The Battle Frontier

17 S2EP16 - Catching 2 Spiders



O dia seguinte à chegada de Amber foi de caminhada nas rotas que seguiam para Skypone. Ao que parecia, ela, Scarlett e Leon finalmente haviam se acertado embora não parecessem bons amigos, o que já era melhor do que quase se matarem o tempo todo. Era meio-dia e o Sol estava bem acima de nossas cabeças, Leon caminhava na frente, resmungando:

— Não aguento mais, parece que estamos numa festa de pokémons tipo fogo, mas que inferno de calor. – Ao dizer isso ele deu um rodopiou lançando um Aqua Tail em si mesmo.
— Para de reclamar, estamos chegando na floresta perto da cidade e lá é bem mais fresco do que aqui. – Bufei, ele vinha reclamando desde que havíamos saído da cidade do Battle Hall.
— Ahn... O que esse Thorton quer? – Amber falou enquanto tirava o gorro da cabeça.
— Não sei, mas... – Olhamos para frente. Haviam algumas árvores com galhos densos e diversas folhas. Ao fundo podiam-se ver as torres mais altas de Skypone, o que indicava que havíamos chegado ao nosso destino. – Chegamos.
— E agora? – Scarlett parou ao meu lado. Leon comemorou de alegria e se jogou no chão.
— Ligo para Thorton. – Saquei meu pokétch.

Enquanto eu discava o número, Leon e Amber ficaram encarando a floresta enquanto Scarlett permanecia parada ao meu lado. Depois de três toques, Thorton atendeu:

— Já chegou?
— Bom dia pra você também, obrigado pelos parabéns pela vitória contra Argenta. – Cortei-o.
— Blá blá, como se eu não soubesse que você iria derrotá-la. Chegou?
— Sim, seu nojento. – Fiz uma pausa. – O que você quer?
— Essa floresta é a única que abriga pokémons de Unova. – Ele pigarreou. – E eu estou fazendo uma pesquisa que...
— Thorton, eu quase nada sei sobre pokémons de lá, você...
— ...precisa muito de um pokémon de Unova e um que é natural de Johto. – Ele continuou a falar sem nem se dar ao trabalho do que eu havia falado com ele. – Está com pokébolas aí, não está? Então, capture-os e quando chegar em Skypone envie-os para mim.
— Quais você quer? – Falei, já sacando minha pokedéx.
— Ariados e Galvantula. – Ele fez uma pausa e eu ouvi um estrondo atrás dele. – Rápido. Preciso ir... EU JÁ NÃO FALEI PARA... – E desligou o pokétch.

Fiquei segurando o aparelho na mão, estático. Os três me encararam sem entender minha expressão. Thorton só podia estar querendo brincar comigo algum jogo idiota. Ele sabia o que eu sentia sobre pokémons desse tipo. Amber me cutucou;

— Ei, Empate. O que ele quer?
— Ah... – Abri a pokedéx e procurei as informações de Galvantula, já que as de Ariados eu infelizmente conhecia muito bem. – Ele quer que eu capture um Ariados e um Galvantula.
— Galvantula? – Leon pulou no meu ombro. – Sei bem quem é, combinação de tipos única eu acho.
— Que legal. – Falei nervoso. Digitei o nome e uma foto surgiu. Uma aranha amarela, grande com partes roxas e algumas rosas. Dois olhos grandes na cabeça separados por quatro esferas na cor dos olhos. Tipos elétrico e inseto. Senti um arrepio subir pela espinha.
— Legal? Foge de um bando deles só pra você ver se é legal. – Leon esbravejou.
— Oi? – Eu estava tremendo. – Bando?
— É. Vez ou outra esses bandidinhos para defender os mais fracos e os Joltiks acabam atacando em bando. Foi assim que eu fugi pro circo, aliás. – Ele coçou o nariz.
— Como assim? – Scarlett abaixou-se do lado dele, curiosa.
— Bem, eu tinha uma “dívida” com o dono do circo né. – Ele pareceu ficar distante. – Enfim, ele me salvou e em troca pediu que eu me apresentasse no circo dele. Entre ficar na rua passando fome e com medo de ser pego pelas Galvantulas de novo... Preferi ir. Pior escolha do mundo, embora isso tenha ficado claro já que tô aqui agora. Enfim, elas são conhecidas pelo seu...
— Movimento Electroweb. Estou querendo uma também. – Uma voz conhecida atrás de nós falou.

Viramos para trás. Volkner estava parado com Luxray ao seu lado sorrindo para nós. Ele olhou um pouco espantado para Amber.

— Jake, Scarlett, Leon e...
— Amber. – Ela bufou. – Inclusive eu te derrotei quando fui em Sunnyshore, ginásio mais fácil de toda Sinnoh, nem entendo porque tinha que ser o oitavo.
— Mas...
— Aliás, sou contra oito ginásios. Pra quê? Candice foi muito mais difícil do que ele e...
— Amber, chega. – Cortei-a. – Oi, Volkner. Quer uma Galvantula também? – O nome saiu engasgado.
— Sim, eu estava querendo pra usar no ginásio. – Ele falou pausadamente ainda olhando para Amber.
— Que bom, vamos todos juntos então. – Scarlett falou. – Pode ser?
— Peraí, eu... – Tentei recuar alguns passos, porém, ela me empurrou.

Volkner e Amber andaram em silêncio um do lado do outro com Leon na frente deles, segurando o riso o máximo que podia da situação.

Havia uma linha de árvores com galhos grossos na nossa frente, o que delimitava a área da floresta. Passamos por elas e a luz solar que estava acima de nossas cabeças, assim como a temperatura diminuiu drasticamente, Leon pulou no ombro de Scarlett, reclamando:

— Que lugar mais tenebroso, vamos embora. Prefiro encarar o deserto.- Scarlett diminuiu o passo.

Eu concordava com Leon porque apesar do deserto ser uma caminhada de 10 dias sem local decente para dormir, comer ou se refrescar, ele parecia mil vezes mais agradável que a floresta. Volkner passou a frente com Amber ao seu lado, claramente tentando implicar com ele:

— Bem, esses Pokémons não serão capturados sozinhos, serão? Vamos. – Ele começou a andar e nós os seguimos.
— Por quê isso aqui é assim? – Scarlett perguntou ao meu lado.
— Ela não tem muitas árvores assim. – Falei. – Ao que parece as mais altas tem uma folhagem tão densa que a luz solar não passa, por isso além de escuro aqui a temperatura é menor.
— Tô nem aí pra folhagens. – Leon esbravejou. – Vamos catar essas aranhas logo e sair daqui.
— Exatamente. – Amber sacou uma pokébola. – Luxray, apareça.

O Pokémon de Amber apareceu. Alguns Noctowls passaram por cima de nós voando. Volkner ainda parecia desconfortável com Amber então acariciou a cabeça de Luxray que encarou o Luxray de Amber e fez um aceno de cabeça:

— Vamos lá. Possivelmente os dois não andam juntos, já que apesar de serem biologicamente parecidos não são o mesmo Pokémon. – Ele encarou a paisagem, haviam algumas pedras grandes na nossa frente, dividindo o caminho em duas direções.
— Volkner, não. – Falei com a voz engasgada. – Você não está pensando em...
— Eu concordo com ele. – Amber passou a frente, arrastando-o pelo braço. – Você vai com a ruiva e eu com o líder fracassado.
— Mas... – Eu e Volkner falamos em uníssono. Amber o arrastou, e Luxray nada pode fazer a não ser acompanhar seu treinador.

Eu e Scarlett nos encaramos enquanto os dois sumiam da nossa vista. Leon subiu na cabeça de Scarlett para ver a cena:

— Quem acha que eles vão se pegar levanta a pata. – Ele levantou a esquerda. – Ah, espera um pouco. Só eu tenho pata. Enfim, não gostei dessa garota. – Ele saltou do ombro de Scarlett pro chão. – Agora somos só nós três, qual dos dois você quer pegar primeiro, senhor entregador de Pokémons?
— Ahn... – Eu ainda estava nervoso. – Qualquer um deles, o primeiro que aparecer.
— Eu estudei no treinamento Ranger que geralmente os Ariados ficavam no topo das árvores escondidos prontos para emboscar suas presas. Não sei como as Galvantulas se comportam. – Scarlett falou enquanto sacava uma pokébola. – Gliscor, uma ajudinha. – Ela lançou a pokébola e o Pokémon morcego apareceu ainda me espantando pelo seu tamanho.
— Pra quê o Gliscor? – Perguntei.
— Gliscor é um Pokémon m
orcego, sua besta quadrada. – Leon tomou a frente e subiu na cabeça de Gliscor. – Ele pode nos ajudar com os Ariados e eu sei onde as Galvantulas costumam ficar: em cavernas e nas árvores com maiores troncos, porque é lá que Joltiks ficam depois que nascem até serem fortes o suficientes para não depender da proteção de ninguém ou evoluírem.
— Tu-tudo bem. – Falei. – Vamos então pra onde?
— A gente já sabe que você tem medo de pokémons aranha, Jake. – Scarlett falou olhando para mim com uma expressão preocupada. – E daí? Eu morro de medo de Cacturnes e na academia ranger um dos exames foi treinar com um deles. É normal sentir medo, dá pra você por favor parar com isso e se concentrar no que o Thorton pediu para você fazer?

Respirei fundo. Ela estava certa, eu não podia ficar nesse desespero com meu medo, Thorton me deu uma missão e eu tinha que completá-la:

— Exatamente. – Saquei a pokébola de Sceptile, enquanto alguns pokémons gelecas na cor verde passaram na nossa frente. – Acho que são Solosis ali. Vamos lá.

...

— Por quê você foi tão grossa comigo? – Volkner andava com as mãos no bolso, acuado.
— Eu? Grossa? – Amber segurava um pacote de biscoitos pequeno. – Só porque joguei na sua cara a verdade?
— Está vendo? – Ele falou apontando para ela e andando de lado. – Assim.
— Isso é ser grossa? – Ela riu. – Sinceramente, eu ouvia que você era o todo poderoso líder de ginásio de Sinnoh e você me vem com essa, por favor.
— Grossa. – Ele falou de novo.
— Fracote.
— Estúpida.
— Burro.

Volkner a encarou e ela parou de andar e o encarou de volta, ele deu um sorriso para Amber:

— Topa sair um dia desses?
— Eu e você? – Ela entortou a boca e
Luxray riu.
Não, estava falando com Luxray, tanto que ele riu contente pelo meu convite. – Ele fez uma pausa. – Claro que é com você.
— E por quê você acha que eu deveria sair com você?
— Não sei... Você tem namorado? – Volkner pôs a mão atrás da cabeça com um sorriso malicioso no rosto.
— Por quê? Tá me que
rendo? – Amber cortou.
— Tô.

Amber puxou Volkner e o beijou. Os dois Luxray olharam a cena meio constrangidos.

...

— Ei! – Leon arremessou uma pedra na entrada de uma pequena caverna perfeitamente redonda na sua frente.

Eu e Scarlett estávamos em uma árvore logo atrás dele, Sceptile estava na ponta de um dos galhos, parado olhando a cena fixamente. Uma pata amarela surgiu na entrada da caverna e logo depois o corpo inteiro de uma Galvantula apareceu indo na direção de Leon calmamente:

— Oi, tudo bem? – Sua voz tremia. Ele respirou fundo e deu uma cambalhota para frente, arremessando um Aqua Tail na aranha que ficou furiosa e foi na direção dele.

Sceptile estava pronto e saltou da árvore, deu uma pirueta e seus braços brilharam numa cor verde e em seguida rodopiou, combinando o Giga Impact e acertando o Galvantula, que foi ao chão extremamente tonto. Corri em sua direção e lancei a Ultra Ball. O inseto ficou todo vermelho e entrou no objeto esférico:

— Duvido que vá de primeira... – Leon falou se afastando.

A Ultra Ball tremeu um po
uco e em menos de 30 segundos, parou. Ela se encolheu e sua ponta ficou vermelha piscando. Corri até ela e a segurei na mão direita:

— Ok, até eu tenho que admitir que não esperava que fosse de primeira. – Falei. – Obrigado, Sceptile.

Ele assentiu. Scarlett parou do meu lado e pôs a mão no meu ombro:

— Viu? Até que foi fácil, Leon foi quem...
— Se arriscou. – Ele disse isso pulando no ombro dela. – Eu sei disso, ruiva.



— Ótimo, agora estamos perdidos e você só conseguiu capturar o Ariados. – Amber bufou com Volkner atrás dela.
— Que perdidos, Luxray sabe para onde está indo. – Ele puxou-a de novo para tentar dar mais um beijo, mas ela se afastou.
— Chega. – A menina disse e
Luxray encarou-o irritado enquanto ela se afastava dos braços dele.
— Luxray, é por ali mesmo? – O loiro falou
ignorando ela logo em seguida, enquanto seu Luxray apontou o focinho para frente.
— Volkner? – Falei quando ele apareceu atrás da caverna que estávamos contornando.
— Já voltaram? – Scarlett parecia espantada. – Capturaram os dois?
— Capturei o Ariados para você, Jake. – Volkner me passou uma pokébola. – Foi relativamente fácil.
— Ah... – Peguei o objeto cabisbaixo e segurei a Ultra Ball que continha a Galvantula que eu havia acabado de capturar. – Aqui, capturei a Galvantula.
— Não precisa, eu só quero me diga onde foi que a achou porque eu vou lá pegar uma para mim. – Ele passou por entre nós dois e Amber foi atrás dele, emburrada.
— O que houve? – Perguntei.
— Nada, Empate. Cala a boca e mostra onde foi.
— Ih... Que bicho mordeu você? – Falei desconfiado.
— Jake, vamos nos concentrar na minha Galvantula, tudo bem?
— Sim, eu... – Meu pokétch tocou. Minha mãe. – Leon e Scarlett, ajudem eles dois. Eu vou atender isso aqui.

Os quatro voltaram para a entrada da caverna e eu fui dois passos atrás dele. Atendi, minha mãe me cortou antes que eu pudesse sequer dar um olá.

— Então quer dizer que atacam o Mega Market e você ao invés de me avisar prefere nocautear a Greta? E que história é essa que você conhecia o Gengar que estava atacando? – Seu tom era de profunda reprovação.
— Calma. – Respirei fundo, medindo as palavras para não dizer que estava sendo perseguido. – Greta se confundiu. Eu disse que conhecia sim o Gengar que estava atacando, só que você sabe como um Gengar se comporta se é perturbado.
— Por quê ele estava indo atrás de você? – Seu tom não mudava, o nervosismo ainda era presente.
— Não só de mim, de Scarlett e Leon também. – Fiz uma pausa para rapidamente organizar a história inventada. – Estávamos indo na direção da cidade do Battle Hall quando paramos uma noite para dormir na estrada. Scarlett e eu resolvemos treinar golpes aéreos e esse Gengar tava dormindo no alto de uma árvore tranquilamente, sem querer o derrubamos e ele veio atrás de nós no Mega Market querendo vingança. Foi só isso, depois do Mega Market nunca mais o vimos. – Mudei o tom para tentar transmitir confiança.
— Hum... Menos mal. – Ela pareceu cair na minha história. – Falando em Battle Hall, parabéns pela vitória contra Argenta.
— Obrigado. – Volkner e Amber estavam de frente para a caverna
ordenando golpes usando Salamence e Luxray, Scarlett e Leon observavam de longe. – Estamos indo para Skypone, Thorton me pediu para fazer uma coisa pra ele e daqui irei enfrentar Palmer.
— Skypone? — Minha mãe fez uma pausa. – Acabei de saber que vai ter uma competição de Pokéringer lá.
— Sério? – Falei animado. – Quando é?
— Em três dias. Eu fui convidada para comentar a competição, mas tenho uma reunião com o conselho e não poderei ir. – Ela parecia triste. – Queria vê-lo.
— Ah, que pena. – Nesse momento me assustei, uma Galv
antula saiu e lutava com os dois. Um Sableye pulou no colo de Amber, que o espantou enquanto concentrava-se na luta. Scarlett e Leon estavam ao lado deles dando apoio.
— O que está havendo aí? – Ela pareceu preocupada de novo. – É o Gengar?
— Não, não. Amber e Volkner estão lutando contra uma Galvantula. – Falei em um tom tranquilizador.
— Amber? Então ela te achou? Ela me disse que te viu perto do Battle Hall mas te perdeu de vista, ela e Roxie estavam indo para Unova e...
— Sim, eu sei disso. Aí ela me viu e tentou me achar, mas acabou que Scarlett trocou minhas roupas e pintou meu cabelo e não nos achamos por uns dias, fui até a entrada da Battle Frontier lutar contra Flint e Volkner e nos desencontramos mais ainda. Só quando eu derrotei Argenta que ela me achou.
— Manda um beijo pra ela. O prêmio do Pokéringer desse ano é uma Dawn Stone ou um ovo Pokémon.
— Interessante. – Pensei na Kirlia de Scarlett na hora. Volkner havia a
cabado de capturar a Galvantula e alguns pokémons pretos com partes brancas apareceram atrás de uma árvore, pareciam que estavam de vestido, olhavam a cena curiosos. O Sableye que havia pulado no ombro de Amber não estava mais ali perto. – Mãe, preciso ir.
— Tudo bem, filho. Boa sorte no Pokéringer e contra Palmer. – Sua voz estava doce.
— Pode deixar, obrigado. – E desliguei o pokétch.
— Acabou de falar com a mamãe? – Leon fez piada.
— Pronto, agora poderei ter um Pokémon diferente no ginásio. – Volkner falou e Amber parou ao seu lado.

Olhei desconfiado para os dois. Alguma coisa aconteceu quando estávamos separados, algo que eles não falaram para nós. Decidi não entrar no mérito disso.

— Agora que todos conseguimos o que queríamos, podemos ir embora? – Falei andando
na direção oposta à da caverna.
— É, de acordo. – Leon pulou no meu ombro. – Vamos sair daqui antes que mais aranhas apareçam e Jake precise trocar as calças.


Dei um empurrão nele do meu ombro e ele rolou no chão. Todos nós rimos muito da cara de raiva dele e continuamos seguindo nosso caminho para fora da floresta rumo a Skypone.

...

— O menino saiu da floresta próxima a Skypone faz 3 horas, senhor. – A mulher de terno preto falou para uma imagem de Galleghar em um computador.
— Perfeito. – Galleghar sorriu. Estava em algum lugar fechado. – Solte-o, no meio da cidade. Assim que ele chegar quero Drapion esperando-o.
— Sim, senhor. – Ela fez uma pausa. – Senhor, perdoe-me a pergunta mas...
— Não, não perdoo. – Galleghar cerrou os olhos. – Pode perguntar mesmo assim.
— Não seria mais prudente colocar Drapion em uma Pokébola? Já perdemos Gengar assim e o senhor mantém Weavile e agora Drapion na mesma condição, apenas com Scizor que não o fez.
— Já lhe disse para não se intrometer no que não é de sua conta. – Ele disse num tom ríspido. – Além do mais, Scizor é o único Pokémon que eu realmente confio 100%. – Uma pausa. – Solte o Drapion, retornarei amanhã.
— Como quiser, sen... – Galleghar desligou a tela antes que a mulher pudesse responder.

Ela levantou-se e olhou para o vidro grosso que estava a sua frente. Drapion dormia tranquilamente dessa vez. A grande estrutura metálica que planava perto da rota de Skypone cruzou os céus com um grupo de quatro pessoas e um pequeno Pokémon verde que andavam tranquilamente na direção da cidade.

O grande helicóptero parou no ar. Abriu uma grande comporta e um Pokémon roxo enorme caiu no centro da cidade. Assim que bateu no chão, Drapion acordou. Seus olhos em fúria mostraram que ele estava disposto a destruir tudo.

...

— O que está acontecendo? – Falei. – Que helicóptero mais esquisito, passou voando perto de nós e do nada para em cima de Skypone e volta voando por onde veio?
— Empate... – Amber fitou o portão de Skypone. – Ele não foi em Skypone para nada.
— O quê? – Scarlett apressou o passo.
— Não? – Falei e nós quatro começamos a correr. Leon pulou no meu ombro.

A passos curtos e rápidos, nós quatro corremos em direção a cidade. Assim que entramos vimos a fileira de casas com o estilo de Skypone: dois andares e telhas transparentes. No centro da cidade, perto de uma construção que continha um grande canteiro de obras estava um Pokémon escorpião roxo enorme, que disparava ataques para todos os lados. Drapion. Fiquei estático.

De repente a massa roxa virou-se para trás e seu olhar cruzou com o meu. Ele estalou as pinças e veio correndo em nossa direção.