The Big Four - The Fear Didn't Disappear
4 O Viking Bravio

P.O.V Merida
Nos tinhámos afastado do trenó e no primeiro momento que percebemos que não avistávamos mais o mesmo comecei a sentir um grande peso nas minhas costas, como um animal gigante estivesse em cima de mim. Me virei e fiquei paralizada, meus olhos estavam lentamente a tornar-se mais azuis, mais vivos, mais... Assustados.
– Merida! Cuidado! — gritou Norte percebendo que um grande animal estava situado nas minhas costas me querendo levar.
Ele rapidamente empurrou o animal e o mesmo fugiu. Ele me salvou a vida mesmo sabendo que eu poderia tomar conta dele sozinha.
– Aff, cara eu podia ter cuidado dele sem sua ajuda! — falei um pouco chateada.
– Mas, mesmo assim... Obrigada. — disse envergonhada.
– De nada. — ele falou seguido de um sorriso.
– Mas, só por perguntar... O que era aquilo? — perguntei com curiosidade.
– Um dragão. Aqui em Berk existem muitas dessas criaturas, é melhor você se preparar. — ele respondeu com uma expressão muito séria.
– Um dragão?! Mas isso não era uma lenda? — perguntei admirada.
– Bem, só porque você não viu uma coisa não significa que ela não exista. Como disse antes, se prepare porque provavelmente virão muitos mais dragões durante essa jornada. — respondeu Norte.
– Eu já nasci preparada! — falei entusiasmada.
– Se você diz... — ele falou.
Andámos e andámos... A viagem parecia nunca mais acabar! Estava presa numa caixa de tédio e aborrecimento que eu sentia não ter fim, apenas queria sair dali e encontrar o 4º Guardião Perdido para poder voltar para casa e ver a minha família, que, mesmo apesar de ser irritante e teimosa eu a amo de qualquer maneira.
Algum tempo depois perguntei com o pouco ar que me restava:
– Já chegámos?
– Sim. — respondeu Norte.
– Sério?! — disse com meu rosto preenchido de alegria. Vocês não acreditam o quão feliz eu estava, finalmente aquela caminhada toda tinha terminado! Ah, como estava alegre!
Chegámos a uma casa pequena e simples, mas ao mesmo momento bonita. Me senti maravilhosa olhando ela, senti que aquele seria o local onde iria viver para o resto da minha vida... Não sei como explicar, acho que me senti aconchegada e apaixonada.
P.O.V Hiccup
Estava desenhando esboços para o novo equipamento do Banguela, como normalmente faço, mas, eu tinha o pressentimento de que algo não estava correto, de que alguma coisa que me dizia que hoje iria ser um dia um pouco fora do normal. Mas, como sou um idiota não liguei nada mesmo, quer dizer... Todos meus dias são fora do normal, então pensei: "O que poderia correr mal?"
5 segundos depois desse pensamento uma sombra apodera-se da mesa onde meus esboços estavam situados. "Eu sabia" pensei.
Me virei e vi uma garota linda, de longos cabelos ruivos avermelhados, sem esquecer que eram muito extremamente cacheados. Tinha uns olhos azuis-celeste apaixonantes e grandes. Foi amor à primeira vista, mesmo sabendo que eu e Astrid tínhamos uma relação... Também havia um homem alto e velho com roupas encarnadas e tatuagens pelo seu corpo, mas nem me concentrei muito nele, apenas olhava para a misteriosa garota.
– Quem são vocês?! — perguntei me fazendo de corajoso, para impressionar a menina.
– Precisamos de você. Venha connosco. — disse o homem. Ele me pegou pela mão e me levou para um trenó com um garoto de cabelos brancos e uma garota de cabelos dourados ridiculamente grandes.
P.O.V Merida
Aquele garoto me olhava com os seus grandes olhos verde-esmeralda lindos e brilhantes. Eu não sabia o que estava sentindo, estava experimentando um novo sentimento, estranho mas aconchegante ao mesmo tempo. Será que estava apaixonada? Eu não sei, não sei mesmo, mas de uma coisa tenho a certeza... Aquele sentimento me fazia sentir segura, aconchegante, feliz, alegre, entusiasmada, muitas ótimas sensações, mas uma delas se destacou... Eu me sentia amada. Apenas, não conseguia tirar os olhos dele, é como se estivesse obcecada.
Tínhamos chegado ao trenó e eu me sentei ao lado de Rapunzel, minha melhor amiga, apesar de nos termos conhecido faz 1 dia...
P.O.V Hiccup
Aquela garota se assentou ao lado da menina de cabelos dourados. Eu não me consegui conter, eu tinha de sentar ao lado dela, então, assim o fiz."Aff, Hiccup, porque você tem de fazer isso?!" pensei no preciso momento. Tinha quase a certeza que ela me iria achar um completo babaca por ter feito isso.
– O-oi. — a garota de cabelos ruivos dissera para mim. Afinal, ela não pensou que eu era um idiota! Ah, cara estava tão feliz.
– Meu nome é Merida, qual é o seu? — falou continuando a conversa.
– Seu nome é lindo... — disse hipnotizado pela beleza de seu nome e dela mesma.
– O-o quê?! — ela perguntou corada.
– N-nada, nada mesmo! Meu nome é Hiccup... — disse muito atrapalhado.
– Gostei de seu nome. — Merida falou com um riso doce e agradável de ouvir.
– Ahahahaha! Parece que não vou ser só eu e a loirinha a ser um casal... — disse o garoto de cabelos brancos com um riso perverso.
– Isso não tem piada! — falou Merida.
– Tem sim! — disse ele.
– Calma aí atrás, nós vamos descolar! — o velho nos dissera.
– Isso, ouçam Norte! — a garoto de cabelos dourados falou.
– Se você diz... — o rapaz de cabelos brancos dissera.
De repente reparei que o trenó tinha começado a levantar voo. "Mas que...?" pensei assim que percebi o acontecimento. Apesar de ser muito estranho, mas muito estranho mesmo eu me senti feliz, alegre e... Aff, não sei como explicar.
A meio da viagem Merida me pergunta:
– Você não está espantado por o trenó voar?
– Muito. — respondi com uma voz admirada.
– Então porque não faz perguntas? — perguntou curiosa.
– Porque isso me tirou o fôlego. — respondi com a voz novamente admirada.
– Entendi. — ela falou com o mesmo riso doce de antes.
Após o seu riso doce e alegre eu de alguma forma voltei à terra e percebi que alguma coisa familiar me chamava... Parecia os ruídos de Banguela.
– Dragão! — Merida disse quando avistou o meu dragão. Todo o mundo ficou em choque, menos o velho.
– Calma! Ele é amigo, ele se chama Banguela! — falei acalmando o pessoal.
Banguela se dirigiu a mim e me lambeu a cara. Ah, que alívio... Estava pensando que o tinha perdido para sempre. Foi tão bom ele me ter encontrado!
– Você o domesticou? — a garota de cabelos dourados perguntou vendo como eu e Banguela éramos amigos.
– Sim. — respondi com um sorriso.
– Bem, se você quer ficar com ele, ele tem de ir a voar, não pode se sentar ou provavelmente o trenó se partira em dois. — o velho falou.
– Tudo bem, ele se aguenta voando. — disse.
Merida e o garoto de cabelos brancos apenas ficaram sem palavras, seus olhos não pestanejavam e suas bocas não se fechavam... Bem, acho que nunca viram um treinador de dragões.
A viagem estava demorando muito, então, decidi dormir um pouco. Algum tempo depois Merida me acorda e me vejo situado num local que se parece com uma oficina.
– Bem, chegámos ao nosso destino! — disse o velho.
No momento em que me levanto do trenó uma luz aparece no frágil chão de madeira em que nós situávamos e subitamente 4 marcas aparecem na nossa frente. Na frente do garoto de cabelos brancos um floco de neve cristalino surgira, na frente da garota de cabelos dourados uma flor dourada e brilhante como o sol, na frente de Merida um sol de um vermelho forte e na minha frente um elmo de viking.
Nossas mãos se moveram contra a nossa vontade e tocaram nos símbolos que surgiram na nossa frente. Nesse preciso momento uma grande luz se apoderou de nós e de repente... Desmaiámos.
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