Notas iniciais
Ok, vamos as explicações.
Me desculpem, é que esse foi a última semana de aula e eu tive que me concentrar para uma prova de física e tals. Além disso tive um bloqueio na minha criatividade e fiquei mal esses dias, e não é fisicamente.
Fiquei triste porque vi que 4 leitoras me deixaram, mas agradeço as poucas que ainda seguem comigo!
Mil perdões e um beeijão pra vocês, suas lindaas! ♥

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Justin caminhava pelos corredores da faculdade ao lado da diretora, enquanto sentia-se completamente cansado e se lembrava do quão cedo ele havia acordado hoje. O garoto nem ao menos prestava atenção nas coisas que ela dizia, afinal estava ocupado demais fazendo algumas observações sobre a faculdade parisiense.

Nada mal! Concluiu.

Morgan, a diretora, dizia-lhe informações no mínimo importantes sobre a localização do refeitório e de outros lugares, mas Justin estava se preocupando mesmo é com o que ele achava daquilo tudo. E pra dizer a verdade ele estava adorando a idéia de morar sozinho e cursar a faculdade, apesar de ainda sentir seu coração se corroer sempre que pensava na antiga vida que ele tinha em Stratford.

Mas havia feito uma promessa: Não deixaria que a saudade fizesse ele se dar mal nos estudos. Até porque precisava voltar para a casa com um diploma na mão, visto que o pai quase se matava de trabalhar para poder pagar seus estudos no exterior, algo que sempre fora o sonho do menino. Mas Justin não esperava se apaixonar pela melhor amiga e ficar tão preso nas lembranças.

-Você entendeu tudo, não entendeu? – perguntou a mulher ruiva, que lhe encarava por detrás dos enormes óculos de grau.

-S-sim! – ele engoliu a seco, pensando que talvez devesse ter prestado atenção no que ela estava lhe dizendo, segundos atrás.

-Ótimo, vou levá-lo até seu armário e poderá guardar suas coisas! – ela sorriu e deu passos rápidos, enquanto ele apenas tentava segui-la, sem que ficasse para trás.

Nos corredores, vários alunos lhe encaravam, fazendo o garoto pensar que talvez não fosse tão fácil fazer novas amizades, e que os franceses também não fossem tão gentis como os canadenses. Enquanto seguia a mulher, e seu grande coque no topo da cabeça, Justin tentava praticar seu francês mentalmente, afinal não havia americanos ou canadenses por aqui e mesmo que houvesse, a quantidade de franceses prevaleceria. Seu último pensamento fez com que ele se sentisse um pouco mais aliviado, afinal o fato de conhecer pessoas com a mesma nacionalidade que ele, o deixaria mais confiante.

-Aqui está! – disse a mulher. Justin fitou a porta azul. 34. Pensou. – Pode colocar sua combinação! – ela sorriu amigavelmente e o fitou.

Ele se sentiu meio estranho, ao pensar que talvez ela fosse ficar sabendo sua senha, mas resolveu prosseguir. É melhor não deixá-la estressada, ela não parece uma pessoa muito gentil, apesar de tentar ser! Pensou o menino, enquanto tentava achar uma boa combinação para seu armário. Uma idéia lhe atingiu rapidamente, fazendo-o sorrir abertamente. 17-06-96. Repetiu mentalmente, enquanto registrava os mesmos números como senha.

-Ok. – disse ele, assim que terminou. A mulher fechou a porta do armário e o encarou.

-Tente abri-la! – o garoto concordou e repetiu o mesmo processo de segundos atrás. A porta se abriu assim que o número foi marcado. Justin sorriu e a mulher o encarou, sorriu e saiu, logo depois de dar-lhe um tapinha no ombro direito.

Ele a fitou, até que a mesma sumisse de vista. Logo ele já estava organizando os livros, que recebera. Justin retirou da sua mochila uma foto dele e de Isabella e um pouco de fita adesiva. O garoto cortou um pedaço com os dentes e guardou o restante no armário, para logo depois posicionar a foto na porta do armário e colá-la com a fita. Sorriu, assim que viu o resultado.

Justin percebeu, pela primeira vez, a movimentação ao seu redor. Observou um pouco as pessoas, antes de fechar a porta do armário e suspirar, dando-se conta de que estava na faculdade.

[...]

Isabella revirou-se na cama e suspirou, logo após ouvir o barulho irritante do despertador invadir seu quarto, tirando-lhe o sono. Ela bufou e tateou o criado-mudo, antes de finalmente achar o que desejava e desligá-lo. Virou-se para o outro lado e voltou a se cobrir, desta vez até a cabeça, na velha tentativa de voltar a ter sono. E estava conseguindo.

-Isabella acorde! – dizia a mãe. – Hoje é o primeiro dia de aula e não quero que se atrase!

A garota abriu os olhos imediatamente e se descobriu, mantendo-se ajoelhada na cama, enquanto observava atentamente o calendário que havia na cabeceira da mesma. Hoje? O primeiro dia de aula seria mesmo hoje? Não pode ser! Pensou a garota. Como eu pude me esquecer? Perguntou-se, antes de suspirar. Muito lentamente, ela se levantou da cama e foi até o banheiro.

O banho foi o mais rápido que ela conseguiu, afinal não poderia se atrasar. A garota desceu as escadas rapidamente e atravessou a sala com passos longos.

Assim que chegou à cozinha, ela parou para olhar a mãe que arrumava a mesa do café, sem nem ao menos sentir sua presença. Isabella fez um barulho com a garganta, fazendo Sarah olhar para ela imediatamente.

-Olá filha! – disse a mulher, que sorria amigavelmente para a menina.

-Oi mãe! – a garota encarou a mãe que parecia ter um pouco de dificuldade em arrumar as coisas.

Sarah, sem querer, deixou uma xícara cair no chão, fazendo a menina rir pelo nariz, pensando que ela havia herdado seu lado desastrado da mãe. Isabella deixou a mochila cair no chão e deu dois passos em direção a mãe.

-Quer ajuda? – perguntou tentando ver o tamanho do estrago que a mãe havia feito na cozinha.

-Não, obrigada! – disse Sarah, enquanto gesticulava com a mão. A mulher colocou as mãos na cintura e encarou a xícara quebrada, mas sua atenção não permaneceu na mesma por muito tempo. – Àlias, Isabella eu acho melhor você se apressar!

A garota suspirou, assim que se lembrou da escola. Se pudesse atrasaria o resto de minha vida! Pensou, enquanto deixava uma mão pousar sobre o recosto da cadeira, puxando-a para que pudesse se sentar. Isabella logo se serviu com um pouco da salada de frutas que a mãe havia preparado.

Mas, segundos depois, a campainha tocou, fazendo Sarah encarar a filha com a testa franzida.

-Está esperando alguém?

-Não... Eu acho! – Sarah revirou os olhos e continuou o que estava fazendo.

A menina levantou-se rapidamente e caminhou um tanto desconfiada, até a porta. Isabella parou pouco antes de sentir sua mão tocar a maçaneta da porta e abrir a mesma, pensando em quem poderia ser. Talvez Pattie! Pensou, e poderia muito bem ser a própria, mas não era. Assim que a porta se abriu, Isabella franziu o cenho vendo Ryan e Chaz parados ali, enquanto sorriam fraquinho para ela.

-Oi. – Ryan foi o primeiro a se manifestar.

-O que fazem aqui? – perguntou a garota.

-Hã... O que acha da gente te explicar no caminho pra escola? – Chaz arqueou uma sobrancelha, enquanto a menina apenas o fitava.

Isabella os encarou por mais alguns segundos, antes de confirmar um “sim” com a cabeça e se virar para o interior da casa e caminhar até a cozinha rapidamente, apanhando a mochila que ela havia deixado jogada no chão da mesma.

-Mãe, eu já vou indo! – disse, fazendo Sarah olhar para ela rapidamente.

-Já?

-Sim. – a garota mirou seu olhar para os garotos, que a esperavam parados na porta. – Chaz e Ryan estão aqui e...

-Chaz e Ryan? – perguntou a mulher. – O que fazem aqui?

-É exatamente isso que quero descobrir! – Sarah deu de ombros e voltou sua atenção para a comida.

-Tudo bem então! – Sarah forçou um sorriso para a filha e deu um gole no café. – Hum... Eu te amo!

-Também te amo mãe! – Isabella mandou um beijo a distancia e caminhou até os garotos.

Notas finais
Gostaram?