The Captain and The Petal.
19 Eighteenth Chapter. - Explanations, please?
Notas iniciais

Explicações, por favor?
— Todo o nosso trabalho já era. — Bruce comentou, enquanto eles estavam reunidos no laboratório de Tony, a atmosfera era tão tensa, que dava para cortar o ar com uma faca. — O Ultron foi embora, ele usou a internet como uma porta de fuga.
— Ultron. — Steve resmungou, pensativo.
— Esteve em contato com tudo, arquivos, câmeras... — Nat disse — Provavelmente sabe mais sobre nós do que sabemos um do outro.
Ela cruzou os braços, encostando-se ao seu lado.
— Ele está nesses arquivos, está na internet... — Rhodes falou, caminhando ao redor do laboratório, segurando seu braço machucado. — E se ele decidir acessar alguma coisa um pouco mais... interessante?
— Códigos nucleares. — Maria completou o pensamento dele.
— Precisamos entrar em contato com a SHIELD. — Steve disse.
Lynna encolheu os ombros.
— Eles também estão offline. — ela comentou.
— Como você sabe disso? — Tony arqueou a sobrancelha, cruzando os braços.
Ela sacou o dispositivo do bolso da calça, sacudindo-o na frente dele.
— Acha que não tentamos entrar em contato? — questionou-o, monotonamente.
— Se Ultron acessar os programas da SHIELD teremos um problema ainda maior. — Hill disse.
— Ainda mais quando há arquivos da Hydra no sistema deles. — Lynna voltou a falar. — Não sabemos que coisas tenebrosas eles escondem.
Seu pior pensamento era que o robô maldito pudesse fazer alguma coisa com o veneno mais poderoso deles.
Eles suspiraram alto.
— Então ele basicamente quer bombas? — a doutora Cho questionou.
— Ele nos queria mortos. — Natasha deu de ombros.
— Não foi o que ele disse. — Steve corrigiu. — Ele disse extintos.
— Ele também disse que matou alguém. — Clint falou.
— Mas não havia mais ninguém no prédio. — Hill franziu o cenho.
— Havia sim. — Tony disse, mostrando a matriz alaranjada de JARVIS, completamente danificada.
Bruce caminhou até ela, perplexo.
— Isso é loucura!
— JARVIS era a primeira linha de defesa. Tentou desativar o Ultron, faz sentido. — Steve argumentou.
— Não. — Bruce rebateu suavemente. — O Ultron poderia ter assimilado o JARVIS, isso não é estratégia, isso é... raiva.
Nesse momento, Thor irrompe a sala com passos pesados e uma expressão assassina no rosto. Ao seu lado, Han apertou suavemente a sua mão, assustada.
— E tá se espalhando. — Clint comenta quando Thor agarra Tony pelo pescoço, erguendo-o do chão.
— Fale com palavras, amigo. — Stark pede num fio de voz.
— Tenho mais do que palavras para descrever você, Stark. — ele disse enraivecido.
Eita, é agora que o inferno congela.
— Thor. — Lynna suspirou, fazendo-o encará-la. — Desse jeito não conseguiremos nada. Respire, acalme-se.
Ele soltou o Homem de Ferro, que cambaleou um pouco. O olhar que o asgardiano lhe deu foi completamente estranho, como se ele quisesse lhe dizer algo, mas ainda estava decidindo se essa seria uma boa hora ou não.
— E quanto ao legionário? — Steve perguntou a ele, atraindo sua atenção.
— O rastro esfriou a uns cento e cinquenta quilômetros indo para o norte. — Thor respondeu. — Ele tem o cetro, e de novo temos que recuperá-lo.
— O gênio saiu da garrafa. Está vivo e se chama Ultron. — Nat suspirou.
— Não consigo entender. — a doutora Cho se aproximou de uma das armaduras danificadas em cima da bancada. — Você construiu esse programa, por que quer nos destruir?
Tony começou a rir.
Ah, esse daí tem um apreço pela vida que chega a ser tocante.
Lynna revirou os olhos.
— É engraçado para você? — Thor questionou-o, irritado.
— Não. — Tony respondeu, sarcasticamente, para variar. — Provavelmente não é, né? Isso é terrível. Isso é tão... — ele engoliu uma risada. — É terrível sim.
— Isso poderia ter sido evitado se não tivesse brincado com uma coisa que não entende. — Thor revidou.
— Não, espere. — o moreno se aproximou do deus do trovão. — Desculpe, desculpe, é engraçado sim. O mais engraçado é não entenderem para quê precisamos disso.
— Tony... talvez essa não seja a hora certa. — Bruce tentou apaziguar os ânimos.
— Sério? — o Homem de Ferro se voltou contra o amigo. — É isso? Você vai rolar e mostrar a barriguinha sempre que alguém rosnar?
— Só quando eu crio um robô assassino. — o outro revidou
— Não criamos. — Tony treplicou. — Nem chegamos perto! Estávamos perto de uma interface?
Lynna suspirou alto.
— Bom, alguma coisa certa você fez, isso não podemos negar. — ela disse, fazendo com que Tony arregalasse os olhos.
— Você está concordado comigo? — ele questionou-a, surpreso.
Ela cruzou os braços quando todos encararam-na como se ela tivesse vindo de outro planeta.
— Em partes sim, — ela suspirou. — Mas não do jeito certo.
Ele suspirou alto.
— Bem, você não estava aqui quando eu levei uma bomba nuclear por um buraco de minhoca. — ele disparou. — Ninguém fala disso.
— Não. — Rhodes disparou, zoando o amigo. — Ninguém fala disso.
— Eu salvei Nova York! — eita ego do cacete!
— Disso também não.
— Vocês lembram! Um exército alienígena invadiu por um buraco no espaço! — Stark gesticulou. — Estávamos cem metros abaixo. Somos os Vingadores. Podemos acabar com traficantes de armas o dia todo, mas aquilo lá em cima... iria acabar com tudo. Como daria um fim àquilo?
— Juntos. — Steve respondeu, como se fosse o óbvio.
— Perderemos. — nem é teimoso.
— Faremos isso juntos, também. — Cap rebateu. — Thor está certo. Ultron está nos desafiando. Gostaria de encontrá-lo antes que estivesse pronto para nós. O mundo é um lugar enorme. Vamos torná-lo menor.
*
— Eu não lembro muito bem, mas eu acredito que os conheço. — Lynna murmurou. — Antes de fugir, eu ouvi falar sobre os experimentos que Strucker havia feito em Sokovia. Faz muito tempo que eu não volto lá.
O cientista alemão estava morto. Ultron o matou, agora eles estavam revirando arquivos à procura de qualquer tipo de informação que os levasse ao que a inteligência artificial tinha em mente para eles, uma vez que a sua maior fonte estava com “problemas de conexão”. Tudo o que sabiam até agora, era que os gêmeos pareciam ter se aliado a ele, o que era ótimo, para não dizer o contrario.
Wanda e Pietro Maximoff. Ela ouvia muito falar sobre eles na base onde morava. Há primeira vista, quando eles se encontraram em Sokovia, ela sabia que os tinha visto em algum lugar, agora tinha certeza. As memórias se encaixavam.
De pensar que ela esteve apenas alguns metros acima de Hanna...
Em sua estadia na base sokoviana, ela havia doado sangue para o projeto, era isso o que lembrava.
— Eles usaram meu sangue para estabilizá-los. — completou.
— Assim como Hanna. — Bruce comentou, encarando-a, para depois voltar sua atenção para a tela do computador. — Como ela está, a propósito?
— Ela ficou um pouco sobrecarregada por usar seus poderes tão precocemente, mas vai ficar bem. — Lynna respondeu com um sorriso, folheando os arquivos em seu colo. Ela soltou um suspiro. — Strucker tinha muitos amigos. — resmungou depois de um tempo, atraindo a atenção de todos. — Todos eles horríveis.
Alguns concordaram com ela.
— Espera, eu conheço esse cara. — Stark falou, fazendo todos voltarem sua atenção para onde ele olhava. No monitor, havia a foto de um homem com várias tatuagens e uma marca de queimadura no pescoço. — Ele opera no mercado negro africano de armas. — Steve o encarou de maneira séria. — Existem convenções, ok? Encontramos pessoas... ele falava sobre encontrar algo novo, extraordinário. Ele tinha várias tatuagens...
— Aqui... — Thor se pronunciou, apontando para o pescoço do cara. — Não acho que seja uma tatuagem, e sim uma marca.
Bruce digitou algo no computador.
— Sim. — respondeu. — É uma palavra em um dialeto africano, significa “ladrão”, na forma menos amigável possível.
— E qual dialeto seria? — Steve perguntou.
— Wakanada... wa...wa... Wakanda. — o doutor gaguejou.
— Mas esse cara saiu de Wakanda com ricos tributos. — Stark cochichou para Rogers, vendo os resultados da pesquisa.
— Seu pai tinha me dito que tinha o último daquilo. — Rogers murmurou de volta.
— Esperem... eu me perdi. — Banner pediu, encarando os dois, que têm probleminhas em falar segredos de maneira discreta. — O que vem de Wakanda?
— O metal mais poderoso da terra. — Steve respondeu, indicando o seu escudo. — E onde esse cara está agora? — perguntou para Stark.
*
Ulysses Klaue, um negociante do mercado negro de armas, em posse do metal mais poderoso da terra, tinha como isso dar mais errado do que já estava propenso?
Lynna tinha medo do que Ultron poderia fazer com o vibranium.
Não havia muita coisa sobre esse metal, além dele ser raro e indestrutível. Havia um exemplo claro de uma peça feita com ele: o escudo mais famoso do mundo, então, que tipo de carnificina aquele robô rebelde tinha em mente?
Eles estavam há alguns metros do local, ela já se preparava, atando os coldres de seu uniforme recém reparado, e firmando o com em seu ouvido direito.
Antes de saírem da Torre, Lynna praticamente teve que trancar Hanna para que ela não se metesse em encrenca, vencendo a batalha quando lhe disse que ela não estava apta para sair e que Hill ficaria lá com ela, prometendo-a que a manteria em segurança.
O esconderijo do contrabandista era insalubre. Ficava num estaleiro aparentemente “em funcionamento”.
Seu sangue estava fervendo por pancadaria.
Adentrou o local no “modo fumaça”, acompanhando os outros de perto.
— Não me compare com Stark! — ela ouviu Ultron gritar. — Isso me ofende! Stark é uma doença!
— Ah, Junior. — Tony não perde tempo com suas piadas. — Vai partir o coração do papai.
— Talvez eu faça isso. — ela o ouviu dizer de onde estava, encarando Nat, que estava um pouco abaixo dela.
— Ninguém tem que partir nada. — Thor disse.
— Com certeza não fez um omelete. — Ultron disparou sarcasticamente.
— Tirou as palavras da minha boca. — Stark murmurou.
— Ah que engraçado, senhor Stark. — Pietro Maximoff se pronunciou. — Tá confortável? Como nos velhos tempos?
De onde ela estava, dava para ver as ogivas que o garoto de cabelos platinados indicava ao moreno.
— Minha vida nunca foi isso. — Tony rebateu.
— Vocês ainda podem sair dessa. — Steve disse para os gêmeos.
— Ah, nós vamos. — a garota rebateu sarcasticamente.
— Eu sei que sofreram... — ele recomeçou.
— Ah! Capitão América, o homem justo de Deus. — Ultron zombou. — Fingindo que consegue viver sem uma guerra. Olha, eu não consigo vomitar, infelizmente, mas...
— Olha, se você acredita em paz... — Thor o cortou. — Deixe-nos mantê-la.
— Acho que está confundindo paz com silêncio. — Ultron disse, aproximando-se do grupo. Esse robozinho sempre tinha uma respostinha pra tudo?
— Aham, para quê quer o vibranium? — Tony perguntou, um tanto quanto impaciente.
Esse arrombado fala demais, ele só está enrolando.
— Que bom que perguntou, porque eu precisava desse tempo para explicar o meu plano maligno.
Ela revirou os olhos, aterrissando, em frente a ele.
— Você fala demais. — resmungou.
— Oh! — Ultron fingiu surpresa, aproximando-se dela. — Pétala Amaldiçoada... uma princesa... tão aprimorada... tão poderosa... por que perde tempo do lado errado? — ele questionou-a, estendendo seus dedos de metal para tocá-la.
Antes que ele pudesse encostá-la, suas mãos derreteram as salsichas de metal.
— Tira as patinhas, Gollum! — ela rosnou, jogando-o para longe com toda a força que tinha.
Entendendo a deixa, Tony lançou-se para enfrentá-lo.
Havia mais daqueles robôs filhos da puta, tanto quanto os bandidos de Klaue para enfrentar. Ela foi atacada pelo garoto Maximoff, que a empurrou para o chão com sua velocidade.
Irritada, ela se preparou para atacá-lo de volta, mas ele já estava longe o suficiente, quando um dos robôs se aproximou dela.
Uma chuva de tiros teve inicio.
Ela usou seus poderes para protegê-la, enquanto derretia algumas máquinas, a confusão estava armada, tudo o que ela via era vermelho, precisava descarregar sua estranha raiva, enquanto sentia algo clicar no fundo de sua mente, algo mais poderoso do que seus poderes habituais.
Lynna se atirou para ajudar Natasha, que enfrentava mais de seis homens de uma vez só, imobilizando-os com seu gás, por mais que ela soubesse que a amiga era capaz de derrotá-los facilmente, tudo era questão de tempo agora.
A ruiva menor assentiu para ela, voltando-se para o outro lado, enfrentando mais homens.
Parece que os inimigos estavam brotando do chão.
As flechas de Clint serpenteavam pelo local, ela abaixava, rolava e socava homens maiores que ela, o que não era muita surpresa, mas a desvantagem fez os músculos de sua perna machucada gritarem um pouco mais.
Ela viu o raio azul passar, ele atingiu Steve no rosto, enquanto passava abaixo de onde Thor brigava com um robô. Ela tentou utilizar seus poderes nele, se frustrando por não conseguir.
Filho da puta escorregadio!
Um estrondo foi ouvido quando o mesmo caiu como uma fruta podre no chão. O insano havia tentado segurar Mjolnir. Que idiota!
Ela pulou até onde ele estava, usando mais uma vez o escudo de Steve como impulso, caindo onde ele estava jogado num monte de caixotes, parado como ela queria que ele estivesse.
Quando a viu, ele tentou se levantar, só para ter que dizer “olá” para o seu punho no meio de seu rosto.
— Você fica bem aí. — ela disse, encarando-o nos olhos claros. — Não parece ser tão ligeirinho, não é papa-léguas?
Ele bufou, tonto, caindo de volta na pilha.
— Gente, é código verde? — Bruce perguntou.
— Fique no jato. — Tony respondeu.
Um brutamontes vinha em sua direção, mas ele caiu quando a garota Maximoff pousou no chão ao lado dele, com um sorriso malicioso.
— Sabe... — ela iniciou, aproximando-se dela, fazendo uma dança em círculos, agitando as mãos, criando uma bola de energia escarlate. — Na Hydra, todos falavam sobre você, sobre o quão poderosa você era... — ela abriu ainda mais o sorriso. — Eu não acho isso.
A ruiva bufou.
— E eu não me importo. — uma bola de gás saiu de suas mãos, indo na direção da garota.
Contudo, a pestinha foi rápida, envolveu o gás em seus poderes, espalhando-o e lançando de volta contra ela.
Lynna não teve nem tempo de correr, o gás a atingiu em cheio.
O feitiço se voltando contra a feiticeira.
No primeiro instante, ela não sentiu nada além de um formigamento nas narinas.
Era isso o que todos sentiam quando ela atacava?
Depois, veio a tontura, suas veias queimavam em brasa, como se ela tivesse sido jogada dentro do tanque de tenebrys sakura outra vez. O ar começou a faltar-lhe, então, a garota se aproximou dela, jogando seus poderes escarlates para cima da ruiva, que soltou um lamento alto quando a escuridão lhe atingiu.
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