The Best Part Of Me.
11 All Or Nothing.
Notas iniciais
Geral.
Violetta se encontrava perto da entrada esfregando as mãos ansiosas fitando atentamente cada pessoa que entrava, nem acreditava que realmente estava esperando por algo que não ia acontecer ou por alguém que não aparecer, era burrice! Estava perdendo a festa.
Ia quase desistir quando entrou um rapaz que lhe chamou atenção, mesmo com o rosto coberto pela máscara prata sem detalhes sabia quem era. Seu estômago embrulhou de nervoso, ele tinha mesmo vindo! Sua cabeça repetia enquanto sua deusa interior soltava fogos de artifícios dentro de si, parecia mais uma adolescente apaixonada. Sem delongas caminhou até Leon o recepcionando, ele a olhou lançando-lhe um sorriso de lado.
— Leon. — Sua voz saiu baixa, num respiro.
— Vilu. — A cumprimenta cavalheiro. – Está deslumbrante.
Ela ruboriza, sob as nuances de luz ele não percebe e Violetta agradece mentalmente por isso.
— Obrigada. — Ambos ficam em silêncio, Violetta sente seus olhos tragarem toda sua imagem. – Pensei que não ia vir.
Leon ajeita o topete distraidamente, fato que não passou desapercebido por ela e dá um risinho pelo nariz.
— Como poderia não vir para acompanhar a mulher mais linda de toda Buenos Aires? — Seu tom era de brincadeira, entretanto falava sério. Violetta ruborizou ainda mais. – Eu só não tive tempo de responder a mensagem.
— Tá tudo bem… — Deu ombros. Leon segurou em sua mão, acariciando a palma com delicadeza.
— Quer dançar?
Ela o fitou por cima dos cílios, naquele momento era tudo o que mais queria.
— Sim, por favor.
Leon a conduziu até a imensa pista de dança que não tinha tantas pessoas, envolveu a cintura finíssima da ex namorada e agora amiga a puxando para perto de seu corpo, Violetta suspirou encostando o queixo em seu ombro colocando os braços no pescoço dele. Respirou fundo entregue, todo seu corpo vibrava ao sentir seu toque daquela maneira, tratou de bloquear qualquer coisa além da amizade; Qualquer sentimento inesperado que pudesse a atingir em cheio, afinal eram só amigos, certo?
Para eles não havia mais ninguém no buffet a não ser eles, Leon a girou ao som de I Don’t Wanna Live Forever a arrepiando, como evitar todos os sentimentos que mesmo depois de tanto tempo ainda os envolviam. Violetta levantou a cabeça o olhando nos olhos, depois de anos ainda sonhava com aquele olhar. O olhar doce que ele a lançava, e por um segundo pensou ter visto o mesmo Leon de anos atrás, o mesmo com quem deu seu primeiro beijo, o mesmo pela qual se entregou, o mesmo pela qual trocou juras de amor e pensou em um futuro. Ainda estava ali.
O coração dele batia aceleradamente, se perguntava se sempre se sentiria assim depois de anos e esperou profundamente que a resposta fosse não, o que não aconteceu. A fitava como se quisesse enxergar sua alma e o que se passava com ela, quanto tempo mais aguentaria nessa proximidade? Tinha que saber se ainda existiam sentimentos entre eles, se poderia haver qualquer mínima chance de recuperarem o que tinham há uns anos. Violetta tinha a boca entreaberta para puxar ar e não desviva o olhar dele, Leon alternou o olhar entre seus olhos e sua boca em êxtase. A puxou ainda mais colando seus corpos, nem pareciam que tinham esbarrado em dois casais durante a dança mas aquilo agora não importava, se queriam demais para se importar com qualquer outro detalhe ao seu redor.
Vilu balançou a cabeça num leve aceno positivo para que ele prosseguisse com a vontade dos dois, Leon tomou uma respiração a beijando lentamente, ela sentiu a mesma sensação de andar nas nuvens enquanto seus lábios se moviam quase que num ritmo arrastado, desceu as mãos para o rosto de Leon aproveitando cada segundo que tinham. Poderiam passar a vida inteira se sentindo que sempre ia ser a mesma sensação de está no céu, Leon mordiscou os lábios de Violetta e por terem ficado com o ar escasso terminaram o beijo com selinhos sôfregos. Ficaram se olhando profundamente com sorrisinhos bobos em seus rostos, tudo o que queriam era que o momento fosse pra sempre. Antes que conseguissem dizer algo, ouvem todos gritando animados entre fortes aplausos. Violetta sorriu já sabendo o que era.
Bruno Mars entrou no palco posto ali levando todos à loucura, um alvoroço se formou perto do palco tendo que ter seguranças para afastar as pessoas.
— Muito obrigado gente… Estou realmente muito feliz de está aqui nessa festa incrível a convite da Tini. — Agradeceu olhando para Violetta, que lançou um sorriso amável e uma piscada. Gritos o ovacionaram.
— É impressão minha ou estou vendo Bruno Mars bem à nossa frente? — Leon a perguntou confuso.
— Acho que é ilusão da sua cabeça. — Violetta brincou entrelaçando suas mãos, o que falaria a partir de agora? Estavam juntos? Espantou o pensamento de sua cabeça, tinham milhões de coisas envolvidas além de ser muito cedo para dizer. – Leon…
Leon suspirou.
— Não precisamos falar nada agora, por favor. Vamos só aproveitar.
Ele suplicou com a voz baixa. Era melhor assim, pros dois.
— Tem razão. — Disse forçando um leve sorriso para esconder a frustração.
Queria falar, havia muito o que ser dito pelos dois. Entretanto era melhor assim, não queria estragar o momento.
…
German dançava com Tita a balançando no ritmo de Locked Out The Heaven na voz de Bruno Mars, por um segundo acreditou que seu corpo estava aceitando finalmente seguir em frente com outra pessoa e Tita pareceu ser uma boa opção pra seguir em frente com outra pessoa que o fizesse esquecer de Angeles, afinal ela já tinha o feito e não era mais uma opção.
— Vou ao banheiro! — Tita sussurrou no ouvido de German, o fazendo soltar um riso pelo nariz e concordar. Ela saiu sem esperar uma resposta e German cansado de dançar, seguiu se desvencilhando das pessoas até chegar no bar.
German senta-se na banqueta, olhando envolta do lugar e ficou orgulhoso da filha por ajudado e lutado por aquilo que acredita.
— Um Mojito, por favor. — Pediu. O barman assentiu saindo dali e indo preparar seu drink.
— Com licença, pode me dar um cocktail de frutas por favor?
German ouviu a voz de Angie distante, mas, ao mesmo tempo, perto de si. Seus olhos ágeis a viram na outra ponta do bar, e se perguntou se o destino o pregava uma peça ou queria dizer algo. Saiu da banqueta e sem esperar por seu drink, caminhou em sua direção torcendo para que nada o atrapalhasse.
Angeles mantinha-se abraçada com Leonardo de costas para ele cansada de dançar, a respiração ofegante pelo esforço e uma fina camada de suor denunciava isso. Tratava de aproveitar o refrão de sua música preferida sem acreditar que Vilu tivesse conseguido que o próprio Bruno Mars estivesse na festa.
— Vou buscar uma bebida, quer algo? — Indagou aproximando a boca do ouvido do namorado.
— Quero um cocktail, obrigado amor.
Ele mordeu sua bochecha e ela sorriu se desvencilhando dos braços de Leonardo e indo até o bar, onde não demorou a ser atendida.
— Angie.
Ouviu German a cumprimentar sério. Balançou a cabeça mal o olhando, sabia que se fizesse ia admirá-lo.
— Sr. Castillo.
Se limitou num cumprimento frio. Angie recebeu o cocktail que dividiria com Leonardo e virou-se de costas saindo, até que German foi mais rápido a segurando pelo braço impedindo-a de ir. Angeles petrificou com o contato de sua mão quente ao seu braço fino, moveu o corpo o encarando séria.
— O que quer?
German olhou receoso para os lados, e voltou seu olhar para ela a analisando pela centésima vez naquela noite, até com raiva era linda. Ele a soltou, Angie continuou o olhando esperando a resposta.
— Uma dança com você. – Disse calmo, Angie abriu a boca para contestá-lo, quando ele foi mais rápido e continuou. – E antes que diga algo, eu só te peço essa dança e te deixo em paz.
Angie relutou, era um erro. Tudo desde que voltou para Buenos Aires era, um a mais um a menos não faria diferença.
— Por favor…
Sua voz soou baixa, e mesmo com a música Angeles entendeu perfeitamente seu pedido.
— Uma dança e você me deixa em paz.
Ela respondeu firme, quase sentiu ímpetos de sorrir quando o viu abrir um sorriso magnífico. Era tão proibido. Angie colocou seu cocktail na bancada do bar, e deixou que German colocasse a mão nas suas costas para levar-lhe até a pista a de dança, agora com pouquíssimas pessoas.
Angie travou num suspiro e praguejou mentalmente quando por sorte ou não Bruno Mars cantava sua última música, When I Was Your Man. O destino queria brincar com ambos ou o que? German envolveu a cintura de Angeles encostando seus corpos que emanavam um calor único, ainda a desejava como nunca. Uma chama tão quente que nada iria apagá-la assim tão fácil. Angie se arrepiou nos braços de German se movimentando aos primeiros versos da música, como ainda depois de tanto tempo ele mexia com ela assim? Como? Tentou achar respostas dentro de si, sem resultados.
Nunca uma música combinou tanto com uma situação como a dos dois, ele encostou a testa na dela e por coincidência o coração de ambos batiam no mesmo ritmo palpitando tão forte, que juraram poder ouvi-los. Angeles fechou os olhos evitando o encarar, sabia que se o fizesse cederia e o perdoaria ali mesmo, tentava a todo custo bloquear qualquer resquício de sentimentos inesperados ou lembranças durante a dança, mesmo que sua cabeça a insistisse em lembrar os bons momentos que passaram juntos quando noivos. Se amavam, e isso certamente não morreria de uma hora pra outra.
Por alguns segundos se sentiu completo, nada mais faltava porque a tinha ali consigo, embora ela fosse de outro e embora fosse por alguns segundos. Não poderiam negar o que estava havendo ali entre eles, uma chama tão acesa que poderia ser vista por qualquer pessoa. Incluindo Tita, que ao voltar do banheiro encontrou ele dançando tão apaixonadamente com outra, que qualquer oportunidade de tentar algo foi destruída. E Leonardo que ao perceber a demora de Angeles, foi procurá-la e quando a encontrou parecia que seu coração tinha sido pisoteado várias vezes ao encontrar o amor da sua vida dançando com o pai de sua filha.
Por algum motivo, ambos ficaram quietos assistindo tudo acontecer e nem se atreveram a interromper, era demais para que pudessem aguentar.
— Eu não sei se vou conseguir limpar toda a bagunça que fiz com você, mas eu espero que esteja muito feliz Angie. — German sussurrou no seu ouvido a arrepiando.
Nunca tinha imaginado que depois de tantos anos voltaria a está nos braços do homem que amou profundamente cada segundo… até hoje. Seus corpos encaixavam-se perfeitamente movendo-se em sintonia pura.
— Eu estou.
Resmungou de volta. E ele entendeu, embora doesse era melhor que aceitasse.
— Eu estou com saudades Angie, muitas.
Angie mordeu os lábios nervosa, como lidaria com isso?
— Não começa, por favor. — Pediu. Seus lábios estavam a uma distância perigosa, centímetros quase roçando num carinho sôfrego.
— Tá tudo bem Angie, estou feliz em está com você. Nem que seja por alguns segundos. — Diz contra seus lábios.
Correntes e mais correntes percorriam o corpo de ambos, se desejavam o que poderiam fazer? E naquele momento German teve a certeza de que Angie ainda sentia algo por ele.
— Quero que ele lhe dê todas as suas horas quando tiver a chance, quero que ele lhe leve pra todas as festas pois eu lembro o quanto amava dançar. — German cantava a última parte da música para Angie, que sentiu seu coração apertar. – Que faça todas as coisas que devia ter feito quando era seu homem… Que faça todas as coisas que eu devia ter feito quando era seu homem.
Cantou os últimos versos lento, a aflição o engolfando tão forte se misturando com o desespero de perdê-la novamente. Foi então que Angie o encarou, deixou a barreira de mágoas por um segundo de lado o fitando tão intensamente como se quisesse saber tudo o que pensava.
As respirações se mesclando, os corpos juntos como se fossem se fundir, os olhos olhos se encarando profundamente, os lábios próximos. Até que Angeles recorda do quão errado isso é, e do quanto não queria que German se aproximasse novamente na sua vida e permitir um beijo por mais que sua alma pedisse aquilo, seria ultrapassar todos os limites rígidos que tinha imposto a si mesma antes de voltar.
— Com licença, preciso ir. — Angeles com muito custo desvencilhou-se dos braços fortes de German saindo dali o mais rápido possível, não podia cometer uma besteira dessa e acabar com seu namoro.
Um namoro forte e estável que já durava seis anos, isso era muito mais do que pensou em ter com German quando era noivos.
Era segura de seus sentimentos, amava a Leonardo e isso nunca iria mudar. Então por que German a confundia tanto? Sentiu vontade de gritar, não poderia sentir mais nada por ele e não iria, nem que tivesse de voltar pra Europa pra conseguir isso.
German fitava confuso o lugar onde Angie estava até alguns segundos atrás, pôde jurar que havia visto a mesma Angie apaixonada e entregue de antes. A sua Angie.
Um desespero subiu-lhe lento quando percebeu o quanto mudou e não podia mais interpretá-la. Droga! Mil vezes droga!
Como tinha deixado tudo chegar a esse ponto? Retirou a máscara frustrado e bagunçou os fios, tinha que recuperá-la e o mais rápido possível. A amava com tanta força que parecia que seu coração não suportaria o peso, teria que fazer algo a respeito de tantos sentimentos inexplicáveis.
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