The Best Damn Thing (life Lessons)
5 Carecas e Florestas
Stephanie PDV
- Ellen, onde você esteve?! – perguntei – Eu estava preocupada!
Ellen olhou pra mim.
- Eu sempre estive aqui
Engoli em seco
- Você fez os favores que te pedi?
- Fiz sim, Ellen, está tudo indo bem – respondi séria
Ellen sorriu
- Bom saber que ainda tenha pessoas no mundo que a gente pode confiar.
Eu sorri
- Você sabe que sempre pode contar comigo, amiga
Ela se levantou e nós nos abraçamos. Apertei-a.
- Desculpe não ter falado muito com você – comecei enquanto lágrimas caíam do meu rosto. – Eu tenho andado ocupada... Não tem sido fácil...
- Tudo bem, está tudo bem, eu sei o que você passou... Prometo que tudo vai passar... – Tentou Ellen me acalmar.
- Eu não vou abandonar você nunca – continuei – Porque você nunca me abandonou.
- Também nunca vou – disse Ellen agora me largando. – Como está a Alexia?
- Ela no ponto de vista dela não vai nada bem... Mais é tudo pro bem dela, um dia ela vai entender. – respondi
- Vai, assim como você entendeu. Eu queria tanto vê-la... – disse Ellen
Vai, assim como você entendeu. Pensei no meu passado.
- Não tínhamos condições de cria-lá – dizia uma voz masculina
- MINHA FILHINHA! – berrava uma voz feminina
E a cena se dissolveu.
Um velho muito conhecido dizia:
- Eu não tenho dinheiro. – disse ele triste
- MAS EU QUERO! – berrava uma menina que parecia ter 5 anos
E a cena se dissolveu novamente. Agora estavam em um ambiente escolar. Uma garota muito bem arrumada passava pelos corredores acompanhada de um grupo de garotas:
- Tá olhando o que? – perguntou grosseiramente a garota para uma garota loira da idade dela
- Sua feiúra – respondeu a outra
Stephanie, a garota, a olhou com desprezo
- Olha só quem fala. – e as garotas riram
Ellen se aproximou.
- Eu não tenho medo de você e do seu bando – disse Ellen – Eu tenho muita pena de vocês, todas vocês. – E saiu andando pelo corredor
E esta cena também se dissolveu.
Dessa vez, a jovem Stephanie, que tinha ofendido Ellen, estava chorando. Ellen se aproximou dela e disse:
- Eu lhe avisei né? – comentou ela
Stephanie ergueu a cabeça tristonha enquanto Ellen sorria.
- Stephanie? Stephanie? – chamou Ellen e voltei à tona.
Cenas tristes e marcantes do meu passado ficavam girando na minha cabeça, me deixando tonta.
- Está tudo bem? – perguntou Ellen
- Está sim – respondi. Eu sentia as lágrimas sobre meu rosto. Uma pobre garotinha sofrendo tudo aquilo... Precisava ajudar Alexia. Alexia tinha muita sorte de ter uma mãe como Ellen ajudando.
- Então, vamos procurar? – perguntou Ellen animada – Tenho uma mala pronta.
- Que ótimo! – me animei um pouquinho – Espero achar algo!
- Vamos achar – disse Ellen sorridente
Sorri, e juntas nós saímos da casa e entramos na floresta.
Lorena PDV
O dia amanhecera triste. Ao contrário da minha auto-estima. Eu acordei com a bola toda! Pervertidos; eu sei que vocês pensaram besteira. Fiquem sabendo que eu sou de Deus.
Troquei de roupa e corri para o dormitório de Alexia.
Subi dois andares e andei até o fim do corredor. Em seguida, subi uma escada e virei à direita. Dava pra se perder ali, sério. E para piorar, eram três portas. Qual era o dormitório de Alexia?
Eu estava com medo de abrir uma e entrar no dormitório errado. E também não iria bater na porta. Obviamente que isso seria pior.
“Chutei” a porta do meio. Abri e ela rangeu.
Por sorte era ali mesmo o dormitório dela e umas outras garotas que não dei atenção. Soube disso porque nenhuma pessoa com o juízo perfeito traria cinco malas e... Um aspirador de Pó...
Ela estava usando um protetor de olhos. Sempre sonhei em ter uma dessas. Quase roubei. Falo mermo, é xiqui!
- ACORDA MULECADA! – gritei acordando o dormitório inteiro e pulando na cama de Alexia. Acho que eu quebrei algo.
- AAAAAAAH! – Berrou Alexia e rasgou a própria máscara no desespero de tirar para ver quem é. Gente Inteligente. Agora não quero mais roubar.
- Acho que eu sentei no seu pé – comentei com risinhos – desculpe-me
Alexia pareceu surpresa
- Mais meu pé tá aqui – ela levantou o pé para mostrar e acabou acertando minha cara. A cara da vingança. – Opa! Desculpa.
Olhei para o que eu tinha sentado em cima. Bom... Aquilo um dia tinha sido um cacheador.
- AAAAH! – Alexia tinha ficado frustrada – MEU CACHEADOR!
Olhei para a cara chorosa dela. Agora, todos do dormitório nos olhavam com raiva, como se fossemos também algo de outro planeta.
- Não faça escândalo por causa de um simples cacheador! As pessoas vão pensar mal da gente!
Alexia continuou chorosa.
- Agora vou ficar com o cabelo escorrido... – Disse ela lamentando-se.
- Só lamento – respondi – Enfim, vamos descer pro café? – perguntei
- Vamos né, já que a senhora preferiu me acordar essa hora – disse ela fazendo-me rir e descemos pro refeitório.
Como de costume, nos sentamos em uma mesa que tinha apenas nós duas. Isso chegava a ser bom.
Notei algo diferente, mais muito animador. Lindsay também estava trabalhando naquele dia.
- Olá garotas! – cumprimentou ela se aproximando – Como vocês vão? – perguntou ela gentilmente
- Vamos bem – disse Lorena – Lindsay, essa é a Alexia, minha nova amiga!
- Alexia, acho que já nos vimos antes – comentou ela – Muito Prazer! É sempre bom fazermos novas amigas de vez em quando!
- Sempre – falamos duas mais fomos interrompidas
- LINDSAY! – berrou a voz de Alona que ecoou pelo refeitório – Para de bater papo e volte ao trabalho mulé!
- Eu estou fazendo o que você não faz! – respondeu Lindsay
- A única coisa que sou paga pra fazer aqui, é comida! – respondeu Alona
- E nem isso faz direito! Sua comida é a maior gororoba que eu já comi em toda minha vida! – respondeu Lindsay irritada se afastando de nossa mesa e indo encarar Alona. Todos os olhos se concentravam nas duas “colegas” de trabalho agora.
- Quero ver você fazer melhor, princesa – desafiou Alona pegando uma colher enorme e indo encarar Lindsay. – Um desafio para a toda poderosa Lindsay! Quer o “Lohan”?
- Você chama isso de desafio? Fazer comida melhor que a sua? Poupe-me! – disse Lindsay pegando a colher da mão de Alona e indo cozinhar enquanto a mesma ficava observando Lindsay, como se estivesse rogando uma praga.
Eu e Alexia nos entreolhamos rindo. Não tinha um dia que elas trabalhavam juntas que elas não brigassem.
Alona começou a rondar as mesas.
- Você precisa dar um jeito nesse cabelo hein princesa? – comentou Alona sarcástica quando passou por nós.
Alexia fez aquela mesma cara chorosa de quando quebrei o cacheador dela.
- Vou subir – disse Alexia
- Mas já? – fiquei chateada – Por quê?
- Por que sim! – respondeu Alexia e subi
Percebi que Alexia não estava me contando algo.
Stephanie PDV
Eu e Ellen entramos mata adentro. Embora fosse de manhã, quanto mais íamos entrando na floresta, mais fechadas as árvores eram, mais escuro ficava.
- Como isso aqui é perigoso – comentou Ellen enquanto se desvencilhava de um galho que acertou minha cara.
- É, a propósito, obrigada pela galhada – retruquei
- De nada – respondeu ela, me fazendo rir.
Caminhamos por horas até que já estávamos muito cansadas e suadas.
- Falta muito? – perguntei à Ellen
- Falta, vamos dar uma parada – disse ela
Sentamos em alguns troncos para descansar e tomar água até que ela tirou o violão da bolsa.
- HÃ? Você trouxe um violão? – fiquei perplexa
- Para nós cantarmos – respondeu Ellen sonhadora.
Cuspi a água que eu estava bebendo. Lá vai a Ellen e seus papelões de novo.
Oooh, estamos em uma floresta fechada e a única coisa que temos é água ♫ — Ellen
Galhadas eu levei ♫ — Stephanie
E quer levar outra vez ♫ — Ellen
Vou morrer nesse lugar com a Ellen perturbando ♫ — Stephanie
Isso é puro caô, não estou te incomodan.. COOF
Ok, abafa isso. Ninguém percebeu, ok?
- Engasgou com o ar? – perguntei
- Acho que eu engoli um mosquito – disse ela cuspindo
Só de imaginar a cena eu ri.
Lorena PDV
Estava subindo as escadas para o dormitório de Alexia depois de um café da manhã ótimo, a comida de Lindsay era deliciosa. Era mais um pontinho para a Lindsay nessa guerra contra a Alona. Estava torcendo por ela.
Meus pensamentos foram interrompidos por Tiffany e suas duas piriguettis, elas devem ter um caso. Ela aproveitou que eu estava sozinha e me jogou contra a parede.
- Escuta aqui – disse ela. Acho que ela deu uma recaída desde aquela corrida anual. Os cabelos estavam bagunçados e escorridos e... Sebosos. Tinha um bafo enorme saindo da boca dela também. Parecia que era no cacheador dela que eu tinha sentado. Que cena trágica.
- É melhor você começar a andar na linha garota – ameaçou ela – Ou eu juro que vou fazer de sua vida um inferno – Ela sacudia aquele dedo na minha cara.
- Desculpe, acho que você não entendeu. Eu não tenho medo de você. Não banque a forte. – me desvencilhei dela e corri até o dormitório de Alexia que agora estava vazio.
- Alexia...! AAAAAAAAH! – gritei quando entrei e Alexia olhou para mim.
Continuei olhando para ela perplexa. Aquilo era um pesadelo, eu não estava vendo aquilo.
- Alexia, você raspou a cabeça! – comentei correndo até ela perplexa e passando a mão na cabeça dela.
- Não, é uma careca falsa – disse ela chorosa – Mas da próxima vez, eu corto de verdade! – disse ela e puxou a careca falsa revelando os seus modernos e brilhantes “Black” cachos.
- Mais por que você está usando uma careca falsa, afinal? – perguntei desconfiada
- Se eu não posso ter o melhor cabelo, eu não quero ter cabelo! – disse ela manhosa me fazendo rir baixinho. Tudo isso por causa da critica de Alona. — E para piorar, não tenho para onde ir no Natal! – comentou ela chorosa, e recomeçou a passar maquiagem.
Alexia já tinha me contado sobre os problemas dela com a família dela. Realmente lamentei muito. Por que eu não poderia convida-lá a passar o Natal comigo?
- Alexia, quer passar o Natal comigo? Na minha casa? – perguntei
Alexia olhou pra mim sorridente.
- Isso é sério? – perguntou ela
- Claro que é! – disse eu feliz
- Aceito o convite! – disse ela e nós duas pulamos e batemos as mãos. Que loucura, se eu não estivesse tão feliz com o fato de minha primeira melhor amiga passar o natal comigo, tenho certeza que eu riria.
Stephanie PDV
Olhei no relógio. Meio-Dia.
- Estamos chegando, Ellen? – perguntei apreensiva
- Não se preocupe, Stephanie – respondeu ela – Renan foi trabalhar, nem deve estar ligando pra como e onde você está.
Engoli em seco.
- Falando nisso, como vão você e o Derick? – perguntou ela curiosa
Um sorriso surgiu no meu rosto inesperadamente.
- Estamos ótimos. Ele têm sido minha salvação nos últimos dias
Ellen sorriu também.
- Que bom que você conseguiu alguém que realmente se importa com você. Espero que dessa vez seja a escolha certa. – disse ela
- Nosso amor é infinito. Nada disso vai nos atrapalhar. Cada minuto sem ele parece horas.
- Eu entendo como é.- disse Ellen, que com certeza, estava se lembrando de Renan.
- Chegamos – disse ela
- Oba! – comemorei
Ellen mexeu na terra. Estava desenterrando alguma coisa até que achou um mini-baú.
Fiquei apreensiva.
- Podemos abrir juntas? – perguntou ela que pela voz, estava tão apreensiva quanto eu.
- Of Course – Respondi
Eu podia ver a preocupação em seus olhos
- 1... 2... 3!
Abrimos a caixinha.
- Vazia! – exclamou Ellen. Fiquei perplexa. Então tudo isso por nada?
- Perdemos tempo aqui – disse Ellen
- Com a minha melhor amiga, eu perco tempo nunca – disse eu e nós duas rimos de todo nosso esforço para pegar aquela maldita caixinha.
Depois que terminamos de rir, ela sacou o violão e subiu em um toco de árvore
- Vamos finalizar – perguntou ela
- Vamos, vamos! – disse eu batendo palmas. Parecíamos duas crianças.
Oooh, entramos em uma grande floresta ♫
E o que mais fizemos, foi festa ♫
Galhadas eu dei, doeu, eu sei ♫
E a Ellen esfomeada engoliu um mosquito ♫ — Stephanie
Eu não resisti à tentação ♫ — Ellen
Pelo menos fechasse a boca então ♫ — Stephanie
Nós vamos voltar e todos surpreender ♫ — Ellen
E essa batalha Veeenceeeeeeeeeeeeer ♫ — Stephanie/Ellen
Ellen se desequilibrou e caiu do toco. Em algum lugar alguém bateu palmas.
Eu e Ellen (se levantando) olhamos para a direção do som.
- AAAAAAH! UM MACACO! – berrou Ellen e foi a primeira a correr.
Corremos meio caminho e depois voltamos a rir.
- Ai Deus – Disse Ellen que tinha tropeçado e caído – Enfim, precisamos voltar agora
- Precisamos – concordei eu ainda rindo
Por volta das duas horas, nós saímos da floresta. Ilesas, porém sem o violão. Ellen o esqueceu no matagal. Adoro.
- Steph, é melhor você ir – alertou Ellen
- Ok amiga – dei um abraço nela – logo, logo isso vai acabar e estaremos juntas novamente.
- Espero por esse momento – disse ela sorrindo – E qualquer coisa – disse ela me entregando um relógio – É só apertar o segundo botão.
- Obrigada – agradeci e segui meu caminho de volta para a mansão Winford. Dei uma olhada pra trás e vi uma lágrima descendo o rosto de Ellen. Eu jamais iria deixá-la.
Renan PDV
Hoje é um dia especial. Sabe Por quê? Porque eu não vou trabalhar.
Dei um sorrisinho pra mim mesmo no espelho. Eu sabia também que algo estava errado naquela casa. Stephanie nunca foi de dormir até tarde. Pelo contrário, ela sempre dormiu cedo. Eu respeito ela, mais aí já é demais né? Não faz nada da vida!
Subi até o NOSSO quarto que ela resolveu chamar de dela e dei três socos na porta.
- STEPHANIE! – berrei
Nenhuma resposta. Tive que arrombar a porta.
Não tinha ninguém no quarto. Fiquei perplexo...
Entrei e comecei a vasculhar tudo. Era a hora certa.
Ela era muito inteligente, não deixaria nada dando sopa. Foi o que pensei até abrir a última gaveta do armário dela e ver que embaixo das roupas dela, tinham... cartas.
Abri uma.
Oi Steph,
Estou morrendo de saudades. Recebi sua última carta e entendi completamente a situação. Por que não vem me visitar? Você está se esforçando demais, e ficando em um lugar que você é infeliz. Eu sei que é sério, mas você também tem que pensar em si mesma!
Espero que possa vim, estou morrendo de saudades
Eu te amo, até algum dia
Derick.
- Derick, é? – O ódio ferveu todo meu sangue. Então ela estava me traindo! Desgraçada! E eu a deixando impor toda aquela pomposidade e respeito! Ela está se aproveitando!
Peguei um quadro que estava eu e ela e taquei com tudo na parede, despedaçando-o.
Ouviu-se um barulho. Alguém estava subindo as escadas correndo.
Abriu a porta.
- Algum Problema, Renan? – Perguntou Stephanie enojada entrando no quarto.
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