Notas iniciais
Mil desculpas pela demora, mas isso é da vida, certo? Certo u_u

Não me recordo o momento em que havia dormido ou sequer cochilado. Estava ainda totalmente atordoado com o que havia acontecido que ter adormecido me pareceu algo que fosse capaz de me esvair por míseros instantes do estrago que eu havia causado a Chanyeol naquela semana. Eu havia me esquecido o quanto eu era capaz de fazê-lo sofrer em tão pouco tempo, eu me sentia a pior pessoa do mundo por tê-lo feito sofrer do jeito que havia feito. Aos poucos ia abrindo meus olhos e aquela luz branca do quarto me fez querer tornar a fechá-los mais uma vez. Mas não, eu pretendia ficar esperando que ele acordasse e que eu pudesse ser o primeiro que ele visse assim que tornasse a abrir aqueles olhos de castanhos tão profundos.

Um suspiro baixo me escapou dos lábios e me ergui do sofá. Acabei dormindo sentado e precisava me esticar um pouco. Ergui meus braços estralando algumas partes dos mesmos e meneei a cabeça para os lados para melhorar a pequena dor que sentia no pescoço. Respirei fundo e fui até a cama de Yeollie, observando sua expressão calma e logo levei minha mão esquerda até sua bochecha, acariciando-a levemente como se aquilo fosse capaz de acordá-lo e deixá-lo próximo a mim.

Assustei-me quando vi sua respiração alterar-se minimamente e seus olhos se abrirem aos poucos. Eu poderia ter tido tantas reações naquele momento, podia ter gritado de alegria, podia ter pulado, mas meu organismo preferiu a pior para aquele momento: chorar. Vê-lo abrir os olhos me fez chorar, as lágrimas rolavam em meu rosto sem pudor algum como se há muito tivessem sido seguras e que só precisam de uma pequena brecha para se deixar levar. Ele me encarava como se não entendesse muito a minha reação, se bem que nem eu me sentia apto a entender o que ocorria comigo naquele momento.

- Me desculpa, Hyun... – Desviou o olhar de mim e arqueei uma das sobrancelhas.

- D-desculpar pelo que, Yeollie?

- Por ter te preocupado, por ter me distraído e não olhar para os lados antes de atravessar aquela rua... – Ele respirou fundo. -... Por ter te deixado só e não ter te apoiado.

- Shh... – Levei o indicador até seus lábios. -... Você não tem o porquê de pedir desculpas, Yeollie. A culpa de tudo isso é minha, se eu não fosse egoísta do jeito que sou e não fosse tão medroso o quanto sou, nós não estaríamos nessa situação atual e nem você estaria aqui nesse hospital, machucado desse jeito. Eu sinto muito.

Fora a última coisa que me senti capaz de dizer até que ele segurou meu braço e me puxou para baixo, deixando meu rosto próximo ao seu e então selou meus lábios. Quantas saudades eu havia sentido dos seus lábios, do gosto doce que eles tinham. E naquele instante eu senti minhas lágrimas tornarem a cair e com elas levando minha culpa embora, ou talvez me esvaindo de boa parte dela. Pude sentir a mão de Yeollie em minha face, limpando minhas lágrimas e me fazendo sorrir de leve contra seus lábios, até que nos afastamos minimamente.

- Eu senti sua falta. – Sussurrou ao que acariciava minha bochecha.

- Eu também senti a sua, Yeollie. Promete que não vai me deixar mais fazer uma besteira dessas?

- Prometo.

E então tornou a me beijar. É... Eu sabia que ele realmente não me deixaria fazer mais alguma coisa que nos comprometesse. Yeollie iria ser o melhor protetor que eu já tive, disso eu tinha certeza.

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As coisas haviam mudado particularmente naquele mês. Yeollie havia saído do hospital, havia tido uma ótima recuperação, eu havia arranjado um emprego e fui morar com Chanyeol. Sim, eu havia ido morar com ele. A pior parte de ter ido embora de casa, foi o fato de minha mãe praticamente ter chorado e muito por minha partida, ela normalmente não se mostrava prestativa comigo ou até mesmo amável, mas ainda sim ir embora lhe doía. A decisão foi minha, eu sabia o quanto doeria nela, mas apesar de tudo ela sabia que eu a amava e que aquilo era o melhor para nós. Já tinha tempos que meu pai queria que eu me mandasse de casa para ele eu não passava de uma aberração.

“Um garoto gay em casa. É isso mesmo que está acontecendo comigo? É bom que ele vá embora logo e assim todos meus problemas estão resolvidos.” Era isso que ele sempre dizia. Sempre podia ouvir seus resmungos para minha mãe de que eu não prestava e que não era digno de estar debaixo do mesmo teto que ele. Claro, como se eu fosse digno de ser filho dele e nem queria ser. Meu pai era do tipo pessoa arrogante e preconceituosa, o pior tipo de ser humano capaz de existir. Tinha sorte de em nenhum dia ele pensar em erguer a mão para mim, talvez fosse porque ele ainda sentia que era seu filho e bater nele não faria sentido ou me faria “menos” gay. Minha família era um caso sério de ridicularidade e preconceito, ainda me perguntava como estava ali todo esse tempo, talvez fosse porque apesar de tudo o que aconteceu a mim, ainda eram meus pais, ainda era minha família. Mas eu havia feito um trato a mim mesmo de que iria morar com Yeollie e que iria cuidar dele.

Coisa que ultimamente não havia surtido muito efeito. Estava me desdobrando em dois para não só dar conta da faculdade, como também do emprego. Mesmo morando com ele, me sentia na obrigação de ajudar-lhe a pagar as contas, não iria deixá-lo pagar tudo sozinho com o dinheiro que recebia mensalmente dos pais. Não, eu não era assim. Yeollie dizia que era questão de orgulho meu porque querer ajudá-lo a pagar as coisas já que ele podia fazer isso com o dinheiro que recebia. Mas de que adiantava ir morar com ele e não ajudar em despesa alguma? Eu me sentia estranho ao deixar que ele fizesse tudo por isso havia optado por arranjar um emprego, sem contar que assim acabaríamos comprando logo nosso carro, ou não, iria depender do muito do que viesse acontecer com nós dois.

O futuro era incerto e isso eu reconhecia muito bem.

Deixei que um suspiro baixo me escapasse dos lábios e terminei de me arrumar. Era sábado e aos sábados eu também trabalhava, ou era isso ou ficava sem dinheiro algum no final do mês. Não reclamava, aliás até que gostava do que havia adquirido. Era um emprego numa agencia de viagens onde a maioria das pessoas que vinham eram de outros países, eu gostava dessa área então escolhi porque se assemelhava também ao meu curso na faculdade.

Estava arrumado, pelo menos o suficiente para não passar muita vergonha lá. Usava uma camisa preta lisa, uma calça jeans skinny e meu tênis preferido. A moça que deixou que trabalhasse lá disse que esse meu jeito meio despojado me ajudava na relação com os clientes, ainda mais que eu tinha uma aparência muito boa. Com isso eu tinha que concordar. Deixe-me rir só de lembrar disso.

Riso esse que se transformou em um sorriso quando vi Chanyeol entrar na cozinha, apenas usando sua calça do moletom e um colar de militar, daqueles com chapa de identificação que até hoje eu não entendia o porque dele ter um daqueles.

- Bom dia, Yeollie. – Sorri ainda mais largo ao que ele se aproximou.

- Bom dia, meu amor. – Ele sorriu e me abraçou por trás, desferindo um beijo em meu pescoço. – Por que arrumado logo cedo?

- Eu vou trabalhar. Esqueceu? – Virei a face minimamente para poder observá-lo.

- Aish, mas você anda tão ocupado ultimamente. A gente mal tem tido tempo pra namorar... Pra fazer amor...

Aquilo era verdade, ultimamente os poucos momentos que tinha junto dele se resumiam comigo adormecendo em seus braços e não fazendo nada mais. Sei que toda vez que chego em casa que me deito em seu colo no instante seguinte estou adormecido, é as coisas haviam mudado um pouco. Ele passou a desferir selares em meu pescoço e vez ou outra se limitava a mordiscar minha pele e subir os beijos até a lateral de minha face me fazendo soltar um suspiro pesado.

- Não dá, Yeollie. Tenho que ir trabalhar.

- Não vai... – E ele desceu as duas mãos até a barra da minha calça, circundando-a. -... Fica aqui com seu Yeollie.

E então apertou minhas nádegas com força, me fazendo soltar um gemido baixo. Droga, tão pouco e eu já estava desejando-o. Depois de tê-lo feito, Yeollie me virou para si e atacou meus lábios de uma maneira tão necessitada que fazia tempos que não o via desse jeito. Me fora quase impossível de retribuir aquele beijo ávido que me dava, ainda estava aéreo com tamanha atitude partida dele. Levei meus braços até seu pescoço, contornando-o e trazendo-o mais para mim. Ah, o calor de seu corpo que há tempos não sentia.

Ele deu alguns passos para frente e me prensou contra a mesa da cozinha. Nem que eu quisesse seria capaz de escapar dele. Pôs uma de suas pernas por entre as minhas prendendo-me ainda mais ali e como se não fosse o suficiente ele ainda fazia questão de roçá-la em meu membro fazendo-me ficar extasiado ao que eu quase não respirava direito ao corresponder aquele beijo e ao que sentia o tecido da boxer atritar em meu membro. É, aquele mês tinha sido tenso demais para nós dois. Porque ver Yeollie desse jeito era quase inacreditável.

Aos poucos foi parando o beijo e logo o sentia prendendo meu lábio inferior com um pouco de força por entre seus dentes me fazendo gemer baixinho com aquilo. Seus beijos passaram a descer desde meus lábios até meu pescoço, tornando a mordê-lo e vez ou outra passando a ponta da língua por onde havia mordido. Minhas mãos passeavam por todo seu peito nu, hora arranhando hora simplesmente passeando por cada centímetro de pele que eu sentia falta de tocar.

Se eu havia sentido falta de todos aqueles toques? Claro que havia e muito. Yeollie fazia parecer que aquele era o último dia de nossas vidas e que aquela era a última vez que iria tocar meu corpo. Me mordia, me arranhava de um jeito que me deixava excitado além dos limites. Sua perna roçando em meu membro fazendo com que eu gemesse com aquilo pedindo por mais e pedia. Pedia porque dependia dele para sentir todos aqueles espasmos gostosos que percorriam todo meu corpo e faziam-me ansiar por mais e mais.

Levou ambas as mãos até minha camisa, puxando-a com toda a pressa que um ser humano poderia exigir pra que pudesse tocar minha pele.

Seus lábios atacavam minha tez, deixando-me marcado completamente. Eu podia sentir minha pele esquentar após cada mordida que ele me dava, sabia que tinha ficado avermelhado, mas não reclamava. Gostava e muito. Suas mãos passeavam por meu corpo assim como as minhas faziam com o seu outrora, porém, diferente de mim ele queria demonstrar quantas saudades havia sentido de mim e o quanto estava necessitado do meu ser. Sorria com aquilo, com o fato de que ele não cogitava a possibilidade de ficar longe de mim, assim como eu não cogitava de ficar longe dele. Eram sentimentos tão recíprocos, tão únicos.

Suas mãos desceram até minha cintura, agora desnuda e me ergueu, fazendo-me sentar no mármore da mesa e entrelaçar minhas pernas em sua cintura, trazendo-o ainda mais para mim, se é que era possível. Levei uma de minhas mãos até a corrente, na parte de trás de sua nuca, puxando-a sem muita força, numa tentativa de fazê-lo olhar para mim. Visto que não o consegui, puxei-a com força fazendo-o ir para trás de encontro a minha mão e logo segurei os fios de sua nuca, acariciando ali como se pedisse desculpas pela força que havia acometido naquele ato.

A mão livre levei até seu queixo, acariciando-o antes de puxar sua face com cuidado para próximo da minha e então lhe selei os lábios de maneira demorada, antes de iniciar um beijo calmo. Já fazia tempos que não parávamos assim para apenas se concentrar em sentir o gosto um do outro. Meus lábios moviam-se brevemente sobre os dele, assim como quando nossas línguas se encontraram, massageando uma a outra, apreciando cada sensação que era causada a ambas as partes. Suas mãos que antes faziam questão de me delimitar, agora acariciavam minha cintura e vez ou outra uma delas passeava por minhas costas, dedilhando um caminho qualquer.

Ousado do jeito que eu era. Levei minha mão que estava em seu queixo até sua nuca, tornando a segurar a corrente enquanto a outra que o fazia, descia por todo seu tronco nu, arranhando-o suavemente e deixando sua pele alva com um caminho róseo devido as minhas unhas curtas. Minha mão finalmente chegou ao cós de sua calça e com a prática que já tinha, abri o botão de sua calça e desci o zíper. Naquela altura eu já tinha tirado meus tênis e com a ajuda de meus pés, desci sua calça, deixando-o apenas com a boxer preta que contrastava com seu tom de pele. Passei de leve dois de meus dedos sobre seu membro já desperto e mesmo ainda coberto por aquele tecido fino, eu sabia que ele havia ficado sem ar por breves instantes.

Levei a ponta dos dedos até a barra de sua boxer, penetrando ali brevemente antes de por toda minha mão dentro daquela peça e tocar seu membro diretamente. Yeollie partiu o beijo para precisar buscar algum ar que pareceu mais do que nunca lhe faltar naquele momento. Não pude deixar de sorrir com tal ato. Com a ponta do dedo indicador toquei-lhe a glande suavemente, arrancando um suspiro baixo dele. Chanyeol havia apoiado brevemente sua face em meu ombro ao que eu lhe tocava daquela maneira.

Apesar de parecer querer que as coisas fossem com calma, queria que ele ficasse mais excitado do que parecia estar, queria dar mais sensualidade àquele momento. Então colei os lábios em seu ouvido e passei a dedilhar e vez ou outra prensar seu membro em meus dedos ao que gemia em seu ouvido.

- Ah... Yeollieeee...

Chamava seu nome de maneira arrastada, necessitada e podia ouvir alguns murmúrios saindo de seus lábios ao que descia a sua boxer e deixava seu membro completamente liberto podendo enfim envolvê-lo com minha mão e fazer movimentos breves e rasteiros sobre seu sexo, fazendo-o soltar um gemido baixinho como se pedisse por algo mais rápido, profundo. Não me contive em deixar um sorriso me adornar os lábios levemente. Puxei brevemente a corrente que ainda estava em mãos indicando que ele erguesse a cabeça e assim o fez. Logo que levantou-se pude ver seus olhos pedindo e implorando por mais. Então empurrei sua cabeça para frente, tomando em posse seus lábios e iniciando um beijo rápido, violento ao que aumentei a velocidade e intensidade daqueles movimentos, sentindo-o gemer contra meus lábios.

Chanyeol queria se afastar para poder gemer, mas eu o impedia de tal ato quando pressionava sua nuca para frente com força, ao menos a força que era exigida para mantê-lo ali, grudado a mim. Apenas me fiz necessário de soltá-lo quando senti sua mão apertar fortemente meu membro por sobre minhas vestes, me fazendo nos separar para soltar um gemido rouco e arrastado. Aproximou seus lábios de meus ouvidos para então sussurrar.

- Deixa o Yeollie fazer as coisas agora, deixa?

Aquele questionamento me soou mais como uma pergunta retórica do que algo que necessitava de uma resposta. Sem muita pressa ele afastou minha mão de seu membro e levou suas duas até o botão de minha calça, abrindo-a e tão logo puxando-a para baixo junto com minha boxer. Se bem que tive que me soltar dele e descer da mesa por breves instantes para ele jogar aqueles panos longe. Agora estávamos ambos nus, um de frente para o outro com um sorriso estampado em nossos lábios. Entre nós dois havia um clima de cumplicidade, paixão, amor. Sentia como se fosse a nossa primeira vez. Ambos encarando um ao outro, abobalhados pela situação.

Podia não estar sorrindo largo por fora, mas por dentro eu tinha um dos maiores sorrisos do mundo.

Meus braços lhe envolveram o pescoço e o puxei brevemente para mim, aproximei minha face da sua, fazendo com que meus lábios roçassem levemente nos seus. Senti suas mãos voltarem a minha cintura e mais uma vez fui erguido, sendo posto sentado sobre a mesa. Não pude deixar de soltar um riso nasal baixo. O concreto gélido em contato com minhas nádegas me fez rir. Antes estava vestido por isso não havia sentido a temperatura dali, agora as coisas eram totalmente diferentes.

Tão logo Chanyeol me deu um breve selar nos lábios e passou a descer seus lábios por toda a extensão de meu pescoço, até chegar nos ombros, descendo por meu peito, parando em meus mamilos. Passou a ponta da língua no direito, circundando-o enquanto o esquerdo era apertado brevemente por sua mão. Espasmos percorriam meu corpo e murmúrios baixos escapavam de meus lábios. Seguidamente ele repetiu o mesmo processo com o mamilo esquerdo e então passou a descer mais por meu corpo, passando a ponta da língua por cada centímetro de minha pele. Até finalmente parar de joelhos rente a meu membro.

Estremeci com aquela simples visão.

Não me recordava a última vez que sentira meu membro envolto na boca de Chanyeol e só de pensar em tê-lo dentro de sua cavidade, me fazia ansiar logo por aquilo. Uma de suas mãos o envolveu, passando a alisá-lo brevemente, me fazendo soltar um suspiro baixo. Aproximou seus lábios de minha glande, desferindo alguns selares que me fizeram contorce-me por alguns segundos antes dele passar a ponta da língua e me fazer soltar um gemido baixinho. Aos poucos foi pondo meu membro em sua boca. Ah, como eu havia me esquecido dessa sensação? Respirei profundamente ao que ele iniciara seus movimentos de vai e vem lentos, mas que me arrancavam gemidos um tanto quanto fortes. Sua língua passando rasteiramente por meu sexo me deixava querendo mais, pedindo por mais. Como se já não bastasse toda aquela angustia de querer que fosse mais rápido, ele levou a mão livre até meus testículos, massageando-os e me arrancando mais gemidos.

Não me contive em levar minha mão até seus fios castanhos e prendê-los por entre os dedos, fazendo com que fosse mais rápido. Yeollie não reclamou ou resmungou, apenas foi no ritmo que eu havia imposto. Pendi minha cabeça para trás quando se tornara impossível parar de gemer. Eu o fazia como se fosse nossa primeira vez, em que conter gemidos eram impossíveis quando o prazer era imensurável. Vez ou outra ele arrastava rapidamente seus dentes sobre minha pele sensível, fazendo-me delirar e deleitar naquelas sensações.

Sem qualquer aviso prévio que fosse capaz de dar, me desfiz em sua boca e não pude deixar de ofegar quando o fiz. Assim que ele se levantou pude ver um sorriso mais do que feliz em seus lábios e seguidamente os pude sentir sobre os meus, provando do meu próprio gosto. Foi um beijo mais do que breve que me dera, até que entendia o porquê daquilo, eu não estava em condições alguma de respirar direito e beijá-lo me deixaria sem opções de depois conseguir por alguma quantidade decente de ar nos pulmões. Yeollie tornou com as mãos em minha cintura, acariciando-a suavemente, antes de recostar-se na mesa e sua testa na minha, me olhando nos olhos.

- Hoje vai ser do meu jeito, ok?

E então levou o dorso de sua mão até minha face acariciando-a.

Não tinha condições de retrucar aquilo então apenas assenti sorrindo. Sua mão que antes alisava minha face teve três de seus dígitos levados aos meus lábios. Chupei-os deixando lambuzados o suficiente para o que ele pretendia fazer. Puxou-me mais para frente e envolvi sua cintura com minhas pernas. Levou um de seus dedos até minha entrada circundando-a antes de me penetrar e me fazer soltar um murmúrio baixo. Não demorou muito para que passasse a movimentar o dedo, fazendo-me gemer. Uma de minhas mãos já tornava a segurar sua corrente ao que a outra acariciava seu ombro.

Um segundo dígito e um gemido a mais meu. Adorava esses momentos de calmaria que haviam entre a gente, mas por mais que eu amasse quando nós tínhamos um belo momento de sexo selvagem, quando tínhamos todo esse momento calmo eu me sentia diferente, sentia que era mais conectado a ele. Um suspiro me escapou dos lábios quando comecei a rebolar minimamente sobre seus dois dígitos, pedindo, ansiando por mais.

Quando ele pusera o terceiro dígito, não pude deixar de gemer em seu ouvido, ouvindo um murmúrio em troca daquele som que eu havia produzido e que sabia que o deixava ainda mais excitado. Ele passou a movimentar aqueles dígitos brevemente em minha entrada, mas eu pedia, queria mais, não me limitava a gostar apenas de seus dígitos dentro de mim. Passei a rebolar sobre seus dedos, pedindo por mais contato e ele parecia ter entendido o recado ao que retirou-os e posicionou seu membro em minha entrada.

Deixei que um suspiro baixo escapasse dos lábios, me preparando para o que iria se seguir. Segurei sua corrente com um pouco mais de força e a mão que tinha no seu ombro passei a apertar ali com mais força para me segurar quando ele passou a me penetrar devagar. Ah, Chanyeol nunca deixaria de ser cuidadoso comigo e era isso que eu tanto amava nele. Seu jeito de se preocupar, de cuidar de mim.

Até que finalmente ele me penetrou por completo, me fazendo soltar um gemido baixinho e dolorido por aquilo. Yeollie segurou meu queixo e levou seus lábios até os meus, selando-os brevemente ao que queria me fazer esquecer a dor que eu sentia. Cuidadoso como sempre. Sorri pequeno contra seus lábios ao que comecei a rebolar sobre seu membro e por mais difícil que fosse de fazer aquilo, ainda se tornava prazeroso. Mas era estranho estar parcialmente sentado naquela mesa e um pouco suspenso, porque fora a mesa, era Yeollie quem me sustentava no ar.

Ele começou a movimentar-se brevemente dentro de mim, eram estocadas leves devido ao medo dele de me machucar naqueles pequenos instantes iniciais. Mas quando acabei indo a direção contrária a que seu membro fazia e soltei um gemido de prazer, ele aumentou a velocidade e intensidade das estocadas, me fazendo gemer próximo de seus lábios. A cada estocada que me dava eu puxava seu colar, mas quando ansiava por um beijo seu, eu o puxava com força fazendo-o me beijar forte com desejo e conseqüentemente fazê-lo diminuir as estocadas. Quando não estava beijando-o eu gemia. Gemia como se dependesse daquilo para manter-me ali conectado a ele.

- Yeollie.... M-mais....

Eu queria mais, ansiava por mais. Foi quando me surpreendi ao que ele saiu de dentro de mim e me fez encará-lo sem entender. Em seus lábios havia um sorriso o qual eu não soube decifrar e me fez descer da mesa, ficando em pé mais uma vez, selou-me os lábios rapidamente antes de virar de costas para si e por minhas mãos sobre a mesa. Agora sim eu havia entendido o que ele queria. Tão logo o senti dentro de mim mais uma vez e soltei um gemido por isso. Suas mãos tornaram a minha cintura e ele passou a movimentar-se fortemente dentro de mim.

Os gemidos altos que escapavam dos meus lábios pareciam ecoar dentro daquele cômodo era como se fosse a única melodia presente ali dentro. Suas mãos me seguravam com força ao que suas estocadas eram fortes e intensas, era como se eu fosse incapaz de permanecer em pé sozinho. E realmente era, principalmente depois dele ter acertado meu ponto sensível, me fazendo soltar um gemido ainda mais alto e rouco.

Yeollie acertava ali diversas vezes me fazendo perder o ar diversas vezes e pressionar os dedos com força contra o mármore da mesa como se aquilo fosse capaz de suprir minha necessidade de apertar alguma coisa para contar aqueles inúmeros gemidos que me escapavam. O melhor de tudo era que ele me acompanhava, não no mesmo timbre, mas Chanyeol gemia quase no mesmo ritmo que eu, transformando aquilo em uma sinfonia criada por nós, uma sinfonia única e pertencente a nós dois.

Já sentia minha voz começar a falhar, eu estava ficando rouco de tanto gemer. Até que finalmente eu ouvi um gemido mais forte vindo de Yeollie, ele se desfez dentro de mim, pois logo senti seu líquido quente me preencher e seguidamente o mesmo escorrer brevemente por minhas pernas. Estávamos cansados, suados e eu não sabia como ainda conseguia me manter de pé. Ele havia puxado uma das cadeiras próximo a si e se sentou, me puxou, fazendo-me sentar em seu colo, ainda ofegante. Recostei-me em seu peito, tentando normalizar minha respiração e no breve espaço de tempo que levei para observar sua face, deixei que meu olhar decaísse sobre seu pescoço avermelhado. Sorri sem jeito com aquilo e levei uma das mãos acariciando o local.

Não necessitávamos de palavras ou algo parecido. Apenas as trocas de olhares que fazíamos diziam o que sentíamos um pelo outro, o quanto necessitávamos um do outro e nada no mundo me faria trocar esses nossos momentos juntos em que só bastava um olhar para dizer tudo o que sentíamos e era assim que eu me sentia quanto a Yeollie. Só o sorriso dele já era capaz de me fazer a pessoa mais feliz e amada do mundo.

Notas finais
~le momento para soltar a felicidade~
Gente obrigada mesmo pelos reviews, aos novos leitores que sejam bem vindos que estejam adorando ler a fic tanto quanto eu estou adorando escrever, a quem favoritou muito obrigada E AINDA MAIS PELA RECOMENDAÇÃO, o que a minha pessoa gritou de felicidade não está escrito no gibi, rs. Obrigada mesmo a todos vocês que estão acompanhando. ♥
E mais uma vez desculpas pela demora.