Notas iniciais
A Fic mais... ousada que já escrevi.

A qm conhece meu trabalho, eu digo que acompanhe, não vai se arrepender.

A qm não conhece, um voto de confiança: a fic é boa. Eu amo ela.

aushuashuashuas

Divirtam-se!

"O bom mentiroso é aquele que acredita nas próprias mentiras."

Isabella Swan recostou-se no banco pouco confortável e fechou os olhos, fingindo curtir a música que tocava a toda em seus fones de ouvido. Balançava a cabeça no mesmo ritmo das batidas do rock pesado, mas não sentia-se no mesmo espírito e animação do cantor que berrava as palavras da canção significativa.

"Memórias consomem / Como se abrissem a ferida", a voz masculina cantava num tom agressivo, "Eu estou me criticando de novo / Vocês supõem / Que estou seguro aqui em meu quarto / A menos que eu tente começar de novo. / Eu não quero ser o único / Que sempre / escolhe as batalhas / Porque por dentro percebo / Que eu sou o único confuso."

"- Essa será sua nova casa, Isabella. — a mulher de aparência fria e de feições endurecidas falava com a garota que olhava tudo ao seu redor sem muita animação. — Vamos subir pra que conheça seu quarto. Será onde passará a maior parte de seu tempo, então trate de mantê-lo sempre limpo e organizado. Espero que nós possamos conviver sem qualquer espécie de conflitos.

- Por que está me dizendo isso? — Bella questinou parando ao pé da escada pra olhar a mulher de frente.

- Por que sei muito sobre você. — os lábios estavam apertados e as narinas dilatadas, o dedo se erguendo na altura do rosto da garota. — Não vai usar de seus truques na minha casa, mocinha. Esteja avisada."

"Eu não sei pelo que vale a pena lutar / Ou por que tenho que gritar / Eu não sei por que provoco / E digo o que não quero dizer / Eu não sei como fiquei desse jeito / Eu sei que isso não está certo / Então eu estou / Quebrando o hábito / Quebrando o hábito / Esta noite."

Abriu os olhos quando sentiu que a tocavam no ombro, deparando-se com uma garota de sua faixa etária, os cabelos negros cortados em um repicado bem moderno, os olhos grandes e negros fixos em Isabella que retirou o fone do ouvido.

- Olá. — sua voz era tímida e seu rosto estava corado. — Desculpe te incomodar, mas esse é o único banco vazio no ônibus. Se importa?

- Não. — a voz de Isabella era seca quando retirou a mochila do assento, colocando-a no colo. Ia colocar o fone de volta na orelha quando a garota, que sentara-se ao seu lado, puxou conversa mais uma vez.

- Nunca te vi por aqui, é nova na escola? Ah, a propósito, meu nome é Alice. — e sorriu com simpatia. Isabella desviou seus olhos pra fora do ônibus, fingindo prestar atenção a rua que passava por eles enquanto seguiam pra escola.

- Bella. — ela resmungou meio sem vontade.

- Como? — Alice piscou, visivelmente confusa.

- Meu nome. — laçou um olhar breve a garota antes de desviá-los novamente. — É Isabella, na verdade, mas eu prefiro Bella.

- Ah, sim. — Alice sorriu de novo. — Acaba de se mudar pra cá?

- Há dois dias. — Bella suspirou. Ótimo, sentara-se ao lado de uma faladeira.

- O que está ouvindo? — Alice perguntou apontando pro aparelho nas mãos de Bella.

- Linkin Park. — Bella pigarreou.

- Ah, eu não gosto. — Alice tagarelou alegremente sem perceber que Bella não estava interessada em sua conversa. Esse era o problema da maioria das pessoas, pensava Isabella, elas nunca percebiam nada. Nada além do que queriam perceber. — Edward gosta assim como você, mas eu prefiro Taylor Swift, Lady Gaga, Britney Spears...

- A preferência musical condiz com sua personalidade. — Bella suspirou encostando a cabeça no banco e encarando o teto do ônibus.

- Como assim? — Alice se interessou.

- Sua personalidade. — ela estava se impacientando já. — Você nunca gostaria de rock.

- Por que não? — ela ergueu uma sobrancelha ao olhar a misteriosa garota que entrara na escola no meio do ano.

- Por que não suporta a verdade. — Bella disse de uma vez ainda sem olhar pra Alice. — Prefere viver num mundo irreal onde o amor incondicional e verdadeiro existe do que encarar a violência, mentiras e corrupção que cercam o mundo. Não suporta pessoas que falem alto ou que falem mais do que você, prefere o silêncio por que assim todos podem prestar atenção no que diz. Gosta de romances e poesia e não de coisas trágicas e críticas sociais, sendo que também não tolera pensar nos próprios problemas familiares, preferindo abordar uma novata no ônibus com a desculpa de que não há mais assentos vagos, usando de sua simpatia que servirá pra que se aproxime da garota e colha informações pessoais em primeira mão, informações que vão ou não bater com as que deve ter conseguido nas rodas de fofoca do colégio. Não é má pessoa, apenas faladeira, curiosa e romântica, mas não má. Em suma, rock não foi feito pra você.

- Como você sabe tudo isso sobre mim? — Alice estava assombrada, os olhos arregalados encarando a garota que se recusava a olhar pra ela. — Só por que não gosto de rock?

- Não, Alice. — os olhos castanhos finalmente se encontraram com os dela quando a sombra de um pequeno riso passou pelos lábios da morena. — A verdade está estampada na sua cara.

- Como assim? — Alice se espantou, mas Bella apenas riu, sarcástica, balançando a cabeça negativamente enquanto recolocava o fone de ouvido e se virava pra janela.

Eles nunca iriam compreender Isabella Swan, pois Isabella Swan compreendia sobre eles muito mais do que qualquer um deles poderia sonhar em entender. Sempre fora assim, essa era a grande diferença que a afastara dos demais.

Alice ainda quis perguntar de novo como a estranha sabia aquilo tudo sobre si, mas o ônibus já estava chegando na escola por isso resolveu deixar pra depois.

Como ela podia saber que Alice fugia da verdade? Que tinha medo da dura realidade na qual vivia? Ou que soubesse o tipo de pessoas que não gostava? Seus gostos por romance e poesia?

Como soubera que fazia parte de seu plano sentar-se ao seu lado pra puxar conversa? Como soubera que mentira ao dizer que não havia mais lugares vagos no ônibus?

E como diabos ela sabia de seus problemas familiares?

Uma movimentação incomum em frente ao colégio chamou a atenção dos alunos que se colaram ao vidro conforme o ônibus foi chegando, o ruído de conversas se tornando cada vez maior enquanto se perguntavam o que estaria acontecendo. Bella apenas olhava pra tudo com as sobrancelhas levantadas, uma expressão totalmente neutra.

Quando a porta se abriu, uma tropelia de pessoas se acotovelaram pra sair do veículo, todos curiosos em saber o motivo de tanta movimentação àquela hora da manhã.

Alice e Bella foram uma das últimas a sair, a primeira andando ao lado da segunda quase que inconscientemente embora soubesse que sua presença não era muito bem vinda pela garota nova que parecia ser um lobo solitário.

- O que será que aconteceu? — ela perguntou a Bella que fingiu não ouvir, os fones ainda nos ouvidos, mas os olhos sagazes analisando os diversos carros de polícia dispostos por ali.

Alice balançou a cabeça e apertou os lábios diante da malcriação de Isabella e olhou ao redor em busca de respostas. Mas não esperava ver exatamente o que viu.

- O que ele está fazendo aqui? — perguntou a si mesma, deixando Bella de lado enquanto andava apressadamente na direção de um homem bonito e charmoso que acabara de deixar o prédio. — Edward! Edward! — ela chamou em voz alta, chamando a atenção do homem que a encarou com os intensos olhos verdes.

- Alice? Ah, é mesmo! Você estuda aqui, não? — ele olhou ao redor e parou em frente a garota, as mãos dentro dos bolsos enquanto analisavam a expressão da irmã caçula. — Foi tão ruim assim hoje?

- Pára com isso. Não sou um de seus casos. — ela se aborreceu, mas sua curiosidade era maior. — O que aconteceu pra que esteja aqui?

- Assassinato. Acredito que esteja sem professora de Biologia agora. — ele balançou a cabeça ainda olhando ao redor as pessoas que por ali circulavam. — Morta a facadas.

- A Srta. Carrow? Que horrível! Têm suspeitos? — Alice se escandalizou, os pêlos do corpo todo se arrepiando só na menção de violência. Odiava violência, mesmo que não gostasse muito da professora, ainda assim a violência a escandalizava.

- Pego em flagrante, com a arma do crime na mão e recoberto de sangue. — Edward franziu a testa.

- E por que está aqui, então? — Alice estranhou. — Se já acharam o culpado...

- Eu não disse isso. — um riso torto cresceu nos lábios do rapaz. — Eu disse que encontraram um suspeito na cena do crime, com a arma na mão e coberto de sangue.

- E? — Alice estava confusa. Não era a mesma coisa? Se estava ao lado de um cadáver segurando a arma do crime e totalmente sujo de sangue, era óbvio que era o assassino.

- E é aí que entra o meu trabalho. — Edward sorriu ainda mais ao ver a curiosidade nos olhos da irmã. — Não acredito que tenha sido ele.

- E por que não?

- Por que ele disse que não foi. — Edward disse com simplicidade.

- Edward! — Alice riu, incrédula. — Só por que ele diz ser inocente não quer dizer que ele seja inocente.

- Exato. — ele concordou. — Só que há um pequeno detalhe que me faz acreditar nele.

- E o que é? — ela se interessou.

Edward ficou sério de repente, seus olhos verdes faiscando quando encarou a irmã novamente.

- Ele não estava mentindo.

Notas finais
Deixem um coment com as vossas opiniões. É muito importante p mim.

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Kisses!