The Captain and The Petal.
84 Eighty-second Chapter. - What happens in Vegas...
Notas iniciais

O que acontece em Vegas...
— Ae! — ela, Marnie e Loki, que não tinham mais nada o que fazer, estavam gritando toda vez que um raio atravessava uma das árvores enormes da floresta que cercava o Complexo, sempre acompanhado de um trovão.
— Vocês fumaram alguma coisa? — Tony apareceu na varanda.
— AE! — Lynna gritou, voltando-se para ele. — Não. Três pessoas não podem inocentemente gritar para os trovões?
— Eu hein, tem doido para tudo nesse mundo. — ele deu de ombros. — Eu só estava procurando por Hanna. Eu achei que ela estaria com você, por causa da chuva...
Ela mordeu o lábio, fitando-o.
Sabe de nada, inocente.
— Ela deve estar ocupada em algum lugar, mas eu posso fazê-la aparecer. — o moreno de olhos castanhos franziu o cenho. — SEXTA-FEIRA, você poderia chamar Hanna para mim? Diga a ela que há uma emergência urgente no primeiro andar, mas não diga que fui eu quem solicitou a presença dela.
— Certamente, senhorita Angianova. — a IA disse. — Devo utilizar as sirenes?
— Sim. — Lynna sorriu maliciosamente.
Não deu cinco minutos, Hanna apareceu na sala como se tivesse visto um fantasma, com os olhos arregalados, pálida, e com os cabelos revoltos, como se ela tivesse corrido, mas três das quatro pessoas naquela varanda sabiam o que realmente ela estava fazendo.
— O que aconteceu? — Han perguntou, resfolegando.
— O que você estava fazendo, mocinha? Parece até que viu um fantasma... — ela estreitou os olhos para Marnie, que abriu um sorriso provocativo.
— Eu ia dizer, mas vou ficar calada. — a pequena resmungou. — O que você está fazendo que não está na enfermaria?
— Minha doutora preferida me deu folga. — a mais nova respondeu. — E por doutora preferida, eu não quis dizer você.
Han mostrou o dedo do meio para ela, que revirou os olhos, sorrindo.
— Ok... despistando o fato de que sua irmã e esses dois perturbados estavam gritando para os trovões, eu preciso da sua ajuda, Hanna. É uma questão de vida ou morte. — Tony falou, sendo dramático como sempre. — E aos outros três, o senhor capitão mandou-lhes avisar que está vos esperando na sala de treinamento, e que ele não aceita um não como resposta.
Mary resmungou um “mas eu tô de folga!” antes de eles saírem da varanda.
A ala de treinamento estava cheia de Vingadores, observando Steve e Bucky lutarem, o que sempre era um show à parte.
Ela, Loki e a ruiva anã se sentaram ao lado do loiro asgardiano, que revirou os olhos dramaticamente, bufando quando os três passaram a piscar compulsivamente para ele.
— Eu mereço! — resmungou, observando a carinha maliciosa que Lynna lhe dava.
— Agora eu sei o que todas essas tempestades fora de temporada significam... — sussurrou, arrancando risinhos dos seus comparsas.
— A senhorita está se divertindo, agente Angianova? — merda.
Não existia amor nos treinos obrigatórios. Se ela fizesse qualquer coisinha errada, Steve iria criticar tudo como a pequena merda que ele era.
Thor abriu um sorriso triunfante.
Hora da vingança...
— Não senhor. — respondeu. — Quer dizer... sim e não. Eu só estava conversando aqui com o meu primo querido, que nós deveríamos lutar, não é mesmo Thor?
Ele arregalou os olhos.
— Eu não! — gritou.
Ela ampliou um sorriso.
— Você sim. Vamos! A não ser que esteja com medo de mim... — provocou, jogando seu casaco em cima do banco.
Emburrado – porra, a convivência com Hanna estragou esse menino –, o loiro mais alto se levantou, jogou seu casaco no banco e seguiu-a para a sala cercada de paredes de vidro.
— Se você chorar, a culpa não vai ser minha. — disse-lhe.
Ela sorriu.
— Ah, você bateria numa garotinha? — piscou inocentemente, se armando.
— Se ela provocar... — ele estreitou os olhos, desviando-se do primeiro golpe.
Por algum tempo, os dois brincaram um pouco de gato e rato, com Lynna quase acertando Thor por um triz. O filho de uma mãe conseguia escapar dela, não importava a sua rapidez no ataque, então, ela cometeu um erro gravíssimo:
A distração.
Em sua defesa, não foi culpa dela, ela apenas se sentiu estranhamente conectada ao fio roxo que serpenteou à sua frente, levando-a até a Mary, que não usava mais o conjunto de calça leggin e top esportivo, mas sim um vestido fluido, estando na mesma posição, mas havia algo a mais.
Seu braço direito enrolava-se ao redor de seu ventre dilatado, olhando para seu irmão de maneira plena, realizada, e isso assustou-a.
Seu corpo foi ao chão com um soco.
— LYANNA! — a peste do seu primo gritou, escorregando para ficar na sua altura. — Você é louca?! Eu poderia ter te matado!
Ela revirou os olhos.
— Não seja burro. Eu não ia morrer por causa de um murro! — resmungou, depois riu. — Rimou.
Ele franziu o cenho, negando com a cabeça.
— Você sabe quem eu sou? — Thor perguntou, fazendo-a rir.
— Eu sei quem você é, seu bobinho. E seu o que você fez semana passada. — balançou as sobrancelhas, fazendo-o praguejar algo em nórdico. — Me levanta?
Ele fez o que ela disse, colocando-a em pé.
— Você está bem. — mãe-galinha Steven aproximou-se dela, checando seu rosto. — Você tinha que subir o soco?!
— A culpa não foi minha! — o loiro mais alto se defendeu. — Ela parou o ataque do nada, e começou a encarar o vidro como uma maluca!
A ruiva ignorou o xingamento e a discussão dos dois, encarando Mary, que tinha um ponto de interrogação na cara, encostada ao vidro. Ela já tinha voltado ao normal, mas parecia algo muito nítido...
— Eu tive uma visão! — sua fala cortou a briguinha deles, que encararam-na com o cenho franzido. — Eu tive uma visão, porra! — olhou para Mary, com o coração disparado. Sorrindo para algo que a amiga só podia sentir, porque ela jamais poderia ver as coisas que Lynna via sobre o futuro. — Eu tive uma visão.
— Ok, eu bati em sua cabeça com força demais. — seu primo disse, tocando seu rosto.
Só de pirraça, ela decidiu que iria dar um sustinho nele.
Sua mão direita segurou a dele, fazendo-o sorrir com o seu sorriso doce, então, sua expressão se endureceu, assustando os dois loiros quando o mais alto passou voando pela sala, batendo com força numa das paredes.
— AAAAH! EU SOU FODA! — gritou, fazendo uma dancinha tosca. — TRÊS PONTOS PARA MIM, PORQUE EU SOU MUITO SEXY E SALIENTE, E EU NUNCA VOU ESQUECER ESSE MOMENTO!
— Você me paga. — Thor resmungou, com a cara no chão. — Quando eu melhorar, você vai se arrepender.
Ela sorriu angelicalmente para ele.
— Duvido. — saltitou até a saída.
— Vai me deixar para morrer aqui? — ele gritou dramaticamente.
— Você não vai morrer, Thor, no mínimo vai ganhar uma injeção na testa, isso dependendo do humor em que Hanna está, porque Helen teve que voltar à Seul para uma conferência. — ela olhou para o mais velho, balançando as sobrancelhas.
— Ei, você está indo para onde? — Steve perguntou, vendo-a pegar o casaco e tentar rumar para a cozinha.
— Eu tive meu rosto batido! Preciso pegar algum gelo para colocar no lugar... — tentou argumentar.
— É, mas a senhorita pode se curar rápido! — Bucky entrou na conversa, arqueando a sobrancelha. — Os bônus de ser uma deidade.
— Eu fui sequestrada, um maníaco bateu na minha cabecinha linda, me fazendo perder a memória, eu sofri como um porco para o abate, e você não quer que eu cheque meu rostinho de princesa, Buckie? — dramatizou, fazendo-o revirar os olhos.
— Corta a cena, fofinha, eu não caio na sua chantagem emocional. — ele disse.
— Sem coração! — resmungou, sentando-se no banco.
— Ok... Thor, você pode sair para a enfermaria. — seu noivo traidor disse.
— Mas eu também fui injuriada! — ela gritou em protesto.
— Ele quebrou costelas! — o loiro mais baixo rebateu.
— Eu quero o divorcio! — ela cruzou os braços, fazendo bico.
— Nós ainda não casamos! — ele rebateu, colocando as mãos nos quadris.
— Então eu vou cancelar o casamento! — ela revidou.
— Vai logo, Lyanna, e não me apareça aqui sem um saco de gelo. — sorriu triunfantemente com a sua fala. — Dez minutos!
Ela correu para fora, batendo na parte de trás da cabeça de seu primo quando passou por ele, arrancando um grito de protesto do capitão do time, que não tinha senso de humor nenhum.
— Deixe só eu melhorar... — o loiro mais alto disse, fazendo-a mandar-lhe um beijinho no ar.
— Se você tentar alguma coisa eu conto sobre as perninhas de frango. — e com isso, ela sumiu na cozinha.
*
— Oi gente feia! — Hanna apareceu na cozinha à tarde. — Tem sorvete para mim?
Natasha pulou do sofá, com os olhos arregalados.
— Merda Hanna, você tem um hematoma horroroso em sua coxa! — ela paralisou, vendo marcas de dedo em sua coxa de lagartixa albina. — Quem fez isso? Em quem eu devo enfiar a mão?
Aproveitando as presepadas de Bob Esponja, Lynna riu com gosto, o que acarretou em Han espancando-a com uma almofada.
— Para de rir de mim, sua vadia! — ela gritou.
— Mas eu não estou fazendo nada de mais! Han você sabia que estresse dá rugas? — esquivou-se. — Que hematoma é esse em sua coxa? — Hanna olhou para ela com uma cara de “você sabe”.
— Eu acho que me machuquei enquanto estava no laboratório. — deu de ombros, quase fazendo-a acreditar na mentira dela. Quase. — Mary, para onde você vai tão arrumada assim?
— Levar essa criança a uma tatuadora amiga minha. — a ruiva anã respondeu, apontando para Lynna, enquanto adentrava a sala. — Ela não iria calar a boca se eu não fizesse. Han, que hematoma feio é esse?
— Puta que pariu, esqueçam minhas coxas! — a pequena rosnou, virando-se para o balcão. Nesse exato momento, Thor apareceu na sala e se sentou na porra do banco, fazendo Nat arregalar os olhos e esperar ansiosamente pela briga. — Parece até que vocês são fissurados no meu corpinho! — Han continuou resmungando, ignorando o fato de que a Barbie Alienígena estava sentado em área proibida. — Vou começar a usar calças outra vez, é o jeito!
Ainda resmungando, ela rumou para a saída.
— Quando eu voltar vou querer ter uma conversa com a senhorita, ok? — Lynna gritou, rindo quando Hanna soltou um palavrão, concordando.
*
Definitivamente, ela não sabia de onde Mary tirava essas pessoas, mas a tatuadora – barra – aplicadora de piercing era tão doida quando a pequena.
Elas conversaram por alguns minutos, a moça chamada Diamante – sim, Diamante – contou-lhe tudo sobre os piercings que elas iriam aplicar, sobre o tempo de cicatrização, e, é claro, sobre a dor.
Contudo, ela quase não sentiu dor nas aplicações. A maioria delas foi em sua orelha direita, parcialmente enfeitando-a com suas joias de vibranium, que ela havia ganhado de Shuri. De alguma forma, Lynna conseguiu se lembrar que ela havia ganhado-as de presente da princesa de Wakanda enquanto estava lá. Ela sempre namorava os piercings que a garota tinha, mas vivia se queixando que joias convencionais derretiam por causa do seu veneno.
Sua última aplicação do dia ficava onde o sol não podia bater, ao menos que ela quisesse. Contrariada, Marnie teve que deixar o recinto, após ter colocado um piercing fofinho em sua orelha esquerda. Ela não poderia ver, ainda. Era uma surpresa para a semana que vem.
Quando saíram de lá, Lynna teve que segurar a mais nova para que ela não cometesse uma loucura de sair furando seu corpo inteiro. Ela estava obsecada com a variedade de piercings de vibranium que ela ainda tinha. A coisa mais linda do mundo, mas a criatura tinha certa restrição, por mais que ela possuísse um fator de cura acelerado.
Elas deram os braços e começaram a caminhar lado a lado pela calçada.
— Bruce te falou alguma coisa? — Mary começou, trocando o peso das pernas quando elas pararam para comprar alguma coisa no McDonald’s. — Ele disse que seus exames saíram e que minhas suspeitas foram confirmadas.
A mais velha parou, colocando o menu para baixo ao encará-la.
— Sério? — franziu o cenho.
— Sim, ele me disse que você, assim como Wanda e eu, possui pré-disposição para dons mentais. — respondeu-lhe, então ela esperou que Lynna fizesse os pedidos para depois soltar a bomba. — Lya... o que você viu lá na academia... era sobre mim, não era?
Seu coração tremeu, e seus olhos não conseguiram encontrar os dela.
— Sim. — respondeu num murmúrio, enquanto aguardava a comida.
— Era algo ruim? — o semblante de Marnie estava preocupado, assustado e sombriamente decidido, como se ela estivesse preparada para saber que iria morrer tragicamente.
A ruiva mais velha bufou.
— Não, não foi ruim, ou, pelo menos, não foi ruim na minha cabeça. — disse-lhe, fazendo o corpo da mais nova relaxar.
— O que foi? — perguntou-lhe, como uma criança ansiosa.
— Eu não sei se devo lhe contar... — Lynna murmurou, pegando a bandeja com o lanche, para depois acompanhar a outra ruiva até uma das mesas. — Meu medo é que você não goste do que vai ouvir.
— E como você pode me dizer que não foi algo ruim, se você não quer me contar? — espertinha.
— Porque envolve um trauma que você sofreu, e eu não sei se você desejaria se submeter a isso outra vez. Mesmo que inevitavelmente. — a mais velha apoiou o queixo na mão direita, vendo Marnie capturar sua comida e organizá-la em frente ao seu corpo.
Ela engoliu em seco, encarando-a.
— Eu estava feliz? — perguntou-lhe. Naquele instante, ela soube que a pequena havia notado do que se tratava a sua visão.
— Ao meu ver, sim, você estava feliz. — respondeu-lhe, vendo-a assentir, pensativamente.
— Eu disse a James que não queria mais ter filhos. — Marnie murmurou depois de um longo tempo de silêncio. — Tudo o que aconteceu com o meu primeiro me deixou com medo do que pode acontecer se eu engravidar outra vez...
Ela segurou sua mão, apertando-a carinhosamente.
— Depois de tudo o que você sofreu, é impossível não ficar traumatizada com isso. — a pequena assentiu. — Eu só quero que você saiba que nem tudo o que eu “vejo” vai inevitavelmente acontecer. Não se sinta obrigada só porque eu confirmei isso. Na verdade, eu não iria lhe contar, mas é realmente impossível mentir para a senhorita.
Mary riu baixinho.
— Acontece sem eu sentir. — disse em tom de desculpas. — É quase que automático.
— Será que eu vou ser assim também? — Lynna perguntou, arrumando-se na cadeira.
— Bem, a senhorita vai precisar de muito treino. — a pequena respondeu. — Vou bolar alguma coisa para fazermos quando vocês voltarem da lua de mel, porque ninguém merece começar a treinar uma semana antes do próprio casamento.
A mais velha deu-lhe um sorriso bobo.
— Às vezes eu nem acredito que tudo acabou. — murmurou, cutucando sua batata frita. — Que eu não tenho mais a Pétala enchendo a minha cabeça com merda, e que finalmente vou poder sossegar ao lado de quem eu amo. Parece que cada minuto que se passa, alguém vai tentar impedir que o casamento aconteça.
Marnie apertou a mão que segurava a sua.
— Nada vai acontecer a vocês. Nem que para isso eu tenha que matar alguém, vocês dois irão vestir suas roupas fabulosas, e irão subir naquele altar. — disse-lhe com convicção. — Er... sobre o piercing...
— Ficou lindo! — Lynna respondeu-lhe animadamente. — Mas eu só vou mostrar depois.
— Peste. — a pequena resmungou.
Ela riu.
— Vocês têm que aprender a controlar a curiosidade de vocês. — disse-lhe, recolhendo o lixo para se levantar.
— Falou a senhora que aguenta esperar pelas coisas! — Mary rebateu, levantando-se atrás dela, carregando os brinquedos que elas levariam para Hanna e Bucky. — Ei, o que você acha de antes de irmos, nós comprarmos alguma coisa para infernizar a nossa amiguinha...? — seu sorriso diabólico lhe deu medo, mas ela super queria infernizar Han, então... — Eu vi algo na loja de um dólar que vai fazer ela pirar de raiva.
A mais velha gargalhou.
— Cara, será que até eles se revelarem, nós iremos apanhar muito? — brincou, enlaçando o braço no da mais nova.
— Com certeza. — ela riu. — Uma vez, ela enfiou a cabeça de Loki dentro de um dos aquários de Tony, porque ele começou a importuná-la. Ele nos disse que tinha todo o direito, porque aquelas criaturinhas estavam fazendo barulhos esquisitos de madrugada e a pobre rena dorme no mesmo apartamento que Thor, então, ele abriu a porta do quarto do irmão, arrastou Hanna para fora e trancou o apartamento.
— Não! — Lynna arregalou os olhos. — Ela estava pelada?
— Nua com a mão no bolso! — Mary gargalhou, contagiando-a. — A sorte dela foi que eu estava saindo de casa, senão ela teria que se explicar. No outro dia, ela estava com tanto sangue nos olhos, que assim que o cunhado passou pela porta, ela puxou-o pelo cabelo e enfiou a cabeça dele dentro d’água, por sabe-se lá quantos segundos, antes de ele começar a se estrebuchar.
— Meu deus. — ela cobriu sua boca. — Hanna é meio doida, mas Loki estava errado em trancá-la para fora.
— Vai dizer isso para ele. — a mais nova fez um gesto de descaso.
Negando com a cabeça, ela permitiu que Mary a guiasse para a loja de um dólar, onde elas compraram um frango de borracha, coisas inúteis para espantar o tédio, e algumas coisas que elas acharam que eram necessárias.
Elas ainda passaram numa loja de maquiagem, antes de pegarem o táxi do rapaz indiano e falador, aquele que Mary jurou de pés juntos ser o motorista do Deadpool.
Ele as deixou na porta do Complexo, onde Hanna tinha uma placa não tão discreta de “mostra os peitos” para Lynna, que revirou os olhos, mas sorriu, retirando o frango de borracha da bolsa.
— Reconhece isso? — perguntou-lhe, fazendo-a amassar o papel e jogar cara dela. — Ei, mais cuidado com o meio ambiente, mocinha!
— Uma porra! — a nanica resmungou. — Buckie, eu vou bater naquelas pestes!
— Só depois que o meu piercing cicatrizar! — a mais velha gritou, exibindo as orelhas. — Fiquei linda?
Bucky franziu o cenho.
— Não. — disse-lhe com um sorriso safado e apanhou da galinha de borracha. — Eu tô brincando! Está menos feia.
— Cala a boca, seu... Barnes, você está comendo meus marshmallows?! Os marshmallows que eu ainda nem recebi do correio?! — gritou para ele, que apenas arreganhou um sorriso provocativo. — Será que você não aprendeu com o cacete que Loki levou?
— Loki não tinha o mesmo trunfo que eu tenho. — Bucky disse, aproximando-se dela.
— James, não faz isso... — Marnie tentou avisar, mas ele simplesmente piscou para ela e continuou a chegar perto de Lynna, que teve uma súbita vontade de se afastar dele.
— Lya, meu amor, você vai me deixar comer do seu marshmallow ou fazer o que eu quiser, porque eu sei sobre o seu soldado de silicone, que está não tão estrategicamente guardado numa matryoshka. — seus olhos nunca ficarão tão arregalados.
— Como assim?! — disparou para ele, usando o frango como uma arma.
Ele abriu um sorriso.
— Eu acho que o seu ‘eu’ desmemoriado é bastante burro, então, você deixou o vibrador vermelho, branco e azul em cima da sua cômoda. A sua sorte foi que eu entrei primeiro no quarto. — piscou e saiu pelo corredor.
— VOCÊ NÃO OUSE CONTAR SOBRE ELE, JAMES BUCHANAN BARNES, SENÃO EU ARRANCO O SEU SOLDADO! — gritou.
— É você arrancando, eu gritando para o Steve...
— O que você vai gritar para mim? — por que, no universo, Steven sempre tinha que aparecer nas horas indesejadas?!
Bucky sorriu amplamente.
— Que a minha irmãzinha gosta muito de você. — a praga disse, mastigando seu precioso marshmallow.
Steve abriu um sorriso fofo.
— Eu sei disso. — disse-lhe, corando.
— Não, cara, você ficaria assustado ao saber o quanto ela gosta de você. — Barnes iria perder alguns cabelos hoje...
— Já chega, James! Pare de infernizar sua pobre irmã, vamos! — Mary a salvou, empurrando o moreno para longe.
— O que ele quis dizer com isso? — Lynna simplesmente deu de ombros com isso, sorrindo para o noivo. — Ei, você está bonita. — disse, segurando sua orelha. — As joias realmente lhe realçaram.
— Obrigada, abóbora. — sorriu-lhe, enfiando sua cabeça no peito dele. — Vamos para o nosso ninho?
Ele beijou a sua cabeça, cheirando seus cabelos.
— Não podemos. Nat acionou SEXTA-FEIRA para bloquear a sua entrada no meu lugar, e a minha no seu. — disse-lhe, fazendo um bico triste.
— Bem, você disse os apartamentos individuais... mas não outro lugar... — balançou as sobrancelhas.
Ele riu, capturando-a pelas costelas, correndo até algum lugar onde eles pudessem ficar sozinhos.
Antes que eles adentrassem o portal que dava para o deposito, uma sirene disparou. Invasão? Não, magina, apenas seus amigos irritantes que estavam pregando uma peça neles!
— ALERTA, A LADY TÓXICA E CAPICOLÉ VÃO FORNICAR. — a voz de SEXTA-FEIRA soou alta no prédio inteiro.
— Eu nem ia... — Lynna começou, mas Hanna a interrompeu nos autofalantes.
— Muito bonito, mocinhos. Quer dizer que nós tiramos a vista por dois segundos, e vocês somem para fazer coisas erradas? — será que ela iria presa por enfiar uma galinha de borracha dentro de sua irmãzinha? — Vocês sabiam que fica melhor quando bate a saudade? — ela tava pedindo... — Vocês só poderão ficar juntos depois do casamento, para dar a ilusão de que vocês são “puros”. Agora, voltem para cima, ou eu vou buscá-los, e vocês não vão querer isso...
— Eu juro que vou enfiar meu frango dentro dela! — Lynna rosnou, caminhando para fora.
Quando eles chegaram de volta à sala, depois de caminharem lentamente por estarem trocando beijos, Sam os parou no meio do caminho, fazendo-os andar como se eles estivessem pisando em ovos.
— Ninguém respira. — ele disse, caminhando lentamente, olhando em direção à cozinha.
— Sam, o que foi? — Steve perguntou, lentamente colocando-a por trás de seu corpo, protegendo-a de um possível ataque terrorista na cozinha.
— Hanna e Thor estão se tratando com cordialidade, é o fim dos tempos, precisamos adiar isso o máximo que podemos! — o Falcão respondeu-lhe, dramaticamente.
Lynna revirou os olhos, bufando.
— Você está mesmo me matando do coração por causa desses dois?! — resmungou, contornando os meninos para chegar até a cozinha, estancando ao ver a cena mais bizarra de todo o mundo.
Bem pior do que a cena de Hanna e suas canelinhas de frango, foi Hanna sendo boazinha com seu primo pateta. Eles estavam cozinhando alguma coisa, e rindo.
— Alguém me belisca. — Steve murmurou, para depois soltar um grito quando Sam beliscou suas costelas. — É uma figura de linguagem, Sam! — disparou, indignado. — O que aconteceu com vocês dois? Foram picados pelo mosquito das boas maneiras?
Han abriu um sorriso, enquanto controlava a faca que Thor cortava os legumes.
— Na verdade, Natasha apostou conosco 500 dólares que nós não seríamos legais um com o outro por dois dias. — pobre Natasha. O loiro alienígena sorriu amplamente. — Nós combinamos de dividir a grana quando tudo terminar.
— Eu só quero ver o circo pegando fogo. — Lynna cantarolou, colocando as sacolas ao lado do sofá. — Vocês estão fazendo frango? — Mary se engasgou com a água que ela estava tomando, rindo silenciosamente. Hanna apontou a faca para ela, jogando os ingredientes na panela. — Vocês sabiam que eu sou uma empata também?
— Misericórdia, por que o destino escolheu justamente as piores pessoas para conter esse dom? — Tony chegou à cozinha, retirando seus óculos. Ele colocou-os e botou-os umas três vezes, olhando para a ilha. — Meu Deus, eu estou no Mundo Invertido?
— Oi Tonyzinho. — Hanna acenou. — Estou fazendo lámen, você gosta? Bem, se não gostar, vai ter que comer ovo, porque eu estou fazendo com as sobras, para nos conscientizar. O mundo é um lugar muito poluidor.
— Se eu estiver sonhando, alguém pode me beliscar? — o Homem de Ferro sussurrou, aproximando-se do sofá.
— Nat estava cansada de ouvi-los brigar, então ela decidiu fazer uma aposta com eles. — Marnie explicou, esticando-se para fora do sofá. — Ei, o jantar vai demorar?
Hanna levantou a cabeça da panela, estreitando os olhos para o olhar sugestivo que ela lhe dava.
— Talvez demore mais se eu te colocar para cozinhar junto. — resmungou. — Esperem, seus frescurentos.
— Nossa, que esquentadinha. — a mais nova saltitou até suas sacolas, agachando-se para procurar algo, foi quando Sam saltou para fora do sofá. — Me atropela, seu sem noção! Eu sou baixinha, mas eu existo!
— Nem parece! — ele gritou do corredor. Demorou alguns minutos até que ele voltasse com uma caixa retangular nas mãos, como se fosse um kit de shampoo e condicionador. — Ai. Vocês já viram essa pessoa em algum lugar? — ele virou as costas da caixa para a turma. Nela estava uma moça extremamente parecida com a anã acocorada ao seu lado.
— Caramba, quando você me disse que a moça se parecia com a Mary, eu não imaginava que era tanto, Sam. Elas podiam ser gêmeas. — Tony exclamou, aproximando-se para enxergar melhor a modelo. — Se não forem a mesma pessoa.
— Eu juro que eu vou chutar a sua canela, seu quatro olhos irritante. — Marnie rosnou. — Ela não é nada parecida comigo, isso é um exagero.
— Querida, vocês nasceram com a mesma cara. — Natasha assoviou.
— Isso é porque vocês nunca viram essa modelo nos comerciais de carro. — Lynna observou, trocando o peso das pernas, apoiando sua cabeça no ombro de Steve. Aparentemente isso ainda era permitido. — A voz dela é igualzinha a de Mary quando ela fala português.
— Meus ovos! — a pequena gritou, separando suas bugigangas. — Vocês fumaram algum tipo de droga! — levantou-se. — Parem de me infernizar, o alvo aqui é Hanna.
— Que está sendo uma santa. — Han gritou da ilha da cozinha. — O jantar está pronto. Vai ser lámen, como fazíamos na minha terra.
Hoje eles iriam comer na mesa, organizada por Sam e Steve, que receberam instruções da nanica para colocar tudo no lugar certo, assim como fizeram a limpeza dos assentos.
Logo todos que faltavam adentraram o recinto, preenchendo a cozinha com suas vozes altas.
— Erm... o que eu faço com esses pauzinhos? — Thor perguntou, confuso.
Lynna esperou do fundo de seu coração, que Hanna lhe dissesse para ele “enfiar” lá onde o sol não bate, mas a criatura apenas negou com a cabeça e pigarreou.
— Tradicionalmente, nós comemos com os hashis, mas você pode comer com o garfo ou a colher. É bem difícil para iniciantes. — ela sorriu.
— Meus olhos vão cair, ou Hanna está sendo boazinha com seu primo? — Wanda sussurrou para Lynna, que limpou sua boca antes de responder.
— Nat fez uma aposta com eles. Que eles seriam cordiais um com o outro por dois dias inteiros. — tomou um gole da bebida que Han os dispôs. — Eu acho que não vai durar até o fim do dia, mas...
A castanha riu, avaliando-os.
— Nem fodendo. Eles estão sempre procurando briga. — disse, também tomando um gole da bebida. — Uh, eu tinha encontrado Pepper no corredor, e ela me disse está tudo confirmado, a sala que nós queríamos foi reservada, e estamos partindo em três dias.
Han soltou um gritinho, aquela intrometida.
— Vai ter strippers? — perguntou, dando pulinhos na cadeira. — Diz que sim, diz que sim! Eu estou louca por alguma variedade.
— STRIPPERS?! — a maioria dos meninos gritaram, fazendo-a revirar os olhos. — Com assim strippers?! — Steve finalizou, encarando-a.
— A palavra saiu da boca de Hanna, não da minha. — Lynna se defendeu.
— E qual é o problema, Steven? — a pequena arqueou a sobrancelha. — Durante quase cinco tortuosos anos, tudo o que a minha pobre irmãzinha viu foi o seu corpinho de lagartixa albina, ela precisa variar um pouco.
Ele estreitou os olhos para Hanna, então abriu um sorriso vingativo.
— Ok, mas fique sabendo que eu sei o que você fez na semana passada. — disse-lhe tranquilamente, fazendo-a arregalar os olhos. — Eu posso muito bem abrir o bico sobre tudo... seria engraçado até.
— Você não ousaria. — ela estreitou os olhos. — Não que eu tenha algum problema em revelar o que eu estava fazendo na semana passada, mas se você fizer isso, pode escrever que está fodido.
Ele deu-lhe um sorriso de negócios.
— Então pare de me chamar de lagartixa albina. — mexeu seus hashis, capturando um pedaço de frango cozido. — E eu posso pensar no seu caso.
— Cap... o que você sabe sobre Hanna que nós deveríamos saber? — Tony perguntou, fazendo Steve olhar primeiro para ela, depois para o moreno.
— Coisas... — Lynna viu sua irmãzinha se armar com o hashi. — Muitas coisas.
— Amanhã eu te cozinharei para o almoço, Steven. — Han disse-lhe enterrando os hashis na comida, mastigando com um ar de assassinato.
Ele mandou um beijinho para ela, piscando.
— Essas pestes, ficam nos atiçando com “eu sei sobre seus segredos”, mas no fundo é só besteira. — Natasha resmungou.
Steve deu de ombros, atacando sua comida.
— Poxa, esse jantar está tão gostoso. — Mary falou, quebrando a “tensão” à mesa. — Adoro comer comida regada a ódio.
— Minha preferida. — Loki concordou com ela, bebendo o caldo do lámen. — Vocês não acham?
Han mostrou-lhe o dedo do meio.
Depois disso, o jantar seguiu-se maravilhosamente bem, com ela e Steve fazendo planos isolados para suas respectivas festas de despedida de solteiro.
*
À noite, quando todos estavam cheios de terem se empanturrado com comida orienta, Lynna deitou-se na espreguiçadeira do terceiro andar, lugar que ela costumava amar antes da Hydra acontecer de novo em sua vida. Agora ela podia aproveitar a liberdade de estar sozinha, sem ninguém se preocupando que ela iria pular daquela altura num ataque suicida.
— Esta cadeira tem lugar para duas? — Hanna se aproximou, falando em sua língua materna, enquanto amarrava seus longos cabelos num coque.
— Depende... você ainda quer arrancar o meu parquinho de diversões? — brincou.
— Não. — ela sorriu, deitando-se ao seu lado. — Eu não faria isso com a minha própria irmãzinha.
A mais velha riu, ficando de lado para encarar o rostinho de Han, que parecia tranquilo, mais do que ela aparentava estar antes.
— Não era para você ter descoberto daquele jeito. — a pequena recomeçou, traçando uma linha imaginaria no couro da cadeira. — Nós iríamos conversar com você, mas parece que o destino prega peças, não é?
Lynna riu.
— Bem, foi assim que eu descobri sobre Marnie e Bucky. — deu de ombros. — Uma coisa que eu não entendo é o porquê de vocês estarem se escondendo.
Hanna riu baixinho, encarando-a.
— No começo, estávamos todos concentrados em trazê-la de volta, e não queríamos desviar as atenções. — sorriu-lhe, tocando uma mecha de seu cabelo. — Mas conforme o tempo foi passando, nós meio que gostamos de viver perigosamente. É legal, exceto quando Loki me enxota, aí eu quero tocar fogo no cabelo falso dele, mas é legal.
A ruiva suspirou, colocando-se de barriga para cima.
— Mesmo antes, eu nunca diria que vocês dois ficariam juntos. Você tinha muitos problemas dentro de si para resolver, e se relacionar com alguém era a sua vontade mais distante... o que mudou? — perguntou.
— Quando sua esperança se esvai, você tinha acabado de sair de uma sessão de tortura e não havia nada a que se agarrar... Lya, eu estava seriamente pensando em fazer aquilo parar, eu não queria mais sentir as queimaduras, então, veio o barulho da tempestade, e pela primeira vez, ela não indicava algo ruim. — a vozinha de Han tremeu ao lhe responder. — Ele quebrou a parede da minha cela. Fez isso por mim, mesmo eu tendo sido uma completa vadia com ele antes, ele fez isso porque, de uma maneira muito bizarra, ele me ama. E mesmo assim, ainda me disse que não estava à minha altura, que jamais seria digno de sequer um sorriso meu. Tipo, um sorriso de verdade, sabe? Algo mudou no meu coração. As paredes se romperam, e acho que isso foi bom. Eu nunca estive tão feliz. Depois de toda merda que aconteceu comigo, eu finalmente tinha alguém que me amava de verdade.
Lynna sorriu, voltando-se para a pequena, apenas para beliscar sua bochecha.
— É tudo sobre aproveitar a oportunidade, certo? — perguntou-lhe. A pequena assentiu. — Eu sei como é isso. Acho que a maioria de nós sabe. Eu fico feliz que você esteja feliz, Han. Você merece.
Ela sorriu, suspirando.
— Ele me chama de ninfa, Lya. Me disse que eu era boa demais para esse mundo e que... assim como você e Stevie, nós meio que fomos escolhidos, sabe? Ele me disse que a mãe dele previu que ele me encontraria...
— E você acredita nisso? — perguntou-lhe, vendo seus olhinhos brilhar.
— Sim, eu acredito. — ela encarou-a, mordendo o lábio. — Vamos nos casar. — soltou a bomba, fazendo com que a mais velha praticamente pulasse da cadeira. — Eu não contei isso a Mary ou a Bucky ainda, porquê eu queria te contar primeiro.
A emoção fluiu por suas veias, surpresa com a revelação de sua amiga.
— Hanna, isso é ótimo! — disse-lhe, não contendo seu sorriso, mas ele foi morrendo quando a pequena soluçou.
— Mas não é tão fácil quanto parece, Lya. Ele é a porra do rei. — mordeu o lábio, sentando-se. — O conselho não quer aprovar. Porque eu não sou nativa. E eles dizem que eu não sou adequada. Eu conheci a mulher que eles querem como rainha, ela parece ser bem melhor do que eu, Lya.
— Nunca mais diga isso! — Lynna disse firmemente, apertando a mão de Han. — Não é verdade. Você é excelente, e será uma rainha ótima. Eles mudarão de ideia, nem que para isso eu tenha que ir lá falar com aqueles idiotas.
Ela sorriu.
— Seus primos não sabem que eu tenho noção disso. Eu gravei sem querer uma conversa de um dos membros do conselho e traduzi no Google. Eles não querem uma midgardiana no trono, eles não me querem. Mas eles não vão conseguir fazer isso, porque eu não vou desistir. — disse-lhe com convicção.
— Awnt. — Lynna apertou suas bochechas. — É tão bom ouvi-la dizer isso.
Elas ficaram em silêncio por um momento, apenas se encarando, até Hanna rir.
— Mary ficou brava comigo porque eu lhe disse que tinha medo de Thor porque achava que não iria caber. — riu.
A mais velha gargalhou, negando com a cabeça.
— Bem, você mais do que eu, sabe que tem um fundo, né? — brincou.
Han assentiu.
— Mas cabe. — respondeu-lhe.
— Como ele é? E por favor, eu não quero saber dos detalhes sórdidos. — elas riram.
— Como um urso de pelúcia. Ninguém percebe, mas aquele ser é o mais doce, e tudo o que ele precisa é de um pouco de amor. — era tão fofo ver seus olhinhos brilharem por causa do loiro asgardiano... — Mas... saindo um pouco de mim, como você está se sentindo em relação ao seu casamento? Seja sincera.
Lynna suspirou, tamborilando os dedos no couro.
— Eu estou ansiosa, mas não de um jeito bom. Eu durmo achando que alguém vai nos atrapalhar. Eu acordo achando que alguém vai me levar embora... — segredou, tremendo um pouco.
— Não fica assim, querida. — Hanna pegou sua mão, puxando-a para seus braços. — Até segunda ordem, nós vamos dormir juntas, não importa o que você diga. Você e eu vamos dormir no meu quarto, com as nossas armas.
— Obrigada Han. — murmurou, apertando-a contra si.
— Vocês irão precisar de um segurança. — a voz de Bucky as fez pular.
— Você começou a bisbilhotar de hoje ou já nasceu assim? — Hanna resmungou. — Deixa eu te dizer uma coisa, fofinho você não chega em duas garotas que podem derreter o seu corpo dessa forma!
Ele riu, sentando-se na beirada da cadeira.
— Eu estava ouvindo desde o começo, me desculpem por isso. — encolheu os ombros. Havia algo triste em seu olhar. — Desde que vocês duas chegaram eu tenho feito isso... observá-las à distância. Eu não posso errar outra vez. Vocês são tudo de bom que Hydra me deu. Eu não posso permitir perdê-las outra vez.
Elas se entreolharam, então puxaram-no para seus braços, apertando-o.
— Você falou tão bonito, que nós vamos esquecer que você ouviu a nossa conversa. — Lynna murmurou, equilibrando o peso dele mais em cima dela do que de Hanna. — Nosso irmão mais velho e chato.
Ele riu baixinho, então se apoiou em seus braços, encarando-as.
— O irmão que deveria aparar as suas quedas, mas eu não estava lá. — amargurou.
— Barnes, para com esse disco arranhado, senão eu vou bater em você! — Hanna disse, um pouco engasgada. — Ninguém podia prever que eles iriam fazer o que fizeram. Não foi sua culpa Buck. — ele sentou, cruzando os braços. — Não fique assim. Você estava lá, não estava? Você não pode nos proteger daquela forma para sempre, nós mesmas temos que seguir nossos caminhos.
— Eu não sei se gosto disso. — ele resmungou. — Minhas garotas crescendo suas próprias asas.
Elas riram.
— Bem, você vai ter que se acostumar, querido. — Lynna balançou as sobrancelhas, então se encostou melhor na cadeira.
— Até o seu casamento, as duas dormirão comigo, não importa o que digam. Eu não ligo. — o moreno disse firmemente. — E mais uma coisa... as duas podem me procurar para qualquer coisa. Eu não tenho medo de bater naquelas duas antas.
Elas sorriram, abraçando-o.
— Tudo bem. — responderam em uníssono.
Sorrindo satisfeitamente, Bucky puxou-as para deitar em seu peito, enquanto ele fazia o que sempre ele fazia, ou seja, espiar o perímetro à procura de alguma ameaça, por mais que o Complexo fosse – teoricamente – o lugar mais protegido da Terra.
— Então, Lya, eu acabei de me lembrar... o mamilo dele é escuro mesmo. — Hanna voltou a falar, fazendo o mais velho bufar.
— É sério que vocês vão reiniciar o assunto dos mamilos?! — ele resmungou.
— Se joga, velhinho! — Lynna falou. — É viciante, você vai gostar.
Rindo, ele negou com a cabeça.
— Ok, suas pervertidas. — resmungou outra vez.
*
As pestinhas dormiram alguns minutos depois que iniciaram uma conversa estranha sobre quem do time possuía os mamilos mais bonitos. Essa conversa jamais seria finalizada, ele esperava.
Lentamente, Bucky escorregou para fora, sorrindo ao ver suas pequenas dormindo tranquilamente, sem o fantasma da maldita caveira em suas costas. Ele pegou Hanna primeiro em seus braços, enrolando-a como uma criança de cinco anos. Seu braço de metal enrolou-se mais facilmente em Lya, que não tinha tanto problema com sua prótese fria como seu bebezinho.
Caminhou pelo corredor, descendo de elevador, indo até o apartamento da mais velha, que estava mais próximo.
No meio do caminho, ele encontrou Stevie e Anya, vindo do outro elevador. Eles franziram o cenho para a cena de um cara de 101 anos carregando duas garotas esquisitas nos braços como se elas fossem crianças pequenas.
— Que foi? Nunca me viram antes? — arqueou a sobrancelha para eles. — SEXTA-FEIRA, abra a porta de Lya, por favor. — a gentil Inteligência Artificial fez como ele disse. — Tchau perdedores.
E com isso, adentrou o apartamento, sabendo que Anya provavelmente entraria depois.
Ele depositou as meninas em cima da cama de Lya, colocando-as alinhadas nos travesseiros, enrolou-as em uma colcha quentinha e se sentou numa poltrona no canto, observando-as na penumbra.
Em algum ponto da noite, ele deve ter dormido, porque levantou-se no susto quando Han começou a chutar Lya para fora da cama e as duas estavam se arranhando, tudo isso praticamente roncando.
— Droga, eu não sei como essas duas pestinhas conseguem dividir a cama com aqueles gigantes. — sua pequena o assustou. Ela estava em algum lugar do apartamento, então apareceu na porta do quarto, sorrindo para ele. — Eu entrei aqui depois que você dormiu. Alguém tem que supervisioná-las.
Ele riu, separando as garras de Hanna de cima da outra.
— Era terrível antigamente. — disse-lhe, deitando ao lado de Lya, enquanto observava Han puxar o cobertor para enrolar-se, ele sorriu, com isso, ajustando-a melhor. — Não importava o que eu fizesse, uma das duas sempre acabaria sendo jogada para fora da cama.
Anya riu baixinho, sentando-se ao seu lado.
— Parece que você vai precisar de ajuda. — ela apoiou o queixo em seu ombro.
— Você faria isso por mim? — ele arqueou a sobrancelha.
Ela riu.
— Na dificuldade e nos empurrões de Hanna. — disse-lhe, carinhosamente apertando seu braço de metal. — Precisamos impedir que as nossas crianças idosas caiam da cama.
*
Lynna acordou sentindo que estava sendo espremida pelos braços de Hanna, que estava praticamente jogada em cima dela. Mesmo com sua visão nublada, dava para ver que alguém tentava separá-las, mas Han apertou suas unhas nas laterais de seu corpo, se negando.
— Hanna, você está me esmagando! — ela resmungou, tentando se mover em sua neblina sonolenta.
— Tem um peito assassino me esmagando agui atrás. — a pequena balbuciou, fazendo-a abrir os olhos, dando de cara com Mary, apoiando sua cabeça nas costas da morena.
— Que invasão é essa? — franziu o cenho, acordando as duas.
— Misericórdia, eu fui assediada por um par de peitos! — Hanna se estrebuchou, pulando na cama.
— Vocês querem parar de fazer bagunça? — Bucky resmungou de trás dela. — Nós estávamos tentando impedi-las de cair da cama!
— Lya, por que nossos pais são diferentes de nós duas? — Han murmurou, aprumando seu corpo na cama.
— Eu não sei você, querida, mas meus pais se parecem comigo e você foi encontrada no lixão. — brincou, se sentando para esticar seu corpo.
— Vocês ouviram, né? Depois ela aparece com um hematoma, e eu é que sou a culpada. — a pequena resmungou, também se sentando. — Então, o que vamos fazer hoje?
— Eu preciso ter uma conversa com as minhas alunas. — a mais velha falou, levantando-se. — Quanto a vocês três, saiam da minha cama!
— NÃO! — eles disseram em uníssono.
— Pestes.
Resmungando, ela foi para o banho, vestiu uma roupa normal de treino e saiu de casa, deixando seus amigos para trás, na esperança de que eles arrumassem seu quarto. Pegou algumas maçãs e finalmente caminhou até as salas de treinamento, onde Natasha já estava cuidando do grupo de meninas num dos cômodos abertos.
A primeira a notá-la foi Crystal, que momentaneamente parou suas atividades, sorrindo para o caminho que ela fazia. Seu ato incentivou as outras, que passaram a encará-la com um sorriso.
Inevitavelmente, o coração de Lynna se encheu.
Quando ela adentrou a sala, todas as Bailarinas se puseram em uma posição padrão, saudando-a. Nat, encostada na parede do fundo, piscou para ela como se dissesse “bem-vinda de volta”.
— Bem meninas, vocês estão prontas para continuarmos? — ela estava de volta, e nada poderia mudar o quão bom foi esse sentimento.
*
Finalmente, o dia da famigerada viagem havia chegado.
O certo era que eles fossem num avião comum, mas suas amigas não conheciam limites, por isso, elas literalmente roubaram um quinjet e agora Hanna e Nat as guiavam até Las Vegas.
Elas chegaram à Cidade do Pecado à noite, quando todos os cassinos estariam abertos, escondendo a enorme aeronave no pátio de uma das casas que Tony estranhamente tinha por aqui, segundo Pepper.
Todas se instalaram, se arrumaram, e foram para a noite.
Faltando oficialmente três dias para o Grande Dia, havia muita coisa a se fazer em Las Vegas, principalmente perder rios de dinheiro.
Na primeira noite, Han insistiu para que elas fossem a um cassino-hotel, onde apostaram horrores, mas felizmente venceram a maioria das apostas, o que foi bom, e resultou numa noite de bebidas, onde Sharon e Laura foram obrigadas a rebocarem-nas para casa, pois segundo elas, até mesmo Mary e Pepper, que deveriam ser “as vozes da razão” havia se embriagado.
No outro dia, o grupo gastou parte do dinheiro ganhado na noite passada, visitaram alguns monumentos – as “mães” (aka Pepper, Mia e Laura) tiraram bastante fotos para registrar aquele momento “épico” – e também avistaram o cartório onde Marnie e Bucky se casaram.
À noite, quando elas estavam se sentindo elegantes, se juntaram outra vez para irem a um cassino, desta vez, um de cinco estrelas.
— Eu não sei você, mas... Laura, aquele homem de cabeça achatada não me parece o seu marido? — Hanna perguntou, bebericando seu champanhe.
Laura virou-se de lado, apertando os olhos.
— Sim, é ele. — respondeu. — Eu pensava que tinha deixado aquele trapaceiro cuidando das crianças...
— Provavelmente ele colocou Fury no serviço. — Maria negou com a cabeça, observando o movimento. — Aquele não é Loki? — apontou a taça para frente, fazendo todas as dez meninas se agruparem uma ao lado da outra. — Misericórdia, até que ele tem estilo... — seus olhos azuis sondaram a expressão conspiratória de todas as meninas, ou pelo menos a maioria delas. — Vocês estão pensando em detonar esses idiotas, não estão? Por favor, digam que estão!
— Eu estou tendo algumas ideias revolucionárias... — Han sorriu maleficamente.
— Por favor, que elas não resultem na minha pessoa tendo que carregar vocês às três horas da manhã! — Sharon gemeu.
— Não se preocupe, fofa. — Marnie apertou a bochecha dela. — Vamos descobrir o que esses pilantras estão tramando.
De repente, o que era para ser um momento de relaxamento, tornou-se uma gincana para atormentar os garotos, que juraram de pés juntos que continuariam no Complexo até que elas voltassem de seus dias de folga em Ibiza.
Lynna até queria ir à Ibiza, para ter a sua primeira experiência com o mar, mas Han insistiu tanto com a história dos cassinos, que isso cresceu nela, e agora, ela parecia um gato que pegou o rato. Ela iria aprontar com seus amigos e noivo, porque isso era legal.
De alguma forma, elas conseguiram unir o útil ao agradável e utilizaram os disfarces que elas previamente haviam trazido no intuito de se passarem facilmente por civis, para usar isso contra os meninos.
Ela, Nat e Marnie se aproximaram do balcão de bebidas, cada uma sentando-se ao redor de onde elas haviam avistado os trapaceiros. Bucky estava quase encostando em suas costas.
— Cara, se elas descobrirem nós iremos morrer lentamente. — ele disse, fazendo suas costas vibrarem pela proximidade. — Não dá para esconder nada delas.
— É claro que dá! — Tony disse num tom de descaso. — Não é como se elas estivessem vendo, não é mesmo? Elas estão na praia, curtindo um sol... nenhuma delas vai desconfiar que nós contratamos strippers para alegrar a noite do velho!
Seu irmão deu um suspiro, enfadado.
— Isso tem tudo para dar merda. — ele resmungou. — Mas ok, ok. Eu vou com vocês.
Pelo canto do olho, Lynna viu o sorriso que Tony havia arreganhado.
— Se esses dois pensam que vão sair bem dessa, eles estão redondamente enganados. — ela ouviu Pepper dizer através de seu comunicador. Sim, elas são estranhas e carregam comunicadores pelos cantos. Nunca se sabe quando vai precisar deles, não é? — Natasha, sua mente do crime fareja algo?
— Vamos pegar esses filhos da puta, mas do melhor jeito. — ela disse, sorrindo maliciosamente.
*
Depois de muita investigação, elas conseguiram descobrir que a surpresinha que Tony estava preparando para Steve seria ainda hoje, às 21hrs, o que lhes deu pouco tempo para preparar tudo. Pelo menos, elas sabiam onde seria esse evento.
Havia uma boate no centro que era bastante conhecida por fazer essas coisas de despedida de solteiro. Pelo que Nat levantou, só havia horário para hoje, e não para amanhã, como eles queriam.
Ela e as meninas interceptaram o grupo de dançarinas, subornando o dono da boate com uma leve mentira de que elas queriam impressionar os garotos.
Assim, ela, Hanna, Mary, Nat, Pepper, Laura e Wanda vestiram o famoso traje das ajudantes do Capitão América. Quão oportuno...
Maria e Mia iriam gravar tudo. Sharon se recusou a se vestir, então, quando a música Candyman da Christina Aguilera começou a tocar, as sete adentraram o salão, fazendo com que os olhos de Steve – que estava no centro, amarrado ao poste – se arregalarem.
Cada uma se espalhou pela sala, mas ela foi direto ao seu alvo.
— Então... — perguntou com um sotaque americano quase perfeito. — Qual de vocês é o nosso noivo?
Ela quis rir quando os olhos de Steve se tornaram maiores do que pires.
— Tony, por favor, me tira daqui. — sua voz tremeu.
O filho da puta do Homem de Ferro abriu um sorriso enorme.
— É aquele dali. — apontou para o loiro desesperado. — Pode chamá-lo de Capitão. Ele gosta.
Pobre desgraçado, seu amor estava quase choramingando quando ela se aproximou dele, seguindo o ritmo da música, enquanto cada uma das garotas seguia um alvo diferente.
Tipo Nat, que decidiu perturbar a alma de Sam, deixando Pietro vermelho de raiva.
Sorridentemente, Lynna arrastou seus dedos por seu braço direito, fazendo-o engasgar-se.
— Está nervoso, Capitão. — perguntou-lhe, quase sorrindo triunfantemente com a sua proeza.
— N... não. — murmurou, suando frio. — Eu só... desculpe-me senhora, mas poderia manter-se mais afastada?
Ela riu, contornando-o para mexer em seus ombros, tomando cuidado para não fazer nenhum movimento que lhe entregasse. Isso seria fácil, levando em conta como ele estava tremendo.
— Você deve amar muito a sua noiva, não é? — sussurrou em seu ouvido, fazendo-o assentir com veemência.
— Muito. — ela sorriu, escondida pela peruca.
— Não se preocupe, Capitão, ela o terá inteiramente amanhã. Agora... que tal aproveitar seus últimos momentos como solteiro? — perguntou-lhe roçando gentilmente o seu rosto no dele.
Ele engoliu em seco, mas não assentiu, apenas permaneceu lá, enquanto as moças começavam a se reunir para ver o solo de Hanna, que estava arrasando em sua performance, surpreendendo a todos.
Loki olhou para cima, involuntariamente encontrando-a dançando para tentar infernizar o pobre Steve, então, sem que os outros percebessem, ela piscou, fazendo-o rir, negando com a cabeça. Ele era o único que sabia o verdadeiro itinerário delas.
A tortura ainda durou algumas músicas, até que o horário das garotas havia acabado.
Elas saíram da boate morrendo de rir, chegando até a sala que elas alugaram para o maldito chá de lingerie.
— Nós deveríamos nos sentir mal por termos estragado a noite dos rapazes, certo? — Marnie perguntou, se jogando num dos pufes rosa com renda preta.
— Mas nós não estamos. — Hill sorriu maliciosamente, sentando-se. Em outro. — Vocês têm que ver as filmagens! Só dá para ter pena de Steve, porque o resto só sacrificando...
Lynna sorriu, sentando-se na cadeira que Nat havia lhe indicado, no centro.
— Pelo menos, nós teremos material para brincar um pouco com eles. — disse-lhes, conspiratoriamente. — Agora... podemos arrancar tudo como um band-aid?
— Quem vai ser a primeira? — Nat saltitou, reunindo os presentes.
— Sharon. — a ruiva mais velha disparou. — Pelo menos ela é a mais inocente de nós.
— Você tem certeza? — a loira arqueou a sobrancelha, abrindo um sorriso suspeito.
— Espero. — ela resmungou.
Rindo, Carter levantou-se e pegou seu presente, girando-o entre os dedos.
— Devo dizer que foi difícil escolher essa peça, levou algumas semanas, mas finalmente ela está aqui. — estendeu-lhe. — Espero que goste.
Sorrido, Lynna abriu o pacote, de onde ela tirou uma lingerie inspirada nos anos 40. Era maravilhosa! Vermelha, com rendas em pontos específicos, dando-a delicadeza e sensualidade na medida certa.
— Obrigada. — ela disse, colocando-a de volta na sacola.
A loira sorriu para si e voltou a se sentar, quicando um pouco quando Hanna se levantou para pegar a sua.
— Bem, senhorita, o conjunto que eu lhe trouxe pode não ser muito convencional, mas é tem sua beleza. — disse-lhe, entregando uma sacola com alguma coisa escrita em japonês. Já era para ela desconfiar.
Lentamente, a mais velha abriu a sacola, arregalando os olhos ao retirar o conjunto de lá de dentro.
— Hanna, amor, isso é uma lingerie ou a carcaça dela? — perguntou à pequena, que abriu um sorriso malicioso.
— É sexy, querida. — ela jogou o cabelo para trás, sorrindo de maneira exibida.
— Hanna... não me diga que você já usou uma dessas. — Wanda disparou, cobrindo os olhos com “vergonha”.
A nanica sorriu.
— Sim. — respondeu-lhe.
Nesse exato momento, milhares de imagens pularam em sua mente, sem o seu consentimento.
— Misericórdia, por que eu estou imaginando a cena de horror? — Mary tirou as palavras de sua boca.
— E funciona? — Laura perguntou, desconfiada.
— Perfeitamente. — ela respondeu, como se estivesse revivendo a cena. Pelo jeito que Marnie tremeu, deve ter sido isso mesmo. Eca. — Pode anotar aí. Uma peça transparente escondida com um robe.
— Poxa, eu não sabia que a senhorita estava vendo alguém... — Nat estreitou os olhos. — Parece que a fila anda mesmo.
Hanna riu e voltou a se sentar.
Logo, Nat se levantou.
Até agora, ela tinha lhe dado o presente mais bizarro: uma peça cheia de tiras, com direito a cinta liga, meias e o escambau.
Maria foi ainda mais longe, com uma peça ainda mais reveladora de veludo, contando com luvas e algemas maravilhosas.
Mary lhe deu uma peça azul, destoando da paleta vermelho/preto que as meninas haviam adotado. Ela lhe lembrava muito os olhos de seu noivo, e sua pureza só estava na cor mesmo, porque o conjunto possuía um recorte bastante revelador, com direito a rendas no lugar certo.
Daí a pureza foi por água abaixo.
Wanda entregou-lhe um conjunto completo vermelho-profundo, inspirado nas conchas de sereia. Era maravilhoso e lhe fazia corar de dentro para fora, contudo, ela já tinha muitas ideias sobre.
Pepper deu-lhe uma peça maravilhosa de uma boutique francesa, era tão delicada que ela tinha medo de rasgar.
Por falar em rasgar, ‘ai’ de seu supersoldado se ele sequer pensasse em estragar essas preciosidades! Ela o colocaria para fora de casa!
A próxima foi Laura, que surpreendeu a todas com a camisola vermelha, de renda e seda, tão bonita e tão bem recortada, que daria um bom detalhe ao seu corpo.
— Gente, eu só queria dizer que eu estou traumatizada agora. — Natasha disparou, fazendo-as gargalhar.
— Bem, eu tenho experiência, querida. — Laura piscou, ganhando assovios.
Por último veio Mia, que tinha um sorriso diabólico na cara. Isso a fez ter medo dela. Fortemente.
— Espero que goste. — ela disse “angelicalmente”.
— Mas... o quê?! — Lynna disparou, indignada. — Eu pensei que tivesse dito para vocês não fazerem isso!
Ela fez bico, mostrando o conjunto vermelho, branco e azul, estrelado.
Tendo as amigas maravilhosas que ela tinha, as meninas desataram a rir da sua desgraça.
— Você disse claramente que as meninas não poderiam lhe dar nada assim. Eu não estava incluída. — Mia piscou.
— Peste. — ela resmungou.
— Fica assim não, bem. — apertou sua bochecha. — Todo mundo ajudou a escolher essa daqui.
Ela ficou de cara feia, mas depois sorriu, negando com a cabeça.
Depois da algazarra dos presentes, elas conversaram bastante, até dar a hora de se recolherem. Até lá, elas já tinham um plano excelente para infernizar a vida dos meninos amanhã.
*
Às 08:30, elas fizeram o check-in no mesmo hotel em que os garotos estavam, colocaram suas coisas lá e foram para a área da piscina, onde os esperaram por eles.
Sam e Pietro foram os primeiros a chegar, sentando-se num lugar que, segundo as mocinhas da recepção, foi reservado para os Vingadores. Isso quase as fez revirarem os olhos, sabendo que isso tinha Tony até os fios de cabelo dele, porque aquela criatura gostava de ser espalhafatosa.
As meninas trocaram um sorriso amplo ao ver o resto do time masculino aparecer na área reservada, sentando-se nas espreguiçadeiras.
Assentindo para elas, Lynna se levantou, contornou a área da piscina de uma forma que ela não poderia ser vista, então subiu as escadas para a o lugar onde eles estavam sentados.
— Olá meninos. — sorriu-lhes amplamente, ajustando seu biquíni de cintura alta.
— Pela misericórdia! — Tony disparou, engasgando-se com o seu suco. — O que você faz aqui?!
— O que foi? É proibido? — arqueou a sobrancelha, cruzando os braços. — Ou vocês estão fazendo algo suspeito que nós deveríamos saber...?
Ela nunca viu Steve arregalar tanto os olhos, ao olhar para as meninas, que acenaram para eles, fazendo-os engolir em seco.
— Nada. — foi Bucky quem respondeu. — Porque estaríamos fazendo alguma coisa de errado?
Cara, ele estava tão fodido...
— Um... pensei que tivesse. — disse, fingindo entrar na conversa dele.
— Jamais. — Tony sorriu. — Somos anjinhos.
— Sei... — ela franziu o cenho.
— Uh... vocês não deviam estar em Ibiza? — Sam perguntou, bebericando seu suco.
— Estávamos indo, mas Hanna insistiu para apostar nos cassinos daqui, então decidirmos vir. Vocês se importam? — perguntou-lhes sorridentemente, vendo o coitado do seu noivo fulminar Tony com os olhos.
— Imagina! — o Homem de Ferro respondeu-a, assustando-se com o seu sorriso malicioso.
— Ok meninas, ele topou. — disse para o seu com, fazendo-os arregalar os olhos quando as meninas se levantaram e vieram ao encontro deles. — Vamos todos ficar juntos até o resto da viagem!
— Eu nunca disse isso! — Tony se defendeu.
— Mas não importa! — Hanna disse saltitantemente, empurrando os ombros de Bucky para passar e roubar o lugar de Loki, que havia se levantado para pegar mais gelo.
— Vocês são terríveis! — Clint reclamou, bufando para a esposa.
— Você ainda não viu nada, passarinho. — Nat disse com os olhos cintilantes.
— Como vocês nos acharam? — Bucky perguntou, indignado.
— Ora querido, nós apenas seguimos o rastro dos nossos amados meninos. — Marnie lhe respondeu, brincando com o seu ombro de metal. — Nossa conexão nos ajudou tanto...
Ela podia ler nos olhos dele a palavrinha fudeu.
— Não foi culpa minha, eu juro! — Steve disparou, assustando os meninos.
— O quê, querido? — Lynna perguntou, sentando de frente para as costas dele, puxando-o um pouco para os seus braços.
— Nós bebemos. — o que o medo não faz, não é? O perigo de perder o pingulim fez Thor brotar do nada para defender todo mundo, mesmo elas sabendo o que eles fizeram. — E acabamos destruindo algumas coisas no cassino, só isso. Destruição parece assustar o irmão Steven.
Wanda teve que beliscar Hanna para ela não revidar, porque elas tinham preparado isso para dar um susto maior.
— Não se preocupe amor. — cinicamente, a ruiva mais velha beijou o ombro coberto de seu noivo. — Nós somos as provas vivas de que a bebida pode ser catastrófica.
Ele engoliu em seco, mas sorriu.
— Pois é. — engasgou, encostando mais o seu corpo no dela.
Cara, esses garotos vão levar um susto...
*
À noite, todos concordaram que não fazia sentido eles se separarem, então, Tony alugou uma sala exclusiva em um cassino famoso para que eles tivessem toda a privacidade possível.
Em questão de horas, Lynna e Bucky foram obrigados a fazerem a segurança de Hanna, porque ela estava ganhando todas e a maioria dos bebês chorões estava dizendo que ela tinha os roubado. Conhecendo a pequena, era bem capaz de ela estar roubando mesmo.
— Eu dobro a minha aposta. — em volta da mesa redonda, Loki sorriu como um predador, fazendo Hanna erguer o queixo. — Se você dobrar a sua.
Han inclinou-se para ele, sorrindo maliciosamente.
— Eu cubro, e ainda mais, eu coloco todo o meu dinheiro na mesa. — ela disse, fazendo todo mundo arfar. Logo, uma rodinha se formou ao redor deles. — Vai encarar, pequena rena?
— Pode vir. — ele sorriu, mostrando suas cartas. O jogo dele era bom.
Com um sorriso predatório no rosto, Han colocou as suas, ganhando um grunhido raivoso de seu primo.
— Eu sou foda, querido. Ninguém conseguiu, mas eu consegui vencer o deus da trapaça nessa porra! — ela fez uma dancinha tosca. — Estão vendo, seus pestes? Eu não estou roubando!
— Eu tenho as minhas dúvidas. — Tony resmungou.
— Você só está dizendo isso porque perdeu um milhão para mim. Agora eu vou poder me aposentar mais cedo e meus filhos ainda serão ricos! — Hanna brincou, fazendo um certo Pikachu se engasgar um pouco.
— Eu duvido que você me vença numa última rodada. — o moreno de olhos castanhos disparou, cruzando os braços. — Tudo ou nada e eu vou embaralhar as cartas.
Atrás deles, Nat e Sam já faziam apostas paralelas sobre quem iria ganhar.
— Eu nunca fujo da luta, Tony. — Hanna abriu um sorriso confiante, sequer se levantando da cadeira.
— Se você perder, você vai ter que nos contar um segredo seu. — isso a fez travar um pouco. — Mas tem que ser um segredo bem cabeludo.
Apesar só choque, a pequena não se abalou.
— Misture as cartas, Anthony. — ela lhe disse. — Lidaremos com isso depois.
Bucky e Lynna prenderam a respiração, se entreolhando como se perguntassem um ao outro “será que ela vai abrir o bico?”.
Lentamente, Tony passou a embaralhar as cartas, colocando, ou pelo menos tentando colocar alguma pressão na pequena, que parecia inabalável.
Atrás deles, Sam e Nat apostavam se Hanna tinha ou não um segredo, e se sim, do que se tratava. Isso a fez mostrar-lhes o dedo do meio.
Cartas à mesa, uma nova partida havia começado.
Ao seu lado, seu primo loiro parecia mais em ponto de ter um faniquito, do que a vítima das chantagens do bilionário excêntrico.
— Está pronta, querida Nuri? — o Homem de Ferro perguntou, arqueando a sobrancelha.
— Para qualquer coisa, querido Stark. — ela o respondeu, raspando as unhas nas cartas.
— Primeiro as damas. — ele lhe disse, sorridentemente.
— Primeiro os mais velhos. — ela rebateu.
— Mas você é a mais velha! A Hydra te deu um banho de formol, não foi?! — ele resmungou.
— Eu nasci em 1978, cacete! — ela retrucou, quase cruzando os braços. — Eu não sou tão velha assim!
Ele revirou os olhos, então ele mostrou o seu jogo, fazendo a pequena praticamente sambar, antes de jogar suas cartas, fazendo uma dancinha tosca para comemorar.
— EU VENCI, PORRA! — gritou.
— Merda. — Nat resmungou. — Infelizmente não vai ser hoje que saberemos algum podre da senhorita Nuri.
Pela forma que ela falou, parecia até que ela sabia sobre o segredinho...
— Como assim? Como ela pode ser tão boa?! — indignado, Tony perguntou.
Ela virou-se, e beijando seu ombro, respondeu-o:
— Eu tenho sorte, querido. — mandou um beijinho. — Agora... onde está a diversão?! Ganhar dessas pessoas está me deixando entediada!
Quando todos se juntaram para confraternizar, Lynna levou um susto quase gráfico ao sentir uma mão segurando suas costelas.
— SEXTA-FEIRA não está nos monitorando aqui... — seu coração se acalmou ao ouvir a voz de Steve. — Quer escapar para algum lugar mais quieto?
Ela mordeu o lábio, observando o círculo formado pelos seus amigos, então sorriu para ele.
Não quer ver anúncios?
Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.
Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Sim. — murmurou, então eles se esgueiraram para fora. — Estamos violando tantas regras, mocinho... — colocou os braços ao redor do pescoço dele, puxando-o para si quando ele encostou-a na parede.
— Nós estamos proibidos de fazer certas coisas, não de ficarmos sozinho num canto aleatório. — ele brincou, mergulhando seu nariz no dela.
Ela respirou pela boca, segurando seu rosto recentemente barbeado.
— Você está pronto para amanhã? — perguntou-lhe, traçando levemente o dedo sob suas altas maçãs do rosto.
Ele sorriu, puxando-a ainda mais para si, se é que era possível.
— Você está? — devolveu.
— Ei, eu fiz a pergunta primeiro! — ela protestou.
— Eu sempre estarei pronto, princesse. — ele finalmente sussurrou sua resposta, puxando-a para cima, para fazê-la enrolar suas pernas ao redor de sua cintura estreita, apesar das camadas extras de roupa.
— Então sim. — ela murmurou, encostando suas testas. — Eu estou pronta.
E com isso, os dois permaneceram ali, apenas contando os segundos para dar meia-noite, aproveitando as primeiras horas do dia que deveria mudar completamente a sua vida.
Fale com o autor