The Black Rose
3 Capítulo 3
The Black Rose
Capítulo 3 – Noblesse Oblige.
Aquele mês de primavera passaria tão rápido que Yoh e Anna mal haviam visto os belos dias de sol. Estavam sempre ocupados em grandes festas ou em grandes eventos, nos quais tinham que aparecer junto com os pais. Yoh era mais ocupado que Anna, pois, além das festas em que acompanhava os pais, também havia feito visitas a alguns orfanatos da França e tinha organizado um evento beneficente para arrecadar livros para montar uma sala de leitura em um orfanato de Paris. Em uma dessas visitas, Yoh chamou Anna. A garota foi, mas não pareceu se dar muito bem com as crianças. “Não tenho jeito com crianças”, ela dizia para ele. Mas as crianças pareciam achar divertido o modo rude como Anna tratava Yoh. Acharam, no mínimo, engraçado ver um Yoh voando pelo forte tapa de uma dama e caindo dentro do lago que havia na entrada do orfanato.
Era naquela noite que a festa na casa de Kanna Bismark seria realizada. Já estava quase na hora e Anna não se sentia exatamente...animada para ir. Mas, como Yoh, ela também foi obrigada a comparecer nesta festa. Terminou de arrumar-se e olhou para a rosa negra – já murcha – que havia guardado dentro de um livro. Ali, ela não havia exatamente murchado. Parecia um desenho no meio do livro. Um conto infantil chamado Robin Hood ao qual Anna havia se apegado após conhecer um certo alguém.
- Rouba dos ricos para dar aos pobres. – Anna arqueou uma das sobrancelhas e guardou o livro dentro da gaveta. – Não deixa de ser um ladrão. – Anna ergueu-se, já pronta, e desceu para ir à festa com o pai.
- Está linda, Anna. – O pai disse, conduzindo-a até o carro.
- Como sempre. – Ela completou com toda a sua modéstia e entrou no carro com o pai. Dali partiriam para a tal festa.
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A primeira pessoa decente que Anna viu na festa, foi seu ex-noivo. Yoh e Mikihisa haviam se atrasado por um “pequeno” problema que havia acontecido em casa. Uma das empregadas havia trocado o açúcar do chá por sal e fez com que Mikihisa ficasse com o queixo no chão quando seus convidados, importantes nobres vindos da Alemanha, provaram o chá e o acharam um tanto...salgado. Anna sentiu-se aliviada ao ver Yoh ali e ia caminhar para fora, quando sentiu alguém lhe segurar pelo pulso. A tal madame Bismark.
-Ora, ora. Não é a filha do Duque Kyoyama? Duquesa Anna, certo? – Kanna abriu um daqueles sorrisinhos categóricos (falsos, na opinião de Anna) e começou a abanar-se com um leque (apesar de estarem entrando no verão, aquela noite estava particularmente fria.) olhando-a.
- Sim, sou eu mesma. – Anna fez questão de soltar o pulso com, não exatamente, delicadeza e lançou um olhar frio para Kanna que, ou não viu ou ignorou muito bem se viu.
- Fiquei sabendo que rompeu noivado com o herdeiro dos Asakura. Essa notícia já circula por toda a França, mocinha. – Kanna disse com aquele jeito irritante. Agora Anna se lembrava o principal motivo por não querer estar naquela festa. Simplesmente odiava aquela mulher. – Tsc, jogar um casamento tão promissor assim no lixo...
- Acontece que, eu e o herdeiro dos Asakura, não pensamos apenas em dinheiro, madame Kanna. – Anna respondeu de maneira que deixou a outra ofendida, mas ela sabia contornar muito bem a situação. Ah, sim.
- Hahaha! Claro! Claro! – Kanna abanou-se mais rapidamente com o leque e Anna concluiu que a estava irritando. Começava a ficar divertida aquela conversa. – São apenas crianças. Ainda não entendem o verdadeiro valor do dinheiro. Tudo bem, com o tempo você perceberá a bobagem que fez e vai querer reatar este noivado.
- Não somos apenas crianças. – Anna repetiu com a mesma ênfase que Kanna havia utilizado e revirou os olhos. – Nós apenas sabemos o que é melhor para cada um de nós. – Anna continuou. Kanna abriu a boca para dizer algo, mas Anna fez menção de que ainda tinha algo para dizer. – Dinheiro? Há muitas formas de conseguir isso, não é mesmo? Você deve saber melhor do que ninguém...- Anna deixou escapar um daqueles sorrisinhos e Kanna escondeu o rosto atrás do leque. (Anna podia jurar que ela estava fazendo alguma careta a julgar pelo seu olhar.)
- Madame Kanna, você não irá mostrar a grande surpresa da noite? Já está tudo pronto...- Um homem disse.
- Claro, claro. – Ela disse com um sorrisinho. – Estava apenas trocando palavras com nossa jovem e promissora duquesa. Se me dá licença, duquesa. – Kanna fez uma breve reverência.
- Tome cuidado com o Rosa Negra, Kanna. – Anna girou nos calcanhares, caminhando para fora e, infelizmente, perdeu a oportunidade de ver o olhar contraído de Kanna ao ouvir o nome daquele ladrão ser proferido.
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Anna deu um longo suspiro quando ouviu um dos cavalheiros – ainda dentro da festa – dizer que não passava das onze de noite. Ainda teria que ouvir muitas pessoas falando como aquela madame. Resolveu caminhar um pouco pelo jardim daquela enorme mansão. Anna tinha uma leve inclinação por locais assim. Costumavam ser mais calmos que os demais lugares e as pessoas que iam à festas não costumavam aparecer por lá.
- Parece que há uma flor solitária, perdida neste jardim. – Anna arregalou ligeiramente os olhos quando ouviu aquela voz. Não precisou virar-se para saber quem era, mas desejou estar certa – “Errada. Eu tenho que estar errada sobre o dono desta voz.” – sobre isso. Sentia a mente e o coração se contradizerem e deu um longo suspiro.
- O que você está fazendo aqui? – Limitou-se a perguntar em seu auto-controle.
- Hoje eu irei desmascarar essa madame e mostrar à sociedade seu verdadeiro rosto. – O rapaz foi se aproximando em passos lentos, porém largos. Três passadas foram o suficiente para vencer os dois metros que os separavam.
- Você deveria procurar algo melhor para fazer do que brincar de Robin Hood. – Anna virou-se na direção dele. Estava impassível e inabalável como nunca estivera.
- Robin Hood, é? – Um sorriso se desenhou nos lábios do rapaz e Anna notou seus longos cabelos castanhos pela primeira vez. Da outra vez que haviam se encontrado estava tão escuro, que não tinha sido capaz de ver. Aqueles cabelos...eram idênticos aos de Yoh. – Acontece que sempre gostei de contos de fadas onde o verdadeiro mal é desmascarado.
- Sente-se orgulhoso pelo que faz, Rosa Negra? – Anna perguntou. Não se alterava sequer por um instante e, mesmo depois da outra noite, parecia não ter sequer um resquício de medo dele.
- É melhor do que se esconder dentro de uma falsa sociedade, não é Anna? – O rapaz perguntou categoricamente. Estavam sempre a trocar essas... gentilezas em seus poucos encontros.
- Talvez. – Aquela resposta voltou a lhe assombrar. – Mas talvez Noblesse Oblige seja melhor do que se vestir como um palhaço da noite e sair roubando coisas para desmascarar os nobres.
- Noblesse Oblige? – Anna o teria visto arregalar os olhos se estivesse sem a máscara. Mas só o viu rir depois disso. – Eu não acredito em Noblesse Oblige. – Ele disse, encolhendo os ombros. – Noblesse Oblige não é o suficiente para desmascarar esses nobres. Enquanto existirem falsos nobres espalhados, esse tal Noblesse Oblige jamais será o suficiente.
- E você acha que vai conseguir mudar isso tudo sozinho? – Anna perguntou e percebeu que o havia pego, quando ele virou-se de costas. Um silêncio incômodo instalou-se entre os dois, durante algum tempo.
- A lua não está linda, Anna? – Ele perguntou, mudando totalmente o rumo da conversa. – Adoro noites como essa.
- Não foi isso que eu te perguntei. – Ela cortou, mas tinha que admitir. Aquela noite estava linda.
- Ah...sobre aquilo. – O rapaz tornou a virar-se para ela. – Eu
talvez não possa mudar tudo sozinho. Mas tenho certeza de que, se algo acontecer comigo, outros lutarão pelo que eu...
O som de um forte tapa ecoou por aquele jardim. Um tapa não esperado, de fato. Um tapa não esperado por quem recebeu, um tapa não esperado por quem o deu. A máscara chegou a voar do rosto de seu dono e ele manteve o rosto inclinado para o lado, sem parecer dar muita importância ao fato.
- Feliz...? – Ele proferiu a pergunta, sem mover-se um milímetro. A cartola também havia voado de sua cabeça, mas só notou isso minutos depois, quando ergueu o rosto para olha-la.
- Você é egoísta! – Ela disse, olhando na direção dele, mas arregalou os olhos, ao ver a semelhança dele com Yoh.
- Eu sou. – Ele respondeu, sem tirar os olhos dos dela. Aquele olhar penetrante...não podia ser. – Meu pai já me dizia isso. – Encolheu os ombros e agachou-se para pegar a máscara e a cartola.
- Você...- Anna manteve os olhos arregalados, fitando-o. – É por isso que o Yoh não se lembra...- Ela murmurou baixo. – A pessoa que me salvou dos bandidos naquela noite...
- Fui eu. – O rapaz completou, colocando a cartola de volta, mas não a máscara. – Disse a você que não era ninguém tão importante que devesse se lembrar. – O rapaz disse de maneira calma.
- Por quê? – Ela juntou segurou a mão que havia usado para dar o tapa. Esta ardia com a força que havia utilizado. – Por que me disse aquilo?
- Um bandido como eu, não deve ter ninguém em seu
caminho, não é? – O garoto encolheu os ombros e deu um longo suspiro. – Acontece que estou ameaçado de morte constantemente.
- Mas mesmo assim...- Anna baixou o rosto. – Mesmo assim...- Deu-lhe outro tapa. – Por que você veio me ver então?! Por que foi até a minha casa?! – Ela segurava as lágrimas nos olhos. Por que se sentia assim? Por que estava tão...irritada?
- Gostar de você não estava nos meus planos. – Ele respondeu com sinceridade e ajeitou a cartola. A marca em seu rosto tornava-se mais vermelha, pelo fato de ter levado dois tapas consecutivos.
- Gostar...? – Anna arregalou os olhos. A menção daquelas palavras...
Anna sentiu como se o coração tivesse parado de bater. Juntou ambas as mãos e enlaçou-as, baixando o rosto.
- Sim. – Ele respondeu e aproximou-se dela, segurando-lhe pelo queixo. – Acontece que...eu já estava acostumado a essa vida. – Disse com calma. – Na noite em que eu te conheci, estava fugindo de casa. Eu jurei a minha mãe que faria Justiça entre os nobres em seu leito de morte.
- Mas isso é perigoso, você não sabe? – Anna perguntou, olhando-o agora e derramou uma única lágrima. – Se os nobres te pegarem, você não vai ser só preso...
- Eu tenho total ciência disso. – O rapaz respondeu, abrindo um sorrisinho e limpou-lhe a lágrima cuidadosamente. – Eu fico feliz de saber que alguém se preocupa comigo. Mas é algo que não posso deixar de fazer.
- Mas...-Ela cerrou os punhos com força, desviando o olhar.
- Me espere aqui, tudo bem? – Ele sorriu.
- Te esperar...? – Ela tornou a olhar para ele.
- Não gostaria de vir comigo? – O rapaz perguntou, segurando-lhe pelos ombros.
- Ir...com você? – Anna arregalou os olhos mediante a proposta. Como é que ela podia estar considerando uma proposta tão absurda?! Largar tudo...seu conforto, seu dinheiro, Yoh..tudo para ir com um...ladrão metido a Robin Hood.
O rapaz aproximou-se e recostou os lábios sobre os dela. Desta vez não houve tapa. Houve apenas um beijo carinhoso, suave e...desejado.
- Pense bem no meu pedido, dama da noite. – O rapaz proferiu, antes de sair correndo na direção da mansão. Anna ficou estática por alguns instantes, mas lembrou-se do enorme número de policiais que se encontravam na festa. Uma emboscada para pegar Rosa Negra?
- Espere! – Anna segurou as barras do vestido e saiu correndo atrás dele. Uma sombra que apenas observava tudo, desapareceu na penumbra da noite. Anna olhou naquela direção por alguns instantes, mas tornou a correr, ignorando.
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- Agora eu anuncio a todos vocês este belo colar de diamantes! – Kanna disse, mostrando o colar no próprio pescoço. – É um colar feito com diamantes cravados em uma bela estrutura de ouro. Deve custar milhões por aí! – Ela riu.
- Milhões, não é? – Uma voz surgiu em meio à multidão quando as luzes do salão se apagaram. – Milhões que deveriam pertencer a uma outra madame que não é você. – A voz continuava avançando e o público já parecia assustado. – Um colar roubado e comprado no mercado negro. – As luzes voltaram a se acender e o colar havia sumido.
- Meu colar! – Kanna viu uma rosa negra em seus pés e viu o ladrão na entrada principal de sua casa, segurando o colar nas mãos.
- Esse colar tem passado de geração em geração em uma família que não é a sua. Você o comprou com o dinheiro conseguido nos cassinos de forma suja não é, Kanna Bismark? – “Ohhhh” foi o que as pessoas disseram, seguidos de comentários como: “Eu bem que sabia que tinha visto esse colar em algum lugar” ou “Eu já desconfiava que ela tinha dado o golpe do baú naquele pobre velho solitário.” – A sua máscara caiu. Vejam a verdadeira face desta mulher que tentou engana-los!
- Ele está mentindo! O que estão esperando para pegá-lo?! – Kanna ordenou desesperadamente para os policiais que se encontravam lá e o rapaz saiu correndo pela porta principal, vendo-se cercado por inúmeros policiais. – Acabou o seu reinado, Rosa Negra!
- Ele está só começando...- O rapaz respondeu com um sorrisinho e lutou contra os policiais, derrubando-os e correndo na direção do jardim.
- Você é louco! – Anna disse, parando na frente dele.
- Não tenho muito tempo para conversar agora. – Ele disse, sem parar.
- Eu acredito que seja uma cilada para te pegar. – Anna corria ao lado dele, mas ambos pararam ao ver que estavam completamente cercados.
- Qual foi a primeira grande dica...? – Ele deu um passo para trás, porém segurou Anna. – Não se aproximem! Ela é minha refém! – Rosa Negra disse, segurando Anna firmemente. — “Improvise.” — Sussurrou para ela.
- Ah, socorro..ele me pegou...- Anna olhou-o de canto. – “Não sei fazer isso...” – Sussurrou para ele.
- Largue a duquesa! – Um dos policiais foi se aproximando.
“Aja como se eles fossem a nobreza.” – Sussurrou para Anna.
– Nem mais um passo ou eu vou ter que machuca-la. E...não queremos isso, não é rapazes?
- Me solta seu bandido idiota! – Anna tentava, agora, realmente soltar-se. Dificultando a vida do ladrão.
- Tudo bem, só deixe ela ir que o deixaremos ir também! – Um dos policiais disse e a multidão já ia se aproximando.
- Certo, então vamos negociar. – Ele disse, segurando Anna firmemente. – Fique calma, loirinha! – Disse para Anna, segurando-lhe firmemente. – “Quando eu contar até três, sairemos correndo, tudo bem?” – Ela assentiu com a cabeça.
- Você vai me pagar por isso! Eu juro que colocarei o seu nome na minha lista negra, seu ladrão de meia tigela! – Ela exclamou e os policiais ficaram olhando para os dois. – “E não me chame de loirinha de novo.” – Disse entredentes.
- Nós deixaremos que passe, Rosa Negra. – O policial que parecia ser o comandante disse. – Venha até aqui com a duquesa calmamente e a entregue para nós, tudo bem?
- Três! – Rosa Negra disse e saiu correndo dali, segurando uma das mãos de Anna.
- Ele está fugindo com a duquesa! Peguem ele! – O policial ordenou furioso por ter sido enganado.
- Por aqui! – Rosa Negra disse, correndo de mãos dadas com Anna. – Acho que isso está se tornando muito perigoso. É melhor que você fique, Anna. – O rapaz disse, parando num lugar mais deserto e tentando recobrar o ar.
- Nem pensar! Você disse que me levaria junto, se lembra? – Ela disse, olhando-o com seriedade.
- Mas eu não quero te colocar em perigo. Não sei onde estava com a cabeça quando te disse aquilo. Não e não. – Ele disse.
- Perigo? Eu rio da cara do perigo! Hahaha! – Ela disse com um sorrisinho nos lábios. Ele suspirou e sorriu também.
- Eles estão ali! – Um tiro veio na direção dos dois e o ladrão empurrou-a para o chão, levando a bala de raspão no braço.
- Idiota! Não atire! Não está vendo que ele está com a duquesa?! – O comandante brigou com o homem responsável por atirar.
- Rosa Negra! – Anna arregalou ligeiramente os olhos quando rolaram um pequeno morro que havia ali e caíram no chão. – Está ferido...
- Não é nada demais...não temos tempo agora. – Ele ergueu-se. – Eu estou falando sério, Anna. Daqui pra frente as coisas só vão piorar. Eu não quero que se machuque por minha causa.
- Rápido! Por aqui! – Uma voz disse e os dois se entreolharam. Mas não tinham muitas opções visto que os policiais já estavam chegando. Seguiram a voz.
Haviam entrado numa espécie de labirinto que havia no jardim daquela casa. Os policiais haviam entrado atrás deles, mas haviam se perdido lá dentro. O dono da voz seguia na frente, usando um manto branco que não os deixava identifica-lo, até que parou, em uma espécie de passagem secreta que havia ali.
- Se seguirem por aqui, sairão na frente de uma carruagem. Ela levará os dois para fora da cidade por minhas ordens e depois disso acho que podem se virar muito bem. – O rapaz disse, de costas para eles.
- Por que está nos ajudando? – Rosa Negra perguntou, olhando na direção do misterioso rapaz.
- Noblesse Oblige. – Ele respondeu e virou-se para eles dois com um sorriso largo no rosto. O capuz caiu, revelando um Yoh.
- Yoh? – Anna e Rosa Negra disseram em uníssono e se entreolharam. – Você conhece ele? – Perguntaram juntos. – Sim ele...- Continuavam a falar juntos e baixaram o rosto.
- Fala você primeiro. – Rosa Negra disse para Anna.
- Ele era o meu noivo. – Anna disse, baixando o rosto.
- Noivo...? – O ladrão arregalou ligeiramente os olhos. –
Aliás...você sabia, Yoh? – O rapaz perguntou, fitando o outro.
– Sabia que eu era o Rosa Negra?
- Claro, Hao. – O outro respondeu com um sorrisinho e Anna olhou para os dois, confusa.
- Espere aí. Hao? – Anna perguntou. – O que está acontecendo aqui?
Rosa Negra – Agora Hao – e Yoh ficaram lado a lado. O que confundiu ainda mais Anna. Eram completamente iguais.
- Eu sou Hao Asakura, o gêmeo mais velho da família Asakura. – O rapaz de negro respondeu, tirando a máscara.
- Eu sou Yoh Asakura, o gêmeo mais novo da família Asakura. – O outro respondeu com um largo sorriso.
- Gêmeos...- Anna olhou para os dois incrédula. – “Claro. Como é que eu não percebi isso quando vi o Rosa Negra...Hao...sem a máscara?” – Anna deu-se um tapa mental, olhando na direção dos dois.
- Encontrei a saída! – Ouviram uma voz vinda da entrada do labirinto.
- É melhor vocês irem. A carruagem já os aguarda. – Yoh tirou o manto e colocou-o sobre Anna.
- Você tem mesmo certeza? – Hao olhou para Anna.
- Vamos ter que discutir isso aqui, Hao? – Anna revirou os olhos e tornou a olha-lo.
- Rápido! – Yoh disse para os dois.
- Tudo bem...- Hao disse. – Obrigado por tudo, irmãozinho. Voltaremos a cruzar caminhos.- Hao saiu primeiro pela pequena passagem.
- Quero que fique com isto, Yoh. – Anna olhou-o e retirou o colar de rubi do pescoço, entregando-o ao ex-noivo.
- Mas é o colar da sua mãe...- Yoh disse com os olhos ligeiramente arregalados.
- Essa é a prova de que voltaremos a nos encontrar. – Ela respondeu com um sorriso nos lábios e abraçou levemente Yoh.- Espero que seja feliz. – Ela virou-se e saiu pela passagem, negando a ajuda de Hao.
- Igualmente...- Ele disse quando já haviam partido e guardou o colar consigo.
- Ei, garoto! Você não viu Rosa Negra por aqui? Ele estava com a duquesa! – Um dos policiais disse.
- Eu o vi indo na outra direção. – Yoh apontou para eles. – Eu os acompanho até lá! – Yoh foi correndo com os policiais que agradeceu à sua ajuda.
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Entraram na carruagem e não houveram perguntas por parte do cocheiro. Ele apenas seguiu caminho para fora da cidade e recebeu uma gorda recompensa de Rosa Negra – agora Hao – pelo seu trabalho.
- O que vamos fazer agora, Hao? – Anna perguntou quando já estavam longe da carruagem.
- Vai haver uma exposição de um famoso quadro chamado Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. Fiquei sabendo que um homem o comprou depois que foi roubado do museu de Paris. Ele diz ser apenas uma cópia, mas fontes confiáveis me disseram que aquele quadro é o original. – Ele disse com um sorrisinho.
- Você não trabalha sozinho? – Ela perguntou.
- Robin Hood não trabalhava sozinho. – Ele respondeu e encolheu os ombros.
- E onde está o quadro agora? – Anna perguntou, colocando o capuz do manto que Yoh havia lhe dado.
- Em Milão, na Itália. – Hao respondeu, colocando a máscara.
– Está pronta para se tornar um membro da brigada de Robin Hood? – Ele estendeu uma das mãos para ela, abrindo um sorrisinho.
- Só se eu tiver uma máscara tão legal quanto a sua. – Ela segurou a mão dele e saíram caminhando juntos dali.
Destino. Era essa a palavra que Hao acreditava desde o segundo encontro dele com Anna. Tinham o destino interligado por alguma força maior que os fez ficar juntos. Uma força maior do que qualquer outra, chamada amor.
Notas finais
Acho que o final não ficou tão ruim quanto eu especulava que ficaria. Eu. na verdade, gostei da última frase da Anna xD
Essa fic eu fiz de natal, pra minha Tia Coalita (Cookie).
Bom, quem já teve coragem de ler até aqui, pode estender mais um pouquinho e me deixar um reivewzinho, né? =3
Até a próxima fic que eu devo postar logo!
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