Notas iniciais
Mais um, por que vocês são diva :P

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O carro parou em frente à casa do menino, fazendo Isabella encarar a fachada da mesma, sentindo-se completamente vazia. Pattie foi a primeira a descer, logo depois de dar um longo suspiro. A garota olhou discretamente para os garotos que estavam sentados ao seu lado no banco traseiro.

-Meninos, vocês não acham melhor que eu os leve até suas casas? – perguntou Sarah, olhando para eles através do retrovisor.

Os dois se entreolharam antes de dar uma resposta a ela.

-Se não for incomodar! – disse Ryan.

-Ok. – respondeu Sarah. – Vai conosco Bella?

-Não. – a menina respondeu, enquanto ainda olhava para o lado de fora. – Vou ficar com Pattie!

-Tudo bem, se prefere!

-É, eu prefiro! – ela olhou novamente para os meninos, forçando um sorriso para eles. – Tchau!

-Tchau! – responderam em unissono.

A menina saltou para fora do carro, fechando a porta com certa pressa. Isabella subiu os três degraus que havia em frente a casa rapidamente.

A porta foi aberta revelando Pattie sentada no sofá, enquanto tentava se distrair com a TV. Um latido chamou a atenção de Bella, fazendo-a olhar institivamente para o chão, a procura do cãozinho.

-Olá Sammy! – ela disse amigavelmente, enquanto fazia-lhe um cafuné na cabeça. – Saudades? – perguntou, pouco antes de pegá-lo no colo e dirigir-se até o sofá, sentando-se e colocando-o ao seu lado.

Sammy deitou a cabeça no colo dela, que voltou a lhe fazer um carinho, enquanto tentava fazer o mesmo que Pattie. Se distrair, para que não sentisse por completo a falta do menino.

[...]

Justin desceu do taxi e ficou parado em frente ao pequeno sobrado, sendo observado pela senhora que estava em pé ao seu lado, enquanto contava o dinheiro, esperando que o motorista terminasse de retirar seus pertences do porta-malas.

-Aqui está! – disse o homem de bigodes, enquanto colocava a última mala roxa, em frente ao garoto.

-Obrigada! – disse gentilmente. – Quanto é a corrida?

-15 dólares! – Justin fez uma leve careta, enquanto separava rapidamente o dinheiro, que entregaria ao bigodudo.

O homem tomou as notas em mão, contando-as rapidamente. Justin o observou um pouco incomodado. O motorista assentiu, disse um “obrigado” baixinho e caminhou até o carro, adentrando o mesmo e sumindo da vista do garoto.

-Vamos entrar? – perguntou a velhinha.

Justin assentiu e a viu caminhar para mais perto do pequeno portão, ela fez uma pausa, segundos depois, para poder procurar as chaves em sua pequena bolsa, que imitava pele de cobra, fazendo o menino pensar que a mesma fosse falsa.

Assim que achou, ela abriu um pequeno sorriso e foi mais que de pressa abrir o portão cinza, enquanto Justin recolhia suas malas. Ela foi à frente, subindo os degraus da escada lentamente, enquanto ele fechava o pequeno portão, que havia na fachada do sobrado. Judith, esse era o nome da senhora que estava acolhendo Justin em seu sobrado, que comprara meses atrás para que o filho pudesse morar, mas ele decidiu ir para Londres. Judith optou, então, por alugar para pessoas que decidissem construir uma vida em Paris.

Enquanto subia as escadas, ela se lembrava do quão barato havia pagado pelo imóvel, que já servira para tanta coisa e para tantas famílias. O pequeno “salão” que havia embaixo, que também era sua propriedade, já foi mercearia, lanchonete e, até mesmo, um pequeno salão de cabeleireiro.

A porta foi aberta com facilidade, porém fazendo aquele barulho horrível. Ela entrou primeiro, limpando os pés no tapete vermelho que havia na porta. Justin repetiu o mesmo processo que ela e, assim que conseguiu ver o interior da casa, pensou que talvez não fosse tão ruim quanto havia imaginado, segundos atrás.

-Bem são três cômodos, como pode ver! – ela disse caminhando até uma mesinha de centro e deixando a bolsa sobre a mesma. – É simples, mas é o melhor que posso te oferecer! – Justin olhou ao seu redor, achando o primeiro cômodo até grande demais, para abrigar somente ele.

-Está ótimo! – ele disse, ainda estudando sua nova residência.

-Venha, vou te mostrar a cozinha! – ela caminhou apressada até um segundo cômodo, sendo seguida por ele.

Assim que chegou a primeira coisa que lhe chamou a atenção, foi uma mesa que estava situada no canto da cozinha, que não era tão grande quanto a sala, mas seria o suficiente, visto que talvez ele nem ao menos iria cozinhar, ou seja, a maioria das coisas que ele comeria seria Mc Donald’s ou qualquer outra comida, que já viesse pronta.

-Não quer dar uma olhada no quarto? – perguntou, encarando-o.

Ele assentiu e a viu caminhar até outra porta. Justin a seguiu e assim que a porta foi aperta, ele pode notar que havia um colchão, que aparentava ser de casal, jogado no centro do recinto, um pequeno guarda-roupa e um criado mudo.

-O que acha? – perguntou a senhora.

-Achei ótimo! – disse. – E quanto é mesmo o aluguel?

-Ora deixe de bobagens, depois conversamos sobre isso! – ela sorriu amigavelmente para ele, que retribuiu. – Agora acho melhor eu ir, afinal deve estar cansado da viagem! – ele sorriu amarelo e ela riu pelo nariz.

Judith caminhou novamente até a sala, tomando em mãos sua bolsa. Justin ainda estava no quarto, provavelmente perdido em seus pensamentos. A senhora colocou a bolsa no ombro e ajeitou sua blusa amarela.

-Você tranca a porta? – ela perguntou, esperando uma resposta dele.

-Mas é claro!

-Tudo bem, eu já vou indo! – disse, enquanto caminhava em direção a porta. Judith chegou a olhar para trás, esperando que ele viesse, mas não obteve nenhum sinal dele. Ela deu de ombros e saiu.

[...]

Justin abriu a porta do banheiro e, rapidamente, estudou o mesmo. Era simples, mas confortável. O menino pensou que a mãe de Ryan lhe ajudara bastante, quando indicou a pequena casa de Judith, que era, temporariamente, sua casa agora.

Assim que terminou de se despir, ele caminhou até o chuveiro, abrindo-o e esperando que a água que caísse sobre si, fosse quente. Para sua sorte era. Uma água quente e relaxante, que o fazia esquecer-se de seus problemas e só pensar no prazer que esse momento estava lhe proporcionando.

O banho foi rápido, afinal o garoto ainda teria que arrumar suas coisas e preparar algo para comer. Logo que sentiu o vento frio se chocar contra seu corpo, Justin se arrepiou dos pés à cabeça, em um ato involuntário.

Já devidamente vestido, ele olhou em seu redor, encarando as malas, que ainda estavam jogadas no canto do quarto. A preguiça tomou conta de seu ser, fazendo-o querem deixá-las lá por mais algum tempo. Assim ele fez, as ignorou e decidiu dormir um pouco.

Sua mente voou completamente, fazendo uma longa visita a família em Stratford, e alguém chamada Isabella. Justin fechou os olhos, sentindo uma enorme falta dela. Só ele saberia explicar o tamanho de sua saudade e o que ele seria capaz de fazer, para tê-la com ele nesse momento.

Notas finais
Gostaram?