Notas iniciais
* Esquecendo-te* Hello! Vou ser breve, esse capítulo ficou muito grande gente é sério! (Mais de 5 mil palavras) Por isso resolvi fazer um bônus e dividi-lo em duas partes e assim não fica tão cansativo. *Não vou conseguir postar FSOL! Por motivos de, ainda não escrevi. Mas no meio da semana ou no próximo domingo estarei liberando. Boa leitura anjos ♥

Angeles Saramego.

Eram por volta das cinco quando todo o Buffet estava devidamente organizado para o baile que aconteceria a noite, fitava maravilhada toda a decoração caracterizada que saiu do bolso dos professores pra não tirar do Studio.

— Está maravilhoso, vai ser um sucesso! — Vilu exclamou animada, esfregando as mãos ansiosa.

— Tomara que sim.

Pablo murmurou pensativo com as mãos no bolso da calça, tinha algumas horas que estava distante. Será que aconteceu algo?

— Vai ser sim. — Sorri segurando a mão de Vilu, a apoiando.

— As comidas estão deliciosas, já dei uma passada no catring…

Beto afirmou fazendo todos rirem, não mudou em nada. Antes que respondesse algo meu telefone bipa indicando o número de Leo, atendi ágil pensando que poderia ter acontecido algo.

— Mami! — A vozinha animada de Alice me chama. Ri.

— Oi meu amor, por que me ligou?

— Estou com saudades. — Disse com a voz arrastada, meu coração se apertou. Quase não tínhamos mais tempo juntas desde que voltei pra cá. – Ainda vai demorar?

— Eu sei filha, também estou com muita saudades de você. — Ouvi sua risadinha, era o melhor som que existia. – Já terminei e vou pra casa agora te encher de beijinhos, tá bem?

— Uhum. — Murmurou manhosa.

— Ok, agora preciso desligar. Eu não demoro, te amo.

— Também mamãe.

Alice desligou, mordi meu lábio inferior me martirizando por quase não ter mais tempo pra passar com ela, eu sabia que sentia minha falta e precisava da minha atenção.

— Tá tudo bem? — Pablo indagou me fitando com preocupação.

— Sim, Alice acabou de me ligar dizendo que está com saudades.

Suspirei cansada. Vilu pegou na minha mão.

— Nós já terminamos por aqui, se quiser ir.

Sorri agradecida.

— Sim, eu já vou. Precisam de algo a mais?

Os dois negaram com a cabeça.

— Pode ir tranquila Angie.

— Obrigada Pablo, já vou então. – Me despedi dele com um beijo na bochecha. – Até daqui a pouco.

Abracei Violetta depositando um rápido beijo em sua testa, saí do Buffet encontrando Beto comendo um hot dog, me despedi dele também indo em direção ao meu carro. Entrei fadigada, coloquei na rádio que tocava Fantasía, ao som da melodia fui pra casa absorta em pensamentos. Decidi que pelo bem da Alice falaria com German amanhã, tentaria ao menos, ela precisava do pai já que eu não poderia passar todo o tempo com ela por mais que quisesse muito. Me perdi por um segundo imaginando sua reação ao saber da nossa princesa, seria amoroso sem dúvidas e Alice ia adorar a ideia de tê-lo como pai. Mortifiquei meu corpo no banco ao imaginar que talvez pedisse a guarda definitiva, cravei forte as unhas contra o volante só de imaginar que era uma possibilidade por eu ter escondido ela durante anos. German não seria tão idiota a esse ponto, dependendo da sua reação quando contar vou ter que conversar com meu advogado pra ver a questão da guarda.

Minha cabeça doía só de imaginar uma briga na justiça, e se já estamos distantes agora aí sim que ficaríamos à um abismo de distância. Estacionei o carro em frente minha casa, a possibilidade de perder Alice para German era dolorosa demais como se arrancasse uma parte de mim, não queria nem pensar nisso agora. Desci do carro pegando minha bolsa, tateei a calça atrás da chave e quando achei a encachei na porta abrindo-a, entrei vendo Alice no chão brincando de casinha junto com Catalina, sua nova babá. Sorri piscando para Catalina agradecida que sorriu de volta.

— Será que eu posso brincar também? — Questionei risonha cruzando os braços e a olhando sentada no chão.

Assim que ouviu minha voz Alice sobressaltou do chão, pulando no meu colo.

— Mamãe! Que bom que chegou!

Sua animação me contagiou, enchi todo seu rosto de beijos e ela riu gostosamente.

— Eu falei pra você que não demoraria não foi? — Ela concordou sem tirar os olhos de mim. – Está tão cheirosa princesa.

Beijei seu pescoço, Alice se contorceu com cócegas entre risos.

— Dona Angie. — Catalina me cumprimentou, agora de pé.

— Olá Catalina, e é apenas Angie. Não sou tao velha. — Brinquei, nós rimos.

— Catalina me banhou mamãe. – Disse envolvendo os bracinhos no meu pescoço.

— Olha só, por isso está tão cheirosa e arrumada. — Mordi sua bochecha.

— Você me babou! — Murmurou fazendo uma careta segurando o riso.

— Ela deu muito trabalho?

Fitei Catalina, que deu um meio sorriso ao fitar Alice.

— Claro que não, sua filha é um amor.

— Obrigada Catalina, será que hoje poderia dormir aqui? Eu e o Leo precisaremos sair e vamos chegar muito tarde.

Ela me fitou com receio, meus olhos suplicaram.

— Tudo bem dona Angie, vou adorar passar um tempo a mais com essa princesa. — Acariciou os cabelos loiros da minha bebê.

— Ótimo, você me salvou. Tem um colchão extra no quarto dela, pode arrumar suas coisas por lá.

Ela assentiu atenta. Alice encostou o queixo no meu ombro triste.

— O que foi filha?

— Posso ir com você? Por favor? — Pediu juntando as mãozinhas, com uma carinha de gatinho abandonado.

— Infelizmente não meu amor, a gente vai voltar tarde e não é festa de criança. Quando chegar quero você na cama. – Expliquei acarinhando seu rostinho minuciosamente perfeito.

— Por favor mamãe. — Pediu manhosa.

— Dessa vez não, além de quê você adora a Catalina e vão passar mais tempo juntas.

— Vamos brincar muito querida! — Catalina piscou para Alice que suspirou derrotada, concordando.

— Se não tem outro jeito né. — Deu ombros. Beijei sua testa.

— Sim, não tem outro jeito. – A desci do meu colo. – Outro dia vamos passear, o que acha?

Alice deu uns pulinhos animada.

— Gostei da ideia, mami! — Bateu palminhas. Sorri.

— Que bom querida, agora preciso subir pra me arrumar.

Informei, pegando minha bolsa. Alice segurou minha mão ágil.

— Posso tomar sorvete depois do jantar?

Ri da sua carinha, ávida por sorvete.

— Sim, pode meu anjinho. Duas bolas no máximo. — Fitei Catalina que assentiu. Alice me soltou voltando eufórica para sua babá.

Subi as escadas com uma exaustão que não cabia em mim, minha vontade era de pular na cama e dormir até o outro dia, porém tinha responsabilidades e quase podia ouvi-las gritando no meu ouvido. Abri a porta do quarto encontrando Leo deitado na cama mexendo em seu notebook, tirei meus saltos o jogando no canto e pondo minha bolsa na cama, o fitei terna. As coisas entre a gente tinham melhorado bastante, desde que ele descobriu que Alice era filha do German e percebeu o quanto eu tinha ficado com vergonha, fez um jantar romântico e depois de uma conversa onde prometemos que chega de segredos, as coisas foram voltando automaticamente pro lugar.

— Oi meu amor, chegou a muito tempo?

Disse com um sorriso, ao notar minha presença.

— Na verdade não, estava lá em baixo mimando Alice um pouco.

Leonardo se levantou me permitindo ter a visão privilegiada de seu corpo bem-feito, já que ele usava só uma calça de moletom, quase babei. Ele veio até mim em passos lentos como se me cercasse, e envolveu seus braços em torno da minha cintura puxando-me pra si, sem delongas seus lábios famintos devoraram os meus num beijo avassalador. Minhas mãos voaram pra sua nuca aprofundando o contato, suspirei entre o beijo pelo prazer que me proporcionava em cada mínimo toque, cada poro meu vibrava se enchendo de luxúria. O ar infelizmente foi ficando escasso e nos separamos entre selinhos demorados, Leo acariciou meu rosto e eu fechei olhos ao seu toque quente.

— Como foi seu dia? — Perguntou roçando seu nariz no meu.

— Cansativo. Vou tomar um banho, vamos pro baile do Studio.

Me desfiz de seu abraço apressada, retirei a roupa ficando apenas com uma lingerie preta que Leonardo meu deu há uns dois meses, percebi seu olhar faminto em cima do meu corpo.

— Você fica incrível nessa lingerie.

Sua voz rouca inundou meus ouvidos, sorri inocente.

— Jura?

— Sim, com certeza sim. — Respondeu sem tirar os olhos de mim.

— Vamos nos atrasar desse jeito. — Peguei uma toalha, piscando pra ele.

— Tenho certeza que ninguém vai reparar se chegarmos uns minutinhos depois.

Leo se aproximou de mim, meu ventre retorceu. Ele foi rápido ao meu pegar no colo, ri envolvendo as pernas no seu quadril, andou comigo até o banheiro trancando a porta. Entramos no box e ele ligou o chuveiro no máximo, água fria caia em cima de nós me arrepiando, nem liguei pela temperatura quente do sangue que corria rápido pelas minhas veias, aquecendo-me.

— Não podemos demorar. — Adverti entre gemidos ofegantes, ao sentir beijar meu pescoço o mordiscando.

— Aham. — Murmurou beijando o colo dos meus seios, gemi puxando fios de seus cabelos negros.

Leonardo foi rápido ao seu livrar do meu sutiã preto de renda, e sorriu ao me olhar.

— Linda demais.

Mordi meu lábio inferior, suas mãos habilidosas acariciaram meus seios livres com mamilos arrepiados numa massagem deliciosamente excitante.

— Quero você, agora. — Supliquei em ponto de explodir. Fechei meus olhos por alguns segundos, sendo tomada por um prazer, quando os abri, me surpreendi ao ver German comigo. Suas mãos me ajudaram com a última peça em meu corpo, a retirando lentamente e brincando com meu psicológico.

— Te amo, Angeles. — Sussurrou no meu ouvido, entrei em alerta toda arrepiada.

— Também te amo.

Fechei meus olhos, e quando os abri um alívio me percorreu ao ver Leonardo comigo. Leo moveu seu quadril me penetrando forte, arfei trêmula sentindo seus movimentos lentos preencherem-me por inteiro. Cravei as unhas em suas costas gemendo por ele em cada investida ao meu interior, ele segurava firme em minha coxa com uma mão enquanto que com a livre a apoiava na parede me prendendo, meus gemidos aumentaram gradativamente se tornando quase incessável e misturam-se com os dele. Parecia que eu explodiria a qualquer momento, ofeguei sentindo o orgasmo próximo quando minha intimidade se apertou envolta dele dificultando sua entrada.

— Leo… Por favor. — Gemi desconexa.

Ele aumentou o ritmo fazendo seu corpo chocasse com o meu, explodimos num orgasmo delicioso, Leo movimentou-se algumas vezes mais e deslizou fora de mim beijando-me apaixonado. Com um pouco de dificuldade pus as pernas no chão que estavam iguais gelatinas, ele me segurou para que não caísse mordendo meus lábios enquanto as respirações se acalmavam. Ri entre seus lábios.

— Foi perfeito. — Afirmou rouco.

— Sim. — Lhe dei um selinho carinhoso. – Agora precisamos tomar banho, é sério.

— Tem razão, vou pra outro banheiro. Assim terminamos mais rápido. — Leo afirmou saindo, quando ele se virou segurei em seu braço rápida o puxando pra mim com um sorriso.

— Fica. Por favor.

Ele assentiu, batemos um recorde de dez minutos no banho. Saímos do banheiro entre risos pelo atraso que Leo pareceu não ligar pois puxou meu braço me beijando intenso. Gemi baixinho entre seus lábios, com muito custo nos separei.

— Estamos atrasados amor.

— Só mais dois minutos, por favor. — Suplicou me fitando sério. Leonardo me deitou na nossa cama ficando por cima de mim, depois de um dia estressante isso era tudo que eu precisava agora, nos beijamos calmamente.

Ele foi ágil em desfazer do laço que prendia meu roupão jogando as bordas pro lado e deixando-me nua, me contorci na cama ao senti-lo descer os beijos para meu pescoço e seios, gemi baixinho ofegando. O clima quente foi desfeito pelo bipe insistente do meu celular nos tirando da realidade, estiquei o braço o pegando na borda da bolsa. Ao ver que era Violetta, fiz um sinal pra que Leo fizesse silêncio e atendi pondo no viva voz.

— Tia, cadê você?

Mordi meu lábio, segurando o riso.

— Oi meu amor, estou terminando de me arrumar. — Respondi tentando controlar a respiração.

— Tá bem. Preciso que me ajude com meu vestido, e por que tá tão ofegante?

Questionou curiosamente. Como ela tinha percebido? Leonardo riu em cima de mim.

— Já entendi.— Disse num tom malicioso, ruborizei. – Te espero na sala em cima do Buffet, não demore.

— Ok Vilu, estou indo. — Informei desligando o celular.

Leo riu me dando um selinho, e saindo de cima de mim. Estendeu sua mão me ajudando a levantar.

— É sério, sem gracinhas Leonardo. — Fui até o roupeiro sob seu olhar.

— É claro, senhorita Parker.

Sorri internamente ao ouvi-lo me chamar por seu sobrenome, era um pedido de casamento? Porque céus, o quanto eu queria ser sua esposa e deixar de uma vez por todas minha história com German, nunca desejei tanto algo como nosso casamento. Me vesti ágil com um longo vestido preto justo ao meu corpo até um pouco abaixo de joelho, caindo em cauda de seria pelas pernas e pés. Não tinha nenhum decote, no entanto como era de alça fina deixava meus ombros e o colo dos seios a mostra, nas costas um tecido transparente deixava-me exposta.

Calcei saltos pretos finos, arrumei meu cabelo num coque frouxo baixo deixando alguns fios caírem pelo meu rosto. Fiz uma maquiagem leve, passando na minha boca um batom vermelho sangue ressaltando todo meu look. Leonardo vestia um terno cinza, usando uma gravata da mesma cor por cima da blusa branca, seus cabelos num perfeito topete. Estava lindíssimo.

O abracei por trás envolvendo meus braços no seu pescoço aproveitando pra arrumar sua gravata, beijei seu ombro o olhando.

— Eu sou muito sortudo em ter a mulher mais bonita do mundo em casa. — Brincou, ruborizei tímida.

Ele se virou.

— Está belíssimo, sabia? — Ele assentiu convencido. Rimos.

Leo me roubou um selinho.

— Está com as máscaras?

— Sim, estão no carro. — Respondeu-me.

— Ótimo, vamos. Se não é capaz de Vilu vir me buscar aqui.

Peguei minha bolsa e saímos finalmente do quarto, descemos as escadas e me enterneci ao ver Alice no colo de Catalina assistindo a um filme da Disney. Assim que pôs seus olhos em mim se levantou ficando em pé no sofá com um sorriso lindo, um sorriso igual ao que Vilu me dá quando consegue o que quer.

— Estamos indo Catalina. — Avisei.

Ela se levantou me observando. Percebi seu olhar fugir para meu namorado, e pigarreei incomodada voltando sua atenção para mim.

— Tá linda mamãe. — Elogiou com um sorriso.

— Obrigada meu anjo. — Beijei sua testa. – Nós já vamos filha, te quero na cama às nove ok?

— Pode deixar dona Angie, ela vai está na cama.

Forcei um sorriso para Catalina, é óbvio que eu não tinha gostado nenhum pouco de vê-la tirando uma casquinha de Leonardo.

— Obrigada. Vamos Leo?

— Sim amor. — Veio até Alice, beijando sua testa.

— Tchau princesinha.

— Tchau tio, tchau mãe.

Alice acenou pra nós, acenei pra ela de volta saindo de casa. Estávamos mais que atrasados.

…

Assim que chegamos no Platinum, percebemos que já estava lotado. Fiquei feliz ao ver que a arrecadação deve ter sido ótima, descemos do carro após Leo estacionar em uma das poucas vagas que sobraram. Leo me entregou uma caixinha retangular de veludo preta onde tinha minha máscara, ele usava a sua que cobria um pouco da testa até seu nariz toda preta. Fomos até a entrada onde os seguranças do próprio Buffet nos recepcionaram, entreguei os exibíveis e entramos.

— Angie, a decoração está perfeita. — Leonardo elogiou olhando pra tudo como se fosse uma criança de 5 anos na Disney.

Dei um risinho. Modesta a parte, estava realmente incrível. Decoração em tons de vermelho e preto, muitas cortinas, grandes máscaras pretas penduradas em pontos estratégicos sendo a entrada um deles, arranjos de flores vermelhas na mesa, o palco muito bem iluminado assim como a pista de dança. No final das contas, tínhamos feito um bom trabalho, agora era só esperar os resultados e torcer para terem sido bons.

— Vou procurar Vilu! — Avisei no seu ouvido. Ele assentiu servindo-se de um drink.

Me desvencilhei dele, pedindo licença para as pessoas até chegar na escada que levava para os quartos de cima. Ao som de “No Running For Me” subi as escadas indo no primeiro quarto todo espelhado que mais parecia com uma sala de dança. Fitei Violetta com um lindo vestido vermelho justo ao seu corpo, tentando fechá-lo enquanto resmungava algo baixinho. Segurei o riso indo até ela, que ao me ver sorriu.

— Até que enfim tia! Que demora! — Brincou.

Segurei a ponta de seu vestido fechando o zíper facilmente.

— Desculpa meu amor, o que importa é que cheguei. — Alisei seus braços finos. – Está linda.

Ela me olhou pelo espelho e sorriu doce.

— Você também.

Me emocionei por alguns instantes ao ver como tinha crescido, e se tornado uma mulher lindíssima.

— O que foi Angie?

Afaguei seus cabelos castanhos médios, que caiam soltos sobre suas costas.

— Você cresceu muito rápido Violetta.

Ela riu me fazendo rir também, Vilu me abraçou.

— Eu vou ser sempre sua garotinha, fica tranquila.

Retribui seu abraço balançando a cabeça, hoje certamente não era um dia pra chorar. Beijei sua testa.

— Me ajuda com a máscara?

Concordei, ela me entregou uma máscara vermelha cheia de detalhes com penas, era linda. Lhe lancei um mínimo sorriso prendendo a máscara em seu rosto.

— Prontinho querida.

— Quer ajuda com a sua? — Indagou, assenti lhe entregando a caixinha da minha máscara. – É linda!

Vilu pôs a máscara em mim, era preta de renda com detalhes minúsculos em prata e matinha o formato de borboleta.

— Vamos descer?

— Sim.

Respondi com a voz embargada, Vilu segurou em minha mão e nós duas descemos ao som de Halsey. Pessoas dançavam, bebiam e se divertiam. Era exatamente o que tínhamos em mente.

— Estou curiosa pra saber que banda convidou Vilu! — Comentei em seu ouvido, ela me lançou um sorriso cínico.

— Surpresa, mas você vai amar Angie.

— Eu sei que sim, confio em você.

Comentei animada pela música que nos envolvia.

Geral.

German pegava o seu terceiro drink de pinacolada observando o local sorrateiramente, a música soava alto o envolvendo, se perguntava a cada instante se foi certo ter vindo. Sua cabeça movia-se ávida no meio de um aglomerado de pessoas que se formava no enorme espaço do buffet procurando a única pessoa que o interessava essa noite. Foi andando entre as mesas até que a viu, seus olhos a identificariam em meio a milhões de pessoas se possível, era única. Seu coração faltou sair pela boca o deixando nervoso, semicerrou os olhos aguçando a visão para vê-la melhor.

Estava simplesmente deslumbrante com aquele vestido preto, uma verdadeira deusa. Dançava como ninguém perto do palco, andou alguns passos mais e pôde sentir um ciúme descomunal tomar conta de si quando a viu dançando colada com o namorado, ele sussurrou algo em seu ouvido e ambos trocaram um beijo apaixonado exatamente como ele queria está fazendo. Era seu fim, dor de amor era com certeza a pior dor que existia. E pela milésima vez no dia decidiu que precisava seguir em frente.

Virou-se apressado e como obra do destino ou não esbarrou numa moça, a segurou pela cintura fina antes que caísse em cima de si. Ambos se olharam e ela arregalou os olhos em sinal de surpresa.

— German?

German a fitou confuso, não se lembrava dela. A analisou por alguns instantes e percebeu o quanto era bonita, cabelos longos castanhos, pele corada, olhos cor de mel, corpo curvilíneo.

— Desculpa, não lembro de você. — Respondeu pondo as mãos no bolso do paletó.

— Sou Martina! Não acredito que não lembra de mim, saímos quando passou por Roma.

Disse animada retirando a máscara rosê cheia de penas, German lembrou pelo jeito de falar e ao observar percebeu o quanto havia mudado. Ficou extremamente bonita, mas não chegava aos pés de Angie… Ninguém chegava.

Haviam saído quando eram jovens, nem sonhava em conhecer Maria, como ela o reconheceu depois de tanto tempo?

— Já se passou muito tempo Tita… — Murmurou em seu ouvido, a fazendo dar um riso sem graça ao ser chamada pelo seu apelido de adolescência.

— Sim, mas o que faz aqui sozinho?

German ficou com o coração na mão, diria que tinha vindo só tentar conversar com sua ex noiva? Descartou a possibilidade no mesmo instante, pareceria um psicopata.

— Só estou acompanhando minha filha. E você?

— Só de passagem por Buenos Aires, em busca de novas aventuras. — Martina assegurou com um sorriso travesso. Ainda possuía o mesmo espírito aventureiro dos dezesseis, e pelo mesmo motivo não tinham vingado no relacionamento. – Quer dançar? Precisa se divertir.

German olhou para a pista de dança em dúvida, por que não uma dança? Quem sabe assim conseguia tirar Angeles da cabeça.

— É claro.

Ela pegou em sua mão o arrastando até as pessoas na pista de dança muito bem iluminada, seria aquele um sinal para seguir em frente com Martina?

Notas finais
LEIAM A CONTINUAÇÃO!!!