The Beautiful Girl.
31 Capítulo 31 - Banhos e Futuras Visitas
Notas iniciais
Pov Austin
–Como assim minha ajuda? Pra quê? — E eu já sabia o que viria a seguir.
–Com a Ally. — Ele falou — Ela deve ter te contado sobre ontem, Austin vocês são como irmãos e... — Rapidamente eu o interrompi.
–Opa opa! Nada disso! Eu e Ally somos amigos mas não tem essa história de sermos quase irmãos não! — falei e ele me olhou confuso.
–E porque não? — ele pareceu desistir de ouvir a resposta — olha Austin, ela me disse que ainda gosta de um cara aí, e eu preciso da sua ajuda. Você sempre foi o mais próximo dela, você tem muita influência, por favor me ajude a conquistá-la. — eu estava com tanta raiva no momento, mas lutei para não demonstrar isso.
–COMO É QUE É? Você enlouqueceu?! — Eu estava com muita vontade de socar ele — Eu não vou ajudar em nada. -Falei tentando me manter calmo.
–Austin qual é! Você é o melhor amigo dela, deve saber como eu devo conseguir conquistá-la, não custa nada me ajudar. — Ele falou.
–Eu não vou fazer isso, se ela não te quis você deveria aceitar, eu conheço a Ally, ela não vai querer. Desista e siga em frente Elliot. — Eu disse
–Eu não vou desistir, eu a amo! — Meu sangue subiu.
–MAS ELA NÃO TE AMA! Coloca isso na sua cabeça de uma vez, ela gosta desse cara que ela falou, ela o ama, e contra isso você não pode lutar. — Ele ficou irritado.
–E quem é ele? Você o conhece? — ele indagou.
–Eu não vou falar mais nada, se ela quisesse que você soubesse ela mesmo tinha contado. Não conte com a minha ajuda Elliot se ela não te quis eu não tenho nada haver com isso, eu não vou me meter nas decisões da Ally.
–Porque você é tão contra que eu fique com ela? -Ele perguntou sério.
–Isso é você que está dizendo, eu só não quero me meter nesse assunto, agora se me dá licença, eu preciso ir embora. — A passos firmes e raivosos sai de lá indo em direção a onde a minha morena poderia estar.
Como eu desconfiava, lá estava ela discutindo com o Dez por ele ainda estar copiando o assunto, o ruivo sempre ficava por último.
Se eu não tivesse com tanta raiva eu teria rido, mas meu humor não estava um dos melhores no momento.
–Vocês não vêm? — Perguntei, Ally assim que me olhou soube que tinha algo errado.
–O que houve? — Ela perguntou e Dez me olhou por um instante e depois voltou a sua atenção ao quadro.
– Nada eu só quero ir embora vamos? — Ela pareceu ler em meus olhos que eu não podia contar na frente do Dez, então assentiu discretamente.
–Dez, nós vamos estar no ponto de ônibus não demora! — Ally falou autoritária e o ruivo levantou as mãos em sinal de rendição rindo logo em seguida.
Caminhamos em silêncio até o ponto do ônibus e finalmente estávamos sozinhos. Senti a mão delicada de Ally tocar em meu braço pedindo para que eu parasse de andar.
–O que aconteceu Austin? — Ela perguntou me olhando bem fixamente nos olhos, eu sabia o que ela estava fazendo. Ela conseguia me decifrar somente pelo olhar.
–O Elliot. Acredita que ele veio me procurar me pedindo ajuda? Ele quer que eu o ajude a te conquistar! — Eu esbravejei entre os dentes, Ally se surpreendeu.
–C-como? — Ela indagou — Ele está louco? Como assim pedir ajuda? — Ela estava irritada — Eu já disse que não quero, ele tem que aceitar! — Ela gritou.
–MAS ELE NÃO VAI! E EU TE DISSE! ENQUANTO ELE TE VER SOZINHA E NÃO SOUBER QUEM É ESSE TAL CARA QUE VOCÊ GOSTA ELE NÃO VAI DESISTIR! — Eu também gritei e Ally suspirou cansada.
–Porque que eu tive que me envolver com ele! Que droga! Tudo isso é culpa minha! — Ela gritou. -Austin desculpa, eu sei o quanto você está... — E Dez apareceu correndo.
–Cheguei a tempo! Vamos lá vem o ônibus! — Ele nos puxou e nós o seguimos.
No caminho todo eu me mantive calado, eu estava com muita raiva para conversar e Ally também. Dez pareceu perceber que nós não estávamos bem, por isso mal falou nada. Nos despedimos dele e seguimos para casa, Ally entrou na casa dela e eu a acompanhei.
–Austin, eu... — Ela começou e eu a interrompi.
–Eu não aguento mais olhar na cara dele, eu juro Ally foi por muito pouco que eu não perdi a paciência com ele hoje. — ela suspirou.
–Eu sei! Ele tem que se tocar que eu não o quero, e tem que ser definitivo. — ela falou.
–Mas não dá pra fazer isso sem nós dois dizermos a verdade. — Ela ficou triste por um momento e eu soltei a minha mochila a abraçando logo em seguida. -Vai ficar tudo bem, ele só tem que ficar longe de você e de mim. -Ela riu.
–Eu sinto muito por hoje. -Ela disse que eu ataquei seus lábios em resposta.
Quando o ar nos faltou a morena sorriu depositando alguns selinhos finalizando o beijo.
–O que você quer fazer agora? — Perguntei enquanto ela bocejava. -Pelo visto está com sono, quer dormir? -Indaguei.
–Você vem também? — Ela me perguntou, eu assenti sorrindo e Fechei a porta da casa, seguindo a baixinha que já estava indo ao quarto.
Eu ainda estava irritado, mas eu não ia atrapalhar meu relacionamento com a Ally por causa do Elliot.
Entrei no quatro e lá estava ela, sentada em sua penteadeira. Ela já estava descalça e agora estava começando a tirar os brincos e ainda não tinha percebido que eu estava na porta a analisando.
–O que foi? -Ela perguntou rindo.
–Só admirando. Você é linda, — Ela corou -Quer ajuda? -Perguntei caminhando para perto dela.
Eu afastei seus cabelos os colocando de lado e tirei seus brincos depositando beijos delicados em seu pescoço. Vi pelo reflexo do espelho, Ally de olhos fechados sorrindo.
–Tá se aproveitando Moon? -Ela perguntou e eu ri.
–Só um pouquinho, sabe agora a gente tá com tempo livre para aquele banho... -Falei e ela pareceu ficar nervosa. Tipo, muito nervosa.
–A-austin...- Ela sussurrou.
–Shiu, relaxa. — Eu falei e ela suspirou, eu comecei uma trilha de beijos desde o pé de sua orelha até seu ombro e vi sua pele se arrepiar totalmente com o meu toque.
Quando ela abriu os olhos vi que assim como os meus estavam mais escurecidos, pelo desejo.
Vi seu sorriso tímido aparecer em seu rosto quando eu virei a sua cadeira de frente para mim. Eu estava sentado em sua cama e a morena agora tinha se levantado e andado em minha direção.
–Eu com certeza sou o cara mais sortudo que existe. — Eu falei e a morena sorriu, enquanto sentava em meu colo, com os joelhos dobrados, cada um ao lado do meu corpo. Ela ainda estava distante, com um só braço rodeei sua cintura e a puxei colando seu corpo ao meu.
–Que galanteador Austin Moon... — Ela falou em meu ouvido, e logo em seguida mordiscou minha orelha, fazendo que eu instantâneamente me arrepiasse.
–Com você? Sempre serei. — Falei com a voz rouca também em seu ouvido, enquanto descia as mãos por suas costas em direção a sua cintura. Ally começou a beijar meu pescoço, ao mesmo tempo que acariciava meus cabelos e minha nuca.
Senti suas mãos irem a barra de minha camisa e sorri ao vê-la se afastar um pouco para que conseguisse com a minha ajuda tirá-la.
Senti suas mãos tatearem meu corpo enquanto eu a beijava com intensidade.
Eu me levantei e Ally rodeou minha cintura com suas pernas enquanto eu segurava firmemente seu corpo. Lentamente caminhei em direção ao banheiro, enquanto acariciava suas costas por debaixo da blusa e ela mordiscava meu lábio inferior.
A morena fechou a porta depois que passamos e eu entrei no box ainda com ela no colo. Ela se assustou assim que sentiu a água nos molhar, ficando cada vez mais colados. Lentamente tirei sua camiseta dos Beatles e a Vi escorregar do meu corpo ficando em pé. Eu a olhei confuso, não sabia o que ela estava pretendendo com aquele olhar meigo e misterioso. Contornando meus ombros com a ponta dos dedos ficando atrás de mim. Suas mãos pequenas acariciaram minhas costas fazendo-me fechar os olhos por um breve momento aproveitando a sensação. Senti um líquido gelado em minhas costas, Ally estava agora a me dar banho. Ela tinha passado sabonete líquido em mim e com uma esponja começou a esfregar devagar, ouvindo seus risos tímidos.
Quando terminou me empurrou um pouco para debaixo da água e alisando minhas costas a enxaguou.
–Minha vez não acha? — Falei roubando-lhe uma alta risada. Ela assentiu e eu a trouxe para mais perto pela cintura. — Sinto muito meu amor, mas vou molhar seu cabelo. — Ela riu assentindo. Coloquei seu cabelo de lado e beijei seu pescoço sentindo Ally amolecer um pouco em meus braços. Eu lavei seu cabelo, assim como seus ombros e suas costas, e depois que ficamos totalmente despidos desliguei a água e a carreguei para o quarto. Ainda molhados, Deitei sobre ela e pude beijá-la e amá-la com uma intensidade e com um amor totalmente incondicional.
POV Ally
Eu realmente me surpreendi ao saber o que Elliot tinha feito. Eu sinceramente estou cansando de tudo isso. Ele disse que não ia insistir e agora está pedindo ajuda aos outros? Só era o que me faltava. O mais incrível é logo a quem ele foi pedir. Eu imagino que Austin deve ter chegado ao limite de sua paciência e sinceramente eu não sei até quando ela vai durar, assim como a minha também.
Antes eu o amava e sofria por não tê-lo, agora sou a namorada dele, mas não posso demonstrar que sou. E isso a cada dia se torna mais frustante.
Eu sei que isso parece ser minha culpa, que eu não devia me importar muito com o Elliot, mas não é só por ele que eu faço isso. Eu realmente não faço a mínima ideia de como meus pais agiriam. Nossas famílias sempre foram unidas, meu pai e tio Mike são como irmãos, e isso meio que afeta a minha relação com Austin. Além do fato de eles serem muito conservados, se sonharem que eu já sou mulher e ainda por cima de Austin, não quero nem pensar no que eles poderiam dizer.
Mas como eu disse a Austin, eles vão entender. Eu não vou esconder meu namoro para sempre, e eles terão que aceitar.
E esqueci de comentar, que banho incrível. O melhor banho que já tomei em toda minha vida.
Estava agora vendo Austin quase dormir, enquanto eu estava deitada sobre seu peito.
– O que foi? — Ele perguntou sorrindo com voz de sono enquanto fechava os olhos.
–Eu que sou a garota maia sortuda que existe. Obrigada Austin. — Ele franziu a testa confuso e me apertou mais contra si.
–Pelo o quê? Pelo banho, amor esse foi o primeiro de muitos. Isso eu garanto. — Nós rimos.
–Não é isso seu malicioso, — ele sorriu de lado e me encarou com seus olhos de uma cor castanha e de um brilho intenso. — Obrigada por ser assim, tão maravilhoso comigo. Eu não merecia alguém como você.
–Nunca mais repita isso Allycia. — Ele me olhou sério — Eu que não merecia alguém tão amável, meiga e incrível como você. Você é meu porto seguro. É minha All. — Senti uma explosão de borboletas fazendo festa dentro de mim, eu estava tão emocionada em ouvir aquilo.
–Você é meu anjo, meu Austin. — Ele sorriu e beijou o topo da minha cabeça e fechou os olhos se entregando ao sono, assim como eu.
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–Amor eu tô indo, seus pais estão perto de chegar. Levante All, você não comeu quase nada hoje e seria difícil explicar o porque de você estar assim. — Ri e abri os olhos percebendo que ainda estava apenas coberta pelo lençol.
–Culpa sua seu loiro lindo. — Ele piscou e saiu já vestido para o seu quarto. Me levantei, tomei uma ducha, vesti um short e um simples moletom, pentei os cabelos e os prendi num coque frouxo, calcei as minhas sandálias e desci. No momento em que eu devorava um pote de picles meus pais entraram.
–Temos novidades filha! — Meu pai falou sentando ao meu lado no sofá. — Lembra do nosso amigo, que emprestou a casa de campo? — Eu assenti.
– Ele vai precisar viajar com a esposa a negócios e a filha dele ficaria sozinha em casa por algum tempo, então seu pai e o Mike concordaram em trazê-la para cá. Ela ficará aqui conosco. — Minha mãe falou e eu sorri.
– Que legal gente, e qual a idade dela? — Eu perguntei.
–16 anos, ela fará 17 brevemente. -Meu pai respondeu.
– E seu nome? — Perguntei e minha mãe me respondeu.
–Piper, Piper Salvatore.
Pode ser besteira, mas escutar esse nome fez com que um frio na espinha me atingisse. E eu ainda não sei o porquê.
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