Notas iniciais
Mais um capítulo, esse sendo o penúltimo. Espero que gostem. =)
E se ainda não agradeci - ô preguiça de ler as notas do capítulo anterior ¬¬ -, um muito obrigada a Shamon11 pela linda recomendação.
Perguntas? Ask me! http://www.formspring.me/anapaulafanfics

“Chega um momento em nossas vidas que as verdades simplesmente se revelam por si só.”

- Você... você não sabe o que diz. – Edward gaguejou sentindo o suor brotar em sua testa devido ao nervosismo. Ninguém sabia sobre aquilo. Ele jamais contara a ninguém. Aquele assunto era, sem dúvidas, seu ponto fraco. E Bella, de uma forma que ele não entendia, sabia sobre ele.

- Quem não sabe o que diz é você, Edward. – Bella disse ao enxugar duas lágrimas que, teimosas, tinham deslizado por seu rosto. – Você, na verdade todos me julgam dizendo que eu sou inconseqüente ao manipular as pessoas pra conseguir o que quero. Mas eu, Edward, ao contrário de você procuro sempre corrigir os meus erros. Eu admito que sou jovem e totalmente inexperiente, que estou aprendendo a lidar com essa coisa que eu tenho que nem mesmo sei explicar o que é. Mas você não, Edward! Você vive como se fosse o Sr. Perfeição! Como se soubesse tudo, sentisse tudo, tivesse a solução pra todos os problemas.

“Desde que conheci sua família, eu soube que tinha alguma coisa errada. Não tentei descobrir, não fucei em suas vidas, a verdade simplesmente me veio. Através de seus olhos eu soube que havia coisas em sua vida as quais você não queria me contar. Mas ao contrário de você, eu jamais toquei nesse assunto.

- Bella... – desde o começo daquela discussão, esse era o momento no qual Edward menos sabia o que dizer.

- Você me machucou muito, Edward. – Bella disse num quase sussurro. – O que você acha que eu sinto ao ser tão diferente? O que você acha que sinto ao ser tão diferente de você? – ela fechou os olhos, recusando-se a olhar pra ele por um momento. – Como você queria que eu me abrisse com você, que te contasse meus segredos e temores se, ao olhar em seus olhos, eu sempre vi o ceticismo? Pra que te contar se eu sabia que você não iria acreditar?

- Eu te ouviria, Bella. – Edward tentou, desesperado. – Eu procuraria te entender!

- Você pensa mesmo isso? – Bella se riu ao voltar a abrir seus olhos, encarando-o novamente. – Se eu te dissesse naquela noite o porquê de eu querer ajudar o Emmett, você teria acreditado?

- E por que mesmo você tanto quis ajudar Emmett? – Edward questionou. – Você não ter me dito isso ajudou em muito minha cabeça ter fervilhado com teorias e mais teorias. E em todas elas, assim que eu soube que James era o principal suspeito na lista de vocês, você estava manipulando as pessoas em mais um de seus jogos.

- Que jogos, Edward? – Bella perguntou com tristeza. – Que jogos? Eu ter induzido Stanley e Elizabeth a me atacar naquela noite, assim como eu ter usado de Emmett e de você, não foi um jogo. Isso foi apenas uma resposta ao Caleb, o qual eu sabia estar por detrás de tudo o que me tinha levado até a Agência.

- Como assim? – Edward quis saber. Aquilo não fazia o menor sentido pra ele.

- Acorda! – Bella disse num tom mais alto ao ver o ceticismo mais uma vez nos olhos de Edward. – Acorde e perceba que nem tudo se resume ao preto e branco que você conhece! Acorde e veja que eu fiz o que fiz naquela noite apenas por que me sentia culpada pelo que fizera anos antes, quando meu pai e irmã tinham morrido! Acorde e perceba que eu mais fui manipulada do que manipulei desde que te conheci!

- Isso não está fazendo o menor sentido. – Edward resmungou ao passar ambas as mãos pelos cabelos.

- Não está fazendo sentido por que você não quer perceber. – Bella disse num tom mais brando. – Caleb sabe sobre mim e meu dom desde que eu perdi toda a minha família. Ele sabe sobre mim e me acompanhou por todos esses anos, pagando a John pra sempre me vigiar e não permitir que nada de realmente ruim me acontecesse. Caleb, Edward, me manipulou durante todo esse tempo, trazendo-me até a escola onde Alice estudava na ânsia de que ela se aproximasse de mim e que, através dela, eu te conhecesse. Se hoje eu trabalho na Agência é por que Caleb assim o quis. Isso foi o que ele sempre quis.

- E por que diabos você não me contou? – Edward rosnou sentindo a frustração tomar conta de seu ser. Ali estava mais uma coisa que acontecera debaixo de seu nariz e da qual ele nada sabia. Até onde iriam as mentiras? Até onde iriam as meias verdades?

- Por que eu temia que você passasse a ver Caleb com outros olhos depois disso. – Bella explicou naquele tom lento, sem vida. Era como se ela estivesse farta de tudo aquilo. Como se aquela conversa não fizesse o menor sentido. – Naquela festa que Caleb organizou, eu o conheci. E posso dizer com sinceridade que não gostei do que vi. Assim como não concordei com o caráter de Caleb eu sabia que você praticamente o venerava; não quis passar pra você informações que acabariam por macular a visão que você tinha de Caleb.

- Mas eu não merecia saber da verdade, Bella? – Edward questionou, ainda incrédulo de que aquilo estivesse realmente acontecendo. Caleb manipulando a vida de Bella? Manipulando todos eles? Como assim? – Eu não merecia saber o que tinha acontecido até então?

- E quem disse que eu não iria te contar? – Bella perguntou ainda naquele tom baixo, aparentemente calmo. – O que acha que eu tenho feito naquela Agência, Edward? Acha mesmo que tudo o que fiz foi apenas pro meu crescimento profissional? Eu queria conhecer Caleb de verdade, Edward! Queria ter uma opinião totalmente formada sobre quem ele é e como é antes de te contar tudo isso. Por que agora que sei quem Caleb é e que entendo como a mente dele funciona, posso dizer que tudo o que ele fez foi pensando no que era melhor. Não no que era mais fácil, mas no que era correto. Hoje eu poderia te contar isso sem dizer que eu achava Caleb cruel e sem sentimentos por ter permitido que eu ficasse em meio à pessoa estranhas que não me entendiam, que não entendiam o que eu podia fazer.

“E mais uma vez você me julgou pela aparência, pelo que pensa e não pelo que eu realmente sou.

- E o que queria que eu fizesse? – Edward perdeu a paciência. – Queria que eu adivinhasse que você não estava pronta pra me contar? Que um dia, ninguém sabe quando, você estaria pronta pra me contar?

- O que foi mesmo que eu fiz? – Bella perguntou sem perder aquela aparente calma diante da explosão de Edward. – Eu fiquei com você mesmo sabendo que tinha pontos em sua vida os quais você não queria discutir comigo. Fiquei com você, Edward, independente de você estar certo ou errado nas decisões que tomou durante toda sua vida. Não me interessou jamais saber quem você um dia foi. Eu, ao contrário de você, me importei apenas com o que você é e o que representa pra mim.

“Sei que você, ao não compreender minhas ações no caso do assassinato de Vanessa, me julgou quando soube que eu tinha pedido a Caleb pra que eu pudesse ajudar a encontrar o responsável pela morte da família de Emmett. Então, quando você foi ao apartamento de Damon e ouviu aquela gravação, pensou que eu de certa forma sabia que James estava envolvido nesse caso e que por isso estava me arriscando outra vez. Pensou que fosse egoísmo de minha parte ao cavoucar as feridas do rapaz apenas pra ir atrás de minha vingança.

“Pra que você quer saber quem eu fui se nem mesmo quem eu sou você sabe?

“Como eu poderia te contar que, depois que conheci Emmett e soube que ele tinha perdido sua família, eu sonhava com coisas que não fazia parte de nenhuma de minhas experiências? Como eu poderia te contar que, nesses sonhos, eu via todas as noites a mulher e o filho de Emmett serem assassinados sem que eu pudesse fazer nada? Você sabe o que é isso? Você sabe o que é estar preso aos pesadelos de outra pessoa, sem poder fazer nada pra ajudar?

- Bella... – Edward franziu o cenho diante daquelas palavras, refletindo sobre o que elas queriam dizer. – Isso... isso não existe.

- Não existe pra você, seu cético. – ela respondeu com naturalidade. – Mas não quer dizer que não aconteça com mais ninguém no mundo.

- Então... foi por isso que você decidiu ajudar o Emmett? – ele perguntou depois de pigarrear. Aquilo... era muito fantasioso. O que ele imaginara realmente estava acontecendo: Bella estava tendo algum tipo de alucinação. Ele bem conhecia como era esse tipo de coisa. Não deixaria que ela sucumbisse à loucura, não poderia permitir que isso acontecesse.

- Por isso e por muitas outras razões com as quais você não concordaria e que tampouco acreditaria. – Bella suspirou, cansada. – Outra pessoa teria tentado dizer-te tudo isso esperando que você entendesse. Mas não é outra pessoa: sou eu. E eu sempre soube que você jamais me entenderia. Jamais acreditaria. Eu apenas quis ser poupada dessa dor de ver o escárnio em seus olhos.

- Eu não estou escarnecendo de você, Bella. – Edward ainda tentou, dando alguns passos em direção a Bella que ergueu uma mão indicando que ele parasse. – Nós só... temos crenças diferentes.

- Você acredita em duas coisas: sanidade e loucura. – Bella esclareceu ao olhar diretamente nos olhos de Edward. – E ao saber que eu posso fazer coisas além de ler expressões... você acredita então que eu esteja delirando. Tendo alucinações. Poupe-me dessa dor, Edward, e apenas vá embora. Eu não quero olhar em seus olhos e ver o quão patética você me acha assim como não quero sentir toda essa mágoa a cada vez que eu olhar pra você.

- Eu não te acho patética, Bella! – Edward protestou. – Só por que eu não acredito nas coisas que você supostamente acredita não quer dizer que eu te ache patética! Eu te amo, droga!

- Só o amor não é suficiente. – Bella riu sem alegria alguma, as lágrimas, agora silenciosas, correndo por seu rosto. – Você exigiu de mim nesse relacionamento coisas que você não fez. Exigiu que eu confiasse em você enquanto você não confiou em mim. Exigiu que eu te contasse tudo sobre o que penso, o que sinto e o que se passou em minha vida mas jamais me fala sobre você. Sempre agiu como se você fosse o único a demonstrar o quanto me ama enquanto eu estava bloqueada demais pra demonstrar o quanto te amava. E se te amava.

“Mas você nunca viu, Edward. Nunca viu minhas silenciosas demonstrações de amor. Nunca percebeu que eu te amava tanto que não me importava com as coisas que não queria que eu soubesse. Nunca percebeu que eu te amava tanto ao ponto de apenas querer estar com você, nada mais.

“Dizer eu te amo todos os dias não faz do seu amor maior do que o meu. Dizer pra todo mundo o quanto me ama não te faz maior do que eu nesse relacionamento. Por que eu te amo tanto que não preciso provar pra ninguém: apenas me basta saber o quanto te amo e tentar passar isso pra você.

“Eu pedi que confiasse em mim, mas você não confiou. Antes violou meus direitos de silêncio e foi atrás de verdades as quais eu não estava preparada pra que você soubesse. Quanto tempo faz que estamos juntos, Edward? Três meses? Mas você acaba por agir como se fosse meu namorado de anos e anos...

- Por que me preocupo com você! – Edward exclamou ao quebrar a distância que os separava e pegar ambas as mãos de Bella mesmo que ela insistisse em querer afastar-se. – Bella, por favor! Tudo o que fiz, todos os erros que cometi... tudo, tudo foi por que eu te amo! Pense no quanto tudo isso é absurdamente novo pra mim, o quanto isso me assusta. Eu só quero entender você, te conhecer...

- Eu não queria que você me entendesse. – ela sussurrou ao permitir que, por um momento, ele apertasse suas mãos com as próprias. Permitiu que seus olhos castanhos, naquele momento tão vazios, se encontrassem com os olhos verdes que reluziam toda a amargura que agora consumiam o rapaz. – Eu só precisava que você me amasse. Mais do que tudo nesse mundo, eu só precisava que você me amasse até que eu estivesse pronta pra me abrir com você. Depois de termos caminhado um bom pedaço de nossas vidas um ao lado do outro, eu entenderia mais de você assim como você entenderia mais de mim sem que pra isso precisássemos dizer uma única palavra.

“Mas você não quis arriscar. Você sempre quis ter uma visão geral que te permitisse ver tudo por todos os ângulos. Como eu antes disse, você não me tratou como namorada, Edward. Tratou-me como se eu fosse um dos projetos com os quais você lida na Agência junto a Caleb.

- Não, isso não é verdade! – Edward quis se explicar mas Bella, ao colocar todas as suas forças em seus movimentos, puxou suas mãos do aperto das dele, afastando-se do rapaz.

- Por favor, Edward, vá embora! – ela pediu enquanto apontava pra porta da sala. – Você resolveu revolver meu passado em busca de informações e eu acabei por lapidá-las pra você. Queria também saber o que acontece comigo pra que eu aja tão diferente das demais pessoas, agora você já sabe. Então pense. Pense e perceba o que eu quis dizer quando te disse que não queria te contar nada por que sabia que você não estava preparado pra toda essa loucura.

- Mas Bella... – ele ainda tentou só que a garota estava irredutível.

- Por favor, vá. – ela pediu num sussurro sem querer olhar em seus olhos.

A Edward nada restou a fazer que não fosse fechar seus olhos e suspirar, lamentando sua imbecilidade, e então passar por Bella, saindo da casa. Assim que a porta da frente bateu, Bella permitiu-se deslizar até um dos sofás, enfim desmoronando.

Tudo, tudo ruíra. Talvez por culpa dela, quem poderia dizer que não? Se ela tivesse arriscado e contado toda a verdade sobre tudo, nada daquilo teria acontecido. Mas se também tivesse feito tal coisa, viveria ao lado de Edward sabendo que ele a achava uma pessoa instável que praticamente enlouquecera devido aos traumas de sua conturbada infância.

Não quisera lhe contar as coisas que lhe tinham acontecido justamente por que não queria ser julgada por ele. Não queria que ele sentisse pena dela da mesma forma que não queria que ele tirasse suas próprias conclusões quanto àquelas coisas incomuns que aconteciam ao seu redor.

Edward Cullen não estava pronto pra entendê-la. Quis que ele entendesse isso sem que precisasse de palavras pra fazê-lo.

Pedira apenas amor e paciência. Quisera apenas que ele estivesse ao seu lado, dando o apoio necessário pra que ela pudesse enfrentar seus próprios demônios.

Seria demais isso o que ela pedira? Um espaço pra si mesma sem que houvesse ninguém pra lhe julgar e dizer o que fazer e o que não fazer?

Parecia que assim o era. Pois Edward se achara no direito de vasculhar sua vida em busca de provas que pudessem comprovar sua instabilidade. Que pudessem provar suas teorias de que mais uma vez ela estava jogando com a vida das pessoas apenas pelo prazer de vingar-se de James. Não a compreendera daquela vez, quando conseguira provar a culpa de Stanley e Elisabeth assim como não a entendia naquele momento.

Em silêncio, apenas pedira compreensão. Mas Edward estava afundado até as orelhas em suas próprias verdades pra conseguir entender e aceitar tal pedido.

- Bella? – era a voz de Suzy que lhe chamava quando esta voltou à sala, seus olhos tão preocupados analisando a garota. – Como você está, querida? Quer uma água, um suco...

- Não, Suzy, obrigada. – Bella tentou sorrir pra mulher que vinha em sua direção, sentando-se no braço do sofá no qual ela estava sentada. – Eu vou ficar bem. Um dia, eu acho.

- Não consigo nem mesmo imaginar o quanto você está destruída, meu bem. – Suzy sussurrou ao puxar a cabeça de Bella ao encontro de seu tórax, beijando então o topo de sua cabeça.

- Você ouviu tudo, não foi? – Bella sussurrou contra o corpo da mulher que lhe confortava. – Eu sou assim tão ruim, Suzy? Sou esse monstro manipulador que pareço ser?

- Não, é claro que não, querida. – Suzy a confortou. – Pelo que ouvi... Bella, você é uma sobrevivente! Olha todas as coisas ruins pelas quais você passou sem sucumbir ao erro! Depois de todos os abusos, de toda a violência, de toda a incompreensão, eu só te vi se esforçando pra ajudar as pessoas desde quando você tirou aqueles fones de ouvido. Você aceitou mudar quando essa oportunidade surgiu, Bella. Você quis fazer a diferença, quis voltar a viver como merecia. Mas a verdade... bem, a verdade é que nem todos entendem as pessoas pelo que elas são. Elas sempre as julgam pelo que aparentam ser.

- Eu o amo muito, Suzy. – Bella suspirou ao permitir que mais lágrimas descessem por seus olhos. – Só Deus sabe o quanto o amo. Aceitei mudar por ele. Abri-me pro mundo apenas por que ele estava ao meu lado. Finalmente pensei que as coisas ruins estavam pra trás, mortas, enquanto coisas boas esperavam-me na próxima esquina da vida.

“Mas como poderei confiar nele novamente? Como poderei olhar em seus olhos e ver o quanto ele acha toda minha vida uma grande bobagem? Ele zomba dos meus traumas, dos meus medos, das minhas crenças apenas por que não entende. Mesmo sem querer, Edward zomba de mim. Zomba ao recusar-se a abrir um pouco sua mente e aceitar que existem coisas diferentes nesse mundo, coisas que ele não pode explicar através da ciência.

- As pessoas são assim, querida. – Suzy sussurrou. – Elas têm medo de acreditar que existe mais terra além do que seus olhos podem ver no horizonte. É muito mais cômodo tentar puxar as pessoas pra suas verdades do que aceitar que talvez elas estejam certas ao acreditar nas delas.

- O que eu farei agora? – Bella perguntou num fio de voz.

- Que tal deixar o tempo dizer o que deve ser feito? – Suzy opinou. – Apesar de todos os erros, esse rapaz parece mesmo gostar muito de você. Mas como você disse, só amor não basta. Então deixe que o tempo diga o que será melhor para os dois.

- Mas eu... – Bella começou a dizer mas foi interrompida por seu celular que começou a tocar. – Desculpe-me. – ela disse a Suzy ao afastar-se e pegar o aparelho. – É trabalho. – explicou depois de ver quem ligava pra ela.

- Fique a vontade. – Suzy piscou um olho e sorriu ao levantar-se e afastar-se em direção a cozinha.

- Damon? – Bella então atendeu procurando clarear sua voz. – Aconteceu alguma coisa?

- Sim, aconteceu. – o rapaz respondeu rapidamente. Pelos ruídos do outro lado da linha, Bella pôde perceber que ele dirigia. – Entrei em contato com a Agência local do FBI e discutimos sobre as investigações que estão em andamento. Parece que, segundo os papéis que Caleb conseguiu, as coisas estavam esfriando. Mas depois que eu entrei em contato e mostrei as anotações de Emmett e a gravação que você fez, eles entraram em contato com a Agência de NY e conseguiram um mandato de prisão. Estamos indo agora pra lá.

- Agora? – ela se admirou, esquecendo-se até mesmo do que acontecera entre ela e Edward minutos antes. – Mas eu quero participar também!

- Estou com meu carro, quase chegando em sua casa. – ele informou. – Esteja pronta em cinco minutos, ok?

- Ok. – ela respondeu e ouviu quando ele desligou. Mais do que depressa, Bella então discou outro número, esperando com impaciência enquanto ouvia os toques da chamada. – Alô, Roy? – ela disse num só fôlego quando atenderam do outro lado da linha.

- Bella? Graças a Deus! – a voz do amigo transpareceu todo o alívio que ele sentia. E ele estava sussurrando.

- O que houve? – ela se alarmou enquanto corria a pegar sua bolsa, já correndo em direção a porta.

- É o James, Bella. – Roy sussurrou em uma voz trêmula. Temerosa. – Ele está fugindo.

Notas finais
Bem, ainda guardo meus votos de silêncio. Não quero que tirem suas conclusões baseados em minhas "palavras soltas". Prometo que no próximo, que antecederá o epílogo, direi algumas palavras sobre a história, sobre o Ed, sobra a Bella...
Ah, antes que me esqueça, quero dizer que uma de minhas queridas leitoras indicou uma música pra ser o tema de The Art, já que eu não tinha pensado nisso antes. ¬¬
Chama-se A Beautiful Lie, da banda 30 Seconds to Mars. Conhecem? Por que eu ouvi e eu amei!
Kisses, até o próximo!