The Big Four - A Nova Geração

9 Ganho um Presente Roubado


Notas iniciais
Olá Gentih, Cap. 8 é do lindo do Frost! Aproveitem a Leitura! Dedico esse cap. à Erza Scarlet por favoritar a fic, à Sabrina que assim como eu é uma cat lover e à Nathi Me por parar de ser uma leitora fantasma! S2 pra todas vcs Vou parar de falar e deixar vcs lerem logo. Aproveitem! Vlw Bjks

Capitulo 8



Nesses 320 anos que sou guardião, nunca tinha tido sonhos, muito menos dormido. Nem sabia que nós conseguíamos dormir, para mim era tipo aprender Arcos Trigonométricos, dispensável. Pelo visto tem uma primeira vez para tudo.

No meu sonho eu estava em uma floresta de pinheiros muito altos, estava de noite e não parecia ser um parque ou algo assim, ela era fria mas não um frio normal. Olhei para cima e vi que nenhuma estrela brilhava no céu, tinha somente a lua, solitária. Por mais estranho que seja a lua parecia vazia. Voltei a olhar a estrada pois, a alguns metros a frente eu podia ouvir algumas vozes. Tinha três garotos, o mais alto e mais velho deles parecia ter uns dezessete anos, ele estava usando um gorro branco, mas era possível ver um pouco de seu cabelo preto saindo pelas bordas. Os olhos dele eram escuros, assim como suas roupas, que pareciam ser bem antigas, mas antigas do que a época que vivi, acho que eram medievais. Os outros dois garotos eram gêmeos, um deles tinha cabelos pretos e olhos cinzentos, o segundo era loiro e tinha olhos azuis, eles deveriam ter uns quinze anos.

O três seguravam espadas e os mais novos estavam observando o mais velho demonstrar uns golpes no ar. O cara era bom na espada, tenho que admitir. Quando ele acabou os gêmeos se posicionaram e começaram a treinar um com o outro. Claramente o loiro era muito melhor que o outro, ele não perdia um ataque e todas as vezes conseguia furar a defesa de seu irmão. A luta não durou muito tempo, no máximo dois minutos. O de olhos cinzentos estava no chão, desarmado e com uma espada apontada para o seu pescoço. O loiro depois se afastou, olhou para o mais velho e sorriu quando este começou a bater palmas.

― Muito bom Raoden, você fica cada treino melhor, baixinho! Já você Seymour, tem que trabalhar mais sua esquiva e aquele ataque por trás que comentei, certo?― disse o mais velho. O garoto chamado Seymour, que estava no chão, recusou a ajuda de Raoden para se levantar e foi sentar em um tronco caído. Ele parecia bem emburrado.

Raoden vez uma posição de ataque, se virando para o cara do gorro.

― Quer lutar comigo pequeno Raoden?― O mais velho perguntou com uma risada. Raoden deu de ombros e disse com um sorriso:

―A não ser que você tenha medo de perder, irmãozinho.― Ih, agora desafiou.

O irmão mais velho riu de novo e se preparou. O primeiro a atacar foi o loirinho, foi um bom ataque mas, o mais velho se defendeu sem dificuldades bloqueando a lâmina pela esquerda. Com o choque das lâminas Raoden foi empurrado um pouco para trás mas voltou, atacando agora pela direita. O irmão mais velho vez uma cara tipo, "patético" e baixou a espada para bloquear o ataque. Só que não foi isso que aconteceu. Raoden esperou o irmão baixar a arma e então levantou um pouco a sua, enganchando seu cabo no dele. Ele levantou a espada com força em direção ao peito do irmão, acertando-o com a parte chata das duas lâminas. Depois de ser acertado ele se desequilibrou um pouco e com um movimento rápido foi desarmado, levando em seguida uma rasteira. Agora ele estava no chão, com duas espadas apontadas para seu peito e o seu irmão mais novo sorrindo orgulhosamente.

O que tinha sido acertado olhou para Seymour com uma cara "Nossa, você filmou isso?" e depois sorriu para o irmão, falando que foi um golpe perfeito. Seymour fez uma careta, e se levantou do tronco para se apoiar em uma árvore mais próxima de seus irmãos. Raoden parou de apontar as armas para o irmão e em quanto ele se levantava tirou o gorro de sua cabeça, o colocando em seguida. O mais velho se levantou rindo, apontou para Raoden e disse:

― Melhor de três, se você ganhar pode ficar com o gorro, mas se eu ganhar, você vai fazer minhas tarefas pelo resto da semana.

― Nossa, pelo visto esse gorro vai ser meu então...― Falou o garoto mais novo, se preparando novamente.

Desta vez ele não teve tanta sorte, o seu irmão mais velho o desarmou nos primeiros segundos da luta. Acho que ele não estava afim de perder o tal gorro.

― É Rao, acho que foi sorte de principiante...

― Duvido, acho que foi sorte de veterano, melhor de três, certo?

― Sempre tem resposta para tudo baixinho?

― Só quando é interessante responder... ― E aí ele se preparou novamente, só que dessa vez em defesa. Eles começaram a luta e o mais velho estava com um pouco de vantagem. O que aconteceu depois acho melhor não descrever, não foi nada legal.

Percebi que tinha alguma coisa errada quando uma luz bem forte acertou meu rosto, vi que Seymour, o gêmeo que tinha perdido lá no início estava direcionando a luz do reflexo da lua para os irmãos que estavam lutando. Pensei que ele ia tentar desconcentrar o loiro, para ele perder. Teria sido melhor que eu estivesse certo. Seymour esperou eles se concentrarem ao máximo na luta e então direcionou o reflexo para os olhos do irmão mais velho. O golpe dele, que ia acertar o ombro e causar um belo de um arranhão acertou em cheio o peito de Raoden. E não foi com a parte chata da lâmina, muito menos o cabo. Depois da ponta da espada atravessar o gêmeo loiro e este cair no chão aparentemente sem vida, o irmão mais velho ficou em choque, mas, rapidamente mudou para raiva. Raiva nível Hulk.

― SEYMOUR! ― Ele gritou na direção em que ele estava. O único problema é que ele não estava lá. Quando o mais velho começou a se virar, uma coisa prateada saiu pela lateral do seu tronco, um pouco abaixo do estômago. Ele colocou a mão na ferida e caiu de joelhos. Seymour estava atrás dele, com a espada manchada com o sangue do seu irmão. Que garoto bizarro. Ele vez o seu irmão terminar de cair no chão com o cabo da espada e disse:

― Que tal este ataque por atrás, "irmãozinho"?

― O que pensa que esta fazendo?― Rosnou o mais velho. O garoto bizarro deu uma risada de deboche e se abaixou para limpar a espada na camisa de seu irmão morto.

― Nossa, o que me resta agora, já que meus irmãos queridos, brigaram na floresta e acabaram se matando? E eu, não pude fazer nada, a não ser chorar pela morte deles, e é claro contar para nosso pai o que aconteceu...― Disse ele sorrindo depois.

― Seu traidor, como pode derramar sangue de sua própria família, de seus próprios irmãos?

Seymour só se levantou e olhou com desdém para os irmãos.

― Pelo menos não serei comparado com mais ninguém, querido irmão.

― Fez isso por ciúme? Seymour quem você pensa que é?― Perguntou o mais velho tentando se levantar.

― Fiz por justiça, e não vou ficar aqui, gastando minhas palavras com um moribundo nojento com você, mande lembranças a mamãe, maninho.

Mesmo com os protestos e pragas do irmão, Seymour acenou e começou o seu caminho calmamente de volta para casa. Eu estava bem chocado com o que tinha acontecido, mas não podia fazer nada para ajudar, eu sei porque tinha tentado dar umas porradas naquele recalcado do Seymour. Pensando melhor, acho que se eu estive lá de verdade isso não teria ajudado muita coisa.

O sonho começou a ficar "longe" e a última coisa que vi foi o irmão mais velho abraçar Raoden, olhar para a Lua e pedir alguma coisa que não entendi.

De repente o sonho voltou, mas agora não tinha mais ninguém na floresta. Ouvi uma melodia e olhei em volta para ver de onde estava vindo. Em uma árvore próxima a mim tinha uma garota. Ela era bonita, sua roupa era toda preta e seus cabelos estavam presos em uma trança meio bagunçada. Seus olhos eram prateados e penetrantes, e quando eu digo penetrantes estou dizendo no sentido mesmo da palavra, tipo uma visão raio-X na sua vida inteira. Ela estava assobiando uma música meio estranha, que eu nunca tinha ouvido e estava brincando com um cilindro dourado que eu conhecia muito bem. Não eram as minhas memórias mas, eu sabia o que era. Esqueci de falar que ela tinha uma foice, um detalhezinho insignificante, realmente. Depois de uns segundos ela desviou o olhar do cilindro e olhou para mim. Agora que ela estava olhando para mim, parecia vagamente familiar.

― Olá, Jackson Frost.― Ela disse sorrindo, não um sorriso normal, um meio estranho.

― E aí, ahn, você trabalha com a Fada? ― Perguntei. Com certeza quando você vê uma guardiã sinistra com uma foice e um cilindro de memórias a primeira coisa que você pergunta é se ela trabalha com a Fada, porque, todos sabem como ela faz o tipo "dark" sinistrão.

― A Fada?!― Ela disse com uma risada― A da roupa de beija-flor?― Ela deu outra risada― Não, não. Trabalho para alguém mais mortal, se você me entende...― Eu fiz cara de paisagem, que que essa garota está falando? Vou fingir que tô entendendo.

― Entendo...― Eu disse.

― Claro que entende, mas, não invadi seu sonho para falar de minha Senhora, vim somente lhe dar um presente. ― E ela disse estendendo o cilindro para mim. Eu não estava muito confortável com ela ali. Quando cheguei mais perto para pegar o cilindro tive a impressão de escutar sussurros, talvez estivessem vindo dela, ou de algum lugar próximo.

Quando o examinei vi que ele pertencia ao garoto que eu tinha visto morrer, Raoden. Olhei para a garota e perguntei por que ela tinha me dado aquilo, mas não tive nada como resposta. Ela só ficou me encarando. Tive aquela impressão de sussurros novamente.

― Quem é você exatamente? ― Perguntei desconfiado.

― Meu nome foi esquecido há muito tempo pelos guardiões, agora sou a Ceifadora.

― Ceifadora...Não é um título da morte? Pera, você é a Morte?

― É realmente uma honra me confundirem com a Morte, mas não, não sou. Sou só uma humilde serva. Uma de suas cinco serventias.

Minha cara acho que estava assim ó: '-' Mas por dentro estava um misto de: ;-; e o_O

Ela olhou para cima, depois apontou para onde estava olhando. Eu olhei também, era só a Lua.

― O que que tem, é só a Lua.― Eu disse escondendo um sorriso. Novamente nada tive como resposta.

― O que que tem Ceifa...― Parei de falar quando olhei para onde ela estava e não vi nada em seu lugar. Só ouvi murmúrios a distancia. Aquela garota me dá arrepios. E não são arrepios "legais" são aqueles que temos junto com a sensação de que estão nos observando. Eita, essa de "arrepios legais" soou bem estranho.

Seguinte, não acordei. Com o passar do tempo naquela floresta comecei a ficar com raiva daquele lugar. Lembro que no início fiquei tipo: "Como é que desliga esse troço?" Mas depois meu estresse ficou nível "bora chutar as árvores pra acordar" Depois de um tempo acordei com alguém puxando o meu cabelo e um pé doendo.

Quem tinha tentado me acordar era a Fadinha, por algum motivo ela parecia um pouco frustrada puxando o meu cabelo.

― Ei, ei, ei, acordei, tô acordado!― Falei tirando minha mecha das mãozinhas dela. Ela arregalou os olhos e sorriu, depois abraçou o meu nariz, o que me fez rir. Acho que ela não estava muito acostumada com guardiões dormindo.

― Eu só estava dormindo pequena, relaxa aí. ― Ela respirou fundo e começou a flutuar na minha frente, soltando meu nariz. Se eu falasse "fadanês" nossa comunicação ia ser bem mais fácil, então para mim os barulhos que ela estava fazendo eram aleatórios. Ela deve ter percebido que eu não estava entendendo nada, porque segurou na gola do meu casaco e saiu me puxando pela sala.

Fui "arrastado" até a entrada da sala do Norte, a Fadinha me levou tão desesperadamente para lá que eu esperei por um falatório, porradaria ou até mesmo um novo episódio de Friends. Infelizmente não era nada disso. Lá dentro estavam a Fada e o Coelhão, ela estavam flutuando de um lado para o outro da sala, e ele estava acompanhando ela com o olhar e mexendo com o bumerangue entre as patas.

― Tudo ok por aqui? ― Perguntei ainda do lado de fora.

― É neurose dessa daí. ― Disse o Coelhão.

― Jack, uma coisa horrível aconteceu! ― Disse a Fada, claramente ignorando o Coelhão.

― O que aconteceu ? Algum problema com Norte e Sandy?― Já estava pensando no pior.

― Um dente sumiu!!!― Ela exclamou.

― Ahn...um dente...― Eu disse olhando para o Coelhão, que fez uma cara "viu, essa ai é paranoica".

― Jack é muito sério, não era um dente normal, era um da sessão dos guardiões.― Ela disse voando freneticamente para esquerda e para a direita.

― Espera aí, isso você não tinha dito Fada, era um dente de quem?― Perguntou o Canguru parando de brincar com o bumerangue.

― Era..., era..., não, não posso dizer, é trágico, horrível!!― Ela disse me abraçando.

― Fada, não pode ser tão ruim...― Eu comecei.

― Só poderemos ajudar se você disser de quem é, de repente conversamos com o guardião e...― Ele foi interrompido por ela.

― Coelhão, não, dá, precisamos esperar Norte e Sandy voltarem da escolta, eles saberão o que fazer.

― Escolta, que escolta? ― Perguntei confuso.

― Um novo guardião, ele deve ser meio especial porque quem o anunciou foi o Sol, nunca vi isso acontecer...― O Canguru comentou com a maior calma do mundo.

― Nossa, legal isso, mas voltando para o assunto dos dent...― Fui interrompido por um Yeti, que abriu a porta com uma cara de bunda e resmungou algo sobre o cristal e apontou para o andar de cima.

― O cristal, de novo? ― Perguntou o coelho um pouco surpreso.

― Vamos lá! ― Eu disse animado. Nunca tinha visto um guardião ser anunciado, devia ser bem legal. Sai voando para o andar de cima com a Fada ainda me abraçando. Acho que ela quis pegar uma carona.

O Canguru deve ter usado um dos seus portais pelo chão pois ele já estava lá quando cheguei.

Ele estava encarando o cristal, que ao invés de estar com um brilho azul, estava alaranjado. Era possível ver a luz do sol deixando a claraboia. Ué, outro guardião anunciado pelo sol? Que estranho. Cheguei mais perto para ver e me surpreendi. Era a Ruiva!

― Outro anunciado pelo sol...estranho...― Disse o Coelhão.

― Desde quando isso é ruim? Ciúmes Canguru? ― Perguntei dando umas cutucadas nele com o cajado.

Ele rosnou. Nem sabia que coelhos rosnavam.

― Fique com a Fada, eu vou até a guardiã.― Disse ele.

― Espera, e eu vou fazer o que aqui?― Perguntei. Quem ele achava que era para mandar em mim?

O Canguru riu e disse para eu ajudar a Fada, que ele logo voltaria. Depois ele fez um buraco e pulou nele, o fechando em seguida.

Passados um cinco minutos e uma eternidade para mim, finalmente a Fada cooperou.

― Foi culpa minha, eu devia tomar conta deles, entende Jack?― Disse ela um tanto melancólica.

― Então você acho que roubaram uma memória?― Perguntei.

― Eu não acho Jack, tenho certeza. Não sei como invadiram meu palácio, mas fizeram.

― Até agora não me disse que quem era a memória Fada.― Juro que já estou perdendo a paciência.

― Não consigo.― Ela disse chorosa.

― Pelo amor da Lua, escreve então!― Exclamei.

Ela ficou um pouco chocada com o que eu disse, mas, tirou uma de suas penas e pegou um papel de receitas (acho que de algum duende) e escreveu algo nele. Eu peguei o papel e olhei. Nessa hora algo no meu bolso ficou mais pesado e eu me lembrei do sonho. Fiquei perturbado e surpreendido quando li o que ela escreveu. "Homem da Lua". Só isso que estava escrito. Abri a boca para falar mas nessa hora ouvi o barulho do trenó do Norte, e pela claraboia ele entrou e pousou no meio do salão. Dentro dele estava o Norte, Sandy e uma garota de longos cabelos loiros, longos mesmo, quase uns vinte metros, que eu nunca tinha visto antes. A camisa que ela estava usando tinha o sol estampado, e em suas mãos ela tinha uma frigideira. Ri quando vi Norte e Sandy com um galo na cabeça e um olho roxo. Essa com certeza seria uma história divertida de se ouvir.

Notas finais
Esse cap. safado tenho que admitir que me deu trabalho, apaguei ele umas 4 vezes até ficar aceitavel. Mesmo assim espero que tenham gostado. Hj tbm descobri que meu pc antigo estava buggado, então gritei ''UHUL!'' na janela quando vi que tem 8 pessoas acompanhando e q 1 pessoa linda favoritou. Não sei quem são algumas pessoas pq acompanham no privado maaaas, mesmo assim agradeço a todos vcs! S2 Eterno Enfim, até quarta com o cap. da Merida!