Notas iniciais
Oioioi, anjinhos. Eu sei que esse demorou mais do que deveria mas vale a pena, eu acho. Realmente gostei de escrever esse capítulo então espero mesmo que gostem. Enfim, aproveitem a leitura e voilà...

P.O.V Marcelina

Já eram nove horas e ainda não tínhamos saído de meu quarto, provando que quem diz que quando nos divertimos o tempo passa rápido, está totalmente certo. O assunto da vez era garotos e por incrível que pareça até Alicia estava se divertindo falando disso.

— STOP! Parem com isso! Tá eu gosto sim do Koki, mas o que vocês querem que eu faça se ele não corre atrás de mim? Eu é que não vou correr atrás. – a ruivinha disse respondendo as nossas provocações em relação aos dois.

— Ai Bibi, você não vai tentar nem um pouco? – perguntou Leonor.

— Eu já joguei tantas indiretas que não sei mais se ele realmente não corresponde ou se é burro mesmo. Cansei, agora se ele quiser, ele que venha até mim. – disse empinando o nariz.

— E Carmiel, sai do S.S. Amizade ou não? – disse Alicia dando cotoveladas em Carmem que automaticamente ficou vermelha.

— S.S. Amizade? Pegou essa mania com Paulo quando, dona Alicia? – disse Margarida provocando.

— Que Paulo o quê? Se vocês não lembram, eu e Paulo temos um amigo em comum e esse seria o Mario. Até parece que falo com o Paulo o suficiente pra ficar pegando as manias dele. – respondeu. – Mas, e aí Carmem? Vai responder?

— Ah, meninas… Acho que dessa vez sai mesmo. – falou sorridente.

— Como é? – Valéria perguntou pulando da cama.

— Ele anda bem romântico ultimamente e hoje no intervalo me convidou pra ir ao cinema, só nós dois. – Carmem disse com os olhinhos brilhando.

— MEU CASAL VAI DESENCALHAR, MEU POVO! – Valéria gritou levantando os braços em “ V “.

— Valéria, cala a porra da boca! Assim os meninos vão escutar. – Alicia censurou.

— Alicia, meu anjo. – Valéria disse segurando o rosto da mesma.

— Diga.

— Primeiramente, fora temer. Em seguida, tô nem aí. E por último, até um limão é mais doce que você. – disse lentamente soltando o rosto de Alicia e logo a menina mostrou a língua pra Valéria.

— Às vezes vocês são tão anti-românticas. – falou Laurinha ao observar a cena das duas.

— Sabe, até que a Laura tem razão, eu nunca vi a Alicia apaixonada. – disse Margarida.

— Vocês sabem que eu não sou assim. – Ali disse como se fosse justificativa.

— Assim como, humana? – Valéria brincou nos fazendo rir.

— Há Há Há, muito engraçado – Alicia respondeu revirando os olhos.

— Mas Ali, ela tem certa razão, sabe? É normal se apaixonar, principalmente na nossa idade. – eu disse a vendo deitar no chão e olhar pro teto.

— Então me digam, como é se apaixonar? – perguntou.

— Se apaixonar é passar a ver o mundo de outra forma, ter a liberdade de ir e mesmo assim escolher ficar. – Valéria disse sorrindo e deitando ao lado de Alicia.

— É ver cor nas coisas, sentir uma paz no coração e pra onde quer que você olhe de alguma forma você lembra da pessoa que te causou essa paixão. – Leonor continuou, deitando também.

— É como comer suas comidinhas favoritas todos os dias. – Laura deitando com as três.

— Paixão tem exatamente o cheiro de quem faz com que você tenha esse sentimento. – disse me juntando a elas.

— Apaixonar-se de verdade significa perceber que muitas coisas em sua vida ainda são ruins, não importa quão apaixonado você esteja. – Carmem falou e nos seguiu.

— Significa perceber que o amor não resolve os seus problemas e não faz seus demônios irem embora. Mas que você tem alguém ao seu lado o tempo todo, segurando sua mão e lembrando que você não está sozinho em suas lutas. – Maju terminou e todas as meninas deitaram e ficaram encarando o teto pensando no quanto era bom se apaixonar.

— Sabem como eu acho que deve ser se apaixonar? – Alicia disse nos tirando de nosso transe.

— Como? – perguntou Bibi.

— É como correr num grande campo verde cheio de flores e você só corre, sente o vento em seu rosto, ouve os pássaros e não para de correr…

— Awn, Ali. Viu? Você consegue ser romântica. – disse Laurinha como se tivesse orgulhosa.

— Eu não terminei. Até que chega uma hora onde não tem mais flores, nem pássaros, nem vento e você cai, morto de cansado no campo que nem verde é mais, apenas cinza.

— Ai credo, Alicia. Você tinha que estragar o clima né? – Valéria falou se sentando.

— Tem certeza que você nunca se apaixonou, Ali? – Carmem disse se juntando a Valéria e encarando Alicia.

— Ah, sei lá. O máximo que já fiz foi ficar com alguns garotos aqui, outros lá…

— E nenhum beijinho te pegou de jeito? – perguntou Leonor sentando e em seguida Alicia.

— Ah… Até teve um. – disse falando mais baixo.

— E esse garoto não quis mais ficar com você? – perguntei me deitando de lado para a olhar.

— Eu não sei.

— Como assim você não sabe? – indagou Bibi não acreditando.

— Eu não sei quem é o garoto.

— Ai Alicia, chega de misteriozinho e conta logo isso direito. – disse Valéria.

— Okay, okay. Eu tinha marcado com minha prima de irmos a essa boate nas férias, combinamos de nos encontrar lá e acabei chegando antes. Tomei alguns drinks usando uma identidade antiga da minha mãe, o tempo ia passando e nada dela, olhei em meu celular e ela tinha acabado de mandar uma mensagem dizendo que meus tios resolveram sair e a deixaram de babá. Óbvio que fiquei revoltada, mas como eu tinha pagado pra estar ali resolvi aproveitar, dancei até cansar e ir sentar um pouco. No mesmo minuto em que sentei teve um apagão e eu, com a maior vergonha do mundo, confesso que me assustei, pulei e segurei a mão do garoto que estava ao meu lado, ele riu de mim como era de se esperar, tivemos uma breve desagradável conversa e do nada ele me beijou.

— E como foi o beijo? – perguntou Marga curiosa.

— Foi o melhor beijo da minha vida. — disse séria.

— Isso é tão romântico, parece aqueles romances de cinema. – Laurinha disse sonhadora.

— Só não entendi uma coisa… – Maju começou.

— O que? – indagou Carmem.

— Se foi o melhor beijo da sua vida, por que vocês não ficaram de novo?

— Ah, é que eu fugi. – respondeu Alicia sem mudar a expressão no rosto.

— Como assim você fugiu? – dissemos todas em uníssono sentando.

— Are you crazy? – Bibi disse com descrença.

— Era um garoto, que eu nem sequer vi o rosto, me beijando sem minha permissão. E se ele tentasse fazer alguma coisa pior contra minha vontade? Agora eu to arrependida de ter corrido mas na hora eu fiquei bem assustada. – se explicou.

— E você acha que um dia vai encontrar esse garoto de novo? – disse Leonor.

— Eu até gostaria mas é impossível. Eram as férias, mesmo sendo a última semana ainda tinha muita gente de outras cidades, nesse momento ele pode estar em qualquer lugar.

Notas finais
REVELAÇÕES (mas todos já esperavam, né?), gente eu to mais empolgada com a história que vocês awefgve. Comente por favor, o que acharam. As perguntas serão respondidas. Obrigada por dedicar a minha fanfic um pouquinho do seu dia, aproveite bastante o que vos resta dele e até o próximo capítulo.