The Big Four - A Nova Geração

19 Odeio Reuniões Familiares


Notas iniciais
OIEEEEEEEEEEE CARALHO EU AMO ESSA MULHER logo logo posto outro, férias é tão bom Ain tô com pena dos meus 4 bbs, a Merida, Punzie, Soluço e Jack, vão fazer a maior merda. Por isso que tenho feito caps da Ceifadora, pra explicar o outro ladinho da história. Bjks Lokas, Excalibur

Capítulo 18

O mundo se tornou um lugar ruim, um lugar mau. Ninguém precisa mais do escuro ou das sombras para se ter medo. E para falar a verdade, nem mais a morte assusta, alguns até a procuram antes da hora, o que dificulta bastante o meu trabalho. Parece que a humanidade agora tem um estranho instinto suicida e sádico. Isso não se aplica a todos, mas a uma grande maioria. E era nisso que eu pensava enquanto observava sombras surgirem no rio Estige, e desaparecerem em seguida.

A fortaleza da Morte estava mórbida, como sempre, e as águas do rio revoltadas me mostravam que o humor da mesma já não estava dos melhores. Para aqueles que não a conhecem, bom, esqueçam aquela imagem de uma Morte esquelética ou velha. Ela não usa capa preta nem se esconde nas sombras, esse não faz o seu estilo. Contrariando muitas ideias equivocadas, na maior parte das vezes, está usando jeans escuros e botas de couro. Raramente tira sua jaqueta também de couro e os anéis com pedras escuras. Ela poderia passar do seu lado na rua, que nem notaria, e além de nem passar pelas cabeças alheias quem é de verdade, ainda vai acabar recebendo umas cantadas.

Nunca ouvi de sua própria boca a história de como se tornou uma guardiã, mas alguns boatos sempre circulam por aí. Muitos guardiões acham que sabem como esse processo funciona, mas há segredos que somente a Morte pode guardar. Nós, guardiões, não temos somente uma esfera para cuidar, como tantos acham. Somos guardiões de nossos Centros, e devemos zelar para que sempre estejam presentes nem quer que seja em uma única pessoa viva. Mesmo que uns Centros sejam considerados qualidades e uns fraquezas e defeitos, na natureza sempre é necessário um equilíbrio.

Temos várias e várias divisões, como aqueles que cuidam das crianças, da natureza, da luz, das sombras e da morte. Não somos oniscientes, e nem existimos desde sempre. Há muitos séculos, não existia nem um único guardião, e o que controlava o mundo eram energias sem consciência. As esferas de poder eram somente energia, até que em algum momento, quando alguém morria em sintonia com alguma delas, por motivos que desconheço, se tornava parte da mesma. A Morte sempre diz pra nós, suas Serventias, que nada é por natureza ruim ou bom. As esferas são poder, e dependendo de quem esteja no comando, atuam em ondas positivas ou negativas.

Atualmente, aqui no subsolo temos conhecimento de seis esferas. A da Luz tem como comandante Solium, conhecida popularmente como Sol, que cuida de Centros que mexem diretamente com qualquer coisa que produza luz, abrangendo também elementos celestes. As Sombras até pouco tempo estavam sobre comando de Pitch Black, mas depois que ele fez aquele papelão, ela está sobre os domínios da Morte, que faz o que pode para não a misturá-la com a Morte, que é a sua esfera cativa, mas isso já era óbvio. A Vida não demonstra muito quem é seu representante, mas na maior parte das vezes quem está na frente é uma garota pequenininha que nunca me lembro o nome, e tem guardiões com todos os tipos de Centro. Ela, por exemplo, tem a Alegria e é guardiã das crianças. Isso que não entendo, era muito mais lógico ela se encaixar nos Protetores, mas fazer o que, não faço as regras. Esses que citei agora, os Protetores, são os menos numerosos, e são sempre quatro comandando, porém são subordinados de Raoden. Esses na verdade são uma classe formada por outras esferas, a Mulher Beija-Flor é da Vida, assim como o Coroa. O Coelho gigante é da Natureza e o baixinho brilhante da Luz. Bom, isso era até Jack Frost se juntar a eles, com aqueles novos três. De tempos em tempos parece que se tem uma mudança de quem está no comando, ou seja, logo em breve o quarteto fantástico, Peludo-Gordo-Gordinho-Dentista vai se aposentar. E por último, a Natureza, que obviamente é da Mãe-Natureza.

Uma mordida na perna me trouxe de volta a realidade, e encontrei Meia-Noite mordendo minhas botas, furioso. O cão infernal estava bravo por causa de minha pequena discussão com o Carcereiro, e não, eu não ligava. Por algum motivo sem sentido, ele e o garoto se adoravam, o que me irritava um pouco.

— O que você quer? — Perguntei de uma maneira ríspida, o afastando com o pé.

Em resposta, ele começou a latir loucamente para o lado de fora da sacada, e eu só o encarei, revoltada. Meia-noite nunca fazia esse tipo de malcriação para ir passear. Fui desviando o olhar para fora, enquanto levantava uma única sobrancelha para a cena que agora eu via.

O pequeno Cutelo estava sendo arrastado por algo invisível, assim como eu hoje cedo. Mesmo sendo uma criança totalmente perturbada, ele sabia reconhecer quando estava em perigo. Eu passei a mão no rosto, xingando baixinho e sentindo o meu corpo esquentar, de raiva. Se esse projeto de sombra tinha conseguido entrar aqui sem o Barqueiro ou eu saber, não podia se tratar de qualquer um. Christine com certeza não iria permitir isso.

Segurei minha foice com força e sai correndo pelo castelo, atravessando um ou outro fantasma, os dissipando momentaneamente. As escadas nunca me pareceram tão grandes e depois de passar alguns minutos, finalmente saí nos jardins. No outro lado do rio, mas um pouco mais ao longe, o garotinho era arrastado pelos pés. Uma raiva incomensurável tomou conta de mim, e eu dei um grito, já levantando a foice e dando impulso para saltar pelo rio. Esse guardião já tinha torrado minha paciência. Agora eu faria questão de leva-lo até os campos de punição, e observaria com orgulho a fragmentação do seu espírito.

— NÃO. — Cutelo gritou, balançando os bracinhos. — EU CONSIGO SOZINHO. — Ele continuou, ainda gritando.

— CONSEGUE É O CARALHO. — Eu já estava ficando muito, muito irritada. Levantei a foice e a abaixei em um arco, que superando minhas expectativas, finalmente acertou alguma coisa. Os pés do menino bateram no chão com um ruído seco, e ele logo se levantou, serando os pequenos punhos e adotando uma postura de luta. Era até uma gracinha vê-lo assim. De Cutelo eu sei a história. O pequeno morava em um orfanato para crianças especiais, e tinha todo tipo de distúrbio. No dia do Halloween, a maior parte das crianças mais velhas puderam sair para pegar doces, porém, ele teve que ficar para trás, por ser tão pequeno. Com raiva, foi até a cozinha e pegou um cutelo, se direcionando até o relógio de luz e cortando os seus fios. Resumindo, com o curto-circuito tudo foi pelos ares, incluindo ele. Eu disse que era uma criança perturbada. Por algum motivo, a Morte não o mandou para os campos de punição, e o assumiu como serventia. O menino tem uns cinco ou seis anos, é extremamente magro e muito pálido. Seus olhos são tão escuros quanto o seu cabelo. Se você simplesmente o encontrasse na rua, ia achar uma graça de menino, e nem ao menos desconfiar que era um mini genocida. Não que eu seja melhor que ele, na verdade, nossas histórias são até um pouco parecidas.

O guardião invisível permaneceu quieto, e por um segundo, pensei que minha foice o tinha capturado. O lugar estava estranhamente silencioso, e os únicos barulhos eram o das águas do rio e os sussurros da lâmina.

— Viu, foi tão difícil receber ajuda? — Perguntei me aproximando dele e colocando uma mão no seu ombro.

— Foi, foi horrível. Não quero precisar de ajuda porque você não precisa da minha. — Ele resmungou, tirando dramaticamente minha mão dele. Em volta do menino, vários doces estavam espalhados no chão, por terem caído de seus bolsos. Criança nessa idade é uma merda.

— Dramático. Devia me agradecer, e se cobrar menos. É uma Serventia nova, vai aprender com o tempo.

Não tive tempo de ouvir sua resposta malcriada, pois senti um corte frio e profundo na lateral do meu corpo. Cutelo arregalou os olhos, e soltou um grito, correndo em seguida.

Dei uma leve cambaleada quando senti o sangue quente escorrer pelas minhas roupas, e por algum motivo, o ferimento não começou a cicatrizar. Afastei esses pensamentos da cabeça, tinha agora é que me concentrar e capturar a alma dele. O corte que minha própria foice tinha feito já estava praticamente fechado, mas com a adrenalina da luta, ele começou a lentamente escorrer sangue.

Rosnei num tom baixo e olhei em volta, Meia-Noite seria de grande ajuda, mas não estava em nenhum lugar visível. Resmunguei e respirei fundo. Eu sabia que podia muito bem acabar com isso. Movi a arma em movimentos circulares, procurando acertar qualquer coisa. Ele era rápido, e se esquivava de tudo com muita facilidade. Fiquei um pouco mais atenta e tentei acessar minha visão espiritual, mas como da última vez, ele me empurrou para longe, e a única coisa que consegui ver foi uma sombra de uma espada no chão, como se não pertencesse a ninguém. Seria esse o objeto dele?

Continuei dando golpes frustrados no ar, enquanto ele me acertava, sem fazer um único ruído. Se a Morte estivesse por aqui, iria poder da uma bela de uma lição nesse filho da puta. Do nada, já tinham se passado uns três minutos, e ele não tinha me acertado mais nenhuma fez. Já esgotada e com as roupas ensopadas parte de sangue e parte de suor, me apoiei na foice, respirando pesadamente. Eu odiava muito mesmo esse garoto.

— Pense bem. — Sua voz soou como um sussurro inebriante e venenoso. — Uma nova ordem mundial pode ser estabelecida. Você perde muito tempo aqui embaixo.

— Não quero conversar com você! — Disparei movendo a foice de novo, mas sem saber ao certo de onde o som vinha.

— Você seria uma peça muito importante ao meu lado. Posso devolver o seu coração. E sua irmã, se quiser. — Sua voz soou de novo quando parei de lutar contra o nada. — Não precisa ser uma Serventia, eu posso te dar o que quiser.

— Eu não quero nada que venha de você, quero mesmo é ver sua alma sumindo lentamente nos campos de punição. Até parece que vai conseguir alguma coisa. É um amador, vai estar sempre a sombra de alguém. — Pelo visto ele não gostou muito do que falei, pois senti novamente uma apunhalada, dessa vez nas costas. Uma sensação fria penetrava lentamente o meu peito, e senti um tremor no corpo todo. Minhas forças pareciam estar se esvaindo, e soltei o peso do corpo, assim como o da foice. Ouvi uma risada seca, e meu corpo foi atirado no chão. Não me lembro da última vez que perdi uma luta. Sentia-me fraca, e o ódio estava a ponto de transbordar pelos meus olhos. Com um chute nas costelas fui virada de barriga para cima. O mundo a minha volta estava começando a ficar turvo, e fui levantada pelos cabelos.

— Quer saber, vadia. Você seria importante sim, mas posso me contentar com a sua arma. Os guardiões vão cair. E você vai ser a primeira. — Assim que ele disse isso, vi um brilho na minha frente, e o guardião invisível foi arrancado do chão. Não cai no chão, pois Meia-Noite amorteceu minha queda.

— Ah não, não, não, não. — Resmunguei tentando me sentar, mas falhando consideravelmente.

Não muito distante de mim vi Carcereiro com uma cara muito, muito puta. Seus olhos sempre escuros agora brilhavam com uma cor prateada, coisa que raramente acontecia. Geralmente os olhos das Serventias só adquirem essa cor quando usamos o poder que a Morte nos deu. Tanto os meus quanto os do Caçador estão sempre assim, afinal sempre estávamos com nossos artefatos de poder.

As únicas vezes que vi o chicote do Carcereiro foi quando ele punia almas no tártaro. Nem mesmo nos campos de punição ele gostava de usa-lo. A aura dele era poderosa, e na maior parte das vezes todos ignoravam isso, pois ele era sempre um garoto bem amável. Sem falar nada ele estalou o chicote no chão, enquanto seguia algo inexistente com os olhos. Com um movimento rápido, ele lançou a arma para o lado, que se amarrou na perna do desgraçado. Admito que talvez tenha, TALVEZ, algumas coisas que aprender com ele, a Primeira Serventia.

O chicote brilhou com uma cor prateada, do tom da lua, e uma figura familiar tombou no chão.

— Você?! —O outro perguntou chocado. Com o olhar ainda embaçado, eu foquei no guardião já não mais invisível. Como disse, ele me lembrava muito Jack Frost, mas não era só isso. Parecia que eu já o tinha visto antes. Com a cabeça confusa, desviei o olhar para o meu salvador, que com certeza ia ouvir umas poucas e boas mais tarte. Franzi as sobrancelhas e olhei de volta para o outro guardião. Eles se pareciam muito entre si. Espera, seria isso uma reunião de família?

— Eu não te conheço, mas não terei clemência. — Carcereiro disse, sem esboçar qualquer sentimento. Era essa a cara que eu ficava quanto matava alguém? Eu não sabia o que estava sentindo, parecia, arrependimento? Pena? Eu não tinha esse tipo de coisa há décadas.

— Ah, pelo visto não se lembra do seu irmão mais novo? — O Jack Frost pirigótico disse. — É uma pena, eu adorava o jeito que você dizia o meu nome quando eu colocava a culpa de tudo em Raoden.

Ah, tudo fazia sentido agora. Eu só não entendia o que Seymour tinha a ver com Jack Frost, nem o que queria fazer. Espera, isso quer dizer que Carcereiro é o irmão mais velho dele, aquele que morreu junto com o Homem da Lua. Ele não podia se lembrar disso de jeito nenhum, se não perderia imediatamente os poderes de Serventia. Assim como eu, se conquistasse eu coração de volta.

Levei a mão tremula até o peito, onde comecei a sentir um leve ritmo. Puxei o ar forte e me estiquei para pegar a foice. Meia-Noite entendeu o que eu precisava fazer, e me deu um empurrão. Minha mão se fechou em volta do cabo da arma e pela segunda fez hoje tive que acerta-lá onde deveria estar meu coração. Como a lâmina foi forjada no rio Flegetonte, o rio de Fogo, logo senti uma queimação, e qualquer vestígio de minha vida mortal que Seymour tivesse largado em mim, foi consumido pelo fogo.

Carcereiro estava segurando agora o garoto pelo pescoço, o que criava um grande contraste. Embora ambos fossem parecidos, Carcereiro era claramente o irmão mais velho e mais bonito.

Não podia deixar Seymour encostar a espada nele, o que quer que ela fosse. Provavelmente ele a mergulhou no rio Estige, e ficou horas e horas esperando para capturar as memórias certas. Com o que sobrou de minhas forças, chutei minha foice, que foi para bem aos pés dos garotos. Carcereiro a pegou e a levantou sem grandes problemas. Assim que ela assobiou e os espíritos se agitaram, o garoto simplesmente desapareceu, deixando para trás uma pequena risada. Ele era perigoso, e poderia ter desaparecido quando quisesse. Pelo visto, seu primeiro objetivo era acabar com as Serventias da Morte.

Carcereiro ainda com os olhos prateados olhou em volta, até que parou o olhar sobre mim, suavizando a expressão. Tentei ficar com uma cara séria, mas a dor estava estampada em meu rosto. Ele soltou ambas as armas, e correu até mim. Antes que ele pudesse me alcançar, tudo se apagou.

Não tive sonhos, mas me lembrei algumas coisas do passado. Cartazes de desaparecimento de Agnes, meus tios rindo de mim na noite de natal e da enferrujada e velha foice apoiada no celeiro. Os gritos ao longe me acordaram, e vi que estava dentro da cabana de Carcereiro. A essa altura, eu queria sair socando tudo. Odiava não poder controlar as coisas. Minha camisa estava levantada, e minha barriga estava coberta por camadas e camadas de atadura. Rosnei baixo e me sentei. Era tudo culpa daquele cachorro, eu não precisava de Carcereiro, podia ter conseguido, só ia demorar um pouco mais.

Fiz força para me levantar e tudo girou, então me deitei de volta. Na mesinha ao lado da cama que eu estava tinha minha foice, já sem as almas, o chicote e uma espada preta que eu nunca tinha visto.

A porta do quarto se abriu, revelando um Carcereiro suado e sujo de fuligem.

— Eu ia ter conseguido. — Eu disse nervosa.

— Ia ter conseguido se matar. — Ele disse sorrindo, dando uma risada no final. Eu não entendia o que esse garoto achava de tão engraçado no que eu falava.

— É sério, eu não preciso de você, não preciso de ninguém. — Disparei, fazendo um dos meus melhores olhares de raiva.

— Ótimo. — Carcereiro disse se apoiando na moldura da porta. — Sai da minha casa então.

—Você não manda em mim, se enxerga garoto. — Resmunguei, fazendo Meia-Noite lá da sala rosnar em desaprovação.

— Não consegue se levantar, não é, Mel? — Ele perguntou ainda sorrindo, vindo se sentar na beira da cama.

— Eu vou gritar. — Eu disse segurando meus cabelos, num gesto de frustração. — Você está me irritando, está me irritando muito. Eu posso me cuidar sozinha.

— Eu não disse que não pode. Só estou te ajudando porque precisa disso agora. Já disse que é mais teimosa que o Cutelo?

— Vai se fuder. — Resmunguei, dando o dedo no meio bem na cara dele, para que ele visse o tamanho do meu descontentamento. Pelo visto só consegui tirar outras risadas dele, o que estava me irritando cada vez mais. — Sai daqui e me deixa dormir.

— Só quando me agradecer. — O garoto disse, se divertindo.

— Eu não, ajudou porque quis. — Disse começando a empurra-lo para fora.

— Se você não agradecer eu contar para todo mundo que você tem uma tatuagem de borboleta rosa. — Ele falou segurando um sorriso.

— Eu não acredito! Seu filho da puta, como viu ela? Eu vou te matar. — Disse tentando me levantar de novo. Literalmente com um único dedo ele conseguiu me fazer deitar de novo. — Tarado.

— Só um “Obrigada” vai estar bom. — Ele continuava rindo, e colocou um adas mãos no meu ombro.

— Tá, que se foda. Obrigada. — Disse a contra gosto. — Agora vai embora.

Com um sorriso triunfante ele saiu do quarto, fazendo carinho em Meia-Noite do lado de fora. Peguei-me dando um pequeno sorriso, provavelmente imaginando jeitos de me vingar. Ou não.

Só sabia que assim que ficasse boa, tinha que contar algumas coisas para o guardião do inverno. Todos nós estávamos em perigo.

Notas finais
Eu amo muito msm essa mulher socorro