The Art Of The Lie - 1, 2 e 3 (hiatus)
46 Capítulo 18
Notas iniciais
“Apenas as verdades não bastam. Tem que haver um motivo.”
- Lamentar não mudará a realidade, Bella. – a voz de Emmett a tirou de seus atormentados pensamentos enquanto ela sentia o rapaz sentar-se ao seu lado no pequeno banco no qual ela se refugiara alguns minutos antes, deixando os agentes federais e Damon conversando com Mary e Roy na cozinha da casa deles.
- Isso não é um consolo, você bem sabe. – ela suspirou e tentou forçar um sorriso mas não conseguiu. Não naquele momento. – Não posso deixar de pensar que por meros minutos não o pegamos.
- Sabe, lembro-me bem do treinamento que recebi pra entrar no FBI. – Emmett comentou ao passar um copo de chá quente pra garota, ele bebendo um longo gole de outro copo. – Era uma meta em minha vida desde que eu me entendia por gente. Entrei na academia de polícia em primeiro lugar, mas nem cheguei a exercer essa profissão. Logo fiz o teste e fui aceito, sendo então encaminhado pra um treinamento especial. Meu treinador, que era um homem severo e muito eficiente, sempre bradava com aquela voz de trovão que intimidava o mais valente dos homens. “Fracassou? Não fique se lamentando como uma mulherzinha. Ou você acha que o mundo irá parar pra te ver chorar? Não, ele continuará girando! Então, seus viadinhos, sempre quando caírem, apenas se levantem e tentem outra vez. Mesmo que digam à vocês que isso é tolice, apenas tentem mais uma vez. Pois se não tentarem, se entregarem os pontos sem ao menos ter tentado, nunca saberão se os outros estavam certos. Ou errados.” – ele então sorriu. Sorriu como Bella jamais o vira sorrir de igual forma. E apenas esse sorriso foi como um bálsamo pro peso que ela trazia em seu coração. – Ele estava certo, Bella. Você estava certa. Sempre esteve. Tanto insistiu que me fez tentar. Me fez enxergar que lamentar-me pelo inevitável não traria minha família de volta.
- Mas James continua solto, Emmett. – Bella suspirou ao encarar aqueles olhos castanhos, tão escuros em contraste com o castanho claro dos seus. E naquele momento eles delatavam uma coisa que Bella não entendia: Emmett estava em paz. Mas por quê? – Posso dizer que depois que te conheci, insisti nesse assunto por que me importava com você. Mas antes... você apenas estava no caminho. Eu precisava daquela arma, precisava que você saísse a minha procura depois de perceber o que eu fizera. Foi egoísmo da minha parte e isso... eu jamais irei esquecer.
- Sabe qual é seu grande problema? – Emmett perguntou ao dar o último gole no que restava de seu chá, colocando então o copo vazio no espaço vago ao seu lado. – Seu grande problema é que você sempre se culpa demais. E sabe por que você faz isso?
- Por que eu faço isso? – ela perguntou num sussurro, perdida nos olhos e palavras do rapaz. Tão diferente do Emmett que um dia conhecera...
- Por que você sempre sabe demais. – ele deu de ombros. – E por saber demais, acredita que é sua obrigação fazer algo sobre isso. Você está em todos os lugares, sabe tudo sobre todos, conhece tudo e todos. Isso é mal, Bella. Isso é muito mal quando acaba por distorcer o mundo que te cerca.
- Não entendo onde quer chegar. – ela admitiu fazendo-o rir e pegar uma das mãos da garota, apertando-a com as suas.
- Você tem apenas 18 anos, Bella. – ele disse num tom suave, calmo. Carinhoso. Seus olhos castanhos destilavam toda a admiração que nutria pela garota. – Não pode abraçar o mundo. Sei que você não é igual a mim, nem mesmo de longe isso é possível. Não entendo o que você possa ter pra ser assim tão... especial. Mas eu sei o que vi naquela sala. Sei o que vi quando olhei nos seus olhos naquela tarde, na sala de Damon.
- Oh. – ela exclamou, sem saber o que dizer naquele momento.
- Sim, oh. – ele riu. – Por que quando olhei em seus olhos, Bella, por um momento eu vi toda a dor que estava em mim. Que antes estivera. De alguma forma, você a sugou de mim. Por um momento eu deixei de senti-la e pude ver que ela estava dentro de você. Não sei como faz isso, Bella, mas você tem que parar.
- Parar? – ela exclamou, surpresa. – Parar? Eu não posso simplesmente parar! Isso não é algo como um aparelho com botão de liga e desliga, Emmett. As coisas... apenas acontecem.
- As coisas não simplesmente acontecem. – ele discordou. – Você permite que elas aconteçam.
- E isso difere por que...? – ela desdenhou mas Emmett não pareceu se abalar. Continuou na mesma confiança de antes.
- Você é uma boa pessoa, Bella. – ele disse, deixando-a surpresa. Não esperava ouvir aquilo do rapaz. Não naquele momento. – Por isso os problemas das demais pessoas te importam tanto. Se tão somente você chegar muito perto... se deixará envolver. Então nada mais importará, nem mesmo a sua própria dor: tudo o que você mais quer, tudo o que mais precisa, é simplesmente ajudar. – ele deu de ombros. – Uns podem até dizer que isso não passa de uma atitude sua pra mascarar, camuflar seu pesar por algo que não tenha feito em dado momento em sua vida. Como se pra compensar alguma coisa. Mas eu fui uma dessas pessoas as quais você ajudou, não? Então posso dizer que, em nenhum momento depois que passei a te entender melhor, eu vi egoísmo em seus olhos. Era apenas a ânsia de nunca mais me ver triste daquela forma. A ânsia de tirar-me do inferno no qual vivia.
“Ajudar as demais pessoas é uma coisa boa. Mas... se você parar de viver pra ajudar os outros, quem ajudará você?
“Eu sei que você não escolheu ser assim. Você nasceu assim, não? Mas você pode escolher parar às vezes. Apenas parar, se desligar das demais pessoas que a cercam e pensar em você. O que você quer, o que sente, do que precisa. Por que todos nós precisamos ser apenas um indivíduo de vez em quando. Esquecer-se por um momento de que não podemos apenas deixar de ser parte do todo.
- Eu... – ela coçou a cabeça, confusa, sem saber o que dizer. Pois tudo o que Emmett dizia fazia sentido. Em toda aquela loucura de ser quem era e de poder fazer o que queria, por vezes não se esquecera (ou nem mesmo entendera) o que queria, do que precisava? Mas... como explicar-lhe? – Bem, é difícil explicar.
- Não tem que explicar-me. – Emmett se riu. – Nem sei como fomos parar em assuntos tão profundos quando o que eu queria era apenas te agradecer e te pedir pra que, às vezes, pensasse um pouco em você. Em você no presente e no futuro, claro.
- Agradecer-me pelo que? – Bella bufou, desdenhosa. – James conseguiu fugir. Como Damon mesmo disse, temos um filho da puta delator na Agência do FBI em NY. Só foi a Agência daqui contatar a Agência de lá pra que o desgraçado do James soubesse que as investigações não estavam assim tão frias quanto antes. E ele já estava pensando em sair de fininho mesmo... foi a deixa perfeita.
- Eu não me importo. – Emmett disse de repente fazendo Bella engasgar-se com o chá, agora frio.
- Co-como assim, não se importa? – ela perguntou em meio ao acesso de tosse. Emmett apenas ria.
- Não me importando, Bella. – ele deu de ombros. – Claro que eu preferia ver aquele maldito arder em chamas no meio da rua enquanto eu tomava uma garrafa de cerveja. Mas nem tudo é como queremos. Nem tudo é no tempo em que queremos. Eu tentei, Bella. Finalmente reuni coragem pra tentar. Descobri quem matou minha família e consegui com que o perseguissem. Agora ele não é mais um homem livre: é um homem procurado. Nesse momento, isso é mais do que o suficiente pra mim.
- Sério? – Bella perguntou ao olhá-lo nos olhos. – Ah, é sério mesmo. – ela admirou-se o fazendo rir.
- Viu como não é difícil? – Emmett comentou enquanto levava uma de suas mãos até o ombro de Bella, apertando-o carinhosamente. – Desde que nos sentamos pra conversar, percebi que você atentou-se mais ao que eu dizia do que ao que via em minha expressão.
- É. – ela admitiu quase que envergonhada por ele ter percebido tal coisa. Bella nem mesmo se dera conta de que o fizera: ela apenas fizera. – Me sinto a vontade conversando com você.
- Obrigado. – ele agradeceu com uma piscadela. – Você também não é de todo má. – ambos riram com isso. – Às vezes é bom deixar que as pessoas mintam pra você. Às vezes é bom fingir que você não percebe isso. Por que esse é o mundo no qual vivemos. A verdade é essa: você não pode curar a dor do mundo sozinha, Bella. Não enquanto nele existirem pessoas que não querem ser curadas. Não enquanto nele existirem pessoas que querem machucar-te por saber demais.
- Você tem razão. – ela suspirou enquanto mexia o resto do chá em seu copo, fazendo o líquido dançar em um redemoinho. – Eu estou mesmo aprendendo isso. No começo, depois que me vi sozinha e cercada por pessoas hostis, usei do que podia fazer apenas como uma defesa. Não queria que gostassem de mim assim como não queria que pensassem que eu era vulnerável. Mas nesses últimos meses... aprendi muita coisa. Uma delas foi justamente essa: fingir não ver.
“Não é discordando de seus conselhos mas... acredite quando te digo que na maioria das vezes não dá pra fingir. Quando se é cientista, basta apenas você dar as costas e tapar seus ouvidos: assim você nunca saberá quem está ou não mentindo. Mas quando se é o que eu sou... nem que você se distancie da pessoa em questão funcionará. Eu tentei isso. Tentei simplesmente esquecer. Mas isso quase me matou. Sufocou-me pelo tempo em que tentei sufocá-lo.
“Por que você não pode simplesmente deixar de ouvir os gritos de desespero de um coração ferido. Isso não é possível, acredite em mim.
“Essa é e sempre será a minha desculpa pra meus erros: eu me importo. Posso sim ter colocado minha vida em risco algumas vezes, mas jamais a vida das demais pessoas. Por que eu me importo. Posso ter errado inúmeras vezes mas a verdade é essa: eu me importo. Não consigo apenas calar as vozes que chamam por mim, Emmett. Não consigo querer isso. O máximo que consigo fazer, por hora, é fingir que não sei. Fingir que não vejo, que não ouço, que não sinto... apenas esperando. Jamais esquecendo, apenas esperando. Esperando a hora certa pra tentar. Tentar ajudar pra que assim eu tenha paz comigo mesma.
- E é assim com todos? – Emmett perguntou, curioso, recebendo um doce sorriso de Bella que levou uma de suas mãos pra bagunçar os cabelos curtos do rapaz.
- Não, seu bobo. Eu vejo, sinto e sei de muita coisa. – ela deu de ombros. – Mas é assim apenas com os especiais. O resto... bem, eu posso sim ignorar. Quase sempre.
xxx
- Entre. – a voz de Caleb soou assim que Bella bateu à porta de seu escritório, usando da boa educação dessa vez. Pra ela, já chegava de surpresas desagradáveis. Por uma vida toda, pelo menos. – Como você está? – ele perguntou enquanto ela cruzava o aposento em direção a cadeira que ficava em frente à mesa de trabalho na qual ele estava sentado.
- Bem, na medida do possível. – Bella suspirou enquanto se sentava, aqueles olhos claros não a incomodando mais como antes a incomodava. De certa forma tudo estava diferente. Se por um lado isso era bom... por outro, nem tanto. – Aconteceram muitas coisas em um curto espaço de tempo. – ela deu de ombros enquanto passava o relatório que trouxera pra ele por cima da mesa. – Como eu disse, foi Damon quem fez o relatório. Ele achou que seria melhor assim já que eu fui uma das testemunhas.
- Você deu seu depoimento? – Caleb perguntou enquanto dava uma rápida olhada pelo documento.
- Sim, dei. – ela afirmou. – Ontem foi um dia corrido. James fugiu mas havia muita coisa pra se fazer quanto ao caso. Passamos tudo o que tínhamos pros agentes que se encarregaram do caso aqui na cidade, demos nosso depoimento, conversamos com a família de Roy... realmente foi um dia agitado.
- Embora o “elemento” tenha conseguido fugir, vocês fizeram um excelente trabalho. – Caleb elogiou ao colocar o relatório sobre a mesa e sorrir de forma tranqüila pra Bella. – Você não só tirou Emmett daquele estado quase catatônico de antes como também se libertou, de alguma forma. Sabe muito bem que foram muitos os motivos pelos quais permiti que trabalhasse nesse caso que, segundo o que pude saber através de minhas fontes, estava quase encerrado devido a ausência de provas. Emmett é um talento que não deve ser desperdiçado, claro, mas você... eu sempre soube que a dor dele estava te afetando. E muito.
- Então foi uma tentativa de me pôr a prova pra que soubesse se eu seria capaz ou não de lidar com isso? – Bella arqueou ambas as sobrancelhas enquanto encarava o homem a sua frente. – Se eu saberia como agir de forma imparcial mesmo estando sentindo o que Emmett sentia?
- Mais ou menos isso. – ele riu torto enquanto retribuía seu olhar. – Fiquei intrigado com o que acontecia entre vocês dois, sabe? Essa ligação... acredito que você tenha vivido tempo suficiente pra saber que isso não acontece sempre. São apenas algumas pessoas que conseguem romper a barreira, não?
- Não estou certa disso, Caleb. – Bella admitiu. – Não sei se é por que ele é especial pra mim, de alguma forma, ou se por que ele tem o passado mais obscuro que eu conheço. Não sei por que ele me afetou daquela forma. Pode ser também por que James era o responsável pela dor de nós dois... são tantas as possibilidades que me confunde.
- Nem mesmo eu, com todos os meus anos de estudo e experiência, tenho as respostas que procura. – Caleb disse ao suspirar. – O que posso dizer? Isso nunca aconteceu comigo. Não com a intensidade que aconteceu com você.
- Sério? – Bella perguntou num sussurro de assombro.
- Sim, é sério. – Caleb riu de leve. – Pelo que me disse naquele dia, você aproximou-se de Emmett apenas por que ele era necessário em sua investigação solo. Mas então, você não sabe como, viu-se envolvida pela dor do rapaz. E os sonhos começaram... – ele coçou o queixo enquanto seu rosto adquiria uma expressão pensativa. – Isso é muito interessante.
- Mas você nunca passou por uma experiência parecida? – Bella quis saber enquanto processava as palavras do homem.
- Parecida, sim. Mas nem de longe tão interessante. – ele riu ao voltar a olhá-la de frente. – Eu já sonhei os sonhos de outras pessoas, consigo ver coisas em volta delas e no ambiente. Ouço coisas... mas nada disso é tão intenso quanto é com você.
- De uns meses pra cá, essa coisa vem se tornando mais e mais forte a cada dia. – Bella admitiu ao desviar seus olhos pra janela mais próxima. – Pra ser mais exata, foi desde que eu quase morri quando Elisabeth atirou em mim. – voltou seus olhos até encontrar aqueles intensos olhos claros que a fitavam com atenção. – Antes era só o sentimento, sabe? Era só aquela coisa de entrar em um ambiente e saber se ele era bom ou mal, olhar pra uma pessoa e saber se ela tinha boas ou más intenções. Mas depois... bem, já no leito do hospital, enquanto eu voltava a consciência, eu vi coisas. Ouvi coisas. E então, a partir daí, tudo mudou.
- Interessante. – Caleb sussurrou enquanto parecia pensar, seu olhar fixo em Bella mas parecendo estar distante. Quem sabe em algum lugar do passado... – Realmente interessante. Mas por hora, não tenho qualquer explicação plausível pra isso. Nem mesmo teorias eu tenho.
- Como eu queria poder explicar a mim mesma o que acontece comigo. – Bella desabafou ao baixar seus olhos até suas mãos que jaziam em seu colo. – Se assim eu pudesse... talvez também pudesse fazer com que as pessoas ao meu redor acreditassem em mim. E me entendessem.
- Você e Edward... acabou? – Caleb perguntou num tom suave, Bella, ainda com os olhos baixos, tendo que segurar-se pra não romper em lágrimas. Depois da correria das últimas 24 horas, enfim ela parara. E o que acontecera entre ela e Edward... era tão doloroso.
- Acabou. – ela sussurrou ainda sem coragem pra olhar diretamente pra Caleb. – A gente tentou, sabe? Mas... não deu certo.
- É complicado, Bella. – Caleb suspirou ao encostar-se a cadeira, seus olhos desviando-se pras grandes janelas de vidro. – A vida é assim, não é? As pessoas acham tão lindas as histórias de amor onde as diferenças não importam de forma alguma... tanto que se esquecem de que são pessoas. Pessoas se ferem, se magoam... pessoas precisam de apoio, de compreensão, de um alicerce... e às vezes as tais diferenças impedem que isso aconteça.
- É justamente esse o ponto. – Bella deu de ombros enquanto brincava com os strass que enfeitavam parte de sua calça. – Somos diferentes demais. Eu sou... incomum enquanto Edward é extremamente apegado às suas crenças palpáveis e explicáveis.
- Eu lamento muito. – Caleb sussurrou ao mesmo tempo em que Bella erguia seus olhos lacrimosos pra encará-lo. – Lamento muito mesmo. Mas não pense que realmente acabou, Bella. Só o tempo pode dizer o que é ou não verdade; o que é ou não real. Por isso apenas espere com paciência. Se for pra ser, será, apenas acredite nisso. As pessoas mudam... você não imagina o quanto.
- Obrigada pela compreensão. – ela deu um risinho triste que foi correspondido por Caleb que inclinou a cabeça pra um lado antes de dizer.
- Querida, ambos somos absurdamente incompreendidos. – ele deu de ombros. – Se não nos apoiarmos mutuamente, quem o fará? – dessa vez um sorriso maior esticou os lábios de Bella que tratou de enxugar as lágrimas que lutavam pra escapulir pelos cantos de seus olhos. – Hoje você pode tirar a tarde pra arrumar seu escritório.
- Co-como? – ela surpreendeu-se, tentando entender o que ele realmente dissera.
- Seu escritório. – Caleb riu, divertido. – John não te disse que se passasse nesse teste iria ter um escritório só seu nesse andar? Então, estou apenas cumprindo minha promessa.
- Mas... mas... – Bella engoliu em seco, seu coração parecendo galopar em seu peito ante a novidade. – Mas James fugiu! Não conseguimos prende-lo, o caso ainda não acabou!
- Pro FBI, não; pra vocês, sim. – Caleb explicou parecendo divertir-se com a falta de jeito de Bella. – Veja bem, nós aqui não lutamos pra prender bandidos. Apenas trabalhamos duro pra conseguir provas que ajudem as autoridades a fazê-lo; basicamente isso. Às vezes há a oportunidade de agir, então o fazemos. Mas às vezes... isso está fora do nosso alcance. Esse caso é, sem dúvidas, um desses casos. – ele riu, piscando um dos olhos. – Acredite quando digo que seu trabalho foi excelente. Foi uma ótima parceria com Damon. Juntos, acabaram por conseguir provas que ligassem James aos crimes cometidos contra os Agentes do FBI e suas famílias, essas sendo reforçadas pelo fato de que você foi vítima desse mesmo homem anos atrás. Acredite, agora que eles sabem disso, muita coisa sobre esse elemento será desenterrada.
- Então nosso trabalho foi um sucesso... – Bella balbuciou, ainda incrédula. Havia tanto o que aprender...
- Sim, foi. – Caleb riu. – Acredite quando digo que você está no nível das pessoas que trabalham aqui. Com um pouco de treinamento, você será incrível! Portanto, querida, seja bem vinda ao terceiro andar.
Notas finais
O próprio Caleb disse que o que ela tem supera em muito o que ele tem! Isso deve sim ser alguma coisa...
Apesar dos pesares, dos erros cometidos, das lágrimas derramadas... Bella mais uma vez consegue ajudar alguém. Com cada erro, cada escolha, cada passo dado, nossa heroína amadurece a olhos vistos.
E quanto ao Edward... bem, como eu antes disse, eu não diria nada até estarmos nesse capítulo, uma semana antes do final dessa temporada. Pois bem, vou dar minha opinião agora:
Eles começaram errado. Ambos erraram muito durante esses meses que passaram juntos: Ed por pedir demais e dar de menos e Bella por não conseguir dar tanto quanto lhe era exigido, querendo que Ed descobrisse apenas em olhar em seus olhos o que ela precisava.
Ambos erraram e ambos terão que arcar com as consequencias de seus erros. Por mais que Bella se mostre totalmente empática com pessoas as quais, de alguma forma, ela consegue ir mais fundo do que outras, ela não consegue realmente estar ligada as pessoas que a cercam. Não consegue entender que, colocando-se em perigo, não será apenas ela a se ferir, caso isso venha a acontecer: todos os que a amam e que se preocupam com ela acabarão por padecer por suas ações.
Edward também tem que aprender que ele não pode querer sempre saber de tudo. Que, por mais que esse dom de Bella o intrigue e que o conduza sempre a uma área da qual ele não acredita nenhum pouco, ele não pode simplesmente querer que ela partilhe tudo com ele.
Como ela mesma disse, confiança não nasce de uma hora pra outra. Leva tempo... e ele tem que aprender a ter essa paciência.
Mas muita coisa vai acontecer, ainda no epílogo. Prometo que o romance não irá lhes decepcionar, isso eu prometo. =)
Não se o que vocês esperam seja um romance próximo do que poderia acontecer na nossa realidade, claro. Como sempre digo, desfechos melosos deixou de ser minha especialidade há algum tempo.
Mas quem leu Scorpius, sabe: por mais que se pense que o final vai decepcionar (como muitos temem sobre o romance dessa história)... eu prometo que não vai. Acho que isso vale de alguma coisa.
Bjs e até o epílogo! Vamos passar dos mil reviews, né? Por que agora só faltam três!
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