Notas iniciais
Oi, leitoras lindas!
Voltei com a Segunda Fase, como o prometido. Sem mais conversa pois eu sei q ninguém lê as notas iniciais mesmo, então... enjoy!

“E então descubro que meus olhos são meus maiores inimigos, ansiosos por me trair a cada palavra que digo.”


O rapaz mordia a ponta do polegar direito enquanto seu pé batucava impacientemente no chão. Outra prova de que ele estava extremamente nervoso e ansioso era que sua mão esquerda apoiava o cotovelo do braço direito, apertando-o com firmeza, pressionando o antebraço com força contra seu estômago.

E ela apenas observava, seus olhos desprezando o ansioso rapaz ao seu lado e se fixando na mulher que provava calmamente de uma bebida no bar. Sozinha.

– Como poderemos saber se ela está traindo o marido? – como era mesmo o nome daquele estagiário? Michel, Robert, Noah? Ou seria Peter? Fazia mesmo alguma diferença? Eles eram todos iguais e a tratavam sempre da mesma forma. – Tipo, chegar lá e perguntar: “Olá, como vai? Por acaso andou pulando a cerca recentemente?”. Isso é impossível!

– Você nem tentou. – os olhos castanhos encararam o medo estampado nos olhos cinzentos do rapaz ao seu lado. Ah, sim. Seu nome era Gabe, agora ela se lembrava. – Já pensou em se aproximar e dar em cima dela?

– Garota, olha só praquele mulherão. – ele apontou pra loira que rodava um solitário cubo de gelo no fundo de seu copo, seu cotovelo escorado no balcão sustentando o peso da cabeça já que ela encaixara o queixo na palma da mão. Desânimo, logo os olhos castanhos e sagazes identificaram. Mas por que desanimada em um bar tão movimentado? – Acha que eu tenho chance de mexer com a libido dela?

– Segurança não é o seu forte, Gabe. – ela riu torto ao se concentrar mais uma vez na mulher. Peixe pequeno, era assim que ela a via. Um caso de desconfiança da parte do marido rico que viajava demais pra poder supervisionar em tempo integral as atividades de sua jovem e bela esposa. E esse homem era amigo de Caleb, então... era por isso que ela estava ali. – Se você não vai, eu vou.

– O que... – o rapaz ia perguntar, mas a garota se levantou antes mesmo que ele pudesse terminar sua atônita frase.

Bella então atravessou o apinhado espaço, aproximando-se do balcão e sentando-se a dois metros de distância da loira. Megan Foster, assim constava na ficha que Lia lhe passara. Vinte e cinco anos, cursada em direito mas sem nenhuma carreira, vivia à custa do marido com o qual era casada desde os vinte. O que mesmo estava escrito em sua ficha? Ah, sim. Mente distante, frieza na cama, desculpas esfarrapadas... a mulher já não era mais a mesma. E o marido queria saber por que.

Mas antes que Bella pudesse fazer qualquer avanço, um homem musculoso, apertado em uma camisa preta que delineava cada um de seus tão bem desenhados músculos, se embrenhou no espaço entre elas antes que Megan a pudesse ver. Bella então se manteve quieta apenas observando as reações da mulher por sua visão periférica.

– Olá, doçura. – o homem cumprimentou a loira, seu corpo imenso quase barrando a visão de Bella. Mas uma leve inclinada por cima do balcão com a desculpa de estar chamando o barman colocou o rosto da loira em foco e... Diabos, o que era aquilo? – Percebi que está a certo tempo sozinha e então pensei que talvez quisesse companhia.

– Pensou errado. – ela disse secamente e baixou os olhos que tinham observado brevemente o rapaz, voltando a mirar seu copo. – Estou bem, obrigada.

– Hum... – Bella teve vontade de rir do grandalhão ao seu lado. Não parecia ser do tipo que levava foras com freqüência e isso o deixava tenso. Seu rosto não era visível já que ele estava de costas pra ela, mas a tensão que comprimiu os músculos por baixo da camiseta deixou isso evidente. Muito evidente. – Você tem certeza? Nós poderíamos...

– Não, nós não poderíamos. – ela ergueu a mão esquerda e mostrou o fino e caro anel. – Sou casada.

Bella mordeu o lábio inferior e disse qualquer coisa pro barman que perguntou o que ela queria. Um homem bonito se oferecendo pra Megan e ela o dispensa com essa de ser casada... ela até poderia considerar que... mas não, aquela expressão anterior...

– Oh, me desculpe. Eu não tinha percebido. – o homem murmurou mais algumas coisas, mas desistiu ante o ar de desinteresse da mulher.

Bella remexeu-se na banqueta estofada. “Pense, garota, pense!”, ela forçou-se enquanto observava a mulher ao seu lado ainda pelo canto dos olhos, “Qual seriam seus motivos?”

– Mais alguma coisa, Sra.? – o barman perguntou com um sorriso lisonjeiro enquanto a mulher levantava seus olhos pra ele. Bella viu algo inconfundível: tristeza. E isso a impeliu a agir naquele momento.

– Mais um drinque. – ela disse chamando a atenção de ambos. Lutou pra que sua total atenção estivesse nela, nas reações que cada um dos seus atos ou de qualquer outra pessoa pudesse causar. — Por minha conta, por favor. – completou e esperou que ela a rechaçasse assim como o fizera com o rapaz da camisa preta. Por que sua expressão anterior não era nem um pouco convidativa a uma aproximação.

Mas as palavras duras não vieram. E logo Bella pôde ver em seu olhar o porquê.

– Obrigada... – e esperou que ela se apresentasse.

– Bella, Bella Swan. E você é...? – incentivou bebendo um gole da cerveja que o barman entregara momentos antes. Ah, então ela pedira uma cerveja. Menos mal.

– Megan Foster. – um pequeno e trêmulo sorriso. Os olhos de Bella baixaram até seu copo e então a garota teve pena quando percebeu sua intenção ao mudá-lo de mão. Agora ela estava começando a entender. – Então, Bella? Sua companhia ainda não chegou? – ela tentou puxar assunto, seu sorriso aumentando enquanto seus olhos a analisavam atentamente.

– Na verdade chegou sim. – Bella fez um aceno desdenhoso em direção a mesa na qual Gabe a observava temeroso. – Mas ele me entedia.

– Homens... – Megan bufou bebericando seu drink com amargura. Mais uma vez Bella previa a expressão da mulher. Estava tão claro quanto o dia o que havia ali. – Jamais entenderão a verdadeira face das mulheres.

– Ora, Megan. – Bella sorriu fazendo a loira encará-la mais uma vez. – Mas isso seria pedir demais deles. – ela deu de ombros ao beber mais um longo gole da cerveja, seus olhos apreendendo as marcas de expressão da mulher ante suas palavras. – Por que somente uma mulher pra compreender outra mulher.

– É. – ela riu nervosamente. – Você está certa. – observou-a com mais atenção. – As mulheres são mesmo mais amorosas, mais fiéis, mas compreensivas... tudo o que um homem não pode ser.

– Me parece meio traumatizada com essa espécie. – Bella lançou a isca como quem não queria nada. – Acaso algum infeliz te traiu ou algo parecido?

– Não, não... – Bella viu quando Megan engoliu em seco. Remorso... isso pesava seu belo rosto. – Ele é muito bom pra mim. É só que... ah, deixa pra lá. – ela riu forçosamente. – Não vou te aporrinhar com meus problemas.

– Não seria aporrinhação alguma, Megan. – Bella se debruçou alguns centímetros mais pra perto da loira que mais uma vez engoliu em seco, lambendo os lábios nervosamente. – Em parte eu te entendo, sabe?

– Entende? – Megan parecia beber cada palavra que saía da boca de Bella. – Mas você nem mesmo me conhece...

– Precisa te conhecer pra perceber a angústia em seus olhos? – Bella disse e não vacilou quando percebeu os ombros de Megan se contraírem, tensos. – Seu problema não são os outros, Megan, mas sim apenas você.

– Eu? – ela desacreditou, todo o ar amistoso de antes sendo substituído pela mesma secura que antes ela usara contra o homem que a abordara. Na defensiva, logo Bella percebeu. – Eu. – ela bufou, incrédula. – Você não tem a mínima noção do que diz.

– Eu tenho noção de que o álcool te faz esquecer de quem é, pelo menos por um curto momento. Tenho noção de que você freqüenta lugares como esse bar quando seu marido está fora apenas por que não quer ver nenhum conhecido. Isso tudo por que não gosta nenhum pouco de quem você é. Ou pelo menos do que aparenta ser. – Bella prosseguiu mesmo quando os olhos da mulher se estreitaram em desconfiança, aproveitando-se então da surpresa da loira ao saber que a morena sentada ao seu lado sabia mais dela do que qualquer outro pra concluir sua linha de raciocínio. – Mas vai por mim, fugir não resolverá seus problemas. Pode ter adiantado na adolescência quando você culpava a inconstância de seus hormônios pelo que sentia, mas agora que já é adulta... se esconder vai acabar por te sufocar.

– Quem... quem é você? – Megan sussurrou em atônito choque. Bellla riu e bebeu o último gole da cerveja, levantando-se.

– A pergunta não é essa, Megan. A pergunta é: quem é você? – e saiu de perto da loira antes que essa pudesse lhe fazer qualquer outra pergunta.

Atravessou o bar mais uma vez e parou em frente à mesa que Gabe ainda ocupava. Bella sentiu um tremendo desgosto: por que diabos Caleb a colocara pra trabalhar com alguém como... aquilo? Não era maldade de sua parte, era apenas desânimo. Por que quem trabalhara uma vez com Edward e Damon não se contentava com um simples Gabe da vida.

Mas esse era seu primeiro caso depois que aceitara trabalhar pra Caleb, então... tinha que dar o serviço por completo, mesmo que casos como aquele a sensibilizassem e ao mesmo tempo irritassem.

Por que as pessoas fugiam do que elas eram quando algo tão simples estava em jogo? E se elas tivessem a mesma sina que Bella? Certamente que enlouqueceriam. Ou se matariam. Certo era que não saberiam lidar com tal coisa, visto que nem mesmo com seus problemas mais ínfimos tinham sucesso em solucionar.

Bella lançou outro olhar pra loira que acabara de deixar no bar e sentiu um aperto no peito. “Ok.”, ela pensou enquanto reconsiderava, “O problema dela não é qualquer problema”.

– Trabalho feito. Agora podemos ir. – disse simplesmente e viu a incredulidade no rosto do rapaz.

– Como assim trabalho feito? – ele perguntou olhando pra Megan que ainda estava sentada no bar, o rosto baixo enquanto parecia refletir. Ainda bem que nem mesmo pensara em seguir Bella. A garota não queria prolongar conversa sobre o sofrimento de ninguém. – Descobriu se ela trai o marido?

– Ela não trai o marido, Gabe. Satisfeito? – o que Bella mais queria era sair daquele bar barulhento, pegar um táxi e ir pra casa. Já era tarde e ela teria aula logo pela manhã. John não gostaria nada se ela começasse a faltar às aulas por causa do novo emprego. Depois de tudo, ele ainda agia como se de fato fosse pai adotivo da garota.

– Como você pode saber? – o rapaz a desafiou, duvidando que aquela “Natural” metida à besta pudesse mesmo fazer as coisas impossíveis que tanto ouvira dizer. Pra ele era só favoritismo, nada mais do que isso, já que nada vira de excepcional na moça.

– Me diga, Gabe, como vai o seu pai? – ela viu quando o rosto do rapaz se fechou e suas mãos se fecharam em punhos em cima da mesa. – Homens não choram, Gabe. Homens não sentem medo. E, acima de tudo, homens não são inseguros. – ela riu de forma cretina. – Não era isso o que ele dizia?

– Como você... – ele estava boquiaberto, olhando pra bela morena que agora o encarava com quase pena. – Então isso é um Natural. – ele suspirou ante a demonstração viva do que ele acreditara sempre ser mentira. Pelo menos desde que ele se aprofundara na arte incrível de ler micro-expressões e linguagem corporal.

– Me desculpe se fui... cruel. É que não sou muito legal quando duvidam de mim. – Bella suspirou, cansada. – Agora podemos ir pra casa?

– Mas se ela não traía o marido, o que houve então pra que mudasse assim, de repente? – Gabe quis saber, curioso, ao se levantar da mesa e caminhar com Bella em direção à saída.

– A mudança não foi brusca. O marido é que só percebeu isso agora. – coçou a cabeça de impaciência quando viu a confusão no rosto de Gabe. – Ouça, homens não são seres muito sensíveis. E não digo isso por preconceito, é a mais pura verdade: vocês não sabem ou demoram pra conseguir ler nas entrelinhas. Isso só piora quando se trata de ler mulheres, já que a maior parte destas sempre diz tudo por meias palavras... ou simplesmente por palavra nenhuma.

– Prossiga. – Gabe se viu totalmente interessado na aula que a morena estava lhe dando. Quantos anos ela tinha? Dezoito, no máximo, já que ainda cursava o ginásio. E como diabos não se surpreender ao perceber que aquela... leiga sabia mais do que ele que, no auge de seus vinte e quatro anos, acabara a faculdade que ele tanto lutara por concluir e na qual fora um dos melhores?

– Creio que os sinais existiram desde sempre, quase inconscientemente. Ela... sempre esteve confusa quanto a isso, mas jamais teve a coragem pra assumir a si mesma a verdade. – um taxi parou em frente a eles na guia da calçada e ambos entraram, já que moravam no mesmo lado da cidade.

– Onde você quer chegar? – ele estava mais do que curioso quando se acomodaram no banco de trás do carro.

– Bem, peguemos do início. – ela refletiu por um momento e então encarou os olhos cinzentos do rapaz. – De início, eu fiquei surpresa por seu ar de tristeza e desânimo num lugar tão cheio e animado. Por que alguém iria a tal lugar se não estava com o espírito de festa? Se não era pra se encontrar com algum amante e nem pra arrumar uma companhia pra noite, por que ela estava ali então? – mais um curto silêncio enquanto ela remoia o que se passara e transportava as sensações pra palavras que ele pudesse entender. – Então fui até lá e ia me aproximar quando o cara de camisa preta se intrometeu. Foi graças a ele que eu comecei a desconfiar da verdade.

– Que verdade? – Gabe franziu a testa, afoito, e Bella riu.

– Calma, vamos por partes. – as ruas pouco movimentadas passavam por eles com velocidade, estando mesmo quase desertas visto que tinham deixado a agitação do centro e adentravam a periferia, nos bairros residenciais. Pessoas normais estavam dormindo à uma hora daquelas. E nesse momento, mais do que nunca, Bella quis ser uma delas. Mas pra que estar em casa se não se consegue dormir? – Quando ele se dirigiu a ela, esperei por duas coisas em suas reações: ela demonstraria interesse revelando assim que precisava de uma companhia pra tirá-la do tédio que era seu casamento ou o despacharia por que já tinha um amante e que o estava esperando. Mas não vi nada disso.

– Não? – ele se surpreendeu.

– Não. – ela confirmou. – Eu vi desdém. E isso foi mais do que estranho, já que uma mulher sexualmente saudável se sentiria no mínimo tentada ao ser abordada por um homem tão bonito e viril. Mas ela não se sentiu tentada. Não se sentiu lisonjeada. Era só... desdém e puro desinteresse. Além de muita irritação, claro. – ela encarou mais uma vez os olhos atentos do rapaz. – Mas minhas suspeitas só começaram a tomar forma quando ela disse a ele que era casada e mostrou a aliança.

– E isso quer dizer...?

– Ela gosta de mulheres, Gabe. – seria cômico e ela até riria da cara de surpreso choque do rapaz. Mas na mente de Isabella passava a imagem da atormentada Megan. Atormentada pela vida que as próprias escolhas covardes tinham construído. Por que ela vivia uma mentira. – Percebi isso quando me aproximei e ela me olhou com renovado interesse. Ainda com cautela, como se receasse se aproximar demais, mas visivelmente tentada ao fazê-lo. A tentação que faltara na conversa com o cara da camisa preta. – ele ainda a fitava imóvel, mudo pelas revelações da morena. – E pra confirmar minhas suspeitas, ela fez o contrário do que havia feito momentos antes com o rapaz: a ele, ela mostrou claramente a aliança e disse “Sou casada!”, mas pra mim ela nada disse... e tentou esconder a aliança ao pegar o copo com a mão esquerda, sendo que ela é destra.

– Ela estava... interessada em você? – a voz de Gabe era um sussurro.

– Talvez não sexualmente... não apenas sexualmente, pelo menos. – Bella parecia refletir profundamente sobre aquilo. Gabe logo percebeu o quanto tudo aquilo lhe afetara. Ela, de certa forma, compartilhara das tristezas de Megan. – Ela apenas foge. Foge de alguém que ela é, ou de alguém que ela quer muito ser. Não me pergunte como funciona essa coisa de preferência sexual, pois não faço idéia. Não sei se existem meios de se lutar contra o que se sente... mas se eles existem, nesses vinte e cinco anos, Megan não os encontrou.

– Mas como você soube que ela não estava simplesmente traindo o marido com uma mulher? – Gabe estava cada vez mais interessado. Como a garota conseguia aquilo? Apreender tanto de uma pessoa numa conversa tão rápida?

– Por que ela está triste, com remorso. Mas... não é tristeza por ter traído o marido. Não sexualmente, pelo menos. Ela não tem uma amante, prova disso é estar sozinha num bar desconhecido. E nem está à procura de uma, já que chegou e se sentou em frente ao bar, nem mesmo se dando ao trabalho de olhar a sua volta.

– Mas ela se interessou por você. – Gabe lembrou. Bella o olhou dentro dos olhos por um momento antes de apenas dizer.

– Quando você está perdida e terrivelmente sozinha, não sabendo que direção seguir, sempre agarra a primeira mão estendida que te lançam. Ela não me viu como um rosto feminino bonito ou como um corpo que encarna suas fantasias mais eróticas. – ela engoliu em seco. – Por que nessas andanças noturnas, onde ela foge desse eu que ela construiu e que tanto despreza, ela não busca diversão ou um simples caso. Ela espera apenas por isso: alguém que a tire dessa vida de mentiras e extrema solidão.

– Como diabos você sabe disso? – ele estava mais do que surpreso. Quem era mesmo que desdenhava dos dons naturais da bela morena sentada ao seu lado? Gabe nem mesmo se lembrava.

– Simples. – Bella riu quando o carro parou em frente a sua casa e ela estendia uma nota pro calado e sonolento motorista. – Os olhos jamais mentem. Boa noite, Gabriel.

E saiu antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa. Por que aquela garota descobrira mais coisas em poucos minutos do que ele descobriria em semanas. Isso era uma Natural. Isso era Isabella Swan.

Ali, observando as costas da garota desaparecerem enquanto o carro se distanciava, Gabe só tinha um único desejo: um dia, antes de morrer, ser apenas um lampejo do que aquele demônio de garota era.

Notas finais
Então?
Ainda tenho leitoras?