The Bet

9 Eduardo...


– Primeiro, eu não estaria aqui te contando se eu não me importasse com seus sentimentos. – cheguei mais perto – Segundo que eu realmente gosto de você, e comecei a perceber que estava brincando com seus sentimentos quando você me disse a seguinte frase: ‘’Quem sabe, você não começa a me amar’’ e depois eu ainda conversei com a sua mãe, eu precisava dar um basta no que estava acontecendo por isso eu fiquei quieta depois da festa. Felipe, me desculpa. Eu gosto muito de você! – Disse com os olhos cheios de lágrimas.

– Milena, eu gosto de você, gosto muito. Eu amei todo esse tempo que passamos juntos, de verdade. – ele olhou pra mim e sorriu – Vamos esquecer tudo isso, pode ser?

Fiquei feliz por ver que ele não havia ficado irritado comigo, eu sabia que ele estava chateado, mas que aquilo iria mudar com o tempo, ficamos lá deitados no chão enquanto os outros casais estavam sentados no sofá que havia na sala, mas acabei dormindo no meio do filme.

POV Felipe

Sorri quando vi ela dormindo nos meus braços ‘’Como pode ser linda, até dormindo?’’ pensei e logo abri um sorriso, ‘’Eu gosto muito de você!’’ me lembrei do que ela tinha dito no quarto e sorri mais ainda. Logo depois que o filme acabou, ninguém conseguia mais ficar com os olhos abertos, e no dia seguinte eles teriam que ir para escola novamente, a levei pro quarto, com todo cuidado possível para não acordá-la e desci. Todos iriam dormir na casa do Pedro, ele separou Juca e Giovanna no quarto de hóspedes, Viviane e Beatriz no outro quarto de hóspedes, e havia dois colchões que seriam meu e o Duda.

– Um colchão no quarto da Milena, e outro no meu! – Pedro disse. – Felipe você dorme no quarto da minha irmã.

– Porque ele? – Duda perguntou.

– Porque você é ex dela, não tem que dormir perto dela. – Pedro riu. – E o Felipe e ela se dão muito bem agora, então ela não vai gritar quando acordar por Felipe estar ali. – Pedro disse. – Pode ser Felipe?

– Pode sim, eu vou levar o colchão até lá, e já vou dormir então boa noite pra vocês. – Subi as escadas e fui até um dos quartos de hospedes, peguei um colchão e entrei no quarto de Milena com todo cuidado para não acorda-la, coloquei o colchão ao lado da cama, abri o armário da garota para pegar um lençol e o travesseiro e vi, na porta do armário várias frases de músicas e fotos coladas em todo o canto da porta do armário, sorri quando vi uma foto dela comigo, foi em uma festa que a gente tinha preparado pra ela, peguei o lençol e o travesseiro e coloquei no meu colchão e deitei.

O despertador tocou novamente para Milena tomar seu banho e ir para o colégio, acordei junto com o despertador e percebi que havia dormido junto com ela, ela estava no colchão comigo, estávamos abraçados, ‘’ela não estava na cama?’’ pensei, a garota abriu os olhos e o olhou pra mim.

– Espero que não tenha se incomodado, não consegui dormir direito de madrugada e vim pra cá. – ela sorriu e se levantou.

– Sem problemas. – Me levantei junto e deitei na cama dela. – Quando sair do banho me acorda. – sorri, ela pegou sua roupa e foi em direção ao banheiro, ela estava feliz, eu não tinha ficado bravo com ela sobre a aposta, eu entendi.

POV Milena

Ele não ficou com raiva sobre a aposta, não podia ser melhor que isso, sai do banho e me troquei no banheiro, deixei os cabelos soltos e molhados, antes de acordar Felipe, me maquiei e olhei para ele que estava na minha cama e sorri, me deitei em cima dele para acordá-lo.

– Acorda preguiçoso! – sorri ao ver a careta que ele tinha feito.

– Já tomou seu banho? – Ele abriu os olhos e me viu com uma mini saia e uma blusa de botões aberta.

– Hm, que boa vista, para acordar logo cedo. – ele saiu da cama e me deu um beijo na testa. – Bom dia, minha linda! – e foi em direção ao banheiro.

Enquanto Felipe tomava seu banho, fiquei deitada na cama, se lembrando de ontem. Sinceramente, eu não esperava que ele me perdoasse, comecei a sorri sozinha na cama, me virei de barriga para baixo e abracei o travesseiro. Minutos depois ele saiu do banho pronto para ir ao colégio e riu quando viu que eu estava cheirando o seu travesseiro.

– Acooooorda! – ele se jogou em cima de mim.

– Ai, eu já estava acordada, Santana, seu chato! Agora sai de cima de mim, você é gordo demais. – eu me mexia, mesmo sabendo que do jeito que estava não iria mudar em nada. Ele não se mexeu e continuou deitado e ria das caras e bocas que fazia, tentando sair dali, mas não dava em nada, ele era muito mais forte que eu, e ele sabia bem disso, e se aproveitava da minha fraqueza.

– Felipe, sai de cima de mim. Você é muito pesado, seu gordo. – ele olhou pra mim e riu

– Não sou gordo, você que é magrela desse jeito. Quer o que também? Só tem osso, tem que ter um pouco de carne também, né? – Ele riu da cara que eu havia feito e saiu de cima de mim.

– Ufa! Vamos descer agora antes que eu quebre a sua cara. – falei rindo, fingindo que estava bravo, ele começou a rir e me seguiu até a cozinha. Descemos conversando sobre o filme de ontem, quando chegamos até a cozinha demos de cara com o Duda.

– Onde estão os outros? – Felipe perguntou.

– Já foram eu fiquei para ir com vocês. – Duda se levantou e foi até a mim. – Bom dia. – me deu um beijo no rosto e apertou a mão do Felipe.

– Então, vamos? – disse olhando para Felipe.

– Você não vai tomar café? – Perguntou Duda.

– Não, não. Bom, eu não quero se vocês quiserem fiquem à vontade. – sorri.

– Eu não quero. – Disse Felipe olhando para Duda, que fez um não com a cabeça.

Entramos no carro de Felipe, quietos. Sentei-me no banco do passageiro e Duda atrás, aquele silêncio era de matar qualquer um. Eu estava quieta olhando para fora e mexendo a porta de tão nervosa que estava e não sabia por que estava assim, talvez seja por estar em um carro com o seu ex-namorado e Felipe Santana, o garoto com quem já tem certa intimidade, que aconteceu do nada? Bom, não foi do nada, foi por causa de um aposta, mas mesmo assim de ódio pode ter virado amor? Com todo aquele silêncio chegamos ao colégio, Duda foi o primeiro a sair quando Felipe estacionou. Depois que ele saiu o Felipe disse:

– Acho que ele não gostou da nossa companhia. – sorri. – Também, ontem ele queria dormir no seu quarto sabia? – Felipe disse isso rindo.

– Como assim? Dormir no meu quarto? O Campos? Nem ferrando! – disse.

– Isso mesmo que você escutou ontem, o Pedro falou que eu ia dormir lá, ele perguntou por que eu ia dormir lá, ele disse que como ele é seu ex não tem o porquê dele ir pra lá. – ele sorriu. – Então fui eu, ou seja, eu no seu quarto sem problemas. – ele piscou pra mim que o olhei e sorri.

– Vai sonhando, Santana! – abri a porta do carro e desci, indo em direção as meninas, e deixando Felipe quieto em seu carro. Andei até as meninas que estavam sentadas no banco de sempre, e sorri chegando perto delas.

– Então, como foi dormir com o Santana? – Vivi disse, alto demais. O que fez algumas pessoas olharem para mim.

– Não dormi com o Santana, sua besta! – arrumei o cabelo, como sempre fazia quando estava nervosa. – Ele dormiu no colchão, não na minha cama.

– Ok, ok. Mas eu não entendi, você travou ontem? Você disse que ia contar para ele, mas depois vocês ficaram na mesma. – Vivi voltou a perguntar.

– Eu contei para ele tudo, sobre a aposta. – falei baixo. – E ele deve ter ficado chateado, porém continuamos a mesma coisa, iremos continuar sendo amigos. – sorri.

– E o Campos? Meu, eu fiquei morrendo de vir de medo de vir com seu irmão, e deixar vocês três lá, sozinhos. – Beatriz perguntou olhando para os meninos que estavam conversando. – Duda está me assustando, ele esta quieto, calado e nem com os meninos ele tá falando direito.

O sinal tocou e eu fui para o meu armário, como eu amava sexta-feira ficava toda empolgada por ser o último dia da semana para acordar cedo. Enquanto estava pegando os livros para a aula, Duda me parou.

– Pequena Albuquerque. – Campos sorriu ao me ver, ele me chamava assim quando a gente namorava, mas nunca mais tinha me chamado por esse ‘’nome’’.

– Fala Campos. – disse seca.

– Qual é, Milena? Vai ficar toda bravinha agora? Eu te chamei por um apelido carinhoso, e sorri pra você. Você me recebe assim? O que está acontecendo? Aliás, eu sei o que é. – Ele me olhou e seus olhos diziam tudo, ele queria irritá-la.

– Que bom pra você então, eu tenho que ir para a aula agora, tchau! – fechei meu armário e sai andando em direção a sala. Mas o Duda me pegou pelo braço e me colocou na parede.

– Estou falando contigo, boneca, não me de as costas.

– Duda, me solta, tenho que ir para aula.

– Você não vai para a sala agora... Por que você está fazendo isso? Só porque eu terminei com você?

– Do que você está falando, Duda? Você me traiu, foi diferente, o Felipe e o Pedro só não te bateram por causa da banda, e porque eu falei com eles.

– E é por isso que você está tentando me fazer ciúme? Pequena, eu sei que você me ama. – Duda me olhou e sorriu. – Está tentando fazer isso por quê?

– Para de ser ridículo, Campos. Eu não estou tentando fazer ciúmes em ninguém, se liga, garoto, você não é isso tudo não. E eu não te amo mais, eu deixei tudo aquilo passar, se eu quiser eu posso muito bem falar para o Pedro tudo isso e ele socar a sua cara. Eu te aturei mesmo assim todo esse, você quis voltar comigo, eu não quis mais.

– Você me quer de volta eu sei disso, por isso está usando o Felipe, sendo legal com ele. Fala para o Pedro vai, ele não vai me bater e nem me tirar do McFly. Isso já passou, agora quem está querendo alguma coisa é você.

– Eu estou tentando alguma coisa? Mesmo com tudo que você me fez, eu te tratei bem, te dou bom dia, te abraço, como se nada daquilo tivesse acontecido, estou te tratando como eu trato os outros meninos.

– MAS EU NÃO SOU QUE NEM OS OUTROS. – Eduardo gritou e bateu na parede do corredor, que estava vazio naquele momento, todos estavam em suas aulas. – Que merda, Milena, você não entende. Não sou que nem os outros, eu sou seu ex-namorado. E você não me trata como trata os outros não porque é muito diferente.

– Ah é? Explica-me a diferença então.

– Você pode até me tratar como trata o Juca, mas o Felipe, ele dormiu no seu quarto, eu ouvi os gritos de vocês hoje de manhã, vou saber o que vocês estavam fazendo lá em cima, sozinhos em um quarto? Vocês dois vivem se olhando, abraçando, piscando. Você não trata os outros como o Felipe, essa é a diferença. – Ele me olhou furioso.

– Juca tem namorada, queria que ele dormisse no meu quarto? Por mais que eu conheça a namorada dele, acho que ela não iria gostar nem um pouco disso.

– Eu não tenho namorada. – disse ele.

– Mas é meu ex-namorado, uma pessoa que já me traiu. Não quero você no meu quarto. Posso ir pra minha sala agora? Já perdi metade da aula pra escutar esse showzinho seu.

– Você não vai pra aula. Mas deixa eu te avisar, se você está com o Felipe é bom você parar, para de usar ele pra me afetar, ok? Não se preocupe se quiser podemos voltar. – Eduardo passou os dedos no meu rosto, fazendo carinho e colocou uma das suas mãos na minha cintura.

– Eduardo, para, não começa. Qual a parte do ‘’eu não quero voltar com você’’ tu não entendeu? E não estou usando o Felipe para nada, você que é idiota. – Me soltei dele e sai correndo, ele correu atrás de mim e como era mais rápido que eu conseguiu me pegar e entramos na sala de limpeza. Estava assustada e dei um grito.

– Não grita ou vai ser pior pra você! – ele me olhou sério e trancou a porta. Partiu pra cima de mim e me deu um beijo, mas logo virei o rosto. Minutos depois ele começou a abrir os botões da minha blusa, não sabia mais o que fazer, o sinal já havia tocado e todos estavam saindo para a outra aula, e se eu gritasse? Será que alguém ia conseguir me ouvir? Mas o que o Eduardo fazia? Ele estava completamente fora de si. Fui tirando a mão dele e tentando com que ele não me beijasse. Ele esperou todo mundo sair do corredor para que pudesse fazer algo, quando todos haviam saído seria o momento para fugir. Ele estava louco, estava me apertando contra o corpo dele, me beijando e rapidamente abriu o zíper da sua calça e tirou a sua camisa, não sabia mais o que fazer e dei um chute na parte íntima dele, ele me soltou e caiu no chão, corri e tentei abrir a porta. Como estava com medo e muito nervosa, não consegui nem girar a maçaneta. Ele se levantou e me colocou novamente contra a parede, chegou perto do meu ouvido e disse: ‘’Se alguém descobrir do que aconteceu aqui, o Felipe e seu irmão vão pagar muito caro.’’ Depois de falar isso, ele me jogou no chão e saiu...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.