The Best Republic

3 I don´t know what you want - Capítulo 2


Notas iniciais
Gente, hoje tive um teste de português terrível, essa professora me odeia, já acostumei com isso. Amanhã terei um de literatura, torçam por mim. Li um livro muito bom chamado rainha vermelha, vocês já leram? Gostaram? Eu amei, esperando, loucamente para o próximo. A proposito, alguém já escolheu algum team aqui? Por quem vocês torcem, Trent ou Luke? Boa noite Galera, aproveitem!

Minha semana foi a pior semana de todo o mundo. Depois do nosso encontro, “o meu mais novo pesadelo” passou a me vigiar todos os dias. Descobri, pelas fofocas da faculdade, que o nome do garoto é Trent e que ele é o representante dos Tigres. Toda noite ele fica me esperando no sofá, sempre com uma menina sempre em seu encalço. Quando eu entro em casa ele espera eu subir para em seguida subir com a menina da vez. Ele, ainda, não havia feito o trote comigo, porém o trote dos outros novatos, apesar de eu ter sabotado, contou como um.

– Teddy, sinto muito, mas todas as republicas femininas estão cheias. – A diretora, mais uma vez nessa bosta dessa semana, me diz séria e impassível que não poderia sair do meu pesadelo, eu não poderia fugir do meu destino incerto e perigoso.

Hoje é segunda, ou seja, terei aula com uma mulher que me odeia, simplesmente, porque eu durmo na aula dela e quando me pergunta coisas complicadas para me ridicularizar em frente à turma, eu respondia como se a pergunta fosse idiota. Só pelo jeito que ela me encara parece que irá me matar. Terei que informar a ela para entrar na fila. Uma semana e três dias nessa faculdade e eu tenho mais inimigos do que amigos, isso que dá ser super sociável. Saio da sala da diretora com cara de derrotada e vou em direção a minha chata sala de aula.

Quando chego à mesma, sussurros se espalham na sala. Sim, eu era conhecida na faculdade e não era por conta das minhas notas. Todos me conheciam por ser a única mulher em uma república totalmente masculina. Como você pode imaginar, eu sou chamada de muitas coisas maravilhosas, se você, claro, contar “vadia”, “ladra de homens”, “puta”, entre outras coisas desse tipo, como coisas maravilhosas.

Especialmente hoje, quando entro na sala não são esses os cochichos que eu escuto. Mas retribuo isso ao fato de que numa semana de merda eu tinha que ter, pelo menos, um momento de sorte. Sento-me na ultima cadeira, perto da janela, puxo a bolsa para o meu colo, começo a procurar o meu i-pod e meus fones, finalmente os acho no fundo da mesma e minha dança da vitória é interrompida com a entrada da professora que eu amo.

Nessa aula eu leio os livros da aula de direito civil e escuto as minhas músicas, quando finalmente uma conversa ao meu lado chama atenção. Pauso a música no meio e interrompo a minha leitura, mas permaneço com os meus fones no ouvido e com livro na minha cara para não acharem que eu estou escutando a conversa delas.

– Ontem a noite foi o máximo, Trent é gato, mas sem camisa e em cima de mim... – Ela suspira. Viro a cabeça para olhar, conferir, se a pessoa que fala é bonita, mas logo me lembro das meninas que o Trent leva para casa, e constato que se o Trent pegou, com certeza, é gostosa ou bonita, constato o que eu esperava, mas não achava que a meninas seria capaz de ser gostosa e bonita ao mesmo tempo, ou seja, é linda. Cabelos pretos escorridos, pele bronzeada, olhos inocentes e admirados, cheios de vida e brilhantes, os quais eu acho que eu nunca mais irei ter... – Ele me convidou para ir à festa da república que ele vai dar hoje, falou para eu chamar quem eu quiser, quer ir? – Ela pergunta a menina que está sentada a sua frente.

– Claro que sim! – Ela responde e em seguida começam a falar do Trent e de quais roupas vão usar na festa, faço questão de não ouvir esse papo previsível e coloco os meus fones novamente em meus ouvidos no som máximo, não estou a fim de escutar a menina dar suspiros apaixonados por uma pessoa que não vai saber o nome dela se perguntarem agora, quanto menos na tal festa, concentro-me, novamente, no livro a minha frente. Repasso na cabeça, muitas vezes, a parte em que ela falou que hoje terá uma festa, ou seja, hoje é o tão esperado dia em que eu terei que dormir na arquibancada da quadra!

Tiro os olhos do livro assim que percebo que toda a turma está calada e está prestando atenção no que a professora está falando, inclusive a menina que vai ter o coração partido nessa noite e a sua amiga. Vejo que atrás da professora tem a data de algo, com um “atenção” em cima. Tiro os meus fones e, por sorte, ela ainda está no início do discurso.

–... Vocês terão que fazer um trabalho sobre economia, quero saber especificamente o que cada país faz para ‘sobreviver’, para isso, vou dividir vocês e as outras classes em grupos que farão cada países, respectivamente, falei com o professor de ciência política, de sociologia e eles acharam interessante, por tanto essa nota será distribuída em todas as matérias, claro, que depois de um prova que vocês farão especifica dos outros grupos. Além da economia, terão que falar sobre o surgimento de políticas, leis e comportamentos do país. Como disse anteriormente, vocês serão avaliados pela a apresentação e por uma prova preparada com base em seus trabalhos, cada dia um irá apresenta em horário definido e, é claro, toda turma estará presente. Quem não comparecer será descontado o ponto da apresentação. A prova trará analises dos assuntos debatidos. — Eu disse que essa mulher não é de Deus. – O professor que fará a divisão será o professor de sociologia, para mais informações é só nos procurar ou falar com a reitora.

Nesse mesmo momento toca o sinal indicando o fim da aula dela e o inicio de uma aula vaga. Todos vão em direção a parte do refeitório e eu ano na direção contrária, acho uma árvore bem convidativa. Deitada debaixo dela, escutando música eu termino de ler o livro, assim começo a pesquisar algumas coisas sobre o trabalho na internet. E faço algumas anotações em “minhas notas”. Quando dou por encerrada a minha semi-pesquisa, fecho a internet e entro em “fotos”, vou passando o rolo da câmera até que vejo uma imagem de menina alegre, com os olhos brilhando agarrando um bichinho de pelúcia, agarrando a sua cintura há um homem, de meia idade, forte e com os mesmos cabelos em tons de fogo, assim como os da menina, ele sorri olhando para o rosto iluminado da menina. Atrás dos dois, pendurado, há uma faixa enorme: “Bem vindo, novamente, papai”. Passo a foto com os olhos cheios de lágrimas, agora vejo o mesmo homem com um bebê em seus braços e a mesma menininha grudada em sua perna, ela tinha os olhos ternos, calmos, seguros, como se nada pudesse tirar ela daquele mundo, como se ela estivesse segura, uma menina que eu nunca mais veria, não depois de tudo o que aconteceu com ela.

Uma lágrima escorre dos meus olhos, quando sinto uma mão passando pelo o meu pescoço e tirando bruscamente o meu fone do ouvido direito.

– O que aconteceu para a mulher da minha vida estar triste e chorando – Luke diz se sentando ao meu lado e colocando o fone no seu próprio ouvido esquerdo. – Já entendi, essa música é mais deprimente que ver uma cobra comento um coelho.

– Nossa, que comparação idiota para um ser humano tão esperto como vossa senhoria! – Digo debochadamente. Limpando o vestígio da trilha que uma lágrima um dia resolveu fazer.

– Perco a graça, mas não perco a piada! – Ele diz ignorando, totalmente, o meu incomodo e desconforto.

– HAHAHA, Luke, sua piada é tão engraçada que a minha barriga ta doendo de tanto rir. – Digo virando o meu rosto para encará-lo e pausando a música, sabia que ele não iria embora enquanto não soubesse o que estava acontecendo comigo, mas eu nunca contei nada sobre a minha família a ninguém, não seria a ele que eu iria contar. Não aqui e não assim!

– Porque você não foi para o refeitório com as outras pessoas normais? – Pergunto desconversando e torcendo para ele cair. Ele, apenas, lança-me um olhar triste.

– Se não quer falar o que aconteceu não tem problema e se quiser que eu saia fosse só falar, não precisava ser irônica e nem mal educada – Diz ele se levantando e com o mesmo olhar triste. Seguro o pulso dele e ele acaba sentando novamente.

– Desculpa, é que eu não to preparada por esse assunto e eu nunca falei sobre isso com ninguém – Digo olhando para baixo, torcendo para ele não me deixar aqui. –Você me pegou de surpresa e em um momento bem ruim – Termino a minha fala muito bem, até eu estou me convencendo

– Tudo bem – Diz ele me puxando pelos ombros e me abraçando.

– Luke – Uma voz bem conhecida o chama e o Luke vira-se para ver o autor da voz, que eu de tanto reviver o encontro já sei de cor – Os caras estão te procurando – Só torço e rezo para que o Luke não me deixe aqui com esse pirado e ninfomaníaco por sexo.

– Você vai ficar bem? – Luke pergunta me olhando nos olhos, ainda com o braço ao meu redor. Meu consciente diz para eu falar não, minha gentileza diz para eu falar sim. E nessa queda de braço a que sempre ganhar, mais uma vez, dá o ar de sua graça.

– Sim, pode ir! Eles devem estar precisando de você! — Digo sorrindo e me segurando por dentro para não agarrar os braços dele e não deixá-lo ir. Ele levanta, finalmente me soltando, e vira-se para trás, da onde a voz enche o ambiente, novamente.

– Eles estão na sala de musculação, acho que é sobre algum exercício que eles não estão conseguindo... – Diz o ninfomaníaco por sexo atrás de mim. Luke apenas me olha e sussurra para que eu não saia daqui, que logo ele voltará. O que ele não sabe é que se esse palhaço não o acompanhar eu vou sair daqui, nem que seja morta por ele. Luke vai em direção a sala de musculação e o Trent continua aqui, pois sua presença é tão incomoda que não tem como não percebê-la.

Ele faz um barulho de incomodo com a boca e depois começa a falar, novamente – Eu vi o que aconteceu, se você estiver precisando de algo... – Diz ele contrariado, nem parece à mesma pessoa que eu conheci em meu quarto a uma semana atrás. Assinto com a cabeça e arrumo as coisas para me levantar. Começo a andar em direção a biblioteca e sinto a incomoda presença me perseguindo.

– Não vou me suicidar! – Digo e minha voz sai rouca e nervosa.

– Eu sei que não vai – Diz ele de forma sucinta, como se estivesse resmungando para si mesmo, o que não me impediu de escutar. Mas em seguida ele acrescentou algo que eu não consegui escutar.

– Que bom – Digo apertando o meu passo e enviando uma mensagem ao Luke dizendo que eu estaria na biblioteca quando ele terminasse. Torcendo para que o Trent cansasse e me deixasse em paz e sozinha.

– Você estaria disposta a passar o resto do dia com um cara como eu? – Tomo um susto, primeiro com a sua voz, em segundo com a pergunta em si. Fico um tempo sem responder apenas subindo as escadas. Ele me puxa pelo pulso e encosta o meu ombro na parede. – Quando fizer uma pergunta, responda! – Diz ele com os olhos tomados por uma fúria, e essa fúria é descontada na parede, a qual ele soca. Nesse momento todos os presentes já nos olham. Não sei o que responder, perco toda a fala quando ele fez isso. Recordo-me do dia em que a gente se conheceu e no momento em que acabou de se passar. Trent pode ser bonitinho, mas ele é perigoso e isso é fato.

– Não, nunca passaria um dia com você, ou com qualquer cara parecido com você – Digo somente para ele ouvir, esse bando de fofoqueiros me irrita de mais. O assunto é nosso ninguém mais precisa saber. Como vocês perceberam, eu odeio chamar atenção, mas todos os movimentos que o Trent faz são para chamar atenção, não os culpo, pois ele é tão gracioso que o mais ridículo movimento se torna belo. Cansei de mentir para mim mesma, ele é um típico cara que sempre teve tudo. Carro, família, garotas. Ele é tudo o que eu quero longe de mim. – Você é tudo de errado! – Sussurro tão baixo que acho que nem mesmo ele escutou. Ele me solta, mas ainda estou atônita com a sua atitude, então, apenas o que eu consigo é ficar parada, o encarando. Ele desvia o seu olhar do meu, olhando para a parede.

– Hoje terá uma festa, você já deve saber, sua presença é imprescindível. – Diz ele se distanciando e me dando à costa mais uma vez. Observo suas costas, seus músculos por detrás da jaqueta preta, os músculos torneados através da calça larga. Ele é lindo, mas tem atitudes de um moleque. – Se não for, eu e os outros representantes vamos ficar muito zangados e nos vamos atrás de você de qualquer forma, você escolhe: por bem ou por mal? – Ele vira, somente a cabeça para me olhar de soslaio.

– Eu vou estar lá! – Digo de forma grave e alta, mesmo duvidando disso. Ele se dá por satisfeito e começa a se distanciar, mas todos, assim como eu, ficamos parados, espantados de mais para fazer qualquer coisa.

– Todos estão convidados, chamem quem vocês quiserem, quanto mais melhor – Grita ele já no final do corredor para todas as pessoas presentes.

O sinal toca e eu acordo do que parece ter sido um sonho, ou melhor, um pesadelo. Vou para a aula e começo a pensar no que vou usar hoje. Com toda a certeza eu vou me ferrar hoje! O dia tinha começado bem de mais, deveria ter desconfiado. Uma mensagem do Luke chega e eu a abro.

Mensagem do Luke;

Onde vc estava? Te esperei na biblioteca um tempão!!

Fiquei sabendo da festa, você vai?

Bjs: o cara da sua vida!

Mensagem da Teddy;

Estava resolvendo umas coisas, me desculpa, depois te conto mais. Quanto à festa, eu não teria opção de qualquer maneira.

Tô em aula, não me responda depois à gente se fala!

Bjs: Diva da sua vida

Notas finais
E ai, gente? Alguém mudou de time depois desse capítulo? digam-me se gostaram ou não, ok? Boa noite