The Captain and The Petal.

54 Fifty-second Chapter. - Secret Frenemy.


Notas iniciais
Ois! Voltamos ao nosso cronograma normal! Eu me sinto um pouco envergonhada por esse capítulo? Sim, eu me sinto um pouco envergonhada por esse capítulo, maaas, eu estava na "vonts"... Temos uma legenda para esse cap, que talvez ela será encorporada em outros: (***) - fantasia ou lembranças longas. Enfim... eis o jogo do Aminimigo Secreto :DD Boa leitura!

Aminimigo Secreto.

A Viúva lhes deu duas semanas para comprar os presentes pela internet ou na loja, dando-lhes prazo suficiente para que suas compras chegassem ao Complexo, tudo sob a supervisão de SEXTA-FEIRA, que cuidaria para que nenhum expertinho fosse lá e abrisse o presente alheio para descobrir quem tirou quem, coisa que Tony totalmente faria. E ele estava puto pela ideia que Lynna teve.

Logo, as duas semanas se passaram. Seu prazo acabou, e ela estava estranhamente com medo do que estava por vir, mais do que por causa de uma ameaça de Guerra Mundial. A cabeça de nenhum dos seus amigos poderia ser considerada normal.

— Pronta? — Nat a pegou desprevenida, fazendo-a fechar a caixa do presente que ela iria dar a Rogers com muita força, meio que denunciando que havia coisas demais ali dentro.

— Vai assustar a mãe, Natalia! — rosnou, com a mão no peito. — Vocês não disseram que essa patacoada ia ser à noite, depois do jantar?

— Mudança de planos. — ela disse saltitante. — Agora vem, só falta você.

Então correu.

Se arrastando o máximo que pôde, Lynna chegou à sala de TV, que tinha todos os seus dez amigos e seu ex-namorado sentados em pufes. Havia um pufe roxo entre Bucky e Tony especialmente para ela, que foi onde se sentou.

— Ok, quem vai começar? — Mary perguntou, esfregando as mãos.

— Os anciões. — Tony fez um aceno para Rogers e Barnes, que retesaram os músculos.

— Bucky é o mais velho. — Rogers apontou para o amigo, que o fulminou com os olhos. — Ele nasceu em 1917.

— Nossa, vocês são mais velhos que a minha avó. — Marnie fez uma careta. — Tipo, a minha avó nasceu em 1941.

Seus amigos riram.

— Bom, eu não tive culpa. — o loiro deu de ombros. — Vamos Buck, diga-nos quem foi a sua vítima. — ele balançou as sobrancelhas divertidamente para o amigo, que corou fortemente, xingando ele em romeno.

O moreno levantou do pufe e foi para o centro do círculo, suspirando antes de falar.

— Bem... hm... — pigarreou, começando, do jeito que Lynna havia lhe ensinado. Ele teria que dizer as características da pessoa, para que a galera adivinhasse. — A minha aminimiga secreta faz parte de uma “trindade”.

— As ruivas! — Hanna respondeu rapidamente, batendo palminhas.

— Ou as que falam russo. — Mary deu de ombros, fazendo Han mostrar a língua para ela, cruzando os braços.

— Ela é muito irritante. — Buckie voltou a falar.

— Lyanna! — praticamente todos da sala, exceto ela, Rogers e Nat gritaram.

— Não, infelizmente não é ela. — ele riu baixinho. — Hm... — baixou a cabeça, corando muito, então ela percebeu.

Não era Nat, porque ele não teria esse tipo de frescura com ela, porque ele sabia que ela não gostava desse tipo de frescura, ele também não teria esse tipo de reação com Hanna, mas também não era Wanda, porque ele meio que tinha um certo medinho dela...

— É a Marnie. — Lynna afirmou, sorrindo para o amigo, que arregalou os olhos.

— Sim. — murmurou.

Uma salva de urras fez com que o supersoldado virasse um pimentão.

— Ok, seus selvagens, deixem o pobre velho em paz! — a própria Mary foi ao socorro dele, que estava querendo enfiar a cabeça num buraco, o que não condizia com a atitude de galante que ele tinha quando mais jovem, mas aí tem essa: ele tinha vindo dos anos 40, e nessa época não havia sexshop.

Bucky estendeu a caixa preta que ele segurava com mão de carne para ela, a mesma continha várias coisas, pelo balanço do pacote.

Parece que o velho se empolgou.

Mary pegou a caixa e a abriu.

A filha da mãe era tão boa em esconder seus próprios sentimentos, que ela quase não percebeu o rubor que se espalhou no rosto dela, na linha das suas sardas.

— Ô gente... o Barnes só me deu itens que eu não posso utilizar sozinha. — ela levantou a cabeça da caixa, encarando o moreno, que tinha os olhos arregalados. — Isso foi um convite? — para quê? O time caiu matando no moreno, que corou profundamente. — Eu tô brincando, gente, vocês são muito pervertidos! Obrigada, Barney.

Ele revirou os olhos e fez um gesto de descaso.

— Não por isso. — então, meio que para não sair por baixo, ele piscou.

Mary corou, mas ela não demonstrou estar envergonhada. A bicha era boa demais.

Então... ela deu um sorriso amplo e malicioso, que a deixou com medo.

— A pessoa que eu tirei é de longe a mais experiente nesse negócio de brinquedinhos, e também de longe a pessoa com mais experiência para um bocado de coisas. — Marnie disse divertidamente.

— Eu espero que você não diga que é o Rogers. — Tony comentou, fazendo o loiro corar.

Mary deu-lhe um sorriso malicioso, fazendo-o arregalar os olhos.

— Não, hoje não. — jogou os cabelos para trás. — Stevie é um aprendiz perto dela. — porque todo mundo meio que olho para a cara dela? Que porra é essa?! — Acho que eu não tenho mais nada a dizer, porque qualquer coisa que eu falar vou denunciar mesmo, então eu vou dizer logo que eu tirei a Nat, e que eu estou com um comichão na raba par saber quem é a sua vítima. Por mais que eu já tenha uma ideia...

A Viúva pulou do seu pufe, pegando a caixa de Mary e arregalando os olhos ao abrir, fazendo a ruiva anã gargalhar maleficamente ao sentir os sentimentos dela.

— Desculpa, eu tive que fazer essa piada. — a garota voltou a falar. — Você já ta usando a mesma desculpa, então... eu tô te dando a oportunidade de usar o que você não tem na hora. Na verdade, você já usou a versão original?

Nat a fulminou com o os olhos.

— Ok, DeLavega. — ela disse. — Você me pegou. E sim, eu já usei a versão original.

Marnie balançou as sobrancelhas, com um sorriso de “orgulho” na cara, então sentou-se, e ela jamais saberá qual foi o presente que ela deu a outra ruiva.

O sorriso que Natasha deu agora lhe fez arregalar tanto os olhos.

Bem... a pessoa que eu tirei, é uma pessoa muito legal. — sorriu. — Na verdade, ela é a razão pela qual estamos aqui. Eu vi uma coisinha na internet e pensei nessa pessoa, então quis fazer algo para ter uma desculpa para dar isso a ela, uma vez que essa pessoa não tem mais o equivalente do presente que eu vou dar a ela... se bem que eu daria as duas coisas a ela, porque ela merece... mas isso é um projeto paralelo com outras entidades...

— Agora você está falando do Rogers! — Tony colocou seu corpo para frente, esfregando as mãos.

— Não. — Nat arreganhou um sorriso malicioso.

Lynna rosnou.

— Vocês não podem ver a felicidade dessa cavala? É claro que ela me tirou! — cruzou os braços, com medo do que estava por vir.

— Você acertou, fofinha! Agora levanta! — ela lhe puxou para o centro dos pufes. A Viúva colocou a caixa em suas mãos, mas colocou sua mão por cima. — Como o seu presente tem uma surpresinha em baixo, eu sugiro que você o abra num canto mais reservado, de verdade. Quem avisa amiga é.

Desconfiadíssima, Lynna andou alguns passos para trás, dando as costas aos seus amigos.

Seu medo meio que broxou um pouquinho, quando ela foi lá e viu uma boneca tradicional russa de madeira com a “imagem” dela nua.

— Era só isso? — perguntou, mostrando a boneca para o time, que gargalhou.

— Você fala ‘só’ isso? — Sam disparou. — É a sua foto nua!

— Não é não. Só tem a minha cabeça aqui. — ela deu de ombros. — Nem um dos contornos é verdadeiramente meu.

Por que Mary e Bucky deram uma risadinha negando com a cabeça? Eles estavam afim de morrer?

— Bem, nem todos nós tivemos o privilegio de te ver do jeito que você nasceu, queridinha. — Natasha disparou, balançando as sobrancelhas. Ela ganhou um dedo do meio. — A matryoshka é apenas uma embalagem oca. Você não vai querer derrubá-la e fazer todos verem o verdadeiro presente, vai?

Arregalando os olhos, Lynna se apressou em retirar a “camada” da boneca, se arrependendo logo em seguida.

O que havia lá dentro era tão vergonhoso.

Não era o fato de que ela havia ganhado um vibrador, ok? Ela tinha alguns e não se sentia culpada em usá-los. A merda era que aquela porcaria era um item temático. E adivinha qual era o tema???

Sim, um doce para quem pensou na bandeira dos EUA.

Aquele literal cacete possuía a pintura exata do uniforme do seu ex-namorado, que por acaso estava na mesma sala que ela, olhando para si com curiosidade. Para coroar, havia um outro vibrador redondo pintado exatamente no formato do escudo dele, e um plug anal.

Seu rosto começou a esquentar profundamente.

— NATALIA! — berrou, jogando a cabeça da boneca na direção dela. — Eu vou te matar!

— Ei, eu estou te dando de presente algo que você não tem mais, e é assim que você me trata? — ela se fez de vítima.

— Sua peste! — resmungou, jogando o resto da boneca, possuía outra camada superficial para esconder os objetos dentro da caixa. Tampou-a com força.

— Eu pensei que você fosse gostar. — a outra disse, passando o dedo indicador na borda que se encaixava com a outra parte. — Dizem que é em tamanho original. Mas eu nunca...

— Tá bom, eu já entendi! — rosnou, colocando a caixa para baixo, para poder pegar o seu presente, quase tendo um infarto quando Tony ameaçou se abaixar para ver o que tinha dentro. Logo ele, a primeira sirene. Ela arrastou a caixa com o seu pé e pisou delicadamente nela com a sua pantufa rosa. — Ok, vamos lá... a pessoa que eu tirei é a pessoa que mais vai surpreender com a sua experiência para esses assuntos. Porque também me surpreendeu.

Todo mundo ficou com uma cara de interrogação.

— Mais dicas! — Hanna balançou as pernas.

Constantemente lembrando-se da merda do seu presente, não havia como encarar o loiro agora. Como ela iria entregar-lhe um presente, se ela estava com vibrador do Cap na cabeça?

— Eu não quero estar aqui! — Lynna rangeu os dentes, diante dos olhares de seus amigos, porque ela já imaginava a merda que viria.

Seu pescoço queimava tanto, que chegava a incomodar.

— Nenhum de nós quer, mas nós temos medo da Nat. — Rhodes deu de ombros.

Bufando, ela resmungou um palavrão em russo.

— Eu não tenho muitas características para dizer agora, então eu tentarei imitar a pessoa e vocês tentam adivinhar, ok? — resmungou tentando ir para o viés de alívio cômico, pelo menos para tentar controlar a sua vergonha. Então respirou fundo e franziu as sobrancelhas, numa expressão “desapontada”. — ‘Gente, vocês não podem deixar restos de comida no equipamento, é nojento!’ — fez sua melhor imitação de Rogers, arrancando gargalhadas ofegantes de todos, menos dele, é claro.

— Oh, meu Deus! — Mary disparou, literalmente chorando de rir.

— Levante-se Cap! Você precisa pegar o seu presente! — Sam provocou, cutucando as costelas dele.

O loiro se levantou enfezado com seu amigo, indo até ela com a caixa do presente dele debaixo do braço.

Ela entregou-lhe o seu pacote, fazendo-o abrir.

O rosto dele ficou completamente vermelho, arrancando uivos dos seus amigos.

A pressão só existia porque eles tiveram alguma coisa.

— Erm... obrigado? — ele franziu o cenho, sorrindo, para depois esfregar as mãos, quando ela sentou, arrastando sua caixa consigo. — Ok... a pessoa que eu tirei é equivalente a ser a estrela dos vingadores. Eu só estou dizendo isso para provar um ponto...

— Então essa pessoa sou eu. — Tony se levantou, erguendo o seu copo de uísque.

— Sim. O maior ego da sala. — o loiro disse com um sorriso ladino, fazendo o moreno resmungar algo.

Ele entregou-lhe o seu presente, fazendo-o arregalar os olhos.

— Santa mãe, Cap. Você já usou uma coisa dessas? — perguntou-lhe. O rubor forte dele o denunciou. — Esta imagem está na minha cabeça agora.

— Fale isso por você, Stark. Não foi o senhor que viu o pintinho da... ai! — Mary resmungou quando Hanna beliscou suas costelas, fazendo Lynna franzir o cenho para a frase da ruiva anã. — Sua empata foda!

Tony começou um monólogo sobre a pessoa que ele havia tirado, apenas para dizer que foi Bucky. Ele deve ter dado algo bem cabeludo para o seu amigo, porque ele ficou vermelho dos pés à cabeça.

— Pode existir esse tipo de coisa? — o supersoldado moreno perguntou-o com os olhos arregalados.

O Homem de Ferro deu de ombros.

— Está aberto à interpretação, Floquinho de Neve. — então sentou-se.

Então, o jogo voltou para o início.

Sam foi o escolhido no par ou ímpar. Ele tirou Visão, que tirou Rhodes, que tirou Pietro, que tirou Hanna, terminando com uma Wanda muito vermelha, fazendo todo mundo arregalar os olhos, fosse o que fosse que a mente pura da pequena havia colocado para a Feiticeira, a sokoviana claramente ficou perturbada.

No final de tudo, Nat sorriu psicopatamente.

— Vocês só têm três dias para usar os seus brinquedos, senão... — então ela correu para a cozinha. — Eu tô com fome, vocês também estão?

Lynna bufou, fazendo biquinho.

— Como é que eu vou usar essas coisas? — resmungou, arrastando-se para pegar os pedaços da matryoshka fulminando Mary com os olhos quando ela arqueou a sobrancelha.

— Do mesmo jeito que você usava...?

— VOCÊ SABE?! — praticamente berrou, fazendo a amiga rir.

— Sim. E eu não vou pedir desculpas. — então se levantou, indo até a cozinha, ao lado de Hanna e Wanda, que riam como as hienas que elas eram. — Faça muito bom proveito.

Rosnando de raiva, Lynna se mandou para o quarto, para não ter motivos de bolar panos assassinos para matar as suas amigas.

*

Para. Quê?

Assim que ela chegou à cozinha para buscar chá na manhã seguinte, todo mundo tinha sorrisos maliciosos para ela, que arregalou os olhos.

— A nossa primeira vítima a usar seus presentes. — Natasha... ela só queria enfiar a cara dela naquela tigela de mingau.

Seus amigos, sendo os melhores amigos da face da Terra, começaram a uivar e bater na mesa. Até Barnes estava rindo dela, que não sabia se revirava os olhos ou se enfiava a sua cara num buraco.

Optou pelo extremo oposto, ignorando todo mundo.

Então, a voz de SEXTA-FEIRA se fez alta no ambiente.

O Capitão Rogers atingiu o seu clímax às 07hrs.

Uma onda de gargalhadas atravessou a cozinha cheia, até mesmo Visão, que era um pouquinho lerdo para esse tipo de coisa começou a rir com o time, e não apenas para acompanhar a onda.

— Pera aí... como é que a SEXTA-FEIRA... eu... vocês estão nos monitorando pelos nossos rastreadores?! — Lynna bateu com a chaleira no fogão quando Hanna e Tony assentiram freneticamente. — E ainda estavam rindo da minha cara?!

— É legal rir da sua cara. Você fica vermelha e parece um gnomo. — Hanna respondeu, dando de ombros. — É fofo.

— Eu vou fazer um corte em você que não vai ser nada fofo. — resmungou, mostrando-lhe um canivete de lâmina vermelha, fazendo com que todo mundo estranhamente arregalasse muito os olhos.

— Às vezes eu me esqueço que você pode criar armas do nada. — Tony observou, colocando seus óculos escuros da indiferença e se levantando com uma xícara de café na mão. Pelo menos não era uísque. — Vamos DeLavega, nós precisamos colocar o nosso show na estrada.

Franzindo o cenho, ela viu Marnie e Tony deixarem a cozinha, ao mesmo tempo em que a sua chaleira começava a apitar.

Colocou o sachê do chá na caneca e despejou a água, quase engasgando ao ver a figura do loiro aparecer na cozinha. Solidariamente, seus olhos se cerraram em uma careta, ao ouvir a onda de provocações que ele sofreu de seus amigos, que parece que nunca souberam o que era ter um orgasmo na vida.

Bem, talvez Visão não saberia, porque talvez Visão não tivesse feito aquelas coisas.

Ou teria?

Visão tem pinto?

Rindo sozinha com as suas perguntas esquisitas, Lynna adoçou o chá e sentou-se na mesa.

Olhando para Rogers, ela se perguntava qual presente ele havia usado.

Os olhos dele se cruzaram com os dela, fazendo-o corar sutilmente, então ela soube. Foi o botão.

Estranhamente, aquilo deixou Ophelia feliz.

*

— Então, a quantas andam o projeto de remoção do parasita? — Steve assustou Mary ao passar por ela no corredor. Ela estava voltando do laboratório de Tony, de uma videoconferência com a princesa de Wakanda.

— Então... nós estamos tentando chegar à uma equação que seja boa para todos, principalmente para ela, mas não conseguimos chegar à uma conclusão. — ela respondeu, arrastando-o para dentro de uma sala, trancando a mesma atrás de si. — Eu não sou uma psicóloga/psiquiatra, Steve. Eu não sei nada sobre a mente de alguém, eu apenas leio as emoções das pessoas. E receber o laudo da doutora Jones doeu. O que nós temíamos está acontecendo: ela está em um estado preocupante de depressão. Jones recomendou-lhe alguns remédios, mas eu duvido que ela irá tomá-los.

A frustração da anã lhe deixou preocupado. O coração dele se apertou.

— Eu vou fazê-la tomar. — murmurou.

— Para levar outro chute no saco? — Marnie arqueou a sobrancelha.

Apesar da seriedade da coisa, o loiro ainda soltou uma risadinha baixa.

— Bem, se isso a fizer tomar a medicação, eu não me importo. — respondeu-lhe.

Sua amiga apertou suas bochechas com força.

— Você é o ser mais fofinho que eu conheço, cara. — murmurou, para depois medi-lo de cima abaixo. — Agora... você está indo ou vindo do treino?

— Eu acordei atrasado e estava voltando da minha corrida matinal, por quê? — rebateu-lhe, desconfiado.

Ela abriu um sorriso malicioso.

— Tira a camisa. — disse-lhe.

— O quê? — ele arregalou os olhos.

— Tira a camisa e vai para a academia, ela está lá em cima com Barnes e Nat. Eles estavam no tatame. Vai lá e treina. — deu de ombros. — Confia em mim, vai ser sucesso!

Rindo incredulamente da capacidade pervertida de sua amiga, Steve tirou sua camisa e pendurou-a no ombro esquerdo, exibindo os pelos que ele fora obrigado a não raspar. Eles faziam um caminho meio vergonhoso em linha reta para a sua virilha.

— Você é bem maluquinha às vezes. — murmurou.

— Te orienta, Rogers... eu achei que você já tinha aprendido que não se deve chamar uma mulher de louca. — ela balançou as sobrancelhas. — Agora vai lá e deixe alguém com vontade do seu corpinho. — ele revirou os olhos e negou com a cabeça, destrancando a porta. — Ah, e quanto ao projeto... eu devo te dizer que nós sentimos falta de algo. Na verdade, de alguém. Alguém que seria muito importante...

— Banner. — o loiro murmurou tristemente, encostando-se no limiar da porta. — Eu sei disso. Fury está tentando de todas as formas encontrá-lo. Ele me disse por email ontem que conseguiu enviar um sinal para o quinjet que ele roubou e Thor o recebeu, mas a chamada não conseguiu ser ativada corretamente. Ele não é Bruce, mas já é uma esperança. Isso indica que provavelmente eles estão juntos. E Thor é primo dela, deve saber algo que possa nos ajudar.

— Tomara que ele esteja com Loki. — Mary disparou, fazendo com que Steve olhasse para ela como se ela tivesse dito Hail Hydra. — Pelo que eu sei, ele era apegado à ela antes que a Hydra a levasse. Se tem alguém que conhece a Lyanna criança, esse alguém é Loki.

Respirando fundo, com os olhos apertados, o loiro olhou para sua amiga, com aquela postura de quando ele explicava as coisas para Sam e Hanna, como se eles fossem crianças de cinco anos.

— Mary, Loki é um inimigo da Terra. Ele não é confiável.

— Mas... e se ele puder ajudá-la? E se Loki possuir algum vínculo fraternal com ela? Nós precisamos de toda a ajuda que podemos reunir, e se ele pode ajudar, nós precisamos passar por cima disso. — disse confiantemente. — Não se preocupe, caso ele vier, eu e Nick já bolamos uma sacanagem para mantê-lo sob as nossas rédeas.

Steve olhou para ela com os braços cruzados em uma expressão sarcasticamente chocada.

— Eu não consigo entender o porquê de você me pedir permissão de algo que você já fez. — resmungou. — Se Loki vier, ele será responsabilidade sua, e se ele feri-la ao invés de ajudá-la, a senhorita estará em apuros, entende?

Marnie assentiu.

— Perfeitamente, papai. — sorriu-lhe. — Agora vai lá Tarzan, mostra à sua Anna do Frozen do que você é capaz.

O loiro saiu da sala completamente encabulado com o tapa forte que ele levou em sua bochecha esquerda da bunda.

Ele subiu para a academia pelas escadas, usando a lição número um de Mary, que era a de ignorá-la quando adentrasse os locais de convivência, por mais que ele quisesse olhá-la nos olhos. Ela havia dito que era bom dar um pouquinho de gelo.

Tirou seu celular do bolso e encaixou os seus fones no ouvido, dando início a sua nova rotina de treinamento.

*

— Ok, ok! Eu já entendi que você redescobriu a sua força. — Bucky resmungou cruzando os braços, enquanto Lynna se exibia para ele, empurrando um dos pesos que apenas os supersoldados do Complexo tinham capacidade de empurrar. — Você é muito irritante quando quer, sabia?

Ela piscou “angelicalmente” para ele.

— Sim, eu sei disso. — jogou o cabelo para trás. — Sabe... eu sei que você meio que não consegue se separar da Lya... mas eu não acho que trazê-la para a academia é uma boa...

Ela ia completar o seu raciocínio, mas se perdeu no meio do caminho, quando as portas da academia deslizaram e aquele monumento apareceu.

Por estar de frente para as portas, ela viu em primeira mão Rogers caminhar para dentro, com a camisa branca de algodão jogada displicentemente em seu ombro esquerdo, deixando à mostra o seu peito musculoso, que continha uma espessa camada de pelos loiro-escuros, formando uma trilha em espiral até o caminho da perdição.

Seu corpo se contraiu, tendo uma reação que ela não queria, mas infelizmente, ela ainda não havia desenvolvido a capacidade de controlá-lo perfeitamente bem.

Tentou clarear a mente, mas ficou difícil, quando aquela criatura começou a esticar seus músculos para pegar os pesos ridiculamente pesados das barras ali dispostas.

Em sua visão periférica, Nat arqueou a sobrancelha para si, antes de dar-lhe um chute violento no meio de sua bunda, fazendo-a se virar em duas para não cair com a cara no chão e quebrar o seu nariz perfeito.

Olha o foco, Angianova. — disse-lhe provocativamente, tendo a decência de se comunicar em russo. — O inimigo não vai vacilar só porque você está secando a bunda do nosso líder.

Bucky soltou uma gargalhada, mas saiu da sala antes que ela pudesse fazer alguma coisa com ele. A cabrita Lya não o seguiu, sentando-se fofamente no pé da porta, apoiada em suas patinhas mimosas e pintadas por ela de esmalte roxo, porque aquele serzinho era uma menina mimada e muito Patrícia.

Respirando fundo, ela partiu para dar um chute de vingança em Nat, que já esperava pela sua reação, então segurou o seu pé antes que ele colidisse com as suas costelas.

Elas iniciaram uma sessão de luta, misturando vários conhecimentos em artes marciais. Estranhamente, a mais velha estava apanhando bastante, mas tudo isso era culpa pedaço de mau caminho que estava grunhido como Neandertal lá em baixo.

Aquele som era tão similar ao de quando eles...

Oh!

Ela só queria poder sentir essa sensação outra vez, de um estar emaranhado no outro, da pele deslizando contra a pele... do seu núcleo dolorido roçando contra aqueles pelos macios...

— Ai, porra! — gritou alto quando sua cabeça bateu com um som feio no tatame. Não machucou, mas a vergonha...

— Você está bem? — meu Deus! Havia um pedaço de filé à sua frente, e esse filé possuía uma expressão preocupada em seu rosto. Como é que ele chegou até ela tão rápido?

— Ei, eu sinto muito, ok? — Nat também se ajoelhou perto dela, tocando sua cabeça, enquanto ela se aproveitava da situação para se apoiar no peito do loiro, fingindo descaradamente que ainda estava se recuperando do choque.

Lya! — a mão de metal de Bucky lhe trouxe à realidade, quando ele apertou o solado de seu pé com ela.

Lynna deu um pulo, praticamente se esfregando contra os pelos do outro supersoldado, o que causou ainda mais confusão em seu corpo.

— Eu... — balbuciou, tentando se pôr de pé com alguma dignidade. — Eu preciso ir. Preciso colocar gelo nisso... — Nat abriu a boca para falar alguma coisa, mas ela a cortou com um aceno. — Tá tudo bem, Tasha, eu me distraí... preciso ir.

Então saiu vazada, correndo academia afora, ignorando Hanna e Mary, que caminhavam de braços dados, e arregalaram os olhos para a sua expressão de desespero.

*

— O que aconteceu por aqui? — Marnie perguntou para as crianças assim que ela colocou os pés na academia. Natasha e Barnes estavam com uma expressão maliciosa em suas respectivas fuças.

— A nossa querida estressadinha ficou distraída com o material. — Nat apontou para o tanquinho peludo de Steve, que corou. — Daí ela bateu com a cabeça no chão e ficou atordoada com a presença do nosso queridíssimo Cap, logo após ter tirado EXPLICITAMENTE uma casquinha dele, achando que nós não tínhamos percebido isso. Então, ela correu. E provavelmente, daqui a alguns minutos, teremos um certo sinal de SEXTA-FEIRA sendo soado.

Mary rachou de rir ali mesmo, apoiando-se em Hanna, o que não lhe ajudou muito, porque ela também estava morrendo, rindo às custas da vermelhidão na cara de Rogers, que revirava os olhos para a idiotice delas.

De repente, o celular de Natasha tocou, então ela deu-lhes um sorriso muito, muito sujo.

— Eu só fico me perguntando... que presente ela vai decidir usar...? — murmurou “para si mesma”, voltando a treinar, depois de ter digitado alguma coisa de volta para o seu remetente, que todo mundo sabia que era a russa-asgardiana, certo?

— Vocês não prestam, sabiam? — Steve resmungou, voltando também a pegar o seu peso.

A ruiva mais nova franziu o cenho, ajustando a franja em sua testa antes de perguntar.

— Você diz que nós não prestamos, mas está todo afoito aí. Então eu me pergunto... o sonho de hoje de manhã estava bom? — provocou-o, sentando-se em uma das pranchas de levantamento de peso, enquanto fingia não avaliar o bundão de Barnes quando ele se agachou para pegar o peso dele. Hanna Nuri, a empata foda, ficou na frente dela, impedindo-a de continuar avaliando o material.

O loiro mostrou-lhe o dedo do meio, tirando um guincho de seu bff.

— Que coisa mais feia, Stevie! — ralhou em tom de brincadeira, mas sempre era possível que não fosse. Era frustrante não saber o que aquele ser ridículo/pedaço de mau caminho estava provavelmente pensando, porque ela não conseguia ler as emoções dele. E isso era frustrante. Ainda mais frustrante do que tentar resolver a equação de Stark para a máquina que separaria a sua amiga tiradora de casquinha do parasita que habitava o seu corpo, sendo que ela não sabia caralho nenhum de engenharia. — É nisso que dá, sair andando com essas garotas maliciosas, elas te desvirtuaram!

Mary soltou uma risada sarcástica.

Meu amor, eu acredito que não tenha sido nós quem desvirtuamos o Garoto de Ouro, ta, querido? E sim a sua amada Lya, que tem a mente mais poluída do que todas nós juntas. — piscou repetidamente, sentindo um troço estranho dentro de si quando o fez rir, mesmo que minimamente.

— Bem, disso eu não duvido. — rebateu-lhe, dando de ombros, para depois voltar ao que estava fazendo, dando-lhe mais uma vez a visão de sua bunda grande e redondinha.

— E então... podemos dizer que essa faze do plano foi concluída? A de impactar a criatura com o corpinho sensual do nosso Cap? — perguntou depois de um tempo, esfregando as mãos suadas na saia.

— Com certeza! — Nat grunhiu de seu aparelho. — Estamos prontas para a próxima etapa.

Quinze minutos depois, a voz de SEXTA-FEIRA preencheu a sala.

Lady Tóxica atingiu seu ápice às 14h25min.

O cômodo inteiro caiu na gargalhada, uivando para provocar Steve, que se encolheu de vergonha, apesar dele ter sentido uma pitadinha de orgulho de si mesmo.

Esses machos...

*

Lynna bateu suas costas contra a porta de seu apartamento, voltando à estaca zero outra vez, não sabendo exatamente o porquê de seu corpo estar queimando tanto. Ela nunca havia sentido tamanho desejo carnal antes.

Ou talvez ela teve?

Será que ela se tornara uma ninfomaníaca e não sabia?

Porque porra... ela queimava muito! Sua vontade era apenas de ignorar os eventos de quatro meses atrás e se jogar naquele ser, apenas para aplacar a sua vontade.

Puxou primeiro os cadarços da calça de moletom que usava, retirando-a junto com sua calcinha arruinada, para depois puxar a blusa e o sutiã esportivo para fora, decidindo que deveria correr para um banho frio.

Quando estava adentrando seu quarto, seus olhos bateram na matryoshka, que ela havia burramente colocado em cima de sua cômoda, para ficar olhando para ela.

Mordeu o lábio.

Bem, eu meio que serei obrigada a usar essas porcarias mesmo...

Com passos cambaleantes na direção do móvel, ela abriu a tampa da boneca, visualizando os três brinquedos filhos da puta que sua melhor amiga havia lhe dado. Rosnando de raiva, capturou o maior deles, porque se era para ela ser imprudente e trouxa, ela seria imprudente e trouxa sendo “acariciada” com algo que valesse a pena, por mais que os outros também valessem a pena.

Irritada, sacou o celular de cima da cama, mandando um texto rápido para Nat.

Eu: essa porcaria que você me deu pelo menos funciona na água?

Demorou alguns segundos até que a Viúva lhe respondesse. Ela só podia imaginar a sua cara.

Tasha: eu sabia que você tinha ficado animadinha! Hahaha! (emoji de diabinho).

Acha que eu sou algum tipo de amadora? É claro que funciona na água.

Todos eles.

Divirta-se sem moderação.

Bufando de raiva pelo que estava prestes a fazer, Lynna se encaminhou para o banheiro, colocando o vibrador que simulava o traje de Rogers em cima do mármore da pia, indo ligar a sua banheira para uma programação com bolhas quentinhas da hidromassagem.

Ah, as vantagens de se ter um amigo bilionário...

Ajustou as configurações para o modo que ela gostava quando estava fazendo coisas no banheiro, também perfumando a água com suas essências favoritas.

Quando tudo estava pronto, ela adentrou o banho.

Demorou um minuto inteiro para que ela tomasse coragem para utilizar o brinquedo. Ok, não era bem coragem o termo correto...

Suspirou rasamente, permitindo que a carência e a excitação tomassem conta de seu corpo.

Já fazia tanto tempo que ela não sentia outro toque em sua pele... o que toque lhe dava calor confortante quando ela precisava de carinho, e chamas ardentes quando seu corpo sentia a necessidade de entrar em erupção.

Momentaneamente, sua mente nublou.

Era como se aquele maldito beijo jamais tivesse acontecido. Era como se eles tivessem apenas se separado por conta de uma longa missão em um país remoto.

Seus olhos se fecharam, ela utilizou seus poderes para capturar o brinquedo, aproveitando-se de sua mente fértil para idealizar aquele momento.

*** — Onde você está? — ouviu sua voz profunda vinda da sala de estar do seu apartamento. Ela o ouviu colocar o escudo encostado em sua parede, para depois ouvir seus passos pelo assoalho.

— Banheiro. — respondeu-lhe, esticando a cabeça para ver a sua figura aparecer na porta.

Um sorriso bonito se apossou de seu rosto barbado, ao vê-la deitada calmamente no meio das bolhas. Seu nariz se retorceu um pouco ao sentir o cheiro de verbena no ar.

— Por que você gosta tanto dessa essência? — questionou-a, aproximando-se da banheira.

— Por que você odeia tanto essa essência? — rebateu, arqueando a sobrancelha.

Ele bufou, retirando suas luvas e colocando-as no mármore da pia.

— Ela fede. — resmungou, franzindo o nariz, enquanto se agachava perto dela, tocando seu rosto com o nó de seus dedos. — Mas estranhamente, eu gosto do cheiro que fica em você.

Seu corpo tremeu e ela mordeu o lábio.

— Você não quer tirar a poeira do seu corpo? — perguntou provocantemente, provavelmente com seus olhos ardendo.

Ele sorriu lascivamente, tocando seu lábio inferior com o polegar.

— Parece uma boa ideia. — levantou-se de sua posição acocorada, expondo os longos músculos de suas coxas. Ele abriu o zíper de seu traje, retirando a parte de cima, para depois jogá-la perto da privada. Então, retirou a calça, ficando apenas com o short arejado que ele sempre colocava por baixo, expondo seu amigo endurecido. Rapidamente, ela colocou as mãos no cós dele, puxando a peça para baixo. Serpenteou sua palma molhada pelo seu cumprimento, massageando sua cabeça suavemente com o polegar, seguindo até a parte de baixo, massageando de maneira ainda mais suave, retirando um suspiro dos lábios do seu loiro. — Princesse, eu não vou durar muito tempo se você continuar fazendo isso.

Ela lhe deu um olhar inocente, afastando-se para acomodá-lo na banheira grande.

— Então, o que está esperando, krasivyy? — arqueou a sobrancelha, limpando um pouco das bolhas, para que ele tivesse um vislumbre do produto.

Com um sorriso ladino, o loiro adentrou a banheira, prendendo-a contra si em um beijo ardente. Enquanto suas bocas trabalhavam juntas, as mãos dele desciam por seu corpo, atiçando cada terminação nervosa dentro dela, que tentava encontrar atrito, esfregando-se contra a coxa direita dele, que estava estrategicamente colocada entre as suas.

— Eu senti sua falta. — ele sussurrou contra a pele de sua bochecha, enquanto sua mão direita serpenteava pelo meio de suas coxas, atingindo o objetivo de seu desejo. — Você não sabe o quanto...

Ela gemeu, arqueando os quadris de encontro aos seus dedos grossos.

— Oh, eu... hm, também. — disse com sinceridade. — Eu gostei do seu novo visual... — tocou a barba macia dele, descendo sua mão até tocar o seu peito peludo, que parecia ainda maior e bem mais trabalhado. — Eu sempre achei que você ficaria bem como um bear.

Ele riu, dando-lhe um beijinho de esquimó.

— Você surge com cada surpresa... — sussurrou. — Como essa aqui... — ela arregalou os olhos quando ele lhe mostrou o vibrador temático do manto dele. — Parece interessante, não? Que tal colocarmos ele à prova?

Ela não teve tempo de responder, ou de ficar corada, logo o brinquedo fora ligado.

O loiro traçou-o pela pele sensível de seu pescoço, como ela uma vez havia lhe ensinado, usando-o como exemplo.

Logo, o vibrador atiçava seus mamilos endurecidos, tirando gemidos roucos de si, ao mesmo tempo em que os dedos dele se ancoravam um pouco mais em seu núcleo latejante.

Ela praticamente perdeu o controle quando as vibrações do brinquedo chegaram até o seu botão necessitado. Seus olhos reviraram e seus dedinhos do pé se contraíram.

Ofegante, encarou o olhar incendiado do seu loiro, que sorria para ela com admiração.

Ainda com um sorriso em seu rosto, ele utilizou o brinquedo para auxiliar os seus dedos e essa foi a sua perdição.

Praticamente um grito alto escapuliu de seus lábios entreabertos.

— Venha para mim, princesse. — o loiro murmurou.

Ela não precisou de mais nada, apenas permitiu que as ondas fortes do maremoto lhe alcançassem. ***

Quando terminou, o vibrador se sacudia na água ao redor dela, enquanto a mesma ofegava penosamente, provavelmente tão vermelha quanto seus cabelos.

Fechou os olhos com força e encostou a cabeça na porcelana fria da banheira.

Lyanna Angianova, você é uma completa idiota. — resmungou para si mesma, permitindo-se rir de si mesma, ignorando a sirene de SEXTA-FEIRA.

Pelo menos, ela não precisaria mostrar a todos o presente filho da puta e maravilhoso que sua amiga lhe deu.

Notas finais
Então... safradinha essa pessoinha, né? Não olhem para mim, eu estou envergonhada ( ͡° ͜ʖ ͡°) Até quarta!