The Captain and The Petal.
16 Fifteenth Chapter. - Sokovia and the improved ones.
Notas iniciais

Sokovia e os aprimorados.
Primeiramente, Lynna bateu, mas não ouve nenhuma resposta, então ela lentamente torceu a maçaneta, feliz por encontrar porta aberta, mas aterrorizada de entrar ali e encontrar algo extremamente comprometedor que poderia traumatizá-la pelo resto da vida.
Respirando fundo, ela colocou seus pés para dentro.
— Steve? — chamou-o, mas não havia nenhum sinal do loiro.
Sua primeira reação foi chamar por JARVIS, mas lembrou-se de que Natasha havia dito que ele estava em manutenção, então bufou, controlando a respiração, olhando ao redor do quarto, com as bochechas pinicando.
Assim como no dia da confusão, ela viu vários desenhos ao redor das paredes.
Todos eles eram tão lindos! Ela não sabia que Steve desenhava.
Caminhou até o criado-mudo, vendo um desenho inacabado dela, seus cabelos foram ricamente pintados de vermelho-alaranjado, estavam esvoaçantes e seus olhos brilhavam cor-de-rosa, enquanto ela segurava o braço do loiro. – um destaque para a perfeição do detalhe dele em sua marca de nascença (uma lua crescente no pulso direito) – Era o acontecimento do hospital, quando ela teve uma “alucinação” dela morrendo e eles meio que confessando que se amavam. Ele fez aquele evento parecer algo divino.
Então, ela ouviu um clique vindo do banheiro. A descarga foi dada.
Extremamente assustada, ela imediatamente colocou os desenhos no mesmo lugar que havia encontrado, para depois dolorosamente sumir, se materializando numa poltrona na outra extremidade do quarto, bem a tempo de ver a figura de Rogers vestido apenas com uma calça de moletom, completamente assustado.
— Lynna! — ele exclamou. — Eu... uh... o que faz aqui?
Suas bochechas coraram e ela desviou o olhar de seu torso nu, com gotículas de água descendo pecaminosamente e sumindo na barra da calça numa trilha que ela já tinha visto quando trêbada.
— Erm... Nat me pediu para chamá-lo. Ela encontrou a localização de Hanna. — explicou-se, engolindo em seco. — Eu tentei chamá-lo, mas não obtive resposta, então eu entrei... sinto muito.
Ele deu-lhe um sorriso de dentes perfeitos.
— Tudo bem. — murmurou. — Eu estava distraído nos fones de ouvido. — indicou fofamente as orelhas, corando.
Ela sorriu timidamente.
— Certo, precisamos ir. — levantou-se. — Irei agora... — ela balbuciou. — Para a sala de reuniões.
Ele assentiu.
— Certo, certo... eu só irei pôr uma camisa. — disse. — E como vai a perna?
— Ótima. — ela disse urgentemente, apertando e torcendo a maçaneta. — Estou indo...
Então correu para fora, mancando até o elevador, batendo no botão do andar desejado, ofegante pela proximidade perigosa.
Merda, ela realmente deveria conversar com Steve, antes que a merda se tornasse ainda maior e difícil de camuflar.
Respirando fundo, ela adentrou a sala, segundos antes do loiro.
— Bem, Natasha. — Lynna resmungou. — Depois me ter feito esperar, onde está Hanna?
Ela deu-lhe um sorrisinho sarcástico, antes de abrir a imagem de um castelo dentro da floresta que lhe era bastante conhecido.
— Sokovia? — seu queixo caiu.
— Você conhece essa base? — Tony questionou-a, franzindo o cenho.
Ela assentiu.
— Na base em que eu vivia, os agentes a chamavam de lixeira da Hydra. — Lynna respondeu-lhe. — Tudo o que não servia mais eles mandavam para lá. A base é tão precária quanto ao local que a abriga.
Eles pareceram refletir.
— O líder da base é um cientista chamado Strucker, você o conhece? — Nat questionou-a, fazendo Lynna franzir o cenho.
— Eu não sei. — murmurou. — Eu não me lembro muito bem dele. Deve ser por conta de alguma lavagem cerebral “recente”.
Ela assentiu.
— Certo. — ela trocou a imagem por uma mais próxima. — Estas imagens vieram do radar da SHIELD. Fury me disse que este homem está envolvido com tecnologia Chitauri. Eu não sei quanto, mas há muita coisa. — Nat encarou Thor. — É provável que o cetro de Loki possa estar lá, assim como Hanna.
— E quando partimos? — Lynna questionou afobada.
— Você acabou de sofrer uma lesão, tem certeza de que quer ir a uma missão arriscada como essa? — Steve questionou-a, o olhar em seu rosto era preocupado.
— É Hanna! — ela encolheu os ombros. — É o primeiro sinal concreto que tenho sobre ela há meses! Eu prometo que não vou me esforçar. Apenas procurarei por Hanna e voltarei para o jato, mas eu preciso ir! E com certeza eu vou, mesmo se não me deixarem.
Ele suspirou alto, assentindo.
Lynna pulou da cadeira, bicando sua bochecha e correndo para fora da sala de reuniões, sem ter reparado na cara de idiota que ele havia feito quando ela saiu.
— DEZ MINUTOS, LADY TÓXICA! — Tony gritou.
— VOCÊ DIZ ISSO PORQUE PODE SE TRANSFORMAR NO AR, SEU EXIBIDO! — ela gritou de volta.
Vestindo seu traje em tempo recorde, Lynna foi até o hangar, onde todos esperavam por ela.
A ruiva mais alta se colocou entre Natasha e Bruce, enquanto Clint se dirigia ao cockpit para pilotar a nave. Ela estava tão animada, que não conseguia esconder seu sorriso aliviado. Estava prestes a reencontrar sua amiga/irmã e isso era a melhor coisa que lhe aconteceu em todo esse tempo além do time.
*
Eles haviam se dividido.
Thor e Tony, os capacitados de voar, estavam separados pelos dois lados da floresta que cercava a base, na colina acima. Clint e Natasha dividiam um jipe de guerra que Fury disponibilizou, e ela estava presa numa motocicleta com a pessoa que ela vinha evitando por quase duas semanas, tudo porque a mulher que se diz sua AMIGA se jogou ao lado do Gavião Arqueiro antes que ela pudesse dizer alguma coisa com um sorriso de “te fode aí”.
Aquela era a primeira vez que ela via o Hulk, por mais que já tivesse ido numa missão em que Bruce havia se transformado no grandão.
A tecnologia que a Hydra disponibilizava a assustou.
A base sokoviana não se parecia com nada do que ela lembrava.
Robôs voavam por todos os lugares, máquinas altamente sofisticadas atiravam contra eles e até mesmo as armas que os agentes usavam eram mais tecnológicas do que as que ela normalmente estava acostumada.
O pente de seu revolver havia sido descarregado contra agentes estrategicamente posicionados em torres, enquanto a moto corria através da floresta cercada por uma fina camada de neve.
Com um impulso, ela se colocou de pé, se equilibrando como se fosse qualquer outra missão ao lado de seu antigo parceiro, usando seus poderes para derreter o metal, tanto dos robôs, quanto dos bunkers, enquanto escutava o escudo de Steve bater contra os agentes no chão.
— Droga! — Lynna escutou Tony xingar pelo com.
— Olha a língua! — a voz de Steve saiu automática e severa, fazendo-a franzir o cenho, segurando uma risada. — JARVIS, como é a vista de cima?
— A construção central é protegida por um tipo de escudo de energia. — a IA respondeu. — A tecnologia de Strucker é maior do que a de outras bases da Hydra que invadimos.
— O cetro de Loki deve estar aqui. — Thor comentou. — Strucker não conseguiria essa defesa sem ele. Finalmente.
— Esse finalmente tá demorando demais, meninos! — Natasha suspirou.
— Eh... — Clint se pronunciou. — Acho que perdemos o elemento surpresa.
— Pera aí. Ninguém vai comentar o fato do Capitão ter dito olha a língua?! — Tony questionou falsamente indignado.
— Foi mal. — o loiro disparou, assentindo para que Lynna pulasse da moto, caindo graciosamente na neve. — Saiu sem querer. — ele disse após ter jogado o veículo em cima de um jipe da Hydra.
Agora sem nenhuma bala, Lynna teria que confiar em seus poderes, assim como em suas facas.
Ela pulou no pescoço de um dos agentes, derrubando-o enquanto fazia um corte limpo no antebraço do outro que estava próximo, arrancando um grito de surpresa e assombro.
— A Pétala está aqui! — um dos agentes disse através de um rádio, ele era alemão.
— Onde está o outro? — outro agente afoito questionou-a, tentando atingi-la com o rifle, acreditando ser homem o suficiente para isso. — Você não parece tão ameaçadora sem ele.
Lynna inclinou levemente a cabeça, sorrindo maliciosamente.
Com um golpe, ela imobilizou-o numa árvore, travando seu ar com o solado e o salto de sua bota.
— Olha só, temos um Sherlock Holmes por aqui. — ela disse sarcasticamente em alemão. — Eu não precisei de um braço de metal para te sufocar, idiota, e definitivamente não precisaria mais do que o meu pé para acabar com a sua vida, mas nem para isso você presta.
— Poxa. — ela ouviu Tony falar. — Depois eu vou querer saber a tradução disso.
Revirando os olhos e negando com a cabeça enquanto ria, Lynna deixou o agente agonizando na neve, enquanto seguia para onde os meninos estavam.
— A cidade está sendo atingida. — a voz de JARVIS soou em seus ouvidos.
— Eu não acredito que Strucker se importe com os inocentes. — ela disparou, usando seus poderes para derreter parcialmente um bunker que atirava em sua direção.
— Lady Tóxica está certa. Envie a legião de ferro. — Tony voltou a falar.
— Uma pergunta. — ela disse, enquanto chutava a cara de um agente que estava próximo demais, usando o cabo de sua faca para desmaiá-lo. — Lady Tóxica é mesmo meu nome de vingadora?
Ela ouviu o silvo da risada de Natasha.
— É uma possibilidade. — Tony respondeu divertidamente. — Eu não descartaria, parece legal até.
Lynna bufou.
— Definitivamente não. — resmungou, atirando uma faca certeira num dos agentes que apontava um rifle para ela, capturando outra faca no coldre.
— Ah, qual é?! — o Homem de Ferro insistiu. — É legal!
Ela usou seus poderes para formar um escudo contra as balas, aproximando-se da construção.
— Talvez eu considere a proposta, com umas três doses de hidromel asgardiano. — resmungou.
— Eu não tomaria hidromel se fosse você. — Natasha disparou sarcasticamente. — Consequências pesadas e doloridas.
Escondendo o rubor, ela explodiu seus gases contra um grupo de agentes em sua retaguarda, que ficaram desnorteados. Levantou os olhos, a tempo de ver algo como uma fagulha/raio azul claro quase derrubar Steve com a cara no chão.
— Temos um aprimorado aqui. — ele disse comprimindo o ouvido.
— Clint caiu! — Natasha disse urgentemente. — Deem um jeito naquele bunker.
Então, um grunhido animalesco tomou conta do local, indicando que o Hulk estava em movimento. Lynna só ouviu o barulho do impacto, um pouco assustada com o estrago que ele podia fazer.
— Stark. — Steve resmungou ao seu lado, nocauteando dois agentes de uma vez. — Precisamos entrar logo!
Ela se concentrou em fazer os agentes cambalearem, assim ficava mais fácil de nocauteá-los. O fato de eles terem medo dela também contribuiu.
— Ponte levadiça abaixada. — Tony disse depois de um tempo de deliberação com JARVIS.
— E o aprimorado? — Thor surgiu ao seu lado.
— Ele é como um raio. — Steve respondeu. — Dos novos inimigos que enfrentamos, nunca vi nada assim. Na verdade, ainda não vi.
— O Clint está seriamente ferido, temos que evacuar. — o tom da voz de Natasha a deixou preocupada.
— Eu levo Barton para o jato. O quanto antes melhor. — Thor disse. — Você e Stark recuperam o cetro.
Neste instante, Lynna sumiu, correndo o máximo que o vento lhe permitia até a base da construção, procurando por algum lugar para adentrar.
— Entendido. — ela ouviu Steve estaticamente dizer. — E quanto a você Lynna, fique ao meu lado... Lynna?
Ela se materializou ao lado de uma porta enorme de carvalho.
— Estou dentro. — ela disse ao com. — JARVIS procure pela assinatura de calor de Hanna Nuri.
— A assinatura de calor da senhorita Nuri foi confirmada. — ela soltou um suspiro aliviado ao ouvir a IA. — Ela está mantida em uma câmara criogênica há seis metros abaixo, numa masmorra.
— Certo, estou indo. — disse avidamente, correndo para dentro.
Ela subiu as escadas de pedra fria, virando num corredor que ela conhecia. Pelo que se lembrava, ela precisava passar ao lado de um laboratório para encontrar o caminho das masmorras, como numa antiga base da Hydra na Alemanha, uma que havia sido desativada pelo Comando Selvagem durante a Segunda Guerra Mundial.
O mesmo raio que atacou Steve passou ao seu lado, fazendo-a se armar com o seu gás. Um jovem com os cabelos platinados se aproximou dela, sorrindo arrogantemente.
— Olhe só. — ele tinha um sotaque sokoviano bem forte. — É a preciosa que Strucker tanto falava. — ele se projetou perigosamente para perto dela, tocando sua bochecha com a mão direita. — Ele não estava errado quando disse que a Pétala Amaldiçoada era tão bonita como uma deusa.
— Uh! Alguém anda mexendo com os corações adolescentes. — Tony alfinetou.
Rapidamente, ela apertou o vão entre o ombro e o pescoço do garoto com força, fazendo-o gemer de dor, ajoelhando-se na pedra fria com a cara retorcida.
— Ele esqueceu-se de dizer o quão perigosa eu sou. — ela sibilou ameacadoramente. — Não me toque outra vez. Ou vai ter que aprender a viver sem uma mão.
Então ela o mandou rolando pela escada, sem dó.
Um raio vermelho atravessou ao seu lado, perdendo-a por milímetros, fazendo-a rolar, dando de cara com uma garota de longos cabelos castanhos, que encarava-a com raiva.
Seu sangue gelou. Ela meio que se lembrava dessa garota, contudo, ela parecia mais velha do que a menina de sua memória.
— Algo a dizer? — arqueou a sobrancelha.
Antes que a garota pudesse responder, Lynna fez um escudo com seus poderes, enviando-a para a parede, para depois correr na direção oposta à dos aprimorados.
— Há uma garota também. — ela disse através do com. — Eu não sei o que ela faz, mas parece furiosa.
— Lady Lynna. — Thor chamou-a. — Eu encontrei algo que pode ser de seu interesse. Abaixo do laboratório.
Ela correu na direção que o deus indicou, pulando alguns degraus até chegar a um corredor úmido, vendo-o parado na última cela. Seu coração galopava no peito. Ele estava ao lado de uma capsula de criogenia.
— Esta é sua amiga? — ele questionou-a assim que ela se aproximou de sua construção enorme.
— Sim. — respondeu entre lágrimas. — Encontramos Hanna. — ela comprimiu a orelha esquerda.
— Ótimo. — ouviu a voz de Steve. — Vocês podem trazê-la para cima?
— Tentaremos. — Lynna respondeu.
Havia uma corrente forte presa ao metal da capsula. Os vários agentes caídos ao redor, indicavam que ela seria removida, uma vez que estavam evacuando a base.
Thor quebrou o grosso cadeado com as próprias mãos, fazendo a corrente cair e a capsula estalar com um barulho alto, que ecoou pela cela parcialmente vazia, como se eles tivessem aberto uma geladeira gigante.
Uma nevoa densa se espalhou pelo local, então Lynna sugou um pouco dela, para facilitar a visualização do corpo adormecido de Hanna, que parecia pior do que as vezes que ela via isso acontecer.
A pequena pendeu para frente, por conta da posição em que ela se encontrava.
Antes que Lynna pudesse correr para acudi-la, Thor capturou a coreana nos braços enormes, colocando-a delicadamente no chão, apoiada nos braços da ruiva.
— Ela está morrendo. — ele sussurrou, com o rosto na altura do nariz de Hanna.
Lynna entrou em pânico, percebendo que a pequena quase não respirava corretamente.
— E não há nada que possamos fazer? — questionou desesperada.
Ele encarou-a.
— Há algo que eu posso fazer, mas eu não sei se ela aguentaria. — disse-lhe.
Lynna apertou fortemente a mão de Thor, encarando-o firmemente nos olhos, uma conexão esquisita se ampliou ao redor deles.
— Eu confio em você, Thor. — ela murmurou. — Faça o que for preciso. Salve Hanna!
Com um aceno de cabeça, ele agitou o martelo fracamente, criando eletricidade suavemente, para depois encostá-lo no peito dela, que se mexeu fracamente, mas ela não reagiu.
Ele tentou outra vez, com um pouco mais de forca, então, a garota sugou o ar com força, abrindo rapidamente os olhos, fazendo-os entrar em foco.
— Hanna! — Lynna exclamou. — Ah, obrigada, Thor! — ela disse emocionadamente. — Han, você sabe quem sou eu?
— Lya? — seus olhos se arregalaram, enquanto suas bochechas muito lentamente tomavam cor.
— Sim. — ela murmurou. — Sou eu.
— Lynna, Thor, precisamos evacuar a base imediatamente, Clint não pode mais esperar. — a voz de Steve era urgente.
— Precisamos ir. — Thor disse num tom de voz estranho. — Eu as levo.
Lynna assentiu, usando sua força para içar Hanna consigo, surpreendendo-se por ter sido incrivelmente fácil.
Thor segurou-a pela cintura, agitando o martelo. Ela agarrou Hanna da forma que conseguiu, bufando divertidamente com o grito estridente que a pequena havia dado quando eles decolaram.
O loiro de cabelos longos pousou graciosamente ao lado do quinjet, onde Clint gemia em cima de uma maca.
Lynna colocou Hanna em uma cadeira, se voltando para o vingador.
— Eu posso anestesiá-lo, você me permite? — questionou-o.
Ele levantou os olhos azuis para ela.
— Qualquer coisa para acabar com essa dor filha da puta. — o Gavião resmungou.
— Olha a língua! — Natasha disparou do outro lado da nave, que levantava voo.
Rindo, Lynna tocou-o na testa, permitindo que seus poderes escapassem por entre seus dedos, dosando-os para que Clint apenas dormisse.
Contudo, assim como fora com Steve no hospital da SHIELD, ela sentiu algo se desbloquear em sua mente, visualizando uma fazenda, uma mulher grávida e um casal de irmãos sorrindo para o Gavião, enquanto todo o time se aproximava de lá.
Ela soltou-se antes que pudesse se complicar.
Natasha levantou os olhos para ela.
— O que foi? — questionou-a preocupada.
— Não foi nada. — Lynna encolheu os ombros. — Apenas precaução para não envenenar nosso pássaro.
Ela riu um pouco, sentando-se ao lado do amigo.
Seguindo a sugestão de Nat, Lynna se aproximou de Hanna, ajoelhando-se a seus pés.
— E você, como se sente? — questionou-a. — Tudo bem?
— Lynna, quem são esses? — ela perguntou em coreano, franzindo a testa.
Ela suspirou.
— Eles não são Hydra, se é o que quer saber. São os Vingadores. — respondeu-a na mesma língua. — São meus amigos. Eu consegui escapar. O Soldado me tirou.
— E onde ele está agora? O Soldado...
— Ele fugiu. Não sei onde ele está. Estamos procurando por ele.
Ela encarou-a curiosamente, enquanto Lynna se levantava e ia até onde ela sabia que Tony escondia suas guloseimas, capturando uma bolsa de salgadinho e uma garrafa de água, entregando-a a Hanna.
— Não é algo saudável, mas te manterá viva até chegarmos. — disse-lhe maternalmente. — Agora, seja uma boa menina, ok? Depois eu a apresentarei a todos, quando você estiver melhor.
Uma vez que Hanna assentiu, Lynna deixou-a quietinha no canto, enquanto removia as armas e colocava no arsenal da nave, foi quando ela percebeu que Thor encarava a pequena com uma expressão esquisita, sequer desviando o olhar uma vez.
Parece que alienígenas não possuem inibições.
Arregalando os olhos, ela voltou-se para Hanna, que estava tão vermelha quanto um pimentão.
Pelo menos alguma cor.
Balançando discretamente a cabeça, Lynna soltou um risinho.
A viagem seria extremamente longa nesse passo.
*
Até eles voltarem à Torre, Hanna não disse um “A”, apenas observando os tripulantes da nave como se eles fossem atacá-la a qualquer momento, independente de Lynna estar segurando sua mão, passando-lhe conforto.
Também não ajudava o fato de Natasha ter uma expressão estoica e preocupada no rosto, assim como Thor que não parava de encará-la. As únicas exceções eram Tony – que voava de volta na armadura –, Bruce – que parecia tão tímido quanto ela – e Steve – que pilotava a nave.
— Vocês estão assustando-a. — Lynna ralhou, brava.
Nat arregalou os olhos, desviando rapidamente o olhar.
— Sinto muito. — ela murmurou. — Não era a minha intenção. Desculpe-me Hanna.
A pequena sorriu timidamente.
— Está tudo bem. — ela respondeu baixinho, quase ininteligivelmente.
Thor, vendo-a estreitar os olhos, desviou o olhar também.
— Estamos felizes que esteja bem, Hanna. — Bruce disse simpaticamente. — Lynna não parava de falar sobre você.
Ela sorriu amplamente.
— Obrigada. — ela murmurou, um pouquinho enferrujada na língua estrangeira.
Então, a nave finalmente pousou.
A equipe médica já os esperava para levar Clint para a cirurgia.
Lynna segurou Hanna pelas costelas, caminhando lentamente com ela até a enfermaria, onde sentou-a numa maca.
— Fique aqui. — ela disse para que a pequena entendesse. — Eu vou buscar alguém para cuidar de você. — Hanna arregalou os olhos, agarrando-a pelo braço. — Não se preocupe, eu volto logo. Você está segura, Han.
A pequena assentiu, permitindo que ela fosse para fora.
Como a doutora Cho estava em cirurgia com Clint, sua única saída era Bruce.
— Oi Bruce. — ela disse, atraindo a atenção dos presentes na sala comum. — Você poderia dar uma olhadinha em Hanna?
Ele ajustou os óculos na ponte do nariz.
— Claro, Lynna. — sorriu.
Ela sorriu também, caminhando ao seu lado até a estação em que a morena estava.
*
Com muita relutância, Hanna permitiu que Bruce a examinasse, apenas porque Lynna prometeu-a acompanhar o processo através do vidro, então ela momentaneamente a encarava, checando para ver se a ruiva estava cumprindo a sua promessa.
— Agora entendo sua preocupação com ela. — Rogers disse, vendo-a observar Hanna de longe, que agora tomava soro e estava um pouco sedada, para que fizesse efeito mais rápido, e ela melhorasse logo. Bruce disse que os genes dela respondiam de maneira diferente a tenebrys sakura dentro de si porque o soro fora alterado. Ela não deu errado, eles apenas não souberam como controlar seus poderes. Aquela criaturinha era muito poderosa, por isso a congelaram. Por medo. Ela tinha medo de tentar descobrir o que Strucker queria fazer com ela tendo toda aquela tecnologia ao seu redor. — Isso me faz lembrar alguém que eu conheci há muito, muito tempo atrás.
Ela o encarou.
— Bucky. — murmurou, vendo os olhos do Cap ficarem tristes.
— Ele era assim comigo. — ele respondeu melancólico, lembrando-se da época em que eles eram jovens. — Antes do soro. — ela lembrou-se do garoto franzino do museu. — Eu era bem menor que ele.
Lynna sorriu, lembrando-se das memórias que Bucky lhe contava. Pareciam ter sido eras atrás.
Seu coração se apertou.
— Ele me disse que você era burro demais para escapar de uma briga. — ela disse, fazendo-o rir, envergonhado. — E que colocava jornais em seus sapatos para ficar mais alto.
O loiro corou.
— Sabe... — ele parecia querer desviar do assunto constrangedor. — Sempre que eu me metia em alguma briga... ele estava lá para me defender. — suspirou. — Vocês duas parecem ser um espelho de Bucky e eu, nos anos 40. Quando eu me metia em tantas frias e ele sempre estava lá... até o final da linha.
Ela tocou seu ombro, sorrindo de lado.
— Você sabe que ele vai estar lá, não sabe? — perguntou, mordendo o lábio para não contar o que estava entalado na garganta. — Vamos achá-lo, Steve.
Ele sorriu.
— Sabe... — ela continuou, também tentando desviar um pouco do assunto. — No dia em que eu vi esta garota ser arrastada para o tanque de veneno mais de vinte anos atrás... — ela se segurou para não chorar. — Eu soube que devia fazer alguma coisa para ajudá-la. Como eu nunca havia feito com as outras durante todos esses dezesseis anos que passaram fazendo experimentos com garotas inocentes, que morreram por causa da ganância de alguém muito cruel. Elas não mereciam isso. Então prometi a mim mesma que iria salvá-la.
— E cá está ela. — ele disse, sorrindo. — Você conseguiu, vingadora. — Lynna sorriu, voltando a encarar a pequena adormecida. — Á propósito, Tony vai dar uma festa daqui a dois dias. Talvez Hanna esteja disposta. É em comemoração ao sucesso da missão.
Ah não! Outra festa não! Pelo amor de Deus, este homem só podia estar planejando a sua morte, pois ela não conseguia enfiar sua cara em lugar nenhum após a última festa, e agora ele já queria dar outra?!
Lynna soltou uma risadinha nervosa.
— Vai ser difícil convencê-la a ir. Hanna está um pouco intimidada. — declarou desviando o assunto. — Ela é muito tímida. Mas eu gosto de desafios.
Steve também sorriu, para depois tomar uma expressão bastante séria.
— Lynna... — oh merda! Ela não gostava nadinha de seu tom de voz cauteloso. — Você sabe que não pode fugir mais. Precisamos conversar sobre aquilo.
Respira, inspira, respira e não pira!
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