Notas iniciais
Antes de mais nada, um agradecimento especial a NadiRobsten, brancabella e deborahlenharo por terem recomendado a fic. Sério, são essas pequenas (ou nem tão pequenas assim) demonstrações de afeição tanto pela história quanto pelos personagens que fazem a alegria de qualquer autor.

“E a impaciência sempre será a mãe da imperfeição. Por que é quando ela reina que o mundo simplesmente desmorona ao seu redor.”

- Ei, Bella! – antes mesmo de virar-se, Bella já sabia quem era. Não o vira depois que tinham resolvido aquele primeiro caso assim como não tivera muito contato com ele antes de ter sido colocada pra ajudá-lo. Mas sua memória não titubeou ao reconhecer aquela voz: era Gabe.

- Oi, Gabe! – ela sorriu ao parar em meio à recepção, o rapaz cobrindo a distância que os separava em rápidas passadas. – Como vai você?

- Vou bem, obrigado. – ele riu ao apertar a mão que ela lhe estendia. – Mas não tão bem quanto você, eu imagino.

- Oh, então você já sabe. – Bella revirou os olhos enquanto caminhava junto ao rapaz, ambos indo rumo aos elevadores.

- Todo mundo sabe. – a expressão de Gabriel denotava toda sua admiração. – Ninguém colocava muita fé em você, sabe? Por isso saber que você está no terceiro andar foi uma grande, imensa surpresa. Não temos naturais por aqui com muita freqüência. E o que mais deu raiva em muita gente por aqui foi saber que você tinha resolvido um caso de assassinato antes de vir pra cá. Sabe quanto tempo esperamos pra ter em mãos um caso como esse?

- Agora eu sei. – Bella gracejou. – Mas quando eu estava nele, não fazia idéia de como as coisas funcionavam por aqui.

- Então. – Gabriel concordou. – E foi por isso que você encontrou tamanha hostilidade em meio aos novatos, assim como eu. Embora eu não seja muito do tipo encrenqueiro, admito que fiz... uma má impressão de você por um tempo.

- Sem ressentimentos. – Bella riu antes de apertar o botão do elevador. – E eu soube de seu relatório. Você não precisava ter feito isso.

- Era o correto a ser feito, Bella. – Gabe explicou ao entrar no elevador junto a ela. – A verdade é que eu não fiz nada naquela noite, você fez tudo. Como eu poderia levar os créditos por um trabalho seu? Aprendi um bocado com você, isso é mais do que fato, mas isso não me dá o direito de levar os créditos por um trabalho feito por você.

- Isso foi muito nobre de sua parte. – Bella agradeceu.

- Nada que qualquer outro com um mínimo de caráter e senso de justiça não teria feito em meu lugar. – Gabriel piscou um olho assim que as portas do elevador se abrissem no segundo andar. – Vejo você por aí. Boa sorte!

- Pra você também, Gabe. – Bella respondeu antes que as portas se fechassem, o elevador continuando seu caminho. Era bom ser reconhecida por um trabalho bem feito, ela pensava consigo enquanto suspirava, perdida em pensamentos. Só esperava com todas as suas forças que o caso de Emmett pudesse ser um trabalho bem feito também.

Naquele momento, aquele era o caso mais importante de sua vida. Quando pudesse dá-lo por encerrado, seu tormento acabaria pois Emmett ficaria então em paz. Claro que ela não poderia trazer sua família de volta a vida mas daria então ao rapaz uma nova chance pra recomeçar. Pra enfim, depois de um longo ano, simplesmente recomeçar. E o rapaz não se torturando dia após dia seria o suficiente pra que os pesadelos de Bella cessassem.

Logo estava cruzando as portas do elevador, atravessando então o corredor em direção a sala de Damon, que já trabalhava desde muito cedo naquele dia. Bella estava realmente ansiosa pra saber se ele descobrira algo de útil.

- Alguma novidade? – ela perguntou de um só fôlego ao entrar no escritório, Damon olhando-a por cima de alguns documentos que ele analisava.

- Boa tarde, Bella. – ele disse de forma cínica. – Estou bem, obrigado por perguntar. E você?

- Deixe de palhaçada, garoto. – ela se riu ao sentar-se em uma cadeira em frente a mesa do rapaz. – Conseguiu permissão pra entrar no sistema?

- Conversei com Caleb e ele mostrou-se satisfeito com o rumo de nossas investigações. – Damon informou enquanto organizava os papéis que antes lia. – Mas disse que tínhamos que esperar até hoje à tarde pra entrar no banco de dados do Sistema de Informações.

- E por quê? – Bella surpreendeu-se e não pôde deixar de perceber que Damon engoliu em seco e apertou os lábios antes de voltar a falar com ela. Isso sem falar em seus olhos que piscaram mais depressa por um curto espaço de tempo. Tudo muito rápido, mas não tão rápido que impossibilitasse Bella de perceber.

- Ele não me contou o que aconteceu mas imagino que ele tenha precisado usá-lo ontem, não? – Damon deu de ombros ante o olhar analítico de Bella que fingia não perceber que ele mentia. No mínimo ocultava informações da garota. E a pergunta era: por quê? – Pelo que sei, certas informações são bem limitadas quanto ao número de acessos a elas.

- Será que tem algo a ver com o sumiço de Edward ontem à tarde? – Bella opinou e congratulou-se intimamente ao perceber que Damon franzira levemente seu cenho com a menção do nome do amigo. Como o rapaz trabalhava com expressões e micro-expressões, ficava bem mais complexo tentar ler qualquer indício de mentira ou coisas ocultas em seu rosto mas... oras, Edward não dissera que ela era a maior mentirosa que ele conhecia?

- Isso eu não faço idéia. – Damon riu meio sem graça, tentando aparentar naturalidade. – Eu não falei com Edward desde ontem.

- Antes ou depois de ele sumir? – Bella perguntou como quem não queria nada.

- Antes. – Damon disse num impulso mas pareceu pensar melhor. – Ou depois, não me lembro.

- Não se lembra? – Bella riu de forma natural. Descontraída. – Como não poderia lembrar-se? Edward me disse que tinha falado com você antes de sumir, mas que não te dissera que iria trabalhar por que não achou necessário.

- Ah, ele disse? – Damon perguntou tentando parecer levemente interessado na conversa. Mas Bella não deixou de perceber um pequeno sorriso de escárnio no canto de seus lábios. Ele sabia que ela estava mentindo. E como poderia saber disso? A menos que...

- É, mas não entrou em detalhes. – Bella deu de ombros, sorrindo. – Eu não quis especular já que ele não especula o que eu ando fazendo por aqui. Mas, voltando ao assunto anterior, quando poderemos entrar no sistema?

- Como estamos falando de informações confidenciais, Caleb precisa enviar o pedido e esperar algum tempo pra que tenha o retorno com todas as informações solicitadas. Ás vezes o pedido é total ou parcialmente recusado, dependendo da... gravidade da situação. – Damon suspirou enquanto parecia refletir sobre o assunto. – Deixei nosso pedido com o Caleb, ele disse que quando conseguisse entrar no sistema, solicitar as informações necessárias e ter o retorno, me ligaria então pra que eu as fosse buscar.

- Temos que decidir o que faremos o mais rápido que pudermos. – Bella comentou recebendo então um olhar curioso de Damon. – Roy veio falar comigo hoje. Disse que dois homens foram visitar James ontem, logo depois que eu saí.

- Você acha que ele está planejando algo contra você? – ele opinou parecendo desconfortável com a idéia mas Bella fez um gesto de desdém.

- Contra mim? O que eu significo pra James, Damon? – ela riu sem alegria alguma. – Nada além de uma garotinha que um dia ele abusou sexualmente, quase violentou e que agora está crescida, sendo puramente coincidência o fato de que nos esbarramos na casa de Roy, eu então dizendo umas palavras duras pra ele. Tenho certeza de que eu não valho o risco, há muito mais em jogo. Talvez um dia, quando tudo isso passar, ele pense em me fazer uma visitinha...

- Então qual é seu medo? – Damon perguntou, realmente interessado no assunto então.

- Que ele esteja querendo fugir, Damon. – Bella estava mortalmente séria, Damon logo percebeu. Aquilo significava muito mais do que um simples caso pra ela. Mesmo que aquele caso resolvido marcasse o início de sua ascensão na Agência. Era... pessoal. – Dependendo do rumo das investigações... ele pode simplesmente sumir que ninguém notaria. E isso não pode acontecer de forma alguma, não mesmo.

Antes que Damon pudesse dizer qualquer coisa em resposta, o telefone de seu escritório tocou. E, pra surpresa de ambos, era ninguém menos do que o próprio Caleb.

- Você já conseguiu?! – Damon exclamou, visivelmente impressionado. – Foi mais rápido do que eu previa. Hum... sim, vou buscá-los agora mesmo. – lançou um luminoso sorriso a Bella logo depois de encerrar a ligação, seus olhos reluzindo todo seu entusiasmo. – Ele conseguiu algumas informações sobre as investigações. E me adiantou que... James está envolvido!

- Oh, meu Deus! – Bella sufocou o grito de empolgação ao tapar a boca com ambas as mãos, praticamente quicando em sua cadeira. – Damon, por favor, deixe-me ir buscar os papéis? Por favor, por favor, por favor?

- Claro, vai lá. – o rapaz riu ao começar a remexer de forma frenética nos documentos que estavam em sua mesa. – Bella, aquela gravação que você fez triplica de valor pelo simples fato de James ser suspeito nos assassinatos em NY. Isso já renderá um mandato de prisão pro canalha. No mínimo sem direito a fiança.

- Deus queira, Damon. – Bella torceu enquanto se levantava da cadeira e ia em direção a porta. – Só Deus sabe o quanto eu quero ver esse traste atrás das grades. Já volto.

E saiu antes mesmo que o rapaz pudesse dizer qualquer coisa. Pois naquele momento, o que antes era só esperança, era real. James era um dos principais suspeitos na linha de investigação! E pra piorar a situação do rapaz, Bella tinha uma gravação que continha declarações do próprio James enquanto ele a acuava. Se a situação fosse inversa, isso seria uma chance pra que ele se safasse. Mas como ele a estivera acuando e ameaçando durante todo o tempo...

Ele iria se foder muito, muito bonito. E era isso o que Bella pensava enquanto praticamente saltava pelo corredor em direção à sala de Caleb.

- Olá, Sally! – ela cumprimentou ao que a secretária lançou-lhe um olhar analítico. Ela não tinha se esquecido de que Bella a enganara da última vez na qual precisara entra na sala de Caleb. – Olha, sei que foi maldade o que fiz da última vez, mas... sem ressentimentos?

- Ok. – a jovem secretária respondeu lentamente, ainda olhando-a pelo canto dos olhos. – O que deseja?

- Caleb ligou pra Damon dizendo que alguns papéis que solicitamos estão prontos. – Bella informou fazendo com que a compreensão passasse pelo rosto de Sally. – Estão com você?

- Não, estão com o próprio Caleb. – Sally disse. – Ele está com o Sr. Edward Cullen nesse momento, mas logo estará livre...

- Sem problemas. – Bella riu abertamente. – Ele não se incomodará se eu o atrapalhar por um momento. Só pegarei os papéis e sairei, não faz sentido eu ficar esperando aqui fora até que terminem o que estão fazendo.

- Eu não sei... – Sally começou a protestar mas Bella fez um gesto de desdém.

- Qualquer coisa é só dizer a ele que eu invadi. – Bella sorriu antes de caminhar pra porta do escritório de Caleb. Estava com a mão na maçaneta e a moveu, abrindo minimamente a porta quando ouviu a conversa que se desenrolava no interior do escritório, totalmente audível naquele momento.

- Tenho medo de que ela descubra, Caleb. – era a voz de Edward que dizia. E havia amargura em cada uma de suas palavras. Pesar. Arrependimento. Isso fez com que Bella paralisasse no ato, ficando então imóvel, a porta aberta apenas naquela mínima fresta. – Ela nunca irá me perdoar.

- Edward, você fez o que achava certo. – era a voz de Caleb que o confortava. Bella sentiu quando Sally levantou-se de sua cadeira e veio protestar pelo fato de ela estar bisbilhotando mas apenas um olhar de Bella em sua direção a fez parar. Nada no mundo impediria a garota de escutar o restante daquela conversa. Pois em seu íntimo ela tinha certeza absoluta de que falavam dela. – Eu fui estúpido em não querer saber realmente pra que você queria entrar no banco de dados do sistema mas... bem, foi um erro. Eu deveria ter perguntado o porquê de tanta urgência.

- Não, não deveria. Não faça parecer como se a culpa fosse sua. – Bella ouviu quando Edward suspirou. E seu coração batia tão forte... naquele momento ela desejou estar sonhando. Tendo um terrível pesadelo e não estar apenas ali, acordada, ouvindo seu namorado dizer que... – Você acreditou que eu estivesse mesmo fazendo um favor pra Damon ao solicitar informações confidenciais. Foi uma rápida ligação de telefone, não teria como você sequer desconfiar de que eu estava mentindo.

- É, foi realmente um péssimo momento pra confiar em você. – Caleb tentou fazer piada mas Edward não parecia estar no espírito pra tal coisa naquele momento.

- Srta. Swan, eu posso perder meu emprego... – Sally guinchou ao seu lado enquanto parecia dançar tamanho seu nervosismo. Bella apenas fez um gesto pra que ela ficasse calada e continuou a ouvir atrás da porta.

- Eu fiquei doido, Caleb! – Edward exclamava naquele momento. – Fiquei doido quando soube que ela ocultara coisas de mim mais uma vez! Eu sempre achei que ela confiasse em mim. Droga, ela disse tantas vezes que confiava em mim! Mas sabe quando você está ao lado de alguém e... sente como se não a conhecesse realmente? Quando a ouvi dizer que James... ah, eu fiquei louco! Simplesmente surtei e, num impulso, resolvi te ligar e inventar que Damon me tinha pedido esse favor.

- Até que ponto você foi, caro amigo? – Caleb quis saber naquela sua costumeira calma. Ou aparente calma. – Sua pesquisa restringiu-se a James ou...

- Eu procurei por tudo o que pudesse envolver o nome de Bella. – naquele momento, mesmo se um meteoro caísse no meio daquele corredor, Bella não teria movido sequer um dedo. Ela estava atônita. Surpresa... não, surpresa seria eufemismo pro estado no qual ela se encontrava naquele momento. Sim, ela sempre soubera que Edward não aceitava nada que não fosse a verdade completa. Sempre soubera que sua forma evasiva de ser jamais agradara ao rapaz. Mas daí a usar de ferramentas da Agência pra vasculhar sua vida... não, ela não podia acreditar naquilo que ouvia. – Tudo, absolutamente tudo. Pude constatar que muita coisa que ela me contou era verdade e que... bem, outras coisas não eram tão verdadeiras assim.

- E isso te ajudou em algo, filho? – Caleb questionava. – Fez você sentir-se melhor?

- Não. – Edward suspirou. Bella quase podia vê-lo passar ambas as mãos pelos cabelos enquanto girava em torno de si mesmo. – Achei que fosse me deixar mais... ah, não sei nem o que pensei, Caleb. Mas a verdade é que me sinto péssimo.

- Se eu fosse você, me abriria com ela. – Caleb dizia. – Diria tudo o que tem aí, trancado em seu peito. Diria sobre o quanto você a ama e o que te levou a cometer tamanha loucura. Todos cometemos erros, Edward.

- Mas eu acho que dessa vez eu fui longe demais. – Edward praticamente sussurrou enquanto passos se faziam ouvir no interior do escritório. Sally ainda estava inquieta ao lado de Bella mas parecia não saber o que fazer naquela situação. Bella, por sua vez, ainda estava imóvel, a mão na maçaneta, ainda querendo estar sonhando naquele momento.

Mas não estava. A realidade era uma cruel brincadeira sem graça. Ela não podia acreditar que Edward realmente enganara Caleb que tanto confiara nele, entrara na Agência e simplesmente revirara seu passado. Tudo o que ela pedira fora um tempo. Um tempo diante de todas as exigências que ele lhe fazia sempre enquanto a única coisa que ela pedia era essa: um tempo. Compreensão e um tempo pra que ela pudesse se encontrar em meio a todo aquele caos que era sua vida.

Tanto que, quando a porta foi aberta pelo lado de dentro, ela ainda não se moveu. Só quando seus olhos castanhos se encontraram com os verdes tão conhecidos por ela, a verdade a atingiu como um tapa no rosto.

O homem ao qual amava, no qual confiava mais do que em qualquer pessoa em todo o mundo, a traíra. Apunhalara-a pelas costas. Soubera de coisas que ela não estava preparada pra que ele soubesse.

Talvez nunca estivesse... e tudo o que ela pedira fora compreensão.

- Por quê? – foi tudo o que seus trêmulos lábios puderam dizer diante do estupefato rosto de Edward, que a encarava como se ela fosse um fantasma.

- Bella, e-eu... – Edward tentou se explicar, atropelando-se em busca das palavras certas. Mas existiam palavras certas naquele momento?

Um último olhar lacrimoso foi lançado ao rapaz. E nele Edward pôde ver toda a dor que dilacerava o coração de Bella; isso o matou por dentro. O fez sentir-se como um lixo. Ou até mesmo pior do que isso. Como pudera ser tão tolo ao ponto de acreditar que aquilo seria o certo a ser feito?

- Bella, por favor... – então as lágrimas estavam em sua voz também quando a garota apenas fechou seus olhos, lágrimas quentes deslizando por seu rosto absurdamente sofrido, torturado. Então, sem uma palavra sequer, ela virou-se e simplesmente saiu correndo pelo corredor em direção aos elevadores. – Bella, espere!

- Não faça isso! – Caleb disse ao seu lado ao segurá-lo pelo ombro. – Não vá atrás dela.

- Mas ela vai me odiar, Caleb! – Edward protestou. – Ela tem que saber por que eu fiz tudo o que fiz!

- Por mais que você diga, ela ainda te odiará nesse momento. – Caleb apertou seus lábios enquanto fixava seus olhos penetrantes nos olhos lacrimosos de Edward. – Não há nada que você possa fazer agora a não ser esperar.

- Esperar pelo que? – Edward perguntou em um sussurro incrédulo.

- Esperar que ela pense em tudo. – Caleb explicou enquanto olhava pro elevador por onde Bella a pouco havia desaparecido. – Que tire suas próprias conclusões. E então ela estará pronta pra pesar tudo numa balança e enfim discutir tudo com você. – voltou então a olhar pro rapaz que estava ao seu lado, visivelmente desolado. – O que você fez foi um erro terrível, Edward, eu não vou mentir quanto a isso. Não agora. Eu confiei em você e você aproveitou-se disso pra buscar informações que Bella não queria que você soubesse. Ela gosta muito de você, Edward. Muito mesmo. Por isso dê-lhe o tempo do qual ela precisa nesse momento.

- E se ela não me perdoar, Caleb? – Edward perguntou ao permitir que as lágrimas finalmente escorressem por seu rosto. – E se ela não me perdoar?

- Esse é um direito dela, Edward. – a voz de seu mentor não era nada mais do que um sussurro enquanto seus olhos claros demonstravam todo seu pesar diante daquela situação. – Mesmo que isso te destrua, esse é um direito dela. Como homem, agora te resta esperar um tempo e então arcar com as conseqüências de seus atos impensados.

- Eu fui um tremendo estúpido. – Edward sussurrou sentindo quando Caleb passou um braço por seus ombros, dando-lhe apoio naquele momento. – E posso ter perdido Bella pra sempre dessa vez.

Notas finais
Ok, depois do final desse capítulo eu acredito que minha lista de possíveis assassinas em potencial cujo alvo principal é a minha pessoa irá aumentar em... deixe-me ver... uns 1.500%, eu acho.
Não me batam, não me matem e nem façam qualquer espécie de macumba contra mim (lembrem-se de que gatos e galinhas pretas também merecem viver, ok?). Eu disse que teremos uma terceira temporada, não? Então. Sem esses acontecimentos que às vezes parecem desnecessários ou até mesmo crueldade de minha parte (eu nem sou cruel. Nem sei de onde essas leitoras tiram esses absurdos...), são, na verdade, partes de uma coisa muito, muito maior.
Eu sei que dá ua peninha em vê-los brigar assim, vezes sem conta. E dessa vez... bem, parece que o Ed passou e muito do limite. Mas a Bella não é também a Senhora Inocência, né? Há quem diga que Edward toma essas atitudes levado pelos ciúmes e pela preocupação devido ao fato de que a garota só mente pra ele. Ou omite coisas importantes.
Mas, sem tomar partido nessas ideias que são levantadas pelos próprios leitores, posso dizer que ambos são pessoas, sujeitas ao erro. Não digo que um tenha mais culpa do que o outro, ou que ainda nenhum dos dois seja culpado, ou ainda que apenas um mereça toda a culpa... não consigo recriminá-los realmente.
Eu, como escritora, os vejo como pessoas. Eles erram, não? Difícil é saber quem o faz e quando o faz pois, quando pensamos que é A na verdade é B. Pois um detalhe muda tudo realmente...
Ok, chega de enigmas e meias frases por que eu sei que vocês detestam isso. Mereço então comentários? Podem me xingar a vontade, eu não ligo. Só não coloquem em dúvida a minha aptidão em montar personagens e descrever situações por que senão... ah, aí eu chamo meu grande amigo Chuck Norris.