The Best Damn Thing (life Lessons)
6 Natal Agitado
Notas iniciais
Ellen PDV
Será que era ali? Nunca tinha andado nos arredores desse lugar. Mas acho que estava no lugar certo.
“Rua das Llamas”
Ergui a cabeça. Para chegar nessa rua, tinha que atravessar um campo cheio de Llamas. Digo isso porque não iria andar até o final da rua para fazer uma curva. É muito mais fácil cortar caminho entre as Llamas.
Pulei a cerquinha e comecei a andar.
Estava quase atravessando quando uma Llama resolveu comer meu casaco.
- Sai! – disse eu batendo com a bolsa nela e afugentando ela.
Pronto. Tinha chegado, agora era só achar a casa. Olhei para o papel.
“99”
Número suspeito. Nem imagino minha reação se tivesse mais um 9 ali.
Me dirigi até a casa e toquei a campainha.
- Quem é? – perguntou uma voz masculina e olhos verdes de repente me olhavam da portinhola.
- É a Ellen, querido – respondi
- Ellen! – ele abriu a porta – Entre, a que lhe devo a honra?
Entrei. A casa embora simples, era muito bonitinha. E admito que gamei naquele jogo de chá.
- Chá? – perguntou ele
- Por Favor. – respondi
Ele serviu.
- Então, a que lhe devo a honra? – perguntou ele. Eu sentia o leve tom de curiosidade. Afinal, eu nunca o tinha visitado.
Eu tomei ar e soltei.
- Os próximos dias serão dias difíceis – disse ela
- Por quê? – agora ele estava super interessado.
- Eu tenho a impressão... – continuei – De que algo está dando errado.
Ele piscou sem entender.
- Você obviamente sabe que a Stephanie é casada com ele... E que está cheia de problemas né?
- Sei – respondeu ele secamente
- É isso. O casamento deles está balançando. E a última coisa que quero é que algo aconteça a Stephanie. Ela está sendo muito corajosa, mas não é de aço. Eu por exemplo fui colocada pra fora, ele é perigoso, ele apontou uma arma pra mim! Entende minha preocupação?
Ele pareceu nervoso.
- Compreendo. Eu muitas vezes já pensei nisso.
Ela então foi direto ao assunto.
- Eu preciso confiar em alguém...
- Claro – disse ele
- Você juraria... Que protegeria a Stephanie de qualquer mal?
Acho que não era isso que ele esperava
- Claro! Faço tudo por ela.
Sorri.
- Eu tenho medo que em alguma situação... Ela faça alguma besteira... Muito medo mesmo.
Renan PDV
Era hora de eu me impor sobre ela.
- Todos os problemas! Você não para em casa, está fazendo dessa casa um lixo! Está estragando tudo que eu construí!
- O que você construiu? ME DIGA! O QUE VOCÊ CONSTRUIU?
- Você é uma mal agradecida! – disse eu
- E você é um Idiota! – rebateu ela – Esse quadro no chão já me diz tudo!
- Não faça a inocente que você não é! Piranha! Vadia!
Ela se aproximou de mim e bateu a mão na minha cara.
- Você tem apenas que ficar calado seu saco de carne inútil – disse ela ameaçadoramente
Mais foi aí que eu realmente pensei. Ela deve ter cortado a luz e sumido para ir à casa desse Derick! Então... Eu tinha que agora, de qualquer maneira, tirar esses dois do meu caminho! O endereço do Derick já é um início.
- Chame Luna para limpar essa bagunça – ordenei e desci pra sala
Alexia PDV
Passaram-se dois lindos dias. E como os dias passam rápido quando estamos nos divertindo e perto de quem a gente mais gosta. Hoje também não era um dia qualquer! Era o dia que eu ia à casa de Lorena, isso mesmo, hoje, 24 de Dezembro. Eu pedi para Lindsay nos levar lá e assim ela fez.
- O que pretendem fazer no Natal? – perguntou Lindsay
- Muitas compr...
- Eu e mamãe sempre passamos o Natal alegremente em casa, a gente não é de sair muito – comentou Lorena – Ainda mais porque esse Natal é um Natal especial. Papai vai passar o primeiro natal conosco. Eu quero muito vê-lo e passar o dia inteiro ao lado dele.
Algo na fala de Lorena me atingiu profundamente.
- Entendo – disse Lindsay que também parecia comovida.
Estávamos entrando em uma zoninha... Que pelo amor de Deus! Já até sei o outro motivo pelo qual Lorena não sai de casa! O Bairro era... Necessitado, tinha pessoas morando nas ruas, necessitada, com fome... Era uma cena tão triste do mundo atual... E eu que tinha tudo...
- É aqui – disse Lorena e Lindsay parou o carro.
A Casa de Lorena parecia totalmente desabitada, mas assim que Lindsay buzinou, a Sra. Stone apareceu... Do nada. A casa tinha dois andares. Era até bonitinha.
Saí do carro junto com Lorena.
- Enfim Crianças, Feliz Natal para todos vocês – disse Lindsay jogando um beijo #partiu
- Feliz Natal pra você também! – berrou Lorena em resposta embora Lindsay já estivesse longe
Estava entrando quando levei um tombo e caí bem na lama. Só aí a Sra. Stone pareceu me notar.
- Oh minha filha – disse ela correndo pra ajudar enquanto Lorena ria de minha face – Você está bem? – perguntou ela preocupada
- Mãe, essa é a Alexia – apresentou-me Lorena entre risos
- Ah, olá querida, veio passar o Natal conosco? É uma honra recebê-la! – disse a Sra. Stone
- Obrigada, a honra é toda minha – disse eu sem fazer idéia do que dizer
Entramos na casa. A Sra. Stone pelo cheiro era uma ótima cozinheira, tinha um cheiro muito bom pelo menos a comida dela.
- Alexia, pode servir-se viu? – disse ela
- Ok – respondi
Nesse momento, um homem negro desceu as escadas.
- PAPAI! – gritou Lorena e correu para abraçá-lo. Senti uma dor no coração. Eles eram tão... felizes.
O pai dela a abraçava como se ela fosse a coisa mais importante para ele.
- Minha filha... Senti saudades – disse ele enquanto a Sra. Stone olhava contente pra cena e fazia o resto do jantar.
- Pai! – disse Lorena e eu senti um aperto no coração – Essa é a Alexia! Minha melhor amiga!
O Sr. Stone olhou pra mim
- Oi Lorena, tudo bom? – perguntou ele
- Tudo sim. – respondi
Aos poucos eu me enturmei. Eles eram uma família muito bonita. Aí que eu percebi uma coisa... As pessoas não precisam ser ricas ou bonitas para serem felizes. Basta elas serem fiéis a elas mesmas.
- Alexia! – chamou Lorena – Venha conhecer meu quarto! – disse ela sorrindo.
Subi as escadas com ela curiosa e entrei no quarto.
- Uau! – exclamei
O quarto dela era lindo. Nas paredes tinham vários pôsteres de bandas como “Guns N Roses” e “The Avenged Sevenfold”.
Lorena se virou para mim séria.
- É simples... – começou ela
Olhei sorrido pra ela
- Adorei! – disse eu e ela sorriu também
Passamos muito tempo conversando enquanto os pais de Lorena lá embaixo preparavam a ceia. Já tinha anoitecido. Comecei a mexer nas coisas de Lorena.
- o que é isso? – perguntei erguendo uma espécie de Lanterna
- É o meu lazersinho – disse ela animada e pegou a coisa da minha mão e apertou um botão. Ele produzia uma minúscula luzinha vermelha.
- Interessante... – comentei enquanto continuava comentando
Peguei algo cilíndrico e... purpurinado
- O que é isso? – perguntei erguendo ele
- AAAH! – berrou Lorena e chutou minha mão, fazendo eu largar o que me parecia um vibrador e fazendo ele voar até a janela e cair.
- Minha mão vadia! – exclamei eu enquanto ela estava tensa
Estávamos nos estapeando quando a voz da mãe de Lorena disse lá de baixo:
- Garotas! Venham para a ceia! – chamou a voz da mãe de Lorena
Renan PDV
Estava anoitecendo. Saí da mansão e fui até a esquina da rua. Estava esperando eles chegarem.
Quinze minutos depois, dois homens de preto, altos e parrudos foram a minha direção. Só poderiam ser eles. Meu Deus, não tem pra ninguém, hein?
- O que houve agora, Renan? – perguntou o mais alto
- Preciso que vocês vão até esse endereço... – Entrego o papel – e tragam esse homem à mim
Os dois homens se entreolharam rindo.
- Como assim trazê-lo até você? O que você vai fazer?
Senti a raiva subir meu pescoço.
- Não é da sua conta o que vou fazer! Vocês são pagos apenas para irem buscá-lo!
- Uh, ela ficou nervosa – rachou os dois.
- Vocês têm até depois de amanhã para trazê-lo a mim – disse eu enquanto os dois continuavam a rir. Gente retardada.
- Eu não estou brincando! Se não o trouxerem, serão dispensados!
O sorriso sumiu do rosto deles
- Pode deixar chefia! Vamos trazê-lo.
- Isso mesmo – disse eu e voltei à mansão
Alexia PDV
Descemos para começarmos a ceia. Para minha surpresa, eles iniciaram uma oração antes da ceia.
- Queria agradecer – começou a Sra. Stone – Primeiramente a Deus, por nos ter fornecido esse grande Natal. Obrigado por tudo.
Família religiosa. Eu fiquei ali ouvindo as orações meio que pastando.
Olhei para o peru. Parecia tão saboroso.
- Agora podemos nos servir – disse ela com cara de freira
Fora o melhor natal da minha vida. Eu e Lorena conversamos muito, conheci a família dela e aprendi... Que Beleza e dinheiro não são importantes.
Olhei para o relógio. Eram 11 horas da noite. E eu não estava com nem um pouquinho de sono.
- O que acham de dançarmos? – disse o Sr. Stone e colocou uma espécie de “Funk” cristão.
Eu não tinha coragem de dançar aquilo. Mas parecia que eles não se importavam. E estavam se divertindo.
- Vem Alexia! – chamou Lorena. Ela dançava muito bem. É, eu tinha que perder a vergonha e aproveitar.
Me levantei e começar a dançar.
- Isso Alexia! – gritou a Sra. Stone – Mexendo o Popozão! Mexe esse esqueleto, garota!
Eles ainda me matam de vergonha.
- Requebrando!! – gritava Lorena. Gente, eu estava rindo muito! Que família maluca.
Eu já estava suada, porém estava me divertindo muito.
Deixei o povo lá for ano quintal e voltei para dentro de casa. Estava muito cansada. Aquele sem dúvidas tinha sido o maior natal da minha vida.
E eu estava errada.
Quando entrei, estava sentindo um cheiro de gás fortíssimo.
Saí correndo.
Lorena PDV
- AAAAAAH! É O FIM DO MUNDO! – disse Alexia correndo e depois tropeçou, bateu a cara no chão e não se mexeu.
- Alexia! – Eu e mamãe corremos para ajudá-la.
- Alexia! O que houve? – perguntei pasma. A garota chegava estava verde.
Papai começou a se encaminhar na direção da casa. Ficamos observando. Ele acendeu a luz...
BOOOOOOOM!
- ARRAY! – berrou minha mãe e me jogou no chão para escapar da explosão.
Com os cabelos chamuscados e o rosto arranhado, ergui a cabeça e olhei para onde devia estar a casa. Não tinha mais nada ali. Tudo acabara.
Stephanie PDV
Duas horas da manhã. Eu não estava conseguindo dormir. Eu não estava mais agüentando um dia ao lado dele. Mais tinha que resistir mais um tempo, uma questão de tempo...
Fui até a cozinha para fazer um chá pra mim para ver se eu me acalmava.
Sentei na minha doce poltrona, tentando me aconchegar, estava quase dormindo...
TRIIIIIIM!
Merda. O mundo conspira contra mim. Mesmo contrariada, atendi.
- Alô? – perguntou eu sonolenta.
- Stephanie! – disse uma voz que me lembrou a de Madame Snitch – Preciso de você aqui! Precisamos falar com você! É sério!
- É alguma coisa com Alexia? – perguntou eu passando a mão na cara. Ai que infelicidade.
- Sim! – respondeu a outra e eu ouvi um choro
- Já estou a caminho – respondi e bati o telefone na cara dela.
Olhei para as escadas. Renan não acordaria agora.
Peguei a chave do carro dele, e dirigi até lá.
Cheguei lá e desci do carro. Os encontros de Madame Snitch sempre eram em uma salinha com uma porta preta perto do saguão de entrada. Sei disso porque já entrei nela várias vezes e as notícias não foram lá muito boas.
Adentrei na sala e vi uma cena inesperada. Madame Snitch, tentava consolar uma mulher loira de cabelos longos que parecia fatalmente decepcionada. Do outro lado da sala, identifiquei Alexia, sem aquela peruca loira, com um ferimento no rosto e uma outra garota com os cabelo pro ar.
- Vou precisar perguntar?
- Deixemos explicar – começou Madame Snitch apreensiva. Percebi que Alexia não parava de olhar para mim. Não ia dar a confiança de olhar de volta.
- Alexia passou esse Natal com a família Stone – lancei um rápido olhar para a Sra. Stone – E... Houve um acidente lá... Estava vazando gás, houve uma explosão e o Sr. Stone faleceu. – A Sra. Stone voltou a chorar.
Ajudei Madame Snitch a acalmar a Sra. Stone, era muito ruim perder a pessoa que você mais ama. Porém, o que mais me surpreendeu foi ver a Alexia abraçando aquela garota. Isso era sinal que o plano estava funcionando.
- Nós não temos mais casa... – continuou a Sra. Stone chorosa
Me dirigi a ela
- Tenho um lugar que você pode ficar hospedada Sra. Stone... Disse eu
Os olhos de Sra. Stone brilharam.
Depois de levar a Sra. Stone até a casa de Ellen e me pôr a par do que está havendo, voltei para a mansão. Eu e Sra. Stone tínhamos combinado que era melhor as duas ficarem lá.
Cheguei no estacionamento da garagem e comecei a bater o carro na porta da mesma, amassando ambas. Tenho certeza que o barulho acordaria Renan.
Assim, feito!
- STEPHANIE! QUE DIABOS ESTÁ FAZENDO? – gritou ele de dentro da mansão
Ignorei. Continue a amassar a bater o carro em todo o canto, como se estivesse Bêbada.
- GAROTA, VOCÊ É A ÚNICA QUE SE SATISFAZ QUEBRANDO AS COISAS!
Eu ri alto. Quando ele finalmente apareceu atrás do carro, o mesmo não estava mais nem em condições de andar.
Desci do carro.
- Algum problema, Renan? – perguntei
- Quero divórcio! – Gritou ele
- E eu vou passar a mão no seu dinheiro. Decida-se. – disse eu sorridente e voltei para dentro da mansão.
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