Notas iniciais
Mais um capítulo, pessoas. Enjoy!

“Por que a maior decepção sempre virá daqueles dos quais só esperávamos o melhor. As pessoas são assim: não se cansam em se superar a cada dia. E nem sempre isso é uma coisa boa.”

- Bella, querida, o que faz... – era a voz de Suzy que lhe perguntava assim que a jovem passou pela soleira da porta. Mas ela parou no que dizia ao ver a expressão no rosto de Bella. As lágrimas que ela ainda derramava. – Bella, o que houve?

- Eu sou um monstro, Suzy! – ela se debulhou em lágrimas, soluçando de forma histérica ao lançar-se nos braços da mulher que estava ainda parada aos pés da escada. – Eu sou um monstro.

- Querida, o que está dizendo? – Suzy se espantou ao receber o jovem corpo ao encontro do seu, abraçando-a com firmeza enquanto acarinhava suas costas. – De onde tirou esse tamanho absurdo?

- Edward, Suzy. – Bella soluçou e permitiu que a mulher a empurrasse pra longe de si a fim de olhar em seu rosto. Mas Bella não conseguia olhar em seus olhos. – Edward... ele fez uma coisa terrível.

- E por que isso faz de você um monstro? – Suzy perguntou ao estranhar a colocação das palavras nas frases ditas por Bella. Isso estava começando a assustá-la... jamais vira Bella em tamanha histeria. – Bella, pelo amor de Deus, não chore dessa forma! Está me assustando!

- Desculpe. – ela gemeu ao se encolher, seus braços então deixando Suzy pra enlaçar o próprio corpo em uma forma de auto-proteção. – Eu... ninguém sabe pelo que eu passei, Suzy! Ninguém tem o direito de me julgar!

- Claro que não, querida. Claro que não. – Suzy acalentou-a ao pegar em seus ombros e conduzi-la até a sala de estar, fazendo-a sentar-se em um dos sofás ao seu lado. – Me conte o que houve.

- Não posso, Suzy. – Bella soluçou ao esconder o rosto em suas mãos, os cabelos castanhos caindo como cortinas ao lado de seus braços, escondendo-a de Suzy. – Foi justamente isso o que ele não entendeu. Suzy, – ela disse ao levantar seu rosto, suas mãos buscando as mãos da mulher enquanto seus olhos buscavam a compreensão em seu olhar. – é errado eu querer não contar alguma coisa? É errado eu me recusar a contar o que quer que seja se esse assunto dizer respeito apenas a mim e a mais ninguém?

- Não, Bella, eu acredito que não. – Suzy a confortou enquanto arrumava seus cabelos de forma carinhosa. – Todos precisamos de nossa privacidade. De nossos segredos. Desde que eles não prejudiquem as demais pessoas, ninguém pode revogar esse direito seu.

- Mas ele revogou! – Bella protestou sua mágoa, as lágrimas não cessando nunca. – Ele simplesmente se achou no direito de usar Caleb apenas pra cavoucar coisas sobre mim! Eu não queria que ele soubesse, Suzy. Por que... oh, Deus! Agora eu me sinto um monstro!

- Querida, eu não te entendo... – Suzy tentou num quase sussurro mas Bella apenas balançou a cabeça em negação. Não podia verbalizar aquilo. Na verdade, jamais pudera.

- Eu sei que não foi culpa minha. – ela fungou com a cabeça baixa, encarando suas mãos que jaziam inertes, suspensas em meio a suas pernas. – Mas agora que eu sei que mais alguém sabe... nada me fará sentir que não seja.

- Bella, eu não te vejo fazendo mal a ninguém, querida. – Suzy a confortou, puxando-a pra um abraço. – Não sei mesmo o que se passa com você e é seu direito não me contar mas... eu simplesmente não te vejo fazendo mal a alguém. Então não há como você ser um monstro.

- Eu queria te contar mas eu não consigo. – Bella gemeu apertando Suzy contra si. A amargura da garota era tão grande que fazia com que os olhos de Suzy se enchessem de lágrimas. Jamais acreditara que fosse presenciar Bella em tal estado... ainda mais naquele momento no qual parecia que as coisas estavam dando tão bem. – Eu não consigo contar pra ninguém. Pois no fundo eu sei que não foi minha culpa mas... eu não consigo sentir-me diferente. Só quero seguir em frente, Suzy; será que isso é tão difícil assim?

- E por que Edward faria tal coisa, Bella? – a mulher perguntou enquanto acariciava os longos cabelos castanhos. – Por que ele faria isso com você?

- Eu não sei. – Bella sussurrou. Os soluços não mais existiam assim como o choro, que aos poucos ia cessando. E então restava apenas a mágoa, a dor dilacerante da ferida recém aberta. – Ele deve ter ouvido alguma coisa na casa de Damon... sentiu-se menosprezado por que Damon e Emmett ouviram tal coisa e ele não. Mas... não foi por que eu quis. Era o único jeito... era o único jeito.

- Shiii, querida, já passou. – Suzy a acalentava enquanto acarinhava seus cabelos, por vezes beijando de leve o rosto da garota que, desde que ela a conhecia, nunca se parecera tanto com uma simples menina quanto agora. Bella sempre tivera aquela postura firme, determinada. Até mesmo quando trajava aquelas roupas largas e masculinizadas, ela sempre emanara determinação. Mas naquele momento... ela estava tão vulnerável! Suzy apenas podia imaginar o que aqueles olhos castanhos escondiam...

Por vezes, acreditava que nem mesmo imaginar seria possível.

Antes que pudessem dizer mais alguma coisa, a campainha soou. Bella remexeu-se, afastando-se de Suzy e prontamente arrumando os cabelos, enxugando as lágrimas que tinham manchado seu rosto.

- Pode dizer pra ele entrar, Suzy. – ela disse numa voz que era uma tentativa em demonstrar segurança. Mas quem olhasse em seus olhos saberia quão destruída ela estava. – Por favor, peça pra que entre.

- Tem certeza? – a mulher disse com gentileza, acarinhando seu rosto mais uma vez. – Posso dizer a ele que não estás bem e que volte outra hora.

- Não, obrigada. – Bella sorriu fracamente ao apertar a mão de Suzy, seus olhos fugindo ao contato com os dela. – Eu preciso dessa conversa.

- Ok. – a mulher sussurrou ao levantar-se, depositando então um beijo na testa de Bella ao passar por ela em direção a porta.

Assim que Suzy saiu da sala, a vontade de chorar pronunciou-se mais uma vez. Mas Bella recusou-se a simplesmente sucumbir às lágrimas; tinha que enfrentá-lo. Tinha que lhe dizer tudo o que sentia.

Tinha que ouvir de seus lábios o quão real era toda aquela situação.

Ouviu quando Suzy atendeu a porta, a voz feminina alternando com uma voz baixa, grave. Masculina. A voz que sempre mexera com ela desde a primeira vez na qual a ouvira.

Antes que as lágrimas enfim vencessem, Bella levantou-se, caminhando até estar do outro lado da sala, observando a rua através dos vidros da janela. Observando sem realmente ver pois eram tantas as coisas que passavam por sua mente naquele momento...

- Bella... – Edward chamou às suas costas. E ouvi-lo ali, tão perto... era ainda mais doloroso do que ela imaginara. Por que tudo tinha que sempre dar errado? Seria possível que Bella Swan não merecia realmente ser feliz? – Bella, me perdoe...

- Pelo que? – sua voz era um sussurro. As lágrimas, que até então lutavam contra ela pra enfim se libertarem, não mais existiam; ela nunca se sentira tão vazia em toda sua vida. Nem mesmo quando os caixões de seu pai e irmã desciam pra cova funda e fria ela sentira-se tão estranhamente vazia, desprovida de qualquer emoção. Sentimento. – Por ter demonstrado que jamais confiou em mim? Por ter revirado meu passado apenas por puro capricho?

- Não foi por capricho, Bella! – Edward protestou, não se atrevendo a aproximar-se da jovem que ainda estava de costas pra ele, os olhos fixos na janela. – Eu... me preocupo com você.

- Não me venha com esse seu discurso ensaiado, Edward! – ela enfim explodiu, seus olhos destilando ira quando virou-se pra encará-lo, suas mãos apertadas em punhos ao lado de seu corpo diziam o quanto ela estava furiosa diante daquela situação. – Não me venha passar por bom moço! Não pra mim!

- O que está dizendo? – ele sussurrou, seu rosto franzido diante daquela nova Bella que lhe era apresentada. Ele nunca a vira assim, totalmente fora de controle. Nunca a vira tão furiosa. E por isso lhe doía tanto: ele sabia que isso era culpa dele.

- Eu confiei em você, Edward. – ela disse num tom mais brando, seus olhos ainda fixos nele não tinham mais aquela fúria assassina anterior. Então, por um momento, ele viu quão magoada ela estava. Quão ferida ela ficara depois do que ele lhe fizera. Então toda essa fúria nada mais era do que uma máscara. Uma máscara pra camuflar toda a amargura que a consumia naquele momento. – Eu confiei em você como não confiei em mais ninguém. As coisas que te contei... nem mesmo pra Alice eu confiei. E o que você fez? Sempre querendo mais e mais, Edward! Sempre cutucando minhas velhas feridas, revolvendo minha dor, me fazendo reviver toda essa maldita tortura a qual eu fui submetida!

- Bella... – ele tentou atalhar mas ela não permitiu. Tinha que dizer tudo o que estava entalado em sua garganta desde o começo daquela loucura.

- Você mesmo me disse pra contar o que me fizesse sentir melhor. – ela lembrou, seus lábios então sendo nada mais do que duas finas linhas, seu rosto uma máscara de fúria, frustração... e mágoa. – Você me disse que estaria sempre ao meu lado pra quando eu quisesse falar sobre isso. E o que fez? Desacreditou em tudo o que eu te disse, em tudo o que eu te dispensei, em tudo o que eu representei em sua vida nesses meses nos quais nos conhecemos apenas por essa sua terrível mania de sempre querer saber de tudo!

- Não fale assim comigo! – Edward enfim se manifestou, farto de ouvir aquelas coisas ditas pela boca de Bella. Verdade ou não... ele não sabia. Não estava certo se poderia discernir naquele momento a verdade da inverdade. Ou se haveria realmente separação entre uma e outra. – Eu te conheci há pouco tempo, isso é certo, mas... desde então só tenho tentado ajudar você. Reconheça ao menos isso!

- Então é isso. – ela riu sem qualquer alegria alguma. – Queria me ajudar. Viu em mim uma pessoa a qual não poderia ler e isso atiçou sua curiosidade. Depois de um tempo, se afeiçoou realmente a mim, mas, quer uma novidade? Sempre fui seu brinquedo torto, Edward! Sempre, sempre e sempre no meu pé, me dizendo o que eu devia e o que eu não devia fazer! Edward, você me trata como se eu fosse sua namorada de anos e não de apenas poucos meses! Quer saber tudo sobre mim, tudo o que penso, o que sinto, o que quero... sempre, sempre querendo ler-me, desvendar-me, tornar-me transparente diante de seus olhos!

“Isso me sufocou, Edward! Sempre me sufocou! Tentei tantas vezes te dizer isso mas você nunca entendeu. Era sempre “Por que isso? Por que aquilo? O que você sente? O que você é? O que você faz?” – naquele momento então as lágrimas vieram mais uma vez. Ela não conseguira sustentar a máscara em seu rosto. Bella sucumbira, como qualquer ser humano, sendo dominada por suas emoções. E então ela estava chorando sua insuportável tristeza diante do homem ao qual tanto amava. Ou amara, ela já não mais sabia. – Você nunca me ouviu quando eu apenas pedi “Por favor, me entenda!”. Eu apenas não queria falar, Edward. Eu queria apenas deitar-me ao seu lado depois de um dia cansativo e me esquecer de quem sou, seja lá quem ou o que eu seja. Eu queria apenas me esquecer de toda a merda que vivi até aqui e sentir que tinha alguém ao meu lado que não se importava com o que eu fizera ou passara até então. E você nunca, nunca se esforçou em ser esse alguém por mais que eu tenha te pedido.

- Bella... eu tentei. – ele suspirou ao passar ambas as mãos pelo rosto em um gesto de rendição. – Tentei apenas estar com você, esquecendo-me das coisas que você se recusava em me contar. Esquecendo das coisas que aconteciam com você e sobre as quais nunca falava comigo. Tentei, juro que tentei, mas... eu não consegui! Sempre havia um ponto em sua vida que era uma barreira pra mim. Sempre estava lá, não importando o quanto eu o tentasse ignorar... ele estava lá. Conversando com Caleb, soube que ele de alguma forma te conduziu até a Agência, mas... bem, eu não sabia disso. Não sabia por que você não me contara. Caleb não quis me contar pois disse que se eu não soubera por sua boca é por que você não queria que eu soubesse. Sinceramente? Eu teria até desconsiderado esse ponto. Teria desconsiderado pois depois disso você abriu seu coração pra mim, dizendo tudo o que sentia.

“Mas então eu ouvi aquela maldita gravação. Como acha que eu fiquei ao saber que James, o mesmo James que mora com a mãe de Roy, um de seus amigos, é o homem que matou seu pai? Como acha que eu fiquei ao saber que ele tentou te violentar? Como acha que fiquei ao perceber que você ainda insistia em esconder de mim pontos importantes de sua vida?

- Você ficou furioso, eu sei. – Bella respondeu ao cruzar os braços diante de seu peito, seu rosto então sendo tomado pela mesma inexpressão anterior enquanto ela encarava Edward. Mas seus olhos... mesmo que ela quisesse, não haveria meios de mascarar o que seus olhos então transmitiam. – E por isso achou-se no direito de enganar Caleb e ir atrás de respostas. Ficou feliz, Edward? Ficou feliz em saber que não te contei a verdade por completo? Ficou feliz em ler o laudo médico do meu pai que dizia o quão instável ele estava depois da morte de minha mãe? Ficou feliz, Edward, em ler meu depoimento onde eu, com nove anos, disse todas as surras que ele me deu depois que mamãe se foi? Ah, devo mencionar que essas surras eram mescladas a abuso sexual?

- Não fale assim, Bella. – Edward pediu enquanto desviava seu rosto. Antes quando as dúvidas giravam em torno de sua cabeça, ele sentia-se torturado por não saber. Mas agora que sabia... não era ainda pior do que a ignorância?

- Não fale assim? – ela disse num tom incrédulo. – Como eu deveria falar? Você não queria a verdade? Aí está a verdade! Eu te contei que éramos uma boa família, Edward, e isso era verdade. Meu pai era um bom pai, isso era verdade. Então minha mãe morreu e tudo ruiu! Meu pai surtou, Edward, simplesmente surtou! Diante dos outros, lá fora em seu trabalho, ele parecia normal. Um pouco mais calado, um bocado triste, mas nada que não se pudesse compreender, não? Sua mulher tinha morrido.

“Mas em casa... – ela inspirou profundamente antes de prosseguir. Edward queria que ela parasse. Não queria ouvir aquilo de sua boca. Mas... não fora por isso que tanto buscara? – Em casa ele se transformava. Batia em mim e em Melissa. Abusava de nós duas... era um inferno, Edward! Por Deus, era nosso pai! Melissa sempre foi rebelde mas foram esses abusos de nosso pai que acabaram por fazê-la se perder completamente. Começou a beber, fumar, sair com uma galera pesada... meu pai estava sempre tão bêbado depois do trabalho que não prestava atenção nenhuma ao que se passava ao seu redor.

“Um dia eu me cansei. Simplesmente me cansei. Sabia que era boa em lidar com pessoas, em induzi-las a fazer coisas que eu queria que elas fizessem. A única coisa que eu não conseguia fazer era parar com aqueles abusos. Com aquelas surras.

“Então eu contei sobre James, mesmo que Melissa me tivesse ameaçado de morte caso eu contasse. Meu pai ainda era policial, apesar de tudo. E em sua mente totalmente instável, ele ainda separava cidadãos comuns de bandidos. E James era um bandido. Era traficante. Então eu disse as palavras certas que o levaram até a festa e James naquela noite. O mesmo James que tinha entrado sorrateiro no banheiro de nossa casa enquanto eu tomava banho. O mesmo James que me tocara, que esfregara seu corpo molhado ao meu mesmo ante meus protestos de nojo.

- Bella, pare... – Edward pediu com uma voz fraca, mas um movimento brusco de Bella o calou.

- Você não queria a verdade? – ela rosnou ao fuzilá-lo com os olhos. – Estou te dando a verdade.

“Eu era criança, Edward. Ainda acreditava que os policiais eram sempre mais fortes do que os bandidos, independente da situação. Por isso fiz com que meu pai fosse atrás de Melissa, por isso fiz com que ele saísse de casa naquela noite. Por que eu queria que ele matasse James.

“Mas não foi bem assim. Meu pai foi morto graças a seu atual estado mental, que estava a passos de render-lhe uma aposentadoria forçada, e a bebedeira. Minha irmã se matou por que sempre foi fraca demais; foi fraca ante aos abusos de meu pai e foi fraca ao ver o homem ao qual dizia amar matar seu pai diante de seus olhos. Por que, Edward, apesar de tudo, ele era nosso pai. E ele morreu... morreu graças a uma grande tolice minha.

- Bella, você não teve... – Edward tentou dizer ao aproximar-se um passo da garota, mas essa o repeliu com um gesto, seus olhos o interrompendo no que ele tentava dizer-lhe.

- Não me diga que eu não tive culpa. – ela disse naquele tom morto. Sem emoção alguma. Tão típico da Bella que ele conhecera meses atrás... – Não me diga que eu era a vítima nessa situação toda. Não me diga que ele mereceu o fim que teve. Eu não preciso disso. Não preciso de sua pena, de sua compaixão. Você nunca entendeu, não é? Sempre fui eu mesma com você, quantas vezes te disse isso? Se eu te contasse todas essas coisas podres... eu sempre veria pena em seus olhos. Eu não queria que meu passado influísse em sua opinião sobre quem sou e como sou. Eu só queria que você permitisse que eu estivesse sempre ao seu lado, Edward, e que você sempre estivesse ao meu lado.

- Por que não me disse, Bella? – ele perguntou, seu rosto então demonstrando o quão torturado ele se sentia naquele momento. Queria tanto se aproximar dela, abraçá-la, beijá-la, implorar por seu perdão... mas nada era tão simples. – Por que não me disse a razão de guardar tais segredos?

- Você tem seus segredos, eu tenho os meus. – Bella citou balançando a cabeça negativamente. – Isso é algo que você nunca entendeu, Edward. Sempre sentiu-se inseguro pois eu posso lê-lo mais do que você pode me ler. Mas o que isso importa? Eu não te disse vezes suficientes que te amava? Eu não te mostrei o quão importante você é pra mim? Isso não basta, Edward? Por que isso não basta? Mesmo com todos os meus fantasmas, eu assumi nosso romance. Permiti-me ter um compromisso com você. Mesmo não conseguindo te contar tudo o que agora já sabe... eu passei por cima dos meus temores apenas por que isso era necessário se eu quisesse ficar com você.

- Mas as coisas que me escondeu eram importantes, Bella! – ele ainda tentou opinar. – Não estou dizendo que foi certo o que fiz. Arrependo-me tanto disso... você não sabe o quanto. Mas... bem, acredito que não apenas eu mas todos os seus amigos merecem saber disso. Merecem te conhecer de verdade.

- Seu maldito hipócrita. – Bella riu com tristeza ao dizer tais palavras fazendo com que Edward desse um passo atrás, realmente chocado com a intensidade de sua voz. – Então eu sou errada ao ocultar coisas tão íntimas e escabrosas, não? Sou totalmente errada ao querer manter ocultos no mais profundo de meu ser meus próprios demônios? E o que me diz de você, Edward? Tem algo que queira me contar? Tem algum segredo que guarde até mesmo de suas irmãs?

- Bella... eu... – Edward engoliu em seco diante daquele olhar. Pra que negar? Ela sabia. Mas como? Como ela poderia saber? – Você... como você sabe?

- Eu apenas sei. – Bella rosnou ante a ignorância de Edward. – Eu não sei onde ela está, mas sei que está viva. Não sei o que exatamente aconteceu em sua família, mas sei que você se culpa pelo que aconteceu. E sei também que você é o único que sabe onde ela está, Edward. Agora me responda: quem é o grande mentiroso aqui?

Notas finais
Não vou fazer grandes comentários nesse capítulo. Quero ler o que vcs acham sem interferências de minha parte.
Vamos, pessoas! Opinem! Estamos na reta final dessa temporada. Seus reviews sempre me alegram e inspiram, disso não tenham dúvidas.
Kisses e até o próximo!