The Big Four - A Nova Geração

18 Ganhamos um Novo Melhor Amigo


Notas iniciais
Tô aqui de novo com um cap. do Jack, e durante as ferias vou ter muito mais tempo para escrever. Acho que só agora deu pra mostrar como vai ser a treta que eles vão ter que resolver. Bjks Lokas Excalibur

Capítulo 17

Como disse da última vez, não queria que os novos guardiões descobrissem que nosso castelo era assombrado por uma garota louca. Depois que Merida foi para o quarto da Loirinha, dei um jeito de abrir a janela e pegar a boneca do outro lado. Caso eu tentasse devolvê-la, com certeza a Ruiva ia me ameaçar com um tijolo em chamas e blá blá blá, essas coisas de escoceses irritados.

A boneca russa parecia estar em perfeito estado, mas eu não entendia como nem porque a Ceifadora insistia em me entregar essas coisas. Será que eu tinha cara de estoquista do castelo da Fada???????

Nem tinha parado para pensar sobre o cilindro com o dente do Homem da Lua. A Fada estava emocionalmente abalada quando perguntei sobre o dente de Raoden, e depois que Soluço, Merida e a Loirinha chegaram, sua atenção foi totalmente sugada. Até agora ela não tinha vindo falar comigo nem tinha mandado uma fadinha para pegar meu presente roubado.

O irmão mais velho, cujo nome não sei, tinha falado com a Lua no seu leito de morte, mas logo depois o sonho foi se distanciando, e não consegui ver mais nada. Tanto Norte quanto Coelhão e Sandy estavam tão imersos nesses problemas do cristal, que iam achar que era somente mais uma brincadeira minha. Admito que seria genial, mas não costumo fazer brincadeiras tão sem noção assim. Só de mau gosto, às vezes.

— Jack, está me ouvindo? — Punzie disse passando as mãos na frente do meu rosto, com um pequeno sorriso. Senti uma leve vertigem, e meus pensamentos se dissiparam como fumaça fina.

Estávamos no pequeno hall de Norte, as cadeiras de Merida e Soluço estavam fora do lugar, o que ia deixar o Velho maluco. Óbvio que não ia arruma-las, eu não ia perder por nada a cena que sempre acontecia quando usavam essa sala e deixavam as poltronas desalinhadas. Norte sempre gritava com os Yetes, que não tinham nada a ver com isso, e ficava tão vermelho quanto suas roupas. Simplesmente genial.

— Sim, sim. — Respondi abrindo um sorriso também. — Só estava vendo se dava para ouvir a conversa daqueles dois lá fora.

Punzie se ajeitou na grande poltrona vermelha e fez pernas de chinês, abraçando uma almofada. Seu sorriso era ligeiramente travesso, como se ela já tivesse feito isso várias e várias vezes.

— Sabe, estou um pouco perdida com essa história toda de guardiões, mas, eu omiti uma coisa.

— Ahn.......Jack? — A voz de Punzie bagunçou meus pensamentos, e eu pisquei algumas vezes, retornando à realidade. Seu rosto estava congelado em uma risada, e ela olhava para mim como se estivesse tentando faze-la rir.

Só aí que percebi como eu estava. Minhas pernas estavam dobradas e meus joelhos quase encostavam-se no queixo. Um dos braços segurava o cajado, de onde pequenas fagulhas de gelo saiam, fato que sempre acontecia quando eu pensava demais. Se Merida estivesse aqui, com certeza não ia me deixar esquecer essa cara de idiota. Por isso eu digo, agir sem pensar primeiro é o melhor a se fazer, pois se pensar antes vai ficar com cara de idiota. Sou um gênio, pode falar.

— Desculpe, estava só testando o seu interesse na minha história. Muito bom, passou no teste. — Eu disse arrumando minha postura instantaneamente.

A garota deu outra risada, ainda segurando a almofada.

— Não era eu que ia te contar algo? — Ela perguntou enquanto franzia um pouco as sobrancelhas, o que deixava os seus olhos extremamente pequenos.

— É...................desculpe. É muita coisa na cabeça, pode falar. — Assim que disse isso parece que o sorriso dela foi substituído por uma expressão confusa. Pelo visto quando digo algo que não é engraçado ou idiota as pessoas se perguntam quem sou e o que fiz com Jack Gostoso Frost.

— Certo, nossa, é estranho te ver sério. Bom, eu não me senti muito confortável em mencionar algo que aconteceu logo antes e depois que morri com eles aqui, acho que não iam acreditar. — Quando ela terminou de falar a última palavra, já levei a mão até a cabeça. Se ela falasse o que eu acreditava que ia falar, íamos estar frente a outro grande problema. Um problema bem mais perigoso que Pitch Black. Ela deve ter visto minha cara de bunda, mas só acenei com a cabeça, para que continuasse.

— Eu tive um sonho um pouco estranho com essa garota aí, essa tal de Ceifadora. Foi bem estranho, sabe? Era como se não tivesse sido um sonho, ou ela tivesse invadido um, não sei explicar ao certo. Ela falava coisas sem sentido, sobre a morte e sobre a lua, e olhava para ela com um olhar sinistro. E depois, quando estava indo encontrar a Merida e o Soluço, eu a ouvi cantar na minha cabeça. Foi assustador.

Eu ouvi atentamente a sua história, com as mãos na cara. Quando ela terminou, continuei assim mais alguns segundos querendo sair congelando tudo de frustração. Suspirei alto, quase como um grito, e abri meus dedos, para que pudesse vê-la, mas sem tirar as mãos da cara.

— Você não faz ideia o quanto isso faz sentido. O que mais aconteceu? — Percebi que ela ainda estava um pouco nervosa, como se internamente estivesse num misto de ansiedade e medo.

— Tem sim, mas não importa muito, é só um detalhe. Depois que Norte e Sandy apareceram e entramos no trenó, dei uma olhada para baixo, e a vi de verdade. Ela estava sentada lá no alto do barranco que caí, segurando aquela foice e com a minha mochila embaixo do braço. Não consegui fazer nada na hora, pois ela simplesmente desapareceu. — Punzie disse levantando um pouco os ombros. — É isso. — Ela acrescentou com um sorriso meio torto.

— Olha, não sei se pra você vai fazer algum sentido mas, é como eu disse, Guardiões sempre foram escolhidos pela Lua, aí na mesma semana que eu descubro essa tal coisa de "Big Four", você e a Ruiva são escolhidas pelo sol e essa garota Pirigótica fica aparecendo e me entregando bonecas russas, como se eu tivesse cara de quem sabe o que fazer e — Não consegui terminar a frase, pois a Loirinha começou a repetir "Pera, pera, pera, pera".

— Como assim aparecer por aí e te dar bonecas russas? — Ela perguntou esticando os braços para frente, como se estivesse tentando me segurar. — O que acha que ela quer?

— Não faço a mínima ideia do que ela quer, só sei que vamos impedir, afinal, somos uma equipe. — Eu disse me levantando e colocando a mão no bolso para checar se a boneca da Merida ainda estava ali. Assim que Punzie viu o que eu tinha no bolso, ela franziu de novo as sobrancelhas.

— Ué, porque não devolveu para Merida a boneca? — Ela perguntou parando para olhar a dela mesma, curiosa.

— Quem me devolveu isso foi a Ceifadora, acho que algo está acontecendo, Loirinha. Eu entreguei isso pra Ruiva antes dela se tornar uma guardiã, e como a casa dela pegou fogo, era pra isso ter sido destruído. Até coisas mágicas podem ser quebradas, nada é totalmente protegido aqui. — Conclui, encarando a boneca ruiva em minhas mãos.

— Então acha que do mesmo jeito que ela esteve presente na minha morte, acha que estava na dos outros? — Punzie perguntou largando a almofada e se levantando, dando uns passos até mim.

—É provável, afinal, ela não disse tantas vezes que era a Ceifadora e trabalhava para a Morte? Talvez nem ela saiba o que uma de suas subordinadas está fazendo. — Falei me levantando também. — Vou procurar Merida e Soluço, preciso fazer algumas perguntas, talvez a morte deles tenha alguma pista.

— Eu entendi essa parte. — Ela disse um pouco trémula, como se tivesse pensando e algo. — Você disse que nem tudo é totalmente protegido aqui, então quer dizer que ela pode estar nos ouvindo? Isso explicaria o porque dela estar sempre...

— Um passo a nossa frente. — Conclui o seu pensamento, com os olhos um pouco arregalados. — Temos que achar aqueles dois.

Eu e Punzie corríamos pelos corredores, tentando entrar em um consenso e ir para o lugar certo o mais rápido possível. Acabou que os encontramos no quarto do Soluço, o garoto estava sentado no chão, com Banguela no seu colo, bom, pelo menos parte do dragão. Merida estava deitada na cama, mas meio que caindo, de cabeça para baixo, pois a cabeça dela estava no chão, e as costas arqueadas, com as pernas no colchão. Assim que entramos ofegantes, ambos nos olharam de cima a baixo, levantando uma sobrancelha.

— Perdi alguma coisa? — Merida perguntou com uma risada no final, mas assim que me viu com sua boneca na mão, a expressão da Ruiva mudou completamente, e ela deixou escapar um palavrão. O rosto do garoto-dragão pareceu que tinha perdido toda a cor, até suas sardas pareciam desaparecer.

— Calma Mer, o Jack não pegou sua boneca, só por favor o escute. — Punzie disse se colocando um pouco na minha frente. Parece que suas palavras até que tinham surtido algum efeito na Escocesa irritada, e ela saiu daquela posição doida e se sentou no chão que nem gente normal, apoiando o cotovelo no chão e a cabeça na mão.

— Fala, capeta. — Ela disse, com uma cara bem contrariada.

— Você estava com essa boneca nas mãos quando morreu? — Perguntei saindo de trás da Loirinha e me aproximando da garota irritada. — O que estava perto de você quando isso aconteceu?

A Ruiva tirou bruscamente a boneca da minha mão, e me encarou como se eu fosse idiota.

— Que tipo de pergunta é essa Ja...­— Merida se segurou e todos olhamos assustados para Punzie.

— DIOS MIO, SÓ RESPONDE! — Ela gritou, colocando as mãos na cabeça, tendo um treco. — Desculpem, estou nervosa.

Eu estava com a boca um pouco aberta, surpreso, e só virei a cara para Merida de novo, ainda com a boca aberta. A Ruiva estava com as sobrancelhas super franzidas e Soluço ainda estava com a cara assustada e uma das mãos dentro do bolso que tinha guardado sua boneca.

— Não, na verdade nem estava pensando nessa boneca, eu estava com o meu arco e flecha na mão, mas aí aconteceu aquela coisa estranha do soco e eu caí. Quando acordei ele estava queimado. — Ela disse virando o olhar o Soluço, que continuava sem expressão.

— Você viu ele queimado? — Perguntei segurando seus ombros, para que ela se concentrasse em mim.

— Não, caralho. — Ela disse se soltando de mim e cruzando os braços. — Tudo pegou fogo, não tem como ele não ter virado cinzas. Só tenho agora aquele que dispara fechas de fogo, mas não é o meu. E você já me devolveu essa boneca, é a terceira vez que está me dando. Da próxima vez eu taco fogo. — Dento da minha cabeça tudo começava a fazer sentido. A Ceifadora ter aparecido para Punzie na hora da morte e sumido com a sua mochila, e agora o arco de Merida também. O suposto soco não foi para impedi-la de se salvar, foi para impedi-la de ficar com o arco.

— Escuta aqui, porra. — Eu disse segurando o seu braço, dando uma pequena sacudida nela. — Todo Guardião tem uma boneca russa, o cilindro de dente e mais uma coisa, que completa o seus poderes. Um objeto que estava com ele na hora da morte. É isso que sela o compromisso com a Lua. No seu caso com o Sol. — Dessa vez ela não respondeu, só ficou me olhando, esperando eu terminar.

Ficamos nós quatro em silêncio por alguns minutos, nos encarando.

— Jack, cadê a sua boneca? — Soluço perguntou, quebrando o silêncio.

— Não acredito, está desconfiando dele? — Punzie perguntou, levando as mãos até a cabeça de novo.

— Não, não, não. Só preciso saber se você sabe onde está. — ele se justificou tirando a sua boneca do bolso.

— Óbvio que sei, não podemos sair por aí largando em qualquer lugar, é o nosso centro. Outro Guardião nem via ver suas camadas, na verdade. — Disse sem entender o motivo dele ter me perguntado isso.

Todos olhávamos para ele sem entender nada, ele sabia algo que nós desconhecíamos? Eu queria sacudir ele, para liberar a raiva.

Ele calmamente levou a mão até o bolso de novo, que ainda tinha certo volume, e tirou outra boneca russa. Porém não era a minha, ou de nenhum de nós quatro. Ela era predominantemente preta, como se não pertencesse a ninguém. Em uníssono, eu, Punzie e Merida nos aproximamos dele, sentando em um circulo envolta dele.

Em suas mãos trêmulas ele rodou a boneca até revelar o rosto Dela. É, definitivamente ela estava em todos os lugares. Sua expressão era aquela de sempre, sarcasmo. Essa era sua camada mais externa.

— Isso não faz sentido, porque ela teria dado a sua boneca para nós? — Perguntei procurando os olhos de Punzie, que parecia chocada demais para pensar.

— Porque não foi ela. — Merida disse séria, pegando a boneca das mãos de Soluço e abrindo para a segunda camada. Eu odiava admitir, mas era verdade. Ela nunca nos daria sua boneca, pelo visto, alguém estava nos ajudando. O problema é que, se esse Guardião não gosta da Ceifadora, não necessariamente é nosso amigo. Não acho que o inimigo do meu inimigo é meu amigo.

A ruiva conseguiu abri-la e revelou a segunda camada, uma Ceifadora nos encarando completamente sem expressão. Por coincidência, era igual a da Merida. Ela me olhou preocupada, mas eu acenei com a cabeça que não deveria se preocupar com isso. Na terceira camada tínhamos uma Ceifadora com uma expressão preocupada, como se fosse quase dor, talvez perda. Não me deixei abater como Punzie, que levou as mãos à boca, com pena. Na quarta camada tínhamos ela com a foice, reforçando que aquele era o seu objeto. Na quinta e última camada a encontramos com as mãos na cintura, gargalhando. "Insaniam" era o que estava escrito embaixo, em latim.

— "Insanidade". — Soluço traduziu, engolindo em seco.

Ficamos ali encarando a boneca por uns segundos, cada um com seus próprios pensamentos.

— E agora? — A Ruiva perguntou, olhando diretamente para mim. — Vamos fazer o quê, ir atrás dela? Atrás dos nossos objetos? — Eu não sabia muito bem o que falar, então só fiz um sim com a cabeça.

— Espera. — Punzie disse, chamando a atenção de todos. — Você disse que todos os Guardiões têm cilindros com o dente. Não é melhor irmos até a Fada e explicar o que está acontecendo? Talvez fosse até melhor procurarmos o cilindro dela lá. Achar algo sobre seu passado, pode ajudar.

— É uma ótima ideia, temos que resolver isso. Não podemos deixar crescer. Mas acho melhor fazermos em segredo. — Eu disse mexendo nervoso no cajado. — Os Guardiões estão estranhos, e muito imersos no problema do cristal. Se quisermos resolver isso, vai ter que ser nós mesmos.

Olhei para a janela, buscando conforto nos flocos de neve caindo, e esperei ver alguma sombra ou truque da Ceifadora, mas pela primeira vez senti como se ela não estivesse ali, e nada aconteceu.

Será que o Homem da Lua iria aceitar e proclamar essa pirada como Guardiã? Ou será que assim como o Sol, outros podem proclamar. Minha cabeça estava cheia de perguntas e com certeza ir até o castelo da Fada só ia me trazer mais. Pelo menos agora eu estava certo de uma única coisa.

Se era para revolver, íamos ter que fazer por nós mesmos.

Notas finais
;3 Meus lindos, comunico aqui que não vou colocar a história em Hiatus nem apagar minha conta, na verdade vou continuar usando normalmente. Mas, comecei a escrever uma outra história com uma amiga minha em outro site de fics já que ela não usa esse. Vou levar "The Big Four - A nova geração" comigo, então se acharem essa história em outro lugar, vai ser só eu mesma. Em nada vai interferir nessa aqui, pq vou postar os caps junto com a outra. Bjks Lokas Excalibur