira correta. — Wanda segredou, fazendo-as concordar.

— Ele vai ficar tiririca quando nós começarmos a rir dele em missão. — Marnie murmurou.

— Total. — Hanna e Nat concordaram com ela. — Eu até imagino o castigo que iremos levar, ainda bem que eu não sou uma agente de campo. — Han completou, fazendo-as rirem ainda mais.

*

Com Bucky e Rogers em missão, o almoço se seguiu com o resto do time – tirando Rhodes, que estava enfiado em algum buraco – fazendo piadas sobre a brincadeira deles. A maioria de seus amigos havia utilizado seus presentes, então eles apenas estavam comentando sobre como foi engraçado.

Então, Visão surge na cozinha, com a réplica de uma vagina em suas mãos, fazendo todo mundo olhar para ele de maneira estranha.

— Hm... Visão... o que você está fazendo com isso? — Tony perguntou-lhe, indicando o seu artefato com o garfo.

— Eu não sei. — ele respondeu-lhe, com o cenho franzido. — Sam me deu, mas eu não entendo como funciona.

Mary e Wanda engasgaram, tentando não rir do coitado.

— Samuel, você deu uma Xerolaine para o Visão? Você sabe se ao menos ele possui um Brad Pinto? — cara, por que sua amiga faz umas coisas dessa? Como é que Lynna poderia segurar a risada com uma pergunta dessas? Todo mundo franziu o cenho, então a ruiva anã gargalhou alto. — Misericórdia! — arregalou os olhos, sentindo as emoções de alguém na sala. — Eu acho que não precisava saber disso, mas... — tomou um suspiro. — Vis, é ok você não saber utilizar o brinquedo. Se você quiser, você pode pedir ajuda... ai caralho. — ela sussurrou o final da frase em português, mas não olhou para a pessoa que a atacou em baixo da mesa, então ela jamais saberia o final dessa história.

— Bem... — o sintozóide franziu o cenho. — Eu não estou dizendo que não sei usar... eu só não entendi o propósito do brinquedo.

— Bem, você coloca ela no seu... — Sam começou a falar, mas Peter apareceu na sala.

Como um felino, Lynna retirou a vagina de borracha das mãos de Visão, escondendo o toy da vista dele.

— A aula acabou por hoje! — disse rapidamente. — Vis, eu vou mandar para você um vídeo, então você poderá utilizar o produto corretamente, ok? — o sintozóide assentiu polidamente. — Ok... oi Peter!

— Oi senhorita Angianova. — ele disse sorrindo encabuladamente. Ele ainda estava envergonhado pelo que fez em Leipzig.

— Você sabe que não precisa de formalidade comigo, não sabe? — perguntou-lhe sorridentemente. — Está no passado, Pete, eu prefiro que você me chame apenas de Lynna. Somos amigos agora, não somos?

O garoto corou fofamente.

— Ok. — murmurou. — Somos amigos.

Ela levantou-se, escondendo o órgão de borracha, antes de colocá-lo escondido no suéter de Visão, que estava em sua “forma humana”. Ele teve a decência de saber que deveria escondê-lo dos olhos do jovem.

Caminhou para a academia, para terminar a sequência de treino que ela não havia conseguido terminar ontem.

*

Já passavam das cinco da tarde, quando ela se reuniu às meninas na varanda, sentando-se em sua espreguiçadeira de costume, aconchegando-se à sua almofada favorita.

— Marnie... algo me deixou intrigada... — começou, baixando os olhos para ela.

— Conte-me suas preocupações, vossa alteza. — a ruiva anã disse pomposamente, fazendo-a revirar os olhos.

— O que você leu quando perguntou se o Visão possuía órgão reprodutor? — questionou-a.

Sua amiga riu.

— Na hora em que eu levei um beliscão na coxa? — rebateu, mostrando a marca roxa em sua coxa esquerda, contrastando com sua pele pálida de início do inverno.

— Quem fez isso? — Nat arregalou os olhos.

— A Feiticeira Escarlate, oras! Quem mais estava do meu lado esquerdo quando essa atrocidade foi cometida?! — ela respondeu, dramaticamente, fazendo Wanda cruzar os braços, revirando os olhos.

Todas as meninas encararam-na com interesse.

— Wanda Maximoff, você está fazendo fondue com o Visão? — Hanna perguntou, com os olhos arregalados.

A castanha corou fortemente.

— Sim. — murmurou.

— Ai. Meu. Deus! Desde quando? — Lynna questionou-a, sentando-se na ponta da espreguiçadeira. Tamanha era a sua excitação.

— Desde que estávamos nos reunindo em Wakanda... — ela respondeu. — Meu irmão não sabe de nada, e eu não quero que Tony saia espalhando isso para os sete ventos.

— Bem, você está certa. Pietro é bastante ciumento. — Nat concordou. — E hipócrita, porque ele vive agarrando o Wilson em cada canto, mas não permite que você tenha alguém.

Ela concordou.

— E... — Hanna colocou uma mecha de seu cabelo para trás da orelha. — Como foi?

A Feiticeira riu.

— Nós nos encontramos na fonte aquecida, em Wakanda. Ele me pediu para encontrarmos um lugar seguro de Pietro para conversarmos, então... — começou. — Nós conversamos, e uma coisa levou a outra e...

— Ai, eu sempre achei aquela fonte tão vibes! — Mary comentou, se abanando.

— Rolaram altas emoções de você finalmente agarrando o seu crush lá, não foi? — Han provocou-a, balançando a sobrancelha, enquanto a ruiva anã arregalava os olhos.

Ela tinha uma quedinha por Bucky desde quando era adolescente. Ela costumava ler todos os quadrinhos do Capitão América por causa dele. Ela também havia assistido a todos os documentários existentes sobre o Comando Selvagem, então imagine a alegria da criança quando descobriu que teria que lidar pessoalmente com o seu ídolo?

Riu.

— Cala a boca, Hanna Nuri! Do Barnes eu só quero...

— A saliva, o corpo e tudo mais o que vier com ele. — Natasha a cortou. — Agora voltando para Wanda e Visão... nos conte... como ele é?

A castanha arregalou os olhos, corando.

— Bem, eu nunca vi um homem nu antes, então, eu não tenho parâmetros. — ela respondeu.

— Tudo bem, querida. Lyanna também nunca... ah, pera... você viu Barnes, não foi? — Nat se pronunciou, fazendo-a revirar os olhos.

— Foi. — respondeu. — Mas não se preocupe, Mary. Eu nunca toquei nele, ao contrário da senhora.

Marnie revirou os olhos e mandou o dedo do meio para ela.

— Gente! Vamos deixar que a Wanda nos conte a experiência dela! — Hanna resmungou. — Fale, querida!

A castanha colocou o cabelo para trás da orelha, rindo da loucura das três.

— Hm... o que eu posso dizer...? — suspirou — Quando nós fizemos amor, ele estava em sua versão humana, e sua versão humana é, bem... humana. O que significa que tem tudo estava em seu devido lugar.

As meninas encararam-na, impressionadas.

— E você gostou? — a mais velha perguntou.

Wanda assentiu, corando.

— Ele é diferente dos garotos que eu conheço. — murmurou.

— Isso é tão fofinho! — Mary disparou. — Quem diria que Visão possui um pinto? E sentimentos?

— Precisamos falar com ele. — Lynna disse outra vez, atraindo o olhar de suas amigas para si, que arqueou a sobrancelha. — Ele precisa saber que se ele quebrar o coração da nossa Wan, eu vou arrancar aquela gema na testa dele e matá-lo.

— Ou arrancar o seu pinto. — Hanna deu de ombros. — O que é a sua especialidade.

— É, Angianova. A assassina de órgãos masculinos aqui é você. — Natasha brincou, arrancando gargalhadas das meninas.

— Ah gente! Não acabem com o brinquedo de Wanda! — Mary ralhou com elas, fazendo a castanha corar. — Vocês não podem saber o quanto ela está feliz!

Elas sorriram.

— Estamos felizes que você esteja feliz. — a mais velha disse em nome de todas, fazendo a castanha sorrir. — Mas eu ainda irei conversar com ele isso. Porque eu sou a mais velha, então eu preciso ser a mais durona.

Elas riram.

— Nós sabemos disso. — Nat falou. — Mas eu sou a mais sensata, então...

Lynna fez um gesto de descaso.

— Sensata a minha bunda! — resmungou. — Agora nos tire uma dúvida... ele é quente ?

As meninas se aproximaram das pontas de suas respectivas cadeiras para ouvi-la.

— Sim é quente. — Wan respondeu, corando. — Eu acredito que deva ser como qualquer humano, tirando o fato de que ele possui uma gema em sua testa e foi feito pela mão de mais de uma pessoa... e que ele invade o meu quarto pela parede, mas... sim, é quase como se ele fosse humano.

Han franziu o cenho.

— É meio estranho, mas eu gosto de coisas estranhas. E vocês dois combinam. — ela disse. — Agora, vocês só precisam enfrentar os “adultos”.

— Que adultos? — a voz de Tony as assustou. Ele pousou na varanda com o seu traje. — Do que as meninas tanto falam?

Nat cruzou os braços, fazendo-as repetirem o seu gesto.

— Sobre algo que não é da sua conta...? — Lynna o respondeu. — Deixe de ser abelhudo, Stark!

Ele fez um bico dramaticamente exagerado.

— Nossa... por que não? Eu não sou fabuloso o suficiente para entrar no clube da Luluzinha? — perguntou, ainda mais dramático.

— Não. — Hanna respondeu-lhe com um sorriso malicioso.

Ele desmontou a sua postura.

— Ok, suas ingratas. Eu só vim aqui chamá-las para o jantar. — disse cutucando a vasilha de doces que elas trouxeram, e que estava intocada pelo calor da conversa. — Pepper está em casa e ela fez a comida.

Rapidamente elas se levantaram, interessadas.

— Estamos indo. — Mary esfregou suas mãos. — A hora do rango, é a hora do rango.

— Só não planejem o assassinato de ninguém! — ele gritou para elas, antes que voltasse a se encaixar em sua armadura, saindo espalhafatosamente.

— Quase que a fute ouvia as nossas confissões. — a ruiva anã desabafou.

— O que é fute? — Hanna perguntou franzindo o cenho.

— Desde quando nós entendemos as referências que Marnie faz? — Natasha perguntou, apertando o botão do elevador.

Fute pode ser várias coisas. Nesse caso: o agente do caos. — Mary deu de ombros. — Bem, acho que nem eu sei o que significa, mas... vamos comer!

Elas correram para a sala de jantar, que estranhamente adquiriu uma atmosfera pesada quando Pepper as parou no segundo que elas adentraram a cozinha. Ela estava em seu celular, falando com alguém.

— Vocês não vão acreditar no que Maria acabou de me dizer. — ela falou com a voz tensa.

— O que houve, Pep? — Lynna murmurou, um pouco assustada.

— O Edifício Baxter foi invadido hoje à noite. — respondeu-lhe, fazendo alguns arregalarem os olhos, e outros voarem.

— Essa não seria a sede do...

— Quarteto Fantástico?! — Mary perguntou, como a tiete que ela era.

— Sim. — Pepper respondeu-lhe.

— O que aconteceu, de fato? — Tony se aproximou dela.

— O senhor Storm estava em casa com uma... amiga, e alguém o golpeou na cabeça, assim como desacordou a garota. Ele relatou que quando se acordou, tudo estava revirado e o laboratório do senhor Reed fora completamente saqueado. Eles roubaram uma máquina muito importante dele. — a loira-morango respondeu. — Segundo a SHIELD, quem saqueou aquele lugar não deixou pistas óbvias. Nick disse-me que precisará de um esquadrão para fazer o trabalho de espião.

— O que significa que estamos na jogada. — Nat falou. — Nós temos eu, Lynna e Barnes, os melhores espiões que a SHIELD possui. E temos Mary. Ela pode sentir as vibrações emocionais do local.

Pep assentiu.

— E eles também precisarão de um lugar para ficar. Um lugar onde o doutor Reed possa contar com tecnologia suficiente para continuar o projeto que ele está desenvolvendo. Eu dei carta branca para eles se hospedarem aqui. Nós possuímos muitas instalações e o auxílio da tecnologia Stark em união com a de Wakanda. — disse num fôlego só.

— Bem, eu estou de acordo, desde que Storm não tente se engraçar para o lado de nenhuma agente daqui. — Hanna disse, fazendo todo mundo olhar para ela com o cenho franzido. — Que foi, gente? Eu conheço histórias sobre esse garoto que se acha o Homem de Ferro só porque o pintinho dele pega fogo.

— Obrigado pelo elogio. — Tony disse pomposamente. — SEXTA-FEIRA, prepare três apartamentos para o Quarteto.

— Imediatamente, chefe. — a IA respondeu.

— Pronto, agora resolvemos uma parte do problema. — o moreno disse do jeito pomposo dele. — Que tal comermos? Como diz Mary... estou varado de fome.

*

Três dias se passaram desde a notícia que o time recebeu sobre o Quarteto Fantástico. Agora, depois que Bucky e Rogers chegaram de sua missão, eles estavam esperando por seus novos hóspedes.

A primeira pessoa que ela viu descer do quinjet que a SHIELD disponibilizou foi Susan Reed, a Mulher Invisível.

Ela era loira, não muito alta e parecia ser tão elegante quanto Pepper.

Pelo menos, ela era alguém muito simpática.

A mulher cumprimentou um por um, conversando com cada um deles.

Quando chegou a sua vez, elas trocaram um aperto caloroso.

— Eu não acredito que finalmente tive a oportunidade de conhecê-la, senhorita Angianova! — Susan disse. — Sou muito fã do seu trabalho. Fiquei completamente tocada com os vídeos que a SHIELD disponibilizou na internet, sinto muito.

Lynna sorriu amplamente.

— Obrigada por suas palavras, senhora Reed. — disse-lhe. — Também sou fã do seu trabalho.

— Bem, nós possuímos a capacidade de ficar invisível, estou feliz que tenhamos algo em comum. — ela sorriu, fazendo-a sorrir também.

De longe, Susan parecia estar cotada para ser uma boa amiga.

Logo, o senhor Reed a cumprimentou, então o senhor Grimm. Ambos eram tão simpáticos quanto Susan.

Por último, veio o Tocha Humana.

Ele era alto, mas não alto o suficiente para fazer o seu pescoço doer ao olhar para ele, como os supersoldados. Ele possuía cabelos castanho-mel, olhos azuis aguçados, e com um sorriso ladino que parecia ser a sua marca registrada.

Educadamente, como nas três últimas vezes, Lynna estendeu a mão para cumprimentá-lo, surpreendendo-se quando ao invés de balançá-la, o rapaz levou sua mão à boca, dando-lhe um beijo galanteador, enquanto não tirava seus olhos sagazes de cima de si.

Ela arregalou suavemente os olhos, como se estivesse se sentindo culpada por algo.

— Seja bem-vindo, senhor Storm. — murmurou, encabulada.

— Johnny. — ele disse galantemente. — Pode me chamar de Johnny, princesa. — sorriu-lhe.

— Ah... — ela balbuciou, um pouco desconfortável, sentindo alguns olhares em cima de si.

— Sabe... eu sempre ouvi falar de você, mas nunca imaginei que seria tão bonita quanto a televisão mostrava. — ele voltou a falar, ainda segurando a sua mão, fazendo carinho em sua pele com o polegar dele, clara e explicitamente flertando com ela, na frente de todos os seus amigos, que já eram as melhores pessoas do mundo para infernizá-la. Na frente de Rogers... — Você é linda.

Ela corou, em choque.

— Obrigada. — sussurrou.

Ele sorriu.

— Não por isso, princesa. — então piscou, finalmente soltando-a.

Quando eles foram para dentro, o olhar de Johnny Storm estava descaradamente fixo em suas costas e aquilo lhe deixou desconfortável, mas de alguma forma, com um sorriso no rosto.

Aquela era a primeira vez que ela notava ter despertado algo em alguém, depois de seu último namorado.

Com um sorriso para o novo hospede, Lynna voltou para o seu apartamento, com uma ideia em mente.

*

Steve, em toda a sua vida, nunca esteve tão irritado como estava agora.

Quando Tony lhe contou sobre o que aconteceu com o QG do Quarteto Fantástico, ele concordou plenamente com a ideia de trazê-los para o Complexo. Eles eram os seus aliados, isso era a coisa mais sensata a se fazer.

Agora, que aquele muleque estava segurando tempo demais a mão da SUA princesa, ele estava começando a reconsiderar os seus planos.

Mary, que ao sentir a sua raiva, trocou de lugar com Hanna, para que ela tivesse acesso a sua mão, tocando-a, fazendo-se presente, para que ele não avançasse em cima daquele garotinho que pegava fogo, tirando os tentáculos dele de cima da sua Anna.

Ela estendeu a mão para ele, de maneira educada, e o... argh! Ele beijou a mão dela! Ele estava explicitamente flertando com ela, bem no meio da sua cara!

Mary apertou sua mão com um pouco mais de força, escondendo o contato entre eles pela manga de seu vestido. Bucky se mexeu desconfortavelmente do seu lado esquerdo, pelo menos ele também percebeu que esse conquistador de meia tigela não tinha boas intenções.

Ele viu quando Anna arregalou os olhos, ela estava desconfortável com ele, apenas tentando ser educada, e isso estava lhe deixando louco!

— Seja bem-vindo, senhor Storm. — o som melodioso da voz dela saiu um pouco envergonhado, tão suave quanto uma pluma.

— Johnny. — o loiro precisou apertar um pouco mais a mão de Marnie, para que ele não tivesse que pular no pescoço daquele muleque. — Pode me chamar de Johnny, princesa.

Ele não tinha o direito de chamá-la de princesa! Só ele tinha esse direito!

Ela era a princesa dele!

— Ah... — os olhos de Steve recaíram sobre ela, avaliando a sua linguagem corporal, pronto para avançar, caso o garoto irritante tentasse algo muito ousado. Ela parecia muito desconfortável.

Então, o maldito muleque fez algo que o fez ver vermelho.

Ele estava fazendo carinho, na S U A princesse, não dando a oportunidade de fazê-la se desvencilhar dele.

Mas e se ela não quisesse isso? E se ela não quisesse se afastar do muleque?

Bem, ela estava com raiva dele, ela não estava mais com ele, o que significava que ela estava livre e...

— Sabe... eu sempre ouvi falar de você, mas nunca imaginei que seria tão bonita quanto a televisão mostrava. — Storm ainda continuava acariciando a pele aveludada dela com suas mãos cheias de dedos, fazendo-a ainda mais desconfortável. E ele não precisava ser como Mary para saber disso. Ele podia ver o modo como suas costas estavam eretas. Ela queria escapar dele. — Você é linda.

Sua respiração engatou.

Agora até mesmo Bucky o segurava sutilmente, impedindo-o de ir lá, agir como um idiota, jogar Storm no chão e capturar sua princesse nos braços, levando-a para longe do garoto, e fazendo-a odiá-lo ainda mais.

— Obrigada. — ela sussurrou, envergonhada, como se tivesse gostado do elogio, o que o deixou confuso.

Storm mostrou-lhe seus trinta e dois dentes, num sorriso que ele achava que seria sedutor. Ele parecia um bêbado!

— Não por isso, princesa. — Steve se controlou para não soltar um rosnado. Ele. Não. Tinha. Esse. Direito!

Quando a reunião finalmente acabou, Tony, como o anfitrião mor, levou o Quarteto para conhecer suas instalações. Storm continuou olhando para a SUA princesa até que ele pudesse se encobrir. E o pior de tudo isso, era que ele viu um sorriso no rosto dela, como se ela tivesse gostado do flerte dele.

Assim que ele adentrou a sala de TV, logo após a maioria do grupo se dispersar, Marnie finalmente soltou sua mão, para apenas agarrá-lo pelo peito, impedindo-o de tentar fazer alguma besteira.

— Ele não pode fazer isso! — rosnou, irritado. Seu rosto provavelmente estava vermelho.

— Hey, calma! — Mary tentou argumentar, com os olhos arregalados, mas um sorriso borbulhava em seu rosto.

— Ele a chamou de princesa, Marnie! Ele não pode fazer isso! — rebateu, passando a mão pelos cabelos longos, para depois limpar o suor da barba.

— Bem, até onde eu saiba, ele pode sim. — essa criatura estava tentando ajudá-lo, ou atrapalhá-lo? — Rogers, você se esqueceu que ela é literalmente uma princesa alienígena?

— Mas...

— O seu apelido carinhoso pode ser chamá-la de princesa em francês, mas isso não indica que é um termo só seu! — ela ralhou, cruzando os braços.

Ele cruzou os braços também, caindo no sofá atrás dele.

— Eu perdi, não foi? — perguntou-lhe, num fio de voz. — Ela não me quer mais, então está livre para ficar com Storm...

Marnie soltou um bufo alto, batendo com a mão direita em sua testa.

— Ai senhor, dai-me paciência, pois se me der forças eu mato! — resmungou. — Meu anjo, eu só vou falar isso uma vez: Ela. Te. Ama! O único problema aqui é o demônio da Pétala que está fodendo com a cabeça dela, fazendo com que ela fique confusa, agindo em sua pior qualidade, que é a de ser teimosa... isso é uma qualidade, né? Bem, deixa pra lá. — ela abanou a cabeça. — O que eu quero dizer é que: vocês dois ainda tem chance, então não, não desanima, por favor!

— E o que você quer que eu faça?! Ela claramente permitiu que aquele carinha...

— Awn! Ele é tão fofinho quando está com ciúmes! — Bucky provocou, adentrando a sala. — Não se preocupe, cara. Pelo que eu ouvi de Hanna, Storm ladra, mas não morde.

— Mas ele usa as garotas! — ele rebateu.

— E eu acho que a minha irmãzinha é grande o suficiente para não se permitir ser enganada. — seu amigo retrucou. — Acalme-se, Stevie. Você não pode desistir antes de sequer lutar! Você não pode desanimar depois da primeira batalha!

— Infelizmente, Barnes está certo. — sua amiga sentou-se ao seu lado. — Pare de ser dramático, Steve. Claramente podemos perceber que ela ficou incomodada, mas só seguiu na onda, porque ela quer fazer você sentir ciúmes. Se eu bem a conheço, ela é quem tentará usar Storm para fazer você “passar” pelo que ela está “passando”. E é disso que devemos ter cuidado. Não se preocupe. Temos tudo sob controle.

Ele suspirou audivelmente, cansado.

— Será?

Notas finais
Então... chegou a hora do nosso Cap sentir ciúmes também, por que ele não é de ferro, né nom? Sobre essa formação do Quarteto, eu estou seguindo a mesma do filme de 2005, porque eu simplesmente amo os dois filmes deles, principalmente com o Chris Evans, então eu quis criar essa conexão louca: da "mesma pessoa" interpretar dois personagens diferentes, meio que "disputando" a mesma pessoa... eu não sei se estou viajando muito, mas na minha cabeça isso faz sentido :DD Até sexta!