Notas iniciais
Desviei meu olhar dele quando nos cruzamos na troca de períodos. Aquilo já tinha quase uma semana e estava me corroendo por dentro. Sentia tanta falta daquela criança. Do seu cheiro, voz, calor. Tudo. Não tinha pensado que o feitiço iria virar contra o feiticeiro. Não tinha percebido o quanto ele havia entrado dentro de mim. Tão fundo. Tentava não me esquecer do modo como ele me chamava. E ele podia me chamar de tanta maneiras, em tanto tons que meu coração parava só de lembrar da última vez que o toquei. Admito que era louco por sexo, entretanto possuía muito mais auto controle. Queria levar nosso relacionamento a outro patamar. Até pensei em pedir a mão dele, mas acabei por cair na gargalhada só de imaginar a cara de Baekhyun. Não queria que nossos tempos juntos resultassem apenas em sexo. Era ótimo, até demais, mas nesses últimos tempos se resumia a isso. Eu deveria ter me aberto com ele e conversado em vez de dar esse maldito castigo. Pelos céus, creio que aquele papo de auto controle já estava indo pelos ares. Ah...
Quem iria acabar indo mal nos estudos era eu. Precisava dele mais do que tudo. Já estava em frente a sua casa. Certamente estaria acordado e não conseguia pensar no que dizer. ''Desculpa?''. ''Oi, amor, quanto tempo!''. Eu tinha idéia do que aconteceria realmente, então nem sei porque perdi tempo imaginando esses diálogos. Toquei a campainha, inspirando fundo e deixando o ar sair pela boca. A mãe dele me atendeu logo me convidando pra entrar. Vi poucas vezes os pais de Baek. Geralmente era a minha sogra que me tratava bem, sempre dizendo que era um rapaz bonito e que deveria casar com uma bela moça para ter belos filhos. Não me impressionava que meu pequeno odiasse ficar em casa. Perguntei por ele, sentindo um arrepio correr por todo corpo na forma que aquele nome estava nos meus lábios novamente. Obtive como resposta que ele estava no quarto, desde a hora que chegou. Bufei, agradecendo a minha futura, ou não, sogra, fazendo meu caminho até o quarto que ficava quase no fim do corredor. Não bati na porta até porque queria fazer uma surpresa. Entretanto quem ficou encarregado de sentir tal surpresa fui eu.
Lá estava ele, na mesinha que ficava ao lado de seu guarda-roupa, dormindo por entre os livros. E acho até que estava babando sobre aquele livro que estava estudando semana passada lá em casa. Ele realmente havia cumprido nosso “trato” e pude sentir que involuntariamente um sorriso cresceu em meus lábios. Minha criança estava realmente se esforçando e isso me deixava feliz. Aproximei-me com cuidado e levei uma das mãos até seus fios escuros, afagando-os levemente e ele moveu-se um pouco, como se quisesse melhorar aquela posição em que dormia.
Sua cabeça estava deitada de lado, já que dormia sobre seus braços que se encontravam dobrados sobre a mesa. Aproximei minha face a dele e sussurrei em seu ouvido.
– Hey... amor, acorda!
Não me contive em roçar meus lábios de leve em sua bochecha antes de desferir um selar demorado ali. Ele apenas soltou um suspiro baixinho. Sabia que não iria sair dali tão cedo. Afastei-me minimamente e puxei um pouco a cadeira que ele estava sentado, tomando cuidado para que Baekhyun não caísse dali.
Com cuidado recostei-o na cadeira, assim facilitaria quando fosse tirá-lo dali. Passei meu braço por debaixo de suas pernas e o adjacente pus em suas costas. Logo o ergui e um suspiro baixo me escapou dos lábios ao ver aquele semblante calmo e tranqüilo que ele transmitia a mim. Sorri pequeno e fui com ele em meus braços até a cama. Recostei o joelho na beirada do móvel e aos poucos deitei-o naquele colchão macio. E assim que retirei meus braços debaixo de si. Ele acordou.
– Yeollie... – Ele gemeu baixinho com o sono que ainda sentia. -... Deita comigo!
Awn, tão fofo naquele momento.
Era um pedido quase impossível de não ser aceito. Dei a volta na cama e deitei-me no espaço vazio ao seu lado. Logo passei ambos os braços na cintura dele, o puxando para mim e abraçando-o. Não demorou muito para que se virasse para mim e se aninhar em meus braços. Ah, era tão bom senti-lo próximo a mim novamente, não pude deixar de sorrir com aquilo. Recostei de leve meu queixo no topo de sua cabeça, passando a aspirar aquele cheiro doce que era tão único seu.
Perdi-me em pensamentos, de poder estar ali com ele que acabei adormecendo.
Sentia um leve feixe de luz magoar minha vista e aos poucos comecei a abrir os olhos. Não me lembro exatamente o momento em que adormeci. Quando fui coçar os olhos para que pudesse me sentir mais desperto, senti algo impedir-me de aproximar minha mão de meu rosto. Olhei para cima e meus pulsos estavam presos com o lençol que dormíamos. Ainda não havia me dado conta que não só estava preso como também estava sem camisa. Uma brisa fria tocou em minha pele, o que me fez perceber tal coisa. Outros pontos que havia percebido.
Primeiro: Baekhyun estava em cima de mim.
Segundo: Ele devorava a pele de meu pescoço e eu já me via gemendo baixo.
– H-Hyun... M-Me solta...
Odiava quando era obrigado a falar entre gemidos e ter um autocontrole que não era meu, me sentia tão submisso a ele. Mas por mais que pedisse para parar, meu corpo dizia outra coisa. Ansiava por mais e mais. Engoli em seco quando ele se afastou do meu pescoço para me olhar e me dar aquele sorriso malicioso que entregava que aquilo era só o começo. Apenas o começo.
Estava certo quanto a isso. Baek afastou o tronco de mim e se ajeitou sobre meu colo, pondo uma perna de cada lado do meu corpo e deixando-me por entre as mesmas. Respirei profundamente. Aos poucos ele descia sua mão até a barra de sua camisa, erguendo-a devagar e me mostrando aquela pele alva que eu tanto adorava marcar. Aquela lentidão me matava aos poucos e eu pretendia não demonstrar aquilo. Logo sua camisa foi retirada, jogada longe e ele tornou a se aproximar por breves instantes, apenas para sussurrar em meu ouvido.
– Eu sei que você me quer... Sei que a semana foi tão difícil para você quanto para mim...
Eu não podia negar, aquilo era verdade, havia sido terrível demais, mas eu tentei ao máximo me conter. Tentei e muito. Ele mordeu de leve o lóbulo de minha orelha antes de tornar a posição anterior. Levou dois dedos até seus lábios enquanto a outra mão descia lentamente por seu corpo, fazendo meu sofrimento tornar-se maior ainda. Sua mão chegou até o cós de sua calça e ele penetrou dois dedos naquele lugar, brincando com aquilo. Já sentia uma pontada em meu baixo ventre. Autocontrole indo pelos ares.
Tão devagar quanto o descer de suas mãos fora para abrir o botão e zíper de sua calça. Passando a abaixá-la juntamente com sua boxer numa calmaria tão grande que se eu não estivesse com as mãos amarradas, teria descido tudo de uma vez e o faria só meu ali mesmo. Seu membro rijo estava liberto, eu sabia muito bem o que aquela criatura estava pronta para fazer. Suspirei pesado e desviei o olhar dele, não queria dar a ele mais uma chance de me provocar.
Mas era quase impossível, logo eu podia ouvir os pequenos choques de pele e alguns gemidos baixos lhe escaparem dos lábios. Ele estava de novo se masturbando na minha frente. E mais do que nunca eu estava impossibilitado de encostar em qualquer centímetro que fosse daquele corpo. Ele parecia ter aumentado a velocidade que com o fazia, pois seus gemidos se tornaram mais freqüentes. E não me contive em olhar para ele. Pude presenciar a cena mais erótica da minha vida. Ele estava com uma mão apertando sua coxa, a cabeça pendida para trás, fazendo seus gemidos saírem ainda mais roucos.
Era ruim estar sem poder fazer nada naquela situação. Até que me veio uma pequena idéia, já que ele estava por cima do meu quadril, então que eu pudesse tocá-lo de alguma forma. Ergui meu quadril sutilmente, fazendo com que o volume em minha calça de algum modo lhe tocasse. Eu passei a me movimentar pouco mais rápido, como se simulasse uma penetração nele, o que o fez perder o ar por alguns instantes e um sorriso me adornar os lábios. Ah, até que não fora difícil fazê-lo ficar sem jeito.
Seu olhar era um pouco de surpresa, mas logo se transformou em um sorriso malicioso. É, ele estava tendo mais uma idéia. E isso com certeza poderia ser ou não, bom para ambos. Baek parou de se tocar e tornou a aproximar seu tronco de mim. Levou os lábios até minha orelha, mordiscando o lóbulo mais uma vez e saiu desferindo alguns selares por meu pescoço e vez ou outra fazia alguma sucção que eu sabia que deixaria marca no dia seguinte. Gemi baixinho com aquilo e ele passou a descer ainda mais por meu tronco passando a ponta da língua desde a base do meu pescoço até meu peito.
Por algumas vezes ele mordiscava minha pele, deixando-a avermelhada e tornava a fazer aquele caminho com a língua. Descia por todo meu tronco, até chegar ao meu umbigo. Todo aquele caminho que ele percorreu me causou arrepios, mas ainda mais quando ele passou a brincar com meu umbigo. Ali já era apelação demais. Eu me contorcia por baixo de si, tentando conter meus gemidos que insistiam em escapar de meus lábios.
– P-para Hyun.
Minha voz tinha que falhar e ele ergueu a cabeça, com aquele sorriso malicioso que não escapava de seus lábios.
– Você quer mesmo que eu pare, Yeollie? Não quer que eu acabe com todas essas suas frustrações?
Ele perguntou com uma falsa inocência, mas sem parar de brincar com o cós de minha calça.
– Mas... Seus pais... Eles...
–... Viajaram! Foram visitar meus avós e fiquei para estudar. Mas olha quem apareceu para melhorar minha noite de estudos...
Não tive muito tempo para retrucar o que ele disse, pois logo ele retomou o que fazia. Passando a arrancar lentamente minhas vestes e arrancar um suspiro baixo meu. Logo meu membro estava liberto e uma pequena sensação de alivio me invadiu ao que a boxer parou de me incomodar. Poucos segundos de alivio. Baek segurou meu membro de leve e passou a pontinha da língua na glande, numa lentidão tão grande que chegava a aumentar cada vez mais a minha agonia.
Passou a desferir selares demorados, lentos e algumas pequenas sucções, me arrancando gemidos arrastados e baixos. Começou a pô-lo lentamente dentro de sua boca. Ah, a quanto tempo que não sentia aquela cavidade quente me envolver e me deliciar. Sua língua movimentava-se vagarosamente e aquilo me matava aos poucos. Ele sugava como uma criança que tinha um doce em sua boca e tinha medo de logo ele acabar. Droga! Eu era o doce daquela criança.
Precisava mais do que aquele simples toque, precisava que ele trabalhasse mais rápido. Meu corpo pedia por mais, ansiava por muito mais. Involuntariamente já me via impulsionando meu quadril para frente, fazendo com que meu membro fosse mais profundo em sua boca. Ele sorriu com aquilo e isso não era bom. Na verdade era, mas para ele.
Prensou meu quadril contra o colchão, me impedindo de qualquer movimento a mais e passou a começar alguns pequenos movimentos de vai e vem, lambendo-o e sugando-o com uma calmaria que não era sua. Vez ou outra ele passava os dentes de leve, arranhando aquela pele sensível, fazendo com que eu me contorcer-se ainda mais e que seu nome saísse de maneira arrastada e necessitada de meus lábios. Aish, eu precisava controlá-lo. Mas estava tão submisso que se tornava quase impossível ter tal feito sobre ele. Ainda mais quando Baekhyn se transformava em uma pessoa controladora quando ia atrás do que queria.
Parou subitamente com aquilo e gemi baixo em desaprovação. Não deveria tê-lo feito. Aos poucos ele começava a retirar o resto de sua roupa, ficando completamente nu. Se igualando a minha situação atual. Respirei fundo. Ele tornou a sentar-se em meu colo, com meu membro roçando em suas nádegas, como na semana passada. Mas diferente daquela, eu me encontrava amarrado e sem poder fazer muita coisa para nos satisfazer, melhor dizendo, para me satisfazer. Maldita situação. Seria tão maldita se não fosse tão prazerosa.
– Eu sei que você quer isso tanto quanto eu... – Sua voz estava rouca, estava extasiado com aquilo tudo.
Mas eu não negava e estava longe de fazer isso. Era fato, uma realidade. Queria tanto quanto ele, porém, não poder tocá-lo me deixava ainda mais insano do que parecia estar. Ainda tinha algum controle sobre mim, mas aos poucos ele se esvaía e faltava pouco para que acabasse implorando para estar dentro dele. Fazendo-o sentir um prazer que sabia que nenhuma outra pessoa seria capaz de dar a ele.
–... Vai, Yeollie... Pede...
Estremeci. Ele me conhecia tão bem que parecia ler minha mente.
–... Tudo bem... Seus olhos entregam tudo!
Ele sorriu de escárnio. Ai criança, isso não se faz. Deu-me um leve selinho antes de se arrumar e segurar meu membro. Estava incrédulo ao saber que seria a segunda vez que ele faria aquilo. Iria sofrer com a dor, mas começava a achar que ele gostava daquilo. Aos poucos eu sentia sua cavidade começar a esmagar meu membro à medida que o penetrava. Sua expressão era de dor, mas ele parecia conseguir controlar aquele semblante. Já o meu era de preocupação, e isso eu não escondia.
Penetrei-o por completo, com auxilio dele. Mais uma vez eu repetia: estava impossível fazer alguma coisa. Baek parou de se mexer a partir do momento em que estava dentro dele por completo. Não queria acabar causando mais dor a si mesmo e à medida que se acostumava àquilo, se movimentava para frente. Pôs seus braços um de cada lado do meu corpo, mais ou menos na altura de minha cintura e deixou sua face próxima a minha. Com um sorriso faceiro, malandro e aquilo significava... Mais tortura. Começava a se movimentar lentamente, rebolando e gemendo baixinho.
Ele ergueu sua mão levando até minha nuca, enquanto a adjacente ainda deixava-o com algum apoio na cama. Baek passou então a se movimentar, subindo e descendo lentamente em meu colo, me fazendo delirar com tamanha lentidão. Respirava profundamente, mordendo meu lábio inferior. Aproximou seus lábios de minha audição, gemendo da maneira mais erótica que já cheguei a presenciar e enquanto isso sua mão me puxava os fios rasteiros da nuca.
Seus movimentos começaram a se tornar mais intensos e gemidos começaram a escapar de meus lábios, acompanhando-o naquela sinfonia despudorada. Isso parecia instigá-lo mais e mais. Até que começou a cavalgar em meu colo com avidez e por algumas vezes eu tentava investir nele. Tanto é que acabei acertando seu ponto sensível, fazendo-o urrar em meu ouvido e aumentar ainda mais o desejo e prazer que estava sentindo. Sabia que seu membro pedia por atenção, eu podia vê-lo latejar e ansiar por algum carinho. Mas estávamos tão ocupados nas sensações que causávamos um ao outro. Porém, ele logo levou a mão que estava em minha nuca até seu membro que outrora foi esquecido. E mais uma vez lá estava ele se tocando em minha frente, mas com o diferencial de que estava subindo e descendo sobre meu membro, lhe ocasionando um prazer ainda maior.
Engoli em seco com aquela cena e logo pude sentir seu liquido espesso em meu abdômen e um sorriso um tanto quanto vitorioso em seus lábios. Baek saiu de cima de mim, me fazendo soltar um gemido de reprovação. Deitou ao meu lado e levou uma das mãos até meu membro, me masturbando à medida que desferia beijos em meu pescoço, me arrepiando por completo.
– Vai Yeollie... Goza pra mim...
Falava entrecortado por pura provocação e aumentou aquelas investidas em meu membro e já o sentia formigar. Seguidamente me desfiz em sua mão, sentindo meu corpo todo relaxar. Ele levou sua mão até a boca, lambendo cada gota que havia nela e por entre seus dedos e tão logo ele puxou meu rosto para o seu, beijando-me calmamente e me fazendo sentir do meu próprio gosto.
Aquela criança não tinha jeito.
Finalmente depois de termos descansado um pouco ele acabou me soltando e meus pulsos estavam marcados, um pouco avermelhados demais se assim posso dizer. Quando me soltou, peguei minha boxer e a vesti, ele fez o mesmo com a dele. E assim que se vestiu afastou minhas pernas e sentou-se por entre elas, recostando-se em meu peito. Não me contive em passar os braços em sua cintura e abraçá-lo.
– Eu senti demais a sua falta Yeollie. – Ele falou calmo e baixo quase como um sussurro.
– Eu também senti demais a sua, Hyun. Foi muito difícil para mim.
– Fala como se pra mim tivesse sido fácil demais. – Virou seu rosto e ficou roçando a pontinha de seu nariz em minha bochecha. – Não faz mais isso, por favor!
– Sabe que fiz isso para o seu bem. E olha só, quando cheguei aqui você até estava babando nos livros.
– Eu queria te deixar orgulhoso...
– E você vai! Eu acredito em você. – Selei sua testa demoradamente e ele sorriu.
– ‘Tá com fome? – Apenas assenti. – Então vem, vamos comer alguma coisa!
Ele se ergueu da cama e me puxou junto e logo lá estávamos nós dois, andando abraçados até a cozinha. Ri baixo comigo mesmo ao ter uma visão de como seríamos se fossemos casados. Se levantaríamos assim toda manhã, ele me preparando um bom café, já que era melhor na cozinha do que eu. Assistiríamos qualquer programa besta na TV e comentaríamos qualquer coisa aleatória sobre ele enquanto trocávamos algumas pequenas carícias.
Era muito sonhador e sabia que aquele mundo não fazia parte dos ideais de Baekhyun, ele sempre dissera que aquilo não era para ele. Casamento era algo de muito grandeza, quando ele pensava em apenas se divertir. Mas a nossa rotina não mudaria ainda que fossemos casados. Porém, eu gostava de nos imaginar assim, era uma visão só minha, claro. Mas que eu adorava ter sempre que olhava aquele semblante calmo dele quando dormia por entre meus braços ou até mesmo aquele sorriso divertido que ele tinha nos lábios quando eu tinha meus momentos desastrosos ou fazia alguma careta estranha.
Eu era ridiculamente apaixonado por ele.
E não importava o instante ou momento, mas toda vez que pensava naquele ser um sorriso me invadia os lábios de maneira involuntária. Não reclamava, era uma realidade sobre mim. Aquele garoto era um vício. Ele era o mais doce cheiro que quando se impregnava em minha pele era impossível de sair. Eu o sentia a todo instante. Ele era uma parte de mim, uma parte que sempre que se encontrava longe, fazia me sentir incompleto. Ele era a minha essência e isso era um problema.
Ele era minha droga e eu um completo viciado. Às vezes me perguntava o que aconteceria comigo e a ele se um dia nós terminássemos. Não que levasse essa condição um termo plausível, mas me perguntava se ele sofreria tanto quanto eu, visto que Baek sempre se mostrou alheio a algum tipo de sofrimento. Eu só sabia quem era seu verdadeiro eu depois que transávamos e isso era outro problema, era o único momento que ele demonstrava seus sentimentos, ele se tornava uma pessoa mais vulnerável.
Baekhyun era uma pessoa cheia de surpresas.
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