The Best Republic

4 One Sister - Capitulo 3


Notas iniciais
Gente me desculpem mesmo esse tempão sem postar... vieram as ferias e eu fiquei sem internet, ai antes disso uma prova atras da outra e por fim, para desgraçar tudo perdi o meu note que tinha todos os capítulos, então estou reescrevendo a fic!! Espero que entendam.. leiam as notas finais!!

A festa é a coisa mais comentada da história dessa faculdade, não da história do nosso planeta. Tudo o que se escuta pelos corredores são o que as meninas vão vestir ou quem os caras vão pegar. Concentro-me em coisas banais para não ficar pensando em coisas indesejadas, o que era muito difícil, já que todos estão falando sobre isso.

— Não vai ser tão ruim assim Teddy, anime-se – Luke tenta me animar, o que é em vão. Todos nós sabemos o ódio que o Trent tem. Esse ódio está todo voltado para mim por eu simplesmente não ter deixado os meninos morrerem em uma noite simples em que os sem alma iam dar o trote.

— Claro que não – Digo o olhando de soslaio – O que pode dar errado a final? – Paro no meio do corredor não ligando para as pessoas que me olham com desprezo, principalmente as meninas que me olham como se eu fosse roubar o último pedaço de carne de uma Terra pós-apocalíptica. – Bem vamos começar por baixo: Não tenho roupa para vestir – Quando me preparo para sinalizar o outro dedo da contagem de coisas quem podem dar errado...

— Acho que aquele monte de roupas suas podem servir, se não tiver nada, comprei uma calça nova esses dias – Diz Luke com uma solução o que me faz o encarar brava. Eu quero golpear as pessoas e não quero soluções, minha vida é dramática não gosto quando ficam me dando palpites. Gosto de fazer drama e a essa altura era para ele ter percebido isso

— Bem... como eu ia falando – Continuo marcando e abro mais um dedo na minha mão direita. – Não sei me maquiar, não.... – Luke me interrompe novamente.

— Você não precisa disso e eu sei que você sabe passar um batonzinho, nem vem com essa desculpa esfarrapada – Luke diz e começa a andar o que me faz correr atrás dele

— Ou, quem está dando chilique aqui sou eu, dá para me escutar? – Pergunto espalmando as minhas mãos em seu peito o impedindo de andar.

— Por isso que eu estou saindo, esse drama antes da festa vai me fazer envelhecer dez anos, preciso estar bem gostoso... – Diz ele exibindo seus mais novos músculos. Como eu preferia quando ele era apenas um nerd com quem eu dividia quarto, agora tenho que agüentar o galinha Luke, como se não bastasse o Trent.

Saio andando e nem escuto o resto que ele está falando, de alguma forma pensar em Luke com outra garota me irrita, eu sou a única menina com quem ele conversa sem gaguejar, eu troquei as fraldas desse menino quando ele entrou nessa faculdade, fui eu quem o salvou de um trote horrendo. Nenhuma menina faria o que eu fiz por ele, e por isso eu estou em uma enrascada que eu nem sei como sair. Saio da faculdade e começo a andar pelas ruas, preciso espairecer, chega de aulas e bibliotecas eu preciso de um café grande e maravilhoso do Starbucks. Apesar de eu não gostar de café. Mas de alguma forma ele faz o efeito negativo em mim, me dá uma paz como eu nunca senti.

Sempre que tomo café lembro-me de meu pai, quando ele estava em terra ele sempre me levava a essas cafeterias, sempre foi um local que eu sempre amei, ele sempre me dava livros e comprava café para ele tomar, um dia ele me deu para provar. Lembro-me de ter forçado bastante para não cuspir o liquido na cara dele. Ele falou que um dia eu ia adorar o sabor, esse dia não chegou ainda, mas espero que um dia chegue.

— Moça, você vai querer o quê? – Diz um cara estalando os dedos em minha frente para chamar atenção, ele não parecia nem um pouco compreensível.

— Vou querer um café puro com um muffin de chocolate – Digo sorrindo no final. Ele digita, provavelmente o meu pedido no computador e estoura a sua bola de chiclete antes de dizer:

— São quinze dólares e cinqüenta cents – Diz o atendente mais rude que eu já vi em minha vida.

— Claro – Abro a bolsa e começo a procura insana pela minha carteira, quando finalmente acho, o filho da mãe já estava atendendo outra pessoa enquanto eu, que cheguei primeiro, tive que ficar esperando. Esse garoto realmente me estressa, mas só tem uma pessoa mais desprezível que o ser que me atendeu.

Vejo o meu pedido saindo e ele não está nem ai, fica conversando com uma cliente e juro que tem algo mais nessa menina para ele. O que eu faço? Entro de fininho, pego o meu lanche, deixo o dinheiro no balcão e saio de fininho para comer em outro lugar, e claro, vou deixar sem gorjeta ou espero o belo donzelo terminar de falar com a menininha que ele está afim? Claro que escolho a primeira opção, o que não dá muito certo, pois quando o meu plano infalível de sair de fininho não deu muito certo porque eu tropecei na porra de um banquinho que largaram logo no caminho. Resumo: Roupa queimando pelo café derramado, provavelmente deixaria queimaduras e um muffin lindo e suculento no chão. E quinze dólares e cinqüenta cents indo para o lixo.

Todos na lanchonete viram-se para mim, me discriminando por algo besta que alguém fez. Afinal, quem deixa um banco em uma passagem? O ser inútil e imprestável, finalmente desgruda os olhos da menina e me encara. Uma menina que estava sentada em algum lugar começa a me puxar para sair de lá enquanto tenta secar em vão as minhas lindas roupas que não existem a partir de agora.

— Ei, está tudo bem? – A loira me pergunta, parecendo realmente estar preocupada.

— Tudo bem sim — Digo puxando a blusa para longe de meu corpo.

— É melhor nós irmos ao hospital ver essas queimaduras – Diz a menina me puxando para algum lugar.

— Tudo bem, realmente não foi nada – Digo abrindo um sorriso amarelo

— Você é aquela menina dos garotos? – Diz ela empurrando os seus óculos que estavam escorregando do seu rosto um pouco oleoso.

— Se você está se referindo a republica, sim... – Digo estendendo o braço em forma de cumprimento – Teddy Ludemberg. – Ela aperta a minha mão.

— Brooke Stone – Diz ela e solta a minha mão. Ela continua caminhando até chegarmos em um carro antigo, mas bem conservado. – Vamos fazer o seguinte: provavelmente você vai ter que ir a festa de hoje e, como somos mulheres não temos nada para vestir. Que tal você ir lá em casa tomar um banho e a gente sair para procurar roupas? – Pergunta ela já abrindo a porta do carro e a do passageiro em seguida.

Penso no que meus pais falaram de não confiar em estranhos, mas ela é da minha faculdade e, sem falar, que naquela republica deve haver uma porrada de marmanjo tomando banho e eu não estou preparada psicologicamente para ver aqueles deuses rondando pela casa. A única saída está bem a minha frente.

— Tudo bem!! – Digo sorrindo e entrando no carro em seguida. Seja o que os Deuses quiserem.

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— Eu disse que você ia ficar linda nesse vestido. – Diz Brooke quando saio do banheiro. Passamos a tarde juntas e nem fizemos compras, isso não era necessário, no closet dela tinha uma parte que tem somente coisas que ela gostou mas nunca usou. Um exemplo disso é o mini-vestido que estou usando.

— Isso é uma blusa Brooke, como e por que comprou isso? – Pergunto descrente me olhando no espelho. Minha roupa esta secando e Brooke já esta arrumada para a festa. Ela esta usando um vestido branco com algumas pedrinhas douradas espalhadas pelo vestido. A gola é em formato de V, mas é mais aprofundado, quase chegando ao umbigo. O vestido dela é longo e da altura a mais a menina. Na parte de trás as costas ficam todas expostas a não ser pelas duas faixas que se cruzam, as mesmas são somente de pedraria. Ela está somente com anéis e uma bolsa clutche dourada com alguns detalhes em preto. Em seus pés estão os mais lindos sapatos pretos que eu já vi em minha vida.

Acho que ela está fazendo aquele joguinho de deixar a amiguinha mais feia para se sobressair. Enquanto ela está elegante e bem arrumada eu sou quase o farol. Ela me colocou em um “vestido” extremamente apertado, que como eu disse, é uma blusa para a Brooke, ele é cheio de paetê, acho que não tem pano nesse “vestido”, só essas merdas que ficam brilhando quando eu me mexo, ou seja, quase como um espantalho em um milharal, um farol no meio do mar à noite, em fim, vocês entenderam a situação. Os paetês são prestos e o “vestido” também, o que da ao “vestido” uma aparência, se é que é possível menos chamativa. O vestido destaca bem as minhas curvas e disfarça o que eu tenho de errado.

— Se eu tivesse essas pernas malhadas nunca iria para escola de calça – Diz ela me olhando ainda admirada.

— Os santos sabem o que fazem – Digo indo ao banheiro e colocando os meus tênis.

— Se você tirar mais esse vestido você vai ter que ir pelada, porque eu não vou te emprestar outro – Diz ela batendo na porta, logo agora que eu estava me preparando para o sufoco que eu ia passar para tirar, isso deve ser mais difícil que entrar. Bufo de forma audível, para ela perceber que eu não estou feliz, o que minha cara deve expressar bem. Abro a porta e vejo que ela está me estendo uma clutche preta com detalhes azuis e saltos azuis, os saltos são lindos, mas com certeza não conseguiria andar neles. – Anda logo, pega essas porcarias e vamos embora, se me lembro bem o Trent está na sua cola – Sim, contei da minha desgraça para ela, ela sabe de tudo em menos de dois dias, mas pelo que ela me contou, não tem muitos amigos na faculdade, ela foi chamada por uma amiga. Ou seja: Teddy tem uma nova melhor amiga... Brooke. Ou não tão amiga assim, porque é um passo para eu cair com esses saltos que me fariam chegar ao céu, olha que isso é incrivelmente incrível para uma pessoa da minha altura. – Teddy, você pode até negar a bolsa e colocar o celular no meio dos seus peitos, o que eu particularmente acho ridículo, mas você não vai com esses tênis. – Diz ela analisando-me dos pés a cabeça – Ainda falta a sua maquiagem e já estamos mais de meia hora atrasadas.

Pego a bosta dos saltos das mãos dela e tiro os meus tênis logo em seguida os chutando, colocando os arranha-céus em meus pés e tentando fazer a missão de me equilibrar sem me segurar em nada, o que foi em vão.

— Você tem cinco minutos para aprender a andar, amiga – Diz a sádica da Brooke. Enfio o meu celular na bolsa e ando na direção da cadeira em que Brooke está pedindo para que me sente.

— Você... – Ia falar o quanto ela ia sofrer por estar me fazendo passar por isso.

— Só fale quando eu terminar, se não vai ir borrada de rímel – Diz ela me interrompendo e fazendo um biquinho e voltando a me maquiar. Imagino que isso tudo está sendo um exagero, a gente vai chegar lá e o povo vai estar de casual, mas nada é como esperamos não é? Se isso ocorrer a gente pode ir ao meu quarto, com certeza eu devo ter algo que sirva na Brooke. – Pronto!! – Diz ela sorrindo e saindo da minha frente, quando levanto ela grita e bate palminhas, não sei como ela não cai do salto.

— Não tem cabelo não? – Pergunto dando um sorriso debochado. Ela me encara brava e já sei que vem bomba

— Volta já para a cadeira para eu dar um retoque a mais na sua maquiagem, vamos começar por aqui com isso aqui – Diz ela acariciando minha bochecha e apontando para o rímel em suas mãos. Sorrio como um anjo

— Acho que já está bom – Digo

— Você nem se viu – Diz ela – Garanto que não vai se reconhecer e seus cabelos são muito bonitos e diferentes para ficarem presos – Diz ela indo para trás do espelho se auto-analisando e retocando coisas em sua maquiagem, quando chego perto do espelho de corpo inteiro ela me deixa ficar na frente para me analisar e Wow!!

— Quem é essa? – Digo sorrindo e me virando para Brooke que sorri. A menina em minha frente tem os olhos destacados, cabelos caindo em cachos perfeitos as maças do rosto proeminentes e destacadas, o corpo dela é divino e bem marcado e as pernas... são as pernas que eu sempre sonhei em ter, mas são minhas... – Essa é uma das poucas vezes que me senti bonita! – Digo me virando totalmente para a Brooke, que me da um abraço de urso que só faltou me sufocar.

— Coloca essas coisas na sua bolsa caso a gente precise retocar, o que eu acho, meio impossível, mas acontece – Diz Brooke me entregando quase à penteadeira toda. Coloco as coisas na bolsa sem reclamar — Amanhã eu te entrego as suas roupas, agora vamos à festa. — Ela diz isso e nós saímos e vamos direto para um caminho que eu conheço muito bem... minha morte me espera lá.

Notas finais
Como recompensa pela minha demora hoje vou tentar postar outro capitulo!!! eeeeeeeee!!!! então... o que me dizem desse? arrumadas de mais?? sera?? quem vai arrasar mais?? qual look parece mais com o que vc vestiria?? por eu ser baixinha teria que ficar com o da Teddy e vcs?? bjs e obrigada por aqueles que n me abandonaram e desculpem os erros