A gralha parou em cima de um enorme carvalho e Justin levantou a cabeça por reflexo. Quando ele viu que era apenas um pássaro, ele relaxou. Seus olhos prenderam-se na mancha branca em suas mãos. Ele sentiu seu rosto torcesse-se de arrependimento.

Ele não tinha intenção de matá-lo. Ele deveria ter caçado algo maior que um coelho. Se ele soubesse o quanto estava faminto. Mas, lógico, isto era pensar no o assustava: Nunca saber como o caçador poderia ser forte ou o que ele poderia ter para satisfazê-lo. Ele era sortudo por neste momento só caçar coelhos.

Ele apoiava-se debaixo dos carvalhos, que filtravam os raios de sol que chegavam os seus cacheados cabelos. Com o seu jeans e sua camisa, Justin Biber parecia exatamente como um estudante normal do ensino médio.

Ele não era.

Nas profundezas das árvores, onde ninguém poderia vê-lo, ele alimentava-se. Agora. Ele passou a língua pelos lábios, lambendo-os, para certificasse que não estavam sujos. Ele não queria correr risco. Manter essa máscara era bastante difícil para tirá-la como estava fazendo.

Por alguns momentos ele perguntou-se, de novo se não devia jogar tudo para o alto. Talvez ele devesse voltar para a Itália, voltar para o seu esconderijo. O que o fazia pensar que poderia voltar ao mundo de luz?

Mas ele estava cansado de viver nas sombras. Ele estava cansado da escuridão e de todas as coisas que viviam lá. Mas o pior de tudo era que ele estava cansado de ficar sozinho.

Ele não tinha certeza porque escolhera Cheshire, Inglaterra. Ela era uma cidade nova, para os seus padrões. As casas antigas tinham sido construídas no centro há alguns anos. Mas as memórias e os fantasmas da guerra civil ainda viviam lá, tão reais quanto os supermercados e os fastfoods.

Justin tinha profundo respeito pelo passado. Ele pensou na possibilidade de gostar das pessoas de Cheshire. E talvez – apenas talvez – ele poderia encontrar um lugar entre eles. Ele nunca seria completamente aceito, lógico. Um pequeno sorriso formou-se em seus lábios com a ideia . Ele sabia que esperançar era o melhor para isso. Não haveria um lugar onde ele poderia pertencer completamente, onde ele poderia ser verdadeiramente ele mesmo.

A menos que ele escolhesse pertencer às sombras... Ele deixou esses pensamentos de lado. Ele deixou as sombras para trás. Ele estava deixando esses borrões de muitos anos para trás e começando de novo, hoje.

Justin deu-se conta que ele ainda segurava o coelho. Gentilmente, ele o colocou em cima de uma cama de folhas.

Muito longe, tão para os ouvidos humanos escutarem, ele reconheceu os ruídos de uma raposa. Chegando, o seu amigo, ele pensou tristemente. Seu café da manhã está esperando.

Ele colocou sua jaqueta nos ombros. Notou a gralha que o tinha perturbado mais cedo, ela estava no carvalho e parecia está encarando-o. Tinha algo errado ali. Ele começou a enviar pensamentos inquisitórios na direção da ave, para examiná-la, mas freou-se. Lembrando-se de sua promessa, ele pensou. Você não pode usar seus poderes a menos que seja absolutamente necessário. E a não ser que não houvesse outra saída.

Andando quase silenciosamente entre as folhas mortas e os galhos secos, ele fez seu caminho ao redor das árvores. Seu carro estava estacionado lá. Ele olhou para trás, uma, vez, e viu que gralha tinha ido e os ramos caíram sobre o coelho. Tinha algo sinistro no modo como ele abria as asas. Algo sinistro e triunfante. A garganta de Justin apertou-se e ele quase voltou para perseguir a ave.

Se ele encontrasse o pássaro de novo, ele olharia dentro da mente dele, ele decidiu. Mas agora, seus olhos passaram rapidamente pelas árvores, sua mandíbula trincou-se. Ele não queria chegar tarde à Escola Robert E. Lee.