Notas iniciais
Peço desculpas porque esse cap vai ficar pequeno até demaaaaaaaaaaaaais comparado aos outros dois, mas foi porque não terminei a segunda parte dele e não queria deixar vocês sem. Aproveitem. ♥

Encontrava-me consideravelmente feliz. Meu fim de semana havia sido ótimo, afinal Yeollie dormira em minha casa na noite de sexta para sábado e acabei fazendo-lhe uma pequena surpresa pela manhã. Como sabia que ele tinha um sono pesado, ainda mais quando demonstrava certo cansaço, arranquei sua blusa e amarrei seus pulsos na cabeceira da minha cama com o lençol que havíamos dormido cobertos. Aquela manhã fora bastante proveitosa e prazerosa se assim posso dizer. Assim que havia terminado toda aquela tortura que havia imposto a ele, nos “vestimos” e fomos para a cozinha, local o qual lhe preparei um bom café da manhã.

Às vezes eu me sentia a esposa dele, pois sempre cozinhava, vez ou outra arrumava seu apartamento quando estava por lá, mas creio que só o arrumava para bagunçá-lo depois com uma boa vontade. Eu ria só de lembrar desses atos meus. Lembro-me que certa vez estava no apartamento dele e o mesmo estava concentrado estudando e não percebeu que eu estava na cozinha arrumando-a antes de preparar um lanche decente para nós. Quando sentiu o cheiro gostoso dos teokbokkis que fazia para gente, correu até mim numa pressa e me abraçou pela cintura dizendo que eu era a melhor esposa do mundo.

Eu estremecia com essa idéia.

Casar não fazia parte dos meus planos e sim dos planos de Yeollie. Porque ele era a parte certa do nosso relacionamento enquanto eu não passava da parte errada e muito errada. Por isso nos completávamos tanto, éramos opostos e ao mesmo tempo semelhantes, era engraçada essa nossa controvérsia amorosa. Mas me fazia pensar que talvez pudéssemos ser casados algum dia. Não que eu considerasse muito bem essa possibilidade, afinal eu não tinha tanta cara assim de que um dia se veria amarrado a uma única pessoa. Se fosse levado em consideração que antes dele, eu ficava e paquerava com todo mundo. Disseram-me que Chanyeol era meu remédio, pois foi a única pessoa que conseguiu me aquietar, a única que conseguiu prender meu coração.

Era mais do que a pura verdade.

Yeollie tomou conta do meu coração e de mim de um jeito inexplicável. Ele cuidava de mim, me protegia de tudo e todos e mais do que isso... Ele me amava. Eu sabia disso, eu sentia isso. Ele nunca fez questão de esconder, era capaz de mostrar aos quatro ventos o quanto eu significava para ele. Ao contrário de mim, que se mostrava um pouco impassível com essas coisas de muito sentimentalismo, mas apesar de tudo ele sabia que eu o amava tanto quanto. Nosso sentimento era mais do que recíproco e isso nenhum dos dois era capaz de negar. A nossa conexão era muito forte e não havia nada no mundo que fosse hábil o suficiente para nos separar. Assim eu pensava e assim eu queria que fosse.

Afastei-me brevemente de tais pensamentos.

Precisava me concentrar na aula, eu teria uma prova na semana seguinte sobre aquele assunto e eu não o entendia muito bem, provavelmente acabaria pedindo ajuda a SuHo ou até mesmo pedir para o Yeollie ler a matéria e me explicar. Eu sempre acabava fazendo isso, tudo bem que o curso dele diferia e muito do meu, mas eu sempre acabava pedindo ajuda a ele. Yeollie nunca me negou nada. Nem a mais simples ajuda. Eu não era mandão demais, ou era? Mas ele nunca havia reclamado, então até que ele o fizesse, estaria tudo bem.

Era a minha ultima aula do dia e eu ansiava para que pudesse vê-lo logo. Era uma pessoa necessitada do meu namorado, posso fazer nada quanto a isso. Dei graças quando o professor findou o assunto e nos liberou. Arrumei minhas coisas rapidamente e na mesma velocidade saí da sala. Meus olhos percorriam por toda extensão do meu bloco, caso Chanyeol surgisse ali em algum momento, ele tinha a mania de me fazer algumas surpresas e eu gostava disso.

Enquanto caminhava pelo bloco, eu pude sentir meu celular vibrar no meu bolso e observar quem era no visor. Era minha mãe. Ela normalmente não me ligava ou se preocupava com o que eu fazia ou deixava de fazer, mas estava me ligando e aquilo me intrigava.

- Oi mãe! – Falei de maneira neutra.

- Oi, querido! – Querido? Aí tinha. – Você vai vir almoçar em casa? Tem umas pessoas que querem te ver.

- Eu preciso ir então? – Arqueei uma das sobrancelhas e por momento algum deixei de procurar Yeollie.

- Por favor! É só hoje que te peço.

- Tá mãe. Até daqui a pouco.

Rolei os olhos e encerrei aquela chamada. Sabia que tinha algo naquela história. Ela não me contataria se não fosse algo que a ajudasse ou chegasse a melhorar sua situação de vida. Minha mãe não tinha jeito, não tinha jeito mesmo. Ok, eu não era a pessoa que ela mais adorava, mas pra alguma coisa eu tinha que servir, certo?! Aish.

Já havia quase desistido de procurar Yeollie. Isso era mentira, eu jamais pararia de procurar meu grandão, no dia que eu parasse de fazer isso, que me internasse, eu não estaria no meu normal, não mesmo. Me assustei quando senti um par de braços fortes me envolver a cintura e puxar para si, desferindo um selar em meu pescoço e me fazer arrepiar.

- Oi, meu pequeno. – Ele tinha aquele sorriso encantador. – Te assustei?

- Só um pouquinho, estava distraído. – Ri baixinho, me virando para ele e passando os braços em torno de seu pescoço. – Minha mãe ligou para mim.

- E o que ela queria?

- Que eu fosse almoçar em casa, ela tem uma surpresa pra mim. E você sabe que quando ela inventa, coisa boa não é.

- Então você não vai almoçar comigo? – Ele formou um biquinho nos lábios que não resisti em selar. – Vou almoçar sozinho hoje?

- Só hoje. Prometo que amanhã, eu vou ta?! – Ele assentiu. – Preciso ir agora.

Lhe dei um selinho mais demorado, porém, ele me segurou, fazendo com que acabássemos aprofundando aquele contato e transformasse-os em um beijo calmo. Sorri discreto e abracei-o forte dizendo que ligaria mais tarde.

Ah meu Yeollie, ele me deixava a sentir saudades só com o pouco espaço de tempo que tínhamos juntos. E eu considerava isso pura maldade no coração. Brincava com ele, dizendo que ele era do mal por apenas me deixar na vontade de vê-lo logo. Mas venhamos e convenhamos eu era apaixonado demais por ele.

O caminho para casa foi normal, aquela mesma monotonia de sempre, ou seja, eu sem vontade alguma de aparecer lá. Porque o único lugar que eu realmente gostava de estar era na casa de Chanyeol, junto dele. Eu sorria bobo se de lembrar dele. Assim que cheguei em casa, abri a porta e vi minha mãe me esperar mais do que nunca sorridente. Coisa boa não estava por vir. Minha mãe feliz para me ver, me chamando para almoçar com ela e me esperando toda sorridente. Aquilo estava suspeito demais e minhas suspeitas se esvaíram quando cheguei na sala. Alguns parentes meus estavam ali e isso não era bom, não mesmo.

- Olá, Baekhyun. Como você cresceu! – Uma tia minha falou toda sorridente, me abraçando.

- Oi tia, quanto tempo hein?! – Tentei ser simpático, eu não gostava muito da minha família. – O que fez vocês virem aqui?

- Ah, sabe como é... – Não, não sei mesmo! -... Bateu aquela saudade do meu sobrinho preferido.

Sobrinho preferido? Ela tinha uma penca de sobrinhos e eu sabia muito bem que não era o preferido. Eu não era mesmo! Por que família tem uma tendência infeliz de mentir? Eu preferia me esvair desses pensamentos e fingir que acreditava nela. Meus parentes ficaram ali por um tempo conversando comigo, até que chegaram em um ponto crucial e que só uma tia velha com vários gatos tem a perguntar para um sobrinho: “Você tem namorada?” Eu tive que respirar pesado e pensar por alguns instantes antes de responder. Eu simplesmente não poderia entregar a minha família que tinha um namorado ao invés de uma namorada. Eles poderiam me julgar e até mesmo cair matando em cima do Yeollie. Isso era o que eu menos queria.

- Tenho uma sim, tia. – Menti e minha mãe olhou pra mim incrédula.

- Mesmo? E quando vamos conhecê-la?

- Qualquer dia desse, ye ~

- Que tal esse fim de semana?

Engoli em seco, eu tinha pouco tempo para arranjar uma falsa namorada e trazer uma certa felicidade a minha família. Assenti de leve para minha tia e ela passou mais algum tempo conversando comigo e minha mãe, até que foi embora, me fazendo suspirar de alivio. Fui para meu quarto bolar alguma espécie plano que pudesse salvar a mim e a Chanyeol. Eu teria que arranjar uma namorada na faculdade, era o local mais fácil de ter qualquer uma que quisesse ser minha falsa namorada.

Me joguei na cama e levei uma das mãos até meus cabelos, assanhando-os para ver se pensava em alguma garota que pudesse ser uma ótima atriz para me ajudar. Se eu não me enganava eu tinha uma pequena legião de fãs no meu bloco, então eu escolheria uma delas e ficaria tudo bem.

Assim eu esperava.