The Beautiful Girl.
30 Capítulo 30 – Ela dança e Preciso da sua ajuda.
Notas iniciais
POV Ally
Nós estávamos em meu quarto, depois de Austin ter ido ao quarto dele tomar banho e eu também tomei em meu quarto.O que eu faço nesse momento? Tentando parar de rir enquanto o idiota lindo do meu namorado me fazia uma sessão insuportável de cócegas. Isso porque eu não concordei quando ele disse que era bonito.
–Vamos All diga. – Ele dizia deitado sobre mim, enquanto fazia mais cócegas em minha cintura.
–V-você é. – Ele parou e eu controlei a respiração me recuperando.
–Sou o quê? – Perguntou com um sorriso torto.
–Com licença, eu estou sem fôlego. – Falei e ele rapidamente saiu de cima de mim. – Eu me levantei e ele deitou rindo.
–Sou o quê? – Ele repetiu sorrindo sapeca.
–Um louco. – ele estreitou os olhos e eu corri para dentro do banheiro fechando a porta assim que entrei.
–Você vai sair daí uma hora... – Eu gargalhei encostada na porta.
–Sabe que eu acho que vai demorar? – Eu ironizei e o ouvi rir do outro lado.
–Vai mesmo? Bom, eu estou indo para a cozinha preparar o lanche, sabe se eu não estou enganado em vi picles na geladeira... – meu estômago revirou e eu mordi os lábios lembrando que eu estava com fome — e eu estou aqui fora sozinho... Então você vai ficar muito tempo aí? – Ele perguntou e eu podia imaginar ele tentando controlar o riso.
–Sabia que chantagem emocional e chantagear com comida uma pessoa que está com fome é injusto? – Eu falei e ele riu
–Vai abre logo. – Eu ri e abri a porta dando de cara com o loiro sem camisa, com a testa apoiada no braço que estava encostado a parede, ficando de frente a porta.
–Você é mal. – Eu disse e ele riu me puxando pela cintura e se aproximando dando um cheiro lento em meu pescoço me fazendo amolecer um pouco.
–Eu sei. – Ele riu e me abraçou – E eu também estou com fome, vamos. – Nós saímos do quarto e seguimos para a cozinha, já eram quase sete horas da noite.
Nós fizemos alguns sanduíches e sentamos a mesa, nós rimos muito, mas fazia alguns minutos que Austin estava calado e quieto apenas observando sua comida.
–Austin? Amor o que foi? – Perguntei chamando sua atenção, o loiro levantou o olhar em minha direção e suspirou.
–Quando vamos nos assumir? – Ele perguntou com um tom baixo e sério.
–Austin nós já conversamos sobre isso, você sabe o que nós combinamos... – Ele revirou os olhos.
–Eu sei! Mas você disse que queria fazer isso para não magoar o Elliot e pelo jeito ele não vai largar do seu pé! Então como vai ser agora? – Ele estava irritado.
–Não é só por ele que nós estamos assim, esqueceu de nossos pais? – Ele respirou fundo.
–Ally eles apoiariam. – Ele falou.
–Você tem certeza disso? Principalmente depois de nós termos ficados sozinhos na casa de campo, Austin você sabe como o papai e o Tio Mike são reservados, se eles descobrissem... – Austin assentiu finalmente concordando.
–Eu sei disso All, mas assim eles nunca vão saber de nós dois? – Ele indagou
–Não é isso que eu quero dizer Austin, eu não quero que eles descubram sobre as nossas férias e não sobre o nosso namoro. Eu confesso que eu tenho medo da reação deles dois, afinal nós sempre fomos como da mesma família, não sei se eles iram concordar. – Ele tomou mais um gole do seu café. – Mas apesar de tudo nós vamos conseguir, eu sei que eles iram concordar, não sei de imediato, mas eles iram. – Eu falei pegando sua mão sobre a mesa e o mesmo sorriu pegando a minha mão e a beijando delicadamente.
–Só espero que isso aconteça logo, eu não suporto mais só poder te beijar aqui. – Eu ri e baguncei seu cabelo o fazendo rir.
–Engraçado como as coisas mudam não é? Antes você nem ligava em me deixar sozinha na escola, sempre ia atrás das líderes de torcida. – Ele de repente me olhou estreitando os olhos e fazendo uma cara de indignado, o que me fez cair na risada.
–Que mentira! Eu nunca te deixei sozinha e você sabe que eu não gosto de líderes de torcida. – Eu ri.
–Ah que pena, logo agora que eu estava pensando em me candidatar a vaga... – Ele tossiu depois de ter tomado o café.
–C-como é? Você só pode estar de brincadeira. – Ele me olhou incrédulo.
–Porque não? Deve ser interessante torcer pelos os meninos do futebol, acho que torceria mais pelo o número 6, ele até que é bonitinho... – Eu falei e ele me olhava com raiva eu não aguentei o jogo por mais tempo e cai na gargalhada enquanto o loiro em minha frente não achava graça nenhuma – Eu estou brincando seu bobo! Eu só seria líder de torcida um dia se você jogasse no time, assim eu expulsaria de campo todas aquelas atiradas e torceria sozinha só para você. – Ele riu.
–Que ciumenta. – Ele indagou enquanto dava mais uma mordida em seu sanduíche.
–Olha quem fala! – Eu revidei e ele piscou para mim.
–Sou mesmo. E muito. – Falou estreitando os olhos para mim e segundos depois nós dois rimos.
–Ally Chegamos! – Minha mãe gritou abrindo a porta e encontrando eu e Austin na cozinha – Oh comida, eu estou morta de fome! – Eu e Austin rimos enquanto ela sentava junto a nós dois, pegando um dos sanduíches que eu tinha feito a mais, exatamente na intenção de deixar para ela. – E então! Como foi a aula e reencontrar os amigos? – Ela perguntou, Austin me olhou e eu sorri para ela.
–Foi bom, estão todos bem. – Respondi antes que ela perguntasse.
–Cheguei! – Meu pai gritou na porta – Olha aí Mike eu disse que ele estaria aqui. – Meu pai falou e detrás dele saíram Mike e Mimi.
–Meu loirinho! Pensei que você tinha saído. – Tia Mimi falou se aproximando de Austin lhe enchendo de beijos na bochecha fazendo todos ali rir, Austin riu e beijou a testa de sua mãe, se levantando e cedendo seu lugar a ela. Por fim, todos estavam com fome e decidimos pedir uma pizza e refrigerante, Austin ligou pedindo e logo todos nós fomos para a sala assistir, esperando a comida chegar.
Jantamos nossa pizza juntos, sempre rindo e em família como sempre fizemos, Os pais de Austin se despediram e foram embora dizendo que iam fechar a porta e que Austin entrasse pela varanda, como o normal. Meus pais subiram dizendo estar cansados e eu e Austin ainda ficamos assistindo um filme, até que a campainha tocou.
Eu estava deitada e com preguiça então pedi para que Austin abrisse e lá apareceu um ruivo todo animado.
–Oi Ally! – Ele semicerrou os olhos para Austin – Você não tem casa mais não? – Austin estirou língua para ele e Dez entrou sentando ao meu lado.
–Oi ruivo! – Falei e ele sorriu bagunçando meu cabelo.
–Allyzinha! Como está? Está tudo bem meu amor? Precisa de algo? – Dez falou fazendo com que eu e Austin olhássemos desconfiados para ele.
–O que você quer? – Indaguei direto ao ponto e o ruivo riu.
–Nada, porque eu teria que querer algo? – Ele disfarçou olhando para os lados e depois praticamente pulou em mim – Ai Ally, por favor, me empresta o jogo de dança do Xbox? Por favor, eu prometo que tomo cuidado! – Ele falou choramingando e Austin só ria.
–Dez, o jogo é da Trish, ela disse que não era para eu te emprestar porque você é desastrado. – Ele fez uma careta e depois sentou.
–Então joga comigo? Vamos Austin a convence, eu tô entediado. – Ele perguntou com o olhar brincando e eu ri.
–Eu? Porque eu? – Austin perguntou e eu ri.
–Porque você sempre consegue convencê-la. – Ele explicou como se fosse o óbvio e Austin riu enquanto eu revirava os olhos.
–É sempre assim. Você só quer jogar comigo porque eu não sei dançar, joga com o Austin! – Provoquei e Austin gargalhou.
–Contra ele? Ally eu gosto de jogar, e gosto mais ainda de ganhar! Eu nunca ganhei numa disputa de dança contra ele, já contra você é fácil, fácil. – Estreitei os olhos e Austin só caiu na risada.
–Sabia que me humilhar não é o maior jeito de me pedir com carinho? – Perguntei encruzando os braços e ele riu.
–Vamos baixinha, hoje eu estou meio animado. – Ele falou e Austin fez uma careta de confuso.
–Por quê? – O loiro perguntou.
–E eu lá sei! Até parece que não conhece o ruivo lindo aqui. – Dez falou e nós três nos encaramos sérios e depois gargalhamos.
–Vamos! Eu vou jogar com você. – Ele pulou animado e com a ajuda de Austin afastou o sofá para dar mais espaço.
Ele começou a dançar Livin La Vida Loca de Rick Martin, e eu nunca tinha rido tanto. Dez pulava e sacudia as mãos freneticamente, sem falar dos pés num ritmo agitado e um sorriso gigante no rosto. Realmente era muito engraçado vê-lo dançar, Austin ficou vermelho de tanto rir e eu sempre amei a risada dele. E então chegou minha vez. Não é que eu não dançasse bem, é só que eu sempre ficava com vergonha de dançar na frente dos meninos ou de qualquer pessoa, então eu acabava ficando desengonçada. A música que o jogo escolheu para mim foi Genie In a Bottle, de Christina Aguilhera. Que ótimo, uma música sensual, era só o que me faltava. No começo eu fiquei vergonhosa, mas o olhar curioso de Austin me motivou. A coreografia da música exigia movimentos um pouco lentos e muito sensuais. A feição de Austin mudou, ele nem piscava na verdade, e Dez estava boquiaberto. Eu me soltei de vez, dancei todos os passos que o jogo apontou e ainda acrescentei outros um pouco mais ousados, Austin sorria de canto às vezes quando eu dançava diretamente para ele. Bom quando a música acabou eu fiquei esperando o resultado e sim, eu tirei a nota máxima. Dei pulinhos de alegria e Dez não sabia se ficava com raiva ou se ficava pasmo.
–Ally... Mas você não dança! Nunca dançou! Como pode! – Dez estava irritado por ter perdido e eu só ria.
–Eu nunca consegui dançar na frente de vocês, por isso achavam que eu não dançava, quer dizer eu não danço. – Falei e como tinha ganhado era a minha vez de começar, então a próxima música que o jogo escolheu foi Crazy in Love da Beyonce, que digamos que exige muito jogo de cintura e movimentos provocantes, dançar bem uma música da Beyonce não é para qualquer uma. E assim eu dancei, Dez me olhava indignado e orgulhoso ao mesmo tempo, e Austin me encarava com um sorriso bobo, e às vezes eu via suspirar, quando Dez olhava para ele, o loiro disfarçava.
–Ganhei uma pontuação alta! – Eu gritei dando mais pulinhos de alegria quando a música acabou.
–Quer saber? Eu não quero jogar mais! – Dez levantou do sofá emburrado e eu e Austin rimos – Vou indo, até amanhã nova dançarina! – Ele falou com ironia, enquanto beijava minha testa e ia até Austin fazendo o cumprimento deles. (Valeu)
Quando o ruivo fechou a porta um loiro surpreso e curioso andou rapidamente à minha frente.
–Pode me explicar o que foi isso? –Ele perguntou – Como você dança assim e eu não sabia? – um sorriso torto e malicioso se instalou em seu rosto.
–Ah meu loirinho, há muitas coisas que você não sabe. – Falei bagunçando o cabelo dele e indo desligar o jogo.
–Ah é? – Senti os braços dele rodear minha cintura por trás e o corpo dele colar ao meu, sua boca estava próxima ao meu ouvido e eu pude me arrepiar ao sentir sua respiração tão perto.- interessante.
POV Austin
Nunca gostei tanto de assistir uma pessoa dançar Xbox. Isso porque essa pessoa era Ally, e ela dançava provocativamente com aquele short que é um atentado a minha sanidade. Cara como ela dança! Eu não fazia ideia que ela dançava tanto, e em Crazy in Love eu tive certeza.
Depois que ela guardou o jogo eu a beijei, o que a fez corresponder imediatamente. Nós arrumamos tudo e subimos, a morena disse que ia tomar banho e eu me dirigi ao meu quarto indo tomar um banho para dormir também, quando eu olhei pela varanda Ally não estava no quarto então decidi deitar um pouco em minha cama enquanto a morena não aparecia. O sono acabou me vencendo.
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Acordei com o despertador, me levantei e fiz minha higiene matinal indo em seguida ao quarto da Ally.
A morena dormia tão tranquilamente que eu tive pena em acordá-la.
–ACORDA ALLYCIA! – Joguei a almofada nela, que despertou de repente com o susto.
–Seu loiro oxigenado! Quer me matar de susto! – Ela reclamou enquanto eu tinha uma séria crise de risos ao vê-la toda irritadinha com o cabelo bagunçado e com cara de sono.
–Bom dia meu amor! – Falei carinhoso enquanto ia beijá-la, ela pulou da cama ficando logo em pé.
–Vem agora cheio de mimo? Pois agora licença que eu vou tomar banho. – Ela falou tentando parecer séria, o que comigo não cola. Eu fui mais esperto dessa vez, quando ela pensou em correr e se trancar no banheiro, eu fui mais rápido e barrei a porta.
–Nada disso mocinha! Você não vai fugir de mim hoje, — ela riu – Ally... – Eu peguei no cabelo dela e ela me olhou com desconfiança – Que tal você deixar eu tomar banho com você hoje? – Não tive como não rir com a cara assustada que ela fez.
–Austin se você for tomar banho comigo, a gente vai acabar não indo para escola hoje. – Ela falou rindo — Agora por favor me deixe passar, nós vamos acabar nos atrasar. – Eu bufei e ela riu, de um só braço rodeei sua cintura e a puxei para mim.
–Mas não pense que eu não vou cobrar esse banho. – Falei no ouvido dela, e mordisquei sua orelha, ela me deu um leve tapa rindo e eu dei passagem para que ela entrasse. Quando ela ia entrar, virou-se me olhando com os olhos semicerrados.
–Nem pra desejar boa noite ontem não é? – Eu ri e ela também.
–Acabei dormindo, desculpe. – Ela jogou os cabelos para trás.
–Eu sei que você dormiu, afinal quem você acha que te colocou direito na cama, te cobriu e apagou a luz? – ela falou sorrindo.
–Você foi me ver e não me acordou? Não queria dividir a cama comigo ontem? – Perguntei e ela riu.
–Não é isso, é que eu não consigo fazer com você o que você fez comigo agora – Ela falou a ultima parte irritada enquanto lembrou e eu ri – Você dorme tão sereno e calmo que eu não tive coragem de te acordar, e outra que te trazer ao meu quarto pela árvore com você tão sonolento daquele jeito era pedir para te ver levar uma queda. – Ela gargalhou – Agora vamos, se não vamos ter que correr para pegar o ônibus. – Beijei sua bochecha, pois já estava acostumado com o fato de que ela não gosta de ser beijada assim que acorda. Diz ela que o hálito dela não é o melhor, mas não me importo. Mas pra evitar que ela ficasse irritada e me batesse decidi beijá-la depois.
Ela foi tomar banho e eu fui me arrumar.
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Minhas primeiras aulas não foram com a minha morena, e sim com o Dez. Ele passou o tempo inteiro reclamando que a Ally deveria ter dito que sabia dançar e ele me acusou que eu já sabia. Quando eu neguei, ele disse que acreditava em mim, porque minha cara de idiota vendo ela dançar me denunciava, desconversei e não precisei dizer mais nada pois professor de química chamou a atenção do ruivo tagarela.
–Esse careca. – Dez reclamou com raiva.
–Eu ouvi cabelos de fogo. – O professor falou e todos da sala riram.
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Estava na hora do intervalo, fomos para a cantina e Ally ainda não tinha chegado, mas para o meu alívio ou não, Elliot estava sentado à mesa. Ele parecia não querer muito papo com ninguém, sua expressão não era de muito contente. De repente a minha morena apareceu chamando a atenção de alguns idiotas que estavam ali, ela passou comprando seu lanche, e depois sentou ao meu lado de frente à Elliot, Dez e Kira conversavam e Kira ria muito com o ruivo.
–Desculpem a demora, a professora quis conversar um pouco depois da aula. – Ally se explicou e sorriu tímida.
Dez sempre trazia assuntos variados e Elliot muito pouco dizia algo, todos já tinham entendido que ele não estava muito para conversa. O Intervalo acabou, e todos nos despedimos, Ally e eu teríamos a aula de literatura juntos na qual iríamos entregar o trabalho que fizemos.
Quando o corredor estava vazio e nós caminhávamos em silêncio, senti uma mão me puxar para o lado e eu de repente estava na sala do zelador. Não pense duas vezes e a beijei rindo.
–Sabe, que tal aqui ser nosso lugar de encontro? – Ela perguntou acariciando minha nuca, o que fez uma onda de arrepios me atingir.
–Não acho uma má ideia sabe? – Falei e ela sorriu.
–Agora temos que ir. – Ela falou segurando minha mão, e colocando a cabeça para fora da porta vendo se podíamos sair, e quando ela fez sinal de positivo e nós fomos para a sala.
Gostaria de ter ficado provocando ela na aula, mas a professora fez um circulo para discutir os trabalhos feitos e Ally riu da minha cara de insatisfeito.
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–Austin eu vou buscar o Dez, ele tá demorando demais. – Ally reclamou e eu sorri assentindo. Estávamos encostados na parede do lado de fora da escola, as aulas já tinham acabado. Vi a morena se afastar e pouco tempo depois Elliot apareceu em minha frente.
–Austin eu preciso falar com você. – Ele falou e eu posicionei direito a mochila do lado direito do corpo.
–Aconteceu alguma coisa? – Tentei me demonstrar pacífico, acho que deu certo.
–Eu, eu preciso da sua ajuda.
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