The Best Damn Things
3 Does She Know?
Notas iniciais
P.O.V. Alicia
Acordei com minha mãe me perguntando se eu queria comer, olhei em meu celular que dizia que já eram quase quatro horas da tarde, eu tinha que arrumar as coisas para ir a casa da Marce.
Essa primeira semana de aulas tinha passado realmente bem, as meninas novas se mostraram ser bem mais legais do que eu tinha imaginado, Leonor era a meiguice em pessoa e por mais que tenha se mostrado interessada de início em Paulo, a garota se aproximou muito de Cirilo, fiquei feliz por isso. Desde que contamos a ele que Majô ficaria fora ele ficou bem calado e acho que o fato de outra garota se aproximar era algo bom pra ele, Cirilo merece alguém que goste dele de verdade e rla nunca demonstrou tal sentimento, mesmo que por amizade. Diferente de Leonor, Maria Julia se tornou amiga da sala inteira, até dos meninos, ela estava sempre sorridente ou falando e agora ela era uma das que bagunçava sempre que podia. Descobrimos que o garoto novo se chama Arthur, ele também é legal e muito bonito, veio para a escola porque sua namorada estuda aqui, ela está no primeiro ano e parece ser legal como ele. Arthur também se tornou amigo da sala, obviamente quando ficava com a gente era mais com os meninos mas a maior parte do tempo fora das aulas passava junto de sua namorada.
Comecei a me arrumar e quando estava quase terminando recebi uma mensagem no meu celular, olhei para ver quem era e assim que vi o nome na telinha sorri, era meu irmão mais velho. Fazia dois anos que ele tinha ido pra faculdade e a falta que ele me fazia era enorme, agora ele não tinha muito tempo para conversar comigo por conta dos trabalhos da faculdade e seu estágio mas ele sempre tentava falar comigo e perguntar se eu estava bem, isso realmente fazia meu dia.
Terminei de arrumar minha mochila e fui comer, voltei a meu quarto e fiquei conversando com ele e Mário até dar seis horas, assim que vi o horário peguei meu skate e fui correndo para a casa dos Guerra.
P.O.V. Marcelina
— EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ISSO, PAULO!
— Que foi? Não posso mais convidar meus amigos pra dormir aqui em casa? – disse sem tirar os olhos do videogame.
— Não no mesmo dia em que minhas amigas vão dormir aqui! – falei cruzando os braços.
— Direitos iguais, não é mesmo? – provocou me olhando e sorrindo.
— Como você fez a mamãe concordar com isso? – perguntei desnorteada.
— Eu tenho meus métodos… – deu de ombros.
— Ah Marce, deixa disso. Eu prometo por ele e por todos os meninos que nós não vamos incomodar vocês. – Mário que tinha chego alguns minutos antes, disse tentando me acalmar.
— Obrigada, Mário. – agradeci dando um pequeno sorriso em sua direção e o mesmo retribuiu. – Onde que vai ter espaço para todos nós dormirmos? — disse agora olhando para Paulo.
— Na sala, ué. – disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
— As meninas vão querer me matar. – resmunguei balançando a cabeça.
— Não tem problema, eu te protejo. – Mário disse sorrindo pra mim e logo sendo recebido por uma careta do meu irmão e um tapa na cabeça. – Ai! Como amigo, é claro. — resmungou passando a mão na cabeça.
— Obrigada mesmo. – ri da situação e saí do quarto com um sorriso bobo.
Era seis e ponto, então fui a sala para continuar a arrumar as coisas e escutei a campainha, quando cheguei lá eram Bibi e Margarida, as convidei pra entrar e elas me ajudaram a terminar de arrumar os colchões na sala. Fiquei um pouco preocupada pois percebi que Margarida estava bem calada, tentei falar com ela sobre mas só desviava o assunto, até que uma hora desistiu e disse que quando todas estivéssemos aqui ela diria. As meninas foram chegando aos poucos e quando todas chegaram as levei ao meu quarto para conversar.
— Antes de qualquer coisa, eu quero fazer uma perguntinha. – falou Val se jogando na minha cama.
— Fala. – disse a olhando.
— Por que meu Davizinho disse que hoje é a noite dos meninos na casa do Paulo? – perguntou fazendo com que todas as meninas virassem sua atenção a mim.
— Desculpa, desculpa, desculpa. Eu não pensei nem por um momento que ele poderia fazer isso, eu sei que era pra ser uma noite só nossa mas nós podemos ficar aqui conversando e… – comecei mas Alicia me interrompeu.
— Marcelina, respira! Não precisa se explicar nós conhecemos seu irmão, por mim não tem problema algum fazermos isso com os meninos junto, às vezes o diferente é legal. Nós podemos ficar aqui em cima conversando como você disse, porque aposto que tem coisas que vocês não querem que eles saibam, e depois descemos pra ver filmes e comer. O que vocês acham? — propos.
— Por mim, tanto faz. – Maju disse enquanto explorava o quarto de Marce e o resto das meninas aceitaram.
— Agora podemos saber por que você está com uma cara tão tristinha, Marga? – disse Bibi, fazendo a mesma pergunta que fiz milhões de vezes.
— Jorge e eu terminamos. As coisas já estavam difíceis com ele longe de mim, mas agora apareceu uma garota que fica dando em cima dele o tempo todo e ele retribui… – disse olhando pro chão.
— Como você sabe? – perguntou Carmem.
— Ela achou meu Facebook e mandou os prints da conversa deles por mensagem. – disse sendo abraçada por Laura.
— Que babaca! – Maju soltou, colocando um porta-retrato no lugar e se virando para nós.
— Maria Julia! – Leonor censurou.
— E não é? Não fica assim Margarida, eu sei que todo mundo diz isso, mas se ele fez isso mesmo só mostra que ele não merece alguém como você, muito menos suas lágrimas. Pelo pouco que te conheço já dá pra saber que você é tão incrível quanto é bonita… Você é doce, não se deixe amargar por alguém que não sabe apreciar seu sabor. – disse sentando ao lado de Margarida e limpando as lágrimas de seu rosto.
— Obrigada. – Marga sorriu olhando pra Maju.
— Isso foi tão romântico! – disse Laurinha olhando as duas e logo todas nós rimos.
Acho que estou ficando louca pois poderia jurar que vi Margarida corar. Olhei para Alicia e Valéria e elas me passaram o mesmo olhar de dúvida, então todas nós vimos a mesma coisa?
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