The Bet
8 Revelações...
Notas iniciais
POV Mili
Eram 6h e o despertador tocou, ainda de olhos fechados eu bati e desliguei. Fiquei mais um pouco na cama até que me toquei estava dormindo na famosa posição conchinha com o Felipe.
‘’Esse aproveitador, e ainda por cima foi dormir apenas de boxers.’’ Pensei me afastando dele e me levantei com o maior cuidado para não o acordar, peguei meu uniforme e fui pro banho, sempre me maquiava antes de me vestir, não seria porque Felipe estava ali que eu iria fazer de outra maneira. Sai do banheiro, olhei pra cama e ele ainda estava dormindo. ‘’O que vou fazer pra acordar essa mula?’’ pensei e logo dei um sorriso enorme.
– ACOOOOOOOOOOORDA! – gritei e me joguei em cima do garoto, só de toalha.
– AAAAH, menina, cê tá ficando louca? Como você me acorda ás... – ele parou de falar quando percebeu que estava de toalha e toda molhada na sua frente.
– O que foi? Gostou? – Perguntei enquanto ria da cara do garoto. – Isso é o mais perto que você chegar de qualquer menina. – Eu falei e ri, Felipe não parava de olhar pras minhas pernas e mordia o lábio. Eu me sentei perto da cama e fiquei bem perto do rosto dele.
– Gostou das minhas pernas? Cuidado, daqui a pouco você arranca um pedaço do seu lábio. – Eu me aproximei mais do menino, fiquei perto e sentia a respiração dele a minha, quando ele foi avançar pra me beijar, eu sai e disse: — Vai tomar um banho, Santana, senão vamos ficar atrasados. – Eu peguei minhas maquiagens e comecei a me arrumar. Quando Felipe havia saído do banheiro apenas de boxers e com uma toalha, secando seu cabelo e o bagunçando ao mesmo tempo, eu estava sentada na cama pronta para ir, o garoto se trocou ali na minha frente mesmo. Depois que ele se trocou, descemos para cozinha, peguei uma maça e ele uma bolacha, saímos e fomos direto pegar o carro. Chegamos e ele estacionou o carro no lugar de sempre, perto do portão do colégio onde conseguia ver todos que entravam, ele saiu do carro e viu os meninos andando até ele e sorriu, foi em direção a porta do carona e abriu me dando a mão para que pudesse sair do carro, eu arrumei a saia e sorri pra ele e os meninos que haviam chegado, dei um beijo em todos eles e fui falar com as meninas que estavam no banco perto da cantina, percebi que Duda tinha ficado surpreso por ela ter saído do carro de Felipe, mas não liguei.
– Nossa, saiu do carro do Santana. A noite foi boa então. – Beatriz disse rindo.
– Não começa, nós fomos á festa e depois passamos lá em casa, e dormimos lá.
– Na mesma cama? – Vivi perguntou com os olhos arregalados.
– Sim, na mesma cama. Ele com a boxers dele e eu com meu pijama antes que vocês falem algo.
POV Felipe
– Então, como foi o encontro? – Juca perguntou curioso.
– Foi ótimo, ela conheceu minha família. Ficamos lá até de madrugada depois fomos pra casa dela, acabei dormindo lá. – Passei as mãos no cabelo imaginando o que Pedro iria falar sobre isso.
– Você dormiu na minha casa? No quarto da minha irmã? No sofá ou na cama? – Pedro perguntou rindo, enquanto olhava para Duda de lado.
– Sim eu dormi lá... – Passei as mãos nos cabelos novamente. – Na cama dela. – sussurrei bem baixo.
– NA CAMA? – Duda gritou.
– Sim, mas não ocorreu nada, ela dormiu com a roupa dela e eu com a minha.
– Santana, você dorme de boxers. – Juca falou.
– Eu sei, eu dormi de boxers e ela com um pijama de onça. – Disse calmamente.
– Nossa aquele pijama é curto demais. – Pedro disse fazendo careta de lembrar de como sua irmã fica com aquele pijama.
– Verdade. – Falei rindo e logo parei quando senti o olhar de Duda.
POV Duda.
– Nós andamos até os armários e fomos para as salas, eu tinha aula de Química agora, e a Milena também. Quando a gente namorava essa era a melhor aula de todas, só tinha a gente na sala, mas agora não seria isso. Entrei na sala e logo avistei a Milena sentada na cadeira, me sentei ao seu lado e dei um sorriso.
– Hey, Albuquerque. – disse ao colocar meus cadernos na mesa.
– Oi, Duda. – ela deu um sorriso de lado.
– Posso te fazer uma pergunta? – eu disse antes que a aula começasse e ela fez que sim com a cabeça. – Você e o Santana, estão tendo o que?
– Nada, não temos nada. – Ela olhou pra mim.
– Ah, fala sério. Eu vi como vocês se olharam, e já soube que você conheceu a família dele e que dormiram na mesma cama. Vai falar que não estão tendo nada? – eu disse sério, ela podia ver o começo do ódio no meu olhar.
– Sim, Campos, eu e o Felipe não temos nada, apenas somos amigos. – Ela olhou pra mim novamente e tentou fingir que estava prestando atenção na aula.
POV Mili
‘’Aquilo era ciúme?’’ Pensei enquanto olhava pra professora que explicava alguma coisa na frente, algo que não estava entendendo, meus pensamentos estavam longe, me lembrei do que a mãe de Felipe havia falado para mim, eu precisava mudar aquilo... As aulas foram longas e chatas como sempre, o intervalo sem graça, mas a hora da saída sempre era a melhor parte, mas não só por estar livre da escola, mas sim por ficar perto do Felipe.
– Hey, meninos. – Eu e as meninas chegamos perto dos meninos.
– O que vocês vão fazer hoje á noite? – Juca perguntou.
– Nada, por quê? – Perguntei olhando para Felipe.
– Seguinte, vamos fazer uma sessão de De Volta para o Futuro ás 20h45, eu vou levar minha namorada e vai ser na casa do... – Ele olhou para os garotos e eles não tinham combinando onde seria.
– Albuquerque’s. – Disse completando o que ele tinha dito. – Bom, eu vou para a casa da Vivi, mas estarei lá. Beijinhos. – Mandei beijos no ar e pisquei para Felipe que deu um sorrisinho e me mandou um beijo.
Enquanto as meninas andavam em direção a sorveteria, depois iriam para a casa de Vivi, eu estava pensando em como iria falar com elas sobre a aposta, eu não queria mais fazer aquilo.
– O que foi, Milena? Está pensando em que usar hoje para seduzir o Santana? – Beatriz brincou.
– Não, não estava pensando em como irei falar com vocês sobre certo assunto. – Eu disse calmamente até chegarem á sorveteria e fizeram seus pedidos. – Então, seguinte eu não quero mais continuar com essa aposta! – Disse rápida e seca, e peguei um pouco do sorvete, eu estava muito nervosa com aquilo tudo.
– Como assim? Você está conseguindo, ele está na sua mão, Milena, você não vai estragar tudo. – Beatriz disse.
– Eu quero, e vou hoje mesmo contar tudo para ele e parar com tudo isso, não quero fazer isso com ele. – disse.
– Não acredito. – Viviane me olhou. – Você está apaixonada pelo Felipe!
– Não, eu não estou apaixonada pelo Santana, de jeito nenhum. Só não quero continuar com isso, eu já o deixei na minha mão e está de bom tamanho. – sorri.
Eu e as meninas ficamos conversando na sorveteria por um bom tempo, pessoas entravam e saiam e a gente ali, sentadas conversando, não apenas sobre a aposta, mas em geral sobre as fofocas e outras coisas de meninas.
– Meu Deus, já são 6h. – Beatriz disse – Passamos nossa tarde toda aqui, conversando.
– Bom, nem precisamos ir á casa da Vivi, vou para casa e vejo vocês depois. – Sorri e sai andando para casa, enquanto andava havia vários casais na rua, se abraçando, beijando e etc... Ela nunca havia visto tantos casais assim. Cheguei em casa e fui tomar meu banho mega demorado, eu não fazia mais isso então resolvi fazer. Enquanto tomava banho pensava no que iria fazer, eu não tinha ideia do que fazer, eu não estava gostando do Felipe, não mesmo, ‘’aquele idiota’’, pensei logo vindo um sorriso lembrando-se daquele sorriso, e aqueles olhos, mas não estava gostando dele ‘’... Ele tem um olhar diferente com você...’’ lembrei o que a mãe do Felipe havia dito, sai da banheira para não tentar fazer um suicídio ali mesmo, coloquei um short curto e verde claro, com uma blusa branca que cobria o short, fiz um rabo de cavalo alto e minha make de sempre, lápis, delineador e muito rimel, fiz tudo aquilo muito devagar quase parando, olhei para o relógio que marcava 20h30 desci e encontrei o Pedro.
– Me ajuda aqui, baixinha. – Pedro pegou a minha mãe e me fez subir as escadas indo até o quarto dele, pegou quatro edredons e deu dois pra mim.
– Para que isso, Pedro? – perguntei enquanto colocava no sofá.
– Somos oito, não vou pegar oito edredons, vamos dividir. – ele piscou.
A campainha havia tocado, fui atender e dei de cara com Felipe, Duda, Beatriz e Viviane. Eles entraram e se sentaram no sofá, até Pedro terminar de fazer as coisas.
– Milena, faz a pipoca? Vou tomar um banho rápido. – disse Pedro.
– Ok, pode ir. Quem me ajuda a fazer a pipoca? – olhei para todos que estavam na sala.
– Eu ajudo. – Felipe disse e se levantou me seguindo até a cozinha.
Estávamos fazendo a pipoca, aquela pipoca era clássica, havia dois tipos, a salgada e a doce, a salgada era com manteiga e provolone, a doce era com chocolate derretido, uma delícia. Sempre que faziam sessão de cinema tinha que ter as duas pipocas, enquanto eles faziam, conversavam sobre algumas coisas e tudo, peguei uma tigela e Felipe a outra e fomos até a sala colocando tigelas na mesinha no centro da mesa, voltaram para cozinha e pegaram copos e coca-cola, cerveja e suco de abacaxi. A campainha tocou e chegou o Juca e sua namorada Giovanna, todos eles a conheciam, ela era super legal, pena que não estudava na mesma escola que eles. Eles esperavam Pedro chegar, o que não demorou muito. Pedro colocou o primeiro filme de ‘’De Volta Para o Futuro’’ e se sentou ao lado da Vivi, todos formavam casais, Felipe pegou um edredom e levou até onde eu estava, me sentei no chão e ele se sentou do meu lado, nos cobrimos e nos abraçamos, estava com o rosto no peito dele, que estava com as mãos no meu cabelo fazendo cafuné. ‘’Como é bom esse cafuné.’’ Pensei enquanto assistia ao filme, olhei para o Felipe e sorri, logo ele sorriu de volta. O primeiro filme acabou, enquanto Pedro iria colocar o segundo filme me levantei e fui até a cozinha para pode pensar um pouco no que iria fazer, voltei da cozinha e olhei para todos, parei o olhar em Felipe e disse:
– Felipe, vem aqui comigo. – Fui andando em direção as escadas subindo para meu quarto e me sentando na cama, ele ficou de pé perto da porta.
– O que foi, Milena? – ele perguntou enquanto andava até mim e se sentou perto de mim.
– Eu não fui sincera contigo, e isso está me matando eu preciso te falar, você vai me odiar para sempre. – Comecei a chorar, eu não queria que ele me odiasse ou algo do tipo.
– Ei ei, calma, você está me assustando. – Ele enxugou as minhas lágrimas e me deu um abraço. – Pode falar. – Eu estou sendo muito legal com você, certo? Eu nunca fui legal contigo, nunca. Mas, as meninas me obrigaram a fazer uma aposta... – Ele se levantou e olhou pra mim. – Eu juro, Felipe, eu não queria juro. Mas eu acabei tendo que entrar nela mesmo assim, eu disse para as garotas que ia parar e estou parando, aliás, parei agora. – Respirei e enxuguei as minhas lágrimas. – Eu não quero mais fazer isso, não aguento mais. – Coloquei as mãos no rosto.
– Qual era.. – Ele se ajoelhou na minha frente tirando as mãos do meu rosto. — ... a aposta? – Olhei para ele com os olhos e o nariz vermelho.
– Eu ia ficar legal com você, aliás, elas falaram que era pra você ficar na palma da minha mão, a intenção delas era que o Campos ficasse morrendo de ciúmes. Juro que eu não queria fazer isso, Felipe, me desculpe, por favor. – Ele se levantou e olhou pra mim.
– Então você não estava sendo legal comigo porque queria, e sim por causa de uma aposta? – Felipe disse calmamente. – Eu realmente pensei que você não fosse assim, Milena, pensei que você fosse diferente das outras garotas, mas me enganei. – Ele saiu e foi para perto da varanda que havia no quarto, se virou e falou. – Eu realmente gosto de você, como nunca gostei de outra pessoa. Te levei para conhecer minha família, todos eles gostaram de você, disse a minha mãe que estava levando uma pessoa especial para a festa. Você pode ter mentido, mas eu não. Eu realmente gosto de você, e mesmo que isso tudo tenha sido por causa de uma aposta ridícula, aposta que você fez pra me magoar, para deixar Campos com ciúmes? Você ainda gosta dele. – Ele sacudiu a cabeça de uma forma negativa.
– Eu não gosto mais dele, Felipe! Eu confesso que já gostei muito dele mesmo depois de tudo, mas quando eu comecei com essa aposta ridícula, eu comecei a gostar de você, não como uma aposta, mas como um amigo, um companheiro. – Eu levantei e andei em direção a Felipe que se virou e falou com um tom de voz diferente.
– Me de algum motivo para eu acredito nisso! – disse ele gritando. – FALA Milena!
(...)
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