The Art Of The Lie - 1, 2 e 3 (hiatus)
29 Capítulo 01
Notas iniciais
Bem, capítulo 1 postado. Lá embaixo nóis proseia =)
“E a verdade está sempre evidente. Nós que às vezes nos fazemos de cegos: viver uma mentira é mais fácil do que encarar a verdade.”
- Suas olheiras estão gritando noite mal dormida. – Alice disse assim que se sentou ao lado da melhor amiga no ônibus escolar. Bella revirou os olhos.
- Bom dia pra você também. – respondeu e prontamente bocejou. Dormir de menos não era pra ela, com certeza de que não. Mas era tanta coisa acontecendo... como diabos poderia dormir? – Trabalho até tarde.
- Com o Edward? – Alice quis saber. Mas já sabia a resposta que logo viria.
- E eu lá vejo o Edward ultimamente? – o mau humor de Bella que já estava se insinuando em suas palavras devido à falta de horas de sono tranqüilo agora era explícito. Por que esse assunto a tirava do sério.
Fazia pouco mais de um mês desde que a garota quase morrera ao tentar provar a culpa de sua professora de História e do diretor na morte da professora que dava aulas de Biologia. E então, depois da festa na casa de Caleb, Bella começara a freqüentar a agência todas as tardes, às vezes o trabalho se prolongando noite a fora.
E então a garota percebeu que podia odiar Caleb Langdon. O desgraçado assanhava a moça ao dar um caso tão grande logo de início pra depois jogá-la em meio a simples estagiários que, em sua maior parte, nada sabiam sobre nada. Logo na primeira semana Bella pensara em desistir.
- Desistir? Você ta doida? – Edward despejara sua incredulidade ao visitar seu quarto em uma daquelas noites. Era um hábito que não morreria, Bella imaginava. Mesmo que agora todos soubessem que estavam “de caso”, Edward ainda escalava sua janela pra passar a noite com ela. – Agora que chegou aqui vai pensar em desistir?
Mas... chegou aonde mesmo?
Ela nem mesmo via direito Edward ou Damon na agência, ambos estando ocupados demais em casos e mais casos pra ter tempo de parar e apenas saber se a garota estava bem. Ok, o fato de ser obrigada a trabalhar no mesmo prédio que Edward e não poder estar perto dele já a irritava mortalmente.
E ainda havia as aulas. Longas e enfadonhas aulas nas quais ela tinha vontade de sair correndo e gritando, lançando-se por uma daquelas janelas imensas que mostravam a paisagem cinzenta do centro comercial da cidade.
Reclamar pra quem? Pra Lia que ainda torcia o nariz toda vez que a via? Pra Edward que só via nas raras vezes nas quais ele tinha uma folga e que se encontravam pra matar as saudades? Pra Damon que nem mesmo via com aquela freqüência de antes? Pra Caleb que parecia ter sido engolido pela terra?
Então era isso. Aceitar ou desistir. E em parte pelas palavras de Edward, mas também em parte por seu orgulho próprio que dizia que ela devia dar uma boa lição naqueles estagiários metidos à besta que pensavam saber mais do que ela, Bella ficou.
Aquele maldito mês parecia a droga de um longo e cansativo ano.
- Mas pelo menos você teve um trabalho dessa vez? – Alice quis amainar as coisas ao ver que a amiga estava nervosa. – Fez algo além de ouvir palestras e mais palestras?
- Sim, fiz. – Bella suspirou desanimada. – Mas nada do que eu esperava que Caleb me fosse dar.
Havia mágoa em suas palavras. Sim, era certo que dissera com todas as palavras a Caleb que não gostava dele. Que não confiava nele. Mas precisava ignorá-la assim, abertamente? O infeliz não dissera que ela era especial? Então! Por que não a colocava num caso de verdade?
- Precisa ter paciência, Bella. – Alice aconselhou com voz calma, não recuando nem mesmo ante o olhar feroz que a amiga lhe lançou. – Do pouco que conheço daquele cara, no mínimo ele está jogando com você.
E ela não sabia? Mas saber que o filho da puta loiro estava brincando com sua paciência não ajudava a garota a se conformar. Não mesmo.
- Olá, garotas! – era Roy que as cumprimentava ao se aproximar e desabar sobre os dois bancos vagos em frente a elas, virando seu corpo pra que pudesse encará-las enquanto suas longas pernas passavam do limite do banco, dobrando-se no corredor. – Novidades?
- A Bella resolveu um caso ontem. – Alice disse polidamente. Depois de todos os acontecimentos daqueles conturbados tempos, ela resolvera deixar de lado sua implicância com Roy. Mas não de todo, claro.
- Mas isso é ótimo, Bells! – ele disse encarando a morena. – E como foi?
- Me deram um maldito e traumatizado idiota como parceiro. – ela rosnou encostando sua cabeça no banco e fechando os olhos cansados. – Nada contra Gabe, mas tomara que não me coloquem pra trabalhar com ele novamente.
- Se você coloca maldito, traumatizado e idiota numa frase dirigida a uma pessoa da qual você não tem nada contra, não quero nem ver o que dirá de pessoas as quais você detesta. – Roy comentou fazendo Bella rir de leve, ainda de olhos fechados.
- Não me leve à sério hoje. – ela disse lentamente, o chacoalhar do ônibus deixando-a sonolenta. – Fico lenta, rabugenta e intratável quando não durmo direito.
- E quando é que você dorme então? – Roy gracejou fazendo Alice rir gostosamente, Bella abrindo os olhos pra encarar o rosto moreno e brincalhão no mesmo momento em que o ônibus parava em frente à escola.
E por um momento ele quase matara a charada.
- Faleça bem lentamente, Roy. – ela disse tentando conter o riso que apenas a expressão do amigo lhe provocava. Ele era tão besta. – De preferência, de forma bem dolorosa.
- Bom saber que você me ama. – ele comentou enquanto seguia os demais alunos pra fora do ônibus escolar.
Mais um dia de aula. Bella suspirou pesadamente assim que o ar quente de fora do veículo a cercou. Nem mesmo prestava atenção no tagarelar de Roy e Alice, sua mente estava muito longe. Numa época movimentada. Especificamente em certo dia que ela fora raptada com promessas de assassinato naquele mesmo estacionamento, de onde saíram a toda no carro do diretor.
É, bons tempos.
A expressão dos demais alunos ainda não mudara naquele mês de convivência com a garota. Os boatos corriam mais do que camelô em batida policial desde aquela noite do baile na escola: Bella fora seqüestrada pelo diretor Stanley e pela professora Elizabeth e quase morrera quando ambos tinham tentado fugir com ela no carro do diretor.
As possibilidades eram inúmeras, mas nenhuma delas chegava perto da verdade. Sim, todos agora sabiam que Eric era inocente e que os tais seqüestradores eram os verdadeiros assassinos de Vanessa, mas por que eles tinham tentado levar Bella era total mistério.
A garota não fizera questão de lhes contar que fizera parte da equipe que acabara por colocar os safados atrás das grades e então dera a oportunidade pra que os boatos corressem.
Elizabeth só queria vingança, já que Bella se mostrara hostil para com sua única filha. O fato de que a professora mudara a garota de escola não queria dizer outra coisa a não ser de que Bella a estava perseguindo. Corria o comentário sobre até mesmo certa briga no banheiro feminino... Por quê? E quem se importa? Aquela novata estranha era pirada o suficiente pra apenas encrencar com a pobre Leslie, que nada tinha lhe feito.
Bella se envolvera com Stanley, amante de Elizabeth. E por isso ela obrigou-o a ajudá-la a exterminar com a garota da mesma forma que o fizera com Vanessa.
Eles venderiam Bella pra uma rede internacional de prostituição.
Bella era uma paranormal poderosa. Stanley e Elizabeth queriam levá-la consigo e usar de seus dons pra que pudessem juntar muito dinheiro e assim fugir do país.
Não, a verdade era que a cabeça da garota estava posta à prêmio em algum país pequeno da América do Sul. Os palpites iam desde ladra até seqüestradora de criancinhas.
Alice morria de rir com esses boatos mais do que loucos, mas Bella apenas deixava correr. Deixasse que aquele povo tivesse sobre o que fofocar. Pelo menos assim todo mundo estaria feliz e o medo que a maioria das suposições lançava sobre a sua pessoa impediria que qualquer daqueles idiotas a viessem atormentar sobre o caso.
Estavam passando pelo pequeno jardim que adornava a entrada da escola quando Bella o viu. Abaixado, trajando o costumeiro uniforme de zelador, Emmett cuidava com zelo do gramado verde e bem aparado.
- Vão indo vocês. – ela disse a Alice e Roy que pararam de conversar pra prestar atenção ao que ela dizia. – Preciso trocar uma palavrinha com certo alguém.
- Tem certeza de que é uma boa idéia? – Alice duvidou, lançando um olhar a expressão indiferente de Emmett que estava a uns dez passos de distância deles. Era certo que ele percebera que Bella estava ali, mas era ainda mais certo que a estava ignorando. Como sempre.
- Claro que tenho. – a morena fez um gesto impaciente. – Depois a gente se vê.
E saiu em direção ao zelador antes mesmo que Alice ou Roy pudessem protestar. Logo estava ao lado dele, não transpondo os arbustos baixos que cercavam o gramado que ele tanto cuidava apenas pra não estragar o trabalho que ele estava fazendo.
- Bom dia, Emmett. – ela cumprimentou amistosamente o rapaz, mas ele nem mesmo levantou os olhos em sua direção. – Ainda sem falar comigo? Isso é muito infantil, sabe? – ela tentou, mas não surtiu efeito nenhum nos traços indiferentes de Emmett. – Sabia que minha amiga Rosalie perguntou de você? Ela queria saber se... mas que droga, Emmett! – a paciência inexistente de Bella finalmente explodiu ao perceber que aquela vez não seria nenhuma exceção. Ela mais uma vez ficaria conversando com as paredes até que o rapaz tivesse terminado seu serviço e assim se afastasse dela, sem um mínimo de educação. – Por que está me dando desprezo? Você é muito rancoroso, sabia? – mais silêncio. Ela bufou. – Ok. Se não quer falar comigo, tudo bem então. – e saiu dali em passos duros, entrando como uma onça pelas portas da escola. Alguns alunos que criam nas mais fantasiosas das suposições sobre a garota nem fizeram questão de disfarçar ao saírem correndo pra dentro do prédio quando a viram se aproximar.
Bella estava farta daquilo. Estava certo que Emmett ficasse chateado com ela pelas burradas que a garota fizera ao manipulá-lo, mas daí a ignorá-la totalmente... era um completo absurdo.
“Maldito medroso de uma figa.”, ela remoia durante as aulas que se sucederam com um incrível tédio nas horas seguintes. “Ele viu o que posso fazer, se eu quiser, e agora está pelando de medo de mim. Por isso me ignora como se eu fosse um toco de árvore. Não, certamente que ele cuidaria do toco de árvore e lhe daria mais atenção do que a mim. Ele me trata como se eu fosse um monte de... ah, deixa pra lá.”
Bella sabia que tinha pisado na bola com Emmett. Sabia que não deveria ter transpassado a couraça do rapaz, que não deveria ter roubado sua arma, que não deveria ter aberto a gaveta onde ele guardava a foto de sua família assassinada, que não deveria ter se intrometido em seus problemas pessoais. E por isso ansiava pelo perdão. Sentia-se pesada pelo remorso e queria que o rapaz ao menos falasse alguma coisa, apenas pra que ela pudesse sentir-se aliviada em saber que tudo estava bem.
Ou aparentemente bem, pelo menos.
Se a escola estava um verdadeiro tédio, Bella quis morrer com a tarde maçante na agência. Naquela manhã Damon estava de folga até às três da tarde e então levara Alice pra dar uma volta, por isso Bella pegou um taxi quando as aulas terminaram e rumou pro centro, entrando então no luxuoso prédio e subindo até o primeiro andar. O único andar ao qual ela tinha acesso, já que não era boa o suficiente pra possuir um pequeno cubículo no segundo andar ou até mesmo uma pequena mesa num escritório coletivo.
- Eu passarei rapidamente as expressões faciais de pessoas desconhecidas e vocês me responderão o que elas dizem, ok? – Roberts, um dos supervisores dos estagiários, estava em frente à mesa de oito lugares que era ocupada por Bella e mais sete jovens com idades que variavam entre vinte e três a vinte e oito anos. Muitas coisas eles tinham em comum, mas a maior delas não era a paixão pela profissão que tinham escolhido: era o desprezo pela única pessoa ali que não tinha graduação no assunto. Bella guardava o mutismo de sempre, não participando de maneira alguma do treinamento besta que consistia em uma tela de plasma na parede que refletia em milésimos de segundo a expressão facial de alguém, expressão que então eles tinham que decifrar. Isso era lamentável, Bella pensava enquanto via o velho professor apertar um botão no controle que tinha em mãos. – Que expressão foi essa?
- Raiva. – uma garota pequena que estava sentada ao lado de Bella disse, fazendo-a quase gemer de desgosto. Quem tinha soltado aquela criança por ali? Era mais do que evidente que a garota não poderia identificar uma expressão nem se ela gritasse seu nome na cara dela.
- Não, é desprezo. – um loiro na ponta da mesa arriscou. Bella pensou se cortar os pulsos com o cortador de papéis seria muito doloroso.
- Lógico que não, é dor. – um moreno repreendeu os colegas enquanto o professor apenas observava. Era óbvio, ninguém acertara. E aquilo era lamentável...
- Por que isso é lamentável, Srta. Swan? – a voz irritada do professor fez com que Bella percebesse que verbalizara sem querer seus pensamentos. E os olhares nada amistosos de seus “colegas” lhe diziam que se antes eles não simpatizavam com ela agora a queriam longe deles. Bem longe, tipo do outro lado da galáxia.
- Me desculpe, eu pensei alto. – ela tentou consertar. Mas a merda já estava feita.
- Em todas as minhas aulas até hoje, a Srta. não disse uma única palavra que não fosse seu próprio nome. – as narinas do velho estavam infladas. Ele não estava contente com ela, não mesmo. – Sei que é meu trabalho aceitar todos os estagiários que o Sr. Langdon me manda, mas o seu mutismo...
- Constipada. – ela disse afim de calar o sermão que o velho começava a lhe dar. Ela odiava sermão. – A mulher está apenas com prisão de ventre.
- Ela é doida. – um negro de cabelo rastafári desdenhou do outro lado da mesa fazendo a baixinha-perdida-pelos-pais rir maldosamente.
- Oh. – o velho Roberts engoliu em seco. Bella sabia desde quando ele pegara o controle em mãos que aquela expressão seria uma pegadinha. A astúcia e malícia que brilhavam nos olhos do homem não puderam ocultar da garota suas verdadeiras intenções. E confundir prisão de ventre com qualquer emoção não seria um erro que ela cometeria. Não naquela altura do campeonato.
- Ela está certa? – um dos rapazes desacreditou, olhando incredulamente de Bella pro professor que estava momentaneamente sem palavras.
- Sim... ela está. – Roberts disse com relutância ao encarar Bella com maior atenção. – Mas já que é tão esperta, por que não me diz mais algumas expressões que tenho aqui na memória de meu computador?
- Professor, isso não é... – Bella tentou cortá-lo, mas um sorriso de desdém se desenhou nos lábios do velho. Oh! Então ele pensava que tivesse sido sorte? Ok, então. – Quantas são?
- Milhares, na verdade. – ele riu, orgulhoso. Pensava que estava na vantagem. – Mas acredito que mais umas três seriam suficientes?
- Sim, como queira. – ela deu de ombros, os colegas em completo silêncio enquanto a encaravam abertamente. Bella percebeu que a maioria deles esperava encontrar sinais de fraqueza em seu rosto. Bando de retardados. Se nem mesmo Edward, um dos mais promissores talentos da leitura facial e corporal, a tinha conseguido ler totalmente, o que aqueles idiotas prepotentes acreditavam que conseguiriam?
- Comecemos com essa, então. – e o rosto mudou na tela, a expressão passando rapidamente pelos leves traços da face feminina que se tornou impassível logo depois.
- Vergonha. – Bella nem mesmo pensou ao responder e viu a boca do professor se entreabrir pela surpresa. Mas ele foi rápido em camuflar sua reação com mais um clique no controle, mudando a expressão no rosto da mulher. – Tensão. Dor. Tristeza. Raiva. Pesar. Desejo. Malícia. – e ela foi dizendo rapidamente as emoções que cruzavam a calma do rosto da mulher na tela de plasma, os demais jovens a mesa boquiabertos demais pra dizer qualquer coisa. Aquela era a mesma garota que durante aquele mês se mostrara calada e desinteressada em todas as aulas, palestras e simulações? Por que aquilo... não, não era possível. – Isso é mesmo necessário? – Bella disse ao se cansar de todo aquele esforço do professor em fazê-la passar vergonha. Estava farta daquele povo que acreditava saber mais do que ela apenas por ter estudado pra tal. Estava farta de eles a achar indigna de estar ali, entre eles. Era como se ela fosse uma leprosa da ciência moderna, uma leiga entre doutores.
- Se você sabe tanto, por que se mostra desinteressada em minhas aulas? – Roberts logo perguntou, desligando a tela que estivera usando. A atenção de todos na sala estava sobre Bella. – Por que não compartilhou seus conhecimentos conosco?
- E no que isso me ajudaria? – ela disse com desânimo ante o tom de acusação do professor. Será que ele não entendia que não era pra ela estar ali? Que Caleb estava provocando-a pra que... pra que ela... – A cada desafio lançado até hoje, eu sabia a resposta ou a solução instantaneamente. Ajudaria seus alunos eu sempre responder e não deixá-los pensar? Não preciso mostrar a ninguém o que posso e o que não posso fazer.
- Mas que arrogância! – uma morena sentada ao lado do negro de cabelo rastafári bradou, indignada. “Invejosa”, o cérebro ágil de Bella logo sinalizou ao primeiro olhar. – Acaso se acha melhor do que nós?
- Não seria educação de minha parte dizer que não sou melhor do que vocês, minha cara. – Bella respondeu lentamente enquanto encarava os olhos escuros da moça que a provocara. – Seria burrice.
- Se é melhor do que nós, o que está fazendo aqui? – a baixinha a provocou. Bella a encarou com desânimo crescente. Agressividade era o último recurso das pessoas que se sentiam ameaçadas. E Bella era uma ameaça naquele momento. – Não deveria estar no segundo andar, então?
- Quer saber de uma coisa? – ela bufou pegando sua mochila e se levantando, jogando-a sobre o ombro. – Cansei.
- Vai desistir? – Roberts estava incrédulo. Os demais estavam, em sua maior parte, esperançosos.
- Claro que não. – decepção geral. Bella quase riu. – Vou ao terceiro andar falar com o chefe.
- Mas... mas... isso não é permitido! – uma gordinha tímida grunhiu de sua cadeira onde ela se encolhera por todo esse tempo.
- Que ele me despeça, então. – Bella disse despreocupadamente e, sem mais nada dizer ou ouvir, saiu da sala.
Momentos depois, ela já estava no elevador, apertando o botão diretamente pro terceiro e último andar. Caleb ficaria satisfeito em vê-la. Não era isso o que ele queria com todo aquele maldito circo? Que ela fosse procurá-lo? O maldito sabia que seu orgulho a impediria de fazê-lo de imediato, mas deixá-la com novatos tão idiotas e colocá-la em uma missão tão simples a fariam sentir-se tentada em subir até o tão conhecido terceiro andar.
E seria então que as cartas estariam nas mãos dele. Ele ditaria as regras do jogo.
Mas ele não sabia o que ela tinha a pedir. A missão que ela tanto queria. Que ela precisava... e aquele era o momento.
Iria surpreendê-lo, Bella se riu enquanto o elevador parava com um delicado e discreto aviso sonoro, abrindo suas portas no citado andar. Ou ao menos imaginava que o fosse.
Notas finais
Tomara que seja temporário.
Mas voltando a fanfic... fiquei surpresa com o número de leitoras que (algumas numa empolgaçao contagiante) esperavam por essa temporada de The Art. Como eu disse em outra fic, ando sem inspiração pra escrever sobre Twi ultimamente, essa fic tem alguns capítulos prontos e eu, aos poucos, vou fazendo novos capítulos.
E então, queria apenas agradecer a cada um dos maravilhosos reviews deixados. Vocês são o máximo!
Bjks e até o próximo! (quem tah surpreso com as novidades levanta a mão! E quem tah gostando das mesmas novidades? Hein?)
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